Lição 09 – Ofertas de gratidão

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Primeiro Trimestre de 2018

Tema geral do trimestre: Mordomia cristã: motivos do coração

Lição 09 – Ofertas de gratidão

Semana de 24 de fevereiro a 3 de março

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Porque DEUS amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

 

Introdução de sábado à tarde

“E que tempo mais apropriado se poderia escolher para pôr de parte o dízimo e apresentar nossas ofertas a Deus? No sábado pensamos sobre a Sua bondade. Temos-Lhe contemplado o trabalho da criação como sendo uma evidência de Seu poder na redenção. Nosso coração está pleno de gratidão pelo Seu grande amor. E agora, antes que a lida de uma semana comece, devolvemos-Lhe o que Lhe pertence, e com isso uma oferta para demonstrar a nossa gratidão. Assim, nossa prática será um sermão semanal a declarar que Deus é o possuidor de toda a nossa propriedade, e que Ele fez de nós mordomos, para a usarmos para a Sua glória. Todo reconhecimento de nossa obrigação para com Deus fortalecerá o senso de obrigação. A gratidão se aprofunda ao lhe darmos expressão, e a alegria que ela traz é vida para a alma e para o corpo” (Conselhos Sobre Mordomia, 80).

Nesta semana estudaremos sobre as ofertas, cuja proporção somos nós que decidimos, na medida em que somos abençoados e também em que a igreja nos serve de lugar para receber as bênçãos.

 

  1. Primeiro dia: “Onde está o teu tesouro”

Vamos explicar a lição do dia de hoje de modo diferente do da lição. Explicar do ponto de vista do administrador, não do pastor. A questão importante hoje é que, todos nós, vivemos num sistema econômico contraditório ao do que DEUS sempre desejou, e precisamos saber viver segundo Seus princípios, nessa contradição. Não há como viver à margem desse sistema, pois seria como viver fora do planeta.

Entendamos: quando Adão e Eva viviam no jardim, lá o sistema econômico não requeria comprar e vender para sobreviver. Lá as árvores produziam em abundância, mais que o necessário, não havia escassez e nada ia fora porque nada deteriorava. Uma árvore de frutas amadurecia seus frutos e esses nunca apodreciam, ficavam esperando até que alguém colhesse, não importava o tempo. Tudo o que se necessitasse no jardim estava disponível em abundância.

Quando eles pecaram, rapidamente tudo mudou. Os animais se tornaram ferozes, a terra passou a produzir menos e tudo envelhecia e morria. Agora, por exemplo, a bananeira ainda produzia seus cachos de bananas, mas estas amadureciam, passavam do ponto se não fossem colhidas, e se devia jogar fora. Passou a haver escassez, e aos poucos, a haver necessidade de troca, e depois, de comércio na base do dinheiro. Hoje existem tantas necessidades que na perfeição nem se fazia ideia, como por exemplo, internet, viagem de avião, transporte de mercadorias, armazenamento de informações, produção de livros, e assim por diante, para citar pouca coisa. Hoje se precisa produzir em alta escala para vender e assim poder comprar. Esse não é o sistema que DEUS idealizou; ele está errado, é contraditório ao sistema que DEUS chamou “muito bom” quando terminou Sua obra no sétimo dia. Porém, no contexto do pecado, esse é o único meio de sobrevivermos, e ele dá a impressão a todos nós que os bens e serviços que necessitamos vem de nós mesmos, não de DEUS. Parece até que a inteligência que aplicamos para ter tudo o que hoje necessitamos ter para viver, não vem de DEUS, e sim das universidades e dos laboratórios de pesquisa científica. Por essa razão, para que entendamos de onde realmente tudo vem, quem é o Criador de tudo e por isso tudo Lhe pertence, é que DEUS criou o sistema do dízimo. Ele nos faz lembrar que nem nós mesmos somos de nós mesmos, e sim, que pertencemos a DEUS.

