Lição 08 – Quem é o homem de Romanos 7?

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: Salvação somente pela fé: o livro de Romanos

Lição 08 – Quem é o homem de Romanos 7?

Semana de 18 a 25 de novembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra” (Rom. 7:6).

 

Introdução de sábado à tarde

O capítulo 7 de Romanos é um daqueles que favorecem a interpretações desvirtuadas, que não combinam com o restante da Bíblia, mas que é útil para quem deseja polemizar. Paulo escreve difícil, é um filósofo, gosta de fazer perguntas, e apresenta suas ideias por meio de figuras e meandros de palavras que nem sempre vão direto ao ponto. Mas há uma regra, a qual seus escritos se submetem: não podem destoar do restante da Bíblia. Isso é fato. Portanto não é de se criar polêmica onde só existe dificuldade de compreensão.

O que Paulo está dizendo nesse verso? Vamos por partes:

  • Libertos da lei. Isso não quer dizer que a lei não existe. Pelo contrário, Paulo aqui não disse que a lei foi abolida, mas disse que estamos libertos dela. Com libertos Paulo estava obviamente dizendo “livres de sua condenação”, porque nossos pecados foram perdoados. Só isso!
  • “Estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos…” ou seja, mortos para o pecado. Já estudamos isso, o pecado é um senhor que não nos domina mais.
  • “Servimos em novidade de espírito…” ou seja, agora somos servos de DEUS, não de satanás, temos outra disposição e outro princípio de vida, o amor.
  • “E não na caducidade da letra.” Não servimos mais a DEUS, ou tentamos isso, buscando obter a salvação pelas obras da lei, como ainda hoje milhões estão fazendo. A lei não nos salva, ela nos condena se estamos em pecado. E de nada adiante tentar obter a salvação pelas obras da lei, não é esse o caminho da salvação.

Vamos recorrer a Ellen G. White para explicar com suas palavras esse texto. Já inclui versículos que iremos estudar à frente. Atentem para como ela explica o que Paulo quer dizer:

“O pecado não matou a lei, mas esta matou em Paulo a mente carnal. “Agora estamos livres da lei”, declara ele, “pois morremos para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.” Rom. 7:6. “Logo, tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.” Rom. 7:13. “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.” Rom. 7:12. Paulo chama a atenção de seus ouvintes para a lei quebrantada, e mostra-lhes em que são culpados. Instrui-os como um mestre-escola instrui seus alunos, e mostra-lhes o caminho de volta para a fidelidade a Deus.

“Não há segurança nem repouso nem justificação na transgressão da lei. Não pode o homem esperar colocar-se inocente diante de Deus e em paz com Ele, mediante os méritos de Cristo, se ao mesmo tempo continua em pecado. Tem de deixar de transgredir, e tornar-se leal e verdadeiro. Ao olhar o pecador para o grande espelho moral, vê seus defeitos de caráter. Vê-se a si mesmo tal qual é, maculado, corrupto e condenado. Sabe, porém, ele que a lei não pode, de modo algum, remover a culpa ou perdoar ao transgressor. Tem de ir mais longe que isso. A lei é apenas o aio para levá-lo a Cristo. Tem de ele olhar para seu Salvador, o portador dos pecados. E ao ser-lhe revelado Cristo na cruz do Calvário, morrendo sob o peso dos pecados de todo o mundo, o Espírito Santo lhe mostra a atitude de Deus para com todos os que se arrependem de suas transgressões. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16” (Mensagens Escolhidas, v1, 213).

 

  1. Primeiro dia: Morto para a lei

Leia o texto que parece bem difícil, abaixo. Tente decifrar seu correto entendimento antes de ler o comentário a seguir, ou de ler o comentário da própria lição. Veja se consegue acertar o que esse texto de fato quer dizer, e o que ele não diz.

“Não sabeis vós, irmãos (pois que falo aos que sabem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que vive? Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido. Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus. Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte. Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra” (Romanos 7:1-6).

