Lição 07 – Honestidade para com DEUS

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Primeiro Trimestre de 2018

Tema geral do trimestre: Mordomia cristã: motivos do coração

Lição 07 – Honestidade para com DEUS

Semana de 10 a 17 de fevereiro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: A semente “que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança” (Luc. 8:15).

 

Introdução de sábado à tarde

O que é honestidade? “É o ato, qualidade, ou condição de ser honesto. Isto pode incluir ser a pessoa ou instituição verdadeira em seus atos e declarações, não propensa a enganar, mentir ou fraudar; sem malícia” (Wikiquote). É uma pessoa que não lhe passa na mente a mentira, a fraude, o engano, nem o desejo de ser mais ou melhor que os outros. Seria uma pessoa que não precisa assinar que está devendo algo, ela cumpre sempre com seus compromissos. Numa palavra, ela é fiel.

Honestidade com DEUS é cumprir com o que Ele deseja ou recomenda. É uma pessoa qualificada para viver na liberdade do livre arbítrio do Reino de DEUS. Não se restringe só a dinheiro e devolução do dízimo, inclui diversos outros compromissos que fazem parte da aliança entre DEUS e nós. Por exemplo, dar testemunho verdadeiro, ser bom profissional no trabalho, cuidar da saúde do corpo, respeitar os direitos do próximo, etc.

Um exemplo de honestidade está no conselho que EGW deu aos colportores: “O que o colportor precisa não é o traje irrepreensível, ou a aparência do almofadinha ou do excêntrico, mas aquela honestidade e integridade de caráter que se reflete no semblante. A bondade e a gentileza deixam sua impressão na face e a vista exercitada não vê nenhum engano, não descobre nenhuma maneira pomposa” (O Colportor Evangelista, 63). Essa é uma recomendação para quem vende livros para a causa de DEUS, e que serve a todos nós. Esses livros trazem mensagens verdadeiras, logo, quem os vende, deve passar, só pela sua aparência, uma impressão de honestidade. Por meio da integridade de caráter as pessoas tem a impressão real de que somos honestos. Em Administração dizemos tratar-se do momento da verdade, ou seja, é aquela impressão que temos ao ver algo pela primeira vez. Essa é uma impressão que cala fundo na mente e forma o conceito sobre o outro, ou sobre a instituição. Exemplo, qual será a impressão que uma pessoa tem ao adentrar pela primeira vez em nossa igreja?

“Quando a sagrada obra de Deus for purificada de todo o lixo que se tem acumulado durante anos, o nome de Deus será glorificado em vosso meio. Quando o Espírito Santo controlar os instrumentos humanos, cessarão completamente os negócios furtivos que têm sido praticados. Ver-se-á honestidade, veracidade, e disposição para que todos entendam os métodos de trabalho. O caráter dos obreiros será edificado com vigas impecáveis e sólidas. Ver-se-á retidão no trato em todos os que guardam os mandamentos de Deus. Cada fio da teia será criado pelo Senhor, e cada obreiro estirará seu fio na teia para ajudar a compor o padrão. O padrão virá do grande tear, perfeito em seu desenho” (Caminho a CRISTO, MM, 1986, 265).

Se formos terra boa, isto é, se tivermos uma mente e um caráter com os princípios de DEUS, a semente Dele germinará e produzirá bons frutos. “O semeador não há de experimentar sempre desenganos. Da semente que caiu em boa terra, o Salvador disse: “É o que ouve e compreende a Palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro, sessenta, e outro, trinta.” Mat. 13:23. “E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a Palavra, a conservam num coração honesto e bom e dão fruto com perseverança.” Luc. 8:15. O “coração honesto e bom” (Luc. 8:15), do qual fala a parábola, não é um coração sem pecado, pois o evangelho deve ser pregado aos perdidos. Cristo disse: “Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores.” Mar. 2:17. Quem se rende à convicção do Espírito Santo é o que tem coração honesto. Reconhece sua culpa e sente-se necessitado da misericórdia e do amor de Deus. Tem desejo sincero de conhecer a verdade para obedecer-lhe. O bom coração é um coração crente, que deposita fé na Palavra de Deus. É impossível receber a Palavra sem fé. “Porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que O buscam.” Heb. 11:6” (Parábolas de JESUS, 59).

