Lição 11 – Liberdade em CRISTO

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: O evangelho em Gálatas

Lição 11 – Liberdade em CRISTO

Semana de 2 a 9 de setembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor” (Gal. 5:13).

 

Introdução de sábado à tarde

Vamos definir o significado de quatro palavras que utilizaremos nesta semana, conforme o dicionário. As palavras são: legalismo, liberdade, liberalismo e libertinagem.

Legalismo: é a fidelidade à legalidade; considerar apenas as exigências do direito positivo, sem levar em conta o direito natural; seguir estritamente a lei ou código de leis. Parece ser uma espécie de obediência à lei sem considerar o bom senso, como se ela fosse a única palavra.

Liberdade: grau de independência legítimo de um cidadão, um povo ou uma nação; conjunto de direitos reconhecidos ao indivíduo, isoladamente ou em grupo; poder que tem o cidadão de exercer a sua vontade dentro dos limites que lhe faculta a lei; não ser cativo ou propriedade de outrem; direito a ir e vir; autonomia, independência, soberania; possibilidade do indivíduo de exprimir-se de acordo com sua consciência; direito a seguir a fé que escolheu, sem ingerências coercitivas do poder estatal.

Liberalismo: doutrina que denota direito a fazer o que deseja; comportamento liberal; liberalidade, prodigalidade, tolerância, lei frouxa.

Libertinagem: licenciosidade de costume, conduta de pessoa que se entrega imoderadamente a prazeres sexuais; a prática do libertino; decadência moral; irreverência com relação a dogmas e crenças oficialmente aceitos; insubmissão, indisciplina.

A liberdade é o caminho regulado pela lei sem exageros, sem fanatismo.

O legalismo é seguir a lei de modo fanático, entendendo que a lei é a única via, que não existe a misericórdia, e nem a graça. Tende à ditadura, quando a lei é um indivíduo e sua vontade. Em religião, é crer que possa haver salvação obedecendo a lei e isso basta.

O liberalismo é dar pouco valor à lei, seguindo mais os costumes e o “eu acho”, não o “está escrito”. É forte tendência na igreja hoje.

A libertinagem é o desrespeito total à lei, liberalismo ao extremo. Também poderia ser algo próximo a anarquia, que é a negação do princípio da autoridade, uma situação sem governo. Esses são anomistas ou antinomistas, ou seja, desprovidos de normas, não aceitam nem seguem normas. É um conceito que surgiu entre os protestantes que afirma que os cristãos estão acima da lei moral, portanto, tudo lhes é permitido, são perfeitamente livres. Mas tal conceito jamais seria liberdade.

Não existe liberdade sem lei. A liberdade divina é ter as leis no coração, isto é, na mente, onde ocorre o governo da pessoa. A liberdade sem lei é para onde satanás quer levar a humanidade. Ou seja, para nosso inimigo serve tanto o legalismo extremo, a ditadura, como a anarquia. O que não serve para ele é a legalidade ou liberdade mediante a lei.

Pessoalmente, creio que a liberdade em CRISTO nos dá o direito a agirmos livremente, a pensarmos e fazermos tudo o que desejarmos, uma vez que, tendo a lei de DEUS, os Dez Mandamentos na mente, o princípio do amor nos guiará naturalmente a sempre termos pensamentos e vontades conforme esse princípio. Na lei de DEUS somos livres totalmente, porque ela nos ensina a amar. Em tal situação não há necessidade de nos fiscalizarmos, ao natural seremos pessoas boas. Essa condição só teremos após a restauração de todas as coisas, após a transformação, na segunda vinda. Até lá, teremos que cuidar de nossos atos para que estejam conforme a vontade de DEUS, ou Sua lei.

 

  1. Primeiro dia: CRISTO nos libertou

Os gálatas passaram por três fases religiosas: escravos da idolatria (antes de se converterem); livres por meio da graça, por meio dos ensinos de Paulo; escravos das obras, com a sedução dos judaizantes. A carta de Paulo que estamos estudando busca trazê-los de volta à liberdade que tiveram enquanto estavam sob a graça.

