Lição 02 – Crise no Éden

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Primeiro Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: Rebelião e redenção

Lição 02 – Crise no Éden

Semana de  2 a 9 de Janeiro de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu Descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar” (Gen. 3:15).

 

Introdução de sábado à tarde

Façamos uma breve revisão dos terríveis fatos que ocorreram no Céu e na Terra, que resultaram numa tragédia universal milenar. Não muito antes de DEUS criar Adão e Eva, e a maravilha que resultou em algo “muito bom” nesse planeta, Lúcifer caiu no Céu. A polêmica inclusive envolveu a questão da criação, isso antes de Lúcifer ser expulso.

Na Terra, o casal deve ter vivido em torno de uns 30 anos sem pecado. Quem pesquisar nos livros de Ellen G. White vai descobrir que seriam quatro mil anos de pecado, desde o dia da queda até a cruz. “Sobre as margens do Jordão a voz do Céu, acompanhada pela manifestação da excelente glória, proclamou que Cristo é o Filho do Eterno. Satanás estava prestes a encontrar-se pessoalmente com o Chefe do reino, que ele veio para vencer. Se falhasse, sabia que estava perdido. Portanto, o poder de suas tentações estava de acordo com a grandeza do objeto que ele ganharia ou perderia. Por quatro mil anos, desde a declaração feita a Adão de que a semente da mulher feriria a cabeça da serpente, ele tinha estado planejando sua maneira de ataque” (No deserto da tentação, 95). “Na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares.” Dan. 9:27. No ano 31 de nossa era, três anos e meio depois de Seu batismo, nosso Senhor foi crucificado. Com o grande sacrifício oferecido sobre o Calvário, terminou aquele sistema cerimonial de ofertas, que durante quatro mil anos haviam apontado para o Cordeiro de Deus. O tipo alcançou o antítipo, e todos os sacrifícios e ofertas daquele sistema cerimonial deveriam cessar” (Cristo em seu santuário, 56)

De qualquer maneira, embora o tempo de felicidade do casal signifique muito a nós, o fato é que os dois caíram. Sempre lembro que esse deve ter sido um dia de gravíssima tristeza para o casal, como nunca tiveram, e de festa e alegria para satanás e seus anjos. Certamente comemoravam a conquista da Terra como reino deles. Mas aquele dia não terminou sem a intervenção do Sr. JESUS CRISTO, de modo magistral. A comemoração tinha um grande motivo: eles venceram DEUS. Ao menos assim pensavam.

A lógica de satanás parecia inatacável. Agora que o casal caíra, por desobediência a DEUS, Este teria que, pela segunda vez, pronunciar uma sentença de morte, como não fazia muito, já havia dado ordem de expulsão do Céu a ele e seus anjos. Portanto, perante o Universo, a imagem de DEUS se desgastaria. Havia dito ao casal, se caso comessem daquele fruto, morreriam. Pois agora o Universo assistiria as primeiras duas mortes, desde que houve criação. Todos veriam que DEUS é cruel. Veriam que Ele não é amor como sempre ensinava, motivo pelo qual todos os anjos e outras criaturas inteligentes O adoravam.

Mas se DEUS, ainda assim, perdoasse o casal (por certo satanás não esperava por essa alternativa, pois já havia prometido que morreriam caso comesse daquele fruto, logo DEUS iria cumprir o que falou), para não executar a sentença fatal, Ele seria corretamente acusado de incoerente. Pois a Sua lei seria totalmente falha, só funcionando bem enquanto houvesse obediência, mas falhando retumbantemente em caso contrário. Sim, porque, onde ficaria agora o livre-arbítrio? E onde ficaria a justiça de DEUS?

E mais, se comprovaria que DEUS jamais poderia ser, ao mesmo tempo, amor e justiça, mas, Ele seria, ou só uma coisa, ou só outra. Ele nunca poderia perdoar, nunca, jamais. Entenda: enquanto todos O amassem, não perdoaria porque não havia necessidade, assim que O desobedecessem, os mataria, logo, também não poderia perdoar. Então, que DEUS seria esse, que diz ser amor, mas que mata? Agora, com a queda de Adão e Eva, se justificaria uma nova argumentação, de satanás e seus anjos retornarem ao Céu. Afinal, se perdoasse o casal, teria que perdoá-los também!