 

  1. Primeiro dia: Uma questão de honestidade

Etimologicamente a palavra honestidade tem origem no latim honos, que remete para dignidade e honra. Significa falar a verdade, não omitir e não dissimular. O indivíduo que é honesto repudia a malandragem e a esperteza de querer levar vantagem em tudo. São poucas as pessoas que se enquadram nesse perfil, mas aqueles que forem salvos necessariamente deverão corresponder a ele. Ser honesto é a obediência incondicional às regras morais existentes. Em geral, a pessoa honesta é “a que não mente, não furta, não rouba, vive uma vida honesta para ter alegria, paz, respeito dos outros e boas amizades. Atualmente, o conceito de honestidade está meio deturpado, uma vez que os indivíduos que agem corretamente são chamados de “caretas”, ou são humilhados por outros.” (fonte) O ponto alto de honestidade, por definição é a honra, que é um princípio de comportamento do ser humano que age baseado em valores bondosos, como dignidade, valentia e outras características que são consideradas socialmente virtuosas.

Portanto, se nos referimos a relacionamento honesto, estaremos também nos referindo a relacionamento honroso, ou, de profundo respeito e deferência. Isso vem desaparecendo em nosso mundo atualmente, enquanto o amor vai se esfriando de quase todos. Por exemplo, imagine o Brasil, que nós brasileiros, conhecemos bem. Já sabemos que, quando alguém encontra algo valioso na rua e devolve, é motivo de notícia nos mais assistidos jornais nacionais. Portanto atos assim são raros, se bem que, em outros países sejam normais. Aqui o normal é piratear, sonegar, levar vantagem sempre, subornar o guarda que quer ser subornado, vender com medida menor, e assim por diante. Sempre tem alguém tentando enganar outra pessoa.

Mas JESUS CRISTO ensinou como devemos viver. Ele disse em Lucas 16:10 que, quem quer ter muito, por exemplo, quer herdar a vida eterna, tem que ser fiel aqui na Terra, onde tem pouco. Na nova vida terá muito, tudo à sua disposição, logo, lá também terá de ser honesto. Tente imaginar uma pessoa desonesta por aqui, ser salva. Bem logo ela terá a intenção, na Nova Terra, de se apossar disso e daquilo, controlar as riquezas para seu único benefício. Se não for fiel aqui, não poderá ser salva para viver lá, pois logo traria problemas e recomeçaria outra vez o grande conflito, de alguma forma.

Para treinarmos a honestidade DEUS deixou um sistema bem interessante para nós. É o princípio do dízimo, a décima parte do que ganhamos pertence a Ele. Esse sistema é bem interessante. Parte do princípio da gratidão por DEUS nos ter abençoado. Mas cuidado, diferente do que se diz muito por aí, inclusive entre nós, o dízimo não é um tipo de negócio em que devolvemos de nossa renda para depois ganhar sempre mais. Ele é simplesmente a devolução em gratidão por já termos ganho de DEUS algo que nos quis dar. Não se devolve o dízimo para receber, mas porque já recebemos. O dízimo pertence a DEUS, logo, se o retivermos, estaremos roubando, como diz em Malaquias 3:8.

A rigor, DEUS não necessitaria do sistema de dízimo, que tem por finalidade sustentar a obra de salvação na Terra. Ele, assim como multiplicou pães e peixes, poderia providenciar esse sustento, por diversos meios. Porém, de certa forma, é um privilégio que sejamos nós a providenciar a manutenção da pregação do evangelho. O sistema funciona assim: Nós devolvemos (isto é, não pagamos, o dízimo não se paga) e a pregação vai avante. Então, nós sustentamos as coisas de DEUS e DEUS nos sustenta. Simples assim.

 

  1. Segunda: Vida de fé

Vamos ilustrar o tema de hoje com a parábola da semente de mostarda. Naqueles dias, essa era a menor semente, que depois se transformaria numa hortaliça grande como uma árvore, a ponto dos passarinhos a utilizarem para seus ninhos. Pois bem, fé é assim, pequena e fraca, mas é fé. Sendo cultivada, com o tempo ela se manifesta, ela germina, cresce e se torna grande e poderosa.

