Lição 06 – Adão e JESUS

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: Salvação somente pela fé: o livro de Romanos

Lição 06 – Adão e JESUS

Semana de 4 a 11 de novembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com DEUS por meio de nosso Senhor JESUS CRISTO; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de DEUS” (Rom. 5:1, 2).

 

Introdução de sábado à tarde

O grande conhecimento que precisamos fixar em nossa mente hoje é: por meio de um homem, Adão, entrou o pecado no mundo e todos tornaram-se pecadores. E por meio de um só homem, JESUS CRISTO, entrou o perdão da graça no mundo, e todos tem acesso a salvação. Assim como por um só todos tornaram-se mortais, assim, na justiça divina, por meio de um só, todos podem viver eternamente. Nisso tudo está o perdão, concedido por meio de um único ser humano, que obedeceu em tudo à lei. Note-se que não seria qualquer ser que poderia obter tal feito. Por exemplo, um anjo não seria aceito. Teria que ser o Criador dos seres humanos e o autor da lei. Nesse caso, se tal ser divino se tornasse ser humano, e vencesse como ser humano, nos limites e nas possibilidades acessíveis aos seres humanos, a vitória desse único poderia servir para declarar vitoriosos todos os demais. Ao menos aqueles que aceitarem essa vitória, pela fé.

“Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Rom. 5:17. Deus tem abundância de graça e poder aguardando nossa demanda. Mas a razão por que não sentimos nossa grande necessidade é que olhamos para nós mesmos, e não para Jesus. Não exaltamos a Jesus nem descansamos inteiramente em Seus méritos. A providência tomada é completa, e a eterna justiça de Cristo é colocada ao crédito de toda alma crente. As vestes, preciosas e sem mácula, tecidas nos teares do Céu, foram providas para o pecador arrependido e crente, e ele poderá dizer: “Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me vestiu de vestidos de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como o noivo que se adorna com atavios, e como noiva que se enfeita com as suas joias.” Isa. 61:10. Abundante graça foi provida para que o crente possa manter-se livre do pecado; pois todo o Céu, com seus recursos ilimitados, foi posto à nossa disposição. Devemos servir-nos da fonte da salvação. … Em nós mesmos somos pecadores; mas em Cristo somos justos. Tendo-nos feito justos, mediante a imputada justiça de Cristo, Deus nos pronuncia justos e nos trata como justos. Considera-nos Seus filhos amados. Cristo atua contra o poder do pecado, e onde este abundava, muito mais abundante é a graça” (Maravilhosa Graça, MM 1974, 179).

 

  1. Primeiro dia: Justificado pela fé

Baseados em Romanos 5:1-5, podemos obter os seguintes aprendizados:

  • A justificação é uma simples declaração por parte de DEUS, nos declarando perdoados de tudo o que de errado fizemos.
  • Essa declaração é legal por pelo menos dois motivos: (a) satanás nunca a contestou; caso houvesse algo ilegal, ele seria o primeiro a se manifestar. (b) a fundamentação legal que DEUS utilizou para essa declaração é o Seu amor, o princípio universal de todas as leis de DEUS. Porque Ele nos ama tem o direito de nos declarar perdoados e justos. Nós, seres humanos, porque amamos os nossos filhos, os perdoamos sem exigir pagamento pelas transgressões, mas DEUS, que é justo, requer pagamento, e Ele mesmo se dispôs a fazer esse pagamento. Assim, toda justiça se cumpriu, e nada pode ser contestado.
  • A base, ou âncora que serve para nos perdoar é a seguinte: por meio de Adão, um só homem, o responsável pela administração desse mundo, entrou o pecado no mundo e passou a todos por herança genética. Do mesmo modo, pela justiça de um só homem, JESUS, DEUS decide oferecer o perdão a todos os seres humanos. Nem todos serão perdoados porque nem todos utilizarão sabiamente o livre arbítrio que possuem, como pessoas racionais que foram criadas.
  • O perdão, ou justificação, ou a declaração de que somos justos, não tendo mais nenhum pecado pendente, só se tivermos fé em CRISTO, isto é, se crermos nEle como suficiente para nos salvar. Essa fé é também um dom de DEUS, como tudo o mais, porém, nós devemos aceitar ou rejeitar. Observando que deve ser fé com obras, senão será uma fé morta.
  • A justificação dura na vida da pessoa até que cometa novo pecado, sendo necessário novo arrependimento e nova justificação. E se a pessoa retorna às velhas práticas definitivamente, então por certo perde a justificação daqueles pecados já perdoados.
  • A justificação também pode ser entendida como uma troca: nós recebemos a justiça que CRISTO demonstrou e Ele recebe os nossos pecados, sofrendo por isso.