Mas a alegria de satanás durou pouco tempo, nem um dia, pois a sua lógica era completamente errada. Aliás, talvez nem muito mais de uma hora, ou coisa assim. Pouco depois da queda, DEUS, isto é, O Sr. JESUS CRISTO, veio em busca de Adão e Eva. Ali Ele anunciou o plano de salvação. Por essa solução satanás não esperava, que o próprio Criador viesse morrer pelo casal e seus descendentes, para assim, com fundamento, ter o direito de perdoá-los. E essa foi, como sabemos, a primeira aliança, a que concede a graça a pecadores que não mereciam perdão. O fundamento da graça está na morte de JESUS um ser que nunca pecou, portanto, não deveria morrer. Mas julgado culpado (pelos nossos pecados) foi morto em nosso lugar, logo, ninguém, nem satanás e seus anjos, pode acusar DEUS de injusto por nos perdoar. Nesse momento TODOS PUDERAM VER A EXTENSÃO DO AMOR DE DEUS!!! Repetimos, Ele Se tornaria um ser humano, para em lugar de Adão, lutar por meio da obediência à lei, ser injustamente morto, por causa do pecado dos outros, mas de nenhum dEle, que nunca pecou, e assim criar o direito de perdoar.

Foi desse dia em diante que satanás se empenhou no planejamento de como enfrentar JESUS para derrota-Lo quando viesse. Passaram-se 4.000 anos até que chegasse o grande dia. Isso aconteceu no deserto da tentação. Ali satanás sofreu sua primeira grande derrota. A outra foi na cruz. Durante a vida de JESUS, o inimigo o assediou inúmeras vezes, e em nenhuma ocasião pode obter vitória como obteve sobre Adão. Se isso fosse no Brasil hoje, quantas vezes JESUS poderia ter processado satanás por danos morais? (ironia)

É lindo ver em Gênesis 3, a ansiedade de JESUS como Criador e Salvador. Ele pronunciou sentenças contra o planeta, contra a natureza, mas antes disso tudo, Ele anunciou o plano da salvação deles. Só depois amaldiçoou o restante. Antes das maldições resultantes do pecado, Ele anunciou que haveria guerra entre o descendente da mulher, Ele mesmo, JESUS, ali presente, lutaria como homem com satanás. Os dois sairiam feridos. Ele seria ferido apenas no calcanhar, mas a serpente teria sua cabeça esmagada, um ferimento mortal. Que história para um seriado de televisão!

 

  1. Primeiro dia: Três bênçãos

No sexto dia da criação, DEUS examinou o que havia feito. Todos os dias Ele avaliava a Sua obra, e dizia que era boa. No sexto dia Ele examinou o conjunto do que fez, que incluía o ser humano à Sua semelhança, e chegou a conclusão que tudo era “muito bom”. Então Ele resolveu abençoar Sua obra. Seguindo a sua constituição como DEUS, que é uma Trindade, são três pessoas, mas um só DEUS, é um conjunto perfeitamente unido que pensa e age como um só, abençoou sua obra em três dimensões: primeiro Ele abençoou os animais marinhos e aves, dizendo que se reproduzissem e enchessem seus espaço (Gên. 1:22). Em segundo lugar, Ele abençoou o ser humano, dizendo que também se multiplicasse sobre a Terra. Nessa bênção se incluía os animais terrestres, pois foi assim que aconteceu. DEUS acrescentou poderes a Adão e Eva, que eles administrassem sobre toda natureza e animais terrestres e aquáticos (Gên. 1:28). Foi nesse momento, naquela sexta-feira, que O casal recebeu o direito da gestão do que havia na Terra. Permaneceram com esse direito até aquele outro fatídico dia em que o cederam a Lúcifer. A terceira bênção que DEUS concedeu ao casal, e por extensão a toda natureza, foi o sábado. O sétimo dia da semana, por natureza da criação, é uma bênção.

Examinemos melhor a terceira bênção do sábado. DEUS deu ao casal o direito à administração do planeta, isso quer dizer que deveriam administrar em Seu nome. Portanto, não se desvincularam de DEUS, não se tornaram independentes dEle. Em delegação de autoridade e poder, quem delega nunca renuncia à autoridade e ao poder. Ele se torna líder sobre quem recebeu a delegação. Assim, eles deveriam administrar o planeta em nome de DEUS, seguindo os Seus mandamentos. Ou seja, deveriam exercer sua autoridade e seu poder como se fossem DEUS, valendo-se dos mesmos critérios e princípios que DEUS utilizava. Resumindo, como gestores de toda natureza aqui e também, futuramente, de seus descendentes, deveriam ser fieis ao Criador, pautando-se pelo mesmo princípio, do amor, que DEUS utiliza em tudo o que faz.