O que a lição de hoje transmite é sobre a necessidade do cultivo da fé. Por que razão DEUS levou tanto tempo para cumprir Suas promessas com Abraão? Foram 25 anos desde que prometeu um filho até que nasceu Isaque. O homem precisava cultivar a fé, que de início era pequena. Lembre-se que a certa altura Abraão tinha uma fé ainda tão fraca que chegou a duvidar do poder de DEUS para o proteger de sua linda esposa, no Egito, combinando que dissesse que fosse sua irmã, e isso aconteceu duas vezes. Na realidade, ela era meia-irmã de Abraão, porém, casou-se com Abraão, quando ainda os dois se chamavam Abrão e Sarai. Depois Abraão fraquejou na fé ao buscar um filho com Agar. Mas ao longo da vida a fé de Abraão foi crescendo, enquanto mais conhecia a DEUS e teve experiência com DEUS. Por exemplo, como DEUS protegeu o casal no Egito; como venceu os reis que raptaram Ló; a bênção de Melquisedeque; as diversas ocasiões da promessa de DEUS; o seu enriquecimento; a aliança da circuncisão, tornando-o pai de uma grande nação do povo eleito; a mudança dos nomes dele e de sua esposa; a destruição de Sodoma e Gomorra com a preservação da vida de Ló e quando Abraão já possuía bastante fé nasce Isaque de modo milagroso. Então, Abraão já era homem poderoso na fé, que se tornou inabalável. Nessa situação, DEUS foi provar a fé dele, isto é, criou uma situação em que o homem pôde demonstrar que confiava Nele e também a possibilidade de ver crescer muito mais a sua fé. Será que dá para imaginar o tamanho da fé de Abraão antes e depois da experiência de quase ter sacrificado seu único filho, nascido por milagre de DEUS? Qual foi a lógica que Abraão seguiu para fundamentar sua fé? Agora, diferente de anos antes, ele confiava em DEUS, e imaginava que jamais Este eliminaria o filho da promessa. Afinal, fora DEUS mesmo que havia prometido. Mas não foi assim quando, anos atrás, buscou o filho da promessa com Hagar.

A fé precisa ser cultivada, como o grão de mostarda, ou qualquer grão, para que cresça e se fortaleça. Fé não é algo que se conquista em grande medida e poder, de um momento para outro. “Não há animação oferecida à incredulidade. O Senhor manifesta Sua graça e Seu poder muitas e muitas vezes, e isto deve ensinar-nos que sempre nos é proveitoso, sob quaisquer circunstâncias, cultivar a fé, falar de fé, agir com fé. Não devemos enfraquecer o coração e as mãos, permitindo que sugestões de mentes suspeitas nos plantem no coração as sementes da dúvida e desconfiança” (Mente, Caráter e Personalidade, 673 e 674).

“”Se tiverdes fé como um grão de mostarda”, disse Jesus, “direis a este monte: Passa daqui para acolá – e há de passar.” Mat. 17:20. Se bem que o grão de mostarda seja tão pequeno, encerra aquele mesmo misterioso princípio vital que produz o crescimento na mais altaneira árvore. Ao lançar-se na terra a semente da mostarda, o minúsculo germe aproveita todo elemento provido por Deus para sua nutrição e desenvolve-se rapidamente, num crescimento vigoroso. Se tendes fé como essa, haveis de lançar mão da Palavra de Deus e de todos os meios eficazes por Ele designados. Assim se robustecerá a vossa fé, trazendo em vosso auxílio o poder do Céu. Os obstáculos amontoados por Satanás através de vosso caminho, conquanto pareçam intransponíveis como as montanhas eternas, desaparecerão em face da exigência da fé. “Nada vos será impossível.” Mat. 17:20” (O Desejado de Todas as Nações, 431).

 

  1. Terça: Uma declaração de fé

Os casamentos, hoje, são decididos rapidamente, e assim, também, duram pouco. Muitas vezes, sim, não poucas vezes, depois, um mata o outro por ciúmes. O que está faltando? Só se casam a dois, falta DEUS no meio, o Autor do casamento. Aliás, uma pergunta: o que faria DEUS num casamento entre pessoas do mesmo sexo? Quando quem inventou o casamento não faz parte dele, a felicidade certamente não será plena, apenas parcial, ou, um engano.

