Lição 01 – Ensinos de JESUS

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2014

Tema geral do trimestre: CRISTO e Sua lei

Lição 01 – Ensinos de JESUS

Semana de   28 de junho a 5 de julho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br– Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de DEUS; e de fato, somos filhos de DEUS. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não O conheceu a Ele mesmo” (João 3:1).

 

Introdução de sábado à tarde

“Em Sua vida Jesus de Nazaré diferiu de todos os outros homens. … É Ele o único modelo verdadeiro de bondade e perfeição. Desde o princípio de Seu ministério os homens começaram a compreender mais claramente o caráter de Deus. … A missão de Cristo na Terra foi revelar aos homens que Deus não é um déspota, mas um Pai celestial, pleno de amor e misericórdia para com Seus filhos. Referia-Se Ele a Deus usando o carinhoso título de “Meu Pai” (Nos lugares celestiais, MM 1968, 14).

JESUS gostava de chamar a DEUS de Pai. Na verdade DEUS não é o Pai de JESUS, que não foi gerado por esse Pai celestial. Tanto DEUS Pai, quando JESUS, pré-existiram desde a eternidade. Eles fazem parte da Trindade, que tem vida própria eterna. Mas como estudamos no trimestre passado, a lei do governo celeste é o amor, eles se amam, a tal ponto que os três são como um único ser, tal é a harmonia entre eles. É essa harmonia que o Criador queria que houvesse entre os casais formadores de uma família. Felizmente, em nosso lar, nós nos damos muito bem. Minha esposa, mulher muito simples, como sempre gostei, rigorosamente segundo os princípios de nossa igreja, me ajuda em tudo, penso que nem consigo retribuir o quando ela procura me agradar. Ela é capaz de alguns agrados que tocam muito. Por exemplo, quando estamos numa festinha de aniversário, e estou falando com amigos, sem esperar, lá vem ela trazendo um pedaço de bolo ou qualquer coisa. Ela ainda herdou muita coisa de Eva, que saiu das mãos de DEUS. Daí se pode entender, ao menos um pouco, como deve ser a relação do amor entre DEUS Filho e DEUS Pai. Esse será um assunto fantástico.

 

  1. Primeiro dia: Nosso Pai celestial

O conceito de pai é ser o provedor do lar, o que cuida e ampara a esposa, como sacerdote do lar, cultiva o amor e promove a felicidade. É aquele que, junto com a esposa, guia os membros do lar rumo à vida eterna. Zela pela educação dos filhos e trata de unir a todos em torno do amor.

Se os pais terrestres tem essa incumbência, quanto mais superior é a providência do Pai celeste. É dEle que vem todas as coisas que podemos dispor, pois foi Ele que as providenciou na criação. “Nosso Pai celeste é a fonte de vida, de sabedoria e de felicidade. Contemplai as belas e maravilhosas obras da natureza. Considerai a sua admirável adaptação às necessidades e à felicidade, não só do homem, mas de todas as criaturas viventes. O sol e a chuva, que alegram e refrigeram a terra; as colinas, e mares e planícies – tudo nos fala do amor de quem tudo criou. É Deus quem supre as necessidades cotidianas de todas as Suas criaturas, como tão belamente o exprime o salmista nestas palavras:

“Os olhos de todos esperam em Ti,

E Tu lhes dás o seu mantimento a seu tempo.

Abres a mão

E satisfazes os desejos de todos os viventes.” Sal. 145:15 e 16” (Caminho a CRISTO, 9).

JESUS revelou o Pai celeste. JESUS criou todas as coisas, foi o Pai que criou por meio de JESUS, o Filho amado. Lá se tratam assim, um o Pai, outro o Filho, unidos pelo amor, que é a lei do governo celeste. As criaturas firam trazidas a existência para que o Criador pudesse ter alguém para fazer feliz, eternamente. Essa é a lógica do governo de DEUS, o governo absolutamente legítimo, porque o caráter de DEUS é amor, e assim Ele governa, e estende esse amor a todos seus filhos. O governo de DEUS é legítimo não porque fosse eleito pelas criaturas, mas porque sintoniza 100% com os desejos das criaturas, por meio do amor. Isso JESUS revelou entre nós.

