Lição 08 – JESUS manifestava compaixão pelas pessoas

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O papel da igreja na comunidade

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O papel da igreja na comunidade

Lição 08 – JESUS manifestava compaixão pelas pessoas

Semana de 13 a 20 de agosto de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Desembarcando, viu JESUS uma grande multidão, compadeceu-Se dela e curou os seus enfermos” (Mat. 14:14).

 

Introdução de sábado à tarde

A compaixão, uma forma de amor, é um sentimento intimamente vinculado ao amor. Ela é despertada dentro de nós quando nos vemos diante do sofrimento dos outros e produz ações no sentido de aliviar o sofrimento. Para entendermos melhor o significado de compaixão, buscamos expressões sinônimas: “ser amado por”, “mostrar preocupação com”, “ser compassivo” e “agir com gentileza.” Dicionários definem compaixão como: piedade, sentimento de pesar, de tristeza causado pela tragédia alheia e que desperta a vontade de ajudar o próximo, de confortar quem padece de algum mal. É também dó; sentimento de pena, condolência, meiguice, comiseração, dor, ternura, enternecimento, piedade, pesar. Para contrastar, trouxemos um antônimo de compaixão: indiferença.

Por exemplo, algumas pessoas que conheço têm grande compaixão pelos animais. Ainda hoje, pela manhã, minha esposa me contou que se encontrou com uma senhora que ajuda outra pessoa com ração para os 51 cachorros que ela cuida, encontrados na rua. Ela também vai ajudar outra senhora que cuida de 19 cachorros. Essas pessoas têm compaixão por esses animais.

Na verdade, é mais fácil ter compaixão pelos animais que pelas pessoas. As necessidades de uma pessoa são mais complexas do que as de um animal. Contudo, a compaixão mais urgente é pelas pessoas.

Vamos meditar um pouco sobre o que acontece com os refugiados da Síria. Eles vêm para a Europa, e estão abarrotando essa região do mundo, em busca de abrigo, emprego, sustento, segurança e proteção. Eles não querem esmolas, querem trabalhar para ganhar a vida. Causou grande mal-estar quando um menino foi encontrado morto numa praia (reportagem aqui). A cena é um retrato da “indiferença” das autoridades quanto à vida humana. Enquanto guerreiam com arsenal sofisticado e caríssimo, com muita ciência investida (ou gasta), milhões de pessoas não tem lar para sua família, nem emprego, nem tratamento de saúde, e morrem afogadas nas travessias dos mares, por um lado fugindo da desgraça, por outro lado procurando amparo. Quem faz a guerra deveria prover as necessidades aos que são prejudicados por ela. Jamais isso aconteceria nessa Terra injusta.

O que JESUS fazia? Ia pregar e ensinar por aquela região da Judeia. Mas antes disso, chegando, primeiro atendia as necessidades das pessoas, em especial, curando os enfermos. Só depois que ensinava sobre o reino de DEUS. Depois das pessoas terem resolvidos seus problemas, sejam quais forem, é que elas terão condições psicológicas de se interessarem pela salvação.

 

  1. Primeiro dia: Ouvindo os gemidos

Nada mais errado dizer que, no Antigo Testamento, DEUS era durão e exigente, além de muito impaciente por ser castigador. Nada mais errado dizer que o Antigo Testamento foi o tempo da lei, mas agora é o tempo da graça.

Se isso fosse verdade, satanás teria razão ao dizer que a lei de DEUS está errada, que precisa ser reformada, pois é injusta, etc. E DEUS seria um Ser que muda, pois teria mudado de atitude de uma época para outra. Ele teria sido um mau DEUS, depois melhorou. E se Ele mudou, é porque havia necessidade de aperfeiçoamento em DEUS. E se havia essa necessidade, então DEUS não era perfeito, e logo, satanás estava com a razão. E mais ainda, se satanás estivesse com a razão, o Universo inteiro gritaria contra JESUS na cruz, como um farsante, querendo justificar por meio do perdão a respeito de uma lei que fora desobedecida, mas que DEUS mesmo já estaria se arrependendo e estaria mudando de atitude. Aliás, estaríamos todos perdidos, pois satanás teria razão, não DEUS.

Deixemos de filosofar, e vamos aos fatos. Ao menos alguns:

  • Quando Adão e Eva pecaram, no mesmo dia DEUS estava lá para defendê-los e prometer que viria lutar por eles, morrer por eles, e que venceria a serpente para trazê-los de volta.
  • Quando Caim matou Abel, logo depois, de imediato, DEUS falou com Caim para saber porque fez essa maldade, e prometeu protegê-lo de perseguições e de ser morto.
  • Enoque, que foi fiel, DEUS o levou vivo para o Céu.
  • No meio de uma geração violenta e corrupta, Noé e sua família foram salvos por um enorme barco.
  • Abraão e Sara foram perdoados de seus pecados e foi transformado em pai de uma nação.
  • DEUS não destruiu Sodoma e Gomorra antes da saída de Ló e sua família; Ele ouviu a intercessão de Abraão.
  • DEUS teve uma paciência incrível por Seu povo no Egito e na passagem pelo deserto, e deu a lei dos Dez Mandamentos a eles, apesar de sua teimosia e rebeldia.
  • Ele foi benigno com Davi, apesar de seus tremendos pecados. Davi possuía duas virtudes: ele se arrependia com extrema facilidade de seus pecados e nunca se envolveu com idolatria. Por isso DEUS o classificou como segundo Seu coração.
  • O rei Acabe, quando se arrependeu de ter morto um súdito, Nabote, por querer sua vinha. Acabe arrependeu-se e Deus adiou a destruição de sua casa até após a sua morte (1 Reis 21:27-29). Logo Acabe, até dele DEUS teve misericórdia!
  • Como DEUS esteve com o rei Josafá, de Judá, por ser fiel. Até os filisteus e os arábios lhe trouxeram presentes, e os povos inimigos tremiam de medo, um terror que DEUS enviou sobre eles.
  • No caso do rei Ezequias, que adoeceu mortalmente, mas chorou porque não queria morrer, DEUS nem deixou o profeta ir longe, deveria retornar e dizer que o rei seria curado e que teria mais 15 anos de vida.
  • Com Daniel, com Sadraque, Mesaque e Abedenego DEUS foi bondoso várias vezes.
  • Com Nabucodonosor Ele foi muito paciente, várias vezes.
  • Há muitíssimos outros casos na Bíblia, no Antigo Testamento, em que DEUS demonstra a mesma misericórdia como JESUS no Novo Testamento. Aliás, JESUS do Novo Testamento é o mesmo DEUS do Antigo Testamento. Ele nunca mudou em nada. Foi pelas promessas do Antigo Testamento que JESUS veio para nos trazer a graça do perdão.