Por fim, um dia, na segunda vinda, todos aqueles que decidiram aceitar JESUS como Salvador, serão transformados definitivamente; serão, então, criaturas perfeitas, outra vez ligadas a DEUS, com vida eterna.

“Quando pecadores penitentes, contritos diante de Deus, discernem a expiação de Cristo em seu favor, e Lhe aceitam a expiação como sua única esperança para esta vida e a futura, seus pecados são perdoados. Isto é justificação pela fé. Cada pessoa crente deve harmonizar inteiramente a sua vontade com a vontade de Deus, e conservar-se num estado de arrependimento e contrição, exercendo fé nos méritos expiatórios do Redentor, e avançando de força em força, de glória em glória. Perdão e justificação são uma só e a mesma coisa” (CRISTO Triunfante, MM, 2002, 149).

“Perdão e justificação são uma só e a mesma coisa. Pela fé, o crente passa da posição de rebelde, de filho do pecado e de Satanás, para a posição de súdito leal de Cristo Jesus, não por causa de alguma bondade inerente, mas porque Cristo o recebe como Seu filho, por adoção. O pecador obtém o perdão de seus pecados, porque esses pecados são carregados por seu Substituto e Penhor. O Senhor fala a Seu Pai celestial, dizendo: “Este é Meu filho. Eu o absolvo da condenação da morte, dando-lhe Minha apólice de seguro de vida – a vida eterna – porque tomei o seu lugar e sofri por seus pecados. Ele é mesmo Meu filho amado.”” (Fé e Obras, 103).

 

  1. Segunda: Enquanto ainda pecadores

A iniciativa da salvação não foi do ser humano, nem de Adão, nem de Eva, nem de Abel, nem de Enoque, nem de Moisés, nem de Davi. Nenhum ser humano clamou a DEUS para que poupasse nossa vida por meio do perdão. Vejamos os versos para o estudo de hoje:

“Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o Seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:6-8).

Esses versos de Paulo não são de difícil compreensão. Duas vezes ele disse que CRISTO morreu pelos pecadores, no verso 6 e no 8. No 7 ele pondera que seria mais factível alguém morrer por um justo, se bem que, qual seria o proveito, se já é justo? O que Paulo diz aqui é que os justos têm amizades boas, e esses amigos se sacrificam por eles, assim, talvez alguém se dispusesse a morrer por um justo. Mas JESUS, que é o Filho de DEUS, veio para morrer pela raça humana, por iniciativa Sua, sendo, como ele disse, “ainda pecadores”.

Daí Paulo continua esclarecendo que “logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo Seu sangue, seremos por Ele salvos da ira” (Rom. 5:9). Ele explica que fomos justificados pelo sangue de JESUS, contaminado com nossos pecados, assim como o sangue dos animais carregava os pecados do penitente. Ou seja, em vez de nós sermos mortos, em vez de nosso sangue ser derramado, ou, em vez de nosso sangue perder a vitalidade e nosso corpo ser morto na morte eterna, JESUS sofreu essa morte, a eterna. O milagre aqui não é igual a ressurreição de Lázaro e dos outros que foram ressuscitados por JESUS ou pelos apóstolos, pois JESUS foi ressuscitado da morte definitiva. Isso sim, é vitória contra a morte e contra o efeito do pecado.

Veja bem uma coisa importante. Não é castigo de DEUS a morte ser o salário do pecado. Nós, seres humanos, temos a capacidade do livre arbítrio, e podemos fazer escolhas. Se, por meio do pecado escolhemos nos desligar de DEUS, da fonte da vida eterna, a morte não pode ser vista como um castigo de um DEUS de amor, mas sim, da consequência de uma escolha nossa. Mas, por sua vez, a ira de DEUS, que permite o fim de um pecador, e que tomará providência radical para eliminar toda raiz e todo ramo do mal por meio de fogo, essa ira significa que DEUS não tolera o pecado e o mal para sempre. Como Ele é amor, tolerou o mal por longo tempo, uns seis mil anos, mas o mal não pode persistir na eternidade, e nisso DEUS também tem razão.

