Lição 11 – Falsos mestres

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: “Apascenta as Minhas ovelhas”: 1 e 2 Pedro

Lição 11 – Falsos mestres

Semana de 20 a 27 de maio

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção, pois o homem é escravo daquilo que o domina” (2 Pedro 2:19).

 

Introdução de sábado à tarde

Nos tempos de Pedro, um pouco diferente dos tempos da nação judaica e na nação israelita, havia falsos mestres. Nos tempos mais antigos, havia falsos profetas, que DEUS nunca chamou nem lhes deu autoridade alguma. Aliás, foi pela força desses falsos profetas, contra Jeremias, que a nação judaica caiu nas mãos de Nabucodonosor.

Tanto os falsos profetas quanto os falsos mestres surgem, ou por iniciativa deles mesmos, ou por nomeação humana, nunca por escolha divina. Esperemos nesses últimos dias o aumento de falsos mestres, e inclusive de falsos profetas, dentro da nossa igreja. Assim como no passado, eles vem para confundir, nunca para levar ao caminho da obediência a DEUS. Disse Ellen G. White: “Seremos todos provados. Pessoas que pretendem crer na verdade virão a nós e insistirão por nos convencer de doutrinas errôneas, que perturbarão nossa fé na verdade presente, caso lhes demos atenção. Unicamente a verdadeira religião subsistirá à prova do juízo” (Evangelismo 359).

Uma das manifestações falsas dentro de nossa igreja acontece em relação à musica. A maior revelação de DEUS a esse respeito não está na Bíblia, e sim, no Espírito de Profecia, por meio da profetiza Ellen G. White, mas não vem merecendo a atenção de muitos pastores e líderes da igreja, e também de cantores e instrumentistas. Barulho, não louvor, é o que se assiste. Graças a DEUS, pela Sua revelação, isto é um dos sinais do fim, ao menos uma coisa positiva em relação a essa barulheira de alto volume, dentro da igreja, não diferente do barulho da rua. Dizem que isto é louvor. Isso acabará mal. Uns poucos, minoria, mantêm-se em pé, conforme a profecia, não se dobrando à musica do Ecumenismo. Cada um que faça a sua escolha e que arque com as consequências, luz suficiente para esse assunto existe.

 

  1. Primeiro dia: Falsos profetas e mestres

Desde os tempos de JESUS os seus seguidores foram perseguidos, sendo Ele mesmo perseguido, mas outra estratégia demoníaca, em grande parte bem sucedida foi a falsidade, mentira ou heresia. Houve heresia desde aqueles tempos antigos, vindos de falsos mestres (ou mestres mentirosos dentro do cristianismo) até hoje, e haverá até o final. Fazem parte do joio.

