Lição 05 – Como o evangelho transforma a comunidade

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O papel da igreja na comunidade

Lição 05 – Como o evangelho transforma a comunidade

Semana de 23 a 30 de julho de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Percorria JESUS toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo” (Mat. 4:23).

 

Introdução de sábado à tarde

No poderoso sermão do monte, disse JESUS: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5:13-16).

Aqui está a receita de como podemos transformar a sociedade, sendo o sal da Terra e a luz do mundo. Vejam que o sal deve abranger toda a Terra, e a luz deve iluminar todo o mundo. O território de abrangência é o mesmo: devemos levar este evangelho a todo mundo (Mat. 24:14).

Ontem à noite resolvi fazer um sanduiche de pão integral com manteiga e tomate. Em cima do tomate costumo colocar um pouco de sal. Quando abri a saleira, havia só um pouquinho no fundo dela. Salguei e ainda sobrou. Para dar gosto ao alimento só necessitamos bem pouco sal.

Como sou ciclista, também posso dar testemunho desse tipo de exercício pela saúde, que soube há pouco, vem se transformando também numa modalidade de evangelização. O ciclismo exige muito de quem pedala, e por vezes, acontecem as câimbras nas pernas. Sempre levamos junto água e carboidratos, e também um sachê de sal, ou um isotônico que contem um pouco de sal. Isso resolve o problema das câimbras. O sal é algo especial, e que precisa ser usado em pequeníssimas doses. Sem esse mínimo de sal o alimento fica sem sabor. E sem um pouco de sal, nosso corpo não funciona.

A luz é a mesma coisa. Tenho ao meu lado uma pequeníssima lanterna, que na realidade é um chaveiro, com uma minúscula pilha elétrica e um led. À noite ela gera uma fraca luz, mas forte o suficiente para se ver as coisas. Só a título de curiosidade, uma vela tem 14 lúmens de intensidade. Essa lanterna deve ter luminosidade o dobro disso, ou mais. Ela é pequena, fácil de usar e de levar para qualquer lugar. Uso quando estou viajando, em lugares estranhos, à noite. Ainda a título de curiosidade, o Sol a pino tem 100.000 lumens. Logo, aquelas lanternas que vendem pela internet, que dizem ter 440.000 lúmens, é pura mentira, nem o Sol, aqui na Terra tem essa força de luz. Nós temperamos o mundo e iluminamos toda a Terra.

Pois bem, o que estamos querendo dizer é que um pouco de sal faz a diferença, uma pequena luz faz a diferença. Diante do sal, desaparece o gosto insípido; diante da luz, foge a escuridão. O mais interessante é: nunca devemos ser sal demais, mas podemos aumentar a intensidade de nossa luz. As lanternas modernas vêm com dispositivos para regular a intensidade da luz, para alcançar mais longe ou para ter foco mais largo (zoom). Assim devem ser os cristãos: iluminar com a intensidade correta conforme o momento e dar sabor à mensagem, conforme necessário.

 

  1. Primeiro dia: A declaração de missão de JESUS

Era ainda o início do trabalho de JESUS. João já O havia batizado, já voltara do deserto. E a essa altura, muita gente já O conhecia, e Se tornara bastante famoso nas redondezas de Nazaré (Luc. 4:14). Antes mesmo de ser batizado, já participava ativamente dos cultos na sinagoga de Nazaré, mas dessa vez foi tudo muito diferente. Como de costume, levantou-Se para ler, e lhe deram, providencialmente, o rolo do livro de Isaías. Ele leu Isaías 61, verso um e parte do verso dois; devolveu o rolo (uma peça muito cara, por isso o rolo era tratado com muito cuidado), e assentou-Se para falar (naquele tempo os oradores falavam assentados, era considerado mais solene, hoje é mais solene em pé, e também, mais prático). Ele leu até um certo ponto (a parte que está em negrito, abaixo).

O espírito do Senhor DEUS está sobre Mim; porque o SENHOR Me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-Me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes” (Isaías 61:1,2)

Não leu o restante, ao que parece, para deixar bem claro que viera para salvar, não para vingar nesse momento. O dia da vingança do Senhor era o dia da expiação, quando deveriam morrer todos os que não se tivessem arrependido. Ele estava anunciando o ano aceitável do Senhor, o 50º ano, quando se libertavam os escravos, se perdoavam as dívidas, se devolviam as terras, etc., quando tudo era restaurado ao melhor ponto possível. Logo, não era possível, no ano aceitável do Senhor, fazer todo esse bem, e ao mesmo tempo, castigar e eliminar.

