Lição 04 – Salvação: a única esperança

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2012

Tema geral do trimestre: Crescendo em CRISTO

Estudo nº 04 –  Salvação: a única solução

Semana de  20 a 27 de outubro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Porque DEUS amou ao mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito, para que todo o que nÊle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

 

Introdução de sábado à tarde

Aqui da Terra, no ambiente degenerado em que vivemos, uma pessoa em geral é classificada como aceitável, ou até boa, se sendo astuta, só engana os desconhecidos. Quem rouba discretamente mas ao mesmo tempo tem grande expressão social, é visto como uma pessoa de bem, e se tem dinheiro sobrando, também que venceu na vida. Quem consegue fama porém vive uma vida imoral, chega a ser idolatrado pelo povo em geral. Quem prega bem, é simpático e desenvolve bom relacionamento com os outros, porém trai a esposa, desde que de maneira discreta, chega até a ser promovido.

Em resumo, aqui neste mundo as pessoas podem praticar maldades e serem pecadoras, mas devem saber fazer isso com certa discrição, sem atrair demais a atenção. Nesse caso, serão aceitas e até servirão como exemplo de vida a outros. Só para citar um exemplo, muitos dos jogadores de futebol famosos, de times grandes, que ganham muito dinheiro, vivem desregradamente, fazem festas com bebida alcoólica e com drogas, contudo, são idolatrados pelas multidões e a mídia os promove assim como a justiça nada vê, a não ser que o escândalo seja por demais flagrante. Os homens e as mulheres que compõe a justiça também torcem para tais times. E não querem prejudicar seus times prendendo algum jogador por algo que não seja tão grave, mas que fará falta nos jogos.

Nós, cristãos, vivemos nesse contexto, e nos acostumamos com ele, muitas vezes classificamos grande parte disso como normal. Até não nos incomodamos quando algo disso entra em nossa igreja. Afinal, “todo mundo está fazendo” como já ouvi dizer. Aliás, quando um irmão ou uma irmã resolvem fazer a reforma em sua vida, é certo que irá enfrentar a crítica de outros irmãos da classe dos liberais.

No entanto, o pecado é algo gravíssimo, cruel e tem consequências trágicas, como dores e sofrimento, conflitos, envelhecimento, doenças e no final a morte. Nós costumamos não comparar a nossa situação aqui na Terra com a dos seres que vivem em planetas que não caíram. Não os vemos, mas poderíamos imaginar e ao menos refletir. Devemos não aceitar o pecado, temos que viver sem tolerá-lo. A solução do problema do pecado custou caro ao Céu, e foi de altíssimo risco para o Filho de DEUS. Não devemos ter em pouca conta o Ser divino tornar-se homem mortal sujeito ao pecado e nessa condição Se dispor a uma luta contra o anjo Lúcifer. Isso lá na cruz não foi uma encenação com resultado já definido por antecipação. Não foi uma simulação. Se fosse JESUS não teria vertido gotas de sangue. A Sua vitória só foi aceita porque Ele não se dobrou a nenhum ponto de desobediência. Se Ele tivesse, por exemplo, descido da cruz, muitos ali creriam que era mesmo o Filho de DEUS, no entanto, como foi com Eva, teria obedecido a uma ordem do seu inimigo, ou seja, Se teria sujeito ao inimigo, e estaria derrotado para toda a eternidade. E nós estaríamos perdidos para sempre, e não haveria plano de salvação, pois, DEUS Pai não teria outro para enviar. É a extensão do problema do pecado que iremos estudar nesta semana.

 

  1. 1.      Primeiro dia:  A extensão do problema

O problema do pecado chegou a tal intensidade que, em geral, o ser humano julga muitas coisas negativas como positivas. Por exemplo, beber cerveja faz mal, mas é visto como inferior aquele que não bebe. Mesmo que provoque muitos acidentes, a bebida alcoólica não tem como evitar, ela é exaltada. Mentir também é considerado algo normal. O uso da violência é normal até mesmo nos programas de televisão de canais religiosos. A TV Record, dias atrás apresentou um programa de bom nível moral, mas no intervalo fez promoção de um programa imoral, “A fazenda”. E o líder geral não vê nada errado nisso. Nem seus membros. O mundo acostumou-se a misturar o erro com o correto, e não se importar com isso. E nós, do povo de DEUS, em muitos casos também não nos importamos mais. O mesmo se diga a respeito da imoralidade e da separação entre casais. A união entre pessoas de igual sexo, idem. E assim por diante. O mal é visto como algo bom, e o bem como atitude de ingênuos. O coração do ser humano é mau, ganancioso, corrupto, enganador, voltado a si mesmo, sempre querendo levar vantagem não importam as consequências sobre os outros, e isso tudo, em geral, achamos aceitável.

