Lição 10 – Por trás da máscara

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Primeiro Trimestre de 2015

Tema geral do trimestre: Provérbios

Lição 10 – Por trás da máscara

Semana de  28 de fevereiro a 7 de março

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: “Não se engrandeça na presença do rei, e não reivindique lugar entre os homens importantes” (Prov. 25:6).

 

Introdução de sábado à tarde

Há uma crescente corrida pela busca de certos valores corrompidos no mundo. A exemplo de satanás no início de sua rebelião e queda, as pessoas lutam, geralmente por meios obscuros, para obterem status, prestígio, honras, poder, lucros, riqueza, e outras coisas que o mundo valoriza tanto. É uma luta feroz, envolvendo tramas e acordos ilícitos, para se beneficiar de maneira ilegal. Nós, brasileiros, sabemos bem como muitos políticos aqui agem. E nós, servos de DEUS, em meio a essa selvageria de ladrões, devemos nos manter firmes na justiça de DEUS e dos homens, sem nos contaminarmos com o que se tornou natural, muitas vezes até legal pela lei dos homens, mas imoral perante DEUS.

A lição desta semana nos alerta de que estamos como ovelhas em meio a lobos. É praticamente impossível vencer por aqui, no Brasil, sendo honesto. Minha esposa e eu tínhamos uma loja, fechamos, pois nos recusamos a sonegar impostos. Tornou-se impossível manter a loja lucrativa, mesmo ela estando em sala própria, bem no centro da cidade. Alguns fornecedores simplesmente se negavam a vender com ‘nota cheia’, e nesses casos, pagávamos o nosso ICMS e parte do fornecedor, pois perante DEUS e perante o governo, sempre nos comportávamos corretamente. Pagávamos mais em impostos que o requerido por causa desses fornecedores, mas podíamos fazer nossas orações com tranquilidade, e estar em paz com DEUS. Pessoalmente, não consigo entender como alguns cristãos ainda são líderes na igreja, mas em seus negócios sonegam impostos, como se isso não fosse roubar. Não é nada fácil ser cristão verdadeiro neste mundo cheio de lobos vorazes.

“Vivemos em meio de uma epidemia de crime, diante da qual ficam estupefatos os homens pensantes e tementes a Deus em toda parte. A corrupção que predomina está além da descrição da pena humana. Cada dia traz novas revelações de conflitos políticos, de subornos e fraudes. Cada dia traz seu doloroso registro de violência e ilegalidade, de indiferença aos sofrimentos do próximo, de brutal e diabólica destruição de vidas humanas. Cada dia testifica do aumento da loucura, do assassínio, do suicídio. Quem pode duvidar que agentes satânicos se achem em operação entre os homens, numa atividade crescente, para perturbar e corromper a mente, contaminar e destruir o corpo?” (A Ciência do Bom Viver, 142 e 143).

 

  1. Primeiro dia: O mistério de DEUS

DEUS Se revelou por meio de Sua palavra, a Bíblia, mas nem tudo o que existe para se saber sobre o Rei do Universo está revelado. Aliás, certamente ser criado algum seria capaz de descrever por completo o Criador. Pois, se DEUS pudesse ser compreendido inteiramente por uma criatura, Ele não seria infinito em poder, mas seria finito, como a criatura que foi capaz de descrevê-Lo. Mais ainda, se essa criatura é de natureza pecadora, DEUS nesse caso seria bem limitado. Por isso, o mistério em relação a DEUS mostra a Sua glória, isto é, Ele é muito mais do que somos capazes de compreender. Isso é maravilhoso, pois se Ele estivesse ao alcance de nossa inteligência, seria limitado ao que nós somos, portanto, seria um DEUS fraco. Felizmente Ele é um DEUS grandioso, fora de nosso alcance quanto a compreensão total, mas está bem ao nosso lado quando necessitarmos dEle.