Isso que em poucas linhas estamos expondo está nos impondo a ideia de que nós é que possuímos as coisas, pois, afinal, tudo o que adquirimos nos pertence, e as coisas de maior valor até registramos em cartório, em nosso nome. E o governo até nos cobra Imposto de Renda porque nosso patrimônio aumentou. Então, esse sistema econômico falso da Terra, do contesto de pecado, está o tempo todo a afirmar que DEUS não tem nada, mas nós é que possuímos as coisas. Assim, os tesouros da Terra é que parecem ser importantes, não os tesouros do Céu, que parecem apenas virtuais. Porém, com total razão, a Bíblia afirma o óbvio: os tesouros da Terra existem sim, mas eles degeneram e com o tempo perdem o valor, muitos até são postos fora. Vamos a dois exemplos. Você constrói sua casa, fica bem contente com isso. Dez anos depois, precisa reformar, repintar, etc. Vai ter que gastar em manutenção para o resto da existência da casa, e tempos depois, alguém vai ter que derrubá-la para construir outra em seu lugar. Ou seus descendentes o farão, ou, quem a comprar. Outro exemplo é o automóvel. Compra um zero km, e em cinco anos, vale bem pouco. Uma roupa ou um par de sapatos, a mesma coisa, joga fora, mas já foi lindo e útil. E se não é isso que aconteceu, pode surgir um ladrão e roubar, e lá se foi. Aqui tudo se desgasta ou é roubado. Mas no Céu é o contrário, lá nada envelhece. Lá existem casas, ou melhor, comparadas às daqui, palácios, sabe-se lá, construídos há quantos séculos, e se preservam eternamente, não deterioram. Lá, os pratos e talheres que utilizaremos os teremos para sempre. Lá as roupas não se deterioram, assim como foi nos 40 anos de marcha pelo deserto do povo de Israel. E lá, o principal tesouro serão seres humanos salvos para a vida eterna por meio de nosso trabalho aqui. Pessoas salvas serão vistas como vitórias nossas, pelo nosso trabalho abençoado por DEUS. O restante que teremos lá, DEUS mesmo nos dará.

 

  1. Segunda: Mordomos da graça de DEUS

Efésios 2:8 informa que recebemos de DEUS um dom (presente) especial: a graça salvadora.

Ocorre o seguinte: o governo de DEUS é de livre-arbítrio. Mas não é de libertinagem. Lá tem uma lei, e é a lei do amor. Lá todos se amam mutuamente, todos existem para servir, não para serem servidos. Como todos são livres, todos podem fazer o que desejam para o bem dos outros. Não é permitido fazer o mal. Aliás, isso até é permitido, mas onde todos se amam, ninguém tem o desejo de praticar o mal, o amor exclui esse desejo da mente.

Mas por que não se pode fazer o mal, se existe o livre-arbítrio? Simples, porque lá o que vigora é a lei do amor, e se fosse permitido fazer o mal, o amor seria desmantelado. Deixaria de vigorar. O reino de DEUS é um lugar para o bem, para a felicidade, para a prosperidade, para a vida eterna, e tudo o que atenta contra o amor não é lícito. Não há uma proibição contra o mal, mas há uma incompatibilidade em relação ao mal; todos só pensam no bem. Aliás, no Éden, Adão e Eva sequer conheciam o mal; era desnecessário. Hoje sabemos o quanto é desastroso esse conhecimento. Por exemplo, só em armamento militar o mundo gasta, por ano, mais de um bilhão de dólares.

Mas, não poder praticar o mal não atenta, por sua vez, contra o direito que DEUS dá ao livre-arbítrio? Lógico que não, pois na primeira prática do mal, foi-se o livre-arbítrio. Temos que entender que o livre-arbítrio só pode existir no contexto do amor, nunca do ódio.

Então, esse raciocínio nos leva a uma conclusão: o mal e quem pratica o mal devem desaparecer, e se forem seres vivos e inteligentes, devem ser mortos. É radical? Sim, bem radical, porém, alguém conhece outra solução? Não existe! De fato, para eliminar o mal, só mesmo com a morte de quem pratica o mal. Logo, nós, seres humanos, maus por natureza, devemos ser mortos. Mas porque DEUS ama sempre, nos dá a oportunidade de vivermos, se desejarmos mudar.

Mas aqui, a sabedoria divina, que não tem limites, encontrou uma saída impressionante, admirável e louvável, muito criativa. Já conhecemos bem essa saída: o nosso próprio Criador morrer em nosso lugar, para isso, fazendo-Se homem igual a nós. Lógico, para que a Sua morte fosse aceitável, Ele teria que viver aqui, sendo ameaçado e tentado em tudo o que os seres humanos podem ser tentados, mas sempre Se mantendo fiel aos Seus próprios princípios (que Ele mesmo estabeleceu), ou seja, a lei do amor, ou ainda, os Dez Mandamentos.

