Lição 10 – JESUS em Jerusalém

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O Evangelho de Mateus

Lição 10 – JESUS em Jerusalém

Semana de 28 de maio a 4 de junho de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: “Perguntou-lhes JESUS: Nunca lestes nas Escrituras: a pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” (Mat. 21:42).

 

Introdução de sábado à tarde

Para nós é até fácil entender que JESUS não veio para ser Rei terrestre em Israel. Faz quase dois mil anos que Ele esteve na Terra, e nós também não temos interesse no reino de Israel. Dessa má interpretação estamos livres, nossas tentações são outras, estão principalmente ligadas ao reavivamento e à segunda vinda de CRISTO. Cada época com seus desafios e problemas.

O grande problema deles, naqueles dias, era a falta de soberania de Israel. A nação era dominada pelos romanos. Eles exerciam poder opressor sobre o povo de DEUS, que não soube se comportar quando era uma nação livre, quer nos tempos do deserto, quer no tempo dos juízes, quer nos tempos dos reis. Provado fica que o povo escolhido, embora tenha esse privilégio da escolha, é de mau coração, assim como hoje também, mesmo na igreja verdadeira, não correspondemos à altura. Teremos que ser sacudidos, assim como no deserto tiveram que ficar 40 nos perambulando em vez de só dois, assim como aos inimigos de Israel frequentemente era permitido que invadissem a nação escolhida, assim como o Templo teve que ser destruído duas vezes, assim como JESUS purificou duas vezes o templo, assim como no ano 34 dC, esse povo foi descartado como especial para DEUS, em troca da igreja de CRISTO, que, finalmente cumpriu a missão, e foi a todo mundo e ainda concluirá a pregação a todo o mundo.

Qual era o grande problema dos judeus no tempo de CRISTO? O mesmo problema do povo de DEUS desde quase o início: não levar à sério seu DEUS, sempre se deixar persuadir pelos povos vizinhos e seus deuses falsos. É nitidamente a ação de satanás, que vem para desviar a atenção dos santos para os atrativos do mundo, que parecem bem mais interessantes que as promessas de DEUS. Por isso rejeitaram a pedra angular, a principal, e condenaram JESUS à morte. Nisso, o maior problema é rejeitar a JESUS e Sua salvação para a vida eterna.

Tão convencidos estavam quanto a JESUS ser Rei em Israel terrestre que, quando Ele entrou na capital, sobre um jumento, simbolizando Sua vitória sobre satanás, imaginaram que estavam tomando posse da nação. O povo se alegrou pelo aparente prenúncio de um novo reinado e os líderes se alvoroçaram, decidindo que deveria ser morto o quanto antes. Todos estavam enganados. Nem rei de Israel terrestre, nem ameaça aos líderes judaicos, mas Salvador da humanidade. Estava tão claramente escrito em Isaías 53 e outras partes, e JESUS mesmo o explicara várias vezes, mas cada um entende segundo seus pressupostos.

 

  1. Primeiro dia: Uma vinda profetizada

O nosso estudo de hoje refere-se à entrada triunfal de JESUS em Jerusalém. Digamos o mesmo em outras palavras: refere-se à entrada de JESUS na capital do reino, como Rei vencedor. Isso aconteceu poucos dias antes de JESUS ser crucificado. Foi no domingo anterior.

Entendamos a história. JESUS veio para vencer, mas precisava lutar. Havia risco de Ele ser vencido, era apenas um ser humano, como qualquer um de nós. Não veio para lutar com o demônio na condição de ser divino que era, como DEUS. Despojou-Se de Sua glória e de Seu poder, tornou-Se um ser humano mortal, sujeito inclusive a cometer os mesmos pecados que nós cometemos. A Sua entrada real era uma comemoração antecipada da vitória que poucos dias depois deveria alcançar na cruz. Se Ele falhasse na cruz, essa entrada se transformaria num tremendo fiasco, e satanás teria de fato do que se vangloriar.