A fidelidade requer um vínculo com o Criador. Esse vínculo é o amor, um princípio de vida e de decisão. E esse amor está materializado no santo dia de sábado. Esse é um dia separado para eles deixarem suas atividades comuns de lado, e se dedicarem sua atenção a DEUS. Isso quer dizer, para nesse dia, dedicarem exclusivo amor a DEUS, afinal, existiam porque foram criados por Ele. O sábado é o dia da mais intensa intimidade com DEUS. É, portanto, um dia glorioso, especial, pois ele sozinho, já sendo uma bênção, recebeu, por sua vez, outras três bênçãos: o dia foi abençoado, santificado e dedicado ao descanso. É um dia diferente, o sétimo dia da primeira semana da criação, a culminância da criação. Nesse sentido existe uma lógica imutável: jamais se inaugura alguma coisa, seja lá o que for, antes de terminar essa coisa. Logo, nenhum outro dia poderia receber as peculiaridades que o sábado recebeu. Muito menos poderia a tríplice bênção ser posta sobre o primeiro dia da semana, quando apenas se iniciou a criação, ou melhor, não havendo ainda criação antes dele. No primeiro dia houve criação, e assim foi até o sexto dia. No sétimo dia não houve criação, assim, DEUS deu um tratamento diferenciado a esse dia, Ele estava inaugurando tudo o que fizera. Era para ser um dia para lembrar do Criador. E Ele nunca alterou essa diferença desse dia em relação aos outros, para o domingo, logo, o sábado continua sendo o dia abençoado, o dia que representa a autoridade de DEUS sobre a Terra, e que representa a submissão da autoridade terrestre a Ele. Mais uma coisa, aparecendo outra autoridade sobre a Terra, que não esteja sujeita a DEUS, então sim, essa outra autoridade deve ter seu dia de guarda, segundo essa outra autoridade, que, no caso, é Lúcifer, depois, satanás. Foi isso que satanás fez, escolheu o domingo para ser seu dia, para que por meio dele, as pessoas se vinculassem a ele, não mais a DEUS. O domingo é adequado para adorar a satanás, afinal, ele não é criador, logo, para o homenagear, só serve o primeiro dia da semana.

 

  1. Segunda: O teste junto à árvore

Essa é uma história que até muitos crentes não levam a sério. Tudo foi criado, e num lugar especial, DEUS plantou um jardim. Esse era o lar do casal, onde eles moravam. Ali não havia casa com quartos nem calçamento, mas um lindo gramado com muitas flores e árvores. Nesse tempo não chovia, nem eles se cansavam. Não é possível imaginar como viviam nesse lugar, se dormiam, se sentavam em algum lugar, se subiam nas árvores, e o que mais faziam. Ellen G. White escreve algumas coisas sobre as atividades deles no Éden, por exemplo, eles arranjavam e rearranjavam as flores, estudavam a natureza, e assim por diante.

Mas a história que causa espanto a muitos, é sobre uma árvore, que DEUS proibiu que comessem de seu fruto. Podiam comer de tudo que é fruto que existisse por lá, menos dessa única árvore. E, caso comessem, eles morreriam. Não parece fantasioso?

DEUS trabalhou com Sua infinita inteligência. Ele separou a luz das trevas, as águas da terra, criou os animais aquáticos, os terrestres e os que voam pelos ares. Paralelo a isso, criou as plantas também. E, para completar, criou um casal, homem e mulher.

Quase inimaginável, mas Ele fez tudo pelo poder de Sua palavra. Sua infinita poderosa mente, em uma fração de tempo, planejava todos os detalhes genéticos de cada ser vivente, planta ou animal, e ordenava, e num instante, surgia uma quantidade, por exemplo, de animais, cada um segundo a sua espécie, ou seja, conforme o plano elaborado na mente de DEUS. Isso é uma tremenda demonstração de poder.