O ano aceitável do Senhor era o ano da graça de DEUS, a graça salvadora, que se manifestou na vida e no ministério de JESUS. Ele veio para cumprir o que se prometia e se fazia nesse ano, a cada meio século. Por sua vez, em contraste, o dia da vingança é o fim do tempo dessa graça, para os dias atuais, quando vierem as pragas. Para os judeus daqueles dias, esse tempo viria bem logo, e havia uma profecia, de Daniel, que dera ao povo de DEUS o tempo de 480 anos para se arrependerem de sua reiterada rebeldia. O dia da vingança viria sobre os judeus que rechaçaram a mensagem de salvação de JESUS (Mat. 21:43 e 44; 23: 36 a 38). Refere-se à destruição de Jerusalém e do templo que ali estava, que JESUS anunciou em uma de Suas últimas declarações, em Mateus 24.

JESUS viera para pregar e ensinar aos mansos, restaurar os que sofriam por causa de problemas na vida, libertar os cativos do pecado, das doenças e da injustiça, abrir a prisão aos presos, e como Ele finalizou, apregoar, ou seja, cumprir o ano jubileu. JESUS veio para tudo isso, e de fato, fez tudo isso.

Mas havia mais uma mensagem nessa leitura, que está no título da lição de hoje. JESUS era o personagem ao qual o texto, profeticamente se referia. Quanto Ele leu a parte em negrito, parou um pouco, e declarou solenemente: “hoje se cumpriu essa profecia” ou, “hoje se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir.”

Desse momento em diante, começou um murmúrio, e logo, uma confusão. “Mas quando Jesus anunciou: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos” (Luc. 4:21), foram de repente levados a pensar em si mesmos, e nas declarações dAquele que lhes dirigia a Palavra. Eles, israelitas, filhos de Abraão, haviam sido representados como em servidão. Tinha-Se-lhes dirigido como presos a serem libertados do poder do mal; como em trevas e necessitados da luz da verdade. Seu orgulho ficou ofendido, despertaram-se-lhes os temores. As palavras de Jesus indicavam que Sua obra por eles havia de ser de todo diversa do que desejavam. Seus atos deviam ser intimamente examinados. Não obstante sua exatidão nas cerimônias exteriores, recuaram da inspeção daqueles puros, penetrantes olhos” (O Desejado de Todas as Nações, 237).

Possivelmente pensavam assim: ‘quem ele pensa que é?’. Pois, O conheciam: era filho de Maria e de José, o carpinteiro. Nem lembraram que esse José era descendente de Davi, o rei segundo o coração de DEUS. Eles O viam como um carpinteiro (e dos bons), não como o Messias, nem como aquele que os havia dirigido para fora do Egito. Como esse carpinteiro, filho de outro carpinteiro, profissão pouco prestigiada, agora, Se declarava igual o Messias, o Prometido! Por aqueles tempos, já haviam aparecido diversos falsos Messias, e esse, certamente era mais um, pensavam.

Mas, esse homem não era só mais um Messias, Ele era o próprio DEUS, em forma de homem. Quando em Seu batismo, DEUS fez uma declaração que O apresentava ao mundo: “Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo” (Mat. 3:17). Jamais se ouviria uma voz celeste dando tal declaração a respeito de um Messias falso.

Pois bem, mais um complicador para os deixar furiosos. Ele queria libertá-los de seus pecados, nada falara de libertá-los do jugo romano, coisa que eles queriam. Já haviam visto alguns de Seus poderosos milagres, e esperavam que Ele dissesse algo como: “vim livrar Meu povo dos romanos”. Isso queriam ouvir, e se Ele tivesse dito tal coisa, naquele mesmo momento se iniciaria uma revolta, não contra Ele, mas contra o tal império opressor. Logo Se tornaria o líder, e sairiam para se organizar e para lutar. JESUS seria o poderoso líder, capaz de fazer milagres, um Rei promissor, politicamente falando. Mas, ser o Messias para libertá-los de seus pecados, aí não era bem-vindo.

