Lição 10 – As duas alianças

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: O evangelho em Gálatas

Lição 10 – As duas alianças

Semana de 26 de agosto a 2 de setembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Mas a Jerusalém lá de cima é livre, a qual é nossa mãe” Gál. 4:26).

 

Introdução de sábado à tarde

Nesta semana estudaremos sobre as duas alianças. Esse assunto devemos dominar bem, pois é a essência da grande controvérsia nos últimos dias. É o assunto que conflita entre a obediência à lei para se salvar ou a graça, pela qual, não precisa mais obedecer a lei e nem existe lei para obedecer, segundo muitos afirmam, pois ela teria sido anulada na cruz.

Nesse sentido, sempre é bom ler Daniel 9:27 –  “E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação…” Ou seja, estava profetizado que na cruz terminaria o sistema sacrifical. Nada fala sobre a lei moral, que JESUS revalidou quando andou por aqui, como se pode ver em Mateus 5:18 e 10: “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.”

As duas correntes que resultarão em grande conflito de ideias são as seguintes:

1ª) A ideia de que há a antiga aliança, que exige a obediência à lei para se salvar; e,

2ª) A nova aliança, da graça, pela qual as pessoas são salvas não por obedecer, mas são perdoadas independente da obediência, antes ou depois do perdão.

Há erros graves nessa linha de pensamento. Por exemplo, são duas situações radicais e opostas. Faremos uma pequena lista dos erros:

  • Se fosse assim, DEUS não seria perfeito, pois para a primeira aliança teria Se enganado ao exigir obediência para obter salvação sendo que isso é impossível, e Ele só o teria descoberto um tempo depois, uns quatro mil anos após estabelecer a primeira aliança. Por isso teria estabelecido uma segunda aliança, a da graça, que facilitaria a salvação dos pecadores. Ora, um DEUS assim nunca poderia ser perfeito, tendo que reformular Seus propósitos.
  • Pela Bíblia a salvação nunca foi pelas obras, nem antes nem depois da cruz.
  • Os Dez Mandamentos dados no Sinai já eram obedecidos integralmente antes do Sinai, mas não estavam escritos ainda em tábuas de pedra, pelo próprio DEUS.
  • Assim também já existia a lei cerimonial, mas não tão detalhada como a que foi dada a Moisés, porém, desde Adão faziam-se sacrifícios. Inclusive houve intriga de Caim com Abel por causa disso.
  • A cruz, como vimos no verso acima, não anulou a lei moral, mas a cerimonial, conforme previsto por Daniel.
  • Se a lei dos Dez Mandamentos fosse abolida, isso significaria que podemos roubar, matar, mentir, etc.? Se não, por que só o quarto mandamento perdeu a validade? E por que a Igreja Católica, e antes dela, Constantino, teria mudado a santificação do sábado para o domingo? Isso também já fora previsto em Daniel 7:25 – “…e cuidará em mudar os tempos e a lei…” De fato, o sistema anticristão mudou os tempos e a lei; tempos, tirando e/ou colocando e ungindo reis, em lugar de DEUS, definindo os tempos de salvação das pessoas, etc. e lei, alterando mandamentos e introduzindo uma enorme quantidade de heresias pagãs entre os cristãos.

Pois bem, fica estabelecido o zelo de DEUS pelos Seus mandamentos, que Ele mesmo escreveu em tábuas de pedra, de onde não se apagam, que Ele preservou em tal nível de santidade que ninguém poderia nem mesmo olhar para a arca (ela era coberta por várias capadas de peles). No templo, DEUS se manifestava sobre a arca dos mandamentos, identificando-Se com a santidade deles. E esses mandamentos DEUS quer escrever em nosso coração, isto é, em nossa mente, conforme 2º Cor. 3:3. Ou alguém pode defender que Ele escreveria os mandamentos do Catecismo em nosso coração?. Sempre é bom lembrar que os Dez Mandamentos são uma cópia dos que estão escritos no santuário celeste (Apoc. 11:19).

