Lição 04 – Conflito e crise: os juízes

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Primeiro Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: Rebelião e redenção

Lição 04 – Conflito e crise: os juízes

Semana de  16 a 23 de Janeiro de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Orou Ana e disse: O meu coração se regozija no Senhor, a minha força está exaltada no Senhor; a minha boca se ri dos meus inimigos, porquanto me alegro na Tua salvação” (1 Sam. 2:1).

 

Introdução de sábado à tarde

O tempo dos juízes, como diz a lição, foi caótico. Faltavam duas coisas: liderança espiritual e liderança política. Os juízes poderiam ter feito um bom trabalho se entendessem que precisavam unir a nação. Naqueles dias faltou um “Jefté”, o sogro de Moisés, para lhes ensinar como organizar a nação. Eles poderiam ter uma nação de sacerdotes, governada por bons juízes escolhidos por DEUS. Mas precisavam organizar administrativamente a nação, ou o caos continuaria. O povo, em especial, não sabia como obedecer. Faltou competência por parte dos sacerdotes e levitas, em ensinar como se portar no Reino de DEUS.

Mais profundamente, quem dirigia a nação era DEUS, nem os sacerdotes, nem os juízes. Como acrescentaremos mais adiante, nesse comentário, esse seria um governo direto de DEUS, uma verdadeira e real teocracia. A nação iria muito bem, se tão somente fossem fiéis, o requisito indispensável num governo assim. DEUS proveria todas as coisas, muito mais e muito melhor que o mais eficiente governo que se possa imaginar, conduzido por homens, nesse mundo. Seria um governo em que, as questões nacionais, regionais e familiares, além das questões econômicas, ecológicas e sociais; seriam todas conduzidas de maneira direta por DEUS. Os sacerdotes deveriam interceder pelos homens, os levitas deveriam ensinar, os juízes deveriam resolver conflitos, e os profetas fariam a ligação direta entre DEUS e os seres humanos da nação. Mas precisavam obedecer os mandamentos, e nisso dependiam especialmente dos sacerdotes e dos levitas.

Os sacerdotes deveriam cumprir o seu papel de líderes espirituais, de ensinar e orientar a nação em sua relação com seu DEUS. As nações vizinhas faziam isso, e tinham apenas deuses falsos que não eram deuses, mas meras ficções. E o líder nacional, o juiz, como JESUS hoje (desde 1844 é Juiz), deveria organizar a nação, com outros juízes menores, para ter uma hierarquia e governar a nação sob as leis de DEUS. Se isso fosse bem organizado, com o DEUS Criador e Redentor suprindo lá do Céu, Israel teria o melhor sistema de governo imaginável na Terra.

Como nem os sacerdotes e nem os juízes cumpriram os seus papéis, o que restou fazer? Instalar um sistema de governo falho como as outras nações possuíam: um sistema de reinado, com uma família (sistema dinástico) governando a nação. Por falta de uma boa liderança nacional, os israelitas, como povo, e muitas vezes até mesmo em seus líderes, viam nas nações vizinhas melhores alternativas de adoração e de governança que o deles mesmo. E o pior de tudo é que isso, em parte, era verdade. Qual a razão? Porque adoravam mal e eram mal governados, porque os sacerdotes falhavam e os juízes falhavam também. Mais tarde, os reis continuaram falhando. Um e outro apenas agiam como apagadores de incêndios, não agiam pro-ativamente, para fazer a nação crescer espiritualmente, e nem também se desenvolviam no campo econômico e social. Daí, como recorrentemente se volviam aos deuses dos vizinhos, também passaram a desejar o sistema de governo dos vizinhos. Uma adoração superficial, como os israelitas seguiam, era mais compatível com um sistema de governo semelhante aos países de adoração falsa.

Em resumo, falhou o sistema de governo direto de DEUS por meio de juízes por Ele escolhidos porque o povo adorava deuses estranhos. É incompatível DEUS administrar um povo que se vincula a outros deuses. Daí ser mais coerente eles terem um sistema de governo como esses países possuíam. O DEUS verdadeiro tornou-Se estranho a Seu próprio povo.

 

  1. Primeiro dia: Débora

Débora, seu nome significa ‘abelha’, foi a quarta juíza, sendo antecedida por Otniel, Eúde e Sangar. Ela, única mulher a ser juíza, mas também profetiza (previu a derrota dos cananeus), atendia debaixo de uma palmeira, entre Ramá e Betel, na região de Efraim, lá pelo século XII antes de CRISTO. “Ela tinha sua sede à sombra da palmeira, entre Rama e Betel, na montanha de Efraim, e os israelitas vinham a ela para obter justiça (Juízes 4, 5)”. O rei Jabim, dos cananeus, oprimia os israelitas já fazia 20 anos. O povo de DEUS se havia afastado de seu Rei após o falecimento do juiz Sangar.

