Lição 07 – Vencendo o pecado

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: Salvação somente pela fé: o livro de Romanos

Lição 07 – Vencendo o pecado

Semana de 11 a 18 de novembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: “(1) O pecado não terá domínio sobre vós; (2) pois não estais debaixo da lei, (3) e sim da graça” (Rom. 6:14).

 

Introdução de sábado à tarde

O verso acima é um daqueles que servem para muitos criarem falsas interpretações. Por exemplo, uma interpretação que anda por aí é que agora a lei não tem mais poder sobre as pessoas, uma vez que ali está escrito que não estamos mais debaixo dela. Textos escritos em linguagem humana não são perfeitos, a linguagem humana é imperfeita. Com Paulo escrevendo, então fica mais fácil ainda criar interpretações que destoam da Bíblia. Paulo escreve muitas verdades profundas, mas tem um estilo que deve ser estudado com cuidado, pois, afinal, a Bíblia tem um autor supremo único, portanto, ela não pode se contradizer, e isso não acontece. Não há como poder entender que a lei não tem mais valor ou poder, se JESUS disse que a lei vai valer até que tudo o que existe passe, ou seja, se um dia desses não houver mais criação, não vai mais haver lei. Não se pode dar significado a algum trecho da Bíblia que esteja em oposição a outros trechos. Aliás, nesse caso nem seria necessário consultar outras partes da Bíblia, pois, seria admissível que o Reino de DEUS não tivesse lei, ou se tivesse, ela fosse sem importância alguma?

Vamos por partes, as assinaladas entre parêntesis:

  • Paulo disse que o pecado não tem mais domínio sobre vós. Vós quem? Aqueles que foram perdoados e que seguem a JESUS CRISTO, ou, Seus servos.
  • E por que o pecado não domina mais os verdadeiros cristãos? Porque eles não estão debaixo da lei. O que isso quer dizer? Quer dizer o que já vínhamos estudando: os cristãos não procuram a salvação pelas obras da lei; isso seria fora de seu alcance. E também, uma vez perdoados, não se está mais debaixo da lei, não se é mais condenado por ela, mas protegidos por ela. Até porque a função da lei é orientar e, quem desobedecer, sua função é condenar, nunca salvar ou perdoar. A lei não pode nem deve salvar um pecador; cabe a ela revelar o pecado e anunciar que precisa de um Salvador, que é uma pessoa, não um texto.
  • Continuando, o pecado não domina mais sobre os seguidores de CRISTO porque também estão debaixo da graça, ou seja, foram perdoados gratuitamente por DEUS, pelo que JESUS fez por eles. Resumindo, os seguidores de JESUS, os cristãos genuínos (que O obedecem, conforme I João 2:3 a 6), foram perdoados, por isso não estão mais debaixo da condenação da lei, mas estão protegidos por ela, e estão debaixo da graça, isso querendo dizer, estão perdoados e livres da morte eterna.

A lei sempre existe, ou ela condena, ou ela protege, mas de alguma forma ela está sempre atuando.

Esta semana, preparem-se, o assunto vai ser deveras importante.

 

  1. Primeiro dia: Onde o pecado abundou

Paulo foi explicando aos romanos, e a todos que lerem, que DEUS proveu tanta graça que ela sempre é superior ao poder do pecado. Ele disse claramente que a função da lei é condenar quem desobedece. Já dissemos inúmeras vezes que nem poderia ser diferente. Mas diante do problema do pecado, por causa do infinito amor de DEUS (ver João 3:16), a graça é sempre suficiente para qualquer quantidade ou intensidade de pecado. Há graça para qualquer situação em que se meta o pecador. A exceção é se o próprio pecador não desejar ser perdoado, isto já configura pecado contra o ESPÍRITO SANTO. Só não há perdão, não pela vontade de DEUS, mas pela decisão do ser humano. Medite-se sobre a frase de Paulo: “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Romanos 5:20, grifo nosso).

Mais adiante Paulo parece estar falando para os nossos dias, para aqueles que dizem que agora que não estamos mais debaixo da lei, que DEUS também não exige mais obediência, ou fidelidade. DEUS é bom e perdoa a todos, e todos estão salvos, se uma vez aceitaram a salvação. Não é bem assim. Vejam o que Paulo ditou a seu escrevente: “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” (Romanos 6:1,2, grifo nosso). Como Paulo é um filósofo judeu, ele gosta de fazer perguntas. Perguntas abrem a mente à reflexão. Ele foi direto ao ponto, como é seu costume. Disse com todas as letras, que exporei em outras palavras: Agora que fomos perdoados pela graça, podemos continuar pecando para que tenhamos mais graça? Não, pelo contrário, se por meio do batismo fomos sepultados para o pedado, mortos para o pecado, como continuaremos ainda pecando?

Ou seja, se DEUS nos libertou daquilo que iria nos matar, por que iríamos continuar praticando aquilo do que fomos libertos? Iremos pecar por que razão, se isso nos faz mal, se nos mata? Ainda mais depois de livres do mal! Se pecado é algo mau, porque não deixá-lo? Simples: por que continuar pecando se isso nos faz mal? E por que deixar de obedecer a lei, se isso nos faz bem? Ora, não é preciso ser muito esperto para descobrir logo que por trás desse argumento só pode estar o demônio!

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo (I João 2:1). Quão cuidadoso é o Senhor Jesus de não dar ocasião a que uma pessoa se desespere! Como circunda Ele a alma contra os ferozes ataques de Satanás! Se, por muitas tentações, somos surpreendidos ou enganados, caindo em pecado, Ele não Se afasta de nós, deixando-nos perecer. Não, não! Nosso Salvador não é assim. … Ele foi tentado em todos os pontos como nós; e havendo sido tentado, sabe socorrer aqueles que o são. Nosso crucificado Senhor está intercedendo por nós na presença do Pai, no trono da graça. Seu sacrifício expiatório pode ser suplicado por nós para obtermos o perdão, a justificação e a santificação. O Cordeiro morto é nossa única esperança. Nossa fé ergue a Ele os olhos, apega-se a Ele como Aquele que pode salvar perfeitamente, e a fragrância da oferta todo-suficiente é aceita pelo Pai” (Nossa Alta Vocação, MM 1962, 47).

 

  1. Segunda: Quando o pecado reina

Nesse texto, abaixo, Paulo está indiretamente dizendo que devemos obedecer a lei de DEUS. Ou seja: ou obedecemos o pecado, ou a DEUS. E obedecer a DEUS é seguir o que Sua lei requer. Leia o verso a seguir: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências” (Romanos 6:12). Esse trecho diz que devemos buscar evitar que o pecado nos domine, ou seja, devemos obedecer a DEUS, um dos dois senhores (Mat. 6:24). Ou obedecemos ao senhor pecado, ou ao Senhor DEUS.

O pecado desenvolveu diversas maneiras para prender as pessoas. Vamos às mais radicais: drogas viciam; o cigarro (ou o tabaco em geral), o álcool, formam dependência; o desejo pelo poder corrompe; o desejo de posses a mais que o possível em relação ao que faz, também corrompe e cria uma sede por tirar do outro que não há como controlar (lembre dos investigados pela Lava a Jato); o desejo de ser importante, deforma a mente, assim como ser competitivo, a pessoa sempre quer ganhar e não consegue admitir alguma derrota (lembre dos times de futebol, etc.); o senso de posse deixa a pessoa fora da racionalidade, como por exemplo, homens que matam a companheira quando ela não o suporta mais e vai embora; a sede de vingança só aumenta na mente humana se for cultivada, ou se não for combatida; as coisas do mundo são em geral mais atrativas que as coisas celestiais, assim toma conta dos membros da igreja; uma pessoa narcisista não consegue admitir outra mais capaz que ela; enfim, são milhares de tentações a pecado que querem nos dominar, controlar a mente.

O que é esse rei tão perigoso que Paulo está advertindo? Ele é um tirano, um ditador, um poder que não pede a opinião das pessoas, mas impõe sua vontade que sempre é algo ruim. Um tirano não respeita o livre-arbítrio, pelo contrário, destrói o livre-arbítrio das pessoas.

O pecado não é um ser, mas por trás dele tem um ser, satanás, que, com seus anjos, vale-se de uma inúmera quantidade de ações más para controlar a mente das pessoas, ou então, manipular a mente dos outros.

O domínio do pecado na vida de uma pessoa é o mesmo que o domínio de satanás na vida dela. Paulo disse nesse verso acima que não devemos permitir que isso aconteça em nossa vida. Como proceder para vencer o poderoso domínio do mal sobre nós? Há umas recomendações bem simples. Em primeiro lugar, imagine que haja práticas que você não consegue se livrar delas. Vamos nessa situação. Como vencer um ditador mais poderoso que nós? Por exemplo, como vencer a vontade incontrolável de furtar algo em lojas, a chamada cleptomania?