O ser humano DEUS fez de modo diferente, pôs a mão na massa. Ele juntou terra, colocou água, misturou e fez uma massa consistente, formou um corpo de barro, soprou no nariz daquele boneco, e surgiu Adão, uma alma vivente (Gên. 2:7). Da costela dele fez sua esposa. Tudo isso tem um impressionante simbolismo. Esse era um casal especial, o auge da criação. Por isso DEUS agiu de modo diferente. Num certo momento, Ele mesmo, insuflou Sua própria respiração para que Adão vivesse. Em Eva Ele não soprou de seu fôlego, pois a costela que tomou de Adão continha vida. O mais curioso é que, tanto Adão e Eva, quanto todos os animais e as plantas, foram feitos ou formados da terra. Mais uma espetacular demonstração de poder.

Mas a questão da árvore é intrigante. Parece algo muito ingênuo. Essa parte do relato da criação não seria um devaneio do autor, ou uma alegoria não real?

O que parece algo simplista, é na realidade algo bem elaborado e lógico. As plantas não tem racionalidade, os animais tem instinto, mas os seres humanos tem capacidade moral. Isso quer dizer, sabem fazer escolhas racionais, pois conseguem avaliar as consequências. O Éden era um lugar perfeito, sem possibilidade de desobediência. Eles não se trairiam um ao outro, mesmo milhares de anos mais tarde, não roubariam, era tudo de graça, nem mentiriam, nem sabiam como fazer isso pois desconheciam o mal, e assim por diante. Logo, como poderiam demonstrar sua competência moral de fazer escolhas corretas se não havia possibilidade de fazer alguma escolha incorreta? É aí que entra a árvore. Tudo muito natural, nada inusitado e diferente de tudo o mais. Era uma árvore como todas as outras, seu fruto era bom, não era venenoso, nem mortal. A morte estava em desobedecer a uma proibição, só isso. Em outras palavras, o que parece simplista, na verdade era um teste bem simples mesmo, um teste de obediência que seria extremamente fácil de ser seguido.

DEUS é Pai, e o teste de fidelidade que fez para o casal era bem fácil de ser obedecido. Deveriam simplesmente não comer do fruto de uma determinada árvore. No Éden era fácil ser obediente a DEUS. Não era nada trabalhoso, era só evitar comer alguma coisa, só isso. Não é algo ingênuo, é algo que vem da bondade e do amor de DEUS, de não tornar difícil a vida de seus filhos.

 

  1. Terça: A queda: parte 1

Satanás deve ter elaborado o plano da queda do casal com muita atenção, e certamente, sem oração, para derrubar Adão e Eva. Quanto tempo ele ficou enroscado na árvore até que ocorresse o momento certo para dar o bote não sabemos. Mas um dia desses chegou

o momento. Para favorecer o plano dele, o casal se separou por uns momentos, e Eva se encontrava só perto da árvore. Daí, para a surpresa dela, alguém falou com ela, da direção da árvore. E não era um ser racional, mas uma serpente.

A serpente era um animal muito esperto. Há animais ingênuos, como as pombas, e conhecemos animais rápidos nos reflexos, como os gatos e cachorros. A serpente era uma animal, como a Bíblia diz, sagaz, que quer dizer, perspicaz, esperto, ardiloso. É alguém capaz de decisões rápidas e de compreensão rápida e correta do que se passa. O sagaz tem percepção da situação e sabe logo tirar proveito dela. Assim era a serpente, embora, em sua condição irracional. Pois foi esse animal que satanás utilizou para enganar Eva, e depois, por ela, Adão. Fez uma escolha minuciosa e bem sucedida. Se ele mesmo tivesse aparecido, como anjo não de DEUS, Eva sairia correndo para junto do marido.

A serpente falava. Isso chamou a atenção da mulher. A serpente fez uma afirmação incorreta, e Eva deu uma resposta, também incorreta. A serpente, manipulada por satanás, afirmou categoricamente, em forma de pergunta: “Foi isto que DEUS disse: Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim?” (Gên. 3:1). Eva respondeu que poderiam comer de todas as árvores do jardim, porém, daquela que estava no centro, não deveriam comer. Ela inseriu que nem deveriam tocar na árvore. Isso DEUS não disse. Até poderiam tocar na árvore e no fruto, mas não comer de seu fruto. Só não comer! É bom repetir, DEUS nada falou que não tocassem na árvore ou em seu fruto. Nem mesmo proibiu que arrancassem algum fruto. É óbvio, que, se não devessem comer do fruto, seria bom nem chegar perto, é uma questão de precaução. Essa é uma cautela que até hoje devemos ter em tudo o que pode nos derrubar em pecado.