“Certo dia Débora mandou chamar Baraque, e lhe disse que Deus havia ordenado que ele escolhesse dez mil homens das tribos de Naftali e Zebulom para enfrentar Sísera e que a vitória já estava garantida por Ele. Apesar de confiar na palavra que recebeu, Baraque pediu para que Débora acompanhasse a ele e seu exército no dia da batalha. Por esse pedido Baraque perdeu a honra de matar Sísera. Débora lhe disse que essa honra seria dada a uma mulher. Ao ouvir dizer que os israelitas estavam alinhados para a guerra, Sísera convocou todos os seus novecentos carros de ferro e todo o povo que estava com ele. Quando o momento da batalha chegou houve grande confusão entre o exército de Canaã e eles foram derrotados. Sísera fugiu a pé da batalha para a tenda de Jael, mulher de Héber, o queneu, pois existia um acordo de paz entre eles. Cansado, ele pediu água e adormeceu. Então Jael, pegando uma estaca a cravou na fonte de Sísera com um martelo e o matou, cumprindo o que Débora dissera a Baraque. O povo de Israel, fortalecido, continuou a lutar contra Canaã até que Jabim estivesse totalmente destruído” (Wikipédia).

Para complementar, Débora pertencia às origens do povo de Israel, tempos em que viviam em tribos, que eram doze. Não havia entre eles o sistema político de reis das cidades-Estado, ou de império, quando uma cidade dominava sobre outras, como era comum entre os povos pagãos. Eles formavam uma sociedade sem centralização política, sem cobrança de tributos e sem escravidão. E não havia um governo tipo reinado central com todas as pompas, gastos e poderes como o sistema dos pagãos. DEUS era seu rei, e a condução era bem mais espiritual que política. Assim deveria ser. E funcionaria muito bem caso eles, povo de DEUS, fossem fiéis aos princípios divinos. Isto significava que a adoração deveria ser conforme prescrito por DEUS. Nesse caso, DEUS os conduziria de uma maneira sobrenatural, não de uma maneira burocrática como funcionavam e ainda funcionam os governos desse mundo. Por exemplo, DEUS faria com que seus inimigos se mantivessem longe; com que as chuvas viessem no momento certo; que as safras fossem grandes; que não ficassem doentes; que prosperassem; que tivessem vida saudável e longa; que as famílias fossem felizes; que os problemas fossem facilmente resolvidos, e assim por diante. DEUS trataria de conduzir o povo com Seu poder e sabedoria. Seria uma nação superior a todas pelo fato de ter um rei superior a todos. Que governo conduzido por seres humanos seria capaz de competir com um sistema assim? Uma única pergunta, pois haveria mais outras: Que rei aqui na Terra seria capaz de cuidar do sistema de chuvas para que sempre visse em quantidade e na época correta? Era isso que DEUS queria fazer com eles!

E por que um sistema assim, tão superior deu errado e sempre teve problemas? Exatamente por falta da fidelidade do povo. O povo era mau, quando, após uma crise por desobediência, chegava outra vez à fartura, volviam-se aos deuses dos países vizinhos, e deixavam o seu poderoso DEUS de lado. Aí vinha, outra vez, mais uma crise.

Analisemos de outro enfoque. O sistema de governo israelita seria extremamente simples. No âmbito religioso estariam os sacerdotes e os levitas, tratando de conduzir o povo pelos caminhos do Senhor. No âmbito da justiça, teriam os juízes para resolver os problemas. Esses juízes eram escolhidos por DEUS, portanto, muito bem selecionados, e evidentemente, bem assessorados, pelo próprio DEUS, que era quem os capacitava e orientava.

A parte política de governo, não seria política, que sempre é sujeita a interesses particulares. A própria palavra “política” já identifica, atualmente, como o jogo de interesses de grupos de poder. “O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou cidade-Estado. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana”. Seria, portanto, ao contrário dos sistemas rudimentares do paganismo, DEUS os conduzindo, desde que fossem obedientes. Esse é o pressuposto do governo de DEUS em qualquer lugar do Universo.

Resumindo: DEUS, por meio de poderes sobre-humanos, organizaria, dirigiria, abençoaria a Sua nação. Ele providenciaria o funcionamento da nação, do mesmo modo como funciona o Universo. Assim ela se tornaria em um poder impossível de ser enfrentado, muito menos de ser superado. Essa nação também não iria destruir o restante do planeta, mas seria um exemplo para todas as outras nações, que veriam nela algo infinitamente superior. O seu povo seria um povo de sacerdotes, e seriam vistos como um povo sábio e inteligente. Também, tendo DEUS como Rei! Mas, faltou a obediência, e tudo foi por água abaixo.