Se JESUS CRISTO conseguisse esse feito, de alto risco, DEUS, o Pai, concederia, em nome de JESUS CRISTO, o perdão de nossos pecados. Ou seja, como já sabemos, pois estudamos em lições passadas recentes, por meio de JESUS que nunca pecou, e que portanto merecia o perdão, foram perdoados os nossos pecados, que Ele assumiu como se fossem Dele. Assim DEUS tem, legalmente, todo o direito de perdoar a nós, uma vez que assumamos o compromisso de aceitar a transformação e a mudança de vida.

Isso é a graça, ou seja, o perdão de nossos pecados não nos custa coisa alguma. A graça é merecida por CRISTO JESUS, não por nós, mas nos é dada (é um dom de DEUS, ou um presente) sem que a mereçamos.

E por que tal atitude de DEUS é legal? Por que não é questionável no tribunal celeste? Por que satanás não pode impugnar esse dom, da graça, alegando ilegalidade?

Simples: porque a lei celestial é o amor. Houve pecado contra o amor, e o amor resolveu perdoar se o próprio Legislador, pagasse pelos pecados. Ou seja, resumindo: pecamos contra o amor mas, por esse mesmo amor, fomos perdoados. Lembre-se que esse amor foi descrito em forma de Dez Mandamentos, esses mandamentos não nos perdoam, e sim, o amor que está no coração de DEUS é que nos perdoa.

Esse perdão não saiu de graça, custou caro, mas para nós, é de graça, porque só nos é necessário aceitar e mudar de vida.

 

  1. Terça: Nossa melhor oferta

Preciso confessar que o estudo da lição de hoje me deu arrepios. Ele deveria ser escrito, não para os membros como está na lição, mas para nossos administradores. Apelar e sempre apelar para os membros que sejam liberais, porém, enquanto isso, muitos administradores literalmente jogam dinheiro fora, é uma incoerência. Os membros, muitos deles, especialmente os mais cultos e estudados, percebem os desperdícios dentro da obra. Pessoalmente vi vários casos desses, que não vou relatar.

É importante que se diga que o que devolve o dízimo e que doa seus pactos ou ofertas, não tem prejuízo algum com essa situação, pelo contrário, vai ficando em situação cada vez melhor porque quem recompensa e abençoa é DEUS, não os seres humanos. É importante que se diga: não é boa decisão deixar de dizimar ou de ofertar, embora a crise seja, em muitos casos, uma excelente terapia organizacional, bastante utilizada por DEUS.

A lição de hoje devia, portanto, ser escrita para os administradores da obra. Nas construções de sedes administrativas, de escolas, e de outros imóveis, está indo muito dinheiro fora, seja por desperdício, seja por excesso de luxo. E há outros desperdícios. Dou apenas um exemplo. Quando um departamental foi transferido, uma senhora, não da igreja, que foi a próxima a alugar o imóvel, veio falar com o ancião, indignada, por ter encontrado uma caixa de bíblias mofando, que pegou chuva. Os livros estavam inchados, imprestáveis. Vindo a atitude da parte de um pastor, isso é revoltante. Depois, por recompensa ao seu desleixo, tornou-se presidente de campo. Tais atitudes são descobertas pelos membros (chamados leigos, mas que não são tão leigos assim) e muitos deles deixam de devolver suas ofertas (em parte com razão) e seus dízimos. Numa sede administrativa, em construção, colocaram mármore nas escadarias. Logo após a colocação, o presidente do campo mandou arrancar tudo para trocar por outra cor. Ele não gostou da cor anterior. Isso dá que mensagem à igreja? Está sobrando dinheiro, podem jogar fora, pois estão, de fato, jogando fora. Aliás, uma das reclamações recorrentes é que muitas igrejas estão mal conservadas, porém, as respectivas sedes de campo estão um primor, impecáveis. Incoerência! Isso, meus irmãos, é um desabafo em nome de muitos, e uma constatação de incoerência entre pedir e utilizar. Sim, devemos ser gratos, mas os recursos devem ser muito bem administrados, e não está sendo assim. Certa vez um grupo de irmãos, todos eles bem estudados e bem sucedidos, estavam formando uma espécie de dissidência porque viam claramente o desperdício. Enquanto isso, a igreja vai perdendo a sua identidade, com o mundanismo adentrando e devassando a herança do Senhor. Sobre isso, seria interessante assistir a um vídeo de cinco minutos do Pr. Ivan Saraiva sobre a situação atual da igreja de CRISTO. Veja aqui. Se desejar assistir todo o sermão, clique aqui.