Tem mais uma questão delicada para avaliar. JESUS veio cumprir uma quantidade de profecias, e elas apontavam que Ele seria vitorioso na cruz. Mas há um ‘porém’. Mesmo que as profecias anunciavam a vitória, Ele poderia falhar, e nesse caso, falhariam também as profecias que O anunciavam como vindo para salvar a humanidade, e para Se tornar o Messias. Só se tornaria Messias se vencesse satanás. Seus impressionantes milagres, sua majestosa mensagem, eram realizados pelo poder de Seu Pai, assim como qualquer um de nós poderia fazer, se tivesse fé. A turma de satanás já está demonstrando poder milagroso, a igreja de DEUS também o fará, pois se satanás é muito capaz de realizar coisas que não sabemos explicar, imagine-se o Autor da vida, o Criador de todas as coisas, inclusive de Lúcifer, aquele que prometeu a solução para o problema do pecado.

Pois bem, esse homem, na iminência de ser crucificado, ou melhor, pouco antes de Sua mais importante luta, Ele entra em Jerusalém, como Rei dos reis, Senhor dos senhores. Isso estava profetizado, como está na lição, por Ageu (cap. 2:6-9) e Zacarias (cap. 9:9). Esses dois profetas, em resumo, disseram que a verdadeira glória se veria quando JESUS, em pessoa, entrasse no Templo, depois de entrar na cidade de Jerusalém montado sobre um jumento. Sim, foi a glória do Rei do Universo que fez uma limpeza no templo, expulsando, pela segunda vez os negociadores que se enriqueciam às custas da busca de perdão por parte dos adoradores. Depois que Ele entrou em Seu Templo, depois que expulsou a corrupção de lá, o povo simples se achegou, e Ele passou a ensinar a todos, no lugar que Lhe pertencia (Mat. 21: 14-17).

A aplicação aos dias de hoje é a sacudidura que virá sobre a igreja, e será muito logo. Existe muita coisa nociva na igreja que precisa ser tirada, que os homens toleram, ou até desejam, mas que DEUS não autorizou. É fogo estranho. “Introduzir-se-ão divisões na igreja. Desenvolver-se-ão dois partidos. O trigo e o joio crescerão juntos para a ceifa. Haverá uma sacudidura da peneira. No devido tempo, a palha precisa ser separada do trigo. Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos está esfriando. Este é precisamente o tempo em que o genuíno será o mais forte. A história da rebelião de Datã e Abirão está-se repetindo e continuará a repetir-se até o fim do tempo. Quem estará ao lado do Senhor? Quem será enganado, tornando-se também, por sua vez, um enganador? O Senhor virá em breve. Em toda igreja deve haver um processo tendente a aprimorar e joeirar, pois entre nós há homens perversos, que não amam a verdade nem honram a Deus. Estamos no tempo da sacudidura, tempo em que cada coisa que pode ser sacudida, sacudir-se-á. O Senhor não desculpará os que conhecem a verdade, se não obedecem a Seus mandamentos por palavra e ação” (Eventos Finais, 172 e 173).

Semelhantemente como aconteceria na expectativa da volta de JESUS em 1844, nos momentos da entrada triunfal de JESUS em Jerusalém, o povo alegrou-se e cantava em grande júbilo. Comemoravam o que pensavam ser finalmente o início da independência da Judeia do jugo romano. Agora sim, JESUS entrava na capital como Rei em Israel. Seriam uma nação livre e soberana, com um Rei que não somente os livrasse dos romanos, mas também dos líderes do Templo, dos impostos, das exigências e imposições superiores. E mais, esse Rei seria maior que Salomão, pois além da Sua inteligência impressionante, curava, fazia todo tipo de milagre, e até ressuscitava os mortos. Finalmente, imaginavam, o Rei não era um simples ser humano, mas o Filho de DEUS.

