Lição 04 – Justificação pela fé

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: Salvação somente pela fé: o livro de Romanos

Lição 04 – Justificação pela fé

Semana de 21 a 28 de outubro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rom. 3:28).

 

Introdução de sábado à tarde

Vamos buscar entender o que Paulo escreveu nesse verso. Aliás, já sabemos, pois estudamos e repassamos esse assunto diversas vezes nesses últimos tempos. Iniciemos com algumas explicações de Ellen G. White: “Os que são justificados pela fé devem ter no coração o desejo de andar nos caminhos do Senhor. É uma prova de não estar o homem justificado pela fé, não corresponderem suas obras a sua profissão. Diz Tiago: “Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.” Tia. 2:22. A fé que não produz boas obras não justifica a alma. “Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.” Tia. 2:24. “Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.” Rom. 4:3. A imputação da justiça de Cristo vem mediante a fé justificadora, e é a justificação pela qual Paulo se bate tão fervorosamente: Diz ele: “Por isso nenhuma carne será justificada diante dEle pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença. Porque todos pecaram, e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no Seu sangue, para demonstrar a Sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus. … Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.” Rom. 3:20-31” (Mensagens Escolhidas, v1, 397 e 398).

Iremos resumir a justificação, bem como a santificação, em forma de esquema, pois pode ser mais fácil de entender.

  • Adão e Eva desobedeceram a um mandado de DEUS, e tornaram-se pecadores;
  • Com o pecado, perderam a imortalidade, tornaram-se mortais naquele dia, o do pecado;
  • Mas DEUS os acudiu, sendo morto um cordeiro em lugar deles, simbolizando a morte de JESUS CRISTO em seu lugar;
  • O pecado de Adão e Eva foi transmitido por herança genética, a seus filhos, netos e assim por diante, e nunca mais nasceu um ser humano de natureza não pecadora, que tivesse a vida eterna;
  • No dia do pecado do casal, quando DEUS veio a eles e lhes anunciou que iria morrer por eles, ofereceu-lhes a graça;
  • Parecia que DEUS viesse a eles para os fulminar com a morte, mas Ele veio para lhes devolver a vida, inicialmente vida provisória, e depois, na segunda vinda, uma vida permanente;
  • A graça é a concessão do perdão dos pecados fundamentado na morte de JESUS como substituto dos pecadores;
  • Só a graça não basta, é preciso aceitar e confiar em JESUS – isso é a fé;
  • A fé e a graça também não são suficientes, precisa as obras da fé, mas isso estudaremos na próxima semana, com a explicação de Tiago em sua carta;
  • Tanto a graça quanto a fé vêm de DEUS: a graça é um dom gratuito, a fé precisamos cultivar para que cresça e que nos tornemos fortes; DEUS ajuda a fortalecer a fé, se desejarmos;
  • Portanto, a salvação é um dom, uma oportunidade gratuita (graça) que DEUS nos dá; e para que a recebamos, isto é, para que sejamos perdoados, precisamos aceitar, isto é a parte da fé;
  • Até agora não entraram as obras da lei, as boas obras, nesse esquema de salvação;
  • O que havia até agora eram pecados a serem perdoados, obras da desobediência que precisavam ser resolvidas;
  • Pois bem, uma vez perdoados pela graça, e que tenhamos aceito o perdão pela fé, seria coerente continuar pecando?
  • Lógico que não, daí em diante, espera-se que correspondamos ao perdão já concedido para que não sejamos motivo de outra concessão de perdão, espera-se que desse momento em diante sejamos obedientes, praticando as boas obras da lei.

Percebeu uma coisa importante? O pecador primeiro é perdoado por DEUS, depois disso, mantém um bom relacionamento com DEUS, seu Salvador, para continuar perdoado, e, portanto, continuar sendo santificado cada dia. Fomos perdoados independente das obras da lei, mas isso não anula a lei. Se anulasse, seria algo extremamente contraditório, ou seja, assim que fomos perdoados de termos transgredido a lei, ela é anulada. Então, por que haveria lei antes do perdão, se depois não há mais lei?