Quando um homem e uma mulher se casam, formam uma única unidade, cimentada pelo amor (DEUS). E mais, um se doa por completo ao outro. Esse é o ponto; há total confiabilidade entre os dois, porque o terceiro, que é o Criador, os liga. Ele ama os dois que assim, se amam também, cada dia mais. Assim como devemos nos entregar cada dia a DEUS, o mesmo deve acontecer entre o casal. Certamente não é necessário todas as manhãs um dizer ao outro: me entrego a ti totalmente. Isso transparece durante o dia no relacionamento, quando um ajuda o outro, por livre e espontânea vontade.

Assim, como já deixamos a entender, é na relação entre o ser humano com DEUS que crescemos no poder da fé e da obediência. E DEUS providenciou algumas situações práticas para esse fim. Uma dessas situações é um dia da semana, o sábado. Nele toda criatura que crê em DEUS, nada faz para si mesma, e sim, se dedica exclusivamente a DEUS. Outra providência é o dízimo.

O que, afinal, é o dízimo? Ele é a gratidão do ser humano pelas bênçãos que já recebeu e, pelas que ainda iremos receber. Mas o ser humano devolve a parte que já recebeu, pela fé, ou, pelo quanto confia em DEUS; sabe que Este vai continuar amando e portanto, providenciando o que for necessário para o futuro. Ou acha que alguém que ama muito vai deixar de fazer algo por quem ama? O dízimo, portanto, é uma demonstração pública e prática que a pessoa está percebendo que DEUS está agindo em sua vida, não só com os recursos, mas em tudo, ou seja, saúde, felicidade, relacionamentos, etc. É mais que evidente: nem precisaríamos mencionar isto, que a pessoa não terá certas bênçãos, se por exemplo, não colaborar fazendo a sua parte. É o caso da saúde, se não a cultivar, vai perder.

Tomemos, por exemplo real, a situação de Jacó, quando fugia de seu irmão, que o queria matar. Já distante do lar, do pai e da mãe, de suas coisas, lá estava ele, cansado da caminhada, com medo pelas incertezas de uma situação dessas, deitado, com a cabeça recostada sobre uma pedra, um duro travesseiro. Que situação terrível, tendo que fugir de casa, ou enfrentar a morte. Deitou com muito medo, com incertezas, e dormiu pelo cansaço. Pela madrugada teve um sonho. Vamos transcrever o que a Bíblia relata: “E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; e a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; e eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado. Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia” (Gênesis 28:13-16).

Jacó não sabia que DEUS estava com ele. Via-se um mau elemento, um enganador, que enganou seu irmão e seu pai, e agora fugia. Foi dormir com medo, e acordou com DEUS ao seu lado, ainda lhe dando as promessas feitas a seu pai e a seu avô. Aquele lugar de medo se tornou a terra da promessa que DEUS vinha fazendo. Naquela terra seus descendentes se tornariam uma grande nação. Que mudança de situação. Agora avançaria pelo caminho com segurança. Ficou tão feliz que, mesmo não tendo nada com ele, prometeu que, se assim fosse, seria fiel na devolução do dízimo. Por isso que dizemos que o dízimo é uma gratidão pelo passado e pelo futuro; aqui, no caso, foi só pelo futuro. De fato, na casa de Labão, Jacó enriqueceu a tal ponto que voltou extremamente rico. E essa bênção se estendeu a seus descendentes que, quando saíram do Egito, levaram como presentes, enorme riqueza para levar a Canaã, certamente o pagamento bem suprido dos séculos de escravidão e servidão. De escravos acabaram saindo como uma nação livre, rica e sem inimigos à altura para os confrontar, pois DEUS estava com eles. Do sonho de Jacó, um homem sozinho e desesperado ao dia da saída do Egito, as promessas de DEUS se cumpriram mais que qualquer pessoa esperasse.