Esse assunto, dessa semana, devemos estudar e fixar na memória, pois é com ele que defenderemos nossa fé na grande controvérsia.

 

  1. Primeiro dia: Princípios da liderança

Vamos transcrever o texto em pauta de hoje: “Dizei-me, os que quereis estar debaixo da lei, não ouvis vós a lei? Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa. O que se entende por alegoria; porque estas são as duas alianças; uma, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós. Porque está escrito: Alegra-te, estéril, que não dás à luz; esforça-te e clama, tu que não estás de parto; porque os filhos da solitária são mais do que os da que tem marido. Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa como Isaque. Mas, como então aquele que era gerado segundo a carne perseguia o que o era segundo o Espírito, assim é também agora. Mas que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava herdará com o filho da livre. De maneira que, irmãos, somos filhos, não da escrava, mas da livre” (Gálatas 4:21-31).

Esse texto de Paulo parece difícil, no entanto, tendo algum conhecimento de história, fica fácil entender. Na verdade, ele resume o que já sabemos. Trata-se de uma metáfora, ou, uma ilustração figurativa que Paulo criou para dramatizar o que se passava com eles e para deslocar do foco justamente aquilo que eles passaram a crer ser sua maneira de salvação, mas era o caminho da perdição.

Abraão cometeu um erro grave, o de querer ajudar a DEUS ser DEUS. Podemos dizer, isto é querer ensinar DEUS como Ele deve ser DEUS. Abraão e Sara, vendo que ela era estéril, combinara tomar uma serva para obter o filho da promessa, mas DEUS já havia dito que o filho viria dele com Sara, não com outra. Depois se cumpriu a promessa de DEUS, e Sara teve o filho prometido, embora sempre fosse estéril e já tivessem passado os dias de ter filhos. O filho da serva representa aqueles que confiam na lei como meio de salvação; o filho de Sara representa aqueles que aceitaram a graça e a fé da promessa, como meio de salvação.

Uma observação. Paulo se refere a dois filhos, mas Abraão teve, depois, mais filhos, porém esses dois eram os candidatos à primogenitura, os outros não, vieram bem depois.

Então, Ismael representa o Sinai e a Jerusalém terrestre; Isaque representa a graça de JESUS e Jerusalém celeste. A Jerusalém terrestre significa aqueles que agem como inicialmente agiu Abraão, querendo pelas obras ajudar DEUS na salvação. A obra de Abraão foi providenciar o filho da promessa por meio ilícito. A Jerusalém celeste simboliza aqueles que confiam, ou que tem fé em JESUS, por isso são livres de condenação.

Ambos também significam o Sinai e a cruz. O Sinai, da lei, lei cerimonial que exigia sacrifícios e lei moral, que condenava os pecadores. Mas como o próprio sistema de sacrifícios anunciava, por meio de JESUS viria a graça, a lei cerimonial seria interrompida e se tornaria desnecessária; e a lei moral, no que exigia do pecador, este teria os pecados de sua transgressão perdoados, logo essa lei não mais o condenaria, mas os protegeria.

Em poucas palavras, é isso. Fácil, não acha?

 

  1. Segunda: A aliança abraâmica

Esta é a terceira promessa que DEUS faz ao ser humano, sempre a mesma. A primeira foi a Adão e Eva, quando disse que nasceria um descendente para redimir a humanidade. A Noé Ele outra vez prometeu, não só salvar sua família por meio do barco, como lhes deu o arco-íris para garantir que não haveria mais destruição por meio de água, e determinou que eles se multiplicassem e enchessem a Terra.

A Abraão DEUS disse que de seu descendente com Sara faria uma grande nação, e esta seria uma bênção às demais nações. Desta nação viria o descendente prometido a Adão e Eva. Da linhagem de Davi, rei em Israel, veio ao mundo, no lar de José e Maria, o Rei Salvador do mundo.