Assim como no passado, por causa da dureza de seus corações, Elias foi enviado a uma mulher não judia, assim também Naamã, um siro, foi curado da lepra e nenhum judeu, assim, do mesmo modo, estavam, de corações duros, rejeitando JESUS. Levaram-No para a parte mais alta do monte, onde havia um precipício, com a ideia de atirá-Lo para baixo (satanás, não fazia muito, tentou a mesma coisa, de cima do pináculo do templo). Mas Ele esquivou-Se, passou por entre eles, e foi embora. Havia sido rejeitado pelos cidadãos de Sua cidade natal. De fato, como Ele dissera, nenhum profeta é bem aceito em sua terra natal. Mais uma vez, como seus antepassados, rejeitavam aquele que viera para libertá-los.

 

  1. Segunda: Ame seu próximo

“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo” (Lucas 10:27). Esse é o resumo da lei. Por meio de João, JESUS foi ainda mais fundo, disse que amássemos nosso próximo como Ele nos amou. Ele nos amou até o fim (João 13:1). Até aqui é fácil entender o mandamento: é para amar o nosso próximo.

Mas há uma pergunta a ser respondida, que o doutor da lei, ao qual JESUS apresentou a parábola do bom samaritano, fez ao Mestre. Ele perguntou: “quem é meu próximo?” É aqui que vem o ponto importante desse ensinamento, que todos nós devemos aprender ou aprofundar.

Poderia nosso próximo ser o cônjuge? Ou os filhos? Ou os pais? Ou os amigos? Ou os que nos pagam pelos favores? Sim, eles são nossos próximos, sempre serão. Aliás, a esses sempre estamos, ao natural, prestando favores, e eles, ao natural, nos retribuem. Por exemplo, é comum amigos se convidarem uns aos outros para uma refeição juntos. Eles são próximos entre si, e isso é bom, não devemos abdicar de fazer essas coisas.

Mas há, também outro procedimento, que não podemos deixar de fazer. É atender aqueles que necessitam e que não tem a quem recorrer.

Não estive lá, mas vi pela televisão, as primeiras pessoas que chegaram a um acidente de ônibus de estudantes, em que faleceram 18 pessoas. Essas pessoas falavam alto, estavam perturbadas e queriam fazer alguma coisa. Ouviam feridos gemendo, e fizeram o que podiam para ajudar e socorrer. Chamaram polícia rodoviária, chamaram socorro da cidade e colocaram as mãos para ajudar. Ora, era madrugada, eles poderiam simplesmente ter visto e passado, indo adiante, para dormir na hora de costume, e não se envolver com a desgraça alheia. Mas não, foram pessoas de bem, e ajudaram no que puderam fazer.

Outro caso, em sentido contrário. Já relatei esse caso em estudo anterior. Uma família faliu e perdeu até a sua casa, que foi a leilão, vendida a preço bem baixo. Alguém comprou, reformou, e colocou para venda, por preço bem elevado. Ainda não conseguiu vender. Isso é aproveitar-se da fragilidade dos outros para levar vantagem. No pensamento nosso, meu e de minha esposa, jamais alguém deveria comprar produtos de leilão em certos casos, principalmente expulsando uma família de sua casa. Quem age assim, embora pelas leis dos homens seja perfeitamente legal, age de modo imoral, e atenta contra o conceito divino de quem é o próximo.

Todos são nossos próximos, todas as pessoas. Podemos, para efeito desse estudo, criar uma classificação de três categorias de pessoas próximas. Nossos parentes e amigos, que estamos sempre fazendo favores, e também recebendo favores. Está tudo certo, devemos agir assim mesmo. A segunda categoria são os desconhecidos e que não necessitam de nada. Esses não necessitam de nossos favores materiais, senão, talvez espirituais. E a terceira categoria são os desconhecidos, e que descobrimos de alguma forma, e que tem alguma necessidade pela qual nós podemos fazer alguma coisa. Esses representam o próximo a que JESUS se referia na parábola do bom samaritano, que Ele contou ao doutor da lei.

Nessa parábola passaram o sacerdote e o levita pelo homem judeu assaltado e espancado, que nada fizeram. Não era parente nem conhecido, embora fosse de seu povo, portanto, deixaram ele por lá. Por certo estavam apressados, o lugar era mesmo perigoso para se demorar, e não queriam se contaminar com a situação do coitado, e ainda teriam que trabalhar e se envolver.