Mas nós, os que somos participantes do povo escolhido, não devemos nem podemos ser assim. Devemos ser santos, separados do mundo. É para esse fim que fomos escolhidos. Por isso que EGW escreveu: “A simples audição de sermões sábado após sábado, a leitura da Bíblia de ponta a ponta, ou sua explicação verso por verso, não nos aproveitará nem aos que nos ouvem, se não vivermos as verdades da Bíblia em nossa experiência habitual. O entendimento, a vontade e os afetos devem ser submetidos ao domínio da Palavra de Deus. Então, pela obra do Espírito Santo, os preceitos da Palavra se tornarão princípios de vida” (A ciência do bom viver, 514, grifos acrescentados). Nós precisamos ser transformados, pois ao natural somos iguais a qualquer pecador desse mundo.

O nosso testemunho mais importante é o de pessoas transformadas. Não podemos dar testemunho de anjo, como um ser que nunca pecou. Não existe essa possibilidade para nós, pois somos pecadores. Então, devemos nos entregar a DEUS para que Ele nos transforme, e nos torne cada vez mais parecidos com JESUS. Isso se tornará admirável para as pessoas do mundo. Em tal testemunho o mundo acreditará como sendo algo diferente do usual daqui da Terra. É como diz EGW, inspirada por DEUS: “Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter e Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus” (Eventos Finais, 39).

 

  1. 2.      Segunda: A provisão de DEUS: parte 1

Tenho comigo uma particularidade: não gosto de ver as pessoas sofrendo. E é bem pior quando não se pode fazer alguma coisa que ajude. Por exemplo, uma pessoa idosa, doente e que não tem mais recuperação. Vai minguando, sofre e não se pode visualizar dias melhores para ela. Que sentimentos se passam no íntimo de alguém nesse estado? Pelo menos para quem tem a esperança da salvação, pode se consolar com seu estado após a vinda de CRISTO. Pelo menos isto. Fico sentido ao ver, por exemplo, um mau elemento sendo preso porque assassinou outra pessoa. Vai ficar enjaulado como um bicho (apensar de que o lugar dos bichos não é em ajulas e gaiolas), mas é um ser humano. E não é de todo culpado, ele também, em parte, é vítima. E o dramático, o que há de se fazer senão prendê-lo? É necessário, pois ficando solto, a situação fica ainda pior. É uma pessoa que não tem mais condição de vida social, só serve para prejudicar os outros. A que ponto chegamos!

Quando Adão e Eva pecaram, num primeiro momento tiveram uma sensação imaginária de se encontrarem num estado superior. Mas isso durou, por certo, instantes, e logo se sentiram estranhos. Um sentimento de temor, de culpa e de incerteza. Temeram o que diria DEUS, o seu Criador. O que Ele faria, pois havia dito que se comessem daquele fruto, morreriam. E o dito foi que no dia em que comessem da árvore, morreriam. Esse pensamento era aterrorizante. Precisavam urgentemente de algum consolo, alguma mensagem de alívio, algo como perdão (ninguém ainda, senão DEUS, sabia da possibilidade do perdão). Cada segundo que passava era uma agonia maior. Como seria bom se DEUS aparecesse ali e dissesse algo como: ‘vocês desobedeceram, mas dessa vez não vai acontecer nada’.

Certamente podemos imaginar uma espécie de ‘torcida’. Da parte do casal, que bom seria se DEUS não levasse a sério sua advertência, mas da parte de Lúcifer, havia uma comemoração do tipo: ‘pegamos DEUS em Sua própria palavra, Ele vai ter que matar o casal, então vamos ver como fica o Seu amor, de que tanto se gloria.’ Eram momentos de sentimentos contraditórios neste planeta.

E da parte de DEUS? Retardaria Ele por muito tempo Sua aparição para confortar o casal? Ou para anunciar o plano de sua salvação? E para declarar uma guerra contra Lúcifer e seus anjos?

