Lição 06 – JESUS Se misturava com as pessoas

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O papel da igreja na comunidade

Lição 06 – JESUS Se misturava com as pessoas

Semana de 30 de julho a 6 de agosto de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Aproximavam-se de JESUS todos os publicanos e pecadores para O ouvir. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles” (Luc. 15:1,2).

 

Introdução de sábado à tarde

No tempo de JESUS havia várias facções de pessoas, formadas por interesses comuns. Os fariseus e escribas eram dois grupos ao lado do poder. Foram eles que criaram centenas de normas sobre como se comportar e como santificar o sábado. Chegaram ao ponto de querer ensinar a DEUS como ser DEUS: queriam impor ao Senhor do sábado como se deveria santificar esse dia. É o ser humano, como satanás, querendo se igual a DEUS, ou melhor, se fazendo superior a Ele. Esses fariseus se viam como os guardiões da lei e dos costumes da nação, o que não é mau, desde que haja equilíbrio e bom sendo. Eles não se viam como pecadores, pelo contrário, achavam que estavam justificados, se viam superiores a todos, inclusive a JESUS. Mas estavam enganados.

Os publicanos também não eram gente boa e confiável. Eles roubavam na cobrança dos impostos. Como naqueles tempos não havia um sofisticado sistema de comprovação de renda e de cálculos, bem como de registros, era bem fácil cobrar a mais que o determinado pela lei. Se hoje a corrupção graça livremente, imagine naqueles dias, em que o controle era primitivo. Os publicanos eram mal vistos porque se aproveitavam de sua posição e poder concedido pelo Império Romano para enriquecer a si próprios. Ninguém confiava neles, nem o Império nem o povo nem eles entre si. Mas eram importantes para o Império, pois por eles é que o sistema político e militar se mantinha viável.

Os pecadores, pessoas comuns da sociedade, que não conseguiam penetrar em alguma dessas facções, eram mal vistas por serem social e economicamente inferiores. Dentre essas pessoas se encontravam prostitutas, ladrões, doentes, escravos, falidos, pobres e leprosos, mas também o povo comum sem expressão social. Eram discriminados como pessoas que nem DEUS mais teria esperança de salvação para eles. Os fariseus os viam como de pouca cultura religiosa, portanto, ignorantes e não merecedores de consideração. Em situação pior que esses pecadores estavam os samaritanos e os gentios.

Os fariseus e escribas, que passavam o tempo todo perto de JESUS espreitando para ver se Ele errava em alguma coisa que dissesse ou que fizesse, em certa ocasião quando JESUS, numa refeição, recebeu bem os publicanos e pecadores que ali haviam chegado, perguntaram aos discípulos: “Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?” (Mateus 9:11). Quem respondeu a eles foi o próprio JESUS, que disse: “Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento” (Mateus 9:12-13). JESUS preferia a misericórdia em lugar de sacrifícios porque os fariseus valorizavam demais os sacrifícios e os rituais, mas descuidavam da salvação das pessoas simples.

Quem seriam esses justos a que JESUS se referia? Eram aquelas pessoas que já se achavam salvas, por justiça própria, como imaginavam. Isso quer dizer, como todos na verdade são pecadores, esses justos na realidade estavam mais perdidos que qualquer pessoa, pois não se arrependiam de seus pecados, imaginavam nem ter pecado. Porém, estavam numa condição miserável.

JESUS veio para alcançar a salvação aos publicanos, aos pecadores, aos fariseus, aos escribas, aos saduceus, aos zelotes, aos herodianos, aos essênios, aos samaritanos e a todo mundo. Mas nem todos estavam interessados na salvação; alguns da elite da nação, já se achavam salvos, embora estivessem perdidos. A estes, JESUS como que dissesse: Não vou perder tempo com vocês. Eles não sentiam necessidade do médico espiritual. Na realidade, o povo de DEUS não deve se dividir em grupos e facções, deve viver unido. Essas divisões só criam favoritismos e enfraquecem o povo de DEUS.