 

  1. Segunda: Gideão

O juiz Gideão sucedeu Débora. Israel novamente caiu no pecado da desobediência. “Porém os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR; e o SENHOR os deu nas mãos dos midianitas por sete anos. E, prevalecendo a mão dos midianitas sobre Israel, fizeram os filhos de Israel para si, por causa dos midianitas, as covas que estão nos montes, as cavernas e as fortificações. Porque sucedia que, semeando Israel, os midianitas e os amalequitas, e também os do oriente, contra ele subiam. E punham-se contra ele em campo, e destruíam os frutos da terra, até chegarem a Gaza; e não deixavam mantimento em Israel, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos. Porque subiam com os seus gados e tendas; vinham como gafanhotos, em grande multidão que não se podia contar, nem a eles nem aos seus camelos; e entravam na terra, para a destruir. Assim Israel empobreceu muito pela presença dos midianitas. (Juízes 6:1-6)”.

Por causa da opressão dos midianitas, os israelitas novamente clamaram ao Senhor. Esta não foi a primeira vez que eles agiram assim. Na verdade, embora muitas vezes eles fizessem o que era mau aos olhos de DEUS, adorando falsos deuses, sempre queriam adorar os falsos deuses dos países vizinhos. Curioso é que nunca aconteceu de povos pagãos desejarem adorar o DEUS verdadeiro. Sim, nada por acaso, se desvia para algo superior; tudo sempre degenera para algo inferior. Quando as calamidades começavam a atacar, eles voltavam e procuravam o verdadeiro DEUS. Juízes 6 nos diz como DEUS respondeu ao chamado deles. “Quando os israelitas clamaram ao Senhor por causa de Midiã, Ele lhes enviou um profeta, que disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: “Tirei vocês do Egito, da terra da escravidão. Eu os livrei do poder do Egito e das mãos de todos os seus opressores. Expulsei-os e dei a vocês a terra deles. E também disse a vocês: Eu sou o Senhor, o seu DEUS; não adorem os deuses dos amorreus, em cuja terra vivem, mas vocês não Me deram ouvidos” (Juízes 6:7 a 9).

Isso demonstra que Israel tinha problemas sérios quanto a fidelidade. Por uns tempos não havia juiz na nação, somente os sacerdotes que atendiam na tenda construída por Moisés, e os levitas que ensinavam o povo. Esses sacerdotes e levitas seriam suficientes caso houvesse obediência, tão bem iria a nação. Ou seja, tudo daria tão certo que nem mesmo os juízes seriam necessários o tempo todo. Mas teria que haver obediência. Fato é que, nos poucos anos em que obedeciam, miraculosamente a nação inteira ia bem. Era quase um mistério, porém, na realidade, havia um Rei acima de tudo, e esse era DEUS. As coisas funcionavam bem, aos olhos humanos como que por acaso, quando na realidade DEUS era o dirigente, e Ele tratava de fazer com que tudo desse certo. Era um governo real, competente, porém invisível aos olhos humanos.

Pois bem, depois que o profeta denunciou a causa do problema, DEUS teve que outra vez chamar um libertador, um novo juiz, que foi Gideão. Ele era um homem humilde, lavrador, que escondido procurava debulhar o trigo. Se fosse visto pelos midianitas, logo tomariam para si. Foi chamado pelo anjo de “homem valente” embora fosse aos olhos humanos, e aos dele mesmo, desprezível. Porém, era temente a DEUS, e não entendia a razão da opressão dos midianitas. Ele disse: “Ai, Senhor meu, se o SENHOR é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as Suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o SENHOR subir do Egito? Porém agora o SENHOR nos desamparou, e nos deu nas mãos dos midianitas. Então o SENHOR olhou para ele, e disse: Vai nesta tua força, e livrarás a Israel das mãos dos midianitas; porventura não te enviei Eu?” (Juízes 6:13-14).

Gideão questionou como Deus estava com eles, quando todas essas calamidades caiam sobre a nação. Porém, não era Deus que não estava com eles, MAS ELES que não estavam com Deus. Mais uma vez, o velho problema da infidelidade. Como resposta às questões de Gideão, Deus disse a ele para seguir em frente, garantindo que seria o libertador de Israel. “Não te enviei Eu?” Ele disse. Na verdade, era Deus que o enviava. Esta missão não era algo que Gideão inventava. Ele estava lá debulhando trigo para escondê-lo dos midianitas!

Alguém seguiria Gideão? Era apenas o menor de sua família, já muito pequena. Mas DEUS disse que estaria com ele. Gideão, fiel mas titubeante, pediu um sinal. O anjo fez sair fogo da rocha onde o homem havia posto sua oferta.

Depois de derrubar o poste ídolo a Baal, e de fazer uma oferta ao Senhor no alto do monte, Gideão pediu mais dois sinais a DEUS que foram atendidos, sobre o velo de lã. Uma vez era para a lã ficar molhada e a terra seca, outra vez o contrário, e assim foi. Então Gideão se convenceu que DEUS estava mesmo com ele, ficou fortalecido, e foi em frente. Ele pensava assim: se DEUS está comigo, tudo dará certo.