Ou seja, sempre que uma pessoa ou o povo se tornava rebelde, a ponto de não atender mais o profeta de DEUS, só então vinham castigos. E se houvesse arrependimento, DEUS Se compadecia e perdoava, todas as vezes. Ele perdoava, livrava da opressão dos inimigos, castigava esses inimigos que foram usados para sacudir Israel, fazia seus filhos prosperar, guerreava por eles, conduzia-os e protegia. DEUS sempre foi o mesmo, sempre foi perdoador e protetor.

Então, agora vem uma pergunta: porque DEUS parou, depois de JESUS ter passado aqui pela Terra, de castigar Seu povo quando em rebelião? Isso não vemos mais nesses dois mil anos depois de CRISTO. É simples de responder: o povo de DEUS não é mais uma nação, é uma igreja, e a igreja é dirigida de modo diferente. Nesse caso, bem diferente de uma nação, no entanto como sempre foi, a salvação é individual. A diferença é que uma nação deixa de ser país quando falha. Outra coisa, aqueles em Sua igreja, que adoram deuses pagãos, acabam saindo do grupo, e se perdem fora. E aqueles que insistirem ficar, serão, no devido tempo, sacudidos para fora. Veja bem, ao longo desses dois mil anos, sempre os rebeldes foram, aos poucos, caindo fora da igreja, ou fundando outras igrejas, perseguindo os antigos irmãos, ou se perdendo sozinhos, sem expressão alguma. Assim foi ao longo da história da igreja. Portanto, DEUS continua castigando como antes, e continua sendo misericordioso como antes.

 

  1. Segunda: Nosso compassivo Salvador

Essas lições estão me fazendo entender que precisamos poder do alto, para agir como JESUS agiu. Creio que está chegando a hora de termos esse poder, poder do ESPÍRITO SANTO. Pois as pessoas, especialmente as pobres, necessitam de auxílio que só o poder do alto pode atender. São exemplos: curas de doenças críticas como os cânceres, e mais muitas outras incuráveis. Temos paralíticos, mas temos muitas pessoas com problemas na coluna vertebral sofrendo demais, não podendo trabalhar. E os amputados, os que não tem rins bons, os cujos pulmões não funcionam mais direito, problemas do coração são muitos, e quanta microcefalia. Quantas pessoas deficientes, mente infantil. Inúmeros cegos e surdos. Sem falar nas doenças terríveis que surgiram mais recentemente, e que são incuráveis. Por exemplo, a Síndrome de Lobisomem ou Hipertricose. Nascem pelos por toda cabeça, parecendo o lobisomem (que nem existe). Às vezes, por todo corpo, inclusive dentro das orelhas. Existe a Progéria – ela é causada por um defeito no código genético, com efeitos que aceleram o envelhecimento da criança, que geralmente não chega aos 13 anos de idade. Como está nos faltando poder, hoje, para atender essas pessoas, cuja ciência nada pode fazer.

Claro, temos casos menos complicados, que podemos atender. E são tantos! Podemos confortar alguém que perdeu um ente querido, que perdeu o emprego, que adoeceu, ou que esteja em fase terminal (gostaria de curar por meio da oração), e assim por diante.

Por enquanto, temos que fazer o que estiver ao nosso alcance, o que for possível. Disso não podemos fugir. A igreja também vem se organizando cada vez mais. Soube que a igreja adquiriu um caminhão que chamam de Unidade Móvel da ADRA. Serve para atender as necessidades imediatas em grandes tragédias. Tem até como lavar roupa, coisa necessária em certas situações. Tem a infraestrutura necessária para os primeiros socorros em situações de grande necessidade, e pode se deslocar para o local em questão de poucos dias, dependendo da distância. É uma grande ideia.

Mas como ensina a lição, o que está faltando são as pequenas iniciativas para acudir pessoas perto de todos nós. Às vezes são coisas bem pequenas. Todos sabemos o quanto é ruim passar sede. Dias atrás uma mulher que recolhe papelão para vender, ela vive disso, pediu um copo de água. Dei a ela o copo de água. Ela perguntou se poderia ficar com o copo. Dei o copo a ela, e então me dei conta que ela vai sentir sede logo mais. Pedi que esperasse, e trouxe uma garrafa com água bem fresquinha. Ficou muito feliz com isso. O custo desse auxílio é zero, mas a alegria dela foi emocionante.

O que mais as pessoas estão necessitando é uma visita no hospital, um pouco de alimento, aqui no sul, roupa para o frio, etc. Alguns jovens de Ijuí resolveram fazer sopa para os pobres. Não é todos os dias. Mas, digamos que seja uma vez por semana. Esse será um dia de felicidade para essas pessoas. Digamos que seja uma vez por mês. Já é bem mais que nada. Parabéns!

Estamos aqui defendendo a ideia que cada um forme um grupo de pessoas que desejam fazer a mesma coisa, e criem seu ministério pessoal. Ministérios próprios tendem a ser permanentes. Nosso ministério dos comentários das Lições da Escola Sabatina já dura 18 anos. E já se formou uma grande lista de pessoas que agradecem ou que pedem orações. O alcance chega a 132 países. Jovens que gostam da internet podem pensar em inúmeros tipos de ministérios por esse recurso. Só usando o Facebook, por exemplo, podem fazer um enorme trabalho, de alcance global. Que tal um anúncio na internet assim: “Tire suas dúvidas sobre a Bíblia aqui.” Ou, “Como ser feliz no mundo moderno.” Ou algo parecido.  Nesse ministério pessoal dos comentários das lições, que deve estar alcançando em português e espanhol mais de 25 mil pessoas por semana, alguém está sendo beneficiado. Já não pode mais parar. Ministérios pessoais tendem a ser permanentes, e é isso que DEUS quer, ações permanentes, não projetos de pouca duração.

Pense aí o que pode fazer pelos outros, aquilo que gosta, e forme um grupo com outras pessoas que gostem do mesmo. Dou mais um exemplo. Não gosto de fazer visitas em presídio. Mas conheço uma pessoa que gosta demais e faz isso. Somos diversificados, DEUS nos fez assim. Logo, aqueles que gostam do mesmo, se unam e se organizem, e entrem em ação. Parece que essa é uma boa ideia.

 

  1. Terça: Colocando-nos em lugar das pessoas

A lição de hoje quase dá a entender que terminou o assunto do trimestre. Voltou o caso do samaritano que acudiu o judeu assaltado bem como o caso do filho pródigo que retornou.

O samaritano e o pai do filho pródigo tiveram compaixão, pelo assaltado e pelo filho. Ter compaixão é ser capaz de entender o estado emocional de outra pessoa (isto é empatia) e também de fazer algo por essa outra pessoa, mesmo que ela nem mereça. A compaixão é, portanto, essas duas atitudes, sentir como o outro está sentindo, mas também agir pelo outro. O samaritano sentiu a situação do assaltado, e o socorreu para que não morresse. O pai do filho pródigo sentiu a perturbação mental do filho, sua vergonha em retornar falido e miserável, e também fez algo.

O assaltado não teve culpa de ter chegado a essa situação, os culpados foram os assaltantes. Mas o filho pródigo teve culpa de ter chegado a situação de miséria. Porém, mesmo assim, o pai sentiu sua situação. Sentiu o que? Fico a imaginar o que poderia estar se passando na mente do moço que retornava. Em primeiro lugar, vergonha de ter feito tudo errado, posto fora uma fortuna, metade do valor da fazenda do pai. Em segundo lugar, ele agora era um fracasso, um falido, um perdulário, aquele que bota fora o que deveria administrar bem. Nessa situação, voltar para a família é algo dramático. Sentindo-se inferior, quando saíra de queixo erguido, orgulhoso por ter dinheiro, era um atestado de mau caráter.

Mas por outro lado, pode ele ter aprendido uma grave lição, a de mudar de atitude, e parar de gastar à toa. Ele se submeteria a ganhar um salário diário como ganhavam os diaristas de seu pai. Ele estava se humilhando para não morrer de fome. Faria isso ao lado do filho mais velho, que estava bem de vida, mas não importava, queria estar outra vez perto do pai, com sua família, e ter ao menos um salário, e o que comer.

O pai lia esses pensamentos. Não é necessário ser psicólogo para imaginar o que se passava na mente do rapaz. Certamente uma angústia tão grande que ele, desde que resolveu voltar, ensaiava as palavras de arrependimento que diria ao pai. E pediria um emprego de jornaleiro (diarista). Mas o pai pensava diferente. Ainda era seu filho, e o queria de volta, não como jornaleiro, e sim, como filho. O autor da lição compara o pai como um desperdiçador. Não se pode ver a atitude do pai assim. Onde há amor há perdão, e isso resolve os maiores problemas. Onde há orgulho e arrogância, jamais pode haver perdão, muito menos reconciliação. O filho e o pai estavam em sintonia. Agora era tudo diferente daquela arrogância do filho quando saía de casa. Agora ele aprendera a lição de trabalhar para o sustento, não de desperdiçar fazendo festas. Portanto, podia ser perdoado e ser restabelecido.

Essa é a nossa situação, bem igual. Precisamos voltar ao pai, todos os dias. Ele nos perdoa, mesmo o pior dos pecados. Esse pai representa DEUS, que quer que voltemos. Ele quer nos restaurar e nos dar de volta tudo o que perdemos por causa do pecado.

 

  1. Quarta: JESUS chorou

JESUS não teve dias felizes aqui na Terra. Ele foi um homem que talvez não sorrisse, embora sempre estivesse calmo. “Diz-se muitas vezes que Jesus chorou, mas jamais foi visto a sorrir. Nosso Salvador foi, efetivamente, um Varão de dores, experimentado nos trabalhos, pois abria o coração a todos os sofrimentos humanos. Mas, se bem que Sua vida fosse cheia de abnegação e ensombrada por dores e cuidados, Seu espírito não se abatia. Sua fisionomia não apresentava a expressão do desgosto ou do descontentamento, mas sempre de inalterável serenidade. Seu coração era uma fonte de vida; e onde quer que fosse, levava descanso e paz, contentamento e alegria” (Caminho a CRISTO, 120).

Sua mente estava sempre carregada com as consequências do pecado. A raça humana, Suas criaturas, estava sofrendo. Era o mesmo que algum de nossos filhos estar em grande sofrimento, em algum momento, e sempre um deles estar sofrendo. Há muitíssimos casos de pais que veem seus filhos sofrerem por causa de decisões erradas. Esses pais tentaram evitar tragédias e sofrimentos, mas as decisões de seus filhos foram diferentes. Vi há algum tempo um pai que foi chamado à delegacia de polícia, e a reportagem flagrou o momento do encontro do pai com seu filho preso na delegacia. Os dois choraram abundantemente, e a certa altura, o pai disse: “filho, por que você não seguiu os conselhos meus e de tua mãe?” O filho não teve nada a dizer. Quanta tristeza nessa cena.

Mas tente imaginar JESUS. A família dEle não é de dois ou três filhos, onde algum deles faz coisas erradas. Ele tem milhões, aliás, bilhões de filhos, criaturas Suas, que ama, pelas quais veio morrer. Mas são quantidade enorme de gente que não quer saber dEle, quer levar a vida como o mundo ordena. Dizem, quero aproveitar a vida. Lá pelas tantas a tragédia bate à porta. Caem doentes, nunca mais podem ter vida normal, e ainda são jovens. Quem não lembra do Ken humano brasileiro, que morreu. Veja aqui o que ele fez, e no que resultou. Como gostaríamos que o tempo retrocedesse para certas decisões e atos que fizemos, pelas consequências que provocaram. Ele chegou à morte pelas decisões de plásticas que fez, para se parecer a um boneco, como pode ver. Agora veja e sinta como são as desgraças humanas. Não bastava a morte do rapaz, seu pai, um mês depois, morre atropelado. Quanta tragédia numa família em tão pouco tempo, veja isso.

Ainda está lembrado da família Pesseghini? Cinco pessoas mortas de uma só vez, uma família inteira morta. Agora tente imaginar-se DEUS, e estar emocionalmente envolvido com tudo o que acontece de tragédias pelo mundo. Que tipo de emoções DEUS deve estar sentindo nesse momento, Ele que sabe tudo o que se passa e sente na intimidade o sofrimento de milhões de pessoas, ou, certamente, bilhões delas. Pessoas que Ele criou para serem alegres, e para a Sua felicidade e felicidade eterna em todos. Pois, JESUS, no momento em que se emocionou por causa da morte de Lázaro, embora fosse instantes antes de ressuscitá-lo, emocionou-Se por causa das outras pessoas, que Ele não poderia ressuscitar para a vida eterna, porque elas preferiram outro caminho, o de satanás. Ele veio para salvar todas as pessoas, logo mais iria morrer por todos os seres humanos, porém, apenas um punhado delas poderia ser salva. Por terem o livre arbítrio, a maciça maioria escolheria a morte, antes disso, com muitíssimo sofrimento.

Nós, adventistas do sétimo dia, temos a incumbência de JESUS. Realizamos o trabalho que Ele iniciou. Cada um deve fazer uma parte, aquela em que seus dons melhor contribuem. Esses dons serão aperfeiçoados na medida em que forem colocados em prática. Nem todos devemos dar estudos bíblicos e nem todos devemos pregar ou distribuir folhetos, mas alguma parte do muito que há por fazer está reservada para nós. Se cada um fizer uma parte, no conjunto de pessoas que somos, faremos tudo o que deve ser feito. E assim, com o poder do ESPÍRITO SANTO, a obra será concluída, e JESUS volta, finalmente.

 

  1. Quinta: Outro tipo de Consolador

Tem mais credibilidade quem pode dizer: “já passei por isso”. Também tem credibilidade quem já esteve com outras pessoas que passaram por isso. É o poder da experiência e respectiva vitória. Quem já esteve preso, quem já teve perda por morte, quem já teve câncer, quem já sofreu muito, e assim vai, terá maior credibilidade em consolar outros que estejam no momento passando pela mesma situação. Aliás, o princípio que a lição apresenta é que, quem já passou por sofrimento, ou até quem esteja passando pela situação, vai ele mesmo ser confortado se ajudar outros a superarem o problema. É consolando que nos consolamos. Parece que sempre tem quem esteja em situação pior que a nossa. Ou, pode acontecer que o mal que atingiu alguém seja mais recente que quando nós fomos atingidos, e assim por diante. Talvez já tenhamos recebido conforto em situação extrema, isso por sua vez também será experiência de como acudir quem esteja no momento passando pela dificuldade. Enfim, todos temos problemas e todos podemos ajudar os outros, ao menos em algum aspecto. Pessoas com problemas ajudando outras pessoas com problemas. Juntos, estamos dando força uns aos outros, e ao menos minimizando o efeito de nossos problemas.

Por exemplo, se uma pessoa se acidentou, outra que chega, que já tenha se acidentado, sua presença vai gerar conforto em quem esteja passando naquele momento pela situação. Quando um familiar ou amigo falece, o conforto de quem passou por isso antes é mais eficaz. Se essa pessoa chegar e simplesmente puser a mão no ombro de quem esteja enfrentando a situação, isso vai fazer grande efeito.

Aquelas pessoas que adquirem experiência em consolar pessoas em tais situações, sua presença e palavras também fazem diferença. Além daquela lista de sugestões do que fazer em casos que necessitem conforto, podemos acrescentar mais algumas:

  • Estudar um pouco de psicologia. Por exemplo, ler os livros (são dois volumes) “Mente, Caráter e Personalidade” seria de grande valia.
  • Ter comunhão diária com DEUS. Nesse caso o ESPÍRITO SANTO está sempre com a pessoa, e ela se sai melhor nessas situações em que precisa ajudar a outros.
  • Não ser chato, querer ajudar demais, exagerar, isso irrita mais do que consola.

No momento de uma situação difícil, a palavra poderosa é “credibilidade”. Ser amigo (a) da pessoa conta muito. Ter experiência também. Por sua vez, quem não tem essa credibilidade ou experiência, pode fazer o quê? Pode, ou deve ir lá, e simplesmente ficar presente, ouvindo e apoiando no que for preciso. Em casos de falecimento, por exemplo, simplesmente estar presente faz grande benefício. Abraçar a pessoa, suprir com água ou chá, é forte apoio. Isso é fácil fazer.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

O tema transversal dessa semana é fácil de identificar. Como JESUS, nos compete ter compaixão das pessoas ao nosso alcance. Simples assim!

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

Há pelo menos três problemas a considerar e debater. Não resolveremos o problema da pobreza e miséria do mundo por meio de nossas ações, mas poderemos fazer alguém se sentir melhor. Por outro lado, podemos influir outros a fazerem o mesmo, e isso pode tornar-se um círculo virtuoso. Também já sabemos, sempre teremos pobres e miseráveis no mundo.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

Diante do problema da pobreza, satanás está agindo. Ele tomou uma iniciativa ousada, e já nos referimos a essa iniciativa em lições anteriores. Trata-se da Agenda 2030, que devemos conhecer, pois ela contém o contexto político do fim. Até esse ano, por meio da coordenação da ONU, apoiada pelas igrejas unidas e outros centros de poder, desejam resolver o problema da pobreza no mundo. E quem não colaborar, vai se complicar. Parece tudo muito bom, porém, o pilar que une todo esse empreendimento é a santificação do domingo, que, tudo indica, nesse meio tempo, os Estados Unidos da América irão impor.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Deus fez Sua avaliação do homem ao dar Jesus para uma vida de humilhação, pobreza e abnegação, para desprezo, rejeição e morte, a fim de que o homem, Sua ovelha perdida, pudesse ser salvo. É notável, portanto, que todo o Céu esteja interessado no resgate do homem? É um fato maravilhoso que dez mil vezes dez mil, e milhares e milhares de anjos se ocupem em subir e descer pela escada mística para ajudar os que hão de herdar a salvação? Os anjos não vêm à Terra para denunciar e destruir, para governar e para exigir homenagem, mas são mensageiros de misericórdia para cooperar com o Capitão do exército do Senhor, para cooperar com os instrumentos humanos que sairão para buscar e salvar as ovelhas perdidas. Anjos são enviados para acampar-se ao redor dos que temem e amam a Deus” (Exaltai-O, MM 1992, 208).

 

  1. Conclusão

Certamente não poderemos eliminar a miséria do mundo, nem curar todos os doentes, nem mesmo assistir a todos os aflitos. Mas alguma coisa, nessa direção, podemos fazer. Nem JESUS eliminou a miséria e curou todos os doentes de Seu tempo. Se estivermos realmente dispostos, o ESPÍRITO SANTO nos dará a orientação de quais são as prioridades.

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre  08  e  14/07/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

Semana de 13 a 20 de agosto de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Desembarcando, viu JESUS uma grande multidão, compadeceu-Se dela e curou os seus enfermos” (Mat. 14:14).

 

Introdução de sábado à tarde

A compaixão, uma forma de amor, é um sentimento intimamente vinculado ao amor. Ela é despertada dentro de nós quando nos vemos diante do sofrimento dos outros e produz ações no sentido de aliviar o sofrimento. Para entendermos melhor o significado de compaixão, buscamos expressões sinônimas: “ser amado por”, “mostrar preocupação com”, “ser compassivo” e “agir com gentileza.” Dicionários definem compaixão como: piedade, sentimento de pesar, de tristeza causado pela tragédia alheia e que desperta a vontade de ajudar o próximo, de confortar quem padece de algum mal. É também dó; sentimento de pena, condolência, meiguice, comiseração, dor, ternura, enternecimento, piedade, pesar. Para contrastar, trouxemos um antônimo de compaixão: indiferença.

Por exemplo, algumas pessoas que conheço têm grande compaixão pelos animais. Ainda hoje, pela manhã, minha esposa me contou que se encontrou com uma senhora que ajuda outra pessoa com ração para os 51 cachorros que ela cuida, encontrados na rua. Ela também vai ajudar outra senhora que cuida de 19 cachorros. Essas pessoas têm compaixão por esses animais.

Na verdade, é mais fácil ter compaixão pelos animais que pelas pessoas. As necessidades de uma pessoa são mais complexas do que as de um animal. Contudo, a compaixão mais urgente é pelas pessoas.

Vamos meditar um pouco sobre o que acontece com os refugiados da Síria. Eles vêm para a Europa, e estão abarrotando essa região do mundo, em busca de abrigo, emprego, sustento, segurança e proteção. Eles não querem esmolas, querem trabalhar para ganhar a vida. Causou grande mal-estar quando um menino foi encontrado morto numa praia (reportagem aqui). A cena é um retrato da “indiferença” das autoridades quanto à vida humana. Enquanto guerreiam com arsenal sofisticado e caríssimo, com muita ciência investida (ou gasta), milhões de pessoas não tem lar para sua família, nem emprego, nem tratamento de saúde, e morrem afogadas nas travessias dos mares, por um lado fugindo da desgraça, por outro lado procurando amparo. Quem faz a guerra deveria prover as necessidades aos que são prejudicados por ela. Jamais isso aconteceria nessa Terra injusta.

O que JESUS fazia? Ia pregar e ensinar por aquela região da Judeia. Mas antes disso, chegando, primeiro atendia as necessidades das pessoas, em especial, curando os enfermos. Só depois que ensinava sobre o reino de DEUS. Depois das pessoas terem resolvidos seus problemas, sejam quais forem, é que elas terão condições psicológicas de se interessarem pela salvação.

 

  1. Primeiro dia: Ouvindo os gemidos

Nada mais errado dizer que, no Antigo Testamento, DEUS era durão e exigente, além de muito impaciente por ser castigador. Nada mais errado dizer que o Antigo Testamento foi o tempo da lei, mas agora é o tempo da graça.

Se isso fosse verdade, satanás teria razão ao dizer que a lei de DEUS está errada, que precisa ser reformada, pois é injusta, etc. E DEUS seria um Ser que muda, pois teria mudado de atitude de uma época para outra. Ele teria sido um mau DEUS, depois melhorou. E se Ele mudou, é porque havia necessidade de aperfeiçoamento em DEUS. E se havia essa necessidade, então DEUS não era perfeito, e logo, satanás estava com a razão. E mais ainda, se satanás estivesse com a razão, o Universo inteiro gritaria contra JESUS na cruz, como um farsante, querendo justificar por meio do perdão a respeito de uma lei que fora desobedecida, mas que DEUS mesmo já estaria se arrependendo e estaria mudando de atitude. Aliás, estaríamos todos perdidos, pois satanás teria razão, não DEUS.

Deixemos de filosofar, e vamos aos fatos. Ao menos alguns:

  • Quando Adão e Eva pecaram, no mesmo dia DEUS estava lá para defendê-los e prometer que viria lutar por eles, morrer por eles, e que venceria a serpente para trazê-los de volta.
  • Quando Caim matou Abel, logo depois, de imediato, DEUS falou com Caim para saber porque fez essa maldade, e prometeu protegê-lo de perseguições e de ser morto.
  • Enoque, que foi fiel, DEUS o levou vivo para o Céu.
  • No meio de uma geração violenta e corrupta, Noé e sua família foram salvos por um enorme barco.
  • Abraão e Sara foram perdoados de seus pecados e foi transformado em pai de uma nação.
  • DEUS não destruiu Sodoma e Gomorra antes da saída de Ló e sua família; Ele ouviu a intercessão de Abraão.
  • DEUS teve uma paciência incrível por Seu povo no Egito e na passagem pelo deserto, e deu a lei dos Dez Mandamentos a eles, apesar de sua teimosia e rebeldia.
  • Ele foi benigno com Davi, apesar de seus tremendos pecados. Davi possuía duas virtudes: ele se arrependia com extrema facilidade de seus pecados e nunca se envolveu com idolatria. Por isso DEUS o classificou como segundo Seu coração.
  • O rei Acabe, quando se arrependeu de ter morto um súdito, Nabote, por querer sua vinha. Acabe arrependeu-se e Deus adiou a destruição de sua casa até após a sua morte (1 Reis 21:27-29). Logo Acabe, até dele DEUS teve misericórdia!
  • Como DEUS esteve com o rei Josafá, de Judá, por ser fiel. Até os filisteus e os arábios lhe trouxeram presentes, e os povos inimigos tremiam de medo, um terror que DEUS enviou sobre eles.
  • No caso do rei Ezequias, que adoeceu mortalmente, mas chorou porque não queria morrer, DEUS nem deixou o profeta ir longe, deveria retornar e dizer que o rei seria curado e que teria mais 15 anos de vida.
  • Com Daniel, com Sadraque, Mesaque e Abedenego DEUS foi bondoso várias vezes.
  • Com Nabucodonosor Ele foi muito paciente, várias vezes.
  • Há muitíssimos outros casos na Bíblia, no Antigo Testamento, em que DEUS demonstra a mesma misericórdia como JESUS no Novo Testamento. Aliás, JESUS do Novo Testamento é o mesmo DEUS do Antigo Testamento. Ele nunca mudou em nada. Foi pelas promessas do Antigo Testamento que JESUS veio para nos trazer a graça do perdão.

Ou seja, sempre que uma pessoa ou o povo se tornava rebelde, a ponto de não atender mais o profeta de DEUS, só então vinham castigos. E se houvesse arrependimento, DEUS Se compadecia e perdoava, todas as vezes. Ele perdoava, livrava da opressão dos inimigos, castigava esses inimigos que foram usados para sacudir Israel, fazia seus filhos prosperar, guerreava por eles, conduzia-os e protegia. DEUS sempre foi o mesmo, sempre foi perdoador e protetor.

Então, agora vem uma pergunta: porque DEUS parou, depois de JESUS ter passado aqui pela Terra, de castigar Seu povo quando em rebelião? Isso não vemos mais nesses dois mil anos depois de CRISTO. É simples de responder: o povo de DEUS não é mais uma nação, é uma igreja, e a igreja é dirigida de modo diferente. Nesse caso, bem diferente de uma nação, no entanto como sempre foi, a salvação é individual. A diferença é que uma nação deixa de ser país quando falha. Outra coisa, aqueles em Sua igreja, que adoram deuses pagãos, acabam saindo do grupo, e se perdem fora. E aqueles que insistirem ficar, serão, no devido tempo, sacudidos para fora. Veja bem, ao longo desses dois mil anos, sempre os rebeldes foram, aos poucos, caindo fora da igreja, ou fundando outras igrejas, perseguindo os antigos irmãos, ou se perdendo sozinhos, sem expressão alguma. Assim foi ao longo da história da igreja. Portanto, DEUS continua castigando como antes, e continua sendo misericordioso como antes.

 

  1. Segunda: Nosso compassivo Salvador

Essas lições estão me fazendo entender que precisamos poder do alto, para agir como JESUS agiu. Creio que está chegando a hora de termos esse poder, poder do ESPÍRITO SANTO. Pois as pessoas, especialmente as pobres, necessitam de auxílio que só o poder do alto pode atender. São exemplos: curas de doenças críticas como os cânceres, e mais muitas outras incuráveis. Temos paralíticos, mas temos muitas pessoas com problemas na coluna vertebral sofrendo demais, não podendo trabalhar. E os amputados, os que não tem rins bons, os cujos pulmões não funcionam mais direito, problemas do coração são muitos, e quanta microcefalia. Quantas pessoas deficientes, mente infantil. Inúmeros cegos e surdos. Sem falar nas doenças terríveis que surgiram mais recentemente, e que são incuráveis. Por exemplo, a Síndrome de Lobisomem ou Hipertricose. Nascem pelos por toda cabeça, parecendo o lobisomem (que nem existe). Às vezes, por todo corpo, inclusive dentro das orelhas. Existe a Progéria – ela é causada por um defeito no código genético, com efeitos que aceleram o envelhecimento da criança, que geralmente não chega aos 13 anos de idade. Como está nos faltando poder, hoje, para atender essas pessoas, cuja ciência nada pode fazer.

Claro, temos casos menos complicados, que podemos atender. E são tantos! Podemos confortar alguém que perdeu um ente querido, que perdeu o emprego, que adoeceu, ou que esteja em fase terminal (gostaria de curar por meio da oração), e assim por diante.

Por enquanto, temos que fazer o que estiver ao nosso alcance, o que for possível. Disso não podemos fugir. A igreja também vem se organizando cada vez mais. Soube que a igreja adquiriu um caminhão que chamam de Unidade Móvel da ADRA. Serve para atender as necessidades imediatas em grandes tragédias. Tem até como lavar roupa, coisa necessária em certas situações. Tem a infraestrutura necessária para os primeiros socorros em situações de grande necessidade, e pode se deslocar para o local em questão de poucos dias, dependendo da distância. É uma grande ideia.

Mas como ensina a lição, o que está faltando são as pequenas iniciativas para acudir pessoas perto de todos nós. Às vezes são coisas bem pequenas. Todos sabemos o quanto é ruim passar sede. Dias atrás uma mulher que recolhe papelão para vender, ela vive disso, pediu um copo de água. Dei a ela o copo de água. Ela perguntou se poderia ficar com o copo. Dei o copo a ela, e então me dei conta que ela vai sentir sede logo mais. Pedi que esperasse, e trouxe uma garrafa com água bem fresquinha. Ficou muito feliz com isso. O custo desse auxílio é zero, mas a alegria dela foi emocionante.

O que mais as pessoas estão necessitando é uma visita no hospital, um pouco de alimento, aqui no sul, roupa para o frio, etc. Alguns jovens de Ijuí resolveram fazer sopa para os pobres. Não é todos os dias. Mas, digamos que seja uma vez por semana. Esse será um dia de felicidade para essas pessoas. Digamos que seja uma vez por mês. Já é bem mais que nada. Parabéns!

Estamos aqui defendendo a ideia que cada um forme um grupo de pessoas que desejam fazer a mesma coisa, e criem seu ministério pessoal. Ministérios próprios tendem a ser permanentes. Nosso ministério dos comentários das Lições da Escola Sabatina já dura 18 anos. E já se formou uma grande lista de pessoas que agradecem ou que pedem orações. O alcance chega a 132 países. Jovens que gostam da internet podem pensar em inúmeros tipos de ministérios por esse recurso. Só usando o Facebook, por exemplo, podem fazer um enorme trabalho, de alcance global. Que tal um anúncio na internet assim: “Tire suas dúvidas sobre a Bíblia aqui.” Ou, “Como ser feliz no mundo moderno.” Ou algo parecido.  Nesse ministério pessoal dos comentários das lições, que deve estar alcançando em português e espanhol mais de 25 mil pessoas por semana, alguém está sendo beneficiado. Já não pode mais parar. Ministérios pessoais tendem a ser permanentes, e é isso que DEUS quer, ações permanentes, não projetos de pouca duração.

Pense aí o que pode fazer pelos outros, aquilo que gosta, e forme um grupo com outras pessoas que gostem do mesmo. Dou mais um exemplo. Não gosto de fazer visitas em presídio. Mas conheço uma pessoa que gosta demais e faz isso. Somos diversificados, DEUS nos fez assim. Logo, aqueles que gostam do mesmo, se unam e se organizem, e entrem em ação. Parece que essa é uma boa ideia.

 

  1. Terça: Colocando-nos em lugar das pessoas

A lição de hoje quase dá a entender que terminou o assunto do trimestre. Voltou o caso do samaritano que acudiu o judeu assaltado bem como o caso do filho pródigo que retornou.

O samaritano e o pai do filho pródigo tiveram compaixão, pelo assaltado e pelo filho. Ter compaixão é ser capaz de entender o estado emocional de outra pessoa (isto é empatia) e também de fazer algo por essa outra pessoa, mesmo que ela nem mereça. A compaixão é, portanto, essas duas atitudes, sentir como o outro está sentindo, mas também agir pelo outro. O samaritano sentiu a situação do assaltado, e o socorreu para que não morresse. O pai do filho pródigo sentiu a perturbação mental do filho, sua vergonha em retornar falido e miserável, e também fez algo.

O assaltado não teve culpa de ter chegado a essa situação, os culpados foram os assaltantes. Mas o filho pródigo teve culpa de ter chegado a situação de miséria. Porém, mesmo assim, o pai sentiu sua situação. Sentiu o que? Fico a imaginar o que poderia estar se passando na mente do moço que retornava. Em primeiro lugar, vergonha de ter feito tudo errado, posto fora uma fortuna, metade do valor da fazenda do pai. Em segundo lugar, ele agora era um fracasso, um falido, um perdulário, aquele que bota fora o que deveria administrar bem. Nessa situação, voltar para a família é algo dramático. Sentindo-se inferior, quando saíra de queixo erguido, orgulhoso por ter dinheiro, era um atestado de mau caráter.

Mas por outro lado, pode ele ter aprendido uma grave lição, a de mudar de atitude, e parar de gastar à toa. Ele se submeteria a ganhar um salário diário como ganhavam os diaristas de seu pai. Ele estava se humilhando para não morrer de fome. Faria isso ao lado do filho mais velho, que estava bem de vida, mas não importava, queria estar outra vez perto do pai, com sua família, e ter ao menos um salário, e o que comer.

O pai lia esses pensamentos. Não é necessário ser psicólogo para imaginar o que se passava na mente do rapaz. Certamente uma angústia tão grande que ele, desde que resolveu voltar, ensaiava as palavras de arrependimento que diria ao pai. E pediria um emprego de jornaleiro (diarista). Mas o pai pensava diferente. Ainda era seu filho, e o queria de volta, não como jornaleiro, e sim, como filho. O autor da lição compara o pai como um desperdiçador. Não se pode ver a atitude do pai assim. Onde há amor há perdão, e isso resolve os maiores problemas. Onde há orgulho e arrogância, jamais pode haver perdão, muito menos reconciliação. O filho e o pai estavam em sintonia. Agora era tudo diferente daquela arrogância do filho quando saía de casa. Agora ele aprendera a lição de trabalhar para o sustento, não de desperdiçar fazendo festas. Portanto, podia ser perdoado e ser restabelecido.

Essa é a nossa situação, bem igual. Precisamos voltar ao pai, todos os dias. Ele nos perdoa, mesmo o pior dos pecados. Esse pai representa DEUS, que quer que voltemos. Ele quer nos restaurar e nos dar de volta tudo o que perdemos por causa do pecado.

 

  1. Quarta: JESUS chorou

JESUS não teve dias felizes aqui na Terra. Ele foi um homem que talvez não sorrisse, embora sempre estivesse calmo. “Diz-se muitas vezes que Jesus chorou, mas jamais foi visto a sorrir. Nosso Salvador foi, efetivamente, um Varão de dores, experimentado nos trabalhos, pois abria o coração a todos os sofrimentos humanos. Mas, se bem que Sua vida fosse cheia de abnegação e ensombrada por dores e cuidados, Seu espírito não se abatia. Sua fisionomia não apresentava a expressão do desgosto ou do descontentamento, mas sempre de inalterável serenidade. Seu coração era uma fonte de vida; e onde quer que fosse, levava descanso e paz, contentamento e alegria” (Caminho a CRISTO, 120).

Sua mente estava sempre carregada com as consequências do pecado. A raça humana, Suas criaturas, estava sofrendo. Era o mesmo que algum de nossos filhos estar em grande sofrimento, em algum momento, e sempre um deles estar sofrendo. Há muitíssimos casos de pais que veem seus filhos sofrerem por causa de decisões erradas. Esses pais tentaram evitar tragédias e sofrimentos, mas as decisões de seus filhos foram diferentes. Vi há algum tempo um pai que foi chamado à delegacia de polícia, e a reportagem flagrou o momento do encontro do pai com seu filho preso na delegacia. Os dois choraram abundantemente, e a certa altura, o pai disse: “filho, por que você não seguiu os conselhos meus e de tua mãe?” O filho não teve nada a dizer. Quanta tristeza nessa cena.

Mas tente imaginar JESUS. A família dEle não é de dois ou três filhos, onde algum deles faz coisas erradas. Ele tem milhões, aliás, bilhões de filhos, criaturas Suas, que ama, pelas quais veio morrer. Mas são quantidade enorme de gente que não quer saber dEle, quer levar a vida como o mundo ordena. Dizem, quero aproveitar a vida. Lá pelas tantas a tragédia bate à porta. Caem doentes, nunca mais podem ter vida normal, e ainda são jovens. Quem não lembra do Ken humano brasileiro, que morreu. Veja aqui o que ele fez, e no que resultou. Como gostaríamos que o tempo retrocedesse para certas decisões e atos que fizemos, pelas consequências que provocaram. Ele chegou à morte pelas decisões de plásticas que fez, para se parecer a um boneco, como pode ver. Agora veja e sinta como são as desgraças humanas. Não bastava a morte do rapaz, seu pai, um mês depois, morre atropelado. Quanta tragédia numa família em tão pouco tempo, veja isso.

Ainda está lembrado da família Pesseghini? Cinco pessoas mortas de uma só vez, uma família inteira morta. Agora tente imaginar-se DEUS, e estar emocionalmente envolvido com tudo o que acontece de tragédias pelo mundo. Que tipo de emoções DEUS deve estar sentindo nesse momento, Ele que sabe tudo o que se passa e sente na intimidade o sofrimento de milhões de pessoas, ou, certamente, bilhões delas. Pessoas que Ele criou para serem alegres, e para a Sua felicidade e felicidade eterna em todos. Pois, JESUS, no momento em que se emocionou por causa da morte de Lázaro, embora fosse instantes antes de ressuscitá-lo, emocionou-Se por causa das outras pessoas, que Ele não poderia ressuscitar para a vida eterna, porque elas preferiram outro caminho, o de satanás. Ele veio para salvar todas as pessoas, logo mais iria morrer por todos os seres humanos, porém, apenas um punhado delas poderia ser salva. Por terem o livre arbítrio, a maciça maioria escolheria a morte, antes disso, com muitíssimo sofrimento.

Nós, adventistas do sétimo dia, temos a incumbência de JESUS. Realizamos o trabalho que Ele iniciou. Cada um deve fazer uma parte, aquela em que seus dons melhor contribuem. Esses dons serão aperfeiçoados na medida em que forem colocados em prática. Nem todos devemos dar estudos bíblicos e nem todos devemos pregar ou distribuir folhetos, mas alguma parte do muito que há por fazer está reservada para nós. Se cada um fizer uma parte, no conjunto de pessoas que somos, faremos tudo o que deve ser feito. E assim, com o poder do ESPÍRITO SANTO, a obra será concluída, e JESUS volta, finalmente.

 

  1. Quinta: Outro tipo de Consolador

Tem mais credibilidade quem pode dizer: “já passei por isso”. Também tem credibilidade quem já esteve com outras pessoas que passaram por isso. É o poder da experiência e respectiva vitória. Quem já esteve preso, quem já teve perda por morte, quem já teve câncer, quem já sofreu muito, e assim vai, terá maior credibilidade em consolar outros que estejam no momento passando pela mesma situação. Aliás, o princípio que a lição apresenta é que, quem já passou por sofrimento, ou até quem esteja passando pela situação, vai ele mesmo ser confortado se ajudar outros a superarem o problema. É consolando que nos consolamos. Parece que sempre tem quem esteja em situação pior que a nossa. Ou, pode acontecer que o mal que atingiu alguém seja mais recente que quando nós fomos atingidos, e assim por diante. Talvez já tenhamos recebido conforto em situação extrema, isso por sua vez também será experiência de como acudir quem esteja no momento passando pela dificuldade. Enfim, todos temos problemas e todos podemos ajudar os outros, ao menos em algum aspecto. Pessoas com problemas ajudando outras pessoas com problemas. Juntos, estamos dando força uns aos outros, e ao menos minimizando o efeito de nossos problemas.

Por exemplo, se uma pessoa se acidentou, outra que chega, que já tenha se acidentado, sua presença vai gerar conforto em quem esteja passando naquele momento pela situação. Quando um familiar ou amigo falece, o conforto de quem passou por isso antes é mais eficaz. Se essa pessoa chegar e simplesmente puser a mão no ombro de quem esteja enfrentando a situação, isso vai fazer grande efeito.

Aquelas pessoas que adquirem experiência em consolar pessoas em tais situações, sua presença e palavras também fazem diferença. Além daquela lista de sugestões do que fazer em casos que necessitem conforto, podemos acrescentar mais algumas:

  • Estudar um pouco de psicologia. Por exemplo, ler os livros (são dois volumes) “Mente, Caráter e Personalidade” seria de grande valia.
  • Ter comunhão diária com DEUS. Nesse caso o ESPÍRITO SANTO está sempre com a pessoa, e ela se sai melhor nessas situações em que precisa ajudar a outros.
  • Não ser chato, querer ajudar demais, exagerar, isso irrita mais do que consola.

No momento de uma situação difícil, a palavra poderosa é “credibilidade”. Ser amigo (a) da pessoa conta muito. Ter experiência também. Por sua vez, quem não tem essa credibilidade ou experiência, pode fazer o quê? Pode, ou deve ir lá, e simplesmente ficar presente, ouvindo e apoiando no que for preciso. Em casos de falecimento, por exemplo, simplesmente estar presente faz grande benefício. Abraçar a pessoa, suprir com água ou chá, é forte apoio. Isso é fácil fazer.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

O tema transversal dessa semana é fácil de identificar. Como JESUS, nos compete ter compaixão das pessoas ao nosso alcance. Simples assim!

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

Há pelo menos três problemas a considerar e debater. Não resolveremos o problema da pobreza e miséria do mundo por meio de nossas ações, mas poderemos fazer alguém se sentir melhor. Por outro lado, podemos influir outros a fazerem o mesmo, e isso pode tornar-se um círculo virtuoso. Também já sabemos, sempre teremos pobres e miseráveis no mundo.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

Diante do problema da pobreza, satanás está agindo. Ele tomou uma iniciativa ousada, e já nos referimos a essa iniciativa em lições anteriores. Trata-se da Agenda 2030, que devemos conhecer, pois ela contém o contexto político do fim. Até esse ano, por meio da coordenação da ONU, apoiada pelas igrejas unidas e outros centros de poder, desejam resolver o problema da pobreza no mundo. E quem não colaborar, vai se complicar. Parece tudo muito bom, porém, o pilar que une todo esse empreendimento é a santificação do domingo, que, tudo indica, nesse meio tempo, os Estados Unidos da América irão impor.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Deus fez Sua avaliação do homem ao dar Jesus para uma vida de humilhação, pobreza e abnegação, para desprezo, rejeição e morte, a fim de que o homem, Sua ovelha perdida, pudesse ser salvo. É notável, portanto, que todo o Céu esteja interessado no resgate do homem? É um fato maravilhoso que dez mil vezes dez mil, e milhares e milhares de anjos se ocupem em subir e descer pela escada mística para ajudar os que hão de herdar a salvação? Os anjos não vêm à Terra para denunciar e destruir, para governar e para exigir homenagem, mas são mensageiros de misericórdia para cooperar com o Capitão do exército do Senhor, para cooperar com os instrumentos humanos que sairão para buscar e salvar as ovelhas perdidas. Anjos são enviados para acampar-se ao redor dos que temem e amam a Deus” (Exaltai-O, MM 1992, 208).

 

  1. Conclusão

Certamente não poderemos eliminar a miséria do mundo, nem curar todos os doentes, nem mesmo assistir a todos os aflitos. Mas alguma coisa, nessa direção, podemos fazer. Nem JESUS eliminou a miséria e curou todos os doentes de Seu tempo. Se estivermos realmente dispostos, o ESPÍRITO SANTO nos dará a orientação de quais são as prioridades.

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre  08  e  14/07/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

1 comment for “Lição 08 – JESUS manifestava compaixão pelas pessoas

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