“Outra vez a promessa foi definitivamente repetida a Abraão: “Na verdade, Sara tua mulher te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei o Meu concerto, por concerto com ele a Minha aliança, aliança perpétua para a sua semente.” Gên. 17:19. Os anjos foram enviados pela segunda vez a Abraão, ao passarem para destruir Sodoma, e repetiram mais distintamente a promessa de que Sara teria um filho” (História da Redenção, 78 e 79).

“Pelo ato da circuncisão, solenemente concordaram em cumprir a sua parte nas condições da aliança feita com Abraão, de se separarem de todas as nações e serem perfeitos. Se os descendentes de Abraão se tivessem mantido separados das outras nações, não teriam sido seduzidos à idolatria. Conservando-se separados das outras nações, seria removida deles uma grande tentação, de comprometer-se em suas práticas pecaminosas e rebeldia contra Deus. Perderam em grande medida seu peculiar e santo caráter por se misturarem com as nações ao redor. Para puni-los o Senhor trouxe sobre sua terra a fome, que os compeliu a descerem ao Egito para preservar a vida. Mas Deus não os abandonou enquanto estavam no Egito, por causa de Sua aliança com Abraão. Permitiu que fossem oprimidos pelos egípcios, para que tornassem a Ele em seu desespero, escolhessem Seu justo e misericordioso governo, e obedecessem a Seus reclamos” (História da Redenção, 147).

O inimigo de DEUS e de Seu povo sempre esteve atuante, e causava grandes estragos de maneira que enfraqueceu e quase conseguiu destruir o povo de DEUS, ao longo da história. Esse inimigo, satanás, poderoso, atua hoje mais que nunca. Ele possui duas estratégias básicas: criar oposição e inimigos dentro do povo de DEUS, e criar inimigos fora deste povo. Os dois colaboram mutuamente, e assim, como sabemos, infelizmente será até o final.

 

  1. Terça: Abraão, Sara e Hagar

O pai da fé falhou em sua fé. Todos os seres humanos têm propensão a duvidar, em algum momento. Aos 75 anos DEUS lhe prometeu um filho, e se haviam passado dez anos, e nada do filho. Sara era estéril e já não poderia mais ter filhos, mesmo se não fosse estéril. Então, aparentemente, DEUS teria se enganado, pois não era possível o nascimento do filho prometido. Passando os dias, a fé foi enfraquecendo, e os dois certamente, dialogando entre si, concluíram que deveriam ajudar na promessa. Não conseguiram atinar que DEUS poderia fazer algo extraordinário, fora das possibilidades humanas. DEUS poderia operar um milagre.

Sara parece que teve a grande ideia, de dar a Abração, por meio de um acordo entre os dois, e assim não haveria traição, Hagar, para que ele tivesse um filho por meio dela. Esse filho depois pertenceria a Sara, como patroa de Hagar. E assim se fez, e nasceu Ismael.

Porém, DEUS tinha outro plano, Abraão e Sara teriam o filho da promessa, o filho seria um milagre de DEUS. O fato de duvidar de DEUS, ou, ao menos de não ter suficiente fé, levou DEUS a exigir de Abraão outra prova de fé. A primeira prova de fé foi a demora no cumprimento da promessa do nascimento de Isaque, em que Abraão falhou, a segunda prova de fé foi DEUS ter exigido de Abraão o sacrifício de Isaque. Nessa Abraão venceu.

Mas a vinda de Ismael ao mundo trouxe grande dor de cabeça a Abraão. Se ele tivesse crido da primeira vez, não enfrentaria a segunda prova, a do quase sacrifício de Isaque, e nem ele nem seus descendentes teriam problemas de conflitos entre dois povos: hoje os judeus e os palestinos, descendentes de Ismael e dos filisteus.

“O nascimento de Isaque, trazendo a realização de suas mais caras esperanças, após uma espera da duração de uma vida, encheu de alegria as tendas de Abraão e Sara. Mas para Hagar este acontecimento foi a destruição de suas aspirações enternecidamente acalentadas. Ismael, agora um rapaz, fora considerado por todos no acampamento como o herdeiro da riqueza de Abraão, e das bênçãos prometidas a seus descendentes. Agora foi subitamente posto de lado; e, em seu desapontamento, mãe e filho odiaram o filho de Sara. O regozijo geral aumentou a sua inveja, até que Ismael ousou zombar abertamente do herdeiro da promessa de Deus. Sara viu na disposição turbulenta de Ismael uma fonte perpétua de discórdias, e apelou para Abraão, insistindo que Hagar e Ismael fossem despedidos do acampamento” (CRISTO Triunfante, MM 2002, 81).