Gideão, depois de uma seleção feita por DEUS, foi em direção aos midianitas com apenas 300 soldados. Tocaram suas trombetas com a mão direita e com a esquerda seguravam tochas de fogo. No arraial dos midianitas e amalequitas havia 135 mil homens armados, mas dormindo. Era uma desvantagem de 450 soldados inimigos contra um de Israel. Ou DEUS lutaria, ou eles seriam esmagados ao pó. Mas seria como está escrito em Josué 23:10: “Um só homem dentre vós perseguirá a mil; pois é o SENHOR vosso Deus que peleja por vós”. Ver também Levíticos 26:8.

Gideão foi dar uma espiada no arraial do inimigo. Eles eram tantos que seria impossível reconhecer dois estrangeiros caminhando por ali de madrugada. E Gideão ouviu um diálogo, que lhe deu ainda mais coragem: “Quando Gideão chegou, ouviu um homem contando o seu sonho a um amigo. Ele dizia: – Eu sonhei que um pão de cevada rolou para dentro do nosso acampamento. Veio e bateu numa barraca. Ela caiu, virou no avesso e ficou estendida no chão.” “O amigo respondeu: – É a espada de Gideão, o israelita, o filho de Joás! Isso quer dizer que Deus entregou a ele o nosso povo e todo o nosso exército!” (Juízes 7:13 e 14). Os inimigos estavam apreensivos com algo misterioso que se formava, e não sabiam bem do que se tratava. DEUS estava criando entre eles um clima de medo e derrota.

Vamos imaginar o que aconteceu naquela batalha esquisita aos olhos humanos. Três grupos de 100 homens cada, toca trombeta e ergue uma tocha de fogo. E por esse intermédio DEUS age. Os midianitas devem ter ouvido um som amplificado e milhares de tochas de fogo, e devem ter imaginado que os israelitas já estavam dentro do arraial. Sendo pegos de surpresa, (quem imaginaria buzinas tocando de todos os lados?) saindo de suas barracas, ou levantando-se do chão, viam em cada amigo um inimigo, e se matavam mutuamente. DEUS fez com que se confundissem e passassem a lutar uns contra os outros, se derrotando mutuamente. Nessa estratégia foram mortos uns 120 mil, restando apenas 15 mil. Vieram homens de outras tribos de Israel (Naftali, Aser, Manassés e Efraim) e perseguiram os que restaram. Nunca mais os midianitas se levantaram contra Israel.

Era para de agora em diante a nação servir espontaneamente a DEUS, mas não foi assim. Tempos depois, eles retornariam a adorar ídolos, ridículos ídolos, que haviam sido derrotados por um grupo de 300 homens, mais um único DEUS.

Ora, por que não ser fiel a esse único DEUS?

 

  1. Terça: Sansão

Sansão foi filho de Manoá, da tribo de Dã, décimo terceiro juiz, nascido de mãe es-téril (Juízes 13:2). Era para liderar os hebreus contra os filisteus. Foi nazireu desde o nascimento, isto é, não podia beber qualquer bebida com álcool, nem comer comida imunda, nem cortar o cabelo e nem tocar em cadáver. Ele foi juiz de Israel por vinte anos (Juízes 16:31), aproximadamente de 1177 a.C. a 1157 a.C., sendo o sucessor de Abdon e o antecessor de Eli. Ele era um homem de temperamento colérico, rompeu com a noiva, em Timna durante a festa de casamento. A tentativa do pai da moça de oferecer-lhe a outra filha mais nova apenas o deixou ainda mais furioso, fazendo com que amarrasse tochas acesas no rabo de 300 raposas presas em pares. Digamos assim: ele era forte e briguento.

Sansão se agradava de mulheres filisteias, e isto vinha de DEUS, para criar ocasião contra os filisteus (Juízes 14:4). Ele não deveria casar com uma mulher de povo inimigo, isto é óbvio. Porém, ele deveria criar motivos para uma guerra contra os filisteus, pois estes os exploravam, mas não os ameaçavam com guerra naqueles dias. Essa era a situação.

Sansão, embora desde antes de sua geração na barriga de sua mãe, já fora escolhido por DEUS, ele mesmo não se ligava muito a DEUS. Foi além do que deveria e cometeu muitos erros. Indo aos filisteus com seus pais, para se casar com a mulher, a primeira pela qual se encantou, desviou-se do caminho e encontrou um leão, o qual matou com sua força. Noutro dia, foi lá ver o tal leão, e havia nele um enxame de abelhas, das quais tirou mel, comeu e deu a seus pais. Não deveria ter feito isso. Mas ele não era muito ligado a fidelidade, tanto que, mais tarde, não suportou sua noiva e lhe revelou o segredo do enigma do leão e do mel, e bem mais tarde, revelou a uma prostituta o segredo de sua força, que estava em não cortar seus cabelos. Sansão errava demais.