 

  1. Segunda: Revelado pelo Filho

Moisés queria ver o rosto, isto é, a glória de DEUS. Ele tanto falava com DEUS, face a face, mas dentro de uma espessa nuvem. Falava com Ele, o ouvia mas não O via. Com o tempo, formou-se uma intimidade com o Criador que Moisés levou em grande respeito e admiração. Cada vez mais o profeta amava a DEUS. Ele passou a conhecer, tanto o impressionante poder de DEUS quanto os seus delicados sentimentos. Era só Moisés pedir algo em favor do povo, e DEUS atendia. Sempre que Moises ficava um tempo com DEUS, voltava com o rosto em glória, isto é, resplandecente. Era tal a intensidade do amor que seu rosto brilhava.

“Cristo declara a missão que tinha em vista ao vir à Terra. Afirma em Sua última oração pública: “Pai justo, o mundo não Te conheceu; mas Eu Te conheci, e estes conheceram que Tu Me enviaste a Mim. E Eu lhes fiz conhecer o Teu nome e lho farei conhecer mais, para que o amor com que Me tens amado esteja neles, e Eu neles esteja.” João 17:25 e 26. Quando Moisés pediu ao Senhor que lhe mostrasse Sua glória, o Senhor disse: “Farei passar toda a Minha bondade por diante de ti.” Êxo. 33:19. “Passando, Pois, o Senhor perante a sua face, clamou: Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniquidade, e a transgressão, e o pecado; que ao culpado não tem por inocente. … E Moisés apressou-se, e inclinou a cabeça à terra, e encurvou-se.” Êxo. 34:6-8. Quando formos capazes de compreender o caráter de Deus como Moisés, também nós nos daremos pressa em curvar-nos em adoração e louvor. Jesus não esperava nada menos de que “o amor com que Me ama” (Fundamentos da educação cristã, 177 e 178).

Assim como Moises, os discípulos de JESUS também queriam ver DEUS. Mas JESUS lhes respondeu: “Quem vê a Mim, vê o Pai” (João 14:9). O que Moises não pôde ver, os discípulos viram, com a diferença dEle estar em forma humana, não divina. O que JESUS revelou a respeito de DEUS foi exatamente o que Moises clamou sobre Ele: “Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniquidade, e a transgressão, e o pecado; que ao culpado não tem por inocente.

Assim é DEUS, um ser infinito em poder, capaz de realizar demonstrações impressionantes por esse poder, como fez com o dilúvio no tempo de Noé, no Egito ao derramar as pragas, no Sinai, e em muitas outras ocasiões. Mas também Ele é de tão intenso amor que perdoa a todo que se arrepende, como ficou demonstrado muitas vezes ao longo da história. Um fato que muito me impressiona foi que DEUS perdoou o mau rei Acabe, como está escrito em I Reis 21:29 DEUS falando a Elias, sobre o meu rei: “Não vistes que Acabe se humilha perante Mim? Portanto, visto que se humilha perante Mim, não trarei este mal nos seus dias, mas nos dias de seu filho o trarei sobre a sua casa.” Pois assim foi, porque o filho de Acabe também foi mau e nunca se arrependeu. Se tivesse se arrependido, DEUS certamente o teria perdoado. DEUS prefere perdoar a condenar, pois Ele é amor.

 

  1. Terça: O amor de nosso Pai celestial

Uma das acusações de satanás é que DEUS não poderia ser amor e justiça ao mesmo tempo. E essa acusação não poderia ser refutada por DEUS a não ser pelo que Ele falava e ensinava. Mas não havia ainda como provar que satanás estava mentindo. De fato, satanás é muito astuto, a sua inteligência é admirável. Lamentável que a utilize para a maldade, desde que se revoltou contra DEUS. É que até então, jamais acontecera de ter havido alguma desobediência à lei de DEUS. Por isso, como provar que, em havendo desobediência, em vez de perdoar, DEUS logo mataria o desobediente? Ou que fizesse o contrário, perdoando sem punir? Ou DEUS seria amor e não justiça, ou Ele seria justiça e não amor. Essa era a argumentação de Lúcifer. Os anjos que permaneceram fiéis a DEUS, basearam-se no seguinte argumento: não é razoável que o Criador de todas as coisas, que sempre pautou pelo bem, deixasse de ser amor ao alguém pecar, tal atitude não combinava com o caráter conhecido de DEUS. Lúcifer argumentava o contrário, e seu argumento parecia lógico, tanto que 33% dos anjos aceitaram a sua palavra. Era palavra contra palavra, os argumentos dele pareciam muito sólidos, assim como, para muitos, o argumento da origem natural da vida e a Evolução das espécies, também parecem sólidos. DEUS não revelou o que Ele faria em caso de pecado, nem teria de fazê-lo, embora já tivesse o plano de salvação em mente. Não subestimemos a capacidade de Lúcifer para enganar, ele não é ingênuo. Mas em caso de dúvida, confiemos em DEUS mesmo assim.