 

  1. Primeiro dia: As obras da lei

Nunca li um texto tão bem escrito sobre as obras da lei e sobre a função dela. Se com tal texto as pessoas não entenderem sobre porque a lei não pode salvar, mas sim, orientar para uma vida de caminhada com DEUS, condenar se houver desobediência e conduzir ao Salvador no caso de pecado, dificilmente entenderá no futuro. Vale ler esse texto com calma, pois o grupo de autores está sendo bem didático nessas lições.

Estudemos a parte de Romanos 3:19 e 20. “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:19,20).

Baseados na explicação da lição, entendemos o seguinte por esse texto, indo por partes.

  • O que era lei para os judeus e o que Paulo queria dizer com lei aqui? Para os judeus a lei era a Torá, isto é, os livros de Moisés, ou os cinco primeiros livros da Bíblia. Mas também, por extensão, se incluíam nesse conceito o Antigo Testamento. De qualquer forma, as leis que os judeus utilizavam estavam na Torá.
  • O que é “estar debaixo da lei?” É estar sob o poder da lei, isto é, ela era válida e deveria ser obedecida por quem estivesse debaixo dela. Era a jurisdição da lei. A rigor, todos os seres humanos deveriam obedecer a lei, mas na realidade, nem bem os judeus a obedeciam, frequentemente faziam o contrário.
  • Quais eram os objetivos da lei (ou suas funções)? A lei, isto é, todo conjunto de leis da Torá, e a lição bem explica, qualquer lei, tinha por objetivo orientar para uma vida correta, conforme a vontade de DEUS. Observe-se que a vontade de DEUS sempre é boa para todos, ela é excelente, é baseada no amor. Obedecer a DEUS sempre resulta em bem. A lei tem como principal objetivo orientar nossa vida segundo essa vontade, e isso é bom para nós. Mas em caso de desobediência, a lei não pode nos perdoar, nem salvar, mas deve nos condenar. Nisso a lei está a dizer: só a graça de JESUS CRISTO pode te livrar da minha condenação.
  • E por que a lei não pode salvar em caso de desobediência? Bem fácil de entender. Toda e qualquer lei existe para orientar a uma boa conduta, mas, em caso de infração, se a lei, ela mesma absolver, será uma lei frouxa, que ninguém leva sério, e disso resulta um estado de impunidade, onde qualquer um faz o que quer e não é punido. O Brasil é um bom exemplo de legislação assim, como no caso dos menores de idade, que não temem a lei favorável a eles. Logo, a lei de DEUS deve punir quem desobedece, e ela tem apenas uma sentença, a morte.
  • Por que a lei de DEUS é tão dura em sua punição, com a morte eterna? Isso também é fácil entender, na verdade não parece bem uma sentença, mas sim, uma consequência. É assim: com a desobediência, isto é, com o pecado, nos separamos da fonte de vida que é DEUS, logo, morremos por falta dessa vitalidade. A punição da desobediência é uma consequência da desobediência, simplesmente isso.
  • E como que a lei leva o desobediente a CRISTO em busca de salvação? Isso também é um tanto automático. Veja o seguinte: o sujeito desobedece e comete um pecado. Nessa situação deve morrer porque se desligou de DEUS, única fonte de vida no Universo. No mesmo ato em que a pessoa peca e é condenada, com isso já fica notificada da necessidade do Salvador porque existe o Salvador, e esse é o mesmo que a lei. DEUS é amor, e amor é a lei, e o Salvador é o Filho de DEUS, o Senhor JESUS CRISTO. Mas, O Salvador é um ser vivo, e a lei apenas um texto. Um ser vivo pode morrer por nós, um texto não pode.
  • Por fim, uma vez nos tornando pecadores, mesmo arrependidos, por nós mesmos não temos como fazer algo para retornar à imortalidade e nem mesmo um pecador por seus esforços consegue mudar sua natureza pecadora para outra natureza perfeita. Isso só DEUS pode fazer. E é DEUS quem pode transformar vidas e salvar da morte, e a iniciativa não vem sequer de algum pedido nosso, mas é exclusivamente uma iniciativa da parte de DEUS, isso foi naquele mesmo dia em que ocorreu o primeiro pecado, por parte de nossos primeiros pais.