Aqui Paulo está dizendo é que a lei foi abolida, isso está bem claro. Ele utilizou a ilustração da lei do casamento. Uma mulher está obrigada a ser fiel ao marido enquanto ele vive. Assim como, o marido está obrigado a ser fiel à mulher enquanto ela vive. Porém, quando o marido morre, disse Paulo, a mulher pode casar-se com outro, está livre da lei do casamento.

Pois bem, o que ele disse é que a lei, a que se referia, com a morte de JESUS CRISTO, deixou de valer, perdeu seu poder, portanto, podemos casar, isto é, nos ligar com outro, JESUS CRISTO ressuscitado. Logo, fica aqui bem claro, Paulo trata do fim da lei.

Mas é prudente fazer uma pergunta: de que lei ele estava falando?

A que lei ele não se referia era a moral, dos Dez Mandamentos. Isso é certo, pois nenhum deles ali, nem Paulo, deixou de observar esses mandamentos. Eles continuavam guardando todos os mandamentos, todos os dez. Ele se referia à lei cerimonial, isso também não é difícil de entender, pois esta anunciava a primeira vinda de JESUS; logo, quando Ele veio, não havia mais necessidade desse anúncio, a Sua vinda se cumpriu.

A grande questão aqui não é exatamente a anulação dos Dez Mandamentos, pois aqueles que dizem isto, nem eles mesmos acreditam nisso. O que eles querem, bem o diz a lição, é trocar o sábado pelo domingo, só isso. E no caso da Igreja Católica, é abrir o caminho para adoração de imagens de escultura, que dão muito lucro e mobilizam as massas. Por isso deletaram o segundo mandamento e repartiram o décimo, para continuar sendo Dez Mandamentos. Aqui se pergunta, se isso foi feito pelos homens, isto é, pela Igreja Católica, será que DEUS, lá no céu, mudou também o escrito nas tábuas de pedra originais que estão lá (Apoc. 11:19), das quais as tábuas dadas a Moisés são cópia?

Entenda, Paulo nos versos acima estava tratando do fim da lei, não da troca de um ou dois mandamentos. Logo, é impossível aceitar-se que ele falasse sobre os Dez Mandamentos. Na Bíblia não existe essa troca; por ela é impossível defender a ideia da anulação do segundo mandamento e a troca do sábado pelo domingo, e muito menos, da sua anulação completa. Ou poderíamos de agora em diante matar as pessoas, roubar, adulterar, etc?

 

  1. Segunda: Pecado e lei

Vamos ao texto de hoje, de Romanos 7:7 a 11.

“Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim toda a concupiscência; porquanto sem a lei estava morto o pecado. E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou” (Romanos 7:7-11).

No primeiro verso acima, o verso 7, está a chave para entender os outros 4 versos dessa parte. Atente que Paulo diz aqui que a lei não é pecado, nem poderia ser, mas ela revela o pecado. É por ela que conhecemos o pecado. Ele até citou um dos mandamentos, o da concupiscência. Depois ele vai explicando que o pecado, valendo-se da lei, fez com que ele, Paulo, pecasse (isso para que fosse condenado, o que favorece satanás). Os maus, havendo preceitos, procuram fazer com que os bons desobedeçam aos preceitos, para se darem mal. E Paulo segue que, em outros tempos ele vivia como se não existisse lei (na verdade a lei sempre existiu, desde que existe criação), e tomando consciência da lei (ele disse: “vindo a lei”), reviveu o pecado nele. Com isso dizia que quando tomou consciência da lei percebeu claramente ser um pecador, quando antes nem se preocupava com isso. Sabendo ser pecador também entendeu que iria morrer, portanto, que precisava de um auxílio para escapar da morte. Então, como os judaizantes, que imaginam que o mandamento é para a vida, que pelas obras podem se salvar, na verdade é para a morte. O pecado (isto é, satanás e seus agentes) valendo-se da lei, ou do mandamento, criou seduções e tentações para que Paulo (e todos nós), enganados por ele como foram Adão e Eva, se tornasse mortal. Valendo-se da lei também quer dizer que satanás não iria nos tentar em algo que não estivesse previsto em lei, pois se fizesse isso, não obteria condenação sobre nós. Ele busca sempre nos levar a transgredir a lei, esse é o significado de “valendo-se da lei”. Essa é a estratégia de satanás, que como foi com o primeiro casal, prometeu vida melhor mas entregou desgraça. Age por meio de enganos para infringir o que DEUS disse que não se fizesse.