“Nada é mais claramente ensinado nas Escrituras do que o fato de não haver sido Deus de maneira alguma responsável pela manifestação do pecado; e de não ter havido qualquer retirada arbitrária da graça divina, nem deficiência no governo divino, para que dessem motivo ao irrompimento da rebelião. O pecado é um intruso, por cuja presença nenhuma razão se pode dar. É misterioso, inexplicável; desculpá-lo corresponde a defendê-lo. Se para ele se pudesse encontrar desculpa, ou mostrar-se causa para a sua existência, deixaria de ser pecado” (O Grande Conflito, 492 e 493).

O argumento de Lúcifer ficou reforçado quando ele e seus anjos foram expulsos do Céu. Isto parecia ser um ato de vingança de DEUS, por Lúcifer e seus anjos não se sujeitarem à vontade de DEUS, e parecia Ele não ter suportado seu comportamento. Depois de diversas oportunidades, de muito diálogo, sem possibilidade de arrependimento, eles não mais poderiam ser perdoados enquanto não se arrependessem, e também não poderiam ser tolerados naquele lugar, sede do governo do Universo. DEUS, que é o Criador, poderia ter matado todos eles, isso seria justo, mas nesse caso a dúvida semeada pelo enganador permaneceria pela eternidade, e todos obedeceriam a DEUS por medo, não por amor. DEUS perdoa sim, mas não o pode fazer sem que haja arrependimento, isso seria ilegal e não correto, isso fomentaria a impunidade. E quando Adão e Eva pecaram, mais ainda Lúcifer ficou radiante, pois o seu argumento ganhava força. Por certo seus anjos entenderam, que seu líder estava com a razão, e possivelmente ganharam esperança de retornar ao Céu, pela força do argumento contra DEUS e pelo apoio de mais seres, ainda santos (pertencentes a DEUS) que certamente mudariam para o lado deles. O Universo estava em estado de guerra! A expectativa se havia estendido a todo o Universo. A turma de Lúcifer chegou a conclusão que DEUS certamente iria expulsar o casal do jardim, como já fizera com eles, e deixar que morressem, pois se tornaram mortais, para ser justo e respeitar a Sua lei. Mas se DEUS os mantivesse no jardim, e os deixasse comer da árvore da vida para não morrerem, nesse caso DEUS seria amor, mas não justiça, ou seja, Ele mesmo teria desrespeitado a Sua própria lei. E DEUS se diz exemplo de obediência para Suas criaturas, se dizia capaz de amar e de fazer justiça sem contradição! Eles entenderam que conseguiram colocar DEUS numa situação sem saída, porque esse planeta agora era domínio deles, não mais de Adão. Certamente estavam orgulhosos do que aprontaram, mas a euforia deles durou menos de um dia.

