Lição 11 – O que Pedro disse sobre o grande conflito

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Primeiro Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: Rebelião e redenção

Lição 11 – O que Pedro disse sobre o grande conflito

Semana de  5 a 12 de março de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com  marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de DEUS, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1 Ped. 2:9).

 

Introdução de sábado à tarde

O que Pedro quer dizer com o verso dessa semana? Que o povo de DEUS, especialmente escolhido, não foi eleito para privilégios superiores, mas para uma missão superior. O que determina a mensagem do verso é a expressão: “a fim de”. Privilégios superiores seriam posições acima das demais pessoas. Mas, assim como JESUS veio para servir, do mesmo modo, nós, raça eleita, estamos no mundo para servir, para levar outros ao caminho da salvação, da vida eterna, que é “proclamar as virtudes” ou seja, a Sua capacidade de perdoar e salvar as pessoas. As quatro condições, “raça eleita”, “sacerdócio real”, “nação santa”, “propriedade escolhida” foram concedidas para a missão: “proclamar as virtudes de JESUS, ou seja, ensinar ao mundo a simplicidade do princípio do amor que é o caráter de DEUS. Para ensinar tais coisas vitais é que temos aquelas quatro condições, que assim se transformam em poderosos recursos de ensino e influência.

Para esse fim, muita coisa deveria ser corrigida na vida particular de todas as pessoas. Uns se tornaram levianos, meio apostatados, que criam problemas aos outros irmãos. Outros são medrosos ou covardes (como até mesmo Pedro foi). Há também os zombadores, que acham a volta de JESUS uma fábula. Outros nem mesmo creem na ressurreição. E até há os que fazem forte oposição à igreja e seu trabalho (como chegou a ser o caso de Saulo, naqueles tempos antigos).

Interessante: como se tornaram poderosos os do perfil de Pedro e Saulo, um covarde, o outro opositor!

Disso e de outros problemas Pedro tratou, sobre os quais estudaremos nesta lição. Aprendi algo bem importante do chamado ‘papa’ da qualidade total no Brasil, o Dr. Vicente Falconi Campos. Numa palestra ele disse que todo gerente que não estiver solucionando problemas deve ser demitido. Isso porque, se não existirem problemas para resolver, por que esse gerente? Mas se eles existem, o que sempre é o caso, o que o gerente está fazendo que não os enfrenta? Assim devem ser nossos líderes na igreja, a partir do Pastor. Sempre vão haver problemas, e eles devem ser resolvidos, não sufocados, muito menos desprezados. Problemas tem seu lado bom, podemos aprender muitas coisas com eles, podemos crescer enfrentando-os e superando-os. Mas se os sufocarmos, isto é, se impusermos autocraticamente a nossa vontade sobre os outros, estaremos deteriorando a comunidade além de jogar pessoas para fora da igreja. Muito cuidado com a vontade pessoal de quem quer que seja sobre os demais. Isso não é a vontade de DEUS. Para esse fim a igreja deve ser dirigida por meio de colegiados, órgãos onde as decisões são obtidas em grupo, sem manipulação por parte de algum líder. “O poder despótico que se tem desenvolvido, como se a posição tivesse feito dos homens deuses, faz-me temer, e deveria causar temor. É uma maldição onde quer e por quem quer que seja exercido” (Eventos Finais, 44).

 

  1. Primeiro dia: Das trevas para a luz

Estudamos hoje o verso da semana. Somos especialmente escolhidos por DEUS; raça eleita; nação santa de sacerdotes; povo de profetas; gente sábia e inteligente; gente humilde e servos uns dos outros; pessoas que seguem a lei de DEUS e as dos homens; povo ordeiro, organizado, fiel, que, em tudo o que faz, embasa no que “está escrito”. É povo dirigido por DEUS que para orientar, usa os profetas. Temos, portanto, a Bíblia e o Espírito de Profecia a nos orientar, muito embora um e outro desses textos, por muitos, sejam aceitos apenas em parte, conforme a conveniência. Sempre foi assim.

Como exemplo para nós, temos DEUS, bem retratado na Bíblia. O Ser mais humilde de Universo é o próprio DEUS. Ele não comanda o Universo, Ele serve ao Universo, ou seja, Ele sustenta tudo o que criou. Isso é servir, não dominar.

Na verdade, quanto maior uma pessoa deseja ser no Reino de DEUS, mais ela deve ser humilde e capaz de servir. É mais difícil servir do que dominar ou mandar sobre os outros. Para servir, por exemplo, dez pessoas, poderemos ter de ajudar dez profissionais diferentes. Se eu desejo servir e ser útil a esses dez, deverei estudar muitas décadas para ter competência profissional para ajudá-los, por exemplo, em suas profissões. Pois bem, DEUS é infinito em competência, por isso Ele é capaz de servir até mesmo o Universo inteiro.