No ano passado, minha esposa iria ser operada. Iria extrair o rim esquerdo, no qual havia um câncer, bem grande, tamanho de uma laranja. Seria uma operação de risco. Ela telefonou ao pastor, queria que ele viesse ao quarto para orar e interceder junto a DEUS. Ele respondeu assim: “nós já estamos orando por você”, e não queria ir. Depois foi, por insistência dela. Se esse pastor não quer visitar nem mesmo seus membros, com que moral prega e ensina? “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” esse é a sua diretriz. Não é esse o conceito de próximo. Nossa igreja precisa de mais testemunho autêntico, e de menos artistas de púlpito, que não representam JESUS. Precisamos de mais ação e de menos formalidades inúteis. Todos nós, do povo de DEUS, temos que ser capazes de repetir, com eficácia, as palavras de JESUS: “amai-vos uns aos outros assim como Eu vos amei” (João 13:34). Todos são próximos, mas carece que nos dediquemos àqueles que estão fragilizados cuja situação chegue ao nosso conhecimento.

“Deixar um próximo a sofrer sem o auxiliar, é uma brecha na lei de Deus. … Quem ama a Deus, não somente ama a seu semelhante, mas olhará com terna compaixão as criaturas feitas por Ele. Quando o Espírito de Deus está em um homem, leva-o a aliviar em vez de causar sofrimento. … Cumpre-nos cuidar de todo caso de sofrimento, e considerarmos como instrumentos de Deus para ajudar o necessitado ao máximo de nossa capacidade. Devemos ser cooperadores de Deus. Alguns há que manifestam grande afeição pelos parentes, pelos amigos e favoritos, e que, todavia, falham em ser bondosos e considerados para com os que necessitam de terna simpatia, que necessitam de bondade e amor. Coração ansioso, indaguemos: Quem é meu próximo? Nossos semelhantes não são apenas os vizinhos e amigos especiais, não são meramente os que pertencem à nossa igreja, ou que pensam como nós. Nossos semelhantes são a inteira família humana. Cumpre-nos fazer bem a todos os homens, e especialmente aos que são domésticos da fé. Devemos dar ao mundo uma manifestação do que significa cumprir a lei de Deus. Amar supremamente a Deus, e a nosso próximo como a nós mesmos” (Filhos e Filhas de DEUS, MM 1956, 52).

 

  1. Terça: A receita completa

O corpo humano não pode viver sem sal. Atualmente se consome sal demais, o que é prejudicial, pois gera o problema da pressão alta que aumenta o risco de aterosclerose, de ataque cardíaco (infarto) e de acidente vascular cerebral (avc, derrame). O organismo precisa de sódio para manter o equilíbrio da água. Quando a quantidade de sódio (sal) que ingerimos é maior do que a necessária, o excesso irá produzir uma retenção hídrica. Água que seria normalmente eliminada vai ficar no organismo, “acompanhando” este sódio pelo mecanismo de osmose, o que causa um aumento de volume de sangue com consequente aumento da pressão arterial. As recomendações indicam para não exceder 2,4 g de sódio por dia (2.400 mg) para um adulto saudável. Isto é menos que uma colher de chá de sal de cozinha. Independente do limite, quanto menor a ingestão de sal, maior o efeito benéfico sobre a pressão. O alimento industrializado contém muito sódio porque o sal preserva o alimento ao impedir o crescimento de bactérias. Segundo a última Pesquisa do Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o brasileiro consome, em média, 12 gramas de sódio por dia, considerando o sal de mesa e o sódio obtido dos alimentos. A marca é mais que o dobro do que os 5 gramas recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que já é mais que o dobro de sal que de fato necessitamos (2,4 g).

A igreja da Bíblia representa em torno de 0,26% da população do mundo, mais ou menos a quantidade de sal que o alimento necessita para ser saudável. Uma pequeníssima proporção de sal muda o sabor e a qualidade do alimento. Assim também um pequeníssimo grupo de pessoas deve mudar a qualidade de vida das pessoas do mundo. Isso não significa que não se deve aumentar a proporção desses crentes no mundo, mas sim, que nossa influência deve ser tal como a proporção do sal no alimento, isto é, benéfica. Não deve produzir pressão alta, ou seja, gerar problemas do fanatismo ou do exagero de regras, como faziam os antigos judeus. Sermos sal em excesso é exigirmos do mundo mais do que DEUS exige, ser pouco sal é permitir que o mundo nos influencie e nos corrompa.