Naquele dia, da queda do casal, ocorreu uma tremenda reviravolta em relação aos argumentos de Lúcifer. A dúvida gerada no Universo afora ficou aliviada, pois foi divulgado um plano em que DEUS aparece como alguém capaz de manter o amor embora praticando a justiça da lei. O casal seria perdoado, mas sem infringir a lei e a justiça, e sim, por meio de uma grande ação do amor com justiça de DEUS. O Filho de DEUS iria morrer no lugar deles, e se eles aceitassem a oferta de perdão, seriam salvos da morte eterna, não pela lei, mas pela graça. O que surpreendeu Lúcifer, e a muitos, foi a entrada da graça no contexto. A graça, do modo como DEUS conduziu o desenrolar dos fatos, comprovou-se perfeitamente em harmonia com a lei, se complementam, para que DEUS possa continuar sendo amor, mas também executar a justiça, sem deixar nem um nem outro desses princípios de lado.  Convenhamos, só o governo de DEUS pode oferecer tal oferta, sem custo para nós, pois nenhum outro governo é capaz de seu governante morrer por algum cidadão de seu país, e depois ressurgir vivo, e assim salvar o tal cidadão de seu problema, e o governo, ainda assim, continuar sendo dirigido pela mesma pessoa que havia morrido. Nenhum governo desta Terra é capaz de perdoar dívidas de seus cidadãos sem que isso não dê início a uma escalada de impunidade. Só DEUS é capaz de ser amor e justiça ao mesmo tempo, sem infringir a lei dEle mesmo, e nem deixar de amar até aqueles que se rebelaram. O significativo aqui é que, do próprio DEUS, dEle parte o exemplo de obediência à lei e de procedimento de justiça quando houver necessidade. É uma solução muito original, planejada pela força e sabedoria do amor. O governo de DEUS, por ser perfeito, na normalidade da perfeição, nunca requer que se recorra a justiça, pois enfim, todos se amam! JESUS não desobedeceu a lei ao morrer por nós, aliás, nisso cumpriu cabalmente a lei, como Ele mesmo disse (vamos parafrasear uns trechos): “vim para cumprir, não para revogar”, ou seja, vim obedecer como também vim morrer pelos desobedientes, para salvá-los do poder executor da lei, que Paulo chama ‘maldição’. Vim oferecer a graça, que vai Me custar muito caro: a Minha vida, mas por essa via vocês poderão ser perdoados e terem a oportunidade de viver eternamente, sob a lei do amor. Creiam e se salvarão e viverão.

No governo perfeito, da lei perfeita, onde pelas características não se tem necessidade de executar criaturas para fazer justiça, pois o natural é todos serem obedientes à lei perfeita, no entanto, quando o castigo é necessário, o preço é muito alto para quem deve pagar para que não se troque o amor pela justiça, parecendo um ato de ódio. Acontecendo a necessidade de se fazer justiça, o peso da oferta do perdão recai sobre o próprio governante. Isso é novidade para os governos da Terra. Essa é uma das distinções da superioridade do governo celeste.

 

  1. Quarta: O compassivo cuidado de nosso Pai celestial

DEUS tem cuidado de seus filhos aqui na Terra ao longo dos milênios. Ele tem atendido as orações de seus servos, sempre como a Sua inteligência e sabedoria determina ser melhor a alternativa. Aconteça o que acontecer, Ele sempre está no controle. Estar no controle significa ter conhecimento do que se passa, mas não significa que esteja sempre interferindo na situação. Frequentemente se ouve dizer que o motorista perdeu o controle do carro e depois bateu. Na verdade ele não perdeu o controle, e sim, perdeu o comando do carro. Os controles do carro são o velocímetro, temperatura do motor, nível do óleo e assim por diante. Eles servem para que o motorista tenha conhecimento do que se passa com o automóvel, mas se ele se atrapalhar na direção ou no freio, perde o comando sobre a situação. DEUS está sempre no controle, e comanda segundo a sua vontade que é infinitamente superior em competência à nossa.

É preciso lembrar que não estamos blindados contra o mal, mesmo que sejamos seguidores de DEUS. Como a Bíblia bem revela, personagens do passado sofreram muito, como foi o caso de Jó ou de José filho de Israel. Os discípulos também tiveram, a exceção de João, mortes sofridas. Na Idade Média aqueles que se mantiveram fiéis a DEUS, sofreram perseguição. Mas temos o grande exemplo de Estêvão, DEUS não interferiu evitando sua morte a pedradas, mas Estêvão viu o Filho de DEUS, em pé, como que em respeito a seu filho fiel. Ou seja, DEUS estava no controle, porém, não interferiu. Como DEUS está sempre no controle, devemos ter ciência de que Ele sempre toma a melhor decisão relacionada com a vida eterna, não apenas com a curta vida aqui na Terra. É melhor que soframos aqui, mas tenhamos a vida eterna, do que termos abundância e vida aqui, por uns tempos, mas perder a vida eterna. É isso que DEUS tem o máximo zelo.