Algumas heresias dos tempos dos apóstolos: Ebionismo (Séc I a V) – Os ebionitas (pobres), judeus-cristaos que seguiam a lei de Moisés, acreditavam que Jesus Cristo era o Messias, porém achavam que Ele não era o Filho de Deus (apenas um profeta anunciado por Moisés). Nicolaísmo –  Nicolau (Balaão), era diácono da igreja, seita gnostico-libertina que apareceu em Éfeso e Pérgamo (Ásia Menor), condenava o Deus da criação. Se faziam parecer como uma casta superior na igreja, atraindo a admiração do povo. Defendiam a poligamia. Doutrina de Jesabel – trata-se de uma doutrina que ensina que algo mau pode ser bom, que o profano pode ser puro. Jesabel a si mesma se declarava profetiza e era uma mulher ímpia, idólatra, maquinadora e defendia a adoração a ídolos pagãos como Baal. Ensinava algo aparentemente bom, mas que por detrás era puro engano, e muitos acreditaram nela. Doutrina de Balaão. O nome de Balaão significa “ele destrói o povo”; Nicolau significa “ele conquista o povo”. Forma-se um complemento para o mal nessas duas doutrinas. Balaão orientou Balaque a atrair os israelitas ao sexo com as mulheres pagãs, e assim, ele levaria o povo de DEUS à idolatria, a exemplo de Sansão e de Salomão.   Cerintianismo – Fundador Cerinto, acreditava e ensinava que Cristo não nasceu Deus, mas tornou-se Deus no batismo, quando morreu Deus o abandonou, para recebê-lo na sua 2ª vinda, no final dos tempos.  Judaização (Séc I) – ensinando a obrigatoriedade da circuncisão, depois de CRISTO. Gnosticismo (Sécs. I e II) – que, entre outras coisas, ensinava que a matéria era má; JESUS não era verdadeiramente DEUS pois era mau; o DEUS dos judeus era uma entidade maligna. O Gnosticismo era composto por vários movimentos sincréticos de tradições religiosas da sua época: o helenismo, o dualismo, cultos de mistério, judaísmo e o cristianismo. Montanismo (final do Séc. II) – Montnus ensinava a obrigatoriedade da penitência e fervor, falar línguas e profecias. Dizia que JESUS voltaria em sua cidade natal na Frígia. Antitrinitárianismo – Teófilo de Antioquia, escritor cristão, em 180 a.C., começa aparecer em seus escritos a palavra “tríade” ou “trindade” (um só Deus em três pessoas), que serviu para explicar o dogma cristão da Santíssima Trindade. Logo surgem os opositores, como o adocionismo, de Teodoto de Bizâncio (rejeitava a Trindade, negava a divindade de Cristo e a encarnação do Verbo) Sabelianismo (Princípio do Séc. III), ensinavam que JESUS e DEUS Pai seriam apenas dois aspectos de uma mesma pessoa. Maniqueísmo – Tipo de gnosticismo que começou na Pérsia, na 1ª metade do século III, fundador; Manés (Manion Maniqueu – 215/276). Para Manés, que seguia os ensinos de Zoroastro (Zaratustra), há dois reinos eternos : o da luz, em que domina Deus (Ormuzde ou Ahura Mazda), e o das trevas, domínio de Satã (Ahrimã ou Anrô Mainiu).  Arianismo (Séc. IV) – Arius ensinava que Cristo não era Deus e sim uma criatura feita por Deus. Pelagianismo (Séc. V) – Pelagius, um monge gaulês negava que nós herdamos o pecado de Adão e alegava que nos tornamos pessoalmente pecadores apenas porque nascemos em solidariedade com uma comunidade pecadora a qual nos dá maus exemplos. Nestorianismo (Séc. V) – Nestorius alegava que Maria deu origem apenas à pessoa humana de Cristo em seu útero, trouxe problemas principalmente para a Igreja Católica. Monofisismo (Séc. V) – O Monofisismo originou-se como uma reação ao Nestorianismo. Os monofisistas (liderados por um homem chamado Eutyches) ficaram horrorizados pela implicação Nestoriana de que Cristo era duas pessoas com duas diferentes naturezas (divina e humana). Então eles partiram para o outro extremo alegando que Cristo era uma pessoa com uma só natureza (uma fusão de elementos divinos e humanos). Portanto eles passaram a ser reconhecidos como Monofisistas devido à sua alegação de que Cristo possuía apenas uma natureza (Grego: mono= um; physis= natureza). Iconoclastas (Sécs. VII e VIII, até o séc. IX) – Essa heresia, como dizem, surgiu quando um grupo de pessoas conhecidos como iconoclastas (literalmente, destruidores de ícones) apareceu. Esses alegavam que era pecaminoso fazer estátuas ou pinturas de Cristo e dos Santos. Os iconoclastas se posicionaram contra a adoração de ídolos, nisso estavam corretos. Se desejar ler o artigo completo, clique aqui e aqui.