Hoje acontecem problemas graves por ruídos de comunicação. Alguém diz uma coisa, ou escreve algo, outro entende diferente, fala a seus amigos, e espalha uma mentira. Essa mentira vai se alterando, e lá pelas tantas, a diferença entre o original e o que está sendo dito por aí é enorme. Por exemplo, tempos atrás veio o presidente de meu campo me aconselhar para que não ficasse marcando datas para a volta de JESUS. Isso aconteceu mesmo. Porém, nunca marquei data alguma, sei do que está escrito, e sigo fielmente. Inclusive, é frequente referir que não se deve marcar data para a volta de JESUS. Alguém entendeu algo errado, e em vez de seguir Mateus 18:15 a 17, foi fofocar ao presidente do campo, que obviamente ficou alarmado, e corretamente contatou comigo.

Textos de Ellen G. White são distorcidos. Textos da Bíblia, nem se fala. Existem milhares de igrejas cristãs, com a mesma Bíblia, porém, elas são diferentes. É o mesmo texto, no entanto, as igrejas são diferentes. Tal procedimento se originou no Jardim do Éden. Da mentira da serpente, pela confusão mental na mente de Eva, gerou-se outra mentira, e destas duas, satanás, sagaz como era, gerou uma outra mentira, que os levou à queda. A terceira mentira foi: “é certo que não morrerás” (Gên. 3:4).

Eva percebeu (imaginou) que DEUS estava errado num ponto. Esse ponto era a afirmação dela, não de DEUS. A serpente estava tocando a árvore, e vivia. Não era DEUS que estava errado, mas ela, em seu pensamento falso. A serpente, ou melhor, satanás, esperto, percebeu a confusão mental de Eva, a afirmou fortemente que DEUS estava escondendo deles o melhor. Eles não conheciam o mal, só o bem. E fez a mulher imaginar que, conhecer o mal, era algo muitíssimo interessante para uma vida feliz e superior. E, aparentemente, parecia correto o que a serpente falava. A serpente ofereceu um fruto a Eva, que tomou o fruto, e não aconteceu nada. Lógico, não era proibido tocar no fruto. Portanto, comer do fruto, deveria ser melhor ainda. E as palavras da serpente eram fortes: “é certo que não morrerás.” De fato, pegou o fruto e não morreu. Estava tudo dando certo, assim parecia.

PORÉM, ela apenas havia tomado o fruto, tocado nele, ainda não havia comido. Ainda faltava pecar. Ela ainda não havia comido, mas já estava com o fruto nas mãos, no limite entre o lícito e o ilícito. Estava numa situação de eminente perigo, por um fio para pecar e se tornar mortal. Por certo ela imaginava: toquei o fruto, estou segurando ele nas mãos, e nada aconteceu! Porque, então não comer? Pois, recém aquela serpente disse: é certo que mão morrerás! Foi em frente e comeu.

Parecia muito lógico a linha de pensamento da serpente, e parecia maldoso o que DEUS lhes dissera. A serpente, comendo do fruto, pensava ela, passou a falar, ficou como eles que foram criados à imagem de DEUS, tornou-se um ser racional. O que então iria acontecer de bom a eles, caso comessem daquele fruto? Parecia evidente que algo muito bom viria ao comer o fruto. É o mesmo que os vigaristas, hoje, fazem entender suas vítimas, no conto do bilhete premiado. Pensam: quanto dinheiro vou ganhar com essa pessoa boa e honesta, que só quer me favorecer! Depois que vem o pesadelo, quando em vez de ganhar, perderam tudo.

É exatamente isso que as igrejas falsas pregam hoje. Imaginações, promessas de vida boa e rica, bênçãos, felicidade, curas, etc., tudo em nome de DEUS, escrito na Bíblia. Porém, tudo errado, pura enganação e imaginação fértil, torcendo o texto bíblico.

Eva comeu e pegou mais um fruto, e levou ao marido.