Em comparação, os reis da Terra, isto inclui os presidentes, os primeiro ministros, os chanceleres, os governadores, os ditadores, etc., estes precisam prestar contas do que fazem, pois são tais quais seus governados também são. Em muitos casos, um presidente é até menos inteligente e menos capaz que muitos de seus eleitores. Nossos governantes precisam ter muitos assessores, afinal, eles são mesmo limitados, e os assessores de alguma forma complementam suas limitações. Um presidente de um país como o Brasil possui milhares de pessoas que trabalham para ele, afim de ajudar no governo. DEUS não precisa disso; Ele é ilimitado em suas capacidades, aliás, Ele é até capaz de criar tudo, como fez.

Os governadores da Terra podem até ser depostos pelo seu povo, legal ou ilegalmente. Podem sofrer impeachement, se a legislação do país prever isso, mas DEUS não pode ser julgado, nem ser condenado, nem Seu cargo pode ser-Lhe tomado de alguma forma. Seres finitos não seriam potentes nem justos o suficiente para atentar contra o governo do Rei do Universo. Na verdade, o Universo está em boas mãos, poderosas e justas, e a Sua lei é perfeita, pois é a verdade, e o próprio DEUS é a verdade e a sabedoria. Por isso estudaremos durante toda a eternidade sobre o amor de DEUS, e não esgotaremos o assunto. Nenhum ser do Universo se assemelha a DEUS.

 

  1. Segunda: O insensato como sábio

Quem não conhece alguma pessoa que gosta de dar seus palpites, porém, eles não são relevantes? Ou estão errados? Há muitas pessoas que se imaginam sabedoras de tudo, inclusive nos conhecimentos das áreas dos outros, onde eles não têm competência. Isso é bem frequente na área da gestão. Já ouvi palestras de alguns desse tipo de entendidos que relatam sobre orientações de gestão na igreja, tiradas de autores do início do século XX, e que já não servem mais. Às vezes dá vontade de interferir, mas em respeito ao ambiente, fica-se calado.

Vamos a exemplos reais. Tempos atrás um irmão disse que o valor da Loteria Esportiva, de uns 70 milhões de reais, poderia comprar toda a cidade de Ijuí, e ainda sobrava dinheiro. É óbvio que ele não calculou nada, pois não daria para comprar o campus da Universidade local. Outro insistia que até hoje, em todos os homens, falta uma costela esquerda. Nem as costelas dele mesmo havia contado. Outro afirmou categoricamente que uma mulher fala por dia mais de 18 mil palavras (calcule quantas ela deve falar por minuto, mas lembre de descontar as horas de sono e outras situações em que ela não fala, e veja se isso é admissível). Isto ele afirmou num sermão de casamento. Outro disse que um escalador ficou pendurado na corda, após cair, e teria ouvido uma voz dizendo: ‘corta a corda, corta a corda’, mas não cortou. No dia seguinte o encontraram morto, pendurado a dois metros do chão. Ora, quem foi outro a ouvir aquela voz, para que nós o soubéssemos? E se havia mais alguém ali, porque não o ajudou? Não há como aceitar certas coisas ditas como se fossem verdadeiras. Numa programação de natal, na Praça da República, em Ijuí, o locutor leu um trecho sobre o consumismo, e logo a seguir, uma cantora cantou uma canção exaltando o consumismo, uma contradição.

Assim falamos, dizemos coisas que não são sábias, não são verdadeiras. Pessoas inteligentes, sensatas, percebem isto, e tais palavras insensatas levam a igreja a descrédito. O curioso é que, muitos desses, jamais admitem que não estão com a razão, e também se ofendem quando alguém os alerta sobre o que falaram.

Devemos ter cuidado para não aceitar certas coisas ditas como verdadeiras, porque são falsas. E devemos ter cuidado para não pronunciar coisas assim. Mas as piores palavras são os conselhos mal pensados que muitos gostam de dar, e os julgamentos que outros fazem sobre as pessoas. Em certos lugares se deve ter o cuidado de ser o último a sair, pois a cada um que sai, os outros passam a falar mal dele. Os maus conselhos são altamente prejudiciais. Por exemplo, há pessoas que gostam de arranjar casamento para os outros, como se isso fosse algo bem vulgar. Devemos aprender muito de nosso DEUS, da sabedoria dEle, e agir conforme Ele agiria, em todas as ocasiões.