Fomos selecionados por DEUS para uma missão especial, a missão de JESUS CRISTO, que é levar a salvação à humanidade. JESUS nos deixou o conhecimento da verdade e nos deu o exemplo. Depois dEle veio o ESPÍRITO SANTO, dando continuidade ao que JESUS iniciou. Esse é um tratamento carinhoso especial às pessoas desse mundo. Não estamos sós. Temos um Salvador (JESUS) e temos um Professor (ESPÍRITO SANTO), aquele que ensina todas as coisas e que nos ajuda na caminhada, capaz de estar ao lado de todos, não bastassem os anjos que assistem a cada um.

“A igreja de Cristo na Terra está em meio da treva moral de um mundo sem lealdade, o qual está pisando a lei de Jeová. Seu Redentor, porém, que lhes pagou o resgate a preço do próprio sangue precioso, tomou todas as providências para que Sua igreja seja um corpo transformado, iluminado com a Luz do mundo, possuindo a glória de Emanuel. Os brilhantes raios do Sol da Justiça, resplandecendo através da igreja, ajuntarão em Seu redil toda ovelha perdida, desgarrada que vier a Ele e nEle encontrar refúgio. Elas acharão paz e alegria nAquele que é paz e justiça para sempre.

“Os membros da igreja devem conservar, individualmente, a luz do amor de Deus ardendo vivamente em seu coração, a fim de que se irradie para outros. Temos muito em jogo para permitir que se insinue em nós a apatia espiritual. Estejamos alerta para não condescender com a falta de interesse pelos cultos e deveres religiosos. Combatamos resolutamente essa indolência da mente, tão fatal ao desenvolvimento e mesmo à vida do cristão. Será saudável e próspera a igreja cujos membros estiverem fazendo ativos esforços pessoais para fazer bem a outros, para salvar vidas. Isso será constante incentivo a toda boa obra. Tais cristãos trabalharão com maior zelo para assegurar a própria salvação. Despertar-se-ão as energias inativas, todo ser humano será inspirado com uma invencível determinação de alcançar a aprovação do Salvador: “Bem está” (Mat. 25:21), e receber a coroa do vencedor.

“Cristo torna Sua igreja um belo templo para Deus. “Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome”, declarou, “aí estou Eu no meio deles.” Mat. 18:20. Sua igreja é a corte de vida santa, cheia de variados dons, e dotada do Espírito Santo. Apropriados deveres são designados pelo Céu a cada membro da igreja na Terra, e todos devem buscar sua felicidade na felicidade daqueles a quem ajudam e beneficiam” (O Cuidado de DEUS, MM 1995, 119).

 

  1. Segunda: Pressão do grupo

Em nossos dias, literalmente o fim da saga do pecado está próximo. Precisamos vigiar e nos manter sóbrios, não andando conforme andam as pessoas do mundo. Devemos exercer uma influência para o bem sobre as pessoas que estão próximas de nós.

Esse é um de nossos grandes desafios: influenciar o mundo, mas não nos deixar influenciar pelo mundo. É um desafio principalmente para os jovens, porque eles são mais apegados ao grupo, que exerce poder impressionante sobre cada membro. Há uma ética de comportamento usual da qual a lição trata hoje. Temos que ter cuidado com aspectos dessa ética.

Em primeiro lugar, devemos ter muito cuidado com o agir “politicamente correto” com as pessoas de fora da igreja, e muitas vezes, com as de dentro também. O “politicamente correto”, em geral, é o errado se comparado aos eternos princípios imutáveis porque são perfeitos. Muitas vezes temos cuidado para não ofender as pessoas na medida em que nos pressionam para caminhos maus. É correto não ofender as pessoas, mas não devemos ceder à pressão delas. Esse é o ponto: influenciar, mas não ser influenciado.

Lembro-me de quando era adolescente. Estudava num colégio secular. Era o único adventista nesse colégio, com mais de 700 outros alunos. Eles falavam de novelas, de mulheres (mesmo com 12 ou 14 anos), em competição, em brigas, música mundana, etc. Foi um convívio difícil. Por vezes não sabia o que dizer, e ficava ouvindo. Muitas vezes me sentia deslocado, mas foi bom, porque havia algo em minha mente que me reforçava contra toda aquela pressão do grupo, princípios que havia aprendido no lar e na igreja. Convidavam para festas, mas nunca ia, não me sentiria bem. Foram anos em que me tornei um forte muro contra o mal, algo que persiste até hoje, e talvez fique assim para sempre. Minha mente tem uma reação imediata contra algo errado, seja no mundo, seja na igreja, em qualquer lugar. Isso foi desenvolvido no primeiro grau escolar. Por exemplo, ouvia música secularizada, porém, quando o cantor mencionava algo como traição, imediatamente minha mente rechaçava, como uma ideia não aceitável, era contra os princípios da igreja.