 

  1. Quarta: A queda: parte 2

Analisemos a situação e os fatos nos momentos da tentação. Havia alimento de sobra no jardim. A escolha era em meio a enorme abundância. Deveriam evitar o fruto de uma única árvore. Não passariam fome se não comessem dela. Portanto, DEUS não pediu demais, nem algo que exigia sacrifício. Pelo que soube, até 2006 os cientistas haviam catalogado 5.108 tipos de frutos no mundo. Se fosse essa a quantidade de frutos no Éden, eles teriam, desses, apenas um, para não comer. É bondade demais, ou amor sem limite.

A serpente ofereceu a Eva, aparentemente, algo muito bom, como oferecem os vigaristas. Pensando bem, esse algo bom era na realidade algo vazio, como um bilhete premiado, de muito valor, porém, falso. Eles conheceriam o bem e o mal e seriam como DEUS. Pergunta-se, para que conhecer o mal? O bem eles já conheciam, e que valor para sua felicidade e liberdade haveria em conhecer o mal? Sim, porque, conhecer o mal seria na realidade ter uma experiência com satanás, ele era e é o mal, DEUS só é o bem. Interessava a eles conhecer a DEUS, não satanás. O inimigo não os havia criado nem lhes provia o alimento, nem a vida, nem a lei. Sendo um inimigo, queria, ao propor o conhecimento do mal, que se ligassem a ele, que se tornassem mortais, que sofressem, que seus descendentes também sofressem. Esse era o conhecimento do mal, que nós, hoje sabemos bem quais são as suas consequências. Atentem todos, conhecer o mal não é apenas ter ciência do que é o mal, é viver uma experiência com o mal e sofrer suas consequências. É viver sob o poder das influências de satanás, e era o que ele queria, ao propor que conheceriam também o mal. Assim que eles comeram do fruto, passaram a conhecer o mal, viram-se sem a veste da gloria que DEUS lhes havia dado, e perceberam que estavam nus. Ficaram envergonhados, e passaram a ter medo. Já estavam “desfrutando” dos primeiros momentos de conhecimento do mal, coisa que DEUS não desejava a eles.

Outra atraente promessa que satanás fez a eles era de que se tornariam como DEUS. Até certo ponto, eles já eram como DEUS, ou seja, tinham uma constituição física semelhante a DEUS e tinham competência racional e moral. Nas diferenças em relação a DEUS, eles não eram capazes de criar como DEUS tinha, nem de manter a criação. Mas, possuíam capacidade de gerar vida e de viver ligados a DEUS, portanto, viveriam por toda a eternidade. Mantendo-se obedientes, viveriam para sempre, como os imortais. Assim sendo, o que satanás lhes oferecia era o que DEUS já lhes tinha dado. Como nos velhos truques do bilhete premiado, o oferecido era uma ilusão, e o que receberam, uma decepção.

Resumindo tudo, DEUS que os havia criado e que proveu tudo para eles viverem para sempre, felizes, não mereceu crédito no momento da tentação, e sim, um vigarista que, se Eva tivesse pensado um pouco, falava coisas sem sentido, do tipo: para que serve conhecer o mal? Se já foram criados à imagem e semelhança do DEUS Criador, a afirmação de se tornarem como DEUS não seria uma flagrante mentira? Se DEUS já havia dito que não comessem daquele fruto, não seria o caso de, antes de comer dele, ter um diálogo com DEUS para se informar melhor sobre toda situação? Não era o caso de Eva, antes de tomar uma atitude, ir até o marido e trocar umas ideias com ele? E Adão, após sua esposa pecar, não deveria ele antes falar com DEUS sobre como resolver aquela situação, tendo sua esposa já pecado? Porque eles deixaram DEUS totalmente de fora dessa história?

Temos que estar vigilantes, porque num tempo de poucos segundos, nossas decisões podem nos levar à morte eterna. E a cada segundo, precisamos ficar firmados em nosso DEUS, que é bom de verdade.

 

  1. Quinta: As consequências

A lição de hoje faz uma descrição dramática sobre as condições pós pecado. Imediatamente a situação mudou, e continuou mudando. A primeira mudança que o casal percebeu foi vergonha e medo. Sentiram medo de DEUS, que Ele visse sua nudez, que os condenasse, medo da morte, medo de consequências que não sabiam bem quais seriam. Até hoje sentimos medo da incerteza, e a incerteza foi um dos primeiros sentimentos negativos que Adão e Eva tiveram. Enquanto isso, satanás ria de prazer por tê-los destruído. Agora eram duas situações para DEUS resolver, a dele e seus anjos e a do casal. Devia ter pensado, aos poucos vou criando problemas para DEUS e assim vou atormentando Ele. Desse jeito pego Ele e O derroto. Mas, o que quer que satanás desejasse fazer contra DEUS, não deu certo.