 

  1. Quarta: Dízimo honesto: santo ao Senhor

Nem o sábado nem o dízimo pertencem ao ser humano, pertencem a DEUS. Ambos são santos a DEUS porque Ele os separou para Si. O sábado e o dízimo serem santos significa que devemos obedecer ao que DEUS determinou, manter separados para Ele. Do sábado DEUS está requerendo que observemos 17% do tempo de uma semana como tempo sagrado (isto quer dizer, para fins relacionados melhor com DEUS). Do dízimo, que chega a estar em nossas mãos (diferente do sábado) Ele requer que devolvamos. É como orienta em Levítico, devemos devolver a décima parte de toda a nossa renda, como naqueles tempos a renda vinha mais da produção agrícola, DEUS requeria a devolução dessa produção. “Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor” (Levítico 27:30).

Hoje a renda vem em grande parte de serviços prestados e outros milhares de modos para se ganhar dinheiro. Não importa, em tudo devemos devolver o que DEUS mesmo separou para Si, ou melhor, para a Sua obra de salvação na Terra.

O caso de Abraão é ilustrativo. Ele por certo devolvia o dízimo de tudo o que ganhava, mas naqueles tempos não havia facilidade como hoje para a devolução. Abraão voltava de uma guerra, que ele não queria participar, mas teve que fazer isso. No retorno vitorioso o rei e sacerdote Melquisedeque saiu ao seu encontro com muito alimento. Abraão aproveitou para devolver o dízimo de sua renda a esse sacerdote, que o havia abençoado. Por certo não era dízimo de despojo de guerra, pois Abraão não ficou com nada. Devia ser dízimo de suas atividades como criador de gado. Veja o texto abaixo:

“A quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos. E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão. Mas aquele, cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas. Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior. E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive. E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou [devolveu] dízimos. Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro” (Hebreus 7:2-10).

Ellen G. White também escreveu sobre o dízimo e sobre o caso de Abraão: “O sistema do dízimo remonta para além dos dias de Moisés. Requeria-se dos homens que oferecessem dons a Deus com intuitos religiosos, antes mesmo que o sistema definido fosse dado a Moisés – já desde os dias de Adão. Cumprindo o que Deus deles requer, deviam manifestar em ofertas a apreciação das misericórdias e bênçãos a eles concedidas. Isto continuou através de sucessivas gerações, e foi observado por Abraão, que deu dízimos a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo. O mesmo princípio havia nos dias de Jó. Jacó, quando errante e exilado, destituído de bens, deitou-se à noite em Betel, solitário e tendo por travesseiro uma rocha, prometeu ao Senhor: “De tudo quanto me deres, certamente Te darei o dízimo.” Gên. 28:22. Deus não obriga os homens a dar. Tudo quanto derem, deve ser voluntário. Não quer ter o Seu tesouro cheio de ofertas dadas de má vontade” (Testemunhos Seletos, vol. 1, 372).

O dízimo, que já existia, foi regulamentado no tempo de Moisés. A décima parte foi um cálculo bem interessante já previsto séculos antes dele ser nessa proporção. Uma das tribos de Israel, a de Levi, deveria servir ao Templo. Eram doze tribos. As outras tribos trabalhavam em atividades seculares, como plantadores e criadores de gado. Disso vinha a sua renda. Dessa renda deveriam destinar dez por cento aos levitas, que por sua vez, também dizimavam para os sacerdotes. Então eram onze tribos sustentando uma e essa uma, sustentando os sacerdotes. A proporção fica em torno de dez por cento, até um pouco mais que isso, pois eram onze as tribos sustentadoras. Ora, o sustento dos levitas seria tanto maior quanto maior fosse, por sua vez, a sua dedicação às coisas sagradas, pois assim o povo seria mais dedicado a DEUS. O povo sempre segue os seus líderes, e se estes forem dedicados, o povo também será. Ainda hoje, uma igreja, se desenvolverá mais se os seus líderes forem dedicados a DEUS. Então o sistema se reforçava se todos fossem mais fiéis a DEUS, e essa fidelidade dependia de como os levitas e os sacerdotes ensinassem o povo. Por falha dos sacerdotes e dos levitas a nação sucumbiu diante de Nabucodonosor e pelo mesmo motivo mataram JESUS CRISTO. Não corresponderam ao que lhes fora dado, seja no dízimo, seja nas incumbências sagradas. Hoje não é diferente, mas HÁ UM PORÉM: mesmo assim, quem dizima não perde nada, só ganha em bênçãos, pois DEUS é quem cuida dessa pessoa. Ela não devolve dízimo à toa, as bênçãos dependem de DEUS, não da liderança da igreja. Felizmente! Ou, por que será que deverá vir uma sacudidura, bem logo?

