Lição 11 – Eventos finais

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O Evangelho de Mateus

Lição 11 – Eventos finais

Semana de 4 a 11 de junho de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mat. 23:12).

 

Introdução de sábado à tarde

Dentre os eventos finais, o mais importante é a segunda vinda de JESUS. Vejamos o seguinte: JESUS veio pela primeira vez para sofrer terrivelmente. Ele Se esvaziou de Sua majestade tornando-se um ser humano, no nível dos pecadores. Tornou-Se mortal sujeito a todas as condições de degeneração em que estavam os seres humanos. Para finalizar, foi injustamente julgado e morto, na cena mais humilhante possível, numa cruz. Para saber mais sobre como as pessoas eram crucificadas, os rituais de crueldade, assista aqui, com o Dr. Rodrigo Silva; são 39 minutos, cada um muito válido em informação.

Agora vem uma reflexão importante: se JESUS passou pelo pior que se pode imaginar, deixaria Ele de cumprir a promessa da melhor parte: de vir em Sua glória, em Seu poder e majestade, para resgatar àqueles pelos quais tanto sofreu? A segunda vinda é a parte mais fácil, não tem dor, nem sofrimento, só tem alegria, tem resgate, tem transformação, início da vida eterna. Essa é a parte para a qual apontaram Moisés e Elias, quando foram fortalecer JESUS para ir em frente. A parte boa sempre está no final. Ontem fui fazer exercício físico, pedalar. Fazia 16 graus, um tanto frio. Foram quase duas horas de esforço. Passei esse tempo com frio, mas no final, foi agradável, mais uma vitória alcançada. Isso satisfaz. Ora, mas foi apenas uma pedalada. Nem dá para imaginar o quanto deve ser a exultação e júbilo do Salvador para nos buscar. Tanto que vem com todos os anjos, preparou um tipo de um desfile cósmico de sete dias para o evento. Por certo, o que vamos experimentar nesse evento não podemos hoje nem imaginar. E o que iremos vivenciar na chegada ao Céu, idem. Vai ser algo impressionante.

Portanto, essa é a melhor parte do plano da salvação. É certo que Ele vem. Com que alegria Ele virá, e com que alegria nós O receberemos! Será maravilhoso!

 

  1. Primeiro dia: Guias cegos

Estava entre eles, os judeus, o Ser que os formou como povo, desde Abraão, e como pessoas, desde Adão. Na verdade, estava entre eles Aquele que criou a humanidade, em Adão e Eva. Ele havia escolhido Moisés e Abraão, bem como Josué, para os tirar da terra do Egito, terra de opressão. No caminho, foi Ele que os reuniu ao sopé do monte Sinai para lhes dar a lei, a aliança de casamento perpétuo que queria fazer com esse povo. Foi Ele que os estabeleceu em Canaã, que capacitou homens a construírem o templo sagrado onde a lei seria colocada e onde Ele Se manifestaria em forma de luz, sobre essa lei. Ele estabeleceu também o ritual do santuário, um método de ensinamentos sobre a Sua vinda para visitar Seu povo e para ratificar a aliança no Sinai. Essa aliança é vista como o casamento instituído, também por Ele, de caráter perpétuo, já que é selado pelo poder do amor.

Ele foi rejeitado pelos líderes espirituais e políticos da nação. Os sacerdotes tornaram-se prepotentes, os escribas e os estudiosos da nação, arrogantes, orgulhosos e centralizadores. Perseguiam e matavam os profetas, os enviados de DEUS, e por fim, mataram até mesmo aquele que os havia formado e havia feito tudo para que fossem uma nação santa de DEUS. Esses eram os guias da nação, profundos estudiosos das profecias, porém, detestáveis enganadores dos homens e mulheres da nação. Eles ensinavam o que eles mesmos inventaram, e condenavam o que o Mestre, Criador e Redentor havia estabelecido séculos antes. Esses homens foram chamados de escribas e fariseus hipócritas, isto é, falsos, que ensinavam, mas eles mesmos não seguiam; que exigiam mas eles mesmos não davam exemplo; que colocavam pesadas cargas de regulamentos, deles, sobre os ombros do povo, porém, eles nem ao menos carregavam uma parte de tudo isso. Eram falsos, maus, dominados pelo demônio. Eles queriam a salvação apenas para os judeus, centralizavam os ensinamentos em sua etnia. Discriminavam os outros povos como inferiores. Foram severamente condenados por JESUS. Esse foi o último duro apelo para a nação, a última oportunidade que seu Criador lhes dava. Depois daquele sermão, Ele lhes disse que Sua casa ficaria vazia, e que o interesse dos gentios pela salvação despertaria. Coincidência ou não, mas por certo providencial, logo vieram uns gregos e pediram a Seus discípulos que queriam ver JESUS. Começava a pregação aos gentios, fechava-se a porta da graça aos judeus como nação, embora não como indivíduos. Pois bem, os sinceros judeus, amigos de JESUS, saíram ao mundo para pregar a toda nação sobre a novidade da vida eterna. Ocorria a transição entre o povo de DEUS como nação e o povo de DEUS como igreja.

