Lição 03 – CRISTO e a tradição religiosa

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2014

Tema geral do trimestre: CRISTO e Sua lei

Lição 03 – CRISTO e a tradição religiosa

Semana de  12 a 19 de abril

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com - marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15:8, 9).

 

Introdução de sábado à tarde

Aqui podemos lembrar o efeito “dono de cachorro”. Em geral, é verdadeiro esse efeito. Os donos de cachorros sempre dizem: o meu cachorro não late, ele não ataca ninguém, é dócil, etc. Conheço um deles que possuía dois pit bull; ele garantia que eram bem dóceis, embora estivessem dentro de um cercado.

Mas quem realmente sabe como são os respectivos cachorros são os vizinhos, que se incomodam com os latidos e muitas vezes são atacados pelos dóceis animais. Sei de um caso, perto de minha casa, de uma família que tinha um cachorro que latia quase toda noite, todos os dias. Só os donos não se incomodavam. O animal morreu, e mais tarde, o morador do lado apareceu com um cachorro, que late, mas nem tanto. Então os moradores anteriores começaram a se queixar.

Assim é na interpretação da Bíblia. Cada um, em geral, a interpreta segundo seus próprios zelos e interesses. Sempre esses se acham corretos na interpretação, e algumas vezes se irritam quando outros discordam (primeiro sinal de que algo está errado). Com os antigos mestres judeus aconteceu isso. Eles não eram contra a Bíblia (Antigo Testamento), pelo contrário, queriam melhorar a obediência a ela. Então, em suas interpretações, criaram normas e orientações de como se deveria obedecê-la. No que resultou? Em uma confusa relação de centenas de regulamentos de como servir a DEUS. Isso na verdade criou um sistema pesado de ser servo de DEUS, de um modo como Ele jamais desejou. Iremos estudar esse tema durante essa semana. Ele é importante para que nós também não venhamos a fazer o mesmo, pensando que estamos ajudando, mas na verdade estamos estorvando.

 

  1. 1.      Primeiro dia: A cadeira de Moisés

JESUS falou acerca dos fariseus como tendo-se assentado na cadeira de Moisés, querendo dizer que eles ensinavam as leis como Moisés ensinava. O problema é que os fariseus tornaram-se legalistas, ensinavam e exigiam muito mais que Moisés, mas nem eles mesmos praticavam tudo. Por isso JESUS também disse ao povo, em Mateus 23:1 a 7, que deviam fazer o que os fariseus ensinavam, mas não fazer o que eles faziam. Esses mestres queriam ser vistos como sábios, doutores da lei, superiores. Saudavam-se nas praças, faziam longas orações em público em determinados horários, tudo para chamar a atenção e impressionar o povo comum. Pergunto: há ainda disso em nosso meio, hoje? Ellen G. White escreveu a respeito do que acontece no mundo: “O mundo manifesta hoje o mesmo espírito. Os homens são contrários à pesquisa da verdade, pelo receio de que as tradições sejam perturbadas e introduzida nova ordem de coisas. Há, na humanidade, uma constante propensão ao erro e os homens naturalmente se inclinam a exaltar as ideias e o conhecimento humanos, não discernindo nem apreciando o que é divino e eterno” (Conselho Sobre Escola Sabatina, 48).

Nós, que somos responsáveis pela preservação e disseminação da verdade, que princípio devemos seguir? “Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede; perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele, e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: não andaremos” (Jer 6:16). Nós devemos dizer: “andaremos”.

Os fariseus tornaram-se legalistas, nós devemos evitar esse extremo. Por outro lado, parece que esse não é bem o nosso problema hoje. Pelo que se percebe, muitos de nós, sejam membros leigos, sejam ministros, incorremos no outro extremo, o liberalismo. Nesse caso, de novo a admoestação de JESUS torna-se válida: fazei o que eles dizem, mas não o que eles fazem. Ensinar mas não praticar é hipocrisia. “Hipocrisia significa fingimentofalsidadefingir sentimentoscrençasvirtudes, que na realidade não possui. Hipocrisia deriva do latim e do grego e significava a representação no teatro, dos atores que usavam máscaras, de acordo com o papel que representavam em uma peça. O hipócrita é alguém que oculta a realidade através de uma máscara de aparência. Mais tarde é que passou a designar as pessoas que representam, e que fingem comportamentos” (http://www.significados.com.br/hipocrisia/). Nós devemos ser autênticos seguidores de JESUS, viver como Ele orientou, praticar e ensinar o que Ele ensinou, sem tirar nem acrescentar.