 

  1. Primeiro dia: Êxito unicamente pelos métodos de CRISTO

Por que será que os métodos de JESUS CRISTO favorecem êxito em cativar as pessoas para a salvação? Simples, Ele é O Criador, portanto, conhece como ninguém a natureza humana, logo, sabe como tratar as pessoas. Se Ele usa um determinado método, sabe o que está fazendo. E, se esse método não dá certo para algumas pessoas, pois sabemos que nem todas aderiram, como os fariseus, os saduceus e os sacerdotes, o problema certamente não está com o método nem com o seu autor, mas com essas pessoas.

Traduzindo o método e suas etapas, em outras palavras, a partir de EGW, citada na lição:

  1. JESUS Se misturava com as pessoas, ou seja, convivia com elas, na intenção de fazer essas pessoas felizes.
  2. Ele tinha compaixão pelas pessoas, isto é, buscava ajudar nas dificuldades sentimentais e físicas, resolvendo seus problemas.
  3. Complementar à anterior, aprofundando, cuidava das necessidades das pessoas, isto quer dizer que Ele era uma espécie de socorro para quem as pessoas buscavam quando estavam doentes ou passavam por sofrimento. Ele era o último recurso, que se buscado, nunca falhava e resolvia qualquer problema ou situação. É claro, nós para fazermos as mesmas coisas pelas pessoas, necessitamos de JESUS.
  4. Com isso tudo, ganhava a confiança das pessoas, ou seja, O viam como confiável, (sempre foi, é o Criador), porém, num mundo onde não se pode confiar em ninguém, é preciso demonstrar na prática que somos confiáveis. Detalhe, os vigaristas são expert em ganhar confiabilidade, mas sempre o fazem por meios onde só caem os tolos. Eles enganam na conquista da confiança e depois aproveitam-se da confiança obtida para enganar outra vez, de uma maneira muito maior, para explorar as pessoas. Pois bem, devemos conquistar a confiança das pessoas sendo autênticos e fiéis a DEUS. A confiabilidade de JESUS não é no sentido de explorar as pessoas, mas no de salvar suas vidas da morte.
  5. Então, quando as pessoas percebiam que JESUS era bem intencionado, as convidava para segui-Lo, ou seja, para que as pudesse salvar.

Complicado, não? Não, as pessoas, os pecadores, nós, é que somos complicados. Sim, para nos salvar, desconfiados como somos, pois pecador desconfia de tudo, até da sua sombra, desconfia especialmente de quem é bem intencionado. Como nós mesmos, pecadores, não confiamos no que somos, também não confiamos em mais ninguém. Esse é o problema. Se aparece alguém com alguma proposta de maldade, vai encontrar adeptos facilmente, pois os maus se atraem facilmente. Se porém, aparecer alguém de bem, com uma boa proposta, as pessoas irão desconfiar. Pregue defendendo o domingo, sem utilizar a Bíblia, multidões assistirão, aplaudirão e aceitarão. Mas tome a Bíblia, e prove com elegância e fundamento que o sábado é o dia do Senhor, e alguns poucos assistirão, e menos ainda irão aceitar. Logo mais vai ser preso, por falar a verdade. Por isso, JESUS ensinou como passar confiabilidade aos desconfiados candidatos à salvação.

Certa vez fui assistir a uma palestra de um Mestre em teologia, sobre Apocalipse. Era de uma igreja que santifica o domingo. Paguei algum dinheiro para assistir, achava que algo se poderia aproveitar. Falou tanta bobagem, tanta mentira, que ele mesmo deve ter inventado, que seria fácil comprovar o erro. Como me sentia mal assistindo aquela multidão entusiasmada com afirmações sem sentido! E não podia interferir, pois estava em ambiente alheio. Mas uma coisa aprendi: é muito mais fácil mentir que falar a verdade, e aceitam mais facilmente a mentira que a verdade. Em certo sentido, satanás leva grande vantagem.  Esse é o mundo que dá crédito à mentira, mas desconfia da verdade. JESUS, o Criador, e também o Salvador é que nos deixa o método mais bem sucedido para atrair pessoas para o que elas mais desejam: vida.

Resumindo o método em três pontos:

1º) Ser um semelhante com as pessoas;

2º) Com isso, ganhar sua confiança;

3º) Então, salvar as pessoas.