 

  1. Terça: A lei é santa

Paulo chega a uma conclusão em seu raciocínio sobre a lei: “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Logo, tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno. Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço” (Romanos 7:12-15).

O que Paulo escreve nesse trecho define muitas coisas e tira muitas falsas interpretações. Vamos por partes:

  • Quando Paulo afirma que a “lei é santa, justa e boa”, a que lei ele se refere? Certamente não à lei cerimonial, pois não se aplica a uma lei que não requer determinado comportamento, mas serve para anunciar a morte de JESUS. Nem tão pouco referia-se às outras leis, civis, de saúde, etc. Ele claramente referia-se aos Dez Mandamentos, exatamente os que foram transgredidos, pelo que JESUS teve que vir morrer por nós. O pecado entrou no mundo, nos dias em que Adão e Eva estavam na perfeição, no Éden. Naqueles dias não havia outra lei senão a lei moral, os Dez Mandamentos, se bem que ainda não escritos em duas tábuas como temos hoje. Como só havia a lei moral, foi a única que poderia ser transgredida pelo casal. No caso, eles optaram por outro Senhor em oposição ao DEUS Criador, ao comer do fruto proibido, fizeram a opção pelo senhor satanás.
  • O bom jamais poderia tornar-se em morte, pois se assim fosse, não seria bom. Fácil entender essa parte. A lei de DEUS é boa porque está fundamentada num único princípio, o amor, e o amor é o caráter de DEUS.
  • Aí vem uma explicação um pouco complexa de Paulo, sobre a estratégia de ação do pecado: “… mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.” O pecado engana as pessoas. Ele tende, quase sempre, a operar por algo que parece bom, positivo, promissor. Foi o que aconteceu com Adão e Eva: “vocês serão semelhantes a DEUS, conhecendo o bem e também o mal.” Não há vantagem em conhecer o mal, hoje se sabe disso. Ora, quando Adão e Eva pecaram, ou, quando qualquer pessoa peca, o bom mandamento de DEUS condena a pessoa à morte. O pecado se identifica em toda a sua maldade por meio da condenação da lei de DEUS, que é a morte eterna.
  • Atente-se para o seguinte. O bem nunca necessita do mal para se manifestar, mas o mal necessita do bem. O mal engana se passando por algo bom e promissor. O bem sempre é verdadeiro pois se vale apenas de sua característica, ser bom. Assim, por exemplo, quando DEUS criou o mundo, Ele mesmo constatou que tudo era “muito bom”.
  • Aí vem a conclusão de Paulo: ele diz que a lei é espiritual, mas ele, (e todos os seres humanos) é carnal, isto é, pecador. Logo, somos diferentes da lei, que é o nosso padrão de comportamento. Não a seguimos como deveríamos. O nosso normal é fazer o mal embora conheçamos e desejemos fazer o bem. Não fazemos o que já sabemos ser o correto, e quando menos nos damos conta, já praticamos o mal, que nem desejamos praticar, e nem aprovamos a sua prática.

O pecado desenvolveu uma espécie de moto próprio, ou seja, funciona por si mesmo. Ele cria vício, forma dependência, deforma a mente que passa a ser atraída por coisas más. Com o pecado o amor perde sua eficácia, chega a desaparecer em algumas, ou, em muitas pessoas. Os seres humanos são maus por natureza, é a natureza da carne, e agem assim pensando levar vantagem com isso. Só teremos propensão a fazer o bem e ter aversão pelo mal quando recebermos de DEUS a nova natureza, que é o processo de santificação.