Estudemos primeiramente os dois versos de Gálatas, 5:13 e o de hoje, Gálatas 5:1.  “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.”

“Estai, pois, firmes na liberdade com que CRISTO nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.”

A questão aqui é sobre a liberdade. Os gálatas, assim como nós hoje, fomos chamados por DEUS, por meio de algum agente dEle, para sermos livres de qualquer tipo de escravidão, especialmente da escravidão ideológica. Os gálatas foram libertos da escravidão da idolatria, mas depois, caíram, ingenuamente, na escravidão da salvação pelas obras. Saíram de uma escravidão, tempos depois acabaram caindo em outra. Ou seja, não era uma gente que estudava por si, iam conforme a conversa de outra gente esperta e sedutora.

Foi então que Paulo lhes escreveu que uma vez livres, cuidassem para que em liberdade não dessem ocasião, ou oportunidade, à carne, ou seja, aos pregadores que vinham com enganos inventados por seres humanos. Atualmente há muita ideologia e conceitos criados por seres humanos, ou melhor, engendrados por pessoas espertas que querem levar alguma vantagem com os ingênuos que caem em qualquer conversa. Talvez Paulo diria hoje, cuidado com essa gente, não percam vossa liberdade em JESUS seguindo-os.

No outro verso, Paulo os exorta a ficarem firmes na liberdade em CRISTO, ou seja, na graça que CRISTO oferece. Portanto, não retornem a algum tipo de escravidão, nem da idolatria, nem da ideia de salvação pelas obras.

Vamos estudar agora as metáforas de Paulo nos versos sugeridos por ele.

“Graça e paz da parte de Deus Pai e do nosso Senhor Jesus Cristo, o qual Se deu a Si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai” (Gálatas 1:3,4, grifos acrescentados).

“Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gálatas 2:16, grifos acrescentados).

Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gálatas 3:13, grifos acrescentados).

Vamos por partes. Analise as partes sublinhadas. O que elas estão dizendo? Que CRISTO nos comprou de volta por meio de Seu sangue, e assim nos livrou da maldição da lei (sua condenação) e nos tornou livres (agora, perdoados, a lei, em vez de nos condenar à morte, nos protege porque não temos mais pecados a pagar por eles). É isso que Paulo desejou ensinar por meio de seus escritos ilustrativos, que para muitos são difíceis de entender, como disse Pedro.

Mas ele escreveu mais coisas nesses trechos. Somos justificados porque cremos em JESUS. Logo a salvação é pela fé em JESUS, e como já sabemos também, pela fé de JESUS. Daí ele arremata que pelas obras da lei não há como se salvar. É importante esse ponto. Por que não conseguimos nos salvar pelas obras? Dedicamos a esse ponto o próximo parágrafo.

Em primeiro lugar, a salvação nunca foi pelas obras. Que obras seriam essas? São as da obediência fiel à lei! Mas isso não é bom? Sim, é ótimo, mas não justifica quem já cometeu um ou mais pecados. Uma coisa é fazer o bem, outra é obter o perdão por meio do fazer o bem. Devemos fazer o bem sempre, isto é, devemos obedecer sempre a lei. Mas, depois que nos tornamos pecadores, por mais que nunca pequemos outra vez, obedecer à lei daí em diante para pagar por aquele(s) pecado(s) seria algo parecido como um pecador conceder perdão a si mesmo. Ou, o que dá na mesma, um pecador perdoar a outro pecador (confissão auricular). Quem perdoa tem que ser capaz de fazer isso, ou seja, não deve ter pecado e deve ter pago pelos pecados de quem vai perdoar. Nessa categoria só encontramos JESUS, porque ao morrer por nós, pagou pelos nossos pecados. Aliás, foi por causa de nossos pecados que Ele sofreu tanto.

E por que Paulo escreveu que era maldito todo aquele que foi pendurado no madeiro? Porque só eram crucificadas as pessoas da pior espécie, os piores assassinos e criminosos ou rebeldes políticos. JESUS foi o único inocente a ser crucificado, mas, com Ele estavam os nossos pecados que O tornaram, também, maldito. Que situação pela qual Ele passou! No último verso acima, Paulo escreveu que CRISTO nos substitui na maldição da lei, ou, como já sabemos, nos substituiu da condenação à morte. Assim, houve uma troca, Ele morreu por nós para que nós vivêssemos e por outro lado, sendo Ele justo, DEUS nos dá essa justiça para que sejamos perdoados. Parece simples.

 

  1. Segunda: A natureza da liberdade cristã

Em primeiro lugar, o que é liberdade quanto à vida cristã? E do que fomos libertados por JESUS? A resposta às duas perguntas é semelhante. Aqui liberdade é ter a capacidade de viver livremente seguindo os princípios do amor, tendo esses princípios na mente. Isso é uma vida natural, não impositiva. Viver assim significa que não há nada sendo imposto sobre nós, seja por alguém, seja por nós mesmos. Assim, somos verdadeiramente livres. Desse modo viviam Adão e Eva; não havia neles sequer o conhecimento do mal. Resumindo, tendo os princípios da lei de DEUS na mente os seguiremos porque amamos fazer o que eles recomendam, não seguimos esses princípios por uma obrigação de obediência. Isso é liberdade verdadeira, conforme podemos aprender na Bíblia.

Então, de que escravidão JESUS nos libertou? De todas as que se possam imaginar ou que existam e que nos impõe modos de pensar, modos de agir ou de nos comportarmos. Começando pelo essencial do que Ele nos libertou, façamos uma lista:

  • da condenação da lei (ou seja, seremos imortais quando formos transformados);
  • da escravidão do pecado;
  • do legalismo;
  • do liberalismo;
  • da confusão de ideologias que são apresentadas pela mídia, etc.;
  • dos inimigos internos (irmãos falsos, joio) e dos inimigos externos;
  • do incontido desejo por pecar ou do domínio por parte do pecado (satanás e seus agentes);
  • da influência das seduções traiçoeiras dos falsos mestres;
  • do envelhecimento;
  • das doenças e outras restrições físicas em nosso corpo;
  • da necessidade de trabalhar para ganhar, com o suor do rosto, nosso pão;
  • da dor, do medo, da ansiedade, da incerteza, do desemprego, etc.;
  • das dívidas, do endividamento, da escassez de recursos;
  • das surpresas desagradáveis;
  • dos inimigos de toda espécie;
  • do estresse, das angústias, dos distúrbios psíquicos, da canseira, da falta de ânimo, etc.;
  • da separação, da saudades;
  • do alimento prejudicial ultra processado nesse mundo, dos alimentos contaminados ou geneticamente modificados, cujos maus efeitos nem conhecemos;
  • da falta de tempo, da pressa, dos atrasos, dos compromissos, do acúmulo de tarefas, das metas altas, das exigências, das agendas, da burocracia, da necessidade de gerar resultados, das cobranças, da necessidade de melhorar o desempenho, etc.;
  • da corrupção desse mundo;
  • da tremenda dificuldade para guardar o sábado num mundo barulhento e cheio de obstáculos para um correto viver cristão;

Vamos encerrar a lista por aqui, mas ela é bem maior. Nesse mundo vivemos num ambiente controlado por satanás que procura impor todo tipo de obstáculo aos servos de DEUS, dificultando sua vida conforme Ele requer. Seremos livres dessa condição quando JESUS vier nos buscar. Enquanto isso não acontece, pelo menos experimentamos a liberdade de termos nossos pecados perdoados, não sermos escravos do pecado nem do legalismo e nem do liberalismo, e sentirmos, agora, que seremos libertados totalmente quando JESUS retornar.

 

  1. Terça: As perigosas consequências do legalismo (Gal. 5:2-12)

O assunto de hoje, mais uma vez, é sobre a circuncisão. Entenda-se bem, a circuncisão como meio de salvação, não apenas a circuncisão em si. Timóteo foi circuncidado por Paulo para mais facilmente poder pregar entre os judeus, mas nem Timóteo nem Paulo criam nesse ato como fator de salvação. O que os judaizantes ensinaram aos gálatas e eles aceitaram é que a única via de salvação seria a circuncisão. Esse era o grande erro, fatal, ressalte-se.

A questão era tão alarmante que Paulo deixou de lado a atual acariciada conduta politicamente correta para ser durão, a fim de não simplesmente dissuadi-los, mas de convencê-los do erro em terem acreditado nessa doutrina que nunca foi ponto de salvação.

A circuncisão e a lei cerimonial eram um pacote só. Faziam parte de um sistema que focava para a primeira vinda de JESUS. Focava também para a graça salvadora. Desde o dia do primeiro pecado de Adão e Eva, DEUS já explicara, no mesmo dia do pecado, que a salvação seria por meio da morte de JESUS para pagar pelo pecado deles e de seus descendentes. Isso nunca foi diferente, e o cerimonialismo jamais teve por pretensão ser caminho de salvação, mas apontar para esse caminho, que era e é JESUS.

Paulo, no trecho de Gálatas 5:2 a 12 demonstra com clareza e com dureza os cinco problemas graves em se aceitar a circuncisão como elemento insubstituível para a salvação. São eles:

1º) Aceitar a circuncisão (como via de salvação) obriga a guardar toda a lei. Isso inclui os Dez Mandamentos bem como a lei cerimonial. Isso tem outras implicações contraditórias que veremos a seguir. Mas é bom lembrar que, a lei cerimonial foi abolida quando o anjo do Senhor rasgou o espesso véu que separava o lugar santo do santíssimo, ou seja, aquele lugar não era mais santíssimo, ali não mais se deveria praticar nem ritual diário nem a expiação anual. Para ali agora poderia olhar quem desejasse; estava superada a função cerimonial aqui na Terra. O que se faria de intercessão seria feito pelo Cordeiro morto, que ressuscitaria logo mais, e subiria ao Céu.

2º) Essa crença separava de JESUS, seja do momento de Sua crucificação em diante, seja antes dela, pois a circuncisão jamais teve por propósito ser meio de salvação, mas sim, marcar quem era descendente de Abraão e era do povo de DEUS. Separava de JESUS por quê? Pelo fato de demonstrar descrença na graça pela cruz e pelo sangue derramado de JESUS, substituindo isso pela circuncisão. Em outras palavras, a circuncisão era como obras da lei buscando a salvação, logo, se estaria num caminho que não resultava em salvação.

3º) Paulo ainda diz que a circuncisão prejudicava o crescimento espiritual. Isso é lógico, pois o circuncidado que cria nela como ato de salvação, crê em sua própria capacidade de se salvar, e descrê na providência de JESUS pelo que fez na cruz. Como o ESPÍRITO SANTO poderá colaborar com a santificação de alguém que não aceita JESUS, substituindo-O por uma prática na carne e que nunca teve por propósito ser meio de salvação? É algo parecido como hoje querer ser salvo, mas não aceitar o ESPÍRITO SANTO como DEUS. Como pode o ESPÍRITO SANTO cuidar da vida de alguém que não O aceita como DEUS? Isso quer dizer que essa pessoa só vai se afastando da vida eterna. Se tiver oportunidade, observe pessoas que labutam nessa frente, se ao longo dos anos não vão se afastando da igreja e vão praticando atos incoerentes com os princípios bíblicos.

4º) Por fim, Paulo argumenta que essas pessoas desmerecem ou ao menos minimizam a importância da cruz, que foi, aos olhos pouco cultos espiritualmente, foi um escândalo. Sim porque só eram remetidos à cruz os assassinos, os líderes políticos revoltados contra o Império Romano e outros maus elementos. JESUS seria assim confundido com os maus elementos. Porém, JESUS foi para a cruz, como um mau elemento em nosso lugar. Logo, quem condena JESUS na cruz como um escândalo, condena-se a si mesmo, pois deveria estar pendurado na cruz. Quem aceitasse a circuncisão para ser salvo por meio dela, estaria, nesse ato, como que envergonhado de JESUS morto na cruz. Sendo assim, também não estava dando nenhum valor à Sua ressurreição e à Sua entrada em glória no reino celeste, no dia de domingo, pouco após ter ressuscitado (ler em Apoc. 4 e 5).