Nesta semana estudaremos a primeira parte do primeiro item acima, que faz parte de como se tornar semelhante às pessoas. É um bom método e contém grande poder. Disse Aristóteles: “Nos tornamos aquilo que fazemos repetidas vezes”.

 

  1. Segunda: Perdido e achado

Em aeroportos, rodoviárias e outros lugares públicos existem os setores de “achados e perdidos”. No aeroporto de Guarulhos (SP), por exemplo, perdem de tudo. Os itens mais encontrados são documentos pessoais (RG, CPF, título de eleitor, habilitação, passaporte, cartões de bancos), seguidos de peças de roupas como blusas e jaquetas, e também brinquedos, livros, celulares, câmeras digitais e bolsas femininas. Há itens estranhos perdidos em aeroportos, como guarda-chuva, cadeira de rodas (e lá não tem igreja que faz milagres) e malas. Mas mais bizarros foram os seguintes objetos, a título de curiosidade: cobra cascavel viva; sistema de orientação da marinha norte-americana no valor de 250 mil dólares; boneca Barbie na caixa (que estava forrada com 500 dólares); armadura medieval; violino de 300 anos; diamante de 5,8 quilates em um anel de platina; câmera projetada especialmente para os ônibus espaciais da NASA (Space Shuttle); esmeralda bruta de 40,91 quilates. Em meses de maior movimento, as pessoas chegam a extraviar mais de dois mil itens nesse aeroporto. Em torno de 40% dos itens são devolvidos. Certa vez tiraram dois pendriwes de minha mala, nunca os recuperei. Perdi pouco, pois o valor deles era pequeno e as informações que continham estavam duplicadas no computador.

Nesse verão, três homens argentinos esqueceram, cada um, sua esposa e outro familiar, num posto de gasolina. Aí já é demais, não acha? A Polícia Rodoviária teve que alertar os maridos descuidados. Felizmente as esposas foram recuperadas, e houve alegria afinal. Pode ver aqui e aqui.

Em parábola de JESUS três tipos de perdidos foram achados e recuperados, e houve alegria por retornarem. Perderam-se uma ovelha, uma moeda e o filho pródigo.

A ovelha se perdeu sem saber que se perdia.

A moeda foi perdida pelo dono. Uma moeda não tem noção do que se passa, não pensa, não decide, sozinha não vai a lugar algum, mas tem valor e é uma peça importante.

O filho pródigo enquanto se perdia, tinha consciência do caminho em que estava, mas gostava.

A ovelha, enquanto se perdia não sabia, mas lá pelas tantas, passou a ter consciência de que estava perdida, mas não sabia retornar.

A moeda, que nem sabia que fora perdida, foi o dono que a extraviou, ela não tinha ideia de sua situação.

O filho pródigo sabia que estava perdido e sabia como retornar.

A ovelha se perdeu porque se distraiu.

A moeda foi perdida porque o seu dono se descuidou.

O filho pródigo fez tudo conscientemente, tanto quando resolveu sair de casa como quando percebeu sua situação de extrema penúria, como, também, quando decidiu retornar.

Qual é a análise que podemos fazer? São três situações:

  1. Como foi que a ovelha se perdeu? Pelo descuido dela e do pastor. O pastor dessa ovelha era humano, podia falhar, assim como a igreja pode falhar com seus membros que se perdem. Mas esse pastor foi atrás. Fechou as outras 99 ovelhas no cercado e foi procurar a que se perdeu, que ele não havia visto quando se desviara do grupo. Se visse isso, logo iria trazê-la de volta. O importante aqui é que o pastor da ovelha foi atrás e resolveu a situação.
  2. No caso da moeda, o dono dela a extraviou. Uma moeda não se perde por si só. O seu dono também é como um ser humano, que comete falhas. Mas esse dono da moeda, assim como o pastor das ovelhas, não sossegou enquanto não encontrou a sua moeda, de determinado valor. Ele foi atrás. Esse é o papel da igreja, ir atrás de quem se perdeu (ovelha) ou de quem foi afastado por algum irmão ou líder da igreja (moeda). Problemas surgem em meio dos irmãos, devem ser resolvidos. Aliás, a ciência da Administração afirma, por estudos, que conflitos bem administrados contribuem para inovações e mudanças construtivas nas organizações. O problema é a ignorância ou prepotência de muitos líderes, que não sabem “gerenciar os conflitos” que necessariamente surgem, daí muitos acabam por se desligar da igreja.
  3. Por sua vez, o pai do filho pródigo pode ser igualado a DEUS, o Pai celeste. Esse pai não mandou o filho embora, pelo contrário, fez de tudo para que ele não saísse, mas lhe garantiu a liberdade de escolha. DEUS age assim. Somos livres perante Ele. Depois que o filho saiu, esse pai, todos os dias estava atento para o caso dele voltar. Era ideia do pai recebê-lo de volta com muito amor e carinho. DEUS, age assim. Num dia qualquer o filho foi visto pelo pai, retornando. É significativo que foi o pai o primeiro a avistá-lo, pois, pela quantidade de trabalhadores que possuía, era bem mais provável que alguém outro o visse primeiro. Porém, como o pai estava ansioso pelo retorno, também estava de olho, atento o tempo todo. Se isso acontecesse nos dias atuais, esse seria um pai vasculhando todas as redes sociais atrás do filho, acompanhando seus passos o quanto pudesse. Quando o filho vinha pelo caminho, logo uma grande festa foi providenciada. Essa festa, com certeza não foi planejada naquela hora pelo pai: há muito tempo já estava prevista na mente do pai. Um pai que age assim só pode ser comparado a DEUS.

Logo, temos três situações, 1ª) alguém que se afastou por descuido ou por esfriamento do amor; 2ª) alguém que se afastou porque a igreja o ofendeu ou criou uma situação para que saísse e; 3ª) alguém que se afastou por sua livre vontade própria. Nos três casos, atitudes diferentes foram tomadas para obter o mesmo resultado, a recuperação. Nos dois primeiros casos, a igreja foi atrás, no terceiro caso, a igreja aguardou o retorno. E, nos três casos, a igreja se alegrou porque os perdidos foram encontrados ou retornaram. As estratégias para recuperação podem ser diferentes, devem se diferentes, adequadas a cada caso, mas os resultados são sempre semelhantes: há o retorno e há alegria e comemoração. Essa comemoração simboliza em sua maior intensidade a festa que vai haver no Céu quando todos formos salvos. Antes disso, já há alegria quando alguém retorna para o rebanho dos salvos. A salvação sempre gera alegria, a perdição sempre gera tristeza. A salvação garante a vida, a perdição leva à morte.

 

  1. Terça: Comendo com pecadores

Como será que me sentiria se me deparasse com pessoas como: Calígula, Muammar Gaddafi, Aiatolá Khomeini, Nero, Jim Jones, Saddam Hussein, Osama bin Laden, Adolf Hitler, e Joseph Stalin? Todos homens da pior espécie de todos os tempos. Se essa turma se reunisse num só lugar para uma refeição, será que eu teria coragem e escrúpulos para estar com eles? Comeria com eles? Teria algo de significativo a dizer a eles? Suportaria a presença e a conversa deles? Eles me convenceriam ou, eu conseguiria persuadi-los a uma mudança de vida? O que eles me diriam? O que eu diria a eles?

JESUS mudou a vida de gente assim, pecadores, nos tempos em que esteve na Terra e ao longo da história! O apóstolo João, por exemplo, que era filho do trovão e resultou em discípulo do amor!

Talvez a palavra de hoje seja preconceito. Nesse mundo, quem é diferente em alguma coisa de nós geralmente não é bem visto. É estrangeiro, é de outra cor, é de outra classe social e assim por diante. Sempre foi assim; parece que o ser humano só aceita como correto quem seja igual. Mas a diversidade é um objetivo de DEUS, se bem que há certamente diferenças negativas, por causa do pecado, que não se originaram em DEUS. Mesmo se tratando de diferenças não aceitáveis de acordo com os princípios divinos, por exemplo, ser mentiroso, essas pessoas carecem de misericórdia, e devem ser auxiliadas na superação de suas fragilidades. Aliás, nisso todos nós carecemos de misericórdia, pois todos somos pecadores. Portanto, devemos nos aconselhar uns aos outros. Se somos todos pecadores, deveríamos facilmente ter capacidade de entendermo-nos uns aos outros. Para que esse aconselhamento funcione, devemos ser humildes, tanto para aconselhar quanto para receber conselhos. Falta muita humildade nesse mundo, em todos os lugares. Aqui, são pecadores ligados a DEUS buscando salvar outros pecadores, ainda desligados de DEUS.

