Alemanha lança campanha “Ecumenismo Já” e pede que religiosos ouçam as comunidades

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Voltados a dois eventos marcantes da história, políticos, desportistas, cientistas, economistas, agentes culturais e religiosos da Alemanha lançaram, no dia 5 de setembro, o movimento “Ökumene Jetzt!” (Ecumenismo Já!), exigindo mais ações voltadas ao restabelecimento da unidade.

“Não podemos e não devemos abandonar o empenho pela unidade de toda a Igreja até que seja alcançada entre as lideranças eclesiásticas um acordo teológico sobre o modo de entender a missão e a Ceia do Senhor. E também não devemos nos contentar em ter como meta o fato de que as Igrejas se reconheçam reciprocamente como Igrejas”, diz o manifesto “Ecumenismo Agora: um só Deus, uma só fé, uma Igreja”.

Em 2017, a Alemanha festejará os 500 anos da Reforma luterana e em 2015 serão lembrados os 50 anos do Concílio Vaticano II, que foi convocado visando uma renovação pastoral e ecumênica da Igreja Católica.

Os dois eventos não se reportam apenas a uma denominação, mas são um desafio e uma oportunidade para todas as igrejas. Por isso, o grupo que deslanchou o movimento “Ökumene Jetzt!” prometeu envolver-se na preparação das duas datas e “fazer de tudo para que, depois dos jubileus, não permaneça tudo como antes”.

O grupo destaca que a busca da unidade não cabe apenas a pastores, mas principalmente aos fiéis, que são chamados a essa tarefa. “Hoje, a divisão das igrejas não é fundamentada nem desejada politicamente”, assinala.

Uma superação da divisão das igrejas não é possível sem um sólido acordo teológico, reagiu o presidente da Conferência Episcopal alemã, arcebispo Robert Zollitsch, segundo o sítio Religion.orf.at.

O vice-presidente da Igreja Evangélica da Alemanha (EKD), teólogo Thies Gundlach, lembrou que ainda subsistem diferenças entre católicos e protestantes no modo de entender a fé.

Em entrevista à repórter Britta Baas, do sítio Publik-forum.de, o pastor evangélico Christian Führer, 69 anos, hoje no comitê diretivo da fundação Friedliche Revolution (Revolução Pacífica), disse que o movimento Ecumenismo Agora quer despertar inquietação.

O movimento retoma, assinalou, o que grupos de reforma de base nas igrejas já disseram milhares de vezes e nada aconteceu. “Se a base das comunidades católicas e evangélicas colaborar, ela poderá efetivamente provocar alguma coisa ‘lá em cima’ (na hierarquia)”, provocou Führer.

Ele espera que justamente aqueles líderes eclesiásticos que raramente escutam a base, “mas que ouvem as personalidades, comecem agora a se inquietar”.

Não faltam personalidades que já aderiram à proposta do Ecumenismo Já, entre eles Richard von Weizsäcker, presidente da República Federal da Alemanha de 1984 a 1994; Thomas Bach, advogado, vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional; Andreas Felger, artista, pintor e escultor; Gerda Hasselfeldt, economista, vice presidente do Bundestag (Parlamento) de 2005 a 2011 pelo partido da União Social-Cristã (CSU); Günther Jauch, jornalista; Friedrich Kronenberg, economista, secretário geral do Comitê Central dos Católicos Alemães; Hans Meier, cientista político, presidente do Comitê Central dos Católicos Alemães e ministro para a Educação e Culto do Estado da Baviera de 1970 a 1986; Thomas de Maizière, jurista, ministro do Interior de 2009 a 2011; Uwe Schneidewind, economista, presidente do Instituto para o Clima, Meio Ambiente e Energia de Wuppertal; Arnold Stadler, escritor, Günther Uecker, escritor; Michael Vesper, sociólogo e diretor geral da Liga de Esportes Olímpicos; Antje Vollmer, teóloga, pedagoga e vice presidente do Bundestag de 1994 a 2005.

SertãoGospel com ALC

http://www.sertaogospel.net/noticias.php?mostrar=noticiacompleta&id=4770777892

Comentário: Essa notícia teve pouca repercussão no mundo. Mesmo assim, resolvi postar para mais gente ver a pesquisar e verificar sua autenticidade. Sendo verdadeira, é realmente importante, pois se sabe que na Alemanha o Ecumenismo tem forte apoio das autoridades políticas como a primeira ministra e o presidente.

4 comments for “Alemanha lança campanha “Ecumenismo Já” e pede que religiosos ouçam as comunidades

  1. Christian Mirkos S. Pereira
    setembro 24, 2012 at 5:40 am

    É fácil entender que as ações extremas de cristãos e muçulmanos, ou entre católicos e protestantes, exemplificada nos muitos confrontos mortais entre ambos, crie o pano de fundo para o ecumenismo. Esse movimento nasceu fortemente baseado na ideia de que é possível remover as barreiras da intolerância. Todavia, a premissa do ecumenismo é que isso é possível por esforço intelectual humano abstraída a ingerência Divina ou, pior, moldando-a à vontade humana. Logo, a aplicação deste princípio segundo o qual a intelectualidade humana conduz à paz joga por terra o princípio expresso em Filipenses 4:13.

    • Sikberto
      setembro 24, 2012 at 11:56 am

      Olá Christian;
      Entendo que sim, como dizes, apenas torcaria a expressão “ingerência divina” por “gerência divina”, eh eh, fica melhor.

  2. gomez
    setembro 25, 2012 at 3:37 pm

    o ecumenismo sera a peça-chave para o decreto dominical prof sikberto? vi uma vez nesse site do senhor que um lider religioso da alemanha deseja que o papa seje o lider de todas as religiões no aniversario dos 500 anos da reforma protestante em 2017 poderia por hipóteze este fato realmente acontecer?

    • Sikberto
      setembro 26, 2012 at 12:37 am

      Olá amigo Gomez;
      Sobre os 500 anos de comemoração da Reforma, deve ter lido em outro site, não foi publicação nossa. Não há como prever que em 2017 o papa se torne o líder no mundo. Algo assim não tem fundamento, só especulação.

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