Paulo estava indignado com a situação, com o buraco de lama em que caíram os gálatas. Eles foram ingênuos, se deixaram manipular e caíram na conversa sem fundamento, de elementos fanáticos que, talvez mesmo sem o desejo de levá-los à perdição, criam, no entanto, em uma doutrina que não salvava ninguém. Às vezes há que ser firme e durão. JESUS e os profetas do passado, bem como Ellen G. White, muitas vezes o foram. Falta isso hoje em nossa igreja.

 

  1. Quarta: Liberdade, não libertinagem (Gal. 5:13)

Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor” (Gálatas 5:13 grifos acrescentados).

Paulo mudou de foco, ou melhor, redirecionou para algo que DEUS nos quer dar, a liberdade, em oposição ao que o mundo nos oferece, a libertinagem. A liberdade que Paulo trata aqui é a verdadeira, a do amor de DEUS. Qual era o grande problema que Paulo estava prevendo nesse ponto de sua carta? Ocorre que, quando tentamos conquistar a salvação pelas nossas capacidades, pelas boas obras, pelo nosso esforço, tendemos também a criar uma espécie de currículo, de orgulho pelas conquistas (já existe até o orgulho santo…), de vaidade, de disputa, etc. As nossas pífias conquistas se transformam em pontos de sentimento egoísta, admiração pelo próprio mérito, excesso de amor-próprio, arrogância, soberba. Desenvolvendo esse perfil, em vez de nos tornarmos livres em JESUS, nos tornamos escravos de satanás, e por esse caminho se vai a nossa liberdade. Influenciados pelo mundo que satanás estruturou, passamos a ser libertinos, ou seja, a desejar dar asas às imaginações mal formadas pelas circunstâncias, pela televisão, pelos maus amigos, e assim por diante. Que não se imagine que os cristãos estejam imunes a essas tendências.

Paulo defende a verdadeira liberdade, a liberdade do amor de DEUS. Essa é a liberdade de fazer o bem aos outros, de servir aos outros, servir a tal ponto de não medir esforços do quanto vai ajudar, se for preciso. JESUS veio servir a ponto de entregar a Sua vida por nós, é esse amor que leva à liberdade.

Mas como pode o amor assim gerar liberdade? Simples, todos estaremos disponíveis a todos. E assim sendo, todos nos ajudaremos, ninguém desejará mal ao próximo, ninguém, portanto, terá medo do próximo, nem mesmo numa rua escura. Vendo alguém em lugar de pouca visibilidade, saberá que ali está uma pessoa que poderá ajudar, não assaltar. Nesse contexto, as pessoas se sentirão verdadeiramente livres, seja para servir, seja para ser servido quando necessário. Ora, imagine o contexto celeste, não o desse mundo. Mas imagine, agora, um grupo de pessoas agindo assim. Que benefício elas propiciarão aos que necessitam! Tente-se imaginar governos, grandes empresas tendo o princípio da liberdade do amor, como se tornaria esse mundo? Como a tecnologia seria utilizada, para o bem? Como seria diferente o esforço por salvar vidas, sem tanta preocupação pela compensação financeira!

Mas o que o egoísmo tende a desejar é a libertinagem, ou seja, essa é a lei de Gerson: “levar vantagem em tudo, sempre.” Esse modo de pensar é que desestrutura a sociedade. Basta ver em que situação se meteu o governo brasileiro, se não está em grande parte numa situação sem lei, onde cada um tira o quanto pode e não se importa com as consequências. Diz Ellen G. White a respeito desse assunto: “Prevalece hoje um febril amor dos prazeres, um terrível aumento de libertinagem, um desprezo de toda a autoridade. Não só os profanos, mas também cristãos professos, são governados pela inclinação em vez de pelo dever. Ressoam através dos séculos as palavras de Cristo: “Vigiai e orai.” Mat. 26:41” (Vigiai e Orai, MM 1965, 267).