O casal era feliz. Nunca tiveram uma discussão. Nunca haviam brigado. Nem sabiam o que era um desentendimento, pois, felizmente, não conheciam o mal. Surge uma pergunta: qual o benefício em conhecer o mal? A resposta é fácil, nem precisa pensar muito: nenhum. Para que serve, por exemplo, conhecer como se assalta um banco? Ou como se fabrica crack? Ou como se fabrica uma arma de fogo para matar? Os primeiros momentos de conhecimento do mal lhes trouxe medo.

Aos israelitas, que conheciam o mal, DEUS deu a oportunidade de escolher entre o bem e o mal. Está em Deuteronônio 30:15 a 19. Eles sim, na situação em que o mal já se havia inserido no mundo, deveriam escolher, obviamente, o bem.

O conhecimento do mal, hoje, tornou-se uma ciência economicamente respeitável. Gera muito emprego, sustenta muitas famílias, garante receita em impostos, contribui para o PIB nacional das nações. Fabricam-se aviões para destruir, armas para matar, satélites militares para espionar, navios armados para a guerra, etc. Essas são as tais atividades lícitas do conhecimento do mal. Mas existem também as atividades ilícitas desse conhecimento. Envolve a fabricação de drogas como a maconha, o LSD, e muitas outras drogas. Até existem as drogas lícitas, como o cigarro, as bebidas alcoólicas, e a maconha já está sendo desciminalizada. É o conhecimento do mal ocupando o espaço, querendo dominar tudo.

Mas o ser humano desenvolveu muito mais conhecimento do mal. As famílias estão sendo destruídas pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo. E desde algum tempo, isso se tornou legal, tem amparo de leis nacionais. Os filhos não estão mais sendo educados segundo bons princípios. Os adolescentes são incentivados ao crime, até por força de lei. A educação do mal vem se fortalecendo por meio do poder da televisão e dos recursos da internet, revistas, vídeos e outros meios de comunicação.

Podemos avançar ainda mais descrevendo os resultados do conhecimento do mal? Sim, podemos. O ser humano tornou-se tão mau que faz pesquisa científica para produzir alimentos alterados, que matam por meio do colesterol, do sal em excesso, da gordura em excesso, dos sabores exagerados, das bebidas doces demais e de baixíssimo ph, dos hormônios na carne, e assim por diante. Por isso temos uma sociedade cada vez mais doente apesar da ciência da medicina ter avançado de modo impressionante.

Há mais mal para analisar? Há sim, muito mais. A humanidade está destruindo a natureza, desmatando, destruindo rios, poluindo, acabando com os animais, gerando efeito estufa, abrindo a camada de ozônio, aos poucos destruindo as condições para a vida no planeta.

Esse, em poucas palavras, é o resultado de se ter o conhecimento do mal aqui na Terra. É a realidade. Era o que satanás queria. Eva, se tu visses como estamos hoje, conhecendo o mal…

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

Na parte de sexta-feira a lição aborda algo sobre as reminiscências da criação. Hoje não foi possível redigir a lição no horário normal, que é pela manhã, cedo. Agora são 16 horas, e estou ouvindo os sabiás fazendo o seu louvor. E junto com eles, uma multidão de outros pássaros, todos felizes, enchendo ambiente de um sonido lindo, maravilhoso e encantador. Porém, junto com esse som natural agradável, também, daqui onde estou, ouço sons de automóveis, freadas e arrancadas, buzinadas, máquinas trabalhando, e como é quinta-feira, a empregada esfregando a calçada. Felizmente, onde estou, não se ouve sons de metralhadoras e aviões em combate. Esse é o nosso mundo. Sons originais que são ouvidos desde os tempos do Éden sem pecado, até o dia de hoje, aos quais o homem agregou outros sons, não originais, sons do trabalho e do suor para obter o sustento. E mais os sons da matança e destruição. Perto de nossa casa, num hospital, em alguns quartos, também se pode ouvir os sons de pessoas sofrendo, algumas perto da morte. Não era para ser assim. Aí está o conhecimento do mal e suas consequências. Inútil conhecimento, se é do mal, só serve para gerar o mal.