Poucos dias depois, a alegria transformou-se em lamento, desespero e desânimo, pois seu Rei jazia numa tumba, morto pelos sacerdotes e pelo poder romano.

Mas, três dias depois, e quem ali jazia, levantou-Se vitorioso, depois foi ao Céu, e hoje está prestes a voltar, não sobre um jumento, mas sobre as nuvens, como Rei dos reis e Senhor dos senhores, cumprindo a promessa de salvação daqueles que nEle creram e creem.

 

  1. Segunda: JESUS no templo

O estudo de hoje é uma continuação do de ontem. No estudo de ontem destaca-se que a glória do primeiro templo estava em sua magnificência, obra magistral, caríssima, e mais a presença visível de DEUS no lugar santíssimo, sobre a arca do concerto. O segundo templo não possuía nem a magnificência nem o shekinah no lugar santíssimo. Portanto, era bem inferior, mas como estudamos ontem, JESUS, em pessoa, carne e osso, viria e estaria nesse templo. Nesse sentido, a presença pessoal visível a todo povo do Salvador no templo, o segundo possuía glória superior. Ou seja, nele culminou o que apontava todo sistema de sacrifícios, ao longo dos séculos, desde o dia em que foi instituído, ainda no Éden, após o pecado do primeiro casal.

Satanás não pode ser subestimado. Ele tratou de corromper até mesmo o sistema de sacrifícios do templo. Os sacerdotes tornaram-se ambiciosos pelo poder e pelas riquezas, tanto quanto os demais meros seres humanos. É lógico que eles eram homens sujeitos a pecado, mas, como sacerdotes, se esperava que, no mínimo, mantivessem comunhão com DEUS para terem orientação divina, e não errarem tanto. Isso é o que se espera também dos pastores atualmente. Ninguém deve reivindicar um ministro perfeito, ele não existe, mas existem ministros que erram demais. Nunca se converteram, nem se consagraram à nobre obra. Ellen White adverte: “A grande questão que está tão próxima [o cumprimento da lei dominical] eliminará aqueles a quem Deus não designou, e Ele terá um ministério puro, leal, santificado e preparado para a chuva serôdia” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, 385).

“Mas nem todos seguem a luz. Alguns se estão desviando do caminho seguro, que a cada passo é o caminho da humildade. Deus confiou aos Seus servos uma mensagem para este tempo; mas esta mensagem não coincide em cada particular com as ideias de todos os dirigentes e alguns criticam a mensagem e os mensageiros. Até ousam rejeitar as palavras de reprovação que lhes são enviadas por Deus por meio de Seu Santo Espírito” (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 465).

JESUS teve que purificar o templo, isto é, expulsar os gananciosos comerciantes que se aproveitavam da necessidade do povo de pedir perdão para transformar essa necessidade em grande fonte de lucro. Eram o que a Bíblia chama de vendilhões do templo. Exploravam o povo vendendo animais e materiais para os sacrifícios. Dividiam os lucros com os sacerdotes, que concediam espaço a esses negociantes. Assim, de forma corrupta alguns se enriqueciam às custas dos pecados do povo.

Hoje é um pouco diferente. Muitos líderes, desejando aumentar o número de assistentes na igreja, manipulam o povo por meio do liberalismo. Assim entra na igreja fogo estranho do mundo, e quase todos gostam, pois o resultado é o mesmo das igrejas pentecostais, que com os mesmos métodos também enchem suas igrejas, mas, da mesma forma, não salvam as pessoas, e sim, enganam os adoradores. Nós precisamos do poder do ESPÍRITO SANTO, e esse ainda está agindo em pequena intensidade. Antes deverá vir a sacudidura, assim como JESUS purificou o templo, aliás, por duas vezes.