Essa é uma tentativa de explicação da função da lei, seja a dos Dez Mandamentos, seja qualquer outra, na Bíblia. Mas, nada disso nem de longe invalida os Dez Mandamentos, uma parte do que os judeus entendiam como lei. Como já explicamos, e repetimos, a lei moral tem uma função que jamais poderia ser anulada (como a lei cerimonial) e nem substituída. Se fosse substituída, ou parte dela, no caso do segundo e do quarto mandamento, então DEUS seria fraco, incapaz de fazer algo definitivo. Não é isso admissível, os Dez Mandamentos são permanentes assim como o caráter de DEUS é permanente.

 

  1. Segunda: A justiça de DEUS

Vamos analisar o texto bíblico de hoje: “Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas” (Romanos 3:21). Para entender melhor esse texto, devemos primeiro entender bem o que Paulo quer dizer “sem lei”, e não é o que entendem muitos teólogos de nossos dias, que os Dez Mandamentos foram abolidos. Nada a ver.

Analisemos antes outro verso de Paulo, anterior a esse: “Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados” (Romanos 2:12). Aqui, na expressão “sem lei” Paulo estava se referindo a justiça de DEUS se manifestou além da lei, sem alguma referência à lei, mas pela vontade do princípio divino do amor, conforme João 3:16. O perdão, a graça vieram não por exigência da lei, e sim, por causa do amor de DEUS. Isso também significa que o perdão da graça não é algo ilegal, pois os Dez Mandamentos, bem como toda a Torá (a lei) derivam do amor. O que o texto da lei escrita não pôde prover, o perdão, o amor de DEUS, mais amplo, providenciou. A situação do pecador chegou a ser tão delicada que DEUS teve que recorrer a uma instância mais profunda para resolver o problema.

Retornando ao texto de hoje, aqui, na expressão “sem lei”, tal como no texto acima, Paulo estava dizendo que a salvação contrasta com as obras da lei. Ou seja, a justiça de DEUS veio a nós sem referência com as obras da lei, isso quer dizer, não será porque somos obedientes à lei que seremos perdoados. O perdão vem independente se obedecemos ou não, e nós receberemos esse perdão se crermos, ou, se tivermos fé. Não há condição de obediência para sermos perdoados e justificados. Isso descarta a ideia da necessidade de obediência à lei como condição para sermos perdoados. Resumindo, DEUS nos justifica independentemente da obediência à lei. Isso, por sua vez, não quer dizer que DEUS esteja desvalorizando a lei e a obediência a ela. Devemos obedecer sempre a lei, como enfatiza o apóstolo João em seu livro e em suas cartas, mas essa obediência não é suficiente para sermos perdoados. Espero que tenha ficado claro esse ponto, considerando o estilo literário de Paulo, um tanto complexo.

 

  1. Terça: Por Sua graça

Então, revisemos outra vez como somos justificados.

“Sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:24).

O verso acima é praticamente autoexplicativo. Mas a lição, neste trimestre muito didática, bem escrita, explica exaustivamente. Sigamos por etapas:

  • O que é justificar, na Bíblia? É ser declarado justo, isto é, sem pecado.
  • Em que base somos justificados? Na base da justiça da vida de JESUS CRISTO. Ele viveu sem pecados, nunca cometeu sequer um pecado. Pela vida pura dEle, como ser humano que foi, DEUS Pai declara os outros seres humanos também justos.
  • Como somos justificados? Só pela vida correta de JESUS, nada da nossa parte, até porque, para sermos assim declarados justos, nem teríamos algo para reivindicar esse favor.
  • Logo, a justificação é um presente de DEUS, por isso se chama graça, ou seja, mereceríamos ser mortos, mas, porque DEUS nos ama, achou uma maneira legal, inquestionável, de nos livrar da morte eterna. Ele literalmente nos considerou tão bons e puros como considera JESUS, por Sua vida pura e sem pecados.
  • O que decorre da justificação? Decorre que somos dignos de estar com DEUS, de andar com DEUS, (até que pequemos outra vez e necessitemos ser outra vez justificados).
  • Quanto tempo leva a justificação? Acontece assim: Somos atraídos pelo poder de DEUS, por diversos modos, e isso nos leva ao arrependimento. Então, como numa declaração que leva, sabe-se lá, fração de segundos, já estamos justos. Nada de complicação e burocracia, como na Terra. Tudo extremamente simples, direto, e de graça. DEUS nos considera iguais a JESUS, portanto, por essa justificação, daí sim, merecedores da cidadania celeste e da salvação. O que JESUS merece, isso passamos a merecer também, como um presente de DEUS!
  • Afinal de contas, DEUS é amor!
  • E se pecarmos outra vez, depois de justificados por DEUS? Daí precisamos nos arrepender outra vez e ser justificados novamente. Antes que nos arrependamos, já DEUS está buscando nos salvar outra vez. É bom não brincarmos de pecar e justificar, pois lá pelas tantas, podemos não ter mais interesse em novo arrependimento. DEUS perdoa sempre, mas nós podemos nos acostumar com o pecado e passar a depender dele, assim como um viciado em álcool, o alcoólatra, depende do álcool.

A justificação pode ser uma experiência repetitiva, e se for acompanhada de crescente amizade com DEUS, será uma experiência de santificação, que quer dizer, distanciamento da vida de pecado.

 

  1. Quarta: A justiça de CRISTO

Para hoje temos três versos a estudar. Estão transcritos abaixo.

“Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no Seu sangue, para demonstrar a Sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da Sua justiça neste tempo presente, para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé” (Romanos 3:25-27).

Vamos, outra vez, por partes, parece que fica mais fácil a compreensão (ao menos fica mais fácil explicar…).

  • DEUS propôs propiciação… ou seja, é alguma coisa que leva DEUS a perdoar os pecados. Duas vezes é JESUS chamado por João (1 João 2.2 e 4.10) ‘a propiciação pelos nossos pecados’. A propiciação é a providência de DEUS para nos limpar da culpa. Daí que a tampa da arca do concerto se chamava propiciatório. É a palavra hebraica que significa ‘o lugar onde a propiciação é feita, ou, onde o perdão é concedido ao pecador’. Era sobre o propiciatório que DEUS Se encontrava, uma luz misteriosa, o próprio DEUS, sobre os Dez Mandamentos, que estavam dentro da arca do concerto.
  • O verso segue afirmando que a propiciação ocorre por meio da fé no sangue de JESUS. Isto quer dizer que Ele nos livrou de morrer por ter derramado Seu sangue por nós. A justiça dEle (ou, Sua vida sem pecados) foi utilizada por DEUS para nos livrar de nossos pecados (isto é, remir-nos de nossos pecados).
  • No verso 26 afirma que, sendo JESUS justo (sem pecados) pode justificar (considerar sem pecado) quem tiver fé em JESUS (isto é, confiar nEle que é possível sermos perdoados pelo que Ele fez por nós). É a justiça de JESUS que DEUS utiliza para dizer que nós também somos justos; isto é um presente que nem merecemos, é a graça.
  • Sendo assim a salvação, onde está a jactância (isto é: a arrogância, vaidade, orgulho, arrogância)? Deixa de existir pois, por um lado o que merecemos é a morte eterna, por outro lado, é DEUS que nos oferece a vida de volta, e nem isso é uma iniciativa nossa, e nem poderíamos ter alguma iniciativa assim, está fora do alcance de nossas capacidades.
  • Por qual lei a jactância foi excluída? Pela lei da fé, ou pelo princípio da fé. Por que é assim? Simples, ou aceita a salvação pela fé, ou, se pretender obter pelas obras, nada irá conseguir.