Para fazer apelos à devolução dos dízimos e doação de ofertas, quem o faz, tem que ser, como dizem hoje, “ficha limpa”. Tem que ter credibilidade, pois em muitos locais, não fala mais perante leigos, e sim, perante profissionais de todos os tipos. Ou o efeito será o contrário. Há muitos membros que já não dão mais credibilidade a líderes superiores porque estão vendo e presenciando desperdícios e má condução da espiritualidade na igreja. Sim, temos demais sermões e poucos momentos de estudo na igreja. Um sermão é o método menos eficaz que existe para se aprender, é como aula expositiva, mas, é o mais fácil de se utilizar.

 

  1. Quarta: Motivos do coração

No reino de DEUS a única motivação de tudo só pode ser o amor. DEUS cria por amor, para amar e para ser amado, para que Suas criaturas se amem e vivam felizes, eternamente. Ele tudo faz por amor e sustenta por amor. Inclusive, a nossa redenção é motivada pelo amor. Todos os ambientes onde DEUS está presente, o princípio geral é o amor, como no lar, por exemplo. “Anjos do Céu visitam frequentemente o lar onde impera o amor de Deus. Sob o poder da divina graça, este lar se torna um lugar de refrigério ao peregrino cansado e abatido. O eu é posto fora. Formam-se bons hábitos. Há um escrupuloso reconhecimento dos direitos dos outros. A fé que age por amor e purifica o coração permanece no leme, presidindo todos os componentes do lar” (Maravilhosa Graça, MM 1974, 286).

Assim, se tudo o que vem de DEUS é motivado pelo amor, que é o Seu caráter, que também é o princípio de Sua lei, do mesmo modo, tudo o que nós fazemos, deve ter idêntica motivação: o amor. E isso inclui, obviamente, a devolução dos dízimos e a doação de ofertas. Se o nosso superior age por amor conosco, nós, os inferiores, devemos corresponder por amor. Esse é o modo natural e normal de vida no Céu.

O que isso significa?

Significa que não se devolvem dízimos nem se doam ofertas por motivos tais como:

  1. Interesses de obtenção de favores de DEUS;
  2. De fazer negócios com DEUS, para que Ele, por exemplo, nos dê aquele automóvel de luxo, ou aquela casa caríssima, ou uma empresa próspera, etc.
  3. Para que DEUS nos reconheça e nos dê uma família feliz;
  4. A fim de que DEUS nos dê prestígio social e fama;
  5. Para que sejamos salvos;
  6. Para que sejamos saudáveis e escapemos das doenças;
  7. Para que não nos assaltem;
  8. Para que nunca nos falte o alimento;
  9. Para que sempre tenhamos bastante dinheiro;

E assim por diante.

Se DEUS nos ama, e se nós O amamos, não precisamos fazer isso ou aquilo para que Ele não se esqueça de nós, afinal, Ele fará tudo o que necessitamos e conforme deve ser para que não nos percamos. Está escrito em Mateus 6:25 a 34, onde fala sobre a ansiedade sobre a solicitude da vida.

Nós dizimamos e ofertamos porque DEUS nos amou primeiro, e da parte Dele, o amor a nós está garantido por toda a eternidade; afinal, Ele é a origem do amor.

“A fé opera por amor, e purifica a alma de todo o egoísmo. Assim a alma é aperfeiçoada no amor. E havendo encontrado graça e misericórdia mediante o precioso sangue de Cristo, como poderemos deixar de ser ternos e misericordiosos?” (Nos Lugares Celestiais, MM 1968, 110).

 

  1. Quinta: A experiência de doar

Doar não é natural ao ser humano. O natural a pecadores é receber, ou, em muitos casos, tomar do outro, e até, roubar do outro. O natural em nosso planeta é exatamente o contrário do natural no reino de DEUS.

O caráter de DEUS é o caráter de um pai (ou de uma mãe) que ama seus filhos. Ele deseja só coisas boas a nós, e tem a capacidade de providenciar tudo o que necessitamos. Por vezes, e muitas vezes, Ele não providencia porque necessitamos aprender algo, fortalecer a fé, desenvolver capacidades, não nos atrapalharmos com certas bênçãos, e assim por diante. Nunca esqueçamos: Ele conhece os efeitos futuros de tudo o que fazemos no presente.