 

  1. Quarta: O homem de Romanos 7

Estudemos mais um pouco do que Paulo escreveu: “E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim” (Romanos 7:16-20).

Paulo aqui revela a natureza humana com todas as letras: Somos pecadores por natureza, esse é o nosso normal, fazer o mal, mesmo que saibamos distinguir entre o bem e o mal. Pode até ser que queiramos fazer o bem, contudo, quando vimos, já praticamos o mal. Aqui se expressa claramente a questão de Paulo: fazer o que não quer e deixar de fazer o que quer. Faz o mal que não quer e deixar de fazer o bem que quer e aprova. JESUS disse que o Espírito estava pronto, mas a carne é fraca. É a luta entre a velha e a nova natureza.

Não podemos ceder. Quando estamos sendo tentados, devemos rapidamente, sem ter vergonha, pedir socorro a DEUS, em oração. Se, no entanto, cairmos, se esquecemos de pedir socorro para escapar da tentação, então devemos rapidamente, sem perda de tempo, pedir que DEUS nos perdoe e nos restitua. Podemos ter certeza que seremos atendidos em qualquer situação. DEUS é amor, Ele nos socorre sempre, porém, não perdoa aquele que não se arrepende. DEUS é bom, mas não se deixa enganar nem enrolar. Ele não salvará quem não quer ser por Ele transformado, embora, pode ser o pior de todos os seres humanos, se houver arrependimento, DEUS perdoará.

 

  1. Quinta: Salvo da morte

Paulo, falando de si mesmo, retrata a realidade de todo ser humano. Queremos obedecer a lei, fazer o bem, mas em nós reside o desejo de fazer o mal, e o fazemos, muitas vezes, automaticamente, por costume ou por interesse.

“Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado” (Romanos 7:21-25).

Vejamos uma análise em partes:

  • Há uma lei em todos nós que nos torna pecadores. É uma lei, ou um costume, que nos prende a pecar. É como um vício, uma droga, que forma dependência. Sabemos que é mau, mas praticamos mesmo assim. Aliás, muitos estão tão presos aos maus atos que justificam como não sendo maus, ou, ao menos, não tão maus. Essa é uma lei que está na carne, ou melhor, no nosso velho homem natural, com a qual nascemos, em nossa mente que herdamos com o nascimento carnal, por isso Paulo fala de “lei na carne”.
  • Essa lei é poderosa a tal ponto que, sozinhos, sem uma ajuda externa do ESPÍRITO SANTO, perderemos sempre para ela, mesmo sabendo que o que ela requer de nós é mau. Ela é a lei do pecado.
  • Essa lei nos torna miseráveis, dependentes da salvação de JESUS CRISTO, ou de modo nenhum seremos salvos e escaparemos da morte eterna. O poder dessa lei vem principalmente pela deformação de nossa mente, que passa a gostar e ser atraída por coisas que nos prejudicam e prejudicam também a outros. O mal é algo que fascina, que seduz, que torna atraente o que não é bom nem construtivo. Um exemplo: muitas pessoas gostam de ouvir som altíssimo, que incomoda outras pessoas e faz mal ao sistema auditivo. Mas essas pessoas passam muito tempo ouvindo som elevadíssimo. Há igrejas nossas que já desenvolveram esse gosto estranho.
  • Então Paulo mais uma vez resume o que acontece com os pecadores, todos nós: Com o entendimento, com o conhecimento da verdade, nosso desejo é servir a lei de DEUS, os Dez Mandamentos, mas ao natural, em nossas inclinações herdadas, na prática, mesmo contra a nossa vontade, servimos a satanás.