Não, DEUS não deixou o casal na angústia por muito tempo. Naquele mesmo dia foi após eles, que de tão apavorados que estavam, decidiram tapar-se com folhas de figueira amarradas umas às outras. Quando perceberam que o Senhor estava por ali, sentindo medo de sua desobediência, vendo-se diante da santidade e pureza de Seu Criador, e essa presença agora era aterrorizante, sentindo-se culpados, outra coisa não visualizaram para fazer senão esconder-se. Ainda Lúcifer exultava com a cena. Estava na expectativa para ver o desfecho, de morte ao casal, que resultaria evidentemente na derrota do amor, que é DEUS.

Então aparece DEUS e entra em cena o amor. Declara que há uma esperança, e promete Ele mesmo morrer por meio de uma batalha com o inimigo do casal, que assim se tornou também seu inimigo, para morrendo em lugar deles, salvá-los para outra vez serem perfeitos. Por essa atitude de DEUS ninguém esperava nem imaginava. Era um plano secreto que só seria revelado no caso da necessidade. Agora tornou-se necessário. Portanto, quando DEUS havia dito: “certamente morrereis”, só foi tirada a última letra, e ficou dito: “certamente morrerei”.

Entenda a situação. Para os seres inteligentes, sejam os anjos bons, sejam os maus, era evidente que desobedecer o amor tem que resultar em morte. Isso é simples de entender. É do amor que vem a vida eterna. Desobedecer é desligar-se do amor, isto é o mesmo que desligar-se da vida, portanto, morrer por pecar é uma consequência natural. É como arrancar uma planta de seu substrato, ela morre. É como tirar um peixe da água, ele morre. Na verdade, ali, o casal, embora ainda não percebessem direito, já estava envelhecendo, indo em direção da morte, que ocorreu séculos mais tarde. Então, tente imaginar que solução poderia haver, se não soubessem por meio do anúncio de DEUS. O que se poderia fazer para salvar o casal da morte? Ninguém no Universo conseguia imaginar algo. Portanto, era a morte certa deles. Havia um temor no universo a respeito do futuro do casal. É que ninguém conhecia a DEUS em tal intensidade para admitir que Ele viria morrer por eles. Quando isso foi revelado, que era um plano eterno, então todos os seres foram tomados de grande surpresa sobre a solução que o amor concebeu. Todos os seres inteligentes existentes certamente se espantaram e se admiraram do que é capaz o amor, e isto inclui os anjos maus, sobre a originalidade da solução que foi naquele dia anunciada. Por certo houve uma exultação pelo casal ao mesmo tempo em que deve ter havido outra angústia, pelo modo como viria a solução, a morte de um membro da Trindade em forma de ser humano. Que dia de emoções fortes e contraditórias foi aquele!

Isso requer uma pergunta: Que amor é este, que de tão intenso, se coloca no lugar de quem ama e sofre as consequências em substituição?

 

  1. 3.      Terça: A provisão de DEUS: parte 2

Os pecados de Adão e Eva foram graves? Sim, foram muito graves. Resultaram na transformação da natureza deles. Na carne, tornaram-se mortais, na mente, desencadeou-se a experiência do mal. Isto quer dizer, além de mortais, descobriram o conhecimento do mal, e estavam preparados, por essa primeira experiência a gostar do mal, ou pelo menos, a utilizá-lo a seu favor. Basta lembrar que, momentos depois, já tornaram-se acusadores um do outro, e Adão ainda culpou a DEUS pela mulher que lhe dera. No mesmo dia o casal já perdeu a harmonia do puro amor, e se desentenderam. E o desentendimento ocorreu bem na frente de seu Criador! Se ficaram envergonhados pela nudez, não tiveram vergonha de falar mal dos outros, na frente de DEUS. Nem esse respeito mais possuíam. Isso é uma contradição, pois, afinal, Adão havia pecado porque amava essa mulher.

E também, com aquele primeiro pecado, passaram a tentar resolver seus problemas por conta própria, assim como até hoje nós também fazemos. Eles, sentindo vergonha de seu estado de nudez, improvisaram umas roupas bem ridículas. Ou seja, eles assumiram o modo de agir de satanás, e começaram a perder o modo de agir de DEUS. Tendo-se separado de DEUS, não conseguindo mais imaginar como Ele os ajudaria, por iniciativa deles fizeram aquelas roupas. Foi depois que DEUS providenciou roupa mais decente, mas elas custaram a vida de um cordeiro.