“Em seu perigo, Sansão tinha a mesma fonte de força que tinha José. Podia escolher o certo ou o errado, segundo lhe aprouvesse. Em vez, porém, de lançar mão do poder de Deus, permitiu que as desenfreadas paixões de sua natureza tomassem inteiro domínio. As faculdades do raciocínio foram pervertidas, corrompida a moral. Deus havia chamado San-são a uma posição de alta responsabilidade, honra e utilidade; mas precisava aprender a governar, aprendendo primeiro a obedecer às leis de Deus. José era um livre agente moral. … Era possível escolher o caminho da pureza, da santidade e da honra, ou a senda da imora-lidade e da degradação. Ele preferiu o caminho reto, e Deus o aprovou. Sob idênticas tenta-ções, que atraíra sobre si mesmo, Sansão deu rédeas soltas à paixão. O caminho que tomara, verificou ele findar em vergonha, desastre e morte. Que contraste com a história de José!” (Filhos e Filhas de DEUS, MM 1956, 187).

“O cuidado providencial de Deus estivera com Sansão, a fim de que ele pudesse es-tar preparado para realizar a obra que fora chamado a fazer. Mesmo no início da vida esteve cercado de condições favoráveis para a força física, vigor intelectual e pureza moral. Mas, sob a influência de companheiros ímpios, deixou aquele apego a Deus que é a única salva-guarda do homem, e foi arrastado pela onda do mal. Aqueles que no caminho do dever são levados à prova podem estar certos de que Deus os guardará; mas, se os homens voluntari-amente se colocam sob o poder da tentação, cairão mais cedo ou mais tarde” (Patriarcas e Profetas, 568).

A cada conflito entre o solitário Sansão e os filisteus, ele vencia. Então, por que a nação inteira não se uniu a ele para derrotar os inimigos e se livrarem dele? Eles tinham um herói real como hoje existem os fictícios, como o super-homem e outros. Erraram todos: Sansão que não desenvolveu o domínio próprio nem a competência da liderança, embora DEUS estivesse com ele, e o povo, que não percebeu a oportunidade que DEUS lhes dava para lutarem contra os filisteus. Outro exemplo do que DEUS estava dando aos judeus, era a força de Sansão. Certa vez ele carregou uma porta inteira com umbral e tudo, umas 3 a 4 toneladas, em seus ombros, parece que por uns 60 quilômetros, morro acima, durante a noite. Portanto, ele não caminhava devagar arrastando aquele peso. Ele corria com aquilo tudo. Está na Bíblia, é força descomunal. Golias, um herói dos filisteus, que surgiu mais tarde, não seria nada perante Sansão.

O povo judeu, uma das tribos que restou, ainda existe até hoje. Após o exílio em Babilônia, retornaram reconstruíram a cidade e se reconstituíram como povo, embora, doravante, sem rei próprio. Já os filisteus desapareceram na mesma ocasião quando Nabucodonosor destruiu Jerusalém, ele também destruiu os filisteus. Mas os filisteus, seus deuses, que não são deuses, nunca mais os reuniram em sua pátria, já os judeus retornaram, e até reconstruíram o templo. Até deles veio ao mundo o Rei dos reis, JESUS, o Salvador do mundo e Rei do Universo. Pois bem, o que Nabucodonosor fez séculos mais tarde, Sansão poderia ter feito em seus dias, evitando aquelas longas e desgastantes guerras posteriores, por exemplo, com o rei Saul e o rei Davi.

 

  1. Quarta: Rute

Jacó já estava enterrado em Macpela há mais de 500 anos. Já haviam passado pelo cativeiro egípcio. Passaram 40 anos no deserto. Então, após a conquista de Canaã, o povo de DEUS se encontrava num estranho período de tempo, com ciclos de pecado, servidão e libertação. Esse foi o tempo da história de Rute, Noemi e Boaz.

“Nos dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra; e um homem de Belém de Judá saiu a habitar na terra de Moabe, com sua mulher e seus dois filhos” (Rute 1:1). Era Elimeleque, que morreu em Moabe, deixando a esposa Noemi, e dois filhos, Malom e Quiliom. Os filhos casaram com mulheres moabitas e logo também morreram, deixando Noemi com suas noras Rute e Orfa. Ela resolveu retornar para Belém, e Rute, uma mulher moabita, de origem num povo pagão, foi decidida, acompanhou sua sogra. Rute disse: “Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rute 1:16). O lar de Elimeleque era consagrado a DEUS. Rute aprendeu dEle, e se converteu. Deixou o deus Quemos, dos moabitas, e adotou o DEUS verdadeiro e único. Seu novo Deus estava prestes a conduzi-la a um homem maravilhoso, com o qual ela se casaria. É quase normal as mulheres e os homens detestarem suas sogras, mas com Rute foi diferente. Nem mesmo depois que ela casou com Boaz desprezou Noemi. Inclusive ela trabalhava pelo sustento de sua sogra.

Boaz, homem de DEUS, era muito mais velho que Rute (Rute 3:10). Ela poderia ter buscado outro homem, mais jovem. Mas não, ela aderiu ao sistema do levirato (ser resgatada por um parente do marido falecido) e correu o risco de ficar viúva outra vez. Boaz vivia com DEUS, parece que como Enoque. Cumprimentava seus trabalhadores: “O SENHOR seja convosco!”, e eles respondiam: “O SENHOR te abençoe!” (Rute 2:4). Para Rute, ele disse: “Bendita sejas tu do SENHOR, minha filha” (Rute 3:10); e depois: “eu te resgatarei, tão certo como vive o SENHOR” (Rute 3:13).

