Lição 01 – Os discípulos e as Escrituras

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Primeiro Trimestre de 2014

Tema geral do trimestre: Discipulado

Lição 01 – Os discípulos e as Escrituras

Semana de  28 de dezembro a 4 de janeiro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com - marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim” (João 5:39).

 

Introdução de sábado à tarde

O que aprendemos de valor no verso acima é que são as Escrituras que testificam de JESUS. Esse verso reporta-se ao Antigo Testamento, uma vez que refere-se a “elas”, as Escrituras, que testificam de JESUS. Aliás, nem poderia ser diferente, afinal, se as Escrituras não apontassem para o Salvador, quem mais o faria?

Hoje temos o Antigo e o Novo Testamento, e temos os quatro evangelhos, que mais que outras passagens falam da vida e obra de JESUS como ser humano, aqui na Terra, e como o Salvador. Todos os livros, uns mais outros menos, falam a respeito de JESUS, e os livros proféticos falam que Ele viria. Em especial o livro de Isaías. Os fariseus e os saduceus vasculharam profundamente esses livros e tornaram-se doutores no assunto. Mais que ninguém, eles entendiam a respeito do futuro Messias, a ponto de se tornarem professores no assunto.

Mas cometeram um terrível e espantoso erro. Quando JESUS veio, não O reconheceram como Messias. Aliás, O combateram e até patrocinaram a Sua morte, assim como estava escrito. Como diz a lição, eles erraram o alvo, e seus descendentes até hoje não aceitam a JESUS, embora um grupo de judeus modernos já O aceitem.

Há uma diferença entre o JESUS DEUS, e o JESUS nascido de Maria. O primeiro é alguém de suprema glória, mas o segundo é, e deve ser, alguém de típica humildade de uma pessoa como nós devemos ser. Os fariseus e os saduceus procuraram um Messias de suprema glória, como se o próprio DEUS viesse viver entre nós. Não esperavam alguém como homem, mas como DEUS. Foi aí que eles se enganaram; esperavam um DEUS que os viesse libertá-los do jugo romano.

 

  1. 1.      Primeiro dia: JESUS e a Bíblia

“A Bíblia não está acorrentada. Pode ser levada a todas as portas, e suas verdades apresentadas à consciência de cada homem. À semelhança do nobre povo de Bereia, muitos, por si mesmos, examinarão diariamente as Escrituras, para ver se estas coisas são assim. “Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam.” João 5:39. Jesus, o Redentor do mundo, ordena aos homens que não só leiam, mas examinem as Escrituras. É-nos confiada essa grande e importante obra, e, se a fizermos, seremos grandemente beneficiados, pois não ficará sem recompensa a obediência às ordens de Cristo. Ele há de coroar com sinais especiais de Seu favor esse ato de lealdade em seguir a luz revelada em Sua Palavra” (Conselhos Sobre a Escola Sabatina, 84).

“A infância de Jesus, passada na pobreza, não fora contaminada pelos hábitos artificiais de uma era corrupta. Trabalhando ao banco de carpinteiro, desempenhando as responsabilidades da vida doméstica, aprendendo as lições da obediência e da labuta, encontrava recreação entre as cenas da natureza, colhendo conhecimento enquanto buscava compreender os mistérios dessa natureza. Estudava a Palavra de Deus, e as horas de maior felicidade para Ele eram aquelas em que Se podia afastar do cenário de Seus labores e ir para o campo a meditar nos quietos vales, a entreter comunhão com Deus na encosta da montanha, ou entre as árvores da floresta. O alvorecer encontrava-O muitas vezes em algum lugar retirado, meditando, examinando as Escrituras, ou em oração” (A Ciência do Bom Viver, 52).

 

  1. 2.      Segunda: A autoridade das Escrituras

A Bíblia não é um conjunto de escritos em que parte é realidade e parte é mito. JESUS referiu-se a ela como a testemunha a Seu respeito, como profecia e como relato histórico. “Vida eterna é o recebimento dos elementos vivos das Escrituras e o fazer a vontade de Deus. Isto é comer a carne e beber o sangue do Filho de Deus. Aos que isto fazem, são trazidos à luz vida e imortalidade pelo evangelho, pois a Palavra de Deus é realidade e verdade, espírito e vida. É privilégio de todos quantos creem em Jesus Cristo como seu Salvador pessoal alimentar-se da Palavra de Deus. A influência do Espírito Santo torna a Palavra, a Bíblia, uma verdade imortal, que ao indagador que ora, comunica nervos e músculos espirituais.

“”Examinais as Escrituras”, declarou Cristo, “porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam.” João 5:39. Os que cavam abaixo da superfície descobrem às escondidas gemas da verdade. O Espírito Santo acha-Se presente com o sincero indagador. Sua iluminação resplandece sobre a Palavra, gravando a verdade na mente com nova importância. O pesquisador enche-se de um senso de paz e alegria nunca dantes experimentadas. A preciosidade da verdade é compreendida como nunca dantes. Uma nova luz celeste brilha sobre a Palavra, iluminando-a como se cada letra se tingisse de ouro. O próprio Deus falou à mente e ao coração, tornando a Palavra espírito e vida” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, 38 e 39).