Se isso não é grave, então não existe o que é grave… Desde então, por natural, a raça humana vem decaindo cada vez mais. Hoje já estamos num ponto em que tememos o nosso próprio semelhante. Nos protegemos por meio de muros ou cercas altas, alarmes, guardas, cachorros brabos e muitos compram armas para se proteger de outros seres humanos. Hoje a raça humana mais uma vez vai celeremente em direção a auto destruição. Esta situação está chegando perto. Armas de gigantesco potencial destrutivo estão sendo construídas, e o ódio se exacerba. Já estamos bem próximos do limite de uma explosão do poder do mal. A situação gradativamente sai do controle. Esta é a razão porque os quatro anjos do Apocalipse estão segurando os ventos: não permitir que o colapso aconteça antes da conclusão da pregação do evangelho.

Resumindo, aquele pecado inicial transtornou o ser humano de tal maneira que, se ele continuar assim, elimina-se a si próprio, de tanto ódio. O amor no mundo se esfria, e a violência toma conta.

E agora? Como resolver esta situação? Tem que fazer o quê? Em primeiro lugar, é preciso resolver a questão de quem paga a impressionante conta do resultado daquela primeira desobediência e de todas as que a sucederam. Dá para se avaliar o tamanho do estrago, seja na natureza, seja na raça humana? Em segundo lugar, para ter uma solução completa, é preciso transformar o ser humano de pecador degenerado que resultou para uma criatura perfeita outra vez. São estas duas coisas que devem ser feitas.

A primeira ocorreu na cruz, JESUS morrendo ali, em lugar de todos os seres humanos que vieram a existir. Ali Ele sofreu o que todos os seres humanos deveriam ter sofrido para morrer a segunda morte. Tente por um pouco imaginar o quanto você sofreria, nos momentos do pronunciamento da sentença final, lá no fim do milênio, quando tiver que ver tudo o que fez de maldade, quando tiver que avaliar o quanto suas atitudes prejudicaram outras pessoas, animais e a natureza. Agora multiplique isto pelo número de pessoas que viveram neste planeta. Será que é imaginável a angústia de todas as pessoas juntas, diante do Juiz, no dia da execução? Pois bem, podemos um dia destes perguntar isto a JESUS, pois esta foi a intensidade do sofrimento dEle na cruz.  Se eu ou você nos salvarmos, pelo menos o sofrimento de JESUS não foi em vão. No entanto, aqueles que se perderem, em nada diminuíram o sofrimento de JESUS, e ainda foi em vão. Mesmo assim, não os excluiu, foi por amor. Ninguém vai poder queixar-se que não havia esperança. Essa parte custou cara para DEUS, é a parte de tornar JESUS o Salvador.

A outra parte, a da regeneração do ser humano não faz ninguém sofrer, aliás, ela é prazerosa para DEUS e para os anjos, assim também para quem está sendo transformado. O sacrifício de JESUS nos alcança a possibilidade do perdão, agora, se aceitarmos esse perdão, isso significa que estamos aceitando ser transformados por DEUS, para sermos salvos. Esta é uma experiência agradável tanto a DEUS, como aos anjos dEle, como a nós também. E o momento mais agradável será no seu auge, no dia da segunda vinda, quando se completar este processo de santificação, e nos tornarmos outra vez perfeitos e imortais. Isto será em extremo prazeroso, pois nós, exceção a Adão e Eva, nunca tivemos uma mínima experiência de como é ser perfeito.

Pois bem, não sei se consegui em palavras delinear ao menos uma pálida ideia da gravidade do problema causado por terem comido do fruto daquela árvore. Se não consegui, entre num hospital no setor de emergência, ou no setor de oncologia onde cuidam de pessoas com câncer, ali se pode ter uma ideia, embora bem limitada, do resultado do pecado. Outro lugar para se dar uma olhada é nas cracolândias e nos presídios. Ver milhares de seres humanos enjaulados de tão maus, ver outros se matando lentamente e até gostando, é algo terrível.

Não me dá nenhum prazer e não serve de consolo, mas que o inferno vai doer em satanás, isso vai. Ali ele irá sofrer pelos seus pecados e pelos estragos que causou nos outros, se bem que esse sofrimento não servirá para pagar pelos pecados de ninguém, nem mesmo dos dele. É só castigo mesmo. É que a culpa dele é gigantesca. Que bom que, por essa culpa nosso Salvador não teve que sofrer.

 

  1. 4.      Quarta: A experiência da salvação: parte 1

Hoje, no assunto a experiência da salvação, queremos abordar um tema vital: como saber o que devemos mudar em nossa vida?