Os fariseus, que também eram pecadores, julgaram JESUS como fazendo algo muito errado quando entrava na casa de publicanos e outras pessoas, julgadas inferiores, categorizadas como pecadoras. Como pecadores gostam de julgar e condenar outros pecadores! Eles e os mestres da lei, se julgavam superiores a todos, inclusive superiores a JESUS, o Filho de DEUS. Bem ilustrou JESUS com aquelas duas orações, a do fariseu, que em plena oração se julgou superior ao publicano, e este, se julgando como não merecedor dos favores divinos, limitando-se a pedir perdão. E quem saiu justificado, isto é, perdoado? Aquele que pediu perdão! Os dois oraram, mas um deles insinuou que não precisava do perdão, portanto, não foi perdoado, embora fosse pecador, como todos os habitantes da Terra são. O outro, que se reconhecia pecador, pediu perdão, e obviamente, foi atendido.

JESUS fazia o bem, curava, ensinava e até ressuscitava. Mas onde se encontra algum relato na Bíblia de alguma menção ou elogio de um fariseu pelos atos de JESUS, exceto os dois casos de José de Arimateia e Nicodemos? Nem mesmo algum sacerdote reconheceu algo positivo em JESUS. Na visão desses homens, JESUS foi, como eles mesmos disseram, um ‘impostor’, alguém que enganava as pessoas. Nenhuma misericórdia brotava daqueles mestres da lei, homens que se davam o trabalho de legislar e de estabelecer costumes e tradições. Eram líderes que geravam uma cultura péssima para ser habitante entre o povo de DEUS, inaceitável para ser habitante nas mansões celestiais. Para início de conversa, faltava a eles humildade, seja para receber instruções, pois nada aprendiam de JESUS, seja para instruir, pois o povo já estava cansado deles e detestava ouvi-los.

“‘Fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas de seus vestidos, e amam os primeiros lugares nas ceias, e as primeiras cadeiras nas sinagogas, e as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens – Rabi, Rabi. Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na Terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos Céus. Nem vos chameis mestres, porque só um é o vosso Mestre, que é o Cristo.’ Mat. 23:5-10. Em palavras assim positivas revelou o Salvador as ambições egoístas que sempre buscavam lugar e poder, exibindo uma fictícia humildade, enquanto o coração estava cheio de avareza e inveja. Ao serem as pessoas convidadas a um banquete, colocavam-se os convivas segundo sua posição, e aqueles a quem se concedia o mais honroso lugar, eram objeto de maiores atenções e favores especiais. Os fariseus sempre estavam manejando para assegurar-se essas honras. Esse costume Jesus censurou” (O Desejado de Todas as Nações, 613).

 

  1. Quarta: Sabedoria ao se misturar com as pessoas

Como JESUS fez, devemos nos misturar com o mundo. Como Ele orou por todos nós, devemos estar no mundo, mas não pertencer ao mundo (João 17). Devemos ser o sal da Terra, e sal bom, não estragado ou adulterado (misturado). O sal pode perder o sabor quando é misturado com outras substâncias inconvenientes. A lição de hoje nos ensina duas coisas: (1ª) devemos nos misturar com o mundo, mas (2ª) não praticar as coisas erradas do mundo, ou seja, nós é que devemos influenciar o mundo, não o contrário, o sermos influenciados pelo mundo.