 

  1. Terça: O preguiçoso

A preguiça é um problema de natureza mental. Ela se origina do cultivo da prática de fazer nada. Quando a mente se acostuma a pensar sem vigor, a não se esforçar, fica a esperar pelos outros, torna-se preguiçosa, isto é, sem vontade de agir. Vejo isso em muitos alunos. Quando se pede para fazer um trabalho em grupos, nessa ocasião cada um deveria se esforçar para ajudar os demais e elaborarem um bom trabalho. Mas precisa haver esforço, e há alunos que simplesmente se acomodam, e é impossível despertar a vontade deles por algum esforço. Mais adiante, depois de formados (muitos desses nunca se formam), é que aparece a diferença. Os que se esforçaram tornam-se bons profissionais.

Na vida espiritual não é diferente, porém, as consequências são desastrosas, ou seja, a perda da vida eterna. Essa é uma situação lamentável.

O preguiçoso detesta arriscar. Ele não pensa com vigor. Muitas vezes acha que já sabe muito e até se julga superior. Sempre tem desculpas para a sua preguiça, que o domina.

Vários exemplos chocantes a lição está apresentando, tirados da Bíblia. Um não sai de casa porque imagina que pode ter um leão no caminho. Só vê obstáculos, gosta de ficar sentado, literalmente. Não se movimenta.

Talvez já tenha informado, mas meu exercício físico é o ciclismo. Durante a semana ando um pouco para não parar demais, uns 20 km por vez. Aos domingos, em grupo, andamos entre 50 km e 100 km. Pegamos a estrada e vamos, por exemplo, 50 km, depois temos que voltar. E aí não tem alternativa, por mais que se esteja cansado, precisa continuar pedalando, até chegar em casa. Às vezes se chega exausto, mas a vitória é sempre compensadora, o corpo, templo do ESPÍRITO SANTO, agradece o empenho. Ou seja, vamos estrada afora, e depois, precisamos voltar. O preguiçoso pensaria: não vou tão longe, ou nem vou, pois terei que voltar. A volta é mais cansativa que a ida, as subidas judiam mais, os últimos quilômetros são os piores, mas também são os que mais desafiam e que produzem os melhores resultados.

Uma outra figura que ilustra muito bem o preguiçoso é a porta, que se movimenta apenas no lugar dela, para um lado, e para outro lado. O preguiçoso gosta de se movimentar em sua cama, para um e para outro lado. Detesta o esforço para realizar algo diferente.

A lição vai ainda mais fundo. Há gente tão preguiçosa que até para se alimentar não tem ânimo. Metem o garfo no prato e tem preguiça de levar à boca. Isso é demais, não acha? Mas a ilustração quer dizer que tais pessoas se alimentam mal por não terem vontade de aprender algo sobre os alimentos, sobre vida saudável, sobre o que combina e o que não combina. É um tipo de preguiça mental pela aprendizagem. Aliás, a preguiça mental é a pior de todas, pois o restante do corpo depende do vigor da mente, e se esta estiver sem vontade, o corpo geralmente também estará. O preguiçoso mental frequentemente será também um preguiçoso físico, mas nem sempre o preguiçoso físico é também preguiçoso mental. Vamos a um exemplo. Suponha uma mudança da disposição dos móveis na casa. O preguiçoso físico, mas não mental, irá desenhar uma planta baixa da casa e fará uns modelos dos móveis, e ensaiará para ver onde pode colocar cada móvel, se ele se encaixa bem ali. Ele medirá antes, e verá as possibilidades, só depois empurrará a mobília para seu novo lugar. O preguiçoso mental e também físico nunca mudará nada, e os eventuais preguiçosos mentais, mas não físicos, empurrarão os móveis de um lugar para outro, para ver se fica bem.

Pesquisei em dicionários e selecionei alguns sinônimos e definições para a palavra preguiçoso (enriquecem nossa lição, e até assustam): vagabundo, lento, vagaroso, indolente, escamoso, zero à esquerda, ocioso, malandro, vadio, descuidado, desalinhado, desleixado, improvidente, indiligente, negligente, omisso, relapso, etc. Outro dicionário consultado diz: Que possui excesso de preguiça ou desânimo; desanimado. Que não possui trabalho porque não procura; que não se dedica aos estudos; malandro ou vadio. Que não demonstra empenho na realização de qualquer coisa; que expressa falta de capricho: o aluno preguiçoso nunca fazia as tarefas. Enfim, resumindo, o preguiçoso não gosta de trabalhar.

A Bíblia também tem escritos sobre a preguiça e o preguiçoso. Provérbios 6:6 – “preguiçoso, aprenda uma lição com as formigas.” Prov. 6:9 – “Preguiçoso, até quando vai ficar deitado? Quando vai se levantar?” Prov. 6:10 – “Então o preguiçoso diz: ‘Eu vou dormir somente um pouquinho, vou cruzar os braços e descansar mais um pouco.” Há dezenas de passagens bíblicas sobre a preguiça e sobre o preguiçoso, dá para fazer um poderoso sermão.

“A verdadeira felicidade encontra-se unicamente em ser bom e fazer bem. A mais pura e elevada honra é experimentada pelos que cumprem fielmente os deveres que lhes são designados. Nenhum trabalho honesto é degradante. É vil preguiça o que faz com que criaturas humanas olhem com desprezo os simples deveres diários da vida. A recusa a cumpri-los produz uma deficiência mental e moral que há de ser vivamente sentida algum dia. Em algum tempo, na vida do preguiçoso, sua deformidade aparecerá claramente definida. No registro de sua vida, acham-se escritas as palavras: Um consumidor, mas não produtor” (Mensagens aos Jovens, 210 e 211).

 

  1. Quarta: O amigo como inimigo

É grande a coragem do autor Jacques B. Doukhan em escrever a lição de hoje. Temos aqui uma severa repreensão ao modo como nossa igreja funciona. Espero que isso seja entendido pelo menos pela liderança.

Nós, adventistas do sétimo dia, temos uma ética que podemos chamar de ‘ética do canalha’. Estamos sempre apoiando tudo e dizendo amém a tudo, e assim, prejudicando a igreja e os pastores. Gravíssima situação! Refiro-me às questões erradas, flagrantes, que deveríamos fazer saber a quem erra, mas pelo contrário, apoiamos como se fosse correto. Por isso entendi o assunto de hoje oportuno. É como está escrito em Gálatas 6:1 “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o, com o espírito de brandura: e guarda-te para que não sejas também tentado.”

Darei um exemplo para ilustrar. É um exemplo real, aconteceu no ano passado. Não darei maiores detalhes, para não facilitar a identificação, pois não é esse o objetivo. Um pastor distrital apresentou à Comissão da Igreja o plano para o ano de 2014. Ele o elaborou sozinho, estava tudo detalhado, para todo o ano. Teve o apoio da comissão. O resultado foi o seguinte: o plano não funcionou, foi um redundante fracasso. Por qual razão?

As razões foram as seguintes. O plano estava todo falho, foi elaborado por uma única pessoa. Os líderes da comissão não foram envolvidos, portanto, não adquiriram a ideia. Estava tudo centralizado no pastor, ou seja, não havia um esquema de confiança nos demais membros da comissão. E o pior de tudo, ninguém contestou. Até parecia que os membros da comissão estavam querendo que o pastor se desse mal.

Entre nós, repito, existe uma ética ingênua e maldosa de não contrapor algum superior quando ele está flagrantemente errado. Ele é apoiado no erro, e as coisas não funcionam a contento. Por isso que somos a igreja dos eventos e dos apelos, mas não do bom desempenho. Precisamos ser a igreja bem organizada e bem gerenciada, pois, afinal, somos o povo de DEUS. Sobre esse assunto, instruções bíblicas e de Ellen G. White não faltam. O estudo de hoje é um caso assim.

O que dizem os versos para hoje? “Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos.” E, “como o ferro com ferro se afia, assim o homem a seu amigo.”