Não tem jeito, você vai ter que lutar. Mas não precisa lutar sozinho. No momento em que der aquela vontade de fazer o que não deve, esse é o momento de orar e pedir socorro ao Céu, a DEUS. É exatamente nesse momento que bem poucos oram a DEUS. O pecado exerce tal fascínio nos momentos em que aparece que a pessoa quer mesmo pecar, não orar. Mas tem que orar, mesmo contra a vontade, e vai sentir, naquele momento, um poder superior, divino, criando as condições de vitória. Assim, com o passar do tempo, vai conseguir desenvolver, com o poder de DEUS, uma força de vontade que nenhum pecado consegue vencer. É assim que se vencem os maus hábitos substituindo-os por outros, bons.

“Mas os que esperam contemplar uma transformação mágica em seu caráter sem resoluto esforço de sua parte, para vencer o pecado, esses serão decepcionados. Não temos motivo para temer, enquanto olharmos a Jesus; razão alguma para duvidar de que Ele seja capaz para salvar perfeitamente a todos os que a Ele se chegam; mas podemos, sim, temer constantemente que nossa velha natureza de novo alcance a supremacia, que o inimigo elabore alguma cilada pela qual nos tornemos outra vez cativos seus. Devemos operar nossa salvação com temor e tremor, pois é Deus que opera em nós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade. Com nossas faculdades limitadas, devemos ser tão santos em nossa esfera, como Deus é santo na Sua. Na medida de nossa capacidade, devemos tornar manifesta a verdade e o amor e a excelência do caráter divino. Como a cera toma a impressão do sinete, assim deve a alma tomar a impressão do Espírito de Deus e reter a imagem de Cristo” (Maranata, o Senhor Vem, MM 1977, 225).

“Cada qual terá uma luta intensa para vencer o pecado no próprio coração. Às vezes essa obra é muito penosa e desanimadora; pois ao vermos os nossos defeitos de caráter, pomo-nos a considerá-los, em vez de olhar para Jesus e revestir-nos das vestes da Sua justiça. Todo aquele que entrar na cidade de Deus pelas portas de pérola, fá-lo-á como vencedor, e sua maior conquista terá sido a do próprio eu” (Testemunhos Seletos, vol. 3, 381).

Por fim, a quem vencer, a promessa é atraente: “A morte de Cristo na cruz assegurou a destruição daquele que possui o poder da morte, que foi o originador do pecado. Quando Satanás for destruído, não haverá ninguém para tentar outro a pecar. A expiação jamais necessitará ser repetida, e não existirá o risco de uma nova rebelião no Universo de Deus. A única medida capaz de vencer o pecado neste mundo de trevas, evitará que novamente o pecado brote no Céu” (A Verdade Sobre os Anjos, 205).

 

  1. Terça: Não debaixo da lei, mas da graça

Eis uma declaração forte de Paulo, que pode servir para interpretações distorcidas, mas que é de fácil entendimento. Leia o verso abaixo:

“Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Romanos 6:14).

O que muitos, sim, não poucos, dizem ser esse verso, é que a lei foi abolida, e que vale a graça, não mais a lei. Mas o que é a graça sem a lei? Sem lei não haveria necessidade da graça, pois por ela DEUS perdoa a transgressão da lei! Logo, se não há lei, não há transgressão, não há pecado (se bem que há mesmo assim, o mal) e não há necessidade da graça. Ou ainda, sem lei, nada mais faz sentido, é o caos, é a baderna generalizada, cada um, como diz o último verso do livro dos juízes, faz o que acha mais reto, e todos fazem tudo errado. Não necessita muito raciocínio nem muita inteligência para chegar a essa conclusão.

Mas, afinal, o que mesmo Paulo estava dizendo nesse verso? Ele disse três coisas:

1ª) Que o pecado não terá domínio sobre nós, o que já estudamos ontem, quando Paulo disse que o pecado não reine sobre nós (vós, para eles naquele tempo, nós, para o nosso tempo). Quando DEUS nos perdoou, e desde que nascemos de novo, isto é, que morremos para o pecado e juntos com CRISTO nascemos uma nova vida, espiritual, já o pecado (satanás) não mais reina ou domina sobre nós. Não significa que não somos mais pecadores (a transformação virá com a segunda vinda de CRISTO); significa que se foi o desejo por pecar e a atratividade do pecado em nossa vida. Não queremos mais aquelas coisas que antes nos seduziam.