Nota-se que faltam as duas coisas a todos nós. Precisamos avançar nesses dois pontos, sermos menos mundanizados e nos misturar mais com o mundo, como o sal que nunca se contamina. Por exemplo, no domingo dia 26 de junho passado, a UNIMED de Ijuí promoveu uma bateria de corridas a pé, pela cidade. Alguns membros de nossa igreja participaram. O nosso grupo de ciclistas prestigiou, pedalando junto com os corredores para incentivá-los. Fomos diversas vezes citados pelo autofalante em agradecimento pelo apoio ao evento. Mas, a igreja, que prega sobre saúde, tantas palestras promove, e que já sabe que a saúde é o braço direito da pregação do evangelho, oficialmente não se fez presente. Lá deveriam estar os líderes, principalmente o pastor, seriam bem recebidos, como o grupo de ciclistas, que não pertence à igreja, foi bem recebido. Esse grupo de pedaladores pela saúde resolveu também reunir roupas de inverno para os necessitados. Tudo foi recolhido numa Kombi emprestada, como podem ver aqui. Há uma procura pelo cultivo de boa saúde mundo afora, e nós temos os princípios, muitas vezes bem escondidinhos em nossos livros. A igreja poderia ter montado um estande com materiais sobre saúde, com faixas e cartazes, como o grupo de ciclistas fez, aproveitando para também recolher roupas para os necessitados, dar conselhos sobre saúde e levar alguma esperança às pessoas. Sim, precisamos não só falar em saúde, mas praticar e viver também. Aliás, mais corredores da igreja deveriam ter participado. Precisamos valorizar em público o que temos e o que somos.

O que não devemos fazer, em grande parte ainda fazemos. Sofremos forte influência mundana dentro da igreja. É o mundo tornando nosso sal insípido, em grande parte. Felizmente há exceções. Vemos muitas modas dentro da igreja que JESUS não aprovaria. Vemos a música mundana, cada vez mais parecida com rock, dentro da igreja, e sendo classificada como louvor. Muito embora as claríssimas orientações de Ellen G. White sobre o assunto, essa música barulhenta toma posse dos cultos, e as do hinário, em muitas igrejas nossas, nem se usam mais.

Sobre o que aconteceu em Indiana, no final do século XIX, Ellen G. White escreveu: “Eles têm um grande bumbo, dois tamborins, um contrabaixo, duas pequenas rabecas, uma flauta e duas cornetas. Seu livro de músicas é “Garden of Spices” e tocam músicas dançantes com letra sagrada [como hoje se faz]. Nunca usam nosso próprio hinário, exceto quando os irmãos Breed ou Haskell pregam, então eles iniciam e terminam com um hino do nosso hinário, mas todos os outros hinos são do outro livro. Eles gritam “Amém”, “Louvado seja o Senhor” e “Glória a Deus” como o serviço de culto do Exército de Salvação. É penoso para a alma de alguém. As doutrinas pregadas correspondem ao resto. O pobre rebanho está verdadeiramente confuso. (…) As coisas que descrevestes como tendo lugar em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo. … O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruídos. Isto é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo. É melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos musicais para fazer a obra que, foi-me apresentada em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma benção. As forças das instrumentalidades satânicas misturam-se com o alarido e barulho, para se ter um carnaval, e isto será chamado de operação do Espírito Santo. Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto. A mesma espécie de influência se introduziu depois da passagem do tempo em 1844. Fizeram-se as mesmas espécies de representações. Os homens ficaram excitados e eram trabalhados por um que pensavam ser o poder de Deus – Carta 132, 1900, a S. N. Haskell. (Mensagens Escolhidas, vol. 2 pp. 36 e 37).

Está profetizado que a música barulhenta, batida com tambores, estilo de dança, e com gritos voltaria, pouco antes da segunda vinda de JESUS CRISTO. Essa profecia está se cumprindo. Ai daqueles que a cumprem, como fez Judas. Como sempre há quem cumpre o que não deveria se cumprir, e dessa vez não está sendo diferente. Que fiquem em pé, mais um pouco, aqueles que estão atentos às profecias, e que se pautam pelo que está escrito. Muitos há que afirmam que essa música é o ômega, assim como a crença de Kelloggs foi o alfa da apostasia.

Devemos nos misturar, mas como o sal se mistura no alimento, temperando-o, não sendo afetado pelo alimento, ou pelo mundo. Esse é o desafio.