E se o sal perde o seu sabor original, se tornar insípido? Isso jamais acontece, sal sempre será sal, ele não será afetado pelo restante do alimento. É sabido que o sal, quimicamente, jamais é influenciado, ele sempre irá influenciar outros elementos. Ou seja, não há nenhuma substância que pode neutralizar o sabor do sal (salinidade). No entanto, o sal pode ser misturado com substâncias que lhe tiram o sabor. E há uma explicação para o que JESUS queria dizer sobre sal insípido. O sal do mar morto é diferente do sal dos outros mares. Ele não é puro, é misturado com diversos minerais, tornando-se sem gosto, insípido. A função do sal cristão é proteger e preservar. Se o mesmo perder estes desígnios, para nada serve. “Vós sois o sal da Terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar?” (Mat. 5:14 e 13).

“Aos obreiros de Deus todo cuidado será pouco para que seus atos não lhes contradigam as palavras, pois só uma vida coerente pode exigir respeito. Se nossos atos se harmonizarem com o nosso ensino, nossas palavras produzirão efeito; uma piedade não baseada em princípios conscienciosos, porém, é como sal insípido. Falar, e não praticar, é como o metal que soa e o címbalo que tine. Não nos traz nenhum proveito esforçar-nos para inculcar princípios que não pomos em prática conscienciosamente” (Conselhos Sobre Saúde, 559 e 560).

 

  1. Quarta: Cultivando o campo espiritual

DEUS deixou o método que devemos seguir na busca por salvar pessoas à vida eterna. É um método simples, como tudo que vem de DEUS. É simples e lógico. Em primeiro lugar, devemos nós mesmos buscar sabedoria do alto, e conhecimento sobre nosso DEUS. Devemos, portanto, ter uma vida em harmonia com Ele, ter experiências de fé com Ele, e assim, crescer e ser transformados por Ele.

Então podemos sair e preparar o solo, isto é, ter os primeiros contatos com os de fora da igreja. Isso se faz por meio de ações sociais; programas de saúde; auxílio aos necessitados e coisas do gênero. Depois, se semeia a Palavra, ou seja, se procede a distribuição de folhetos e outros materiais, se faz séries de conferência, estudos bíblicos, ao lado de programas sociais. Então se rega o solo, isto quer dizer, continuar nos estudos para que as pessoas amadureçam e adquiram conhecimento suficiente para serem cidadãs do reino de DEUS. Paralelamente a tudo isso, deve-se orar, o tempo todo, para que o ESPÍRITO SANTO nos capacite, nos qualifique e que Ele aja junto às pessoas que estamos abordando. A decisão por parte dessas pessoas não deve, jamais, ser por pressão, mas pelo exercício de seu livre arbítrio, quando sentirem o chamado de DEUS. Geralmente se fazem fortes, dramáticos e longos apelos para que as pessoas se entreguem a JESUS, mas o Mestre nunca agiu assim.

Como a lição deixa a entender, a nossa prática tem sido ir direto à colheita, ou seja, apelar para o batismo. Casos há que são feitos três estudos, em pessoas que nada conhecem, e já são batizadas. É a obsessão pelo alvo de batismos. Sobre esse alvo, a serva do Senhor, inspirada por Ele, tem algo a dizer:

“Nossos irmãos do ministério falham decididamente quanto a fazerem sua obra segundo a maneira indicada pelo Senhor. Deixam de apresentar todo homem perfeito em Cristo Jesus. Não obtiveram experiência mediante a comunhão pessoal com Deus, ou um verdadeiro conhecimento do que constitua o caráter cristão; assim, são batizados muitos que não se acham aptos para essa sagrada ordenança, mas que se acham enlaçados com o próprio eu e com o mundo. Não viram a Cristo nem O receberam pela fé.” (Evangelismo, 319).