“Jesus veio à Terra para ser, não somente o Redentor do mundo mas seu grande Exemplo. Perfeita foi Sua vida, vida de mansidão, de humildade, pureza e ilimitada confiança em Deus. … Ensinou-nos praticamente a grande lição da calma e constante confiança em nosso Pai celestial. Permite que sobrevenham tentações, provas, aflições a Seus amados. Estas coisas são providências Suas, demonstrações da misericórdia a fim de trazê-los de volta quando se desgarram de Seu lado, e dar-lhes mais profundo senso de Sua presença e providencial cuidado. A paz que excede ao entendimento não é para os que recuam de provações, de lutas e de abnegação” (Nossa alta vocação, MM 1962, 325). “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Filip. 4:7).

Gostaria de citar o caso de um irmão bem pobre aqui de Ijuí. O nome dele era Alex. Muito humilde, ele era fiel, sempre ia à igreja a pé. Nunca lhe faltou o sustento nem o abrigo. Como não tinha casa, nem nada, e já era velho, um senhor abastado construiu uma casinha de alvenaria para ele, e não cobrava nada. Ali ele vivia com seus cachorros. E nós o visitávamos para dar apoio e ver se não faltava nada. Minha esposa, sextas feiras à noite, no inverno, levava uma gostosa sopa para ele. Outros irmãos da igreja também o amparavam. Ele tinha amigos, se bem que não parentes, ao menos por perto. Vivia de uma aposentadoria rural e de algum trabalho de limpeza que fazia nos terrenos da vizinhança. Um dia ele ficou doente e foi levado ao hospital, mas morreu. Apesar de ser pobre, teve dinheiro guardado suficiente para um sepultamento digno, com tudo o que precisava. Nada ficou devendo, porém, outros que ainda lhe pediram emprestado, não o pagaram. Lembrei do verso bíblico do Salmo 37:21: “O ímpio pede emprestado e não paga, o justo, porém, se compadece e dá.” Assim era o fiel Alex. Hoje ele espera pela ressurreição dos justos. Com relação a ele, DEUS sempre esteve no controle, e tudo o que precisava, nunca lhe faltou. De alguma maneira era providenciado, embora fosse bem pobre.

 

  1. Quinta: O Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO

“A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção. A fim de levarem a cabo plenamente esse plano, foi decidido que Cristo, o unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado. Que linha pode medir a profundidade deste amor? Deus tornaria impossível ao homem dizer que Ele poderia ter feito mais. Com Cristo deu Ele todas as riquezas do Céu, para que coisa alguma pudesse faltar no plano de soerguimento do homem. Eis o amor – a contemplação do qual encherá a alma de inexprimível gratidão! Oh! que amor, que incomparável amor! A contemplação desse amor purifica a alma de todo egoísmo. Levará o discípulo a renunciar a si mesmo, tomar a cruz e seguir o Redentor” (Conselhos sobre saúde, 222).

A Trindade, desacreditada por muitos, embora exista, sempre participou unida nos momentos mais importantes do plano da salvação. Assim aconteceu quando esse plano foi elaborado, como em outras ocasiões. E de nada adianta não crer no ESPÍRITO SANTO, pois Ele existe, está na Bíblia e nos escritos do Espírito de Profecia. Aliás, como Ele poderia substituir a JESUS na Terra, sendo uma única pessoa, mas não DEUS, capaz da onipresença. O inimigo, satanás, tem milhões de anjos à sua disposição, assim pode atuar em todos os lugares e pessoas. Mas o ESPÍRITO SANTO precisa ser DEUS para agir nos indivíduos, e em muitos, ao mesmo tempo, principalmente nesses tempos finais. Se não fosse mesmo DEUS, como iria substituir a JESUS?

Em especial, os três seres, que se unem em forma de um só DEUS porque estão em harmonia por uma só lei, pela qual se amam a ponto de serem como um único ser. Embora sendo três, são exemplo para os casais obterem unidade semelhante, estiveram juntos no nascimento de JESUS bem como na Sua crucificação. No nascimento, conforme Lucas 1:26-35, o Pai escolheu Maria para ser a mãe de JESUS, e o ESPÍRITO SANTO participou na fertilização da jovem virgem. Assim também foi no batismo, e na morte de JESUS. Nesse caso, conforme Hebreus 9:14, JESUS ofereceu Seu sangue para nos purificar, o ESPÍRITO SANTO participou da oferta de JESUS por nós, e DEUS nos recebe por essa oferta, portanto, aceita o ato de JESUS.