 

  1. Segunda: Sinais do fim

Iniciaremos o estudo de hoje por onde terminamos ontem. JESUS recebeu com prazer e diplomacia os gregos que vieram procurá-Lo. Eles O procuram indagando a judeus. Isso simboliza que seriam os judeus que iniciariam a pregação do evangelho de JESUS ao mundo, entre os gentios. Esses judeus, discípulos de JESUS: primeiro a Felipe, este falou a André, e os dois falaram com JESUS. Eles foram bem tratados e recebidos de braços abertos, como seriam recebidas todas as pessoas do mundo inteiro, quando Ele fosse pendurado na cruz. Iniciava-se a pregação da verdade da salvação ao mundo, às pessoas além dos judeus.

Depois disso, os apóstolos perguntaram a JESUS sobre o futuro. Ele lhes havia falado sobre o templo, que ele ficaria vazio, e mediante a exaltação do prédio da parte de alguns, JESUS lhes disse que ali não ficaria pedra sobre pedra. Eles ficaram curiosos e lhe fizeram três perguntas: (1ª) quando aconteceriam estas coisas; (2ª) que sinal haveria da segunda vinda e (3ª) que sinal haveria sobre a consumação dos séculos, ou seja, do fim.

JESUS não respondeu nessa ordem, e também misturou a resposta, de tal maneira que serviria para aqueles dias, sobre a destruição de Jerusalém, e para o tempo do fim. Ele iniciou respondendo a terceira pergunta (Mat. 24:4 a 14). Referiu-Se ao fim do mundo, falando de sinais e da pregação do evangelho. Daí seguiu falando sobre a destruição de Jerusalém que é a primeira pergunta deles (Mat. 24:15 a 20). Referiu-Se ao abominável da destruição, isto é, ao Império Romano cercando a cidade. Era o sinal, deveriam fugir imediatamente da cidade. Assim o fizeram, não morreu sequer um cristão em Jerusalém, no ano 70.

Os romanos, no ano 66 cercaram a cidade e depois foram embora. Os cristãos apressaram-se e fugiram. Quatro anos depois os romanos retornaram, e não sobrou pedra sobre pedra do templo. Uma fúria satânica atacou a cidade, o local onde satanás foi derrotado para sempre. A sua vingança foi inútil e sem resultados, pois a igreja já estava fora daquela cidade, espalhada pelo mundo e o evangelho já se havia difundido entre os gentios.

Finalmente JESUS respondeu a segunda pergunta, sobre os sinais de Sua vinda (Mat. 24:21 a 50. Ele dedicou mais tempo nesse ponto. Falou que haveria muita falsidade na pregação, como houve naqueles tempos e como há em nossos dias. Aliás, hoje até já alteraram o dia a santificar, e introduziram uma enorme quantidade de doutrinas falsas entre o cristianismo. Nesse contexto, a Igreja Adventista do Sétimo Dia é como João Batista, que ensina a Bíblia pura e o evangelho de CRISTO. JESUS enfatiza num aspecto relevante: o dia e a hora de Sua vinda ninguém saberia. Aliás, hoje sabemos que esse dia e hora será anunciado pouco antes da sétima praga. Mesmo assim, muitos insistem em marcar datas para esse dia. Evidentemente, todas essas marcações foram frustradas, e as que ainda forem marcadas, serão um fracasso. É satanás que instiga essas marcações de datas, pois assim cai a credibilidade da pregação da segunda vinda. Quem marca data presta um serviço favorável aos interesses de satanás.

Qual a recomendação para o dia de hoje? Ler, e quem sabe, reler o capítulo de Mateus 24. De minha parte farei isso. Nunca é demais estudar esse importante capítulo profético de JESUS.