“Cristo sentiu muito semelhantemente ao que os pecadores hão de sentir quando os cálices da ira de Deus forem derramados sobre eles. Negro desespero, como um manto, adensar-se-á em torno de suas almas culpadas, e então hão de avaliar na plenitude de sua extensão, a malignidade do pecado. A salvação lhes foi comprada pelo sofrimento e morte do Filho de Deus. Ela lhes pertenceria, caso a aceitassem voluntária e alegremente; ninguém, todavia, é obrigado a prestar obediência à lei de Deus. Se eles recusam o benefício celeste e preferem os prazeres e engano do pecado, têm sua escolha e, ao fim, recebem o salário que lhes pertence, que é a ira de Deus e a morte eterna. Ficarão para sempre separados da presença de Jesus, cujo sacrifício desprezaram. Terão perdido uma existência de felicidade e sacrificado a glória eterna pelos prazeres do pecado por um pouco de tempo” (Testemunhos Seletos, v1, 229).

 

  1. Terça: Morte por meio do pecado

Disse Paulo: “portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Romanos 5:12).

Aqui está a explicação do porque somos todos pecadores, ou melhor, porque já nascemos pecadores. Esse verso é considerado um dos mais difíceis da Bíblia, mas, ao menos a mim, não pareceu tão complicado, desde que não o tiremos de seu contexto e significado do que Paulo vinha expondo. O que Paulo disse aqui é que Adão não poderia transmitir adiante o que não possuía. Ele, ao desobedecer, perdeu a vida eterna. Pelo que explica o nosso comentário bíblico, a morte que ele adquiriu não foi a eterna, e sim, aquele sono da morte de que JESUS falava, do qual todos serão um dia chamados a reviver, seja para a vida eterna, seja para outra morte, agora sim, a eterna. A segunda morte, que é eterna, vem decorrente dos atos de cada um. Atenção, se somos salvos pela fé, somos julgados pelos atos, ou obras. A morte entrou por um homem, a salvação também por um homem, mas essa parte estudaremos logo à frente.

Logo, em uma explicação mais científica, ao pecar, Adão perdeu a imortalidade pelo fato de se ter desligado da fonte de vida eterna, o Criador. Ele se desvinculou do Criador, único que pode fornecer a vida eterna e se vinculou a Lúcifer, satanás, uma criatura, que tornou-se ele mesmo mortal (Ellen White diz que satanás está envelhecendo), e mesmo se não tivesse se tornado assim, jamais poderia garantir a vida a outra criatura, mesmo por alguns segundos. Adão tornou-se mortal e seus descendentes, por meio de sua genética, e de sua mulher, nasceriam mortais. Esse é o problema, mas tem algo mais. Os descendentes de Adão e Eva nasceriam também com o caráter alterado, tendente ao mal, veja-se o caso entre Caim e Abel. É só observar uma criança, de um ano mais ou menos, para ver se não briga pelas suas coisas, se não se irrita, etc. Por mais inocente que seja, por mais que desconheça o pecado, o mal, ela, por sua natureza carnal, já luta pelo que pensa ser seu e já entra em conflito com outros seres, como também fazem os animais. Aqui em casa, as pombas, que são consideradas o símbolo da paz, mas, como brigam pelo alimento, e se espantam umas às outras. Por meio de Adão, o pecado e a morte passaram seus descendentes, aos animais e às plantas. Como ele era o responsável pelo planeta, todo o planeta foi afetado.

“Sendo nossos primeiros pais colocados no belo jardim do Éden, foram provados quanto a sua lealdade para com Deus. Eram livres para escolher o serviço de Deus, ou, pela desobediência, aliarem-se ao inimigo de Deus e do homem. … Caso eles desconsiderassem os mandamentos de Deus, e dessem ouvidos à voz de Satanás ao falar ele por meio da serpente, não somente perderiam seu direito ao Éden, mas à própria vida” (Para Conhecê-Lo, MM 1965, 14).