Ou seja, quando identificamos algo inconsistente na gestão da igreja, devemos nos manifestar. É evidente, há maneiras brandas de fazer isso, há diferentes modos de dizer as coisas, mas o que não devemos fazer é desonestidade, covardia, safadeza. Precisamos aprender a conviver com os confrontos sadios, e não vê-los como sendo briga ou intriga. Precisamos aprender a nos aperfeiçoar afiando ferro com ferro (hoje se afia o ferro com pedra). Ou seja, para obtermos o aperfeiçoamento, teremos que apreender a suportar a dor de algum tipo de oposição sadia, que vise melhorias, inovações, criatividade. Devemos parar de copiar dos outros de fora, e sermos nós mais inventivos, segundo os critérios divinos. Não devemos ver sempre os bons amigos, que querem nos alertar, como se eles fossem inimigos, embora seja assim entre nós. Isso é algo que precisa mudar.

“Aquela voz que penetra no ouvido dos mortos, eles a conhecem. Quantas vezes seus ternos e suplicantes acentos os chamaram ao arrependimento! Quantas vezes foi ela ouvida nos rogos tocantes de um amigo, um irmão, um Redentor! Para os que rejeitaram Sua graça, nenhuma outra voz poderia ser tão cheia de censura, tão carregada de denúncias, como aquela que durante tanto tempo assim pleiteou: “Convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão morrereis?” Ezeq. 33:11. Quem dera para eles fosse a voz de um estranho! Diz Jesus: “Clamei, e vós recusastes; porque estendi a Minha mão, e não houve quem desse atenção; antes rejeitastes todo o Meu conselho, e não quisestes a Minha repreensão.” Prov. 1:24 e 25. Aquela voz desperta memórias que eles desejariam ardentemente se desvanecessem – advertências desprezadas, convites recusados, privilégios tidos em pouca conta” (O Grande Conflito, 642).

 

  1. Quinta: O inimigo como amigo

Hoje o assunto é no sentido oposto ao de ontem. Enquanto ontem estudávamos sobre a importância, até da necessidade de censurar um amigo, se desejarmos que ele corrija algumas coisas, hoje estamos estudando sobre o quanto é negativo e mau falar mal de alguém, seja amigo, seja ele inimigo. Jamais um cristão, que conhece a DEUS, que segue a Bíblia, pode se dar ao direito de falar mal de outra pessoa, fazer mexericos, fazer provocação, fazer fofoca, dizer mentira, fazer brincadeira de mau gosto. Isso só resulta em intrigas e desentendimentos. Tem algo que é recorrente em nossa igreja, já faz parte da cultura, mas é bem negativo: fazer gozação sobre os presentes na plateia. Lá vai uma pessoa à frente, e diz assim: “está todo mundo de cara amarrada, triste, vamos nos levantar e nos abraçar…”. Ou então diz: “bom dia”, e os presentes respondem baixinho. Aí vem: “não comeram hoje?” digam de novo, e bem forte: “bom dia.” Se bem que muito usado na igreja, é uma ofensa aos que vieram prestar culto a DEUS. Em programas JA é bem frequente o apresentador ou apresentadora dizer: “quero que venham à frente três voluntários”. Como ninguém se apresenta, ele diz: “se não vierem, vou chamar por livre e espontânea pressão.”

Nós, povo de DEUS, devemos ser muito cuidadosos com o que falamos e como falamos. Facilmente nos descuidamos, pois afinal, somos pecadores, e criamos algum tipo de ofensa. Precisamos nos capacitar a falar cada vez com mais elegância a falar bem e também a pedir desculpas caso cometamos uma falha de comunicação. Pode até acontecer de termos falado corretamente, porém, o outro entendeu mal. Sempre teremos que lidar com algum tipo de problema de comunicação, e o importante é que não fiquem mal entendidos.