Vale muito mais crer em DEUS, mesmo que tudo pareça impossível, do que, na dúvida, tentar ajudar DEUS ser DEUS.

 

  1. Quarta: Hagar e o Monte Sinai

Que aliança DEUS fez com Abraão que depois refez com o povo de Israel, os seus descendentes? Vejamos em Êxodo as duas alianças: “E eu apareci a Abraão, a Isaque, e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo Meu nome, o Senhor, não lhes fui perfeitamente conhecido. E também estabeleci a Minha aliança com eles, para dar-lhes a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos. E também tenho ouvido o gemido dos filhos de Israel, aos quais os egípcios fazem servir, e lembrei-Me da minha aliança. Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou o Senhor, e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, e vos livrarei da servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes juízos. E eu vos tomarei por Meu povo, e serei vosso Deus; e sabereis que Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios; e Eu vos levarei à terra, acerca da qual levantei Minha mão, jurando que a daria a Abraão, a Isaque e a Jacó, e vô-la darei por herança, Eu o Senhor” (Êxodo 6:3-8).

No Monte Sinai, DEUS reforça a Sua aliança, dizendo: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz e guardardes a Minha aliança, então sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é Minha” (Êxodo 19:5).

Em Gálatas 4:21 a 31 Paulo compara Hagar e Jerusalém terrestre ao Sinai e Sara com Jerusalém celeste correspondendo à liberdade, perdoados pelo sangue de JESUS. Veja outra vez o texto bíblico a seguir: “Dizei-me, os que quereis estar debaixo da lei, não ouvis vós a lei? Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa. O que se entende por alegoria; porque estas são as duas alianças; uma, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós. Porque está escrito: Alegra-te, estéril, que não dás à luz; Esforça-te e clama, tu que não estás de parto; Porque os filhos da solitária são mais do que os da que tem marido. Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa como Isaque. Mas, como então aquele que era gerado segundo a carne perseguia o que o era segundo o Espírito, assim é também agora. Mas que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava herdará com o filho da livre. De maneira que, irmãos, somos filhos, não da escrava, mas da livre” (Gálatas 4:21-31).

Em resumo, o que quer dizer tudo isso? Como se pode ver pela leitura dos textos, a aliança feia com Abraão é igual à feita com o povo de Israel, no Sinai. Ou seja, eles seriam povo de DEUS. DEUS fez promessas a eles, e mais que prometeu não poderia, pois seriam Seu povo peculiar, ou, como descendentes legítimos de Adão e Eva antes do pecado. Eles deveriam ouvir essa promessa, e se aceitassem, uma vez salvos, o amor do povo por DEUS seria tão grande que guardariam Seus mandamentos. Esses mandamentos, a lei moral, não é algo que requer sacrifícios, como a lei cerimonial, mas, em síntese, requer apenas que todos se amem mutuamente. Ou seja, DEUS não estava requerendo deles, assim como não pediu a Abraão e nem pede de nós, que façamos algo difícil ou fácil para nos salvarmos. Quer que aceitemos, ou, que tenhamos fé em JESUS. Sendo perdoados, teremos crescente amor em nosso coração, pelos outros e pelo nosso Salvador.