A Bíblia é a Palavra imutável de DEUS, que deve ser lida e obedecida. Ela transforma e santifica a quem a obedecer. Nela encontramos muitas predições sobre JESUS, que já se cumpriram, e algumas que ainda estão por se cumprir. As profecias bíblicas, bem mais de 90% já se cumpriram, inclusive algumas de extrema importância, sobre o nascimento e morte de JESUS. Faltam se cumprir menos de 10%, e a parte que falta é a mais relevante no sentido de dar um fim ao grande conflito do pecado. Essa parte é a que o Céu mais deseja cumprir, e fará isso, com certeza. Podemos crer na Bíblia, ela é a poderosa palavra de DEUS, que desvenda o futuro por meio de profetas fiéis. Não há nela mito algum, mesmo as histórias bem radicais, como a criação do mundo e de Adão e Eva, do dilúvio, da travessia do Mar Vermelho, da queda de Jericó, da história de Jó e muitas outras, que num olhar superficial parecem fantasiosas.

Precisamos não só ler mais nossa Bíblia, como nos aprofundar nesse livro bem como confiar nele. Ali está escrito o nosso futuro, e do mundo inteiro.

 

  1. 3.      Terça: Proclamação pública

JESUS ensinava o povo sobre as Escrituras e debatia com os líderes judaicos. Nos ensinamentos Ele orientava que se entregassem a Ele e fossem obedientes aos escritos. Não eram para ser legalistas como foram ensinados pelos fariseus e saduceus. Aliás, esse posicionamento radical, com relação principalmente à lei, JESUS até condenou com veemência. Os líderes dos judeus haviam formalizado as Escrituras, criaram mais leis sobre as leis que já existiam; eles as criaram como regulamentos sobre como obedecer as escrituras. Em outras palavras, eles regulamentaram a Bíblia, coisa que nem DEUS fez e não havia necessidade. Isso é legalismo, ou seja, obedecer as leis, principalmente por meio de regrinhas, para assim ser salvo. É a justificação pelas obras, e está errado.

Nos debates com os fariseus Jesus frequentemente foi duro e direto. Ele os condenava por imporem uma carga pesada sobre o povo, carga que nem eles mesmos seguiam ao pé da letra, assim como exigiam. A Bíblia era para ser seguida como regra de vida, não como um pesado fardo de exigências. Em si, a Bíblia não é um fardo, mas um alívio dessa vida secular pesada que temos que suportar. A vida que os judeus inventaram em cima da Bíblia era cheia de normas, assim como a vida secular hoje é cheia de normas. Temos um formato burocrático a seguir hoje, um conjunto de regulamentos, seja no trânsito, seja nas empresas, e muitas vezes até na igreja. Mas esse não é o estilo bíblico de vida. O que JESUS quis ensinar era que a Bíblia continha um conjunto pequeno de princípios que, se postos no coração, isto é, no caráter, formaria uma guia infalível de orientações para todos os momentos e situações. Além disso, ainda podemos contar com o poder do ESPÍRITO SANTO a nos guiar em todas as coisas (para quem deseja).

 

  1. 4.      Quarta: Ministério Pessoal

Os seres humanos fazem coisas para seu engrandecimento. Em geral, nós caprichamos no que fazemos, colocamos todas as nossas capacidades, buscamos mais conhecimento para melhorar nosso desempenho, simplesmente para obter reconhecimento. JESUS agiu de modo contrário. Ele não enfatizava em Seus atos, mas nas Escrituras. Quando operava um milagre espantoso, inexplicável a nós, dizia para que não contassem aos outros, que não divulgassem. Mas quando Ele citava as Escrituras, o fazia com toda a ênfase para demonstrar que Ele era o CRISTO que deveria vir. Ele não focava no que fazia, mas no que era. Ele não dava importância aos milagres, mas dava importância ao texto sagrado que apontava para a vida do Messias, que era Ele.

“Os samaritanos criam que o Messias havia de vir como o Redentor não só dos judeus, mas do mundo. O Espírito Santo dEle predissera, por meio de Moisés, como um profeta enviado por Deus. Por intermédio de Jacó fora declarado que a Ele se congregariam os povos; e de Abraão, que nEle seriam benditas todas as nações da Terra. Nessas escrituras baseavam os samaritanos sua fé no Messias. O fato de haverem os judeus interpretado mal os últimos profetas, atribuindo ao primeiro advento a glória da segunda vinda de Cristo, levara os samaritanos a desprezar todos os sagrados escritos, com exceção dos que foram dados por meio de Moisés. Ao demolir, porém, o Salvador, essas falsas interpretações, muitos aceitaram as últimas profecias e as palavras do próprio Cristo com relação ao reino de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, 193).