2ª) “Não estais debaixo da lei”. Esta parte é simples de entender, e também já estudamos sobre isso. Significa simplesmente que, depois de perdoados por DEUS, depois de declarados justos, a lei não nos condena mais. Para entender bem esse verso é útil ler os versos 1,2,4-6,12 e 13. Lá Paulo se refere a uma vida nova, sem transgressões, como nossa igreja não se cansa de ensinar.

3ª) “Debaixo da graça”. Significa exatamente o perdão de DEUS. Graça e perdão e justificação são a mesma coisa. Logo, debaixo da graça significa justificados, portanto, sem pecado algum.

É possível, enquanto ainda formos pecadores, até que sejamos transformados, ou antes disso, até que sejamos aprovados no tribunal celeste antes do fechamento da porta da graça, ainda cometermos pecados. Cada vez que cometermos um pecado, não estaremos mais debaixo da graça, e sim, da lei, ou seja, condenados à morte. Precisamos outra vez do perdão de DEUS para deixarmos de ser condenados para sermos favorecidos pela graça.

O juízo dos vivos, a que me referi no parágrafo acima, significa o julgamento dos vivos antes do fechamento da porta da graça, o selamento dos salvos. Daí em diante, já começam as pragas, e os selados não pecam mais, pois se pecassem, teriam que ser julgados outra vez, e não haverá novo julgamento. Mas isso não significa que já são perfeitos e transformados – para essa situação terão que esperar mais um pouco. Eles serão apenas selados para suportarem as pragas como um povo santo sem mácula. Esse é um assunto que merece ser estudado profundamente.

 

  1. Quarta: Pecado ou obediência?

“Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Romanos 6:16 a18).

Aqui devemos aprender que existem dois senhores: DEUS e satanás. Ao menos enquanto a questão do pecado não for erradicada. DEUS, que é amor, sempre existiu, e sempre existirá, felizmente. O diabo, que se tornou mau, deixará de existir. Outro aspecto é que nós, seres humanos, somos inferiores a qualquer desses dois. Não temos como não nos sujeitarmos a um deles, não temos como dominar qualquer deles e também é impossível optar por uma posição independente a eles. Ou, por escolha própria, nos vinculamos a um, ou a outro. O fato de não escolher nada, por ser o diabo um dominador que não dá liberdade, se torna uma opção por ele. Não há como escapar. Aqueles que dizem ser ateus, ou que não acreditam no diabo, e nem em DEUS, na realidade se vinculam, assim, ao diabo e seu poder.

Outro ponto relevante que Paulo deixa bem claro aqui é que essa escolha envolve, sempre, um conteúdo de conhecimento, ou seja, doutrina, ou, princípios (no caso de DEUS) ou interesses (no caso do diabo). Se escolher DEUS, isso será conscientemente, e optará também pelo amor, que é o princípio geral de DEUS e de tudo o que faz. Se escolher o diabo, escolherá automaticamente a disputa, a competição, o querer levar vantagem em tudo, a vingança e a inveja, o ódio, e coisas do gênero, assim é o nosso mundo hoje. O amor por aqui está esfriando, o mal ganha espaço.

Então Paulo dá graças a DEUS pelo fato dos romanos terem escolhido a DEUS, porque escolheram a Sua doutrina, tendo eles antes sido servos do diabo. Pela escolha deles foram libertos do pecado e da morte.

Josué, em seu tempo, o tempo dos juízes em Israel, defrontou-se com o povo que balançava entre servir a DEUS ou aos ídolos pagãos. Ele foi incisivo e direto, até durão, em exigir que, afinal, o povo escolhesse de uma vez por todas a quem servir. Disse ele: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15).

Assim como Josué, nós, hoje, também devemos fazer a nossa escolha. Ainda não terminou o grande conflito, por isso, ainda temos de escolher, cada dia, a quem iremos obedecer.