O que Paulo escreveu em Gálatas, no trecho acima, é simples de entender. Hagar era uma escrava e Sara era a legítima mulher de Abraão. Hagar, no pensamento correto de Paulo, assim bem ilustrado, representa aquelas pessoas que querem resolver seus problemas advindos dos pecados por conta própria. Ou seja, é como “fazer justiça com as próprias mãos”. Foi isso que Abraão fez ao ele mesmo providenciar o filho com a escrava (ou serva de Sara). Ele quis fazer algo por conta, isto é, agir para que a promessa de DEUS se cumprisse. Não deu certo, pois é como hoje praticar obras boas, que, por melhores que sejam, apenas servem para demonstrar o quanto amamos a DEUS, mas não para obtermos salvação. Essa foi a grande falha de Abraão, ele não confiou suficientemente em DEUS na prova da demora em nascer um filho de sua mulher Sara.

Sara, portanto, representa aquelas pessoas que creem em DEUS e na graça, e praticam boas obras, porém não para obter salvação, e sim, para não caírem em pecado outra vez.

 

  1. Quinta: Ismael e Isaque hoje

Um conflito de compreensão dos fatos, é o que estudamos hoje. Alguns dos descendentes de Abraão, judaizantes, defendiam ardorosamente a ideia que eles eram legítimos filhos da promessa porque corria em suas veias sangue de Abraão e de Sara, e porque eram circuncidados. Diziam também que os gentios não eram descendentes de Abraão, portanto, se quisessem ser verdadeiros cristãos e se quisessem ser salvos, deveriam ser circuncidados.

Ou seja, esses judaizantes estavam dominados pelo conceito da salvação pelas obras. Eu tenho que fazer alguma coisa para DEUS me olhar de modo favorável. Assim pensavam eles e assim ainda hoje pensam os idólatras: o adorador tem que fazer algo, e às vezes tem que fazer muito, para os deuses se manifestarem em boas dádivas ao adorador. Isso, em tempos antigos, e hoje ainda em alguns povos primitivos, muitas vezes envolve sacrifícios de crianças ou de belas jovens. Mas com nosso DEUS não é assim, já estudamos como Ele age, com base no amor.

Paulo explicou que na realidade a situação era exatamente o contrário. Esses judaizantes se colocavam em lugar de Ismael, não de Isaque. Ismael foi produto de solução humana, como dizem, da carne, não divina, ou, espiritual. Foi uma enjambração ou improviso de Abraão e Sara para de alguma forma terem um filho. Faltou fé. Foi uma providência humana para uma suposta falha da parte de DEUS. Assim eram os judaizantes que pensavam que tinham que ser circuncidados na carne para serem legítimos filhos de Abraão.

Daí ele explicou que, os verdadeiros filhos de Abraão são todos aqueles que se assemelham a Isaque. Ismael era filho de uma escrava, Isaque era filho de uma mulher livre, assim, aqueles que se assemelham a Isaque são livres. Livres da condenação da lei, estão sob a graça, perdoados e justificados pela graça, protegidos pela lei. São assim porque aceitaram JESUS CRISTO e Sua morte intercessora. Não tentaram adquirir o direito àlinhagem de Abraão por obras, como foi com Ismael, mas obtiveram a linhagem de Abraão pela promessa que DEUS fez: de ele ser uma bênção a todas as nações onde estivessem pessoas propensas a seguir JESUS.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

Ao longo da história do pecado houve apenas uma aliança, renovada algumas vezes. Feita inicialmente com Adão e Eva, prometia a vinda de um Salvador para restaurar a vida eterna e a felicidade completa em nosso planeta. O Salvador seria ferido no calcanhar, mas feriria mortalmente a serpente na cabeça, isto é, o Salvador seria vitorioso em favor do ser humano. Essa aliança foi feita também com Noé e ratificada com Abraão e Sara, e depois mais uma vez confirmada com os filhos de Israel no Sinai, onde foi, inclusive, mais detalhada. Quando JESUS CRISTO veio ao mundo, ele tornou real a aliança. Ainda permanece por cumprir a Sua vinda com o grande resgate, e a terceira vinda com a restauração de todas as coisas, para completar Seu trabalho. Essas duas partes faltantes são as mais fáceis para o Salvador e Criador. Agora, para cumprir Suas promessas, Ele não necessita mais Se humilhar como um mero ser humano, isso Ele fará com toda a Sua glória.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Como não cansamos de escrever nesse espaço, nosso grande problema é que nos acostumamos com o pecado, tendo desejo por ele. Tornamo-nos dependentes do pecado como os drogados da droga. Por essa razão muitas pessoas não sentem necessidade de salvação. Preferem o caminho largo do pecado ao estreito que leva para um lugar largo eterno.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