A questão é fatal. Por exemplo, imaginemos um irmão que comete um erro que facilmente se pode perceber, todos o percebem, menos ele. Não percebe que está errado, e não lhe incomoda a consciência. Para melhorar a compreensão do que estamos querendo dizer, seja por exemplo o tal erro o tomar chimarrão. Ao menos por aqui muitos adventistas gaúchos não conseguem admitir que esse “vício” seja errado. Não conseguem admitir que ele prejudica a saúde. Aliás, tenho uma maneira um tanto grosseira, mas bem realista, de definir o chimarrão: é uma forma elegante de um cuspir na boca do outro (eh, eh).

Pois bem, é de se considerar que quem toma chimarrão, se não se reformar desse vício, não alcançará a vida eterna. Seja claro a todos, é vício porque possui elementos que formam dependência, e contém, entre outras coisas, cafeína. Mas não é disso que queremos tratar, a nossa questão é, como podemos nós abrir as nossas mentes para entendermos que devemos nos libertar de certas coisas, muitas delas que não conseguimos entender serem prejudiciais?

Vamos aprofundar o assunto. Meses atrás esteve em nossa cidade um pregador da Novo Tempo, e ele tocou no assunto do chimarrão com convicção. Aproveito para dizer que fez certo e sua mensagem foi oportuna. Um dos membros que estavam lá “era” fã desse pastor, mas daquele dia em diante passou a detestá-lo.

Então, pense um pouco, que caixa poderosa e esta que está colocada ao redor de nossa mente e que impede que consigamos identificar as coisas das quais devemos nos livrar? Hoje a lição explica isto.

Na Bíblia não fala nada condenando o chimarrão. Assim também como nada se encontra sobre o uso do crack. Mas nela temos textos sobre o cuidado do templo do ESPÍRITO SANTO, o nosso corpo, e isso já seria suficiente para flagrar costumes que prejudicam esse templo, o nosso corpo. Conforme Atos 2:36 a 38 e 3:19, podemos também considerar sobre a intensidade do sofrimento de JESUS (que tentamos descrever ontem) para nos perdoar. O perdão só pode vir do derramamento do sangue de JESUS, isso custou caro ao Céu. Então devemos dar uma paradinha para pensar: não seria de abrirmos a nossa mente e permitir que as informações tão esclarecedoras, como por exemplo a questão do chimarrão, sejam entendidas para a devida reforma?

É entendendo o amor de JESUS por nós que conseguiremos abrir a caixa virtual ao redor de nossas mente que impede as reformas necessárias. Ou seja, temos que querer, e este querer vem de sentir o amor de JESUS por nós.

Um ponto central: a vitória mais importante sobre o pecado é sempre a primeira. Uma vez tendo vencido o primeiro mau hábito, o segundo e os outros maus hábitos serão mais fáceis de vencer, e assim cada vez mais fáceis no futuro. Mas precisa iniciar a caminhada em direção à transformação. Tem que querer se salvar e entender que isto significa deixar certas coisas que vem do mundo. No caso, para cada um serão aquelas coisas pessoais, não as dos outros. É como diz Paulo: “e não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de DEUS.”

A salvação é concedida por DEUS pela graça mais o sangue de JESUS. Na verdade, a graça é produto do sangue. Mas isto é apenas uma provisão, ou seja, está disponível, cada um deverá pegar a sua parte. E esse pegar é por meio de uma atitude de fé, ou seja, tem que crer que a graça fará a sua parte. Então, crendo, o ESPÍRITO SANTO lhe irá, aos poucos, fazendo entender o que deve abandonar. Contudo, se não abandona o primeiro pecado, vai ficar estacionado ali mesmo, e com o tempo, empedernido nesse pecado que já não consegue mais identificar a voz do ESPÍRITO SANTO, que fala por meio de outras pessoas, da Bíblia, dos escritos de EGW, etc.

 

  1. 5.      Quinta: A experiência da salvação: parte 2

A lição de hoje foi muito feliz em explicar como nos salvamos. Conseguiu fazê-lo em poucas palavras. Por isso, vamos abordar justo esse aspecto vital de nossas vidas, iniciando pelo que já vimos ontem.