“Em consequência do pecado de Adão, a morte passou a toda a raça humana. Todos semelhantemente descem ao sepulcro. E, pelas providências do plano da salvação, todos devem ressurgir da sepultura. “Há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos” (Atos 24:15); “assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.” I Cor. 15:22. Uma distinção, porém, se faz entre as duas classes que ressuscitam. “Todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz. E os que fizeram o bem, sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.” João 5:28 e 29. Os que foram “tidos por dignos” da ressurreição da vida, são “bem-aventurados e santos”. “Sobre estes não tem poder a segunda morte.” Apoc. 20:6. Os que, porém, não alcançaram o perdão, mediante o arrependimento e a fé, devem receber a pena da transgressão: “o salário do pecado”” (O Grande Conflito, pág. 544).

 

  1. Quarta: De Adão a Moisés

Disse Paulo: “Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei. No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir” (Romanos 5:13,14).

O que Paulo quis dizer aqui? Vamos por partes:

  • Que de Adão até o Sinai não havia lei escrita em tábuas de pedra, detalhada e bem sistematizada.
  • Mas havia o conhecimento oral da lei, tanto que havia pecado e morte. Se não houvesse lei alguma, ninguém poderia ser julgado e condenado, portanto a lei que havia, apenas foi escrita em tábuas de pedra, por DEUS, com Seu dedo.
  • Na realidade havia lei e havia graça antes do Sinai. A graça foi estendida ao ser humano no dia em que Adão e Eva pecaram, quando DEUS disse que viria morrer por eles (Gên. 3:15).
  • No Sinai foram dados os Dez Mandamentos estruturados em itens bem claros e também foram dadas as leis cerimoniais bem como outras leis.
  • Paulo disse que já havia pecado no mundo até o Sinai, ou até Moisés, ou até a lei, logo, eles possuíam conhecimento legal suficiente para serem culpados de pecados. Ele também disse que a morte reinou de Adão até Moisés, isto quer dizer que a consequência do pecado existia, logo também existia orientação legal.

Depois, nos versos 15 a 20 Paulo expõe sobre a entrada e a resolução da questão do pecado. Ele entrou no mundo por um homem, Adão, e foi solucionado por um só homem, JESUS CRISTO. Portanto, se aconteceu de toda raça humana se tornar mortal por causa do pecado de um genitor, também, do mesmo modo, DEUS considerará todos justificados por causa da fidelidade de um só, justamente o Legislador. Essa forma de justificar pode parecer ilegal se tomarmos como base as leis dos homens, mas, como a lei de DEUS é o amor, fica bem fácil entender como, pela obediência de um só ser humano, DEUS resolveu perdoar a todos. Sempre deve-se ter em mente que nem todos aceitarão esse perdão, logo, esses não serão perdoados.

Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor” (Romanos 5:20,21, grifo nosso).

Aqui está a justificativa da lei no Sinai, especialmente dos Dez Mandamentos, mas também da lei cerimonial. Ela foi dada para que se tivesse a lei do amor mais detalhada e bem organizada, e, principalmente para que os seres humanos soubessem o quanto estão distantes do que o amor requer, o quanto somos pecadores e merecedores da morte. Ainda assim, estamos tão distantes que nem imaginamos, mesmo hoje. E também a lei foi dada para que percebêssemos o quanto somos carentes de um Salvador, que sem Ele, jamais poderíamos nos livrar da condenação pela morte. E sem o amor de DEUS, não haveria solução para o pecado, senão a extinção de toda a raça humana. O amor que DEUS é, resolveu tudo do modo mais simples imaginável, mas custou caro ao Filho de DEUS.

 

  1. Quinta: JESUS, o segundo Adão

O texto de Paulo, em Romanos 5:15 a 19 foi transcrito abaixo, para a nossa análise.

“Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação [JESUS sofreu os pecados de todos]. Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos” (Romanos 5:15-19, grifos nossos).

Esse texto de Paulo dá para explicar em poucas palavras. Aliás, já vínhamos tratando desse ponto importantíssimo no plano da salvação. Faremos em forma de esquema.