Rute, como já afirmamos, tornou-se uma verdadeira filha de Abraão. Estrangeira, ex-adoradora de deuses pagãos, aceitou o DEUS de seu marido, sogro e sogra. Adotou o povo de sua nova família. E já que Noemi não tinha mais idade para trabalhar nos campos, Rute perguntou-lhe se poderia ir e encontrar no campo de algum homem bondoso que a deixasse apanhar espigas. Noemi lhe deu permissão. “Ela se foi, chegou ao campo e apanhava após os segadores; por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque” (Rute 2:3). DEUS estava na condução dos fatos.

Boaz reparou na moça. Via que ela era esforçada e parecia bem educada. Perguntou:  “De quem é esta moça”? “Esta é a moça moabita que veio com Noemi da terra de Moabe”, responderam (Rute 2:5-6). E ele não perdeu tempo em fazer algumas coisas boas para Rute. Ele a convidou para ficar em seus campos e lhe disse para rebuscar o quanto quisesse, e também para beber livremente das vasilhas de água providenciadas por seus servos. E providenciou que os operários não a molestassem. Ela tornou-se uma das mulheres mais adoráveis das Escrituras, pela sua sincera humildade. Ela se prostrou diante de Boaz com sincera gratidão e disse: “Como é que me favoreces e fazes caso de mim, sendo eu estrangeira?” (Rute 2:10). Sua humildade ficou novamente evidente quando disse: “Tu me favoreces muito, senhor meu, pois me consolaste e falaste ao coração de tua serva, não sendo eu nem ainda como uma das tuas servas” (Rute 2:13).

Boaz parece que via algo nessa mulher amável. Ao meio dia, ela foi convidada para almoçar com seus empregados. À tarde a favoreceu sumamente, pois disse aos seus servos: “Até entre as gavelas deixai-a colher e não a censureis. Tirai também dos molhos algumas espigas, e deixai-as, para que as apanhe, e não a repreendais” (Rute 2:15-16). Ela voltou para casa, no primeiro dia de trabalho, com cerca de 25 kg de espigas.

Noemi e Rute se davam muito bem, e a sogra providenciou o casamento de Rute com Boaz. Ela deitou-se aos pés de Boaz sem ele perceber. Esse era o procedimento normal naqueles tempos. Assim ela estava pedindo Boaz para ser seu resgatador. Quando ele acordou, perguntando quem era ela, disse: “Sou Rute, tua serva; estende a tua capa sobre a tua serva, porque tu és resgatador” (Rute 3:9). Estender a capa sobre ela significava que ele estava disposto a se tornar seu resgatador e provedor. A resposta dele foi imediata: “Bendita sejas tu do SENHOR, minha filha; melhor fizeste a tua última benevolência que a primeira, pois não foste após jovens, quer pobres, quer ricos” (Rute 3:10-11). Depois de preparar tudo, se casaram, e tiveram um filho (Rute 4:13).

Que família se formou ali. Aliás, foi a continuidade da família iniciada com Elimeleque. Noemi continuou servindo o novo casal. Ela não saiu de cena, humildemente, cuidou do neto que a rigor, nem era dela. As mulheres de Belém chegaram a dizer: “Seja o SENHOR bendito, que não deixou, hoje, de te dar um neto que será teu resgatador, e seja afamado em Israel o nome deste. Ele será restaurador da tua vida e consolador da tua velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete filhos” (Rute 4:14-15). E o amor de Rute por ela nunca diminuiu. As mulheres chamaram Rute de “a nora que te ama e é melhor do que sete filhos”. E as mulheres, profeticamente se referiam a JESUS.

O mais interessante de toda essa história emocionante nem Noemi, nem Rute e nem Boaz ficaram sabendo. Mas desse casamento, um dos descendentes seria o rei Davi, e mais adiante, viria o Salvador da humanidade, o Senhor JESUS CRISTO. Um dia eles saberão dessa tão importante e agradável notícia.

 

  1. Quinta: Samuel

Na época do nascimento de Samuel o culto do povo de Israel centrava-se em Siló, na região de Efraim, cerca de 30 quilômetros ao norte de Jerusalém, onde Josué havia fixado o antigo tabernáculo, transformando-o em um santuário mais ou menos permanente (Josué 18:1). Os israelitas iam a Siló para adorar e oferecer sacrifícios a Deus.