O que nos salva é a graça mais o sangue de JESUS. Ou melhor, o que nos salva é o pagamento do que aqui poderíamos
chamar de valor de resgate estipulado para a libertação da sentença. A sentença é a morte, e o valor do resgate também. Não nos referimos à primeira morte, que JESUS considera um sono, mas a segunda morte. Foi essa que JESUS enfrentou, e de todos os seres vivos, Ele foi o único a retornar à vida desse tipo de morte.

Uma vez o preço pago, ficou disponível, ou como a lição chama, uma provisão para a salvação das pessoas. Provisão é algo que está ao nosso dispor, mas devemos pegar. Se não pegarmos, não nos beneficiaremos dela. Para pegar o que está disponível, como diz a lição de hoje, com fé (que DEUS dá a todos que sintam desejo) nos arrependemos e pedimos perdão. O que está provisionado é justamente o perdão de nossos pecados, que é concedido ao arrependido, sem mais delongas.

Uma vez perdoado, a pessoa não deve mais nada perante DEUS, e se JESUS voltasse naquele momento, ela estaria salva para a vida eterna. Porém, ainda há vida pela frente, e a história continua. Agora o grande desafio é manter-se salva, algo bem mais difícil que obter o perdão. É de se notar que muitos obtém o perdão, mas poucos persistem no caminho, retornando aos seus pecados de sempre. DEUS perdoa a todo o que sinta o desejo, e é necessário reafirmar, DEUS é de bom coração, perdoa fácil, é só pedir. Aliás, DEUS concede perdão mais facilmente que o próprio perdoado. Nós é que, muitas vezes, já tendo sido perdoados, sentimos algo como se assim não fosse, e vivemos nos torturando, pedindo muitas vezes perdão sobre o que já está resolvido. Acontece com frequência de DEUS ter perdoado mas a pessoa ainda não se perdoou, e sente a consciência pesada por isso. Assim que pedimos perdão, devemos ter em mente que DEUS também perdoou, e nós também nos devemos perdoar, e levar vida nova. Daí em diante o mais importante é lutar tendo DEUS ao nosso lado para não cair de novo no pecado, e não nos torturando por causa do passado.

Então, uma vez perdoados, devemos buscar uma vida nova, a isto chamamos de santificação. Após o perdão deve haver uma mudança radical na vida. Se não houver mudança, mesmo tendo havido perdão, a pessoa mostra que perdeu o interesse em continuar no caminho da salvação, houve apenas um ímpeto momentâneo. Mesmo assim, o perdão ocorreu, seu nome foi escrito no livro da vida, mas, como se pode dizer, a pessoa arrependeu-se de ter-se arrependido, e aos poucos volta atrás, para o velho caminho. Assim como os israelitas que insistiam em retornar ao Egito. A isto chamamos apostasia. E quanta gente há apostatada, mas que frequentam a igreja e inclusive tem cargos, e acostumados a uma vida dupla, nem percebem que estão perdidas, embora dentro da igreja.

Manter-se no caminho da salvação, eis a dificuldade. Obter o perdão, isso é bem fácil. Mas querer depois disso não pecar mais, aí está o desafio. É por isso que há tantos membros na igreja que continuam ligados ao mundo, do qual gostam muito.

Uma vez perdoados, devemos buscar mudar o foco de nossa vida. Devemos procurar acostumar os nossos interesses para as coisas do Céu, procurar como Enoque andar com DEUS e com o tempo perderemos a ligação com as coisinhas desse mundo. Uma estratégia de satanás contra a IASD é justamente essa, de manter pessoas dentro da igreja mas ligadas ao mundo. Assim elas dão mau testemunho e contaminam outras, se possível, todas. E quanto mais influente for essa pessoa que contamina, mais estará a serviço de satanás.

“Por meio daqueles que têm uma forma de piedade, mas não lhe conhecem o poder, podemos ganhar muitos que de outra maneira nos causariam grande mal. Os mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus, serão os nossos mais eficientes auxiliares. Os que pertencem a essa classe, forem mais aptos e inteligentes, servirão de chamariz para atrair outros para as nossas ciladas. Muitos não lhes temerão a influência, porque professam a mesma fé. Levá-los-emos então a concluir que as reivindicações de Cristo são menos estritas do que uma vez creram, e que pela conformação com o mundo exercerão maior influência sobre os mundanos. Assim se separarão de Cristo; então não terão forças para resistir ao nosso poder, e dentro de pouco tempo estarão prontos para ridicularizar o seu antigo zelo e devoção” (Testemunhos para ministros e obreiros evangélicos, p. 474).