 

  1. 2.      Segunda: Mandamentos humanos

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da Lei: o juízo, a misericórdia e a fé. Deveis fazer estas coisas e não omitir aquelas. Condutores cegos! Que coais um mosquito e engolis um camelo” (Mat. 23:23 e 24).

“Na comissão dada aos discípulos, Cristo não somente lhes delineou a obra, mas deu-lhes a mensagem. Ensinai o povo, disse, “a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado”. Mat. 28:20. Os discípulos deviam ensinar o que Cristo ensinara. O que Ele falara, não só em pessoa, mas através de todos os profetas e mestres do Antigo Testamento, aí se inclui. É excluído o ensino humano. Não há lugar para a tradição, para as teorias e conclusões dos homens, nem para a legislação da igreja. Nenhuma das leis ordenadas por autoridade eclesiástica se acha incluída na comissão” (Evangelismo, 15).

“Precisamos sermões à moda antiga, costumes à antiga, pais e mães em Israel à antiga. É preciso trabalhar pelo pecador perseverantemente, zelosa e sabiamente, até que ele veja que é transgressor da lei de Deus, e exerça arrependimento para com Deus, e fé no Senhor Jesus Cristo.” Mensagens Escolhidas, vol. 2, 18 e 19.

“JESUS veio para comunicar à alma o Espírito Santo, pelo qual o amor de Deus é derramado no coração; mas é impossível dotar do Espírito Santo os homens aferrados a suas ideias, cujas doutrinas são todas estereotipadas e imutáveis que andam segundo as tradições e mandamentos humanos, como se deu com os judeus nos tempos de Cristo. Eram muito escrupulosos na observância das cerimônias da igreja, muito rigorosos em seguir suas formalidades, mas destituídos de vitalidade e devoção religiosa. Foram por Cristo assemelhados aos odres secos, então usados como recipientes. O evangelho de Cristo não podia ser introduzido em seu coração, pois não havia lugar para contê-lo” (Mensagens Escolhidas, 386).

“Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo. Filip. 2:15. Que cada um, por amor de Cristo, e por amor de sua própria vida, fuja da conformidade com o mundo, com os seus costumes, vaidades e modas. Guarde-se dos mandamentos humanos que obscurecem os santos mandamentos de Deus” (Para Conhecê-Lo, MM 1965, 318).

Vou lamentar um pouco. Como nos falta a humildade!!! Como é difícil aceitar um conselho quando nós estamos errados!!! Como precisamos aprender a sermos mais semelhantes a CRISTO!!! Como somos orgulhosos e arrogantes!!! Como queremos sempre impor nossas ideias sobre os outros, pensando que nós é que estamos corretos; eles estão sempre errados!!! Agora vem o lamento maior: como muitos (mas não todos) dos nossos dirigentes são incapazes de ouvir algo diferente do que pensam, da parte de algum membro!!! Porque nossos dirigentes se irritam tanto, perdem os bons modos, quando em alguma reunião, algum membro (leigo) se levanta e discorda de algo que dizem? Da minha parte, já não aceito mais participar dessas reuniões e conselhos, pois só admitem concordâncias, pensam que todos que discordam estão mal intencionados, e fazem oposição. Assim um campo não pode crescer.

Sim, o título de hoje é: “Mandamentos humanos”.

O que esse título quer dizer para a atualidade?

Criamos, hoje, o nosso jeito de administrar a igreja, por decisões de alguns, que se postam em lugar do bom senso e da sabedoria. Erra-se demais!!!