 

  1. Quinta: No meio de uma geração corrupta

Se o autor que escreveu essa lição conhece o Brasil, então deve ter-se inspirado em nosso país, para elaborar esse titulo acima. Que país corrupto é o Brasil! Cada semana alguns policiais e juízes encontram outro tipo de fraude para embolsar dinheiro, muito dinheiro. Esse comentário veem leitores de outros países, mais de cem. Espero que lá possam dizer algo diferente de seus países. O Brasil tornou-se a pátria dos ladrões, em todos os níveis sociais. Aqui está difícil sobreviver sem fraudar. Já mencionei isso tempos atrás, mas escrevo outra vez. Tínhamos uma loja. Fechamos porque era impossível sobreviver sem sonegar. Muito embora o controle sobre a roubalheira venha se aperfeiçoando, a sonegação continua como sempre foi. Sem falar nos produtos pirata, vendidos à vontade nas ruas.

Mais uma coisa, a violência, também existente por aqui. Até Igrejas estão sendo assaltadas, e também hospitais e residências, nesse caso, o lar de um casal de policiais. No meio rural, também já estão assaltando para matar e roubar. Mulheres idosas estão sendo espancadas até à morte, e até estupradas. Crianças assistem seu pai ou mãe sendo mortos. Quer notícia mais horrenda que essa, de uma mulher grávida ser morta na frente dos três filhos, pelo marido e pai? Duvida de tanto horror? Pois pode conferir aqui (só clique se tiver estômago).

Nesse nosso Brasil, hoje, existem mais de 11 milhões de desempregados e 23 milhões de trabalhadores por conta própria. No mundo, em 2016 o desemprego deverá chegar próximo a 200 milhões, conforme essa fonte. Não temos, como povo de DEUS, poder para resolver tamanho rombo na ocupação econômica das pessoas. Mas podemos trazer esperança ao mundo, e esperança com fundamento, ou seja, como JESUS, falar como quem tem autoridade (Mat. 7:29). Precisamos, acima de tudo, do poder do ESPÍRITO SANTO.

É nesse “meio de uma geração corrupta” que vivemos, sem falar nos políticos que roubam em seus gabinetes. É nesse meio que devemos fazer diferença. Mas que diferença?

Oferecendo o que temos e somos!

Nossa função não é denunciar, nem protestar, mas é testemunhar de um reino superior, uma pátria de justiça e amor, e oferecer o que temos, que o mundo deseja, mas que só o povo de DEUS pode oferecer.

O que nós temos, que interessa a todo mundo? Temos mais saúde, mais vida, mais felicidade, mais esperança, mais sociabilidade, mais participação, famílias melhores estruturadas, mais honestidade, mais cordialidade, mais Bíblia, mais oração, mais vida com a natureza, mais exercício físico, mais longevidade, mais amor entre as pessoas, mais alimentação saudável, e assim por diante.

O exemplo da lição, do dia de hoje, comparando três igrejas é bem didático. Temos que fazer pesquisa sobre as necessidades de uma sociedade. Podemos supor essas necessidades, e até podemos eventualmente acertar, mas suposições nunca são seguras, pesquisas são mais seguras. E temos que deixar para trás a ideia de fazer eventos pontuais. Devemos dar continuidade, projetos que se sustentem e que permaneçam, para que ganhem visibilidade e sejam noticiados.

Todas as cidades têm suas necessidades. Essas necessidades são muitas. Por exemplo, sempre há pobres e são muitos. Não há como resolver o problema de todos eles, de erradicar a pobreza. Mas já faz diferença se alguém fizer alguma coisa. Já resolve o problema, mesmo que parcialmente, de um ou outro desses pobres, se essa for a opção escolhida. Se formos criteriosos e focados, não resolveremos os problemas da humanidade (como pretende a Agenda 2030), mas sim, criaremos um conceito de misericórdia, que certamente gerará percepção favorável na sociedade. Mas, certamente a influência mais importante e abrangente que podemos oferecer à sociedade é o estilo de vida saudável que nós temos, vindo da Bíblia e do Espirito de Profecia. Por exemplo, fazer exercícios para ter boa saúde pode ser opção de todas as pessoas que tenham desejo, e isso fará diferença na vida de muitas outras pessoas. Em aula menciono com frequência algo sobre a saúde. Os alunos gostam de ouvir e muitos dão seus testemunhos, e assim outros são motivados. Do mesmo modo, podemos aconselhar pessoas sobre como se darem bem na vida, o que custa pouco e resolve a situação de muitos. Podemos ser criativos e fazer projetos adequados a cada localidade.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