Por via das dúvidas, seja sempre fiel no dízimo, e nunca se arrependerá. Siga o que está escrito, pois daí seguirá a lógica de vida de JESUS CRISTO. Vai ser perseguido pelos seus irmãos, até pela liderança, mas sem surpresas nisso, pois isso aconteceu com o próprio Salvador e com seus apóstolos e discípulos. E com Ellen G. White. Se você for fiel, segue o que está escrito, e se a liderança da igreja torce o nariz para você, nisso não há novidade alguma, é apenas a história se repetindo, está tudo normal conforme a natureza depravada da humanidade. Não se nivele por baixo fazendo o mesmo com seus desafetos. Suportemo-nos uns aos outros até o fim, como fez JESUS e como fizeram os apóstolos.

Estou escrevendo dessa maneira, cada vez mais, porque a hora está chegando.

 

  1. Quinta: Reavivamento, reforma e dízimo

Hoje decidimos destacar a importância do líder maior. Se estudar a história da humanidade irá descobrir que sempre existiu um líder a comandar grandes eventos. Se estudar a história do povo de DEUS, verá o mesmo fenômeno: um líder comandou grandes acontecimentos. Por exemplo, Moisés, Davi, Salomão, Samuel, Josias, JESUS, etc. Na história da igreja também. Sem uma boa liderança, de uma única pessoa, a organização não funciona bem. Se esse único líder for fraco ou mau, toda organização sofre. Tenha absoluta certeza, é assim na igreja. Se uma igreja, grupo, missão, associação, etc., vai devagar, tenha certeza, a responsabilidade é da liderança superior, nunca somente dos membros. Edwuard Demming (o pai da Qualidade Total no Japão e no mundo) em seus estudos afirma que mais de 90% da responsabilidade por maus acontecimentos em uma organização são de origem na gestão superior.

Um dos piores sintomas de incompetência ou de desleixo por parte da liderança é quando aponta os membros como culpados pelo fraco desempenho. Ou então, quando pela sua incapacidade, vão à frente, em alto volume, gritando para que os membros trabalhem. Isso nunca deu bom resultado em lugar algum e em tempo algum. Na verdade, isso dá algum resultado em igrejas cujos membros tem pouca iniciativa e precisam ser mandados mais autocraticamente que democraticamente. Nesse caso, a falha da liderança superior é pela falta de preparação de liderança local, na igreja.

Tivemos hoje a oportunidade de reler o poder de mudança da liderança do rei Ezequias e de Neemias, cada um em seu tempo: um antes do desastre perante Babilônia, outro depois disso.

Ezequias foi rei depois de seu pai Acaz, este um mau rei. Deixarei que leia o relato de EGW sobre o que esse grande líder fez, e como ele, um só, liderou outros homens dedicados a DEUS para a restauração de Judá.

“Em evidente contraste com o governo displicente de Acaz, foi a transformação operada durante o próspero reinado de seu filho. Ezequias subiu ao trono determinado a fazer tudo que estivesse em seu poder para salvar Judá da sorte que estava tocando ao reino do norte. As mensagens dos profetas não davam margem a meias-medidas. Unicamente mediante a mais decidida reforma seriam evitados os juízos impendentes.

“Nesta emergência, Ezequias provou ser um homem para a ocasião. Mal havia ele subido ao trono, começou a planejar e a executar. Voltou primeiramente sua atenção para a restauração das atividades do templo, havia tanto tempo negligenciadas; e nesta obra solicitou com fervor a cooperação de um grupo de sacerdotes e levitas que tinham permanecido leais a sua sagrada vocação. Seguro de sua leal cooperação, com eles falou livremente do seu desejo de instituir imediatas e profundas reformas. “Nossos pais transgrediram”, confessou, “e fizeram o que era mal aos olhos do Senhor nosso Deus, e O deixaram, e desviaram os seus rostos do tabernáculo do Senhor”. “Agora me tem vindo ao coração, que façamos um concerto com o Senhor, Deus de Israel, para que se desvie de nós o ardor da Sua ira.” II Crôn. 29:6 e 10.