Samuel pertencia a tribo de Levi da genealogia de Coate (I Crônicas 6:16-30, 33-38), assim como Arão (I Crônicas 6:1-3). Samuel, contudo pertencia à família de Izar (I Crônicas 33-38), enquanto que Arão pertencia à família de Anrão (I Crônicas 6:2 e 3). Cabe aqui esclarecer que, mesmo que Samuel fosse da raiz genealógica de Anrão, mas não descendente de Arão, ainda assim, não poderia pertencer à família sacerdotal. Em Êxodo 28:1, 41 e capítulo 29 está relatada a eleição e consagração de Arão e seus filhos ao sacerdócio. Em Números 3:6-10, encontramos estabelecidas duas classes dos levitas: a) Arão e seus descendentes, a quem Deus selecionou para o sacerdócio de Israel, e b) os não descendentes de Arão que serviam de auxiliares aos sacerdotes. Samuel fazia parte desta classe, pois ele era levita, mas não descendente de Arão.

A nação era governada por juízes suscitados por DEUS. Eli era o sumo sacerdote e exerceu também a função de juiz em Israel por 40 anos (I Samuel 4:18). A nação estava em crise por causa das investidas dos filisteus e também por causa da terrível degeneração moral do sacerdócio, promovida pelos filhos do sacerdote Eli: Hofni e Fineias. Em meio a essa confusão política e religiosa nasce Samuel, tão desejado por Ana, mulher estéril.  Ele foi o último juiz, também foi profeta. Era fiel e fez a nação aproximar-se mais a DEUS. Ele realizou a transição entre o período dos juízes e a monarquia, chegando a ungir os dois primeiros reis de Israel, Saul e Davi.

Os filhos de Eli foram maus e pervertidos. Eram chamados “filhos de Belial” referindo-se ao demônio. Eles vulgarizaram e banalizaram o ritual de sacrifícios dentro do Tabernáculo. Eles cobiçavam, chegando a extorquir quando fosse necessário, as melhores ofertas que eram trazidas para o sacrifício. Assim se enriqueciam pessoalmente mais que o correto definido por DEUS. O israelita piedoso ao ofertar deveria trazer a gordura do animal, o peito e a coxa, enquanto que o sacerdote deveria queimar a gordura, mas o peito e a coxa, de acordo com Levítico 7:29-34, ficavam para o sacerdote. No entanto, Hofni e Fineias roubavam o que era do SENHOR, ficando para si as partes que seriam oferecidas ou queimadas. Caso o ofertante se recusasse a dar, tomavam a força (I Sam 2.12-17).  Isso tornou-se trivial, e o povo se acostumou com o tratamento, achando que, por serem sacerdotes, deveriam ser, mesmo assim, obedecidos.

A vida moral deles era bastante vulgar. Eles chegavam ao ponto de terem relações sexuais com mulheres que serviam à porta da Tenda da Congregação. Provavelmente eram mulheres que tinham funções semelhantes às dos levitas, pois já eram mencionadas em Êx 38.8. Eram mulheres que vinham com disposição devota à Casa do SENHOR, mas que foram ludibriadas pelos “homens de Deus” a cometerem torpeza contra o SENHOR, levando-as à perversidade.

O pai deles, Eli, não se importava com o que faziam. Por isso DEUS providenciou Samuel, para substituir aquele sacerdócio corrompido, que vinha aviltando a nação. E Samuel fez um bom trabalho, mas, seus filhos seguiram o costume dos filhos de Eli. Diante da nova situação de corrupção no sacerdócio, os líderes de Israel pediram um rei, como as nações da vizinhança, e Samuel teve que assistir o fim do sistema de juízes. Seria um excelente sistema de governo, se tão somente o povo fosse fiel. Mas, o que se poderia esperar, se, mesmo os juízes todos escolhidos por DEUS, e os sacerdotes, nem sempre conduziam bem a nação no âmbito espiritual?

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

Estudamos nessa semana sobre um sistema de governo que poderia ter obtido excelentes resultados, pois era quase que totalmente dependente de DEUS. Devemos sempre lembrar que o governo de DEUS, no Universo, menos nessa Terra, é um sistema de total liberdade. Os seres inteligentes podem fazer tudo o que desejarem. A rigor, ninguém segue uma lei. Todos, no entanto, seguem o princípio do amor, que está, não em tábuas de pedra, mas em seus corações, isto é, nas mentes. Ou seja, todos os seres inteligentes, sejam anjos, sejam seres como nós, em suas mentes jamais formulam desejos em desacordo com os princípios divinos. Por isso, fora desse planeta, tudo funciona com absoluta perfeição. A base do bom funcionamento é a fidelidade ao princípio universal do amor.

Em Israel, no tempo dos juízes, deveria ser muito parecido com o sistema divino de governo. Isso veio da bondade de DEUS, do Seu desejo de sermos livres. Mas era necessária a fidelidade aos princípios divinos, que é uma escolha dos seres humanos. Os seres humanos nunca foram leais a DEUS, nem mesmo os sacerdotes. Nem mesmo os filhos dos juízes, como o caso dos de Samuel. Logo, seria necessário um sistema de governo mais autocrático, de bem menor liberdade, o sistema monárquico dinástico. Seria um sistema tipo rédeas curtas. Aí, a condução da nação passava a depender muito mais do caráter do rei, e não mais tanto, da fidelidade do povo.