“Não basta percebermos a benignidade de Deus, vermos a benevolência, a ternura paternal de Seu caráter. Não basta reconhecermos a sabedoria e justiça de Sua lei, e que ela se baseia sobre o eterno princípio do amor. Paulo, o apóstolo, reconheceu tudo isto quando exclamou: “Consinto com a lei, que é boa.” “A lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom.” Acrescentou, porém, na amargura de sua íntima angústia e desespero: “Mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.” Rom. 7:16, 12 e 14. Ansiava a pureza, a justiça, as quais era impotente para alcançar por si mesmo e exclamou: “Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” Rom. 7:24. Tal é o brado que tem subido de corações oprimidos, em todas as terras e em todos os tempos. Para todos só existe uma resposta: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João 1:29” (Caminho a CRISTO, 19).

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

O nosso corpo é um campo de batalha. DEUS busca nos atrair por meio de Seu amor. Enquanto isso, satanás tenta nos dominar por meio do fascínio do pecado. Também fica bem definido que a lei transgredida não foi a cerimonial, e sim, a moral. No Éden, Adão e Eva transgrediram o mandamento “não terás outros deuses…” quando atenderam a serpente que afirmava algo em contrário ao que DEUS havia dito. Crendo na serpente e não mais em DEUS, o Criador, trocaram de senhor, e transgrediram esse mandamento. Daí em diante a humanidade vem transgredindo os mandamentos da lei moral. É porque houve esse tipo de transgressão que JESUS veio morrer por nós para nos libertar da morte. Isso abriu a mente para que satanás nos controlasse. Daí, o nosso livre-arbítrio tornou-se disputado pelo inimigo, que quer nos dominar para seu controle.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Devemos saber utilizar o livre-arbítrio que temos, que DEUS nos deu. Precisamos aprender muito na Bíblia para saber como decidir conforme a lei do amor, e evitar a lei do pecado.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

A Globo cria tremendo sucesso com a sua novela “A Força do Querer”, onde Ivana, que nasceu menina, se entende como masculino, Ivan. É a pregação da transexualidade, condição em que o indivíduo cuja identidade de gênero, em ponto de vista da pessoa, difere daquela designada no nascimento, quando esse indivíduo procura fazer a transição para o gênero oposto através de intervenção cirúrgica. Vide notícia aqui, e aqui, e acolá.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Uma vez que “a lei do Senhor é perfeita”, qualquer mudança dela deve ser um mal. Os que desobedecem aos mandamentos de Deus, e ensinam outros a fazer assim, são condenados por Cristo.

“A vida de obediência do Salvador manteve as reivindicações da lei; provou que a lei pode ser observada pela humanidade, e mostrou a excelência de caráter que a obediência havia de desenvolver. Todos quantos obedecem como Ele fez, estão semelhantemente declarando que a lei é “santa, justa e boa”. Rom. 7:12. Por outro lado, todos quantos transgridem os mandamentos divinos, estão apoiando a pretensão de Satanás de que a lei é injusta, e não pode ser obedecida. Apoiam assim os enganos do grande adversário, e desonram a Deus. São filhos do maligno, o qual foi o primeiro rebelde contra a lei do Senhor. Admiti-los no Céu, seria aí introduzir novamente elementos de discórdia e rebelião, e pôr em risco o bem-estar do Universo. Ninguém que voluntariamente despreze um princípio da lei entrará no Céu” (O Desejado de Todas as Nações, 308 e 309).

 

  1. Conclusão

“É essencial que cada súdito do reino de Deus seja obediente à lei de Jeová. … O fato de que a lei é santa, justa e boa, deve ser testificado perante todas as nações, línguas e povos, aos mundos não caídos, aos anjos, serafins e querubins. Os princípios da lei de Deus foram mostrados no caráter de Jesus Cristo, e aquele que coopera com Cristo, tornando-se participante da natureza divina, adquirirá o caráter divino, e tornar-se-á uma ilustração da divina lei” (Maravilhosa Graça, MM 1974, 56).

 

 

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Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre   6 e 12/10/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

 

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