As pessoas, mesmo dentro da igreja, quando se acham poderosas para resolverem seus próprios problemas de salvação, criam uma tendência ao caos. Vale o “eu acho”, o “eu quero” ou o “eu gosto”, não o “está escrito” ou “assim diz o Senhor.” “[Satanás] tem destruído e está a destruir milhares por meio da satisfação das paixões, embrutecendo assim toda a natureza do homem. E, para completar sua obra, declara por meio dos espíritos que “o verdadeiro conhecimento coloca o homem acima de toda a lei”; que “tudo está certo”; que “Deus não condena”; e que “todos os pecados que se cometem, são inocentes”. Sendo o povo assim levado a crer que o desejo é a mais elevada lei, que a liberdade é a libertinagem, e que o homem é apenas responsável a si mesmo, quem poderá maravilhar-se de que a corrupção e a depravação prolifere por toda parte? Multidões aceitam avidamente os ensinos que as deixam em liberdade para obedecer aos impulsos do coração carnal. As rédeas do domínio próprio são dirigidas pela concupiscência, as faculdades do espírito e da alma são submetidas às inclinações animais e Satanás arrasta exultantemente para a sua rede milhares que professam ser seguidores de Cristo” (O Grande Conflito, 555 e 556; grifos acrescentados).

A situação tende a piorar cada vez mais, até que chegue ao extremo, à libertinagem ou à situação em que lei e regras não são respeitadas. “Libertinagem é um termo oriundo do francês “libertinage“, significa devassidão e é a característica de alguém que vive uma vida de libertino. Muitas pessoas consideram a libertinagem o oposto da liberdade. Alguém que exerce libertinagem é alguém devasso, dissoluto, licencioso (que abusa da liberdade), ímpio, insubordinado e que não é submisso. (…) Um dos casos mais comuns de libertinagem é quando uma pessoa se entrega inconsideradamente aos prazeres sexuais. A libertinagem é um mau uso da liberdade de um indivíduo, é a extrapolação da liberdade, e quando isso acontece, os limites são ultrapassados e a integridade física, emocional ou psicológica de outra pessoa é posta em causa. A libertinagem leva a uma falta de respeito pelo próximo, e indica falta de dignidade e bom caráter” (Fonte).

Era isso, acima, que Paulo tanto queria evitar. Compete a cada um, hoje, pensar como Paulo, pois que no final dos tempos o esforço de satanás e seus agentes para criar o caos na igreja é muito superior que naqueles tempos.

 

  1. Quinta: Cumprindo toda a lei (Gal. 5:13-15)

“E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei” (Gálatas 5:3).

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros” (Gálatas 5:13-15, grifos acrescentados).

Já abordamos a questão em Gálatas 5:3, mas agora podemos avançar. O que Paulo não disse? Ele não disse, em Gálatas 5:3, que quem obtém a salvação pela graça está isento de guardar a lei. Não foi essa a intenção dele pelo que podemos ler em outros lugares que ele mesmo escreveu. Ele simplesmente disse que, quem pretende ser salvo pela circuncisão vai ter que guardar toda a lei, seja a lei moral (Dez Mandamentos) ou a cerimonial, pois, afinal, é nisso que confia. É lógico que, conforme ele mesmo escreve em outros lugares, essa é uma confiança enganosa pois não vai se salvar por essa via. Entenda-se, guardando toda a lei, mesmo se conseguisse, fica aberta a questão do perdão dos pecados anteriores, e por esse ponto, está perdido irremediavelmente. Portanto, o que Paulo está dizendo é que guardar toda a lei é apenas uma questão de lógica, já que confia em obter a aprovação de DEUS guardando a lei. Se pensa assim, tem que guardar a lei, toda ela. Lembremo-nos que a circuncisão fazia parte do sistema da lei cerimonial.

Agora, o que ele quis dizer que lei se cumpre numa só palavra: amar o próximo como a ti mesmo? Esse ponto é de fácil entendimento. Ele simplesmente disse que o princípio da lei moral dos Dez Mandamentos é o amor. Quem ama não adora outros deuses. Quem ama santifica o sábado. Quem ama não rouba ou mata, e assim por diante. O amor é o princípio de caráter que deverá um dia estar no controle de nossa mente, daí seremos livres para agir corretamente em todo tempo. Amar é cumprir a lei, a tal ponto isso é verdade que, por amor, JESUS morreu por nós. Quem ama faz o bem aos outros, não o mal. Os requisitos dos Dez Mandamentos se cumprem em amar. Ao obedecer esses mandamentos estamos amando. E esse é o princípio do funcionamento do governo celeste e do equilíbrio de todas as coisas no Universo.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