  • Adão (e Eva) pecou, e tornou-se incapaz de gerar filhos e filhas perfeitos, senão pecadores. É a lei da genética. Também já vimos que as consequências do pecado passaram a toda criação, aqui na Terra.
  • JESUS, o Criador e autor da lei, tornou-Se ser humano, sem pecado, mas nas condições dos seres já pecadores, isto é, mortal, sujeito a doença e às limitações dos seres humanos pecadores.
  • Veio impulsionado pela Sua lei, Seu princípio de vida e de criação, o amor. O amor permite fazer coisas que de outra maneira seriam descartadas. Por exemplo, pelo amor DEUS perdoa seres humanos pelo fato de JESUS ter vivido em perfeição, como ser humano.
  • Tem mais um fator que dá pleno direito a DEUS perdoar os pecados de todos os seres humanos pecadores: JESUS sofreu por causa dos pecados de todos os seres humanos. Sofreu por amor dos seres humanos. Então, em razão do amor de DEUS, e do pagamento de nossos pecados sofrendo o que nós deveríamos ter sofrido, ninguém no Universo pode argumentar como sendo a graça algo ilegal. A conta dos pecadores foi paga, a justiça divina satisfeita, está tudo correto. O amor encontrou uma alternativa incrível para resolver a situação criada pelo pecado.
  • Destaque-se, Paulo fez isso, que Adão tornou-se pecador e perdeu a imortalidade por causa de um pecado seu (depois continuou pecando, mas já era pecador) e JESUS, ao contrário de Adão, para perdoar o pecado de todos, sofreu o peso dos pecados de todos os seres humanos, inclusive daqueles que, por falta de fé, irão se perder. Ele pagou o preço dos pecados de todos, isso é extremamente relevante. Por isso chegou a suar sangue (hematidrose), e isso num momento sem o apoio de Sua divindade nem do DEUS Pai.
  • Então, se por um único ser humano entrou a desgraça em nosso planeta, por outro único ser humano, tudo foi resolvido. Agora basta que a graça seja aceita pela fé, então quem assim fizer, terá vida eterna.

Veja-se como é simples, prático e resolutivo o plano da salvação. Faremos um resumo dele, desde a queda até a solução, para se demonstrar sua simplicidade e sua efetividade:

  1. Adão caiu e tornou a raça humana pecadora;
  2. JESUS, numa demonstração de amor, sendo DEUS, tornou-Se ser humano;
  3. Na cruz, assumiu os pecados de todos os seres humanos, sofrendo em consequência o que os seres humanos deveriam sofrer;
  4. Por essa via, motivado pelo amor, DEUS Pai, aceitando a intercessão do Filho, perdoa os pecados dos pecadores (a graça);
  5. Esses pecadores devem aceitar o perdão e viver em novidade de vida (a fé).
  6. Um dia JESUS volta e leva todos aqueles que aceitaram o perdão.

“Pergunto: Como posso apresentar este assunto assim como é? O Senhor Jesus comunica todo o poder, toda a graça, toda a penitência, toda a inclinação, todo o perdão dos pecados, ao apresentar Sua justiça para que o homem dela se apodere por meio de fé viva – a qual também é o dom de Deus. Se juntássemos tudo que é bom e santo, nobre e belo no homem, e apresentássemos o resultado aos anjos de Deus, como se desempenhasse uma parte na salvação da alma humana ou na obtenção de mérito, a proposta seria rejeitada como traição. Encontrando-se na presença de seu Criador e contemplando a glória insuperável que envolve Sua Pessoa, eles consideram o Cordeiro de Deus dado desde a fundação do mundo a uma vida de humilhação, a ser rejeitado por homens pecaminosos, e a ser desprezado e crucificado. Quem pode avaliar a imensidão desse sacrifício!” (Fé e Obras, 24).

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

Adão e Eva pecaram comendo do fruto proibido. Tornaram-se pecadores, mudou-se a natureza deles. Não podiam mais gerar filhos perfeitos, embora nem seus filhos, nem netos, nem algum descendente deles houvesse comido do fruto da ciência do bem e do mal.

JESUS, nascido de mulher, mas gerado pelo ESPÍRITO SANTO, não pecou. Sua justiça pode, pela decisão do livre arbítrio, assim como o pecado de Adão passou a todos, passar a todos e estes serem salvos. Logo, assim como o pecado de Adão passou a todos, a justiça de CRISTO também pode passar a todos. Isto é um ato do amor de DEUS, assim como a degeneração a partir de Adão foi um ato das consequências do pecado.