“Têm os homens tirado injusta vantagem sobre aqueles que eles supõem estarem sob sua jurisdição. Determinaram coagir os indivíduos; governariam ou arruinariam. …

O poder despótico que se tem desenvolvido, como se a posição tivesse feito dos homens deuses, faz-me temer, e deveria causar temor. É uma maldição onde quer e por quem quer que seja exercido” (Testemunhos Para Ministros, 359-361, grifos acrescentados).

 

  1. 3.      Terça: Tradições dos anciãos

Os fariseus vieram a JESUS e perguntaram por que seus discípulos não lavavam as mãos antes de comer. Essa era uma tradição dos anciãos, e precisava ser feita. É como se fala, “sempre foi assim”, “em time que está ganhando não se mexe”, “antigamente é que era melhor”, portanto tem que ser praticado. Muitos se apegam às tradições (estudaremos sobre tradição na quarta-feira), e exigem que os outros as sigam. Era assim no tempo de JESUS.

Lavar as mãos antes de comer é bom, é um ato de higiene, preserva a saúde reduzindo as contaminações. Mas o que os fariseus estavam reclamando não era sobre um princípio higiênico, mas sim, a obrigatoriedade por causa da tradição.

JESUS deu a eles uma resposta à altura. Está escrito em Mateus 15:3 a 6. É sobre a tradição do corbã. O “corbã” funcionava assim: Se, por exemplo, eu não quisesse ajudar meus pais carentes de recursos, era só separar uma quantia , pronunciar “corbã” e entregá-la aos sacerdotes . Como esse “corbã” era relacionado com meus pais, depois que eles morressem eu poderia pegá-la quase toda de volta (deixava uma “ofertinha de agradecimento”). Isto deixaria Deus numa situação no mínimo ambígua, pois se eu não estava “honrando pai e mãe” como mandava a Lei, por outro lado estaria ofertando para Ele, DEUS. E assim, Ele não teria o que reclamar, pois afinal, eu investia no que era dEle.”

Então vejam só, os filhos deixando os pais em necessidade para depois ficar com o dinheiro! O que é pior, não lavar as mãos ou essa prática não bíblica que desobedece diretamente o quinto mandamento? Eles não puderam responder a essa tradição gananciosa.

Temos nós, adventistas, hoje, tradições? Sim temos, mas em geral elas não são impostas como naqueles tempos. Talvez a nossa maior “tradição” seja o princípio que herdamos da Reforma Protestante: Sola Scriptura. Somos o “povo da Bíblia”, e não o “povo do museu”. Fundamentamos todas nossas doutrinas na Bíblia. Sobre tradições em nosso meio, isso abordaremos na parte de sexta-feira. Por enquanto, é importante saber que tradições não são ordens bíblicas, mas podem ser positivas, isto é, ajudar na obediência à Bíblia, servir de orientações, como também podem ser negativas, isto é, atrapalhar na vida cristã como DEUS deseja. Por exemplo, temos a tradição de sermos bastante irreverentes na igreja. Nossas igrejas, com raras exceções, tem um constante barulho de fundo. Isso se incorporou como algo normal, aceito e sem problemas. Tornou-se, pelo longo tempo da prática, uma tradição, não defendida por alguém, mas aceita por quase todos. Precisamos rever algumas de nossas tradições incorporadas ao longo do tempo. Música em alto volume, barulhenta e com pouco conteúdo doutrinário, também já está virando tradição, sendo defendida por muitos. Aliás, em relação a este aspecto, nossos ministros estão divididos em quatro facções: os que são a favor da música barulhenta (mundana), os que são contra, os indiferentes e os oportunistas, que seguem a posição do presidente do Campo. Não deveríamos falar em poder do alto enquanto estivermos fragmentados nesse ponto. DEUS jamais derramará o poder do ESPÍRITO SANTO sobre uma igreja dividida. É inútil clamar por poder nesse estado de coisas. (Clique aqui para assistir um vídeo de 7 minutos sobre o estado da música na nossa igreja; é alarmante).