 

  1. Terça: A destruição de Jerusalém

A prevista destruição do Templo foi algo horrível de se presenciar, para quem esteve lá. Os judeus estavam revoltados contra o Império Romano. A revolta começou por motivos banais, como sempre. Numa determinada cidade, havia uma sinagoga e os judeus queriam comprar o terreno ao lado. Ofertaram bom preço, mas o dono só criou intrigas, até que a situação saiu do controle. Judeus foram presos e outros foram mortos, numa reação oficial desproporcional dos romanos. Isso irritou os judeus e foi-se formando uma revolta gigantesca.

Por outro lado, na cidade de Jerusalém, havia grupos de bandidos lutando entre si e oprimindo o povo. A cidade chegou a um nível de insegurança beirando o pânico. Era o caos, autoridade alguma conseguia dominar os criminosos. A insatisfação era geral. Os romanos mandavam forças para controlar, mas elas eram rechaçadas. Até que chegamos ao ano 66 dC.

Céstio Galo foi enviado para a Judeia. Ele dominou algumas cidades e marchou contra Jerusalém. A situação de Céstio era difícil, a resistência oferecida pelos judeus era determinada, e a cidade estava bem protegida pelos muros.

“Quando os romanos estavam prestes a ter êxito, eles se retiraram, no outono de 66 dC. Sobre esta retirada, Josefo diz: “Céstio . . . subitamente retirou seus homens, abandonou a esperança, embora não tivesse sofrido nenhum revés, e, indo contra toda lógica, retirou-se da Cidade”. (The Jewish War [A Guerra Judaica], II, 540 [xix, 7]) Este ataque contra a cidade, seguido de súbita retirada, forneceu o sinal e a oportunidade para que os cristãos dali ‘fugissem para os montes’, conforme instruídos por Jesus. — Lu 21:20-22.”

Durante a retirada, sua coluna foi emboscada perto de Beth Horon e, além de ter so-frido pesadas perdas, perdeu sua águia (escudo). Céstio só conseguiu chegar até Antipatris depois de perder cerca de 6.000 pessoas e uma grande quantidade de material bélico. Naquele momento, a Judeia estava completamente fora do controle romano.

Apesar dos sucessos iniciais em repelir os cercos Romanos, o Zealotes lutavam entre si, pela liderança. Eles não tinham disciplina, treinamento e preparação para as batalhas que se seguiriam.

No ano seguinte (67 dC), Vespasiano empenhou-se em acabar com a insurreição judaica, mas a morte inesperada de Nero, em 68, abriu o caminho para que Vespasiano se tornasse imperador. Assim, ele voltou a Roma, em 69, e deixou que seu filho, Tito, prosseguisse em tal campanha, e, no ano seguinte, 70 dC, Jerusalém foi invadida e destruída. Três anos depois, a última fortaleza judaica em Massada caiu diante dos romanos. Tito cercou a cidade no ano 70, com três legiões (V Macedonica, OmeuNuke XII, XV Apolinário), no lado ocidental, e uma quarta (X Fretensis) sobre o Monte das Oliveiras, a leste. Ele colocou pressão sobre os alimentos e abastecimento de água dos moradores, permitindo que os peregrinos entrassem na cidade para comemorar a Páscoa e, em seguida, recusando-lhes saída. Após os judeus matarem um número de soldados romanos, Tito enviou Josefo, o historiador judeu, para negociar com os defensores, o que acabou com os judeus ferindo o negociador com uma seta. Em uma ocasião Tito quase foi capturado durante um súbito ataque, mas escapou.

Josefo descreve desta forma a situação da cidade: “No meio de tantos males que afligiam Jerusalém de todos os lados e que tornavam aquela infeliz cidade como um corpo exposto ao furor das feras mais cruéis, os velhos e as mulheres suspiravam pelos romanos e desejavam ser libertados por uma guerra estrangeira, das misérias que aquela guerra doméstica os fazia sofrer.

“Jamais desolação foi maior do que a daqueles infelizes habitantes; qualquer resolução que eles tomavam, não achavam meio de a executar; nem podiam fugir, porque todas as passagens estavam guardadas; os chefes desses partidos tratavam como inimigos e matavam a todos os de que suspeitavam querer se entregar aos romanos e a única coisa em que estavam de acordo, era dar a morte aos que mais mereciam viver.