 

Obter o perdão muitas vezes acontece envolvendo intensa emoção, mas a realidade vem depois, quando chega a hora de desligar-se do que prende à morte. É aí que satanás se mostra competente, e joga à nossa frente pequenos atrativos, mas que são suficientes para nos deteriorar espiritualmente. Pensemos bem o que significa isso.

 

  1. 6.      Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Uma das qualidades de DEUS que mais me impressiona é de Ele ter conhecimento do futuro. E não importa o quanto falta para esse futuro tornar-se realidade, Ele sabe o que vai acontecer. Portanto, associe essa capacidade uma outra de maior importância em todos os sentidos, a de amar. Desde a eternidade Ele sabia que Adão e Eva cairiam em pecado, como também sabia que Lúcifer se revoltaria.

Antes que enviem muitos e-mails, já vamos responder a pergunta: se Ele sabia, porque criou Lúcifer e porque criou Adão e Eva? Exatamente o que se passou na mente de DEUS não é possível saber, mas parece bem evidente que esse foi o melhor caminho. Por exemplo, talvez a única alternativa de evitar o pecado fosse nunca criar ninguém. Pois, se DEUS criou sabendo dessa possibilidade, se tivesse evitado criar Lúcifer, é de se supor logicamente que em algum tempo outro ser teria cometido pecado. E sem ter criaturas para amar certamente DEUS não iria ficar. Só Ele a natureza e os animais, sem outros seres semelhantes a Ele, como um ser cuja natureza sempre foi amor, iria viver? DEUS sente necessidade de criar para fazer as criaturas felizes.

E quanto Adão e Eva, devemos dar graças a DEUS que os criou, pois se não, nós não existiríamos e não teríamos oportunidade de redenção. Aliás, para nós, até o pecado foi algo favorável, embora o sofrimento. Assim como Paulo diz que a rejeição de CRISTO pelos judeus oportunizou a pregação aos gentios (Rom. 11:11 e 12), assim pelo pecado de Adão e Eva o transcurso da história sofreu alterações, e nós viemos à existência. Caso eles não tivessem pecado, por certo a sucessão da descendência deles seria bem diferente, e em nosso lugar existiriam outras pessoas.

Mas há duas coisas admiráveis nisso tudo. A primeira é o plano da redenção, que já estava previsto desde antes do início da criação dos primeiros seres no Universo. A segunda, pelo já reconhecido poder de DEUS antever tudo, é Ele nos revelar que isto não vai acontecer nunca mais. O mal não se levantará pela segunda vez (Naum 1:9). Uma vez resolvida esta situação, a solução será definitiva. Então sim, poderemos descansar em paz, nós os que formos salvos, porque após o milênio, com a destruição das raízes do pecado, a possibilidade de outra rebelião jamais retornará.

E sabe qual a razão de não mais se levantar o pecado? Por meio da atual experiência com o pecado, o amor de DEUS Se revelou em tal intensidade que jamais alguém duvidará dele. Ou seja, jamais um outro ser terá ideias de querer se semelhante ao Altíssimo porque saberá que esse Altíssimo é um Ser de puro insuperável amor, como ninguém acreditaria em outra campanha contra DEUS.

Mas preste atenção em outras duas coisas importantes. Não se deve defender a ideia de que ninguém acreditaria em outro rebelde. Antes disso, ninguém jamais, no futuro, conseguirá desenvolver algum pensamento contra o revelado amor de DEUS. A intensidade como as criaturas amam a DEUS após a solução na cruz é tamanha que jamais alguma mente conseguirá idealizar outra rebelião. E a outra coisa é que, de tanto que as criaturas amam a DEUS, não admitiriam levar JESUS outra vez a nova experiência de Se doar numa cruz. As marcas nas mãos e pés servirão de testemunho que Ele faria isso de novo, caso fosse necessário. O amor de DEUS nunca diminuirá.

Ou seja, parece contraditório, mas para que o amor de DEUS Se revelasse para além do já conhecido antes do pecado, teve que aparecer a experiência do pecado. Mas cuidado, isso não justifica o mal, pois se viveria muito bem por toda a eternidade sem essa revelação adicional do amor de DEUS. A criação seria inexplicavelmente feliz se o plano da redenção permanecesse como um mistério pela eternidade. O Universo não seria menos agradável. Mas, já que isso aconteceu, vemos como DEUS expos a Sua capacidade de amar, o que surpreendeu tanto a anjos bons como até a Lúcifer e seus anjos maus.