“Em poucas e bem escolhidas palavras o rei passou em revista a situação que enfrentava: o templo fechado e a cessação de todos as cerimônias no seu recinto; a idolatria flagrante praticada nas ruas da cidade e através do reino; a apostasia de multidões que poderiam ter permanecido leais a Deus se os líderes de Judá lhes tivessem dado um exemplo reto; e o declínio do reino e sua perda de prestígio na estima das nações ao redor. O reino do norte estava rapidamente se desmoronando; muitos estavam perecendo à espada; já uma multidão havia sido levada cativa; logo Israel devia cair completamente nas mãos dos assírios, e seria inteiramente arruinado; e esta sorte tocaria certamente também a Judá, a menos que Deus operasse poderosamente por intermédio de representantes escolhidos.

“Ezequias apelou diretamente aos sacerdotes para que se unissem a ele a fim de levarem a efeito as necessárias reformas. “Não sejais negligentes”, ele os exortou, “pois o Senhor vos tem escolhido para estardes diante dEle para O servirdes, e para serdes Seus ministros e queimardes incenso”. “Santificai-vos agora, e santificai a casa do Senhor, Deus de vossos pais.” II Crôn. 29:11 e 5.

“Era esse um tempo para ação imediata. Os sacerdotes agiram com rapidez. Conseguindo a cooperação de outros de seu número que não haviam estado presentes durante esta conferência, empenharam-se de coração na obra de purificar e santificar o templo.

“Em vista dos anos de profanação e negligência, isto foi cercado de muitas dificuldades; mas os sacerdotes e levitas trabalharam infatigavelmente, e dentro de um intervalo de tempo consideravelmente curto foram capazes de dar sua tarefa por completa. As portas do templo foram reparadas e abertas de par em par; os vasos sagrados foram reunidos e postos no lugar; e tudo estava em ordem para o restabelecimento das atividades do santuário” (Profetas e Reis, 331 a 333).

Neemias foi um líder em tempos de reconstrução da nação, especialmente de Jerusalém, seus muros, e outras cidades. Leia o relato: “A obra de restauração e reforma realizada pelos que voltaram do exílio sob a liderança de Zorobabel, Esdras e Neemias, apresenta o quadro de uma obra de restauração espiritual que deve ocorrer nos últimos dias da história da Terra. O remanescente de Israel era um povo débil, exposto à vindita dos seus inimigos; mas por intermédio deles Deus Se propôs preservar na Terra o Seu conhecimento e de Sua lei. Eles foram os guardiões do verdadeiro culto, os guardadores do santos oráculos. Variadas foram as experiências que tiveram na reconstrução do templo e dos muros de Jerusalém; forte foi a oposição que tiveram de enfrentar. Pesada foi a carga levada pelos líderes nesta obra; mas esses homens prosseguiram com inamovível confiança, em humildade de espírito, e firmemente estribados em Deus, crendo que Ele levaria Sua vontade ao triunfo. Como o rei Ezequias, Neemias “se chegou ao Senhor, não se apartou de após Ele, e guardou os mandamentos que o Senhor tinha dado. … Assim foi o Senhor com ele”. II Reis 18:6 e 7.

“A restauração espiritual de que a obra levada a efeito nos dias de Neemias era um símbolo, é esboçada nas palavras de Isaías: “Edificarão os lugares antigamente assolados e restaurarão os de antes destruídos, e renovarão as cidades assoladas.” Isa. 61:4. “E os que de ti procederem edificarão os lugares antigamente assolados; e levantarás os fundamentos de geração em geração; e chamar-te-ão reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar.” Isa. 58:12” (Profetas e Reis, 677).

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

O sistema do dízimo é uma oportunidade que temos de experimentar confiar em DEUS. Ao devolver o dízimo, agradecemos pelo que Ele já nos deu, e confiamos que Ele nunca nos deixará desamparados. Assim será até que JESUS retorne.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Há um problema entre muitos crentes, em relação ao dízimo. Ele não é uma relação comercial. Não é devolvendo o dízimo que estamos buscando bênçãos em forma de riqueza, como pregam muitos por aí. O dízimo hoje tornou-se o centro da teologia da prosperidade, e isso é um grande equívoco. Aliás, no governo de DEUS, em todos os lugares desse Universo, não se negocia, senão aqui na Terra, por causa do pecado.