O tema liberdade é um dos focos da salvação. Pecadores, somos também escravos de tudo o que listamos no estudo de segunda-feira. Mas perdoados, a partir desse momento já estamos livres da morte, embora a transformação total ainda esteja pela frente. E pelas promessas, se inicia uma experiência que se completará no futuro, em que seremos livres para amar e sermos amados. Por enquanto, ser livre significa principalmente ajudar outros a se libertarem das amarras, muitas vezes vistas como prazerosas, do pecado.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Como terminamos a última frase acima, o pecado escraviza principalmente pelo prazer que faz sentir em se proceder de modo errado. Por exemplo, são bilhões no mundo que sentem prazer na bebida alcoólica, no fumo, nas drogas, na perversão sexual, e coisas assim. Um dos grandes problemas é desejar ser livre daquilo que gosta, embora seja escravo sem saber.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

“O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, defendeu hoje (01/08), no Rio de Janeiro, que é preciso “disputar os jovens” de comunidades pobres do Rio e impedir que entrem para o crime organizado. Ele afirmou que as Forças Armadas e de segurança pública serão o abre alas do Plano Nacional de Segurança nas comunidades, e disse que os serviços de assistência vão buscar oportunidades para os jovens e trabalhar com capacitação e atividades esportivas. “Se não fizermos isso, de onde esses [criminosos] vieram para o crime organizado muitos outros vão continuar vindo. Ou abrimos essa comunidade e inspiramos esses jovens para um outro mundo ou teremos muita dificuldade em vencer a violência no Rio de Janeiro”, afirmou o ministro. “Tem que haver um entrelaçamento das ações sociais junto com as ações de segurança” (Fonte). Aqui está uma oportunidade para que atuemos, pelo poder do ESPÍRITO SANTO, no sentido que fala o ministro.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. Mat. 5:4. O pranto aqui apresentado é a sincera tristeza de coração pelo pecado. … Ao contemplarmos Jesus levantado sobre a cruz, discerniremos o estado pecaminoso da humanidade. Vemos que foi o pecado que açoitou e crucificou o Senhor da glória. Vemos que, ao passo que somos amados com indizível ternura, nossa vida tem sido uma contínua cena de ingratidão e rebelião. Esquecemos nosso melhor Amigo, e desprezamos o mais precioso dom deparado pelo Céu. Crucificamos de novo, em nós mesmos, o Filho de Deus e de novo traspassamos aquele sangrento e ferido coração. Separamo-nos de Deus por um abismo de pecado, extenso, negro e profundo, e choramos com coração quebrantado. Esse pranto será “consolado”. Deus nos revela a culpa a fim de que nos possamos dirigir a Cristo, e por meio dEle sejamos libertados da servidão do pecado e nos regozijemos na liberdade dos filhos de Deus. Em verdadeira contrição podemos arrojar-nos aos pés da cruz, e ali depor o nosso fardo” (Filhos e Filhas de DEUS, MM, 1956, 302).

 

  1. Conclusão

“Verdadeira liberdade e independência são encontradas no serviço de Deus. Este serviço não imporá sobre vós nenhuma restrição que não aumente a vossa felicidade. Obedecendo aos Seus reclamos, encontrareis tal paz, contentamento e prazer que nunca poderíeis desfrutar no caminho de desenfreada licenciosidade e pecado. Estudai então devidamente a natureza da liberdade que desejais. É ela a liberdade dos filhos de Deus, para serem livres em Cristo Jesus? ou chamais liberdade à condescendência egoísta com paixões baixas? Tal liberdade conduz ao mais penoso remorso; é a escravidão mais cruel” (Fundamentos da Educação Cristã, 88).

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre   28/7 e 3/8/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

1 comment for “Lição 11 – Liberdade em CRISTO

  1. agosto 20, 2017 at 10:54 pm

    Ótimo conteúdo muito bem explicado e rico em detalhes….gostei muito

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