“Ouviam-se dia e noite os gritos dos que lutavam, uns contra os outros; por maior impressão que causasse o medo nos espíritos, os lamentos dos feridos feriam-nos ainda mais; tantas desgraças davam sem cessar novos motivos de aflição, mas o temor sufocava as palavras e por uma cruel imposição retinha os suspiros no coração; os servidores haviam perdido todo o respeito por seus senhores; os mortos eram privados da sepultura, todos se descuidavam de seus deveres porque não havia mais esperança de salvação; a horrível crueldade daqueles facciosos chegou a incríveis excessos: eles faziam montes de corpos dos que haviam matado, espezinhavam-nos e deles se serviam como de um campo de batalha onde combatiam, com tanto furor, que a vista de tão espantoso espetáculo, obra de suas mãos, aumentava ainda o fogo da ira que lhes incendiava o coração.”

Conforme os dados históricos, não só não ficou no Templo pedra sobre pedra, como também foi destruída toda a cidade de Jerusalém, onde, segundo o historiador Flávio Josefo, um milhão e cem mil pessoas perderam a vida. Você consegue imaginar isto?

“A destruição de Jerusalém é consequência de uma revolta que durou 7 anos, entre seu início em 67 dC e a reconquista da fortaleza de Massada em 73 dC pelos romanos. No meio deste tempo caiu a cidade de Jerusalém.” Para quem desejar pesquisar mais sobre essas histórias, ver: https://cronologiadabiblia.wordpress.com/indice/

Destruir o Templo não estava entre as metas de Tito. O mais provável, Tito quis agarrá-lo e transformá-lo em um templo dedicado a Vespasiano, seu pai, imperador romano e ao panteão dos deuses romanos. Mas o fogo, iniciado por uma simples tocha atirada dentro do templo, se espalhou rapidamente e logo estava fora de controle. O templo foi destruído no final de agosto, e as chamas se espalharam nas seções residenciais da cidade. O Templo já não servia mais à adoração a DEUS, mas também não serviria à adoração aos deuses falsos.

Tudo acabou. Profecia cumprida. Não se zomba de DEUS impunemente. Essa foi uma forte sacudidura entre o povo de DEUS. E Sua igreja prosperava pregando e ensinando, mundo afora. E aqui estamos nós, às vésperas da segunda vinda de CRISTO.

 

  1. Quarta: A segunda vinda de JESUS

A primeira vinda de JESUS foi em humilhação, mas a segunda será em plena glória. Melhor, Ele virá com toda a Sua glória e poder, como Rei e Criador do Universo. Meros seres humanos, aqueles que O julgaram e O condenaram, O verão. Eles acordarão para ver quem condenaram. Ali estará Judas, os sacerdotes, os membros do Sinédrio, Pilatos, Herodes, os que gritaram para que fosse condenado, os soldados que o humilharam, e muitos outros. Eles ficarão aterrorizados diante da majestade daquele homem humilde que mataram, e que queria ser seu Salvador.

Haverá outro grupo, os salvos. Estes, ao contrário dos anteriores, estarão felizes, saudando o Salvador que vem chegando na nuvem. Poderão olhar para Ele e não se importarão com a poderosa luz que emana de Seu rosto, muito mais forte que o Sol a pino.

Antes dessa majestosa vinda, muitos sinais aparecerão. Além das guerras, da violência, criminalidade, catástrofes, corrupção, etc., aparecerão, e estão hoje aparecendo, falsos cristos e falsos profetas. São os falsos pregadores que, de Bíblia na mão, enganam multidões, ensinando a imortalidade da alma, a santificação do domingo, o enriquecimento aqui na Terra, a adoração a seres humanos mortos que são transformados em santos, e muitas coisas mais. É esse tempo que foi profetizado como sendo de grande agitação religiosa, seja a falsa, seja a verdadeira. O poder da pregação da verdade sobre o ser humano, em meio a essa situação de mentiras crescerá e se agigantará até se tornar global, e culminar com a pregação do evangelho a todo o mundo, conforme Mateus 24:14.

 

  1. Quinta: Manter-se vigilante

A segunda vinda de CRISTO é aguardada com grande ansiedade. É a profecia mais importante de todas. A cruz de CRISTO não serviria para nada se não viesse sucedida pela salvação; o sacrifício de JESUS teria sido inútil. Aliás, como diz a lição, os críticos negativistas do evangelho teriam razão em serem céticos. Mas não será assim, Ele voltará, e pelos sinais, vai ser em breve.