 

  1. Informe profético de fatos recentes

“A Polícia Militar do Estado do Paraná (PMPR) encontrou 550 pés de maconha e três quilos da droga pronta para o consumo em um local que se passava por centro de reabilitação para usuários de drogas e álcool em Londrina, no norte do Paraná. O balanço foi divulgado pela Polícia Militar (PM), nesta segunda-feira (8). Fonte aqui.

É, o mundo está indo de mal a pior.

 

Na Bolívia, o seu presidente Evo Morales, está buscando aprovar no congresso uma lei que criminaliza até a pregação do evangelho. Se aprovado, nenhuma igreja poderá fazer proselitismo. Não é uma medida contra os cristãos, é contra todas as religiões, cristãos, muçulmanos, judeus, etc. Isso faz parte do grande projeto mundial do “Marxismo cultural” (pesquisem sobre isso) que entende o fracasso do comunismo na Europa e na América ser de responsabilidade da família e da religião. Logo, tem que eliminar a família e a religião, mas não pelas armas, e sim, pelo voto, em um tempo longo. Por exemplo, ao longo do tempo vem-se substituindo a família tradicional pela homossexual, com grande sucesso (como a Bíblia já previa). Também o que Evo Morales faz na Bolívia, que mais adiante será feito em outros países da América Latina, faz parte das conversações iniciadas pelo Fórum de São Paulo, a partir de 1990 (pesquisem também sobre isso), que pretende instalar o comunismo na América Latina, e é um dos braços do Marxismo Cultural.

O que satanás, que está por trás dessa ideologia de esquerda, quer com isso? Que se inviabilize a conclusão da pregação do evangelho, para que JESUS não retorne. Assim ele, satanás, se safa. Vamos nos preparando porque a sacudidura logo deverá iniciar.  Façamos o que for possível em tempo de paz.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“O plano divino do sistema do dízimo é belo em sua simplicidade e equidade. Todos podem dele lançar mão com fé e ânimo, pois é divino em sua origem. Nele se aliam a simplicidade e a utilidade, e não exige profundidade de saber o compreendê-lo e executá-lo. Todos podem sentir que lhes é possível ter parte em promover a preciosa obra de salvação. Todo homem, mulher e jovem se pode tornar tesoureiro do Senhor, e agente em atender às exigências sobre o tesouro. …

“Grandes objetivos se conseguem com este sistema. Se todos a uma o aceitassem, cada um se tornaria vigilante e fiel tesoureiro de Deus; e não haveria falta de meios com que levar avante a grande obra de anunciar a derradeira mensagem de advertência ao mundo. O tesouro estará provido se todos adotarem esse sistema, e os contribuintes não ficarão mais pobres. A cada depósito feito, tornar-se-ão mais ligados à causa da verdade presente. Eles estarão entesourando “para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna”. I Tim. 6:19” (Testemunhos Seletos, vol. 1, 367 e 368).

 

  1. Conclusão

Se somos 20 milhões de adventistas no mundo, digamos que deste número, um terço sejam pessoas com renda, ou, 6,6 milhões. Cada dez dizimistas podem sustentar, no mesmo nível deles, um pastor, missionário ou outra pessoa envolvida diretamente na missão. Seriam 666 mil pessoas a trabalhar. É claro, há outras despesas a considerar. O que estamos querendo dizer aqui é o que Ellen G. White disse acima: se todos adventistas com renda dizimassem, a obra seria um gigantesco empreendimento nesse mundo. Por exemplo, se esse número de pessoas percebesse apenas o quanto é a renda mensal média do brasileiro em 2016, igual a R$1.242 por mês, a receita seria 828 milhões por mês, no mundo. Já é um grande número, mas estão fora dele as empresas e as regiões mais ricas no mundo (Europa, América do Norte, partes da Ásia). A renda média dos americanos, assim como dos europeus ocidentais, por exemplo, é quatro vezes mais alta. O dízimo é um sistema bastante simples, funcional e objetivo, mas, precisa fé (não mornidão), ou nada funciona bem.

 

Assista o comentário clicando aqui.

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Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre  5 e 11/01/2018

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

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