“Uma vez mais vos advirto, como alguém que terá de defrontar estas linhas naquele dia em que o caso de cada qual será decidido. Entregai-vos a Cristo, sem demora! Ele, apenas, pelo poder de Sua graça, pode remir-vos da ruína. Só Ele pode pôr vossas faculdades morais e mentais em estado de saúde. Vosso coração pode aquecer-se com o amor de Deus; vosso entendimento, ser claro e amadurecido; vossa consciência, iluminada, viva e pura; vossa vontade, correta e santificada, sujeita ao controle do Espírito de Deus. Podeis tornar-vos o que preferis. Se quiserdes agora fazer meia-volta, cessai de fazer o mal e aprendei a fazer o bem, então sereis de fato felizes; tereis êxito nas lutas da vida e vos erguereis para a glória e honra na vida melhor que esta. “Escolhei, hoje, a quem sirvais.” Jos. 24:15” (Mente, Caráter e Personalidade, v1, 326).

Somos feitos seres racionais, livres e com princípios de vida construtivos para fazer escolhas certas. Mas devemos cultivar esses bons princípios bem como fazer as boas escolhas. Tanto as escolhas erradas como as boas levam a respectivos resultados.

 

  1. Quinta: Livres do pecado

Iremos estudar hoje um trecho de Paulo aos romanos. É um trecho um tanto difícil, mas não impossível de se entender. Leiamos esse trecho, abaixo.

“Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação. Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça. E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a morte. Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:19-23).

Paulo está dizendo que, antes os romanos eram maus, serviam ao pecado; agora estão sendo santificados. Houve uma mudança radical. Antes eles eram servos do pecado, e livres da justiça, isto é, nem se davam conta de que haveria um julgamento, porque o fim da vida que levavam é a morte, portanto, haveria sim, justiça. Eles tinham noção suficiente para distinguir o bem do mal, logo, deveriam fazer escolhas melhores. E eles fizeram, pelo que diz Paulo.

Fizeram a boa escolha, eles foram libertados do pecado para se tornarem servos de DEUS. Agora geravam frutos de santificação e vida eterna. Por fim Paulo reafirma que o salário do pecado é a morte, porém, o dom gratuito (graça) de DEUS é a vida eterna.

“Se a prata e o ouro fossem suficientes para a compra da salvação do homem, quão fácil isto teria sido para Aquele que diz: “Minha é a prata, e Meu é o ouro.” Ageu 2:8. Mas só pelo precioso sangue do Filho de Deus podia o transgressor ser redimido. O plano da salvação foi elaborado em sacrifício. O apóstolo Paulo escreveu: “Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós Se fez pobre; para que pela Sua pobreza enriquecêsseis.” II Cor. 8:9. Cristo Se deu por nós para nos redimir de toda a iniquidade. E como a sobre excelente bênção da salvação, “o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. Rom. 6:23” (Atos dos Apóstolos, 519).

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

Como foi que JESUS venceu, vivendo desde bebê até seus 33,5 anos, sem nunca cometer um pecado sequer? Como se explica tal sucesso, sendo que dos bilhões de seres humanos que viveram ou que vivem na Terra, nenhum conseguiu algo semelhante?

Veja a resposta na última frase da citação a seguir: “Todos quantos queiram aperfeiçoar um caráter cristão devem levar o jugo de Cristo. Se desejarem sentar-se em lugares celestiais juntos em Cristo Jesus, devem aprender dEle enquanto estiverem na Terra. Nossa natureza necessita de disciplina. Deve estar conformada com a natureza de Jesus Cristo para que Ele possa realizar o bem que planeja fazer por todos quantos se deixarem ser moldados submetendo sua natureza à autoridade dEle. O Grande Mestre Se ligará a cada coração no carregar Seu jugo” (Cuidado de DEUS, MM 1995, 303).

JESUS foi homem e DEUS ao mesmo tempo. Compartilhava das duas naturezas, a humana e a divina. Na cruz, foi morta a natureza humana, a divina é imortal. A natureza divina colaborava com a humana, assim Ele venceu, se bem que, nos momentos decisivos, era a natureza humana que decidia só. Do mesmo modo, nós, homens e mulheres, podemos pela fé estar ligados a JESUS e dispor dos mesmos recursos que Ele teve em Sua vida. O que falta não é o poder necessário para vencer, e sim, a fé para dispor desse poder.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

“Não é propósito de Deus que sejamos anões na vida religiosa. Deseja Ele que cresçamos constantemente na graça e no conhecimento da verdade. Deseja que sejamos capazes de fazer um trabalho melhor para Ele hoje do que ontem. Ele tem para nós um Céu cheio de bênçãos, e quer que reivindiquemos essas bênçãos e … glorifiquemos a Deus como Seus obedientes discípulos.