“O Céu encheu-se de tristeza quando se compreendeu que o homem estava perdido, que o mundo que Deus criara deveria encher-se de mortais condenados à miséria, enfermidade e morte, e não haveria um meio de livramento para o transgressor. A família inteira de Adão deveria morrer. Vi o adorável Jesus e contemplei uma expressão de simpatia e tristeza em Seu rosto. Logo eu O vi aproximar-Se da luz extraordinariamente brilhante que cercava o Pai. Disse meu anjo assistente: Ele está em conversa íntima com o Pai. A ansiedade dos anjos parecia ser intensa, enquanto Jesus Se comunicava com Seu Pai. Três vezes foi encerrado pela luz gloriosa que havia em redor do Pai; na terceira vez, Ele veio de Seu Pai, e podia ser visto. Seu semblante estava calmo, livre de toda perplexidade e inquietação, e resplandecia de benevolência e amabilidade, tais como não podem exprimir as palavras. Fez então saber ao exército angelical que um meio de livramento fora estabelecido para o homem perdido. Dissera-lhes que estivera a pleitear com Seu Pai, oferecera-Se para dar Sua vida como resgate e tomar sobre Si a sentença de morte, a fim de que por meio dEle o homem pudesse encontrar perdão; que, pelos méritos de Seu sangue, e obediência à lei divina, ele poderia ter o favor de Deus, e ser trazido para o belo jardim e comer do fruto da árvore da vida” (Primeiros Escritos, 140).

 

  1. Aplicação contextual e problematização

A graça está oferecida a todos, mas, devido ao livre arbítrio, muitos decidem pela morte. Cada um é livre para escolher a vida ou a morte.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) afirma que é obrigatória a oferta de ensino religioso em todas as escolas públicas do país, mas a matrícula dos alunos nessa disciplina é facultativa. Há ainda um acordo firmado entre o Brasil e a Santa Sé que assegura a promoção do ensino confessional nas escolas. No final de setembro o debate sobre ensino religioso nas escolas públicas foi retomado, entrou na pauta do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) há um mês a partir de uma ação movida pela Procuradoria Geral da República (PGR), que argumenta que o ensino religioso no modelo confessional fere o princípio de laicidade do estado. A PGR defende que a disciplina seja conduzida de maneira plural, abordando a história de diversas religiões.

Por uma decisão surpreendente, o tribunal superior do Brasil decidiu que o ensino religioso seja conforme cada religião. Assim professores católicos ensinarão a fé católica, e professores de outras religiões ensinarão sobre sua fé específica. É evidente que isso não funcionará, pois um professor em ensino público precisa ser concursado, e as religiões menores sequer tem professores habilitados a fazer concurso. Por outro lado, não há orçamento suficiente para se disponibilizar, por exemplo, um professor para cada igreja em cada escola pública. Logo, apenas as igrejas grandes terão aberto o espaço para esta atividade.

Por outro lado, está correta a PGR de ser contra o ensino religioso em escola pública. Isto deve ser responsabilidade das igrejas, de suas escolas, dos pais, etc., não de instituições que abrigam alunos de todos os tipos de fé. Veja mais informações sobre a polêmica aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Aqui a verdade é exposta em termos claros. Essa misericórdia e bondade são totalmente imerecidas. A graça de Cristo é gratuita para justificar o pecador, sem qualquer mérito ou exigência de sua parte. Justificação é o perdão total do pecado. No momento em que o pecador aceita a Cristo pela fé, ele é perdoado. A justiça de Cristo lhe é imputada, e ele não mais deve duvidar da graça perdoadora de Deus” (Cuidado de DEUS, MM 1995, 325).

 

  1. Conclusão

“Vi que os anjos de Deus nunca devem governar a vontade. Deus põe diante do homem a vida e a morte. Este pode fazer a sua escolha. Muitos desejam a vida, mas ainda continuam a andar no caminho largo. Preferem rebelar-se contra o governo de Deus, apesar de Sua grande misericórdia e compaixão ao dar Seu Filho para morrer por eles. Aqueles que não optam pela aceitação da salvação comprada por tão alto preço, deverão ser castigados” (História da Redenção, 391).

 

Assista o comentário clicando aqui.

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Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre    29/9 e 5/10/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

1 comment for “Lição 06 – Adão e JESUS

  1. VERONICA BEZERRA ALVES
    novembro 4, 2017 at 10:24 pm

    Gostei muito dos comentários, são excelentes para o aprendizado.

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