“”E, se alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.” I João 2:1 e 2. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” I João 1:9. As condições para se alcançar misericórdia de Deus são simples e razoáveis. O Senhor não requer que façamos alguma coisa penosa para alcançarmos perdão. Não precisamos fazer longas e exaustivas peregrinações ou praticar dolorosas penitências para encomendar nossa alma ao Deus do Céu ou expiar nossa transgressão. Aquele que “confessa e deixa” os seus pecados “alcançará misericórdia”. Prov. 28:13” (Atos dos Apóstolos, 552).

 

  1. Quinta: Independentemente das obras da lei

Então, revisando sobre as obras da lei. É a conclusão do estudo de ontem. Vejamos o texto de Romanos 3:28: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei” (Romanos 3:28).

Conforme se vinha expondo no estudo de ontem, a que resultado ele chega?

  • Como vimos, nós não somos capazes de:
  • Mudar nossa natureza, de má para perfeita;
  • Pagar pelos nossos pecados a fim de serem anulados;
  • Obter vida eterna, isto é, nós mesmos nos religar com DEUS;
  • De termos a justiça de JESUS CRISTO, pois Ele nunca foi pecador, e nós somos pecadores;
  • Logo, por mais que conseguíssemos observar os mandamentos, e isso é ótimo, assim não podemos, nós mesmos, nos justificar. A lógica é simples: como que um pecador poderia conseguir se transformar num ser perfeito? Mesmo sendo fiel à lei? Impossível.
  • Insistindo: a questão é óbvia, quem já se tornou mortal, poderia conseguir se tornar imortal obedecendo a lei? Poderia mudar sua natureza (de pecadora para santa) pela obediência à lei? Não, a providência deveria vir de alguém superior.
  • Insistindo mais um pouco: Se a obediência à lei não nos justifica dos pecados passados e não muda em nada a velha natureza pecadora, isso, por sua vez, quer dizer que a lei não é boa e que deve ser anulada? Também nada a ver, pois se caímos nessa desgraça em que estamos por termos desobedecido a lei, e se somos justificados por JESUS, que a obedeceu desde que veio ao mundo até o dia de Sua morte, como por essa história se poderia defender a ideia de que a lei não é suficientemente boa (ver Rom. 7:12 e I Tim. 1:8), e precisa ser reformada, ou o que é pior, anulada? E o que tem isso a ver com a supressão do segundo mandamento e da mudança do quarto, do sábado para o domingo? Qual a explicação lógica fundamentada na Bíblia e em palavras de DEUS, que o dia da ressurreição de JESUS é que explica essa mudança? Atente, no ano de 321 dC, quando Constantino decretou a tal mudança, ainda não se falava que seria pela ressurreição de JESUS. Essa explicação surgiu depois, como desculpa mal explicada que milhões aceitam como de autoridade suficiente e inquestionável.

Então, como Paulo mesmo escreve em Rom. 3:12, qual é a conclusão de tudo isso? Que o homem (a mulher não está fora disto…) é justificado não pelas obras boas que venha a fazer, por mais excelentes sejam os resultados dessas obras, mas pela fé na obra de JESUS, ou, por crer que a morte de JESUS é que o salva e que DEUS, o Pai, perdoa com base na pureza da vida de JESUS. É isso aí, e fim de papo.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

Tivemos a oportunidade nesta semana de estudar sobre a grande descoberta de Martinho Lutero, que a salvação não é como se ensinava naqueles tempos, e ainda hoje, pelas obras. Ensinavam que para obter o perdão dos pecados precisava fazer sacrifícios, romarias, andar de joelhos, carregar cruz nas costas, peregrinações, procissões, rezas, penitências, etc. E nem mesmo a obediência à lei de DEUS serve para salvar. A única maneira de ser salvo é pela graça, e a única maneira de ser justificado é pela fé.