“Ao prosseguirmos passo a passo em conhecer ao Senhor, não devemos esperar que o caminho esteja livre de obstáculos. Tão certo como nos esforçamos por servir ao Senhor, envidará Satanás todos os esforços em seu poder para obter nossa ruína. Mas foi posto auxílio sobre Aquele que é poderoso, e a cada filho Seu que Lhe pedir graça, crendo, virá Ele com o auxílio necessário. Temos um todo-poderoso Salvador, vitorioso na humanidade que assumiu, e devemos avançar na obra de vencer em nome de Jesus Cristo de Nazaré. Em Sua força, que reclamamos pela fé, estaremos obtendo a vitória sobre o pecado” (CRISTO Triunfante, MM 2002, 363).

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

“Diálogo inter-religioso é tema forte de viagem do Papa à Birmânia e ao Bangladesh”. O papa, em sua visita à Birmânia, irá encontrar-se com autoridades desse país, e tratará sobre vários assuntos, entre outros, sobre o diálogo inter-religioso e também a perseguição sobre os rohingya, uma etnia de maioria muçulmana que se queixa de forte perseguição às mãos da maioria budista birmanesa e das forças armadas. Atualmente há centenas de milhares de rohingya refugiados precisamente no Bangladesh. Veja mais no link aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“A fim de obter a vitória sobre qualquer assalto do inimigo, precisamos lançar mão de um poder que se acha fora e acima de nós. Importa mantermos constante e viva ligação com Cristo, que tem poder para dar a vitória a toda pessoa que mantiver uma atitude de fé e humildade. … Como os que esperam receber a recompensa do vencedor, cumpre-nos avançar na luta cristã, embora a cada passo em frente, encontremos oposição. … Não devemos ceder nem um ponto em que já obtivemos a vitória. Como vencedores, devemos reinar com Cristo nas cortes celestes; e precisamos vencer pelo sangue do Cordeiro e a palavra de nosso testemunho. “A quem vencer, Eu o farei coluna no templo do Meu Deus.” Apoc. 3:12” (Filhos e Filhas de DEUS, MM 1956, 370).

 

  1. Conclusão

Paulo tornou-se repetitivo em esclarecer algo que era importante naqueles dias, mas que, em nossos dias, tornou-se uma grande polêmica. Em outras palavras, Paulo explicou tão bem a questão da salvação que, hoje, não poderia haver dúvidas sobre isso. Mas como satanás está em ação, mesmo um assunto exaustivamente esclarecido pelo apóstolo, é, hoje, ponto de perdição para multidões. A maioria dos cristãos ainda faz sacrifícios, sobem escadarias de joelhos, cumprem promessas, creem na salvação pelas obras, e assim por diante. Se essas pessoas, tal como Lutero fez, lessem em suas bíblias, em suas casas, o livro de Romanos, mudariam totalmente suas atitudes de submissão ao demônio, e deixariam de trilhar pelos caminhos da perdição.

“O apóstolo Paulo nos exorta a lançar mão da esperança que nos é proposta no evangelho. Pela fé devemos apropriar-nos das promessas de Deus e munir-nos das copiosas bênçãos que nos foram asseguradas por Cristo Jesus. A esperança nos foi proposta; a saber: a esperança da vida eterna. Nada, a não ser essa bênção para nós, satisfará a nosso Redentor; mas a nossa parte é apoderar-nos dessa esperança pela fé nAquele que prometeu. Podemos esperar sofrimentos; pois os coparticipantes nos Seus sofrimentos é que serão coparticipantes em Sua glória. Ele adquiriu perdão e imortalidade para as pessoas que perecem; mas a nossa parte é receber essas dádivas pela fé. Crendo nEle, temos essa esperança como âncora da vida, segura e firme. Devemos compreender que podemos esperar confiantemente o favor de Deus não só neste mundo, mas também no mundo celestial, visto que Ele pagou tal preço por nossa salvação. A fé na expiação e na intercessão de Cristo nos manterá firmes e inabaláveis em meio às tentações que nos assediam na Igreja militante. Contemplemos a gloriosa esperança que nos está proposta e apossemo-nos dela pela fé” (Exaltai-O, MM 1992, 332).

 

 

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Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre   6 e 12/10/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

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