Esse é o nosso DEUS, com Ele, eu e minha casa viveremos pela eternidade, sem preocupação de absolutamente nada. Já nos convencemos que vale a pena abrir mão de algumas coisinhas que fazem parte do caminho largo daqui, para termos lá, um caminho tão largo quanto é a dimensão do Universo. E a dimensão do amor de DEUS é ainda maior.

 

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O comentário em vídeo tem ênfase evangelística.

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escrito entre:  12/09/2012 a 18/09/2012

revisado em  25/09/2012

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

8 comments for “Lição 04 – Salvação: a única esperança

  1. Cleuza Aparecida de Santana Gonçalves
    outubro 16, 2012 at 7:34 pm

    Aprecio muito os comentários do Professor Sikberto, eles me ajudam a aprofundar no estudo da lição. mas não estou muito familiarizada com o novo site, ele está mais complexo, difícultando o acesso.

    • Sikberto
      outubro 17, 2012 at 12:06 pm

      Olá Cleusa;
      Observe as duas linhas acima, a preta e a branca. Está tudo ali. Na página frontal só encontra as seis postagens mais recentes.

  2. Eduardo Diniz
    outubro 21, 2012 at 10:39 am

    Bom dia professor!!
    Seus comentários são excelentes e de fácil compreensão. O que me chateia é o estudo original da lição que se preocupam em escrever metódica e complexamente. Não em acesso fácil de entendimento para todos. Noto isso ao passar a lição em minha classe. Deveria ter um vocabulário mais simples de fácil assimilação.
    Parabéns, Deus continue lhe abençoando!!

    • Sikberto
      outubro 22, 2012 at 9:28 am

      Já falei sobre isso com o pessoa da CPB. Grande parte dos nossos membros não entende a lição. Já vi pessoas humildes consultando suas listas de livros da Bíblia para saber a que livro se refere a notação, pois confundem, por exemplo, Jo (de João) com Jó, etc. As lições infelizmente vem sendo escritas de Dr. teólogo para Pr. teólogo. Eu mesmo às vezes tenho dificuldade para entender. Esses comentários que eu e muitos outros fazem não deveriam ser necessários. Infelizmente já recebí uma boa quantidade de e-mails agradecendo porque pelos comentários conseguem entender. Outra razão porque já não somos mais o “povo da Bíblia”.

  3. Ozeas oliveira
    outubro 22, 2012 at 6:07 pm

    Ola prof.Sikberto tudo bem?
    Eu sou um assiduo leitor dos seus comentarios da escola sabatina
    não sabia comentar, não sabia estudar a lição agora estou apredendo muito com o sr. Quero parabenizar por este ato grandioso que é ensinar outras pessoas a entender mais a Biblia, Gostaria de fazer um curso biblico com o senhor, um grande abraço.

  4. Betão IASD Aterrado Volta Redonda RJ
    outubro 22, 2012 at 6:52 pm

    Parabéns! Profundidade com simplicidade, tenho aprendido muito com seus comentarios e videos. Deus te abençoe muito Professor.

  5. Linda DaSilva
    outubro 23, 2012 at 2:30 pm

    Querido Pastor Skiberto,
    Eu moro em Austin, Texas e amo seu ministerio pastoral, palestras, sermoes e comentarios das Licao ES. Na Licao N0. 3 Crescendo em Cristo eu comentei em minha classe que o homem (Adao/Eva) antes de consumar o pecado, em suas mentes ja’ passava pensamentos nutridos
    de rebeliao ou desobediencia em comer do fruto proibido
    Pode o Senhor me ajudar em respondendo se o Espirito de Profecia diz
    algo ao respeito que suporte meu comentario? – Que diz Ellen White
    sobre se Adao e Eva nutriu algum desejo de provar do fruto proibido por Deus?
    In Christ

    Linda DaSilva

    • Sikberto
      outubro 24, 2012 at 8:10 pm

      Que se saiba, Nem Adão nem Eva tiveram, antes daquele dia da queda, pensamento desse tipo. Quem teve foi Lúcifer, o único, ele foi se aprofundando em sua idéia de ser mais do que como foi criado, queria ser adorado, e foi se afundando na cobiça (10º mandamento) até que se tornou tão orgulhoso que não foi mais possivel retroceder, pois isso requeria humildade que já perdera.
      Amiga, eu nem sou pastor, nem mesmo teólogo, apenas um irmão na fé como também és tu. Fique com DEUS.

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