Pode acontecer de alguns acharem curioso o fato de grafarmos os nomes dos membros da Trindade em letras maiúsculas. Fazemos isso para distinguir em hora e respeito, dos outros nomes, de pessoas comuns, para estes casos só se escreve a primeira letra em maiúscula. Do mesmo modo, escrevemos a palavra satanás toda em minúscula porque entendemos que ele merece tratamento de honra inferior que os seres humanos. É uma forma de distinção pessoal, utilizada há muitos anos. Temos o maior respeito pela divindade.

 

  1. Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

a)      Síntese dos principais pontos da lição

  • Qual o foco principal?

JESUS, Filho de DEUS, a quem chamava Pai, veio para salvar a humanidade. Mas também veio para outras finalidades, entre elas, revelar a natureza do Pai celeste. O inimigo satanás, em sua guerra contra o governo celeste, desenvolveu uma imagem supremamente negativa de DEUS. Por imitações de deuses falsos, todos eles tiranos, guerreiros, aos quais os súditos precisavam fazer oferendas para aplacar a ira desses deuses imaginários. Havia deuses que exigiam oferendas de crianças ou moças, que deveriam ser mortas para eles. Na Idade Média, a igreja oficial também denegriu a imagem de DEUS, quando os fiéis deviam pagar indulgências e fazer sacrifícios para DEUS. Essa ficou sendo a imagem do Criador junto ao ser humano. Mas JESUS CRISTO veio à Terra para mostrar como é DEUS, puro amor. É o que estamos estudando.

 

  • Quais os tópicos relevantes?

Com a vinda de JESUS, o Filho de DEUS, a esta Terra, em forma de ser humano, sucedeu-se algo maravilhoso para a humanidade, ao menos, para os que forem salvos. Somos chamados “filhos de DEUS”. Como assim? JESUS tornou-Se um igual a nós, um irmão nosso, nascido aqui entre os homens. Ele é o Filho de DEUS, portanto, como seus irmãos, também temos igual tratamento. Curioso, com todo o mal que aconteceu aqui, somos, junto com JESUS, os únicos filhos de DEUS no Universo!

DEUS nos considera como filhos, como irmãos de JESUS, pois Ele Se transformou como um de nossa raça. DEUS nos ama, e a tal ponto que deu Seu chamado Filho para morrer por nós. DEUS cuida para que sejamos salvos, e só não seremos se não desejarmos. DEUS é amor, e ama a todas as Suas criaturas.

 

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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b)      Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Principalmente que podemos confiar em DEUS, e ter fé que Ele quer o nosso bem, e que trabalha nesse sentido.

 

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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c)       Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Devemos não só nos entregar a JESUS, como também trabalhar pela vida de outras pessoas.

 

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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d)     Comentário de Ellen G. White

“”Ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” I Cor. 3:11. “Em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Atos 4:12. Cristo, o Verbo, a revelação de Deus – manifestação de Seu caráter, Sua lei, Seu amor, Sua vida – é o único fundamento sobre o qual podemos edificar um caráter que subsista” (Nos lugares celestiais, MM 1968, 130).

 

e)      Conclusão geral

“O coração brilhará com a impressão da imagem divina, pois estará em íntima simpatia com Deus. Toda a vida transbordará com alegre prontidão pelos canais do amor e simpatia pela humanidade. O eu será esquecido, e os caminhos desta classe serão estabelecidos em Deus. Em refrigerando a outros sua própria alma será refrigerada. As torrentes que fluírem são oriundas de uma fonte viva e fluem para outros em boas obras, em esforços ferventes e altruístas por sua salvação. Para que seja uma árvore frutífera, a pessoa precisa derivar seu sustento e suporte da Fonte da Vida e tem de estar em harmonia com o Criador” (Beneficência social, 308).

 

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário Clicando aqui.

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A igreja verdadeira O decreto dominical O alfa e o ômega Como é fácil enganar!

 

 

estudado e escrito entre:  23/05 a 29/05/2014

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

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