Vamos a um exemplo importante. Vamos supor, eu ou você. Digamos que DEUS nos enriqueça sobremaneira, que sejamos a pessoa mais rica do mundo. É muita bênção, não acha? DEUS seja louvado, diríamos. Mas, o que poderia resultar disso? Será que não faríamos como fizeram os israelitas quando conquistaram, pelo braço forte de DEUS, a terra prometida, e logo se esquecendo de como foram parar ali, e fizeram para si ídolos, e se bandearam para os ídolos dos povos vizinhos? Esse é o risco. Melhor é alcançarmos a vida eterna pobres do que perdermos tudo, mas ricos. E DEUS sabe o que faremos com essa ou com aquela bênção. Vamos aprofundar em nossa ilustração. Digamos que teríamos conseguido a tal bênção de ser a pessoa mais rica do mundo, e que nos perdemos. No dia no ajuste final, após o milênio, ficamos sabendo que não nos perderíamos se DEUS não nos tivesse abençoado tanto assim. Ora, com justiça iríamos condenar essa bênção, pois sem ela, poderíamos estar do lado de dentro da Nova Jerusalém. Agora pergunto: DEUS, que sabe todas as coisas e é infinito em Suas capacidades, será que iria cometer um erro desses? Se Ele fizesse isso, sabendo que iria dar errado, que nos perderíamos, Ele também poderia, e deveria ser condenado, deveria sair da cidade santa e sofrer o fogo do inferno junto com satanás. DEUS é sábio demais para errar. Essa é a questão. Então temos que nos conformar com certas restrições aqui, pois certamente fazem parte da estratégia de nossa salvação. Por isso que, devolver o dízimo ou dar ofertas nem sempre, ou quase nunca, resultam em tantas bênçãos como “falsos pastores” pregam em suas “igrejas infernais”, enganando todos os que se achegam ali.

Gente boa, irmãos em CRISTO, não é fácil pregar a verdade, ela é contrária à natureza que assumimos após nos tornarmos pecadores. Aqui vivemos num caminho estreito, cheio de restrições, temos que ter consciência disso.

De qualquer maneira, o ato de doar é natural à natureza divina, e se torna natural a quem se entrega a JESUS CRISTO. Para alguém assim, doar traz alegria, pois como diz a lição, apropriadamente hoje, doar faz bem a quem doa e a quem é beneficiado. Quem doa sente-se como quem está dando um presente a algum amigo, como DEUS Se sente ao nos conceder o perdão, e, por consequência, a vida eterna. E quem recebe o que foi doado, isto é, recebe a mensagem do evangelho por parte de alguém que foi enviado por meio desse recurso, sendo salvo, vai ficar eternamente agradecido a esses que doaram e possibilitaram sua salvação. Essa é a lógica do doar ofertas, ou do devolver dízimos. É acumular riquezas no Céu, que são seres humanos salvos para a vida eterna.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

O nosso tema que perpassa todos os assuntos desta semana está relacionado a uma importante pergunta: Por que razões podemos ser gratos a DEUS? Essas razões é que nos devem motivar para devolver o dízimo e para doar ofertas. Façamos uma lista, que pode ser ampliada:

  • Porque JESUS CRISTO veio para nos salvar;
  • Porque não estamos às escuras, temos a segura profecia para conhecer o futuro e para nos preparar para esse futuro;
  • Temos também a Bíblia e o Espírito de Profecia (escritos de EGW) para nos orientar;
  • O ESPÍRITO SANTO nos foi dado para nos acompanhar em nossas lutas;
  • Temos a igreja organizada, fundada por JESUS CRISTO, para congregarmos e nos fortalecer, bem como para curar nossas doenças espirituais, etc.;
  • Paralelamente à igreja, temos uma bem organizada estrutura de apoio à salvação e a outros assuntos relevantes, como casas publicadoras, hospitais, emissora de televisão e rádio, casas de recuperação da saúde, e assim por diante;
  • Temos um sistema estruturado de programações para enriquecer e sustentar a fé;
  • Temos importantes orientações para o cuidado do nosso corpo como templo do ESPÍRITO SANTO, e termos uma saúde superior;
  • Temos orientações seguras e claras sobre como evitar o mundanismo e os atrativos do mundo e assim termos uma vida bem melhor à dos outros seres humanos;
  • Porque vivemos nos últimos dias e sabemos que a intervenção divina será bem logo, essa é a nossa grande esperança;
  • Temos, as bênçãos diretas de DEUS em nossa vida, que podemos sentir principalmente em momentos de necessidade, como orações atendidas, etc.