Muitos, no entanto, não suportam a pressão, especialmente aqueles que vieram do mundo para a igreja. Eles precisam substituir a sociedade anterior por outra, e viver intensamente a nova sociedade, e a igreja precisa prover essa solução para os jovens, ou eles dificilmente permanecem na nova fé. O que já existe na igreja, e que é muito bom, mas ainda é pouco. Estamos perdendo muitos jovens universitários, muitos mesmo.

O estudo de hoje caiu como uma luva para uma experiência que estamos passando. Como quase todos já devem saber, participamos de um grupo de ciclismo. Depois de reformulações, hoje são pouco mais de 70 membros, e três deles são adventistas: eu, minha filha e meu genro. A filha é a presidente, o genro o tesoureiro. O grupo tem muito respeito por eles, confiam e seguem. E nós os influenciamos para bons hábitos.

Por exemplo, uma vez por mês fazem um jantar. No início, comiam linguiça de porco, agora já não comem mais, e ninguém reclama. Quando há conflito, é utilizado o método de CRISTO para solucionar: “vai tu e fala com ele só”. Eles estão, aos poucos, aprendendo esse método. Às vezes ficam impressionados como o método funciona bem. Está na Bíblia. Esse método devemos utilizar na igreja, sempre, em todos os conflitos; está em nosso manual. É a diplomacia divina, que devemos usar com quem quer que seja. É assim que devemos influenciar, mas não ser influenciados.

Noutra oportunidade, quando ainda era Vice-Reitor na Universidade onde trabalho, o Reitor me perguntou como nós adventistas nos divertíamos, pois parece que temos uma vida sem graça. Relatei tudo o que fazemos e como fazemos, encontros, acampamentos, passeios, visitas às famílias, cuidados com a saúde, etc. Ele ficou impressionado e disse mais ou menos assim: vocês vivem melhor que nós e certamente devem ser mais felizes que nós. Ou seja, havia a associação entre o lazer não competitivo e o viver saudável. Não há como negar: “estamos no mundo, mas não somos do mundo, temos que atrair o mundo para mudanças e adequações para o reino de DEUS”.

É necessária qualificação, estudo, preparo, conhecimento e sociabilidade para que sejamos capazes de viver num mundo hostil, não sermos afetados por ele, mas influenciar positivamente as pessoas nesse ambiente hostil. Quero terminar com um pequeno testemunho, como professor que sou. Certa vez um aluno falou para outra pessoa da igreja que me relatou o seguinte: “o professor Sikberto passa uma lição de vida em suas aulas”. Não sou perfeito e cometo muitos erros, preciso reconhecer. Mas, felizmente há o “mas”, se não fosse adventista e não seguisse a DEUS, aí sim, seria eu muito pior, provavelmente um dos corruptos do país. A nossa amada igreja nos ensina como viver mais saudáveis, mais sociáveis, mais puros, mais divinamente corretos, não simplesmente “politicamente corretos”.

Desses testemunhos, haveria muitos, certamente cada um de nós teria vários para relatar. Isso é muito bom, mas devemos melhorar, sempre dá para melhorar.

 

  1. Terça: Palavra profética confirmada

Na Bíblia, a parte que mais me atrai é a profecia, ou seja, seu conjunto profético. Todas as profecias são palavras diretas de DEUS a nós, dadas por meio de homens ou mulheres especialmente escolhidos por Ele. São pessoas absolutamente confiáveis, embora também pecadoras; são, no entanto, suscetíveis às orientações divinas.

A palavra profética geralmente não cai no gosto das pessoas comuns. Em geral, muitos detestam as mensagens de DEUS, e se revoltam contra os profetas, que nesse caso, são meros mensageiros. Como não podem dar uma ‘bofetada’ no rosto de DEUS, perseguem e até matam seus mensageiros. Quando DEUS esteve ao alcance dos homens, nos dias em que Ele era um ser humano, foi também profeta, Esbofetearam-nO, cuspiram nEle e O mataram à traição, de modo humilhante, como muitos gostariam de fazer hoje, se fosse possível. Todos, ou pelo menos quase todos os profetas da Bíblia foram perseguidos. Vários foram mortos. A última pessoa escolhida para ser profeta é uma mulher, mas não a única. Não faz parte do cânon Bíblico, pois é bem recente, do nosso tempo, quase de nossos dias. Muitas de suas profecias são taxativamente rejeitadas, torcidas, mal interpretadas ou simplesmente desconsideradas. A que está dando mais polêmica é a que trada sobre a música na igreja nesses últimos dias, uma profecia gravíssima, pois vincula-se diretamente ao culto e louvor a DEUS. Esse ponto tem palavra profética claríssima em EGW, mas até parte da administração da igreja, e muitos líderes e entidades nossas, desconsideram. É de se perguntar: virá música pior que essa que já veio, para dentro da igreja para cumprir a profecia que DEUS deu por meio dela? Assim como no passado, hoje também, todos aqueles que se voltam contra qualquer profeta, estão militando em caminho que os levará à perdição. Cuidado, DEUS não deixa por menos aqueles irmãos ou irmãs que desdenham qualquer palