Lição 08 – O impacto da fidelidade nos dízimos

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Primeiro Trimestre de 2018

Tema geral do trimestre: Mordomia cristã: motivos do coração

Lição 08 – O impacto da fidelidade nos dízimos

Semana de 17 a 24 de fevereiro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: “Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” (I Cor. 9:13 e 14).

 

Introdução de sábado à tarde

Nesta semana estudaremos sobre como dízimos e ofertas mantém a obra de DEUS na Terra. O evangelho deve ser sustentado por aqueles que já foram salvos por ele. É algo parecido como a previdência social, cujos aposentados são sustentados pelos que ainda trabalham, que ainda estão na ativa. Assim, quanto mais pessoas salvas, mais forte seria o evangelho. Mas infelizmente não é bem assim. Segundo o site http://mordomia.s3.amazonaws.com/2016/primeiroDeus/destino-oferta.pdf, em 2013, a média mundial de dízimo por adventista era 943% maior do que a de 1912, enquanto a média de ofertas missionárias era praticamente igual à de um século atrás, ou seja: dízimo em 1912: US$ 14,48, e em 2013: US$ 136,50 por doador; ofertas em 1912: US$ 4,47 e em 2013: US$ 5,24 por doador, pouca coisa a mais. Difícil acreditar, mas está assim publicado, até parece haver algum erro nesses números. Por via das dúvidas, a fonte é a Revista Adventista de janeiro de 2016.

Precisamos melhorar nossa relação com DEUS, no estudo dessas lições!

 

  1. Primeiro dia: Juntos sustentamos a missão

O objetivo do dízimo é o sustento da obra de DEUS, muito embora, existam outros benefícios advindos dele, como estudaremos amanhã. “O dízimo devia ser consagrado ao Senhor, sendo usado sempre para o sustento do ministério” (Beneficência Social, 275).

Devemos pregar o evangelho em todo mundo, mas há um porém: há lugares tão distantes onde o evangelho ainda precisa ser levado, que para esse fim, a obra necessita de missionários bem preparados. Isso tem custo e, como os tais lugares são muitos, o custo fica elevado. Como, também, a situação é urgente, esse trabalho precisa ser realizado com urgência. E a despesa é elevada.

E há outro porém. Se todas as pessoas já convertidas, adultas, que têm renda, devolvessem o dízimo, o sustento da obra seria tão poderoso que sobrariam recursos, e sobraria muito. Disse DEUS, por intermédio do profeta Malaquias: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na Minha casa, e depois fazei prova de Mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes” (Malaquias 3:10).

Pois bem, se o sistema de dez por cento não funcionasse, acha mesmo que DEUS o teria estabelecido? Seria DEUS alguém sujeito a cometer enganos? Sabemos que não; DEUS criou algo que, se nós correspondermos, funciona e muito bem.

Em nossos dias a necessidade do dízimo é a maior de todos os tempos. Os custos hoje são bem mais elevados que em outros tempos; há muitas maneiras interessantes de anunciar o evangelho; a situação é urgente; há poderosos grupos pregando a mentira mundo afora que devem ser desmascarados; a perseguição está bem à frente, e assim por diante. É urgente que o sistema de dízimo seja levado a sério por todos. É também urgente que ele seja bem administrado.

 

  1. Segunda: As bênçãos de DEUS

O dízimo existe desde tempos muito antigos. “O sistema do dízimo remonta para além dos dias de Moisés. Requeria-se dos homens que oferecessem dons a Deus com intuitos religiosos, antes mesmo que o sistema definido fosse dado a Moisés – já desde os dias de Adão. Cumprindo o que Deus deles requer, deviam manifestar em ofertas a apreciação das misericórdias e bênçãos a eles concedidas. Isto continuou através de sucessivas gerações, e foi observado por Abraão, que deu dízimos a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo” (Conselhos Sobre Mordomia, 69).

No estudo de hoje, o dízimo tem por finalidade o sustento do evangelho no mundo. Mas não é só isso. O dízimo também move DEUS a abençoar o doador. DEUS, por natureza é abençoador, e não iria criar um sistema de sustento de Sua obra esquecendo-Se das bênçãos. DEUS é como um pai, ou uma mãe, sempre desejando o melhor aos Seus filhos. Assim, se Ele criou um sistema para salvar pessoas para o Seu reino, também reservou bênçãos especiais aos que fazem parte do plano da salvação. Entenda o que escreveu Ellen G. White, sobre o DEUS abençoador. “Os que reconhecem que dependem de Deus, sentirão dever ser honestos para com os seus semelhantes, e sobre tudo para com Deus, de quem todas as bênçãos da vida advêm” (Conselhos Sobre Mordomia, 77). Tudo que de bom existe vem de DEUS, e não seria diferente com relação ao dízimo.

Mas, agora vem uma pergunta: por que DEUS gosta tanto de nos abençoar? Ele quer que nós façamos o mesmo. É para ser “tal pai, tal filho,”, ou seja, DEUS queria ser retratado em Seus filhos. Queria que nós, as criaturas, também fizéssemos algo pelos nossos irmãos. Ou seja, se DEUS é um Ser abençoador, devemos nós também ser o mesmo. É disso que depende uma vida feliz. Pedro escreveu sobre esse tema: “E, finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis. Não tornando mal por mal, ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados, para que por herança alcanceis a bênção” (1 Pedro 3:8,9). Devemos conviver entre nós fazendo o bem uns aos outros. JESUS mesmo veio ao mundo para esse fim. Ele disse: “não vim para ser servido, vim para servir.”

E porque isso é assim? “…palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (Atos 20:35). Esse é o princípio de todas as coisas, no reino de DEUS: empenhar-se pelos outros.

Pare e pense: imagine uma família onde os membros (marido, esposa, filhos) estejam todos sempre desejando ajudar uns aos outros. JESUS disse que são felizes os que dão, mais do que quando recebem. Ora, quanto mais as pessoas derem algo aos outros, mais presentes circulariam, e quem não gosta de receber presentes? Esse é o princípio do Reino de DEUS. Nessa família nunca ocorreria uma discussão, uma briga, pois todos estariam sempre focando no bem dos outros, não em seus interesses próprios. O reino de DEUS tem princípios de funcionamento muito simples, e perfeitos.

Mas o que isso tem a ver com o dízimo?

Ora, a resposta é simples: para ajudar a salvar as pessoas mundo afora.

Logo, o dízimo é uma maneira de todos nós, do povo de DEUS, levar aos outros a vida eterna. Assim sendo, ele é um privilégio. Como nós já estamos no plano da salvação, e seremos salvos, DEUS nos concedeu uma maneira prática para estendermos a salvação aos outros, em lugares próximos ou, principalmente, muito distantes, onde nós não conseguimos chegar.

 

  1. Terça: O propósito do dízimo

O dízimo tem um propósito exclusivo: sustentar aqueles que se dedicam exclusivamente à tarefa de salvar pessoas ao Reino de DEUS, sejam essas pessoas já pertencentes à igreja, ou ainda não.

Pois bem, para que finalidade é o dízimo? E para que finalidade o dízimo não deve ser empregado?

Ellen G. White, hoje vai responder a essa pergunta.

“Outros Ramos Devem Ser Mantidos, mas não com os Dízimos

“Um raciocina que o dízimo pode ser aplicado para fins escolares. Outros argumentam ainda que os colportores devem ser sustentados com o dízimo. Comete-se grande erro quando se retira o dízimo do fim em que deve ser empregado – o sustento dos pastores. …

O dízimo pertence ao Senhor, e todos aqueles que tocam nele serão punidos com a perda de seu tesouro celestial, a menos que se arrependam. Que a obra não continue mais a ser impedida porque o dízimo foi desviado para vários fins diversos daquele para que o Senhor disse que ele devia ir. Devem-se estabelecer provisões para esses outros ramos da obra. Eles devem ser mantidos, mas não do dízimo. Deus não mudou; o dízimo tem de ser ainda empregado para a manutenção do ministério” (Obreiros Evangélicos, 224-227).

“Inclui os Professores de Bíblia

“Nossas Associações olham para as escolas em busca de obreiros educados e bem preparados, e deviam dar-lhes, a essas escolas, um apoio mais caloroso e inteligente. Tem sido comunicada positiva luz para que os que ministram em nossas escolas ensinando a Palavra de Deus, explicando as Escrituras, educando os alunos nas coisas divinas, sejam sustentados com o dinheiro do dízimo. Estas instruções foram dadas há muito tempo, e mais recentemente têm sido aqui e ali repetidas.

“Não é um Fundo Para os Pobres

“O dízimo é separado para um uso especial. Não deve ser considerado fundo para os pobres. Deve ser dedicado especialmente ao sustento dos que estão levando a mensagem de Deus ao mundo; e não deve ser desviado desse propósito.

“Não é Para as Despesas da Igreja

“Foi-me mostrado que é um erro usar o dízimo para atender a despesas ocasionais da igreja. Neste ponto, tem havido um desvio dos métodos corretos. Seria muito melhor vestir de maneira menos dispendiosa, reduzir vossos desejos, praticar a abnegação e atender a essas despesas. Assim fazendo, tereis uma consciência limpa. Mas estais roubando a Deus cada vez que pondes a mão no tesouro a fim de tirar fundos para atender às despesas correntes da igreja” (Conselhos Sobre Mordomia, 102 e 103).

Quer tirar objetivamente, em poucas palavras, muitas dúvidas sobre o dízimo? Acesse este endereço. Nesse outro documento adventista encontramos excelentes recomendações sobre como aplicar e como não aplicar o dízimo. Ver aqui. Segundo essas fontes, o dízimo deve ser dedicado a: pastores, missionários, professores de bíblia nas escolas, médico-missionários (que é pastor e médico), esposas de pastores que se dedicam tempo integral ao ensino da Bíblia, mulheres não esposas de pastores que fazem isso, todas trabalhando com grande dedicação.

 

  1. Quarta: A casa do tesouro

Antes da saída do Egito não havia casa do tesouro, mas havia dízimo. Não existia a pregação do evangelho, não havia povo de DEUS em condições de dar testemunho ao mundo inteiro. Adão e Eva, e alguns de seus descendentes, deram testemunho pessoal, mas eles não se dedicavam exclusivamente ao ensino e à pregação. Enoque deu poderoso testemunho, mas ele também não trabalhava exclusivamente para DEUS. Assim foi com Matusalém, e até com Noé, que trabalhou na construção de um navio, apenas com seus recursos, que DEUS lhe dava por meio de bênçãos. Mas ele também não foi custeado pelo dízimo. Abraão deu bom testemunho, mas com seus recursos próprios, até devolvia o dízimo a outros, sacerdotes de DEUS, que possivelmente viviam também de seu trabalho. Aliás, oficialmente, pelos registros, ele foi o primeiro a constar como alguém que devolve dízimo, como registrado em Gênesis 14:20. Ou seja, antes do povo de DEUS sair do Egito, antes da escolha dos levitas para se dedicarem exclusivamente ao trabalho para DEUS, mesmo o dízimo existindo, não havia alguém para ser sustentado por ele, que se dedicasse exclusivamente a DEUS. “Tal [referindo-se à experiência de Abraão e de Jacó ao dar o dízimo] era a prática dos patriarcas e profetas antes do estabelecimento dos judeus como nação. Mas quando Israel se tornou um povo distinto o Senhor lhe deu definida instrução sobre esse ponto: “Todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores são do Senhor; santas são ao Senhor.” Lev. 27:30. Essa lei não deveria caducar com as ordenanças e ofertas sacrificais que tipificavam a Cristo. Enquanto Deus tiver um povo na Terra, Suas reivindicações sobre eles serão as mesmas” (Conselhos Sobre Mordomia, 67).

Os levitas inauguraram, por escolha de DEUS, um sistema de vida diferente na Terra, que segue hoje por meio dos pastores, que, para serem pastores, devem ser qualificados no mínimo com curso superior, ou mais. Devem ter dedicação exclusiva, dar bom testemunho, amar as pessoas e saber ensinar, sendo eles mesmos, pessoas de bom testemunho quanto aos princípios de DEUS. Para o sustento desses é que existe o dízimo. Primeiro, com a saída do Egito, o dízimo era para sustentar os sacerdotes e os levitas, e parece que não os profetas, que se sustentavam por conta própria. Hoje é para o sustento dos pastores e dos mestres e professores que ensinam sobre bíblia nas escolas (ver sobre isso nessa fonte, já citada anteriormente). Enfim, é para as pessoas preparadas e separadas para o ensino da verdade de DEUS. Isso é uma enorme responsabilidade pela importância da atividade. Assim sendo, quem tem o benefício do trabalho de um pastor, tem também o privilégio de sustentá-lo, a ele e a sua família. Tem ainda o privilégio de devolver o dízimo para que esses pastores, suficientemente qualificados e periodicamente avaliados quanto a sua atividade, possam ir a outros lugares como missionários. Aqui vem um ponto vital: quem tem o privilégio de devolver o dízimo também deve ter o privilégio de avaliar quem é sustentado pelo dízimo. Isso é necessário para o aperfeiçoamento profissional de quem tem o dever de ensinar sobre a salvação, mais que em outras profissões.

Para que todo sistema funcione bem, o dízimo deve ser remetido a algum lugar, ou seja, à casa do tesouro. Nos tempos antigos, de Israel, a casa do tesouro era o Tabernáculo, depois o Templo. Atualmente essa casa do tesouro é uma Associação ou Missão. Assim como do Templo os sacerdotes e levitas eram sustentados, assim hoje os pastores são sustentados pela Associação ou Missão. Ou seja, como nos tempos antigos, hoje ainda, aqueles que se dedicam à obra de DEUS são sustentados pelos que recebem aqueles que são abençoados pelo trabalho dos servos de DEUS. Se falta dízimo é porque esse trabalho não está sendo bem conduzido, em algum aspecto. Isso é natural em seres humanos, mas precisa ser corrigido.

 

  1. Quinta: Dízimo e salvação pela fé

Hoje estudaremos, com base nos versos citados pela lição, o que o dízimo não faz. Como dizem os versos (Rom. 3:19-24 e 4:1-5) a nossa salvação é somente pela fé (exaustivamente estudado em trimestres anteriores) e não pelas obras boas da lei. Assim foi com Abraão e é com todos os seres humanos. Somos salvos da morte pelo sangue de JESUS, e, enfim, não merecemos essa salvação, ela é um presente de DEUS, que nos ama.

Assim como não somos salvos pelo bem que fazemos, também não somos salvos pelo dízimo que devolvemos.

O dízimo não é uma doação, é a devolução do que não nos pertence, mas pertence a DEUS. Logo, sendo assim, que mérito pode ter alguém que simplesmente devolve o que não lhe pertence? É assim como alguém que encontrou uma carteira perdida por outra pessoa, e lhe devolve, não faz mais que a obrigação.

Por outro lado, tal como praticando o mal, as más obras, ou a desobediência à lei de DEUS, acarreta a perdição, ou a morte eterna, do mesmo modo reter o dízimo traz iguais consequências. É porque nesse caso, isso é roubo, e um dos mandamentos diz assim: “não furtarás.”

É isso que o dízimo não faz, ele não nos salva. E o que ele faz? Se o retivermos, por Ele somos condenados como ladrões. Se o devolvermos, e se formos salvos pela fé, do mesmo modo como obedecendo à lei de DEUS nos mantemos salvos, devolvendo o dízimo também nos mantemos salvos.

A salvação é pela fé, sempre será, mas a perdição é pela desobediência à lei, sempre será.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

Há dois tipos de impacto em relação ao dízimo, um positivo, outro negativo. O positivo tem os seguintes componentes: o aumento da fé do doador, uma relação de confiança entre o doador e DEUS, o aumento das bênçãos de DEUS, segundo Ele achar importante, e por fim, mais pessoas sendo alertadas para o plano da salvação.

Por sua vez, o impacto negativo é bem preocupante. Se o crente não devolve o dízimo, está roubando, e isso significa a perda da vida eterna. Ainda, também significa que muitas pessoas deixam de receber a mensagem da salvação por falta de verba, e essa perda será creditada na conta dos que não devolvem o dízimo.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Uma das maiores dificuldades, talvez a maior, seja a ideia de posse que temos aqui nesse mundo. Escreveremos sobre esse ponto na próxima lição. Devolver o dízimo muitas vezes dá a impressão que está dando o que é seu, não devolvendo o que não é seu.

Por outro lado, a má gestão dos recursos, que se vê flagrantemente, também contribui no sentido de não devolução. No tempo de EGW já era assim, e ela mesma destinava dízimo direto a pastores que necessitavam, e recebia dízimo de irmãs que não confiavam mais na Associação. Veja no final um apêndice, a “carta ao ancião Watson” sobre esse assunto. Contudo, essa má gestão é de responsabilidade dos pastores que gerenciam, os doadores ou os que devolvem nada perdem com isso, pois as bênçãos vem de DEUS, não dos homens.

 

  1. Informe profético de fatos recentes

Evo Morales, presidente da Bolívia, vem procurando encrenca, mais ou menos como o ditador da Coreia do Norte. Ameaçou invadir o Brasil se a Dilma fosse afastada, ameaça o Chile por terras para o Pacífico, e agora, propõe um Código Penal que impossibilita o funcionamento das religiões naquele país. Ele quer impor a sua ideologia ultrapassada na Bolívia, e para isso, conta com os partidos de esquerda, no Brasil, especialmente o PT. Quando visitou o papa, teve a petulância de lhe dar como presente um crucifixo formado por uma foice e um martelo. Veja a cara do coitado do papa nesse link. Se não concorda com a igreja do papa, mas que pelo menos respeite, como quer ser respeitado. Atente para a cara de deboche de Evo. Aliás, a Bolívia deve muito à Igreja Católica pelo que ela faz ali. Assim como deve a outras igrejas, especialmente quanto ao ensino de bons valores, embora, como ele gostaria, as igrejas não ensinam sobre comunismo.

Em poucas palavras, o que se passa ali é a implementação da ideologia e da estratégia do “Marxismo Cultural” e do “Foro de São Paulo.” Pelo Marxismo Cultural, os comunistas da Europa, após a Primeira Guerra Mundial, chegaram à conclusão que seria impossível estender o comunismo à Europa e à América pelas armas. É que há o poder da família, do cristianismo e da cultura. Logo, tem que destruir essas coisas, ao longo de umas três gerações. O Foro de São Paulo definiu as estratégias do Marxismo Cultural para a América Latina. É isso que estão fazendo nessa região do mundo, acabando com a família (veja o poder do Orgulho Gay atualmente), acabando com as igrejas e com a cultura, sem armas, pelo voto e pelo populismo.

O que, pessoalmente me deixa enojado são as declarações de pastores nossos, e anciãos, em apoio aos partidos de esquerda, mesmo sabendo de tudo isso. É evidente que são agentes do demônio, nem um pouco disfarçados, mesmo assim, não tem as credenciais cassadas. Tente imaginar como será a perseguição, em bem pouco tempo.

 

Ates da publicação desse comentário, Evo Morales voltou atrás e revogou esse Código Penal, por tempo indeterminado. Orações atendidas!

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“O superintendente do rebanho de Deus, deve-se desempenhar fielmente de seu dever. Se, porque isso lhe é desagradável, ele toma a atitude de deixar que qualquer outro o faça, não é um obreiro fiel. Leia ele as palavras do Senhor em Malaquias, acusando o povo de roubo para com Ele ao reterem os dízimos. O poderoso Deus declara: “Com maldição sois amaldiçoados.” Mal. 3:9. Quando aquele que ministra por palavra e doutrina, vê o povo seguindo um caminho que trará sobre si essa maldição, como pode negligenciar seu dever de dar instruções e advertências? Todo membro de igreja deve ser ensinado a ser fiel em devolver um dízimo honesto” (Obreiros Evangélicos, 228).

 

  1. Conclusão

“É parte da obra do pastor ensinar os que aceitam a verdade mediante seus esforços, a trazerem os dízimos ao tesouro, como testemunho de que reconhecem sua dependência de Deus. Os recém-conversos devem ser plenamente esclarecidos com relação ao seu dever de devolver ao Senhor o que Lhe pertence. O mandamento de devolver o dízimo é tão claro, que não há sombra de desculpa para desatendê-lo. Aquele que negligencia dar instruções a esse respeito, deixa por fazer uma parte importantíssima de sua obra” (Obreiros Evangélicos, 369-371).

 

Assista o comentário clicando aqui.

As lições estão agora também no Facebook: Lições da Escola Sabatina, link aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre  12 e 18/01/2018

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

Apêndice:

 

Carta ao Ancião Watson

 

 

“Meu irmão, desejo dizer a você: seja cuidadoso no seu modo de agir: Você não está agindo sabiamente. O mínimo que você deve falar sobre o meu dízimo é que ele (dízimo) tem sido destinado para os mais necessitados e para os campos mais carentes do mundo. Isso será sensato de sua parte.

Durante anos tem sido mostrado a mim que meu dízimo deveria ser desti-nado para ajudar os ministros brancos e negros que eram negligenciados e não recebiam o suficiente para sustentar suas famílias. Quando minha atenção foi chamada também para os ministros mais velhos, brancos e negros, então vi que era minha missão especial investigar suas necessidades e supri-las. Este é o meu trabalho especial, e eu tenho feito isso em inúmeros casos. Nenhum homem deveria dar notorie-dade ao fato de que em casos especiais o dízimo seja usado dessa maneira.

Com relação ao trabalho dos ne-gros do Sul, aquele campo foi e ainda está sendo roubado dos meios que deve-riam chegar até seus obreiros. Se tem havido casos em que nossas irmãs tem destinado seus dízimos para o sustento de ministros que trabalham pelo povo negro do Sul, conserve-se cada homem, se for sábio, calado.

Eu mesma tenho destinado o meu dízimo para os casos mais necessitados trazidos ao meu conhecimento. Eu te-nho sido instruída a fazer isto e como o dinheiro não está retido do tesouro do senhor; não é um assunto que deva ser comentado, porque necessita que eu fi-zesse conhecidos estes assuntos, o que não desejo fazer; porque não é o melhor.

Alguns casos têm sido mantidos comigo por anos, e eu tenho suprido su-as necessidades com o dízimo, como Deus me instruiu a fazer. E se alguma pessoa disser: ‘Irmã White, você desti-naria meu dízimo para onde sabe que é mais necessário? Eu diria: Sim, eu destinaria’; e eu tenho feito isto. Elogio essas irmãs que tem aplicado seu dízi-mo onde é mais necessário para ajudar a realizar uma obra que está sendo ne-gligenciada, e se este assunto se tornar público, será mais sábio deixá-lo como está. Eu porém, não me importo de dar publicidade a este trabalho que o Senhor me apontou para fazer, e a outros também.

Envio-lhe essa explicação para que você não cometa um erro. As circunstâncias alteram os casos. Não aconselharia a ninguém a criar a prática de arrecadação do dinheiro do dízimo. Mas durante anos e ainda hoje há pes-soas que perderam a confiança no método de aplicação do dízimo e têm colocado seu dízimo em minhas mãos, e dizem que se eu não o pegasse, eles mesmos encaminhariam para as famí-lias de ministros mais necessitados que encontrassem. Eu tenho recebido o dinheiro, dado um recibo e dito como foi aplicado.

Eu escrevo isto a você para que você se mantenha calmo, não se agite, dê publicidade ao assunto no caso de muitos outros seguirem seu exemplo.”

Supplement to the Adventist Review.

Loutain View, California, 22 de janeiro de 1905.

Obs.: a fonte foi conferida, o texto é autêntico.

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