Pois bem, podem ser bem mais motivos para sermos gratos a DEUS e contribuirmos com ofertas e dízimos. Pura gratidão!

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Nem tudo são mil maravilhas. Como já estudamos em lições anteriores, temos o grave problema do mundanismo via liberalismo, dentro da igreja. Um dos mundanismos mais salientes é a música rock, com letra cristã. Enquanto o mundanismo se diverte na igreja, e diverte a igreja, ela permanecerá um tanto morna, embora ela esteja se fortalecendo. Mas o poderoso fortalecimento, o grande reavivamento virá, certamente, com a sacudidura. A sacudidura servirá para expulsar os mundanos e seu mundanismo.

 

  1. Informe profético de fatos recentes

“Fortuna de bilionários brasileiros cresce 13% e chega a R$ 549 bilhões em 2017”

“Os ultra ricos do Brasil continuam aumentando sua distância em relação aos mais pobres, segundo relatório da ONG britânica Oxfam divulgado nesta segunda-feira. O relatório será apresentado durante o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), que se reúne em Davos, na Suíça, a partir desta terça-feira [23-1-2018]. Segundo a Oxfam, o país ganhou 12 novos bilionários (considerando o patrimônio em R$) no ano passado, e conta agora com 43 desses ultra ricos. … Já a economia brasileira como um todo (medida pelo PIB do país) avançou apenas 1,1% em 2017, segundo a última estimativa do projeto Monitor do PIB, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). … De todo o valor produzido pelo mundo no ano passado, 82% ficaram com o 1% mais rico da população, enquanto a metade mais pobre da humanidade não teve qualquer aumento no seu patrimônio, segundo a Oxfam. Na versão de 2018 de seu relatório, a ONG também revisou um cálculo do ano passado: segundo a entidade, 61 bilionários detêm a mesma riqueza que os 50% mais pobres, e não oito pessoas, como foi divulgado em 2017.” Veja essa importante notícia aqui.

 

O papa Francisco parece que esqueceu que é ‘infalível’ e pediu desculpas ao povo chileno por ter pedido provas sobre abusos sexuais de um clérigo desse país. Pegou mal, pois os fatos eram do saber de muitos. Mas o que queremos destacar aqui é que o papa, como infalível, também erra. Ou só DEUS que é infalível, e nunca erra? Veja sobre isso aqui e acolá. Agora o papa resolveu mandar investigar se o bispo chileno abusou de crianças, conforme essa notícia.

 

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Os homens que estão associados com as instituições designadas por Deus, devem ter o cuidado de reconhecê-Lo em todos os seus caminhos. A Ele devem o seu intelecto e todas as suas capacidades, e precisam reconhecer isto. Devem pagar um dízimo fiel de todas as suas posses e de todas as suas rendas, como o fez Abraão. O dízimo fiel é a porção do Senhor. Retê-lo é roubar a Deus. Todos, alegre, liberal e voluntariamente, devem trazer o dízimo e ofertas à tesouraria do Senhor. Em fazendo isto receberão uma bênção. Não é seguro reter de Deus a parte que Lhe pertence” (Medicina e Salvação, 216).

 

  1. Conclusão

“O dízimo era dedicado exclusivamente ao uso dos levitas, a tribo que fora separada para o serviço do santuário. Mas este não era de nenhuma maneira o limite das contribuições para os fins religiosos. O tabernáculo, bem como mais tarde o templo, foi construído inteiramente pelas ofertas voluntárias; e, a fim de prover para os necessários reparos e outras despesas, Moisés determinou que todas as vezes que o povo fosse recenseado, cada um deveria contribuir com meio siclo para “o serviço do tabernáculo”. No tempo de Neemias fazia-se anualmente uma contribuição para este fim. Êxo. 30:12-16; II Reis 12:4 e 5; II Crôn. 24:4-13; Nee. 10:32 e 33. De tempos em tempos eram trazidas a Deus ofertas pelo pecado e ofertas de gratidão. Estas eram apresentadas em grande número nas festas anuais. E fazia-se pelos pobres a mais liberal provisão” (Patriarcas e Profetas, 526).

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre  19 e 25/01/2018

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

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