Essa lista não é completa nem, tão pouco, as explicações são exaustivas. Não é o caso de nos tornarmos especialistas em heresias, devemos, antes disso, ser especialistas na verdade, em conhecimento bíblico e como colocar em prática. “Há heresias perigosas, que serão apresentadas como doutrinas bíblicas; e cumpre-nos familiarizar-nos de tal maneira com a Bíblia, que as saibamos enfrentar. A fé de todo indivíduo será provada, e cada um passará por uma prova de rigorosa crítica” (Evangelismo, 590 e 591). Devemos nos precaver de heresias, fábulas, crenças e práticas modernas, tais como antitrinatarianismo; música gospel no culto (música com letra cristã e melodia mundana, como a apostasia em Indiana em 1900); natureza de JESUS se pós o pré lapsariana; algum mundanismo, dizem muitos, é bom para atrair candidatos a batismo; ênfase num DEUS imanente; nicolaísmo moderno, aqueles que dominam e exercem poder sobre o povo de DEUS dentro da igreja; batismo apressado sem devido preparo, etc. Nos tempos de Ellen G. White J. H. Kellogg ensinava o  panteísmo (heresia alfa, e já está vindo a heresia ou apostasia ômega – antitrinitarianismo -, a apostasia final dentro da igreja), doutrina ou heresia que afirma que tudo e todos compõem um Deus abrangente, e imanente, ou que o Universo (ou a Natureza) e Deus são idênticos; testemunhas de Yoshua; os perfeccionistas; redefinição de babilônia, como sendo a IASD; os pentecostalistas; os legalistas; os históricos; os pós-modernistas; os liberais, etc.

Sobre o ômega da apostasia, algumas citações para enriquecer o assunto: “De uma coisa podemos estar quase certos: o ômega atará doutrinas básicas da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Quase todas as grandes apostasias têm incluído uniformemente três áreas de ataque: o santuário, o juízo investigativo e o Espírito de Profecia – sempre em nome de grande bem para a igreja, disfarçadas em termos como reforma.”  – Mas não nos devemos esquecer que “a reforma que a Bíblia requer é uma reforma de vida, não de doutrina estabelecida. …” (Ômega, Lewis R. Walton, 49). Assim, “ao vir a sacudidura, pela introdução de falsas teorias, esses leitores superficiais não ancorados em parte alguma, são como a areia movediça.” (Testemunhos Para Ministros, p. 112). “Permanecer em defesa da verdade e justiça quando a maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor quando são poucos os campeões – essa será nossa prova”  (Testemunhos Seletos, vol.2 , p. 31).

Pedro, antevendo profeticamente a ação de falsos mestres, pede atenção à “”firme palavra dos profetas” como guia seguro em tempos de perigo, o apóstolo solenemente advertia a igreja contra a tocha da falsa profecia, que seria erguida por “falsos doutores”, os quais introduziriam encobertamente “heresias de perdição, e negarão o Senhor”. II Ped. 2:1” (Atos dos apóstolos, 535).

“As lições bíblicas, ensinadas em nossas escolas, são muito mais importantes do que muitos agora julgam. As crianças terão, num breve futuro, de enfrentar as heresias e fábulas

que existem no mundo cristão. Instruí a juventude com simplicidade, mas com grande exatidão. Nossa obra deve subsistir à prova do julgamento. Nessa idade, a juventude deve ser habilitada, pela graça de Cristo, a enfrentar e vencer os males que foram introduzidos na sociedade. Terão oportunidade de servir-se de todo conhecimento e influência adquiridos, e necessitarão de sabedoria celestial para deter a corrente de males que os rodeia. São inúmeros os defensores do erro e de doutrinas não bíblicas. O mundo os induz a se esquecerem de Deus e a desprezar Suas reivindicações. A lei de Deus é calcada sob pés profanos. Todo jovem é responsável perante Deus por suas oportunidades e pela preciosa luz das Escrituras que sobre ele brilha” (Conselhos sobre a Escola Sabatina, 35 e 36).

Muito cuidado quanto as heresias que surgem a cada pouco. Sim porque “Há sempre um enfeitiçante poder nas heresias e na licenciosidade. A mente é tão iludida que não pode arrazoar inteligentemente, e uma ilusão a está continuamente desviando da pureza. A visão espiritual torna-se manchada; e pessoas de moral até aí impoluta, tornam-se confusas debaixo dos enganadores sofismas daqueles agentes de Satanás, que professam ser mensageiros da luz” (Conselhos sobre medicina, 623).