Destaque-se que, logo após a purificação do templo, veio o povo, e JESUS os ensinou sobre o plano da salvação, coisa que deveriam ter feito os sacerdotes. O povo só teve acesso com o templo purificado. Mais um destaque: o povo veio em grande quantidade. Esse é o paralelo aos dias de hoje: após a sacudidura, a pregação do evangelho trará resultados estupendos, que agora nem podemos imaginar.

“‘DEUS’ pode soprar nova vida em toda a alma que sinceramente deseja servi-Lo, ou pode tocar nos seus lábios com a brasa viva do altar para fazer essa pessoa eloquente para Seu louvor. Milhares de vozes serão imbuídas com poder para falar de forma impressionante sobre as maravilhosas verdades da Palavra de ‘DEUS’. O gago se tornará desembaraçado e o tímido mostrará a maior coragem de testemunhar da verdade. Oxalá seja permitido a ‘DEUS’ ajudar Seu povo a purificar o templo da alma de toda impureza, e manter estrita comunhão com Ele, tornando-se recipientes da chuva serôdia quando ela for derramada. (EGW, SDABC, vol. 6, p. 1055, grifos acrescentados).

 

  1. Terça: Ausência de frutos

No último domingo, da semana de Sua morte, JESUS entrou em Jerusalém. Ele vinha de Betânia, entra na cidade montado sobre um jumento, e depois retorna a Betânia. Na segunda-feira, Ele retorna a Jerusalém. No caminho amaldiçoa uma figueira porque não possuía nenhum fruto. Imediatamente ela secou, e todos que estavam com Ele admiraram-se disso. Então JESUS explicou que, se tivessem fé, fariam milagres maiores que esse, chegariam até a fazer transportar, pela fé, um monte de um lugar para outro. Chega à cidade e purifica o templo, depois ensina o povo que veio atrás dEle. Ao final da tarde, retorna outra vez à Betânia.

Era tempo de frutos nas figueiras. Elas primeiro produziam o fruto, depois vinham as folhas. Portanto, entre as folhas, deveria haver figos. Mas não havia nenhum fruto, a árvore era estéril. Por isso ela foi amaldiçoada.

Na realidade essa figueira representava a nação judaica. Isso que se passou era uma ilustração, como uma parábola. A nação estava por ser rejeitada, pois não apresentava os resultados esperados, para os quais fora criada. Guardavam a mensagem para si, tratavam os outros povos como indignos, e para piorar tudo, transformaram o templo numa instituição comercial lucrativa. Ou seja, no templo o mundo havia penetrado, sob o controle dos sacerdotes. Portanto, tudo isso deveria ser destruído, como aquela figueira. Seria um ato estranho de JESUS, mas era necessário.

“Aquela árvore, ostentando sua pretensiosa folhagem diante da face do próprio Cristo, era um símbolo da nação judaica, que se havia separado de Deus até que, em orgulho e apostasia, perdera sua capacidade de discernimento e não reconhecera seu Redentor. … Aquela ressequida figueira, com seus pretensiosos ramos, deve repetir a lição em todos os tempos, até ao encerramento da história da Terra. … Se o espírito de Satanás entrou nos corações não santificados nos dias de Cristo para opor-se aos requisitos de Deus para aquela geração, seguramente entrará nas professas igrejas cristãs [em nossos dias]. A história se repetirá. … Mas o povo que obedece aos mandamentos de Deus não entra em controvérsia. Toma a Palavra de Deus como seu guia” (CRISTO Triunfante, MM 2002, 255).

JESUS estava indo para Jerusalém, nessa segunda-feira, para purificar o templo. Ensinaria o povo e também haveria grande debate entre Ele e os sacerdotes. O ódio da parte dos sacerdotes mais os escribas e os fariseus aumentou tanto que, na quarta-feira, definitivamente decidiram matá-Lo. Foi também nesse dia que Judas negociou com os sacerdotes a traição contra JESUS. Os fatos se desencadearam tão rapidamente que nem perceberam que estavam cumprindo o que as profecias a respeito de JESUS já anunciavam de longa data. Ele já sabia tudo sobre o que eles fariam.