 

  • Quais os tópicos relevantes?

Não faltou informação e atenção a Lúcifer para que ele não caísse. Não faltou orientação aos anjos que caíram juntos com ele. Não faltou orientação a Adão e Eva para que não caíssem em algum engano, eles sabiam do perigo. Não falta informação a nós, para que não nos percamos. Quem cai e se perde, sabe o que está fazendo e deve arcar com as consequências. DEUS não pode receber essa culpa, não depois do que JESUS fez na cruz.

 

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Talvez a mais importante seja: cuidado com o que faz com a liberdade de escolha. O maior de todos os anjos se perdeu por errar na escolha, nossos primeiros pais também. Ou seja, seres poderosos e inteligentes caíram, e todos eles, porque se separaram ou porque duvidaram de DEUS.

 

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Tão fracos que somos, não estamos menos distantes do poder de salvar que JESUS teve. Ele sim, nas suas duas piores horas, no deserto e na cruz, teve que lutar separado do Pai. Nós não, nós podemos contar com o poder do alto a todo momento. Para nos perdermos é só uma questão de escolha, não de falta de poder ou de inteligência, pois isso DEUS tem e supre.

 

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

“A fim de possuir uma existência eterna, o homem devia continuar a participar da árvore da vida. Privado disto, sua vitalidade diminuiria gradualmente até que a vida se extinguisse. Era o plano de Satanás que Adão e Eva pela desobediência incorressem no desprazer de Deus; e então, se deixassem de obter o perdão, esperava que comessem da árvore da vida, e assim perpetuassem uma existência de pecado e miséria. Depois da queda do homem, porém, santos anjos foram imediatamente comissionados para guardarem a árvore da vida. Em redor desses anjos chamejavam raios de luz, tendo a aparência de uma espada inflamada. A nenhum da família de Adão foi permitido passar aquela barreira para participar do fruto doador de vida; logo, não há nenhum pecador imortal.

“A onda de desgraças que emanou da transgressão de nossos primeiros pais, é considerada por muitos como uma consequência demasiado terrível para um pecado tão pequeno; e acusam a sabedoria e justiça de Deus em Seu trato com o homem. Mas, se eles olhassem mais profundamente para esta questão, poderiam discernir o seu erro. Deus criou o homem à Sua semelhança, livre do pecado. A Terra devia ser povoada com seres algo inferiores aos anjos; mas a sua obediência seria provada, pois que Deus não permitiria que o mundo se enchesse daqueles que desrespeitassem a Sua lei. Contudo, em Sua grande misericórdia, não designou a Adão uma prova severa. E a própria leveza da proibição tornou o pecado excessivamente grande” (Patriarcas e profetas, 60).

 

  1. Conclusão geral

O cuidado que devemos ter é com os pequenos pecados. No Éden eles foram provados em coisa pequena. Foi para demonstrar que, assim como os grandes pecados, os pequenos também geram a mesma consequência: morte. “Se tivesse sido designada a Adão alguma prova grande, aqueles cujo coração, se inclina para o mal desculpar-se-iam então, dizendo: “Isto é uma coisa trivial, e Deus não é tão exigente a respeito de coisas pequenas”. E haveria contínua transgressão em coisas consideradas pequenas, as quais ficam sem reprovação humana. O Senhor, porém, tornou patente que o pecado, em qualquer grau, é ofensivo para Ele” (Patriarcas e profetas, 61).

 

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre:    27/11 a 03/12/2015

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

3 comments for “Lição 02 – Crise no Éden

  1. valeria xavier
    Janeiro 3, 2016 at 5:28 pm

    muito bom este estudo, gostei muito . Parabéns !

  2. Fabricio Pereira Dias
    Janeiro 4, 2016 at 7:46 am

    Bom dia Professor;
    Gostaria de receber seus comentários da lição escola sabatina em meu e-mail se possível.
    quem comentou sobre o senhor, foi um amigo (Augusto Medeiros – Teologando ).

    Grande abraço e que Deus lhe abençoe.

  3. dezembro 4, 2016 at 12:56 pm

    ~~> Não poderia deixar de propagar esse BÊNÇÃO que recebi. CLIQUE NO MEU NOME E CONHEÇA ESSE MÉTODO

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