 

  1. 4.      Quarta: Preceitos dos homens

A tradição é um conjunto de práticas e crenças que remonta tempos antigos, praticados por nossos antepassados e transmitidos de geração em geração com o objetivo de serem preservados. E o que é costume? É um hábito comum aos membros de um grupo social. A palavra “costume” em grego é ethos, e é usada para se referir aos bons hábitos de Jesus e Paulo (Lc 4:16, At 17:2), a maus costumes (Hb 10:25), a práticas cerimoniais (At 6:14), a práticas legais e políticas (Mt 27:15, At 25:16). Nesse contexto, o apego às tradições litúrgicas, bem como o culto aos costumes culturais de um povo, podem desvirtuar totalmente o ambiente de culto a Deus.

Há tradições e costumes entre nós. Por exemplo, a comemoração do natal em 25 de dezembro; a comemoração da páscoa; os acampamentos durante os dias de carnaval. Alguns costumes mundanos se tornam normais e aceitos entre nós, como se DEUS não Se importasse com eles. Por exemplo, assistir jogos, lutas de MMA ou outras; assistir novelas; aqui no sul do Brasil, tomar chimarrão; assistir vídeos de violência e pornografia; pintar o cabelo (DEUS aprecia as cãs, diz a Bíblia. “O ornato dos jovens é a sua força, e a beleza dos velhos, as suas cãs” (Provérbios 20:29), e quem somos nós para duvidar disso?); lábios e unhas; em alguns lugares até brincos e piercings já se usam, etc. Também temos tradições positivas, como fazer cultos domésticos (veja outras tradições na sexta-feira).

Mas temos um lamento a considerar. Nesses últimos anos a igreja vem cumprindo, infelizmente, uma profecia devastadora. É a batida questão da música gospel, como a chamamos. Ellen G. White alertou sobre isso em muitos trechos escritos por ela. Por exemplo: “Culto com uma Balbúrdia de Ruído – Impossível é calcular demasiado grandemente a obra que o Senhor há de efetuar mediante os vasos por Ele designados na execução de Seu pensamento e propósito. As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo. O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo. É melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos e músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças dos agentes satânicos misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo” (Mensagens Escolhidas, v. 2, 36). Apesar do alerta, mesmo assim, temos muitas igrejas entre nós que amam tais músicas, apesar da profecia. Temos até projetos missionários onde a tal música é a motivação principal. Poderíamos nós utilizar os mesmos métodos que outras igrejas, não verdadeiras, utilizam para encher seus templos? Ou deveríamos nos preparar para receber o poder do ESPÍRITO SANTO?

 

  1. 5.      Quinta: Justiça excessiva (Mat. 5:20)

“Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino do céu” (Mat. 5:20). JESUS disse isso em relação aos fariseus. Mas não eram eles que ensinavam as leis ao povo? Pois os mestres das leis foram considerados por JESUS como tendo justiça insuficiente. O veredito foi: eles não entram no reino do céu, eles não são justos o suficiente, e para entrar lá, tem que ser bem mais justo que eles. O que foi que aconteceu?

Atentem bem, os fariseus não eram mal intencionados. O que eles queriam era preparar matéria para servir de conteúdo a ensinamentos. Queriam elevar o povo para mais perto de DEUS. Queriam uma nação mais obediente. Eles eram bem intencionados.

E na realidade, o que foi que aconteceu? Resultou que as regras que eles criaram foram em demasiado número, e o que é pior, tornaram-se mais importantes que as leis de DEUS. Na verdade, a quantidade das regras criadas pelos eruditos da lei eram tantas que precisavam muito tempo para estudá-las e ensiná-las, e isso encobria o valor das palavras dos profetas. Eram os fariseus contra os profetas.

Devemos ter muito cuidado hoje, de não se jogar as palavras de ministros contra os escritos dos profetas. Na verdade isso está acontecendo, em intensidade preocupante. Não tanto em relação à lei, mas muito em relação aos métodos de como evangelizar.