Estava hoje pela manhã (dia 27 de julho) assistindo o noticiário, e vendo o avanço da criminalidade no Brasil. No Rio de Janeiro, um hospital sozinho no ano de 2016 recebeu 470 baleados. E nesse ano, ainda não tendo terminado o mês de julho, já atendeu 410 baleados. A violência toma o espaço e domina a sociedade. Nesse hospital se recebe em média três baleados por dia. Algo estarrecedor. O que diz a Bíblia sobre isso, aplicado aos dias de Israel e também aos tempos finais? “Só permanecem o perjurar, o mentir, o matar, o furtar e o adulterar; fazem violência, um ato sanguinário segue imediatamente a outro. Por isso a terra se lamentará, e qualquer que morar nela desfalecerá, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar serão tirados” (Oséias 4:2,3).

Senhor JESUS, precisamos concluir logo a missão de evangelizar porque JESUS precisa voltar logo!

Outra notícia está confundindo a mente de algumas pessoas. Há uma seca na Itália e o papa Francisco determinou o fechamento de todas as fontes ali existentes nos jardins. Cuidado, isto nada tem a ver com o secamento do Rio Eufrates profetizado no livro de Apocalipse 16:12. O secamento do Rio Eufrates, uma ilustração simbólica, é a perda do apoio popular em todos os lugares do mundo, antes da sétima praga, quando multidões se revoltam contra os falsos mestres que os enganaram e por isso, esse povo está, então, perdido. João ilustra assim porque no momento a prostituta está sentada sobre as águas, que são: “povos, e multidões, e nações, e línguas” (Apocalipse 17:15), e estes deixarão de apoiar e dar credibilidade à essa prostituta, mas a devastarão (Apoc. 17:16; 18:6, 16, 19). Nesse momento essa decisão chega tarde demais. O último momento para abandonarem babilônia foi proclamado ao mundo todo em Apoc. 18:4, pouco antes do fechamento da porta da graça.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de DEUS, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. II Cor. 3:5 e 6.

“Apenas os que estão a receber constantemente novos suprimentos de graça, terão o poder proporcional à sua necessidade diária e sua capacidade de usar esse poder. Em vez de aguardar um tempo futuro, em que, mediante uma concessão especial de poder espiritual recebam uma habilitação miraculosa para conquistar almas, rendem-se diariamente a Deus, para que os torne vasos próprios para o Seu uso. Aproveitam cada dia as oportunidades do serviço que encontram ao seu alcance. Diariamente testificam em favor do Mestre, onde quer que estejam, seja em alguma humilde esfera de atividade no lar, ou em algum setor de utilidade pública” (E Recebereis Poder, MM, 1999, 153).

 

  1. Conclusão

“Estando todos em silêncio, à mesa, JESUS tomou o pão e tendo dado graças partiu-o e entregou-o aos discípulos, dizendo: “Isto é o Meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de Mim.” Luc. 22:19. Tomou também o cálice, dizendo: “Este é o cálice da nova aliança no Meu sangue derramado em favor de vós.” Luc. 22:20. Diz a Bíblia: “Todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha.” I Cor. 11:26. O pão e o vinho representam o corpo e o sangue de JESUS. Assim como o pão foi partido e o vinho tomado, o corpo de JESUS foi partido e Seu sangue derramado por nós. Comendo o pão e bebendo o vinho, demonstramos que cremos neste fato. Mostramos que nos arrependemos de nossos pecados e que aceitamos a CRISTO como nosso Salvador. Enquanto participavam da ceia, os discípulos perceberam o sofrimento de Jesus. Uma atmosfera de tristeza contagiou a todos e comiam em silêncio” (Vida de JESUS, 98).

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre   21 e 27/7/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

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