O desejo da volta de JESUS é algo tão intenso que há a tentação natural de querer saber quando isso acontecerá. É o que chamamos marcar data para a segunda vinda. Mas a última profecia com data foi em 1844; de lá para cá, não há mais período profético nem data do que quer que seja na Bíblia, e o próprio Senhor JESUS CRISTO alertou que ninguém sabe qual será esse dia e nem a hora. Portanto, é inútil especular sobre esse assunto.

Ellen G. White, numa de suas visões, viu o anúncio do dia e da hora. Quando ela acordou, tentou lembrar e simplesmente desapareceu da mente, nunca mais lembrou. Quer saber mais sobre isso, clique aqui. Esse fato dá mais uma ratificação de que esse dia ninguém conseguiria saber. Ele será anunciado por DEUS na entrada da sétima praga, quando Ele mostrar as duas tábuas da lei, desde o Seu santuário celeste, onde estão as tábuas originais (ver O Grande Conflito, 638 a 640).

Se soubéssemos quando JESUS volta, deixaríamos para a última hora o trabalho de anunciar este evangelho ao mundo, segundo diz Ellen G. White (Eventos Finais, 33). E aqueles que insistem em anunciar essa data, quando a data anunciada chega, fica evidente que erraram, e assim levam descredito à pregação do evangelho. Alguns deles tenderão, então, a fixar uma data bem distante, para que o erro não fique tão próximo. Essa data pode ficar para depois de quando Ele voltar, levando a muitos descobrir seu erro tarde demais. Vem de satanás o desejo de marcar essa data, pois a Bíblia não deixa margem a dúvidas sobre que essa data não seria conhecida pelos homens, senão quando DEUS a anunciasse.

Algumas datas marcadas foram as seguintes:

  1. A galinha profeta de Leeds, 1806. Uma fraude levou muita gente da cidade inglesa de Leeds a acreditar que JESUS estava por voltar, pois a galinha colocava ovos em forma de mensagem. Mas foi uma brincadeira de mau gosto.
  2. Os mileritas também se enganaram ao predizer a volta de JESUS para entre 1843 e 1844.
  3. Joseph Smith, fundador da religião mórmon, nos Estados Unidos, afirmou a líderes da igreja em 1835 que Deus havia dito a ele que JESUS retornaria em 56 anos.
  4. Em maio de 1980, o fundador da Coalizão Cristã e celebridade televisiva Pat Robertson assustou muitas pessoas quando disse na televisão: “Eu garanto a vocês que até o fim de 1982 haverá um julgamento no mundo”.
  5. As previsões de Nostradamus para 1999: A escrita metafórica e obscura de Michel Nostredame, conhecido como Nostradamus. Uma das suas frases mais famosas afirma: “No ano 1999, sétimo mês / do céu virá o grande rei do terror”.
  6. A virada do milênio deu origem a mais uma previsão para o fim do mundo: o problema, notado na década de 70, seria que muitos computadores não conseguiriam ver a diferença entre o ano 2000 e o ano de 1900. Ninguém tinha certeza do que isso significaria, mas muitos sugeriam que problemas catastróficos poderiam ocorrer, desde blecautes enormes a um holocausto nuclear. Nada aconteceu.
  7. Para o caso do Y2K não acabar com a humanidade, uma outra catástrofe global foi prevista por Richard Noone, autor do livro “5/5/2000 Ice: The Ultimate Disaster” (“Gelo: o desastre final”, em tradução livre, sem edição brasileira). Segundo o autor. O gelo da Antártica teria quase 5 quilômetros de espessura no dia 5 de maio de 2000, quando os planetas se alinhariam no céu, resultando em uma morte gelada para toda a humanidade. O final dessa história foram milhares de exemplares do livro vendidos, mas sem mortes em massa devido ao gelo derretido.
  8. De acordo com o pastor da Igreja de Deus, Ronald Weinland, autor do livro “2008: God’s Final Witness” (“2008: a última testemunha de Deus”, em tradução livre), centenas de milhares de pessoas morreriam a partir de 2006, quando o livro foi lançado. Ao fim daquele ano, o pastor afirmava que haveria no máximo dois anos antes do momento em que o mundo entrasse no pior período de toda a existência humana. Até o segundo semestre daquele ano, os Estados Unidos teriam sofrido um colapso, e não existiria mais como um país independente. De acordo com o que está escrito no livro, Weinland “coloca a sua reputação em jogo no seu papel de profeta de Deus”. Adeus, reputação!