O que DEUS quer é operar em nosso coração, colocar ali os Seus princípios de vida, em especial o princípio maior, o amor (I Cor. 3:3). A grande questão sempre foi buscar seguir regras externas, e isso se torna legalismo se for muito intenso, ou liberalismo, se for um tanto relaxado. O equilíbrio só se encontra se nos entregarmos a DEUS e Ele nos transformar por meio de Seus ensinamentos e Suas leis, colocando-as dentro de nós.

“Deus deseja que aprendamos da natureza lições de obediência. … O livro da natureza e a Palavra escrita derramaram luz um sobre o outro. Ambos fazem-nos melhor familiarizados com Deus pelos ensinamentos do Seu caráter e das leis pelas quais Ele atua” (Maravilhosa Graça, MM 1974, 284).

 

  1. 6.      Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

a)      Síntese dos principais pontos da lição

  • Qual o foco principal?

O foco desta semana é a questão dos fariseus em valorizar mais as tradições que a lei de DEUS. Nós adventistas temos tradições que ensinamos, e também costumes que seguimos. Vamos aqui relacionar alguns: não tomar cafeína, nem álcool, nem outras bebidas adocicadas, etc. – a temperança; não lavar louça aos sábados; preparar o quanto possível os alimentos antes do sábado; fazer cultos domésticos; seguir o vegetarianismo; alimentos saudáveis; cultivar a honestidade; ser cidadãos respeitáveis; ler diariamente a Bíblia e estudar as lições da Escola Sabatina; dar bom testemunho; a Bíblia como única regra de fé; a lei de DEUS acima das leis do Estado quando conflitam; hábitos de vestuário simples; lazer com princípios divinos, por exemplo, sem competição; o trabalho dignifica; ser correto com os impostos; assistir os cultos regularmente; viver desligado do mundanismo (poucos); não uso de pinturas no cabelo nem joias (poucos); fazer campanhas evangelísticas entre pobres, etc. Uma tradição nossa, que é negativa, é que por termos a verdade nos achamos superiores. Outra que já virou costume, em geral os jovens entendem quase nada de Bíblia, e também as pinturas e modinhas de mundanismo (condenadas pelo Pr. Ted Wilson em seu recente sermão sobre os Dez dias de oração). Mais uma tradição acontece nos casamentos: é o momento em que as mulheres se vestem como manda o mundo, e as exceções são raríssimas. Se eu fosse pastor, não aceitaria fazer casamento.

  • Quais os tópicos relevantes?

Um ponto vital é não valorizarmos as tradições e os costumes acima da Lei de DEUS, da fé em JESUS e da obediência ao que Ele determinou.

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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b)      Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Os líderes judeus criaram honestamente regras para ajudar na obediência a DEUS e acabaram por valorizar mais essas regras que os mandamentos, impunham as regras e condenavam quem não as seguisse. Ou seja: tornaram-se legalistas.

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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c)       Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Muito cuidado e equilíbrio para não nos apegarmos aos costumes que temos e nos tornarmos fanáticos por eles e depreciar aqueles que têm costumes diferentes de nós.

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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d)     Comentário de Ellen G. White

Guilherme Miller “não prosseguiu o seu trabalho sem tenaz oposição. Como acontecera com os primeiros reformadores, as verdades que apresentava não eram recebidas favoravelmente pelos ensinadores populares da religião. Não podendo manter sua atitude pelas Escrituras, viam-se obrigados a recorrer aos ditos e doutrinas de homens, às tradições dos pais da igreja. A Palavra de Deus, porém, era o único testemunho aceito pelos pregadores da verdade do advento. “A Bíblia, e a Bíblia só“, era a sua senha” (Cristo em Seu Santuário, 61 e 62).

 

e)      Conclusão geral

Quanto a costumes e tradições “Julgai todas as coisas, retende o que é bom” (Eclesiastes 11.1).

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples

Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira O decreto dominical O alfa e o ômega Como é fácil enganar!      

 

 

estudado e escrito entre  07 e 13/03/2014

revisado em  14/03/2014

corrigido por Jair Bezerra

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

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