“Apontando para esse tempo, declaram as Escrituras que Satanás trabalhará com todo poder e “sinais, e prodígios de mentira”. II Tess. 2:9. Sua obra é revelada claramente pelas trevas que se adensam rapidamente, pela multidão de erros, heresias e enganos destes últimos dias. Satanás não só leva cativo o mundo, porém suas ilusões infectam até as professas igrejas de nosso Senhor Jesus Cristo. A grande apostasia se desenvolverá em trevas tão densas como as da meia-noite, impenetráveis como a mais intensa escuridão. Para o povo de Deus será uma noite de prova, noite de lamentação, noite de perseguição por causa da verdade. Mas nessa noite de trevas brilhará a luz de Deus” (Refletindo a CRISTO, MM 1986, 203, grifo meu).

Ai daqueles líderes na igreja que criam problemas com os poucos que seguem o que está escrito. Essa já é uma conduta bem frequente. “Os que causam dificuldades aos fiéis mensageiros do Senhor, que os desanimam, que se colocam entre eles e o povo, para que sua mensagem não tenha a influência que Deus tencionava que tivesse, são responsáveis pelos enganos e heresias que penetram na igreja como resultado de sua conduta. Têm uma conta terrível a ser prestada a Deus. Depois que o Senhor advertiu reiteradas vezes a Seu povo, recusando eles ainda prestar atenção a Sua voz e ser instruídos, sua culpa torna-se deveras abominável para Ele. O relato de sua rebelião é escrito num livro perante Ele, e terão de enfrentá-lo quando se assentar o juízo e se abrirem os livros” (Este dia com DEUS, MM 1980, 53).

 

  1. Segunda: Liberdade em CRISTO?

A nossa natureza, isto quer dizer, o nosso modo natural de ser, é pecadora. Significa que gostamos do pecado, certamente não de todos, mas algum tipo de pecado nos atrai. Algo que atrai muitos é o que está envolto em mistério, em que há algo oculto, assustador, ou onde podemos levar alguma vantagem, ou ser mais que o outro. Nas doutrinas satânicas essas coisas predominam, e atraem as pessoas, inclusive os servos de DEUS. É o fascínio pelo que é mau. Se não fosse errado, não seria sedutor. Disse Abraham Lincoln: “Frequentemente é necessário mais coragem para ousar fazer certo do que temer fazer errado.” Em assuntos de fé, sendo-se seguidores de CRISTO, essa é uma grande verdade. É difícil fazer o certo, e arriscado também. O preconceito dos levianos se levanta e se antepõe. Há um pensamento do qual desconheço o autor, mas é brilhante: “O errado é errado mesmo que todo mundo esteja fazendo. O certo é certo mesmo que ninguém esteja fazendo.” Martin Luter King disse: “Para criar inimigos não é preciso declarar guerra, basta dizer o que pensa.”

Com Eva, e Adão, aconteceu no contexto da perfeição o que acontece conosco com grande frequência: pensar que podemos enfrentar sós a situação de perigo. Por descuido fazemos isso quase todos os dias. Vejam o que aconteceu com Eva: “Eva pensava ter capacidade própria para decidir entre o certo e o errado. A enganadora esperança de entrada num mais elevado estado de conhecimento levou-a a pensar que a serpente era um amigo especial, que tinha grande interesse em sua prosperidade. Tivesse procurado o marido, e ambos relatado ao Seu Criador as palavras da serpente, e teriam sido imediatamente livrados de sua astuciosa tentação. O Senhor não desejava que buscassem o fruto da árvore do conhecimento, porque então seriam expostos ao engano de Satanás. Sabia que eles estariam perfeitamente a salvo se não tocassem no fruto” (História da redenção, 36 e 37). Ou seja, a Eva parecia que o inimigo era um amigo, é assim, bem assim, que satanás, hoje, leva a erro, membros, líderes, pastores, dirigentes e muitos. “Durante seis mil anos esse espírito superior, que ocupou outrora lugar preeminente entre os anjos de Deus, tem estado devotado a uma obra de destruição e engano. E toda habilidade e astúcia satânicas adquiridas, toda a crueldade desenvolvida nessa luta de longos séculos, serão empregadas contra o povo de Deus no conflito final. É nesse tempo cheio de perigos que os seguidores de Cristo terão de anunciar ao mundo a mensagem do segundo advento de Cristo, a fim de preparar um povo “imaculado e irrepreensível” para a volta do Senhor” (O grande conflito, 7).