Resumindo bem, com um povo tendente a rebeldia, nenhum sistema de governo obteria bons resultados. Isso ficou comprovado com os filhos de Israel.

  • Quais os tópicos relevantes?

DEUS quer ser nosso guia, seja governo de uma nação, seja o dirigente da igreja, seja nosso líder individual. Em todas essas situações, tudo irá muito bem se formos fiéis a Ele.

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

A obediência é o ponto fulcral para o bom funcionamento do governo celeste, dado o elevadíssimo grau de liberdade que esse governo concede aos seres inteligentes. E a liberdade é também vital para a nossa felicidade, para o exercício do amor. É no governo celeste que se encontra o mais elevado índice de liberdade, livre-arbítrio e livre iniciativa do Universo. E esse sistema é perfeito se todos forem obedientes ao princípio geral desse sistema, que é o amor!

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Devemos aprender a amar uns aos outros, que é a essência da lei. Na igreja, por exemplo, todos os conflitos deveriam ser sempre resolvidos pelo princípio de Mateus 18:15 a 17. Assim funcionava nos primórdios da igreja, na igreja apostólica, assim está escrito nos livros do Espírito de Profecia, assim consta em nosso Manual da Igreja. Na prática, cada um está fazendo como melhor acha que deve ser feito. Infelizmente!

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

“Quando Israel exigiu um rei “para que nos governe, como o têm todas as nações”, “esta palavra não agradou a Samuel”. “Então, Samuel orou ao Senhor. Disse o Senhor a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a Mim, para Eu não reinar sobre ele.” I Sam. 8:5-7. … Israel se havia cansado de governantes piedosos que conservavam sempre diante de si os propósitos, a vontade e a honra de Deus, segundo as instruções divinas. Queriam uma religião reformada para que, mediante uma externa e lisonjeira prosperidade, pudessem ser considerados grandes aos olhos das nações vizinhas. Do mesmo modo como em certa ocasião haviam suspirado pelos alhos e cebolas do Egito, e murmurado porque não tinham de tudo para satisfazer o apetite, e declarado sua escolha de voltar para a servidão de preferência a negar seu apetite, assim agora insultavam a Deus em Sua face, desprezando-Lhe o sábio governo. Ansiavam por riquezas e esplendor como os de outras nações ao seu redor” (CRISTO Triunfante, MM 2002, 140).

“Na pessoa de Saul Deus dera a Israel um rei segundo o coração deles, conforme Samuel dissera quando o reino se confirmou a Saul, em Gilgal: “Vedes aí o rei que elegestes, e que pedistes.”  I Sam. 12:13. Garboso em sua aparência pessoal, de nobre estatura e porte principesco, seu parecer estava de acordo com as concepções que tinham da dignidade real; e seu valor pessoal e sua habilidade para dirigir exércitos eram qualidades que consideravam mais bem calculadas para conseguirem o respeito e a honra de outras nações. Pouca solicitude experimentavam quanto a possuir o seu rei aquelas qualidades mais elevadas que unicamente poderiam habilitá-lo a governar com justiça e equidade. Não pediram alguém que tivesse a verdadeira nobreza de caráter, que possuísse o amor e o temor de Deus. Não procuraram o conselho de Deus quanto às qualidades que um governante deveria possuir, a fim de preservar o caráter distintivo e santo deles como Seu povo escolhido. Não estavam a procurar o caminho de Deus, mas o seu próprio caminho. Portanto Deus lhes deu um rei tal como desejavam – rei este cujo caráter era o reflexo do deles. Seus corações não estavam em submissão a Deus, e seu rei também não era dominado pela graça divina. Sob o governo deste rei, obteriam a experiência necessária para poderem ver seu erro, e voltarem à sua fidelidade para com Deus” (Patriarcas e Profetas, 636).

 

  1. Conclusão geral

“Quando, inicialmente, os israelitas se estabeleceram em Canaã, reconheciam os princípios da teocracia, e a nação prosperou sob o governo de Josué.

“Mas o aumento da população e o intercâmbio com outras nações acarretaram uma mudança. O povo adotou muitos dos costumes dos seus vizinhos gentílicos, e assim sacrificou, em grande proporção, seu próprio caráter peculiar e santo. Gradualmente perderam sua reverência para com Deus, e deixaram de apreciar a honra de ser Seu povo escolhido. Atraídos pela pompa e ostentação dos reis gentílicos, cansaram-se de sua própria simplicidade. Rivalidades e inveja surgiram entre as tribos. Dissensões internas debilitaram-nas; estavam continuamente expostas à invasão de seus adversários gentios, e o povo começava a crer que, a fim de manter sua posição entre as nações, deveriam as tribos unir-se sob um forte governo central. Afastando-se da obediência à lei de Deus, desejaram libertar-se do governo de seu divino Soberano; e assim o pedido para terem um rei generalizou-se por todo o Israel” (Patriarcas e Profetas, 603).

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre   11 e 17/12/2015

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

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