Uma incoerência na salvação pelas obras. Como que poderiam defender a salvação pelas obras de uma lei que nem é a lei de DEUS? Cujos mandamentos foram adulterados pelo homem, nem foram mudados por DEUS? Se o DEUS do Céu ainda santifica o sábado (ver Apoc. 11:19), como que os homens estariam querendo obter sua salvação e o perdão obedecendo a uma lei que não se originou em DEUS? Isso sim, é Babilônia.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

É preciso que nós, adventistas, preguemos mais intensamente esse assunto, que publiquemos a respeito, pois o mundo acredita em algo, que líderes como falsos mestres ensinam, totalmente errado, a salvação pelos méritos de cada um. Precisamos explicar que a salvação é fácil, uma iniciativa de DEUS e que nós só precisamos aceitar e depois sim, continuar praticando o bem conforme a lei. A salvação realmente é fácil, manter-se no caminho da salvação, um caminho estreito, isso é difícil.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

“Diálogo inter-religioso: Igrejas Cristãs têm de «agir em conjunto» na construção da paz. Lisboa acolheu encontro de representantes do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, da Santa Sé, e do Conselho Mundial de Igrejas. Representantes do Conselho Mundial de Igrejas e o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos participam numa reunião, em Lisboa, e defendem que devem “agir em conjunto” na construção da paz e no acolhimento dos migrantes e refugiados. Fonte aqui.

A solução dos problemas do mundo estão se tornando tão complexos que as igrejas estão sendo o último recurso. A paz está cada vez mais distante, impossível. As igrejas querem poder para enfrentar a situação, e esse poder está em sua unidade. Portanto, estamos num planeta que, para satanás, quanto pior, melhor, pois assim se propiciam as condições para que as igrejas se unam, e em torno do domingo. São as profecias se cumprindo.

 

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, disponibiliza um livro virtual, em torno de 150 páginas, que cada adventista deveria ler, pois é simplesmente surpreendente o que diz ali quanto ao que devemos comer e o que devemos evitar. Sua leitura é fácil e acessível e o livro é gratuito, é um manual. Fonte aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“A imputação da justiça de Cristo vem mediante a fé justificadora, e é a justificação pela qual Paulo se bate tão fervorosamente: Diz ele: “Por isso nenhuma carne será justificada diante dEle pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença. Porque todos pecaram, e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no Seu sangue, para demonstrar a Sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus. … Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.” Rom. 3:20-31” (Mensagens Escolhidas, v1, 397 e 398).

 

  1. Conclusão

“Não assuma ninguém a atitude limitada e acanhada de que qualquer das obras do homem possa ajudar, no mínimo que seja, a liquidar a dívida de sua transgressão. É este um engano fatal. Se o quiserdes entender, deveis cessar de acariciar vossas ideias favoritas, e de coração humilde contemplar a expiação. Este assunto é compreendido tão vagamente que milhares de milhares, afirmando ser filhos de Deus, são filhos do maligno, porque confiam em suas próprias obras. Deus sempre exigiu boas obras, a lei as exige, mas como o homem se colocou no pecado, onde suas boas obras não tinham valor, unicamente a justiça de Cristo pode prevalecer. Cristo pode salvar perfeitamente, porque sempre vive para fazer intercessão por nós. Tudo que o homem pode fazer no sentido de sua salvação, é aceitar o convite: “Quem quiser, tome de graça da água da vida.” Apoc. 22:17. Pecado algum pode ser cometido pelo homem, para o qual não se tenha dado satisfação no Calvário. Assim a cruz, em fervorosos apelos, constantemente oferece ao pecador uma expiação cabal” (Mensagens Escolhidas, v1, 343).

 

Assista o comentário clicando aqui.

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Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre   15 a 21/9/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

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