No mundo (misturados e influenciando) mas não do mundo (não sendo influenciados). A lição cita que estamos hibernando enquanto aguardamos a volta de JESUS. Isso há mais de século e meio. Formou-se uma cultura que não se supera sem gigantesco esforço. É esforço para ir em direção do mundo e esforço para não sermos contaminados pelo mundo. Esse esforço pela mudança de nossa cultura de mornidão requer que a liderança visite os membros, e por meio de um trabalho pessoal, mude a mentalidade enraizada por décadas, apoiada pelos próprios líderes durante esse tempo passado. A oração sacerdotal de JESUS, em João 17, vivemos no mundo mas não somos do mundo, quer dizer, devemos vencer o mundo por meio do testemunho de uma vida superior e do ensinamento de um reino superior.

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

O problema a enfrentar nesse desafio de nos misturarmos com o mundo, é manter o sabor do sal, ou seja, de não sermos digeridos pelo mundanismo. E esse está sendo um desafio que, parece, estamos perdendo terreno. Infelizmente a contaminação pelo mundo será vencida somente pela sacudidura, é a dura realidade e não resolve fugirmos dela, dizendo que está tudo bem. Isso é o que faz o avestruz quando em apuros, enfia a cabeça na terra. Uma pergunta é: como ser igual a JESUS, humano e misturado com pecadores, mas não pecar?

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

É perceptível como as igrejas em geral estão se antecipando por se misturar na sociedade. Ajudam os pobres, socorrem os refugiados, abrigam os moradores de rua, socorrem os desempregados e famintos, amparam os doentes, apoiam os presos, instruem os jovens, e assim por diante. Há muito trabalho por fazer, e o inimigo está avançando com a contrafação do bem, ou seja, está onde nós deveríamos estar, lá está ele, na frente, conquistando o mundo por ações de misericórdia. Quase pode ser visto como um aliado, se não mentisse tanto. Já avançamos bastante no reavivamento e reforma, mas ainda temos muito a fazer para sairmos da mornidão.

 

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“A verdadeira simpatia entre o homem e o seu semelhante deve ser o sinal distintivo entre os que amam e temem a Deus e os que são indiferentes a Sua lei. Quão grande a simpatia que Cristo manifestou ao vir a este mundo para dar a Sua vida em sacrifício por um mundo a perecer! Sua religião levou-O à prática de genuíno trabalho médico-missionário. Ele foi um poder curador. “Misericórdia quero e não sacrifício” Mat. 9:13, disse Ele. Este foi o teste que o grande autor da verdade usou para distinguir entre a verdadeira religião e a falsa. (Beneficência Social 36-37).

 

  1. Conclusão

Como igreja, estamos num processo de mudança, é visível. Estamos saindo da mornidão, da zona de conforto. Todos devemos nos envolver, e é importante que cada um faça o que gosta e aja no que lhe traz satisfação, não no que deve fazer forçado. Cada um deve ter um ministério pessoal, com um grupo de pessoas que gostam desse ministério. Daí o esforço vai adiante. Enquanto tentarmos participar de projetos que não são de nosso agrado, não persistiremos em avançar, só estaremos envolvidos em eventos pontuais. Forçar as pessoas a participar de tudo não é uma estratégia inteligente. Muito menos divina.

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre  24  e  30/06/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

 

2 comments for “Lição 06 – JESUS Se misturava com as pessoas

  1. João ap. Machado.
    agosto 4, 2016 at 4:02 pm

    Muito bom estes comentarios; misturando com a lição das igrejas, tem-se uma enorme compreensão de como se misturar, sem-se contaminar. Ótimo.

  2. Divino Ferreira da Silva
    agosto 5, 2016 at 6:45 am

    MARANATA! Seus comentários são ótimos. fico muito satisfeito em lê cada um. continua sempre assim. Que O DEUS de Israel esteja sempre te ilumine com o Espírito Santo! amem!!! Divino de Jatai.

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