A autoridade de JESUS não estava mais intensamente no que Ele fez, mas no que dEle se escreveu na Bíblia. Ele nunca disse que os sinais é que testemunhavam dEle, mas disse  que as Escrituras testemunhavam. A nossa base de fé não deve ser a segunda vinda nem Seus milagres, mas o que a Bíblia diz sobre a Sua primeira e sobre a Sua segunda vinda.

 

 

 

  1. 5.      Quinta: A próxima geração

A igreja teve a geração de CRISTO e teve as seguintes. JESUS viveu fundamentando Suas palavras nas Escrituras. E a geração seguinte, a dos apóstolos que conheceram o Mestre, fizeram a mesma coisa: tudo o que poderia motivar alguma especulação ou dúvidas, era fundamentado na Bíblia, isto é, no Antigo Testamento, pois só havia esse.

Por exemplo, encontraram na Bíblia fundamento para a vinda de João Batista como o segundo Elias, para a vinda principalmente de JESUS como Messias, e até para a traição de Judas. Há textos que trazem fundamento para a morte de JESUS. Há profecias que informam sobre o tempo aos judeus e o tempo aos gentios, sobre a entrada de JESUS no lugar santíssimo e assim por diante. Hoje, o que tivermos de importante a resolver temos fundamento nas Escrituras.

“Deve-se meditar cuidadosamente sobre a vida de Cristo, e estudá-la com o desejo de compreender a razão pela qual Ele teve de vir, afinal. Somente poderemos formar nossas conclusões ao esquadrinharmos as Escrituras como Cristo nos recomenda, pois Ele diz: “São elas mesmas que testificam de Mim.” João 5:39. Esquadrinhando a Palavra, podemos encontrar as virtudes da obediência em contraste com a pecaminosidade da desobediência. “Como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.” Rom. 5:19” (CRISTO Triunfante, MM 2002, 24).

“Que a Palavra seja vosso guia, vossa regra de conduta. Ela vos ensinará maneiras refinadas, conduta piedosa e julgamento infalível. Estudai a Palavra. Quando estiverdes em perplexidade, pesquisai a Palavra para instrução que seja adaptada ao vosso caso. Buscai a direção do Senhor. Nunca acolhei aquilo que o Senhor proíbe em Sua Palavra e sempre buscai fazer aquilo que Sua Palavra requer. “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim.” João 5:39 (Olhando Para o Alto, MM 1983, 81).

 

  1. 6.      Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

a)      Síntese dos principais pontos da lição

  • Qual o foco principal?

É JESUS nas escrituras. Podemos encontrar, pela leitura bíblica tanto o Ser superior, aquele que tirou Seu povo do Egito, e que antes havia formado Adão e Eva, como o Ser humano, o Filho de DEUS, aquele mortal que veio viver humildemente entre nós e morrer em nosso lugar.

  • Quais os tópicos relevantes?

Devemos incorporar as escrituras em nossa vida diariamente, para nos enriquecermos, santificarmos e darmos um conveniente testemunho pessoal a cada momento.

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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b)      Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Precisamos colocar JESUS em primeiro lugar em nossa vida. Se nossa espiritualidade depender mais dos sermões, da motivação, da música, dos vídeos, etc. que da leitura da Bíblia e do conhecimento sobre JESUS nelas explicitado, então há necessidade de mudança urgente. Nossa fé deve estar alicerçada não no que os outros dizem ou fazem, mas em leitura direta das Sagradas Escrituras e da experiência que nós temos com DEUS.

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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c)       Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Precisamos nos tornar dependentes das Escrituras, nossa vida precisa ser um reflexo delas, assim como foi a vida de JESUS; afinal, Ele é o nosso exemplo.

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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d)     Comentário de Ellen G. White

“Há entre os judeus alguns que, como Saulo de Tarso, são poderosos nas Escrituras, e esses proclamarão com maravilhoso poder a imutabilidade da lei de Deus. O Deus de Israel fará que isto suceda em nossos dias. Seu braço não está encolhido para que não possa salvar. Ao trabalharem Seus servos em fé pelos que de muito têm sido negligenciados e desprezados, Sua salvação será revelada” (Atos dos Apóstolos, 381).

 

e)      Conclusão geral

Precisamos outra vez nos tornar a igreja da Bíblia, pois já não somos mais. Em grande parte, somos a igreja de ouvido. Não podemos nos salvar ouvindo sermões e assistindo a Escola Sabatina. Precisamos ser mais envolvidos e mais ativos.

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples

Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira O decreto dominical O alfa e o ômega Como é fácil enganar!      

 

 

escrito entre: 22 e 28/11/2013

revisado em:  29/11/2013

corrigido por: Jair Bezerra

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

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