A fonte dessas previsões pode ver aqui. Mas há muitas outras datas marcadas que obviamente fracassaram, e ainda haverá mais outras. É só pesquisar porque foram relatadas. Uma lista bem completa dessas datas, que existem em grande quantidade desde o ano de 992 está aqui.

Sobre esse assunto temos duas posições, uma errada, outra correta. A errada já discutimos, é tentar especular e marcar datas. A correta é vigiar, estar sempre preparado, como se Ele voltasse bem logo. É agir como se age na prevenção contra o aparecimento de algum ladrão, pois esse pode aparecer para arrombar a casa a qualquer hora, que não conhecemos. JESUS não é um ladrão, mas a Sua vinda é comparável a um deles.

Vigiar é ter a atitude de finalização do tempo da graça a qualquer momento. Pois, pode ser que JESUS volte mais adiante, mas nós podemos por algum motivo, perder a vida antes do dia do fechamento da porta da graça. Nesse caso nada valeria saber quando seria a data de Sua vinda, pois para nós, o tempo da graça, num caso assim, terminou.

Pelos sinais, tudo o que podemos saber, e que DEUS mesmo revela, é que o dia da volta de JESUS está se aproximando. Esse evento acontecerá em nossa geração, o quadro profético é bem lúcido nesse sentido.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

O foco deste estudo aponta, sem dúvida, para o fim dos tempos do império do pecado. Por parte dos fiéis a DEUS há uma expectativa bem grande quanto ao término desses tempos de aflição. Aqui todos sofrem, bons e maus, crianças e idosos, homens e mulheres. E a situação deverá piorar a cada momento. O que comanda o estado de coisas no mundo é a corrupção, ou, em outras palavras, a maldade, que não conseguimos refrear. O amor está sendo posto de lado, em seu lugar, o mal de satanás vem tomando conta. Está chegando ao limite do suportável por parte de DEUS.

  • Quais os tópicos relevantes?

Antes do fim, haveria, e está havendo, uma tremenda ação da falsidade, com enganadores, falsos cristos, falsos profetas, homens e mulheres à semelhança de satanás, mentindo e enganando as multidões. As pessoas hoje estão sedentas por coisas miraculosas, felicidade e prosperidade. E é por meio desses desejos que satanás e seus agentes enganam o povo. JESUS não prometeu nada disso, Ele prometeu a vida eterna, o bem que desejamos não está nesse mundo, mas na Nova Terra.

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Especialmente que devemos estar prontos para, em nosso caso, se encerrar a porta da graça a qualquer momento. Não tanto porque JESUS poderia vir a qualquer momento, pois faltam ainda acontecer fatos que foram profetizados, mas porque nós podemos morrer a qualquer momento. Há tantas maneiras para se perder a vida, quem dera não aconteça, mas é frequente assistirmos na televisão pessoas jovens e sadias que foram mortas, por exemplo, por uma bala perdida. Portanto, devemos estar sempre preparados para o fim. Outra coisa, nosso testemunho deve ser sempre, a todo momento, de alguém que realmente conhece e vive em comunhão com o Salvador.

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Como Enoque, viver em comunhão com JESUS, sempre buscando conhecê-Lo melhor, seja pelos estudos, seja pela vida prática diária.

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

“A natureza de João anelava amor, simpatia e companhia. Ele se achegava a Jesus, sentava-se a Seu lado, recostava-se-Lhe ao peito. Assim como a flor sorve o orvalho e a luz, bebia ele da luz e vida divinas. Contemplou o Salvador em adoração e amor, até que a semelhança de Cristo e comunhão com Ele se tornaram seu único desejo, e em seu caráter se refletiu o caráter do Mestre” (Educação, 87).

 

  1. Conclusão geral

“É nosso privilégio pregar a Palavra na demonstração do Espírito. É o privilégio de toda pessoa ter fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Mas a pura vida espiritual só advém quando a pessoa se submete à vontade de Deus por meio de Cristo, o Salvador reconciliador. É nosso privilégio ser moldados pelo Espírito Santo. Mediante o uso da fé somos postos em comunhão com Cristo Jesus, pois Cristo habita no coração de todos os que são mansos e humildes. Sua fé é uma fé que opera pelo amor e purifica a alma, uma fé que traz paz ao coração e conduz no caminho da abnegação e do sacrifício pessoal” (Este Dia Com DEUS, MM 1980, 357).

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre   29/04 e 05/05/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

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