“Uma Fraqueza em Nosso Evangelismo

“A aquisição de membros que não foram renovados no coração e reformados na vida é uma fonte de fraqueza para a igreja. Este fato é muitas vezes passado por alto. Alguns pastores e igrejas acham-se tão desejosos de assegurar um aumento de membros, que não dão testemunho fiel contra hábitos e costumes não cristãos. Aos que aceitam a verdade não é ensinado que eles não podem, sem perigo, ser mundanos em sua conduta, ao passo que de nome são cristãos. Até então, eram súditos de Satanás; daí em diante, devem ser súditos de Cristo. A vida deve testificar da mudança de dirigente.

“A opinião pública favorece uma profissão de cristianismo. Pouca abnegação ou sacrifício é exigido de uma pessoa para se revestir da forma da piedade e ter o nome registrado na igreja. Daí muitos se unem à igreja sem primeiro se haverem unido a Cristo. Nisto Satanás triunfa. Tais conversos são seus instrumentos mais eficientes. Servem de laço para outras almas. São falsas luzes, atraindo os descuidados à perdição. É em vão que os homens procuram tornar o caminho cristão amplo e aprazível para os mundanos. Deus não suavizou ou fez mais largo o caminho áspero e estreito. Se quisermos entrar na vida, cumpre-nos seguir o mesmo trilho palmilhado por Jesus e os discípulos – o trilho da humildade, da abnegação e do sacrifício” (Evangelismo, 319 e 320)

Ele Se agradaria mais de ter seis pessoas realmente convertidas à verdade como resultado do trabalho deles, do que sessenta que fazem profissão de fé nominal, mas não se converteram de todo. Esses pastores devem dedicar menos tempo a pregar sermões, e reservarem parte de suas energias para visitar e orar com os que estão interessados, dando-lhes piedosa instrução, a fim de poderem apresentar “todo homem perfeito em Cristo Jesus”. Col. 1:28” (Evangelismo, 320 e 321).

Certa vez dava estudos bíblicos a uma família, e disso nada resultou. Claro, minha esposa e eu ficamos um pouco desapontados. Durante os estudos, uma vizinha analfabeta assistiu dois ou três estudos, e mudou-se para outra cidade. Uns dois anos depois, soube que essa vizinha fora batizada. Ela gostou do assunto, e lá na outra cidade procurou a igreja para continuar os estudos. Uns plantam, outros regam e ainda outros colhem. O que importa é que as pessoas sejam colhidas depois de terem recebido JESUS no coração e de serem transformadas pelo poder do ESPÍRITO SANTO.

 

  1. Quinta: Plantio de igrejas

“Unicamente os métodos de ‘CRISTO’ trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes as necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: ‘Segue-Me’” (Serviço Cristão, 119).

Numa palavra, o que o texto acima diz é: “interação”. O segredo para conquistar é interagir com as pessoas, e essa interação deve ter algo a ver com o que elas necessitam. O que mais as pessoas, hoje, necessitam? Coisas como: saúde, família bem estruturada e feliz, paz interior, senso de um futuro promissor, libertação da angústia e do estresse, compreensão do que se passa com a tendência do mundo, emagrecer, libertação de vícios, bons hábitos de vida, educação dos filhos, relacionamento com os colegas de trabalho, vencer na vida profissional e particular (ser bem-sucedido na vida), e muitas outras coisas mais. Quem oferecer soluções para os problemas existentes na sociedade, vai ser bem visto, e conquistará confiabilidade.

Uma das coisas mais necessárias hoje é bons hábitos de vida e de saúde. “Nenhum mestre da verdade deve achar que sua educação está completa enquanto não houver estudado as leis da saúde e conhecer a influência dos hábitos corretos sobre a vida espiritual. Ele deve estar habilitado a falar ao povo inteligentemente acerca dessas coisas, e dar-lhes um exemplo que revigore suas palavras. O ensino dos hábitos corretos faz parte da obra do ministro evangélico, e ele encontrará muitos ensejos de instruir aqueles com quem entra em contato” (Evangelismo, 439). “Fui informada por meu guia de que os que creem na verdade, não somente devem observar a reforma pró-saúde, mas também ensiná-la diligentemente a outros; pois será um instrumento pelo qual a verdade pode ser apresentada à atenção dos não crentes” (Evangelismo, 514). “Em toda a parte encontram-se doentes, e os que como obreiros de ‘CRISTO’ devem ser genuinamente reformadores pró-saúde, preparados para dar aos doentes os tratamentos simples que os aliviarão, e depois orar com eles” (Evangelismo, 516). “O Senhor ordenou que, juntamente com os que pregam a Palavra, cooperem Seus obreiros médico-missionários – médicos e enfermeiras cristãs, que tenham recebido preparo especial quanto a curar doenças e ganhar almas” (Evangelismo 520).