 

  1. Quarta: A pedra

Na parábola dos maus lavradores (Mat. 21:33-46, e Marc. 12:1-13 e Luc. 20:9-18), JESUS representa a dificuldade dos profetas e dEle mesmo, para salvar o Seu povo. O dono da lavoura era DEUS Pai; os lavradores eram os líderes religiosos (sacerdotes e fariseus naqueles dias); os servos enviados pelo Pai, eram os profetas; o Filho, era JESUS. A lavoura, era o povo de DEUS, que deveria ser cuidado com delicadeza, e apresentar frutos. Mas o que aconteceu?

Os lavradores trabalhavam mal. Quando foram enviados os profetas para orientar ao bom caminho, eles foram mortos ou fortemente hostilizados. Mais e mais profetas foram enviados, mas todos eles tratados do mesmo modo, sempre com maldade.

De fato, se lermos sobre a história de Israel na Bíblia, veremos os sacerdotes aliados aos reis perseguindo ou matando os profetas. Depois que não havia mais rei, então formaram-se alianças dos sacerdotes com outros grupos, como os fariseus, saduceus etc.

Finalmente foi enviado o próprio Filho do dono da lavoura, JESUS CRISTO. A este mataram, intentando apropriar-se da lavoura, ou seja, adornar-se da nação que pertencia a DEUS, não a eles. Como sabemos, os principais sacerdotes e os membros do Sinédrio não queriam a concorrência que viam em JESUS. Eles queriam dominar sobre o povo, e o queriam fazer do jeito deles. O templo e a nação judaica tornou-se algo como propriedade deles. A consciência das pessoas, tornou-se algo como objeto de manipulação deles. Enquanto que JESUS estava libertando o povo desse domínio cruel e falso, resolveram tirar-Lhe a vida, no que, de modo incauto e louco, estavam transformando JESUS no vitorioso Salvador, mas, ficando eles mesmos, de fora da salvação. A quem queriam dominar, que era o povão, acabaram por oferecer JESUS como Salvador. Ora, quem poderá lutar com DEUS e prosperar? Aqui na Terra, podemos lutar contra comandantes muito inteligentes e perder, mas contra DEUS, a luta resulta em mais que perda, resulta que cooperamos com Ele e Seus planos. Foi o que aconteceu na luta dos sacerdotes e fariseus contra JESUS. Eles O tornaram vencedor e querendo lutar contra Ele, querendo destruí-Lo, O transformaram no Salvador do mundo. O pior de tudo é que nessa luta eles perderam a vida eterna, que Ele mesmo veio oferecer.

Nesse aspecto que estamos debatendo, acima, eles rejeitaram JESUS, ou, em outras palavras, rejeitaram a pedra angular. Nos tempos antigos grandes construções eram erigidas com pedras cortadas com talhadeira e marreta, preparadas no tamanho devido, e depois colocadas em seus lugares. Como alicerce, preparavam pedras bem grandes, para que suportassem o peso e também não afundassem no solo. Nas esquinas das construções colocavam pedras maiores ainda. Essas eram as maiores de todas. Elas garantiam que a emenda de duas paredes se mantivessem sólidas e não rachassem. Esse inteligente sistema deixava as construções tão sólidas que algumas delas persistem até hoje. O processo também custava muito caro, para baratear, utilizavam trabalho escravo.