Resumindo a lição de hoje: liberdade só mesmo seguindo a CRISTO, que quer dizer, estudar a Bíblia e seguir o que está escrito. Muitos hoje são cristãos de ouvido, esses provavelmente serão enganados, diferentemente como faziam os Bereanos, que conferiam na Palavra de DEUS se o que o pregador dizia era mesmo assim.

 

  1. Terça: O cão voltou ao se próprio vômito

Confesso, achei esse título um tanto nojento, mas vamos em frente. Cachorros fazem isso, e nisso não servem de exemplo. Pode-se, contudo, tirar lições importantes. O título é tão grosseiro quanto pertencer ao povo de DEUS, e abandonar essas situação, ou, desdenhar a vida eterna preferindo a morte eterna. Essa é a real situação.

Pedro usou uma ilustração bem forte e que muitos não querem ouvir e nem pensar durante uma refeição. No entanto, tão forte também é abandonar o bom caminho para seguir o mau caminho.

Ilustremos com um caso real. Era uma família firme na igreja, que participava intensamente. Mas um dia desses a família se desfez. O pai a trocou por outra família, de fora da igreja. Depois ele, sempre dizendo que tinha muita fé em DEUS, foi afundando cada vez mais no mundo, até que morreu. O restante da família também abandonou a igreja. É dramático ver algo assim acontecendo, isso que não faltaram amigos para tentar reconstruir o lar. O marido simplesmente não queria e fim.

Eis aí algo que me preocupa, vez por outra, dá medo. O que a nossa mente decide é perigoso. Que mente usaremos para corrigir a nossa mente? Só se uma mente de fora, santa e boa, guiar a nossa mente. Se não estivermos todos os dias apegados ao ESPÍRITO SANTO e a nosso Senhor JESUS, nossa mente poderá enveredar por caminhos intelectuais que não conseguiremos largar, pois sem algum auxílio externo, a nossa mente guia a si mesma, não existe um órgão superior a ela em nosso corpo. Sem falar nos poderosos atrativos mundanos, como os que Balaão sugeriu a Balaque para atrair os filhos de Israel. Como é difícil escolher o que assistir na televisão ou olhar na Internet, ou em outros canais! E há muitos maus líderes dando mau testemunho, seja em sua vida, seja no que pregam, cada vez mais superficial e pouco proveitoso para alertar dos perigos do momento. “Cedo na história da igreja o mistério da iniquidade predito pelo apóstolo Paulo iniciou sua calamitosa obra; e quando os falsos ensinadores, a cujo respeito Pedro advertiu os crentes, exibiram suas heresias, muitos foram seduzidos pelas falsas doutrinas. Alguns tropeçaram sob as provas e foram tentados a abandonar a fé. Ao tempo em que foi dada esta revelação a João, muitos haviam perdido seu primeiro amor da verdade evangélica” (Atos dos apóstolos, 587).

Está errado quando dizem: “todo cuidado é pouco”. O correto é dizer: “todo cuidado é insuficiente.” Se não andarmos firmemente ao lado de JESUS (isto é, estudando nossa Bíblia e pondo-a em prática), podemos nos cuidar o máximo, e ainda assim, erraremos.

 

  1. Quarta: Pedro e Judas

Pedro e Judas (não o Iscariotes) duplicam em um trecho o mesmo assunto. Tratam de heresias daqueles tempos e remetem aos tempos atuais. É assunto importante, vital a todos nós, certamente por isso que foi repetido.

Reunindo o que eles escreveram, podemos resumir. O pior problema que os dois autores alertam é de alguma forma afastar as pessoas do caminho da salvação. Isso geralmente é feito de maneira sutil, ou seja, de uma maneira que as pessoas gostem, que se encaixe com suas tendências pessoais e que pareça algo que DEUS aprova. Por exemplo, a exploração da vaidade masculina e feminina. O mundo promove com intensidade e na igreja já não se orienta sobre esse assunto. Estava presente quando um pastor, muito preocupado com a salvação dos irmãos, resolveu fazer um sermão sobre pinturas etc. Quando foi na despedida, o coitado ouviu tanta reclamação, xingamentos, palavras ásperas que deve ter-se sentido como Jeremias ao dar as mensagens de DEUS aos judeus. Pelo que lembro, nunca mais ele falou sobre um assunto assim. JESUS fez algo parecido, e acho que esse pastor, bem intencionado, seguiu o exemplo do Mestre. JESUS foi enxotado de Sua cidade de juventude, Nazaré, e para lá nunca mais voltou. Esse é um exemplo apenas, mas sabemos de muita coisa que deveríamos ter uma posição mais clara e firme, no entanto, tente alertar a igreja quanto práticas de vida. Só a sacudidura para resolver, assim como foi no Dilúvio, nas duas vezes em que o templo foi derrubado etc.

O que os dois autores bíblicos estão alertando é que não sejamos maus cidadãos. Que sigamos as leis do Estado e acima de tudo, as leis de DEUS, ou melhor, a lei de DEUS. Que creiamos em JESUS como DEUS encarnado em forma de homem, que morto por nossos pecados, ressuscitou e está prestes a retornar.

 

  1. Quinta: Mais lições do Antigo Testamento

Pedro nos deixa lições advindas de Sodoma e Gomorra e de Balaão. Sodoma e Gomorra representam a imoralidade do ser humano, quando se entrega à sensualidade. Aqui não se refere somente aos casos extremos de imoralidade, como entregar o corpo à prostituição, trair o cônjuge, união entre iguais e coisas assim. Trata-se, por exemplo, também de assistir vídeos pornográficos e sensuais, desde na Internet quanto alugados. Trata-se de piadas imorais. Trata-se de literatura do mesmo gênero, ou até de esticar o olho sobre outra pessoa mal vestida, que esteja se mostrando. Esse último caso, convenhamos, ocorre também dentro de nossa igreja, por exemplo, de mulheres que fazem plástica, não apenas corretiva o que devemos aprovar, mas bem exagerada para salientar suas curvas, vestindo roupa apertada para que todos possam vê-las. E lá vão elas, cantar louvores a DEUS. Pois bem, cada um que escolha o seu caminho, se para a perdição ou para a salvação, e quem quiser olhar e apreciar, que os siga. Como disse JESUS a Judas, “o que tens para fazer, vai e faze-o depressa”, ou seja, já que vais Me trair e depois vais te enforcar, seja rápido, não te demores. Mais que alertar e orar ninguém pode fazer, e, como todos são livres, quem decidir pelo caminho da imoralidade, sabendo o suficiente sobre a verdade, ele que siga esse caminho, problema dele. Já sabe que outros o seguirão e também se perderão. Deve também saber que isso terá um custo para ele no dia do juízo.

Balaão já é outro caso. Ele era um profeta, não se sabe dizer se escolhido por DEUS. Porém, ganancioso, depois de relutar um pouco e de até falar com DEUS, recebendo oferta maior, e sendo-lhe dada a liberdade por DEUS de seguir os mensageiros de Balaque, foi com a intenção de ver bem o que esse rei oferecia. Na verdade nem deveria ter ido se expor à tentação, mas foi, pela sua jumenta deveria ter atinado que o certo era retornar. Teve pelo menos o tirocínio de evitar fazer algo contra a vontade de DEUS, de modo que, em vez de amaldiçoar, abençoava, e por três vezes, irritando Balaque.