“Ao ser lembrada a humilhação do Salvador por nós, pensamento liga-se a pensamento; evoca-se uma cadeia de lembranças, a recordação da grande bondade de Deus e do favor e ternura dos amigos terrestres. Bênçãos esquecidas, misericórdias de que se abusou, bondades menosprezadas são trazidas à memória. Patenteiam-se raízes de amargura que expulsaram a preciosa planta do amor. São trazidos à lembrança defeitos de caráter, negligência de deveres, ingratidão para com Deus, frieza para com nossos irmãos. O pecado é visto sob o aspecto por que o vê o próprio Deus. Nossos pensamentos não são de complacência com nós mesmos, mas de severa censura ao próprio eu, e de humilhação. Fortalece-se a mente para derribar toda barreira que tem causado separação. O pensar e falar mal são postos de lado. São confessados os pecados, e perdoados. Penetra na alma a subjugante graça de Cristo, e Seu amor liga os corações numa bendita unidade” (O Desejado de Todas as Nações, 650 e 651).

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

Nosso planeta é um lugar de problemas. Com crescente frequência nos defrontamos com desafios, e muitas vezes, nem sabemos como resolvê-los. Tenho acompanhado casos de irmãos, no Brasil e em outros países, que enfrentavam problemas enormes, mas que com luta e oração, se evaporaram, e sabemos que DEUS agiu. Em todos os casos, pelo que sei, essas pessoas, heróis modernos da fé, saíram-se fortalecidas na confiança em DEUS. O que temos pela frente, seja bom ou ruim, e muitas coisas serão ruins, precisamos enfrentar em comunhão com DEUS; daí venceremos.

  • Quais os tópicos relevantes?

Precisamos saber que somos o povo de DEUS, e o verdadeiro povo de DEUS não é um grupo de pessoas pouco instruídas no conhecimento. Nem sempre teremos irmãos com alto grau de instrução formal, porém, é lindo ver irmãos com pouco estudo formal, mas que são bons profissionais e entendem com profundidade os assuntos da verdade bíblica. O dinheiro que precisamos investir para frequentar a Escola Sabatina é em torno de 20 a 30 reais por ano, dependendo da escolha da lição. É muito barato para obter o conhecimento que pode nos salvar e salvar a outros. O que nos falta para sermos competentes no conhecimento da verdade?

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Devemos ter em mente que enquanto estivermos nesse mundo, teremos que passar por aflições e teremos que enfrentar muitos desafios. Alguns deverão suportar provações enormes, parecendo intransponíveis, ou seja, para vencer, só mesmo com DEUS. Assim sendo, devemos manter cada vez mais intensa comunhão com nosso Salvador.

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Precisamos de muito estudo para adquirir conhecimento e muito empenho para desenvolver inteligência espiritual afim de nos tornarmos aptos para trabalhar sob a direção de DEUS. Ele quer agir no mundo por meio de gente capaz e inteligente, mesmo que nem todos tenham qualificação formal.

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

“Moisés foi educado em toda a sabedoria dos egípcios; contudo ele disse a Israel: “Vedes aqui vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o Senhor, meu Deus, para que assim façais no meio da terra a qual ides a herdar. Guardai-os, pois, e fazei-os, porque esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que ouvirão todos estes estatutos e dirão: Só este grande povo é gente sábia e inteligente. Por que… que gente há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje dou perante vós? Tão-somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, que te não esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos.” Deut. 4:5-9.

“Onde acharemos leis mais nobres, puras, e justas do que as que se acham expostas nos livros dos estatutos, nos quais está registrada a instrução dada a Moisés para os filhos de Israel? De que outra fonte podemos colher semelhante força, ou aprender tão nobre ciência? Que outro livro ensinará tão bem aos homens a amar a Deus, temê-Lo e obedecer-Lhe? Que outro livro apresenta aos estudiosos ciência mais enobrecedora, história mais maravilhosa? Ele retrata claramente a justiça, e prediz a consequência da deslealdade para com a lei de Jeová” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, 428).

 

  1. Conclusão geral

Se lutarmos com DEUS para enfrentar nossas dificuldades e desafios, aprenderemos com Ele a vencer. E, não só nos salvaremos como ajudaremos muitos outros a obterem a vida eterna.

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira O decreto dominical O alfa e o ômega Como é fácil enganar!

 

 

estudado e escrito entre  23 e 29/01/2015

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

1 comment for “Lição 10 – Por trás da máscara

  1. Jaasiel L. Amorim
    Março 6, 2015 at 8:48 pm

    Muito interessante e proveitoso os comentários. Gostei bastante.

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