Na construção do templo de Jerusalém, comandado pelo rei Salomão, Ellen G. White informa que foram preparadas pedras de esquina de enorme tamanho. Parece que a pedra da esquina (angular) da direita deveria, por alguma razão, ser a maior de todas. Seria o costume dar maior importância a esse canto. Eles prepararam o piso e o fundamento. Os construtores, vendo aquela pedra enorme, a deixaram de lado, pois imaginavam algum erro de cálculo. Tudo indicava que ela não se encaixava no seu lugar. Havia um projeto de construção muito bem elaborado, e a pedra estava fora de dimensão, grande demais. A pedra fora rejeitada. Porém, quando chegaram no ponto de concluir o fundamento, seguindo as medidas do projeto, perceberam que naquele lugar se deveria colocar uma pedra maior que as demais de canto do prédio. Procuraram e não acharam a tal pedra, parecia que estava faltando. Durante a procura, no entanto, encontraram a que fora rejeitada, e decidiram colocá-la naquele lugar, onde se encaixou perfeitamente, segundo previsto no projeto. Essa pedra rejeitada na construção do templo de Salomão, representa JESUS, que fora rejeitado pelos próprios sacerdotes, que deveriam ser os primeiros a acolhê-Lo. A pedra rejeitada, que não foi Pedro, mas JESUS, tornou-Se, contudo, o fundamento da igreja verdadeira, seu Redentor (o que perdoa os pecados) e seu Salvador (o que voltará para resgatar Seus amigos para a vida eterna).

Mateus 21:11 propõe uma espécie de charada, mas que é facilmente decifrada. O verso diz assim: “Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó”.

O que é mais destrutivo: ficar em pedaços ou ficar reduzido a pó? Em outras palavras, como traduzem algumas versões, ficar quebrantado ou ficar esmiuçado?

Cair sobre a pedra é o mesmo que vir a JESUS, chegar-se a Ele, entregar-se a Ele. Porém, a pedra cair sobre a pessoa, é o castigo da rejeição dEle. A primeira situação quer dizer submeter-se a CRISTO. Ser quebrado em pedaços refere-se a mudança de vida, à renúncia dos velhos costumes, uma mudança radical que despedaça os costumes do velho homem, para resultar no novo homem transformado. Era o que os dirigentes judaicos não fizeram. Na segunda situação, a que aconteceu com esses dirigentes, foi o castigo que estava, nos dias de JESUS, prestes a cair sobre a nação. Eles que rejeitaram JESUS, logo seriam também rejeitados. Seriam pulverizados, despedaçados, esmiuçados, ou seja, desapareceriam. Não restaria pedra sobre pedra do Templo e da cidade. E foi o que aconteceu: a nação foi substituída pela igreja de CRISTO. Atualmente estão querendo reestabelecer Israel como povo de DEUS. Estão querendo reconstruir o Templo no devido lugar, tendo que para isso, derrubar uma mesquita muçulmana. Pensam que assim o Messias, que ainda aguardam, virá, para, como pensavam naqueles tempos, administrar a nação e dominar o mundo. Porém, o Messias está para vir, não para cumprir Sua primeira missão, mas para vir e retornar ao Céu, levando consigo aqueles que O aceitaram e não para se tornar Rei daqueles que O rejeitaram.

 

  1. Quinta: O preço da graça

Temos a ocasião privilegiada de estudar hoje sobre a parábola das bodas de casamento do filho de um rei. Muitas pessoas do reino foram, em tempo, convidadas. Chegando próximo o dia da festa, o rei mandou seus mensageiros para confirmar o convite para a festa. Houve três tipos de reação:

  • Os que não se importaram, continuaram seus afazeres normais, e não foram à festa;
  • Os que simplesmente maltrataram os servos do rei, e os despacharam de volta humilhados;
  • Os que chegaram a matar os servos do rei.

Dessa maneira, nas três atitudes, os cidadãos do reino humilharam também o rei e seu filho, bem como boicotaram a festa de casamento. Pela forma como a parábola foi narrada, o problema do boicote não estava com o rei, pois JESUS disse que o rei havia declarado esses convidados não dignos. Aqueles que mataram os servos do rei, ele mandou seu exército ir às suas cidades e destruir suas casas, matando a todos.

Mas o rei estava decidido a fazer a festa a seu filho e sua nora. Então, às pressas, enviou seus servos a convidar gente pobre, que se encontravam pelos caminhos, encruzilhadas e outros lugares que frequentassem. Esses vieram prontamente, e entraram na cerimônia. Estavam famintos e desejosos de uma boa refeição, ainda mais, uma esplêndida festa. Na entrada todos receberam uma veste adequada, fornecida pelo rei, que ele daria também aos convidados que haviam boicotado seu convite. Essas vestes representavam a justiça do rei, seu caráter, pois esse rei representava DEUS, portanto, de fato, os primeiros convidados não eram dignos.

Entrando o rei no ambiente da festa, estava tudo muito bonito e animado, mas destacou-se um convidado em meio a todos. É porque ele não vestia a veste fornecida pelo rei. Certamente os servos do rei lhe ofereceram a veste mas ele rejeitou, e de qualquer maneira, forçou sua entrada ali. Queria fazer as coisas ao seu modo, como se ele mesmo fosse o rei. Era, no entanto, um mal educado, desaforado e rebelde. Mesmo sendo pobre, fez coro com os ricos anteriores que rejeitaram o convite. Esse daí queria aproveitar a festa mas ainda assim, desrespeitar o rei. Foi retirado de lá, às pressas pelos guardas do rei, e posto para fora. Ele estava em desarmonia com o restante, maculava o ambiente todo. Ele representa aquelas pessoas, cristãs, mas que desejam manter algo do mundo em suas vidas, e que não aceitam uma entrega total a JESUS.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

O foco dessa semana sem dúvida é a entrada triunfal de JESUS em Jerusalém. Ela, ali, estava prefigurando Sua entrada vitoriosa no Céu, como Rei do Universo, e Sua entrada na futura na Nova Jerusalém, que também seria naquele lugar e Sua segunda vinda à esta Terra, como vitorioso resgatador dos santos. Ou seja, representava a vitória de JESUS EM TODOS os sentidos. Além disso, também prefigurava a Sua entrada em nossos corações, pois no governo celeste, cada indivíduo deve ser tão intimamente ligado a DEUS que é o mesmo que esse DEUS habitar na mente de cada um. Esse governo funciona na base da intimidade, assim como é o casamento, quando um casal se torna como uma só carne. É assim também que funciona a Trindade, os três personagens são um só DEUS. Veja-se que, após a Sua entrada em Jerusalém, após a purificação do Templo, Ele passou a ensinar o povo. Essa parte é como JESUS estar em nossos corações, nos guiando pelos caminhos dessa vida rumo à vitória com Ele. É assim que JESUS habita em nosso coração, ou seja, é assim que Ele é Um conosco.

Essa entrada também identifica o apoio daqueles que se entregaram a JESUS. São pessoas que O amam e desejam viver com Ele pela eternidade, e que O aclamaram como Rei. Ela, a entrada, porém, não representava a posse de JESUS num reino terrestre, como todas aquelas pessoas imaginavam.

  • Quais os tópicos relevantes?

O fundamento da igreja é JESUS, pois foi Ele quem a instituiu, e é Ele que a vem dirigindo ao longo dos séculos. No final, será Ele, não Pedro, que voltará para buscar os eleitos para a vida eterna. Ele é a pedra principal, de esquina, que garante a sustentabilidade da igreja, dos membros e das doutrinas verdadeiras.

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Como na parábola das bodas, somos nós que decidimos se queremos ou não o Céu. Se desejarmos ser salvos, isso é uma decisão nossa, e em caso afirmativo, compete que aceitemos as vestes da justiça de CRISTO, para podermos participar das bodas, ou da refeição inaugural da vida eterna quando chegarmos à Nova Terra. Nessa refeição receberemos um raminho da árvore da vida, símbolo da vida eterna.

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Enquanto aqui vivermos, devemos produzir frutos. Ao contrário da figueira, nossa vida deve render algo para o reino de DEUS. Esse algo são pessoas que pela nossa influência conseguimos granjear para a salvação.