“A reforma da saúde, foi-me mostrado, é parte da mensagem do terceiro anjo, e com ela tão intimamente relacionada como o são o braço e a mão em relação ao corpo humano. Vi que nós como um povo precisamos progredir nesta grande obra. Ministros e povo devem agir concertadamente. O povo de ‘DEUS’ não está preparado para o alto clamor do terceiro anjo. Eles têm uma obra a fazer por si mesmos, a qual não devem deixar para que ‘DEUS’ faça por eles. Ele deixou esta obra para que eles façam. É um trabalho individual; uma pessoa não pode fazê-lo para outra” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 74).

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

Cada estudioso da lição poderá encontrar outro tema transversal. O tema que estou sugerindo é: Como o sal, que em pequena quantidade tempera tudo, devemos influenciar a sociedade global para os bons princípios de vida da Bíblia. Nós mesmos devemos ser exemplos de vida prática para o mundo. Cada membro deve dar bom exemplo, por meio de sua vida diária, que está seguindo esses princípios. E como igreja, como um corpo, a receita é a mesma.

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

Como problemas a enfrentar, estamos nessa semana vendo duas coisas: Primeira, como penetrar no campo espiritual sem melindrar ou afastar as pessoas, cujos pensamentos são diferentes dos nossos? E segunda coisa, como evitar a obsessão pelo alvo de batismo, mas não pela salvação das pessoas? A tal ponto chega essa obsessão que os candidatos nem são mais levados à apreciação da Comissão da igreja. Pois, ao menos onde conheço, vê-se, paralelamente, mais forte evasão de recém batizados. “É a graça de Cristo que dá vida à alma. Separado de Cristo, o batismo, como qualquer outro serviço, é uma forma sem valor. “Aquele que não crê no Filho não verá a vida.” João 3:36” (Evangelismo, 318 e O Desejado de Todas as Nações, pág. 181).

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

As igrejas, mundo afora, estão se mobilizando, de forma organizada, por meio do Ecumenismo e outras formas de união das igrejas, para fortalecer o falso reavivamento. Parece que estamos entrando numa segunda fase de poder do demônio. Leia sobre isso, aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Devemos advertir homens e mulheres contra a adoração da besta e sua imagem – contra o culto ao ídolo do domingo. Mas, ao realizar essa obra, não precisamos começar uma guerra contra os descrentes. Devemos simplesmente apresentar a Palavra de Deus em sua verdadeira dignidade e pureza, diante da mente dos que são ignorantes ou indiferentes acerca de seus ensinos. … Não precisamos dizer-lhes que irão para o inferno a menos que guardem o sábado do quarto mandamento. A própria verdade, acompanhada do poder do Santo Espírito, convencerá e converterá os corações” (CRISTO Triunfante, MM, 2002, 177).

 

  1. Conclusão

Nosso trabalho deve ser consciente quanto ao tipo de resultado que devemos alcançar. Nosso objetivo não é batizar, mas salvar, que é algo mais além do batismo. Mesmo muitos não admitindo e ficando nervosos ao alguém tocar no assunto, fato é que as campanhas apressadas de batismos resultam em decepções aos membros e aos batizados. Sei de uma campanha dessas, de uns dez dias, em que, meses depois, dos mais de 100 batizados, nenhum mais frequentava a igreja. É de se discutir na igreja esse tipo de evangelismo. Pedro, quando discursou, após o dom de línguas, levou 3.000 ao batismo. Mas ali havia duas diferenças importantes: aquelas pessoas eram judias da dispersão, que já vinham adorar em Jerusalém. Eram judeus que conheciam tudo, menos JESUS, e só lhes faltava algo mais para aceitarem o Salvador. Assim também era o caso daquele eunuco, da Etiópia, que foi batizado por Felipe. Ele retornava de adorar em Jerusalém. Logo, existem casos e casos, cada um deve ser considerado devidamente, para não brincarmos com a salvação e a vida eterna.

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre   16  e  23/06/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

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