Mais tarde, pouco depois, Balaão deu um conselho a Balaque que causou grande estrago entre os israelitas. Era para atrair os jovens israelitas a se envolverem com as festas profanas de Moabe, e se envolverem com jovens deles, até que assimilaram a cultura pagã deles e caíram em desgraça, tendo abandonado o DEUS de Israel. Essa prática, a doutrina de Balaão, hoje está em grande evidência na igreja. Adentra mundanismo em grande intensidade, sob o pretexto de que assim fica mais fácil manter os jovens na igreja e fica mais fácil atrair interessados ao batismo. É verdade, cativar pessoas a guardar o sábado quando a maioria guarda o domingo, não é nada fácil, mas com o poder do ESPÍRITO SANTO tudo se resolve. Não precisamos de barulho, baterias, gritos, som alto e muitas outras parafernalhas para tentar salvar alguém, precisamos do poder do Consolador. Muitos de nossos líderes, especialmente pastores que dirigem a obra, deveriam ler o Espírito de Profecia e seguir o que está escrito.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

Resumindo o estudo dessa semana: falsos mestres, falsos profetas e recaídas. A liberdade não é um problema, mas é importante que atentemos a respeito da nossa liberdade que DEUS nos deu: que saibamos usá-la. É bom ser livre, mas é necessário seguir os princípios da liberdade. Esses princípios estão na lei de DEUS, a lei da liberdade (Tiago 1:25). Num mundo cheio de falsidades, em que nós mesmos somos propensos a ser falsos e/ou a cairmos em alguma armadilha, é preciso ter cuidado com a liberdade que recebemos, pois podemos tomar decisões contra nós mesmos, contra nosso próximo e contra a vida eterna, e isso é um grande problema. A existência do mal não é um problema, é a causa de muitos problemas. Problema é o efeito de nós cedermos ao mal.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Qual é o nosso contexto, em poucas palavras? Estamos em meio a uma guerra espiritual. Há duas opções, por dois lados: o do Salvador e o de satanás. E qual é o problema? Que é intenso o poder de sedução e de engano da parte do inimigo, e a maciça maioria está sendo enganada, cede às atrações do mal. Apenas alguns se salvarão por tomarem a decisão livre pela vida.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

Algumas notícias importantes relacionadas ao contexto profético desses tempos.

Aumenta a amizade entre as igrejas, isso favorece sua integração, já que existe um projeto importante da ONU para o mundo. É a Agenda 2030. Veja mais sobre a amizade entre as igrejas aqui.

Na visita do papa ao Egito, terra que acolheu a família de JESUS quando tiveram que se refugiar de Herodes, foi bem sucedida. Havia um temor de algum ataque por parte do Estado Islâmico, mas nada aconteceu. O objetivo da visita, ao menos o principal, que foi de intensificar o relacionamento do vaticano com o Egito foi plenamente atingido. Veja mais nesse link e nesse outro.

As comemorações dos 500 anos do protesto de Lutero se aproximam. O curioso é que não se trata mais do protesto, e sim, das reunificação. Isso é profético, a reportagem está aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Há também advertência em notarmos os resultados que se seguiram quando mesmo uma única vez alguém cedeu à fraqueza e erro humano – o fruto de abandonar a fé. Em virtude de uma falha de sua fé, Elias interrompeu a obra de sua vida” (Educação, 150 e 151).

 

  1. Conclusão

“A grande verdade de nossa inteira dependência de Cristo para a salvação encontra-se junto ao erro da presunção. Milhares confundem a liberdade em Cristo com ausência de lei; e por ter Cristo vindo para libertar-nos da condenação da lei, muitos declaram que a própria lei foi revogada e que aqueles que a guardam caíram da graça. Desse modo, ao parecerem a verdade e o erro tão próximos, mentes não guiadas pelo Espírito Santo são levadas a aceitar o erro e, fazendo-o, colocam-se sob o poder dos enganos de Satanás. Ao levar assim o povo a receber o erro em lugar da verdade, Satanás está operando para obter a homenagem do mundo protestante” (CRISTO triunfante, MM 2002, 323).

 

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre:     14 a 20/3/2017

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

2 comments for “Lição 11 – Falsos mestres

  1. junho 9, 2017 at 6:32 pm

    Muito interessante. Continue iluminando mentes a partir do seu ministerio pessoal.

  2. julho 1, 2017 at 12:33 am

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