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

“A ocasião da entrada triunfal de Cristo em Jerusalém foi a mais bela estação do ano. O Monte das Oliveiras estava acarpetado de verde e o arvoredo era belo, com variadas folhagens. Muitos, das regiões em torno de Jerusalém, tinham vindo para a festa com o sincero desejo de ver a Jesus. O milagre culminante do Salvador, ao ressuscitar Lázaro dentre os mortos, tivera um efeito maravilhoso sobre as mentes, e uma grande e entusiástica multidão fora atraída ao lugar onde Jesus Se encontrava.

“Já se passara meia tarde quando Jesus enviou Seus discípulos à aldeia de Betfagé. … Pela primeira vez durante Sua vida de ministério Jesus consentiu em cavalgar, e os discípulos interpretaram essa mudança como uma indicação de que Ele estava para manifestar Seu poder e autoridade reais, assumindo Sua posição no trono de Davi. Alegremente executaram a comissão. Encontraram o jumentinho como Jesus dissera. …

“Quando Ele Se sentou no jumentinho, atroaram nos ares aclamações de louvor e triunfo. … Ele não apresenta sinal exterior de realeza. Não enverga trajes de gala nem é seguido por um cortejo de homens armados. Em vez disso, é rodeado por um grupo levado ao ponto mais alto da emoção. Não podem reprimir a alegre sensação de expectativa que lhes anima o coração. …

“O brado ecoa da montanha e do vale: “Hosana ao Filho de Davi!… Hosana nas maiores alturas!” “Bendito o que vem em nome do Senhor!” Mat. 21:9. … Aqueles que haviam sido cegos… foram os primeiros a abrir caminho para aquela maravilhosa procissão. … Aquele que Ele ressuscitara dos mortos conduz o animal que Jesus monta. Os outrora surdos e mudos, com ouvidos abertos e línguas desimpedidas, ajudam a avolumar as alegres hosanas. Os coxos, com passos saltitantes e coração agradecido, são os mais ativos em quebrar os ramos de palmeira e espalhá-los pelo caminho como seu tributo em homenagem Àquele que é poderoso para curar. O leproso, que ouvira a terrível palavra do sacerdote – “Imundo” – … ali está. A viúva e o órfão estão ali para contar de Suas poderosas obras. Os mortos ressuscitados ali estão. Suas línguas, já paralisadas pelo poder de Satanás, participam agora do cântico de regozijo. … O endemoninhado está ali, não para ter agora palavras arrancadas dos seus lábios pelo poder de Satanás” (CRISTO Triunfante, MM 2002, 252).

 

  1. Conclusão geral

A entrada triunfal de JESUS, em Jerusalém, antes de Sua morte, foi uma ilustração de Sua segunda vinda à Terra, entre outras coisas. Ele não voltará sentado num jumento, mas numa nuvem, na mais elevada glória que só DEUS pode gerar, circundado de todos os anjos que criou e que Ele tem à Sua disposição. Será um evento tão grandioso que antes dele não houve igual, e talvez nunca mais haja outro semelhante, senão a terceira vinda, quanto todos retornaremos e assistiremos a recriação da Terra. É muita consideração para com os pecadores transformados, em que Ele habita em seus corações. Tanto por amor de nós, pobres pecadores perdoados.

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre   22 e 28/04/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

2 comments for “Lição 10 – JESUS em Jerusalém

  1. Eloiza
    junho 3, 2016 at 11:53 pm

    Ótimo!!! Deus seja louvado…

  2. Francisco Raimundo
    junho 4, 2016 at 4:38 am

    Obrigado pelos comentários do prof. Sikberto. Leio-os desde 2010 e tanto contribuíram para a compreensão de certas verdades.
    Só lamento o facto de os comentários e lição não serem enviados mais ao meu email. Cá e sábado. Estou a caminho de uma pequena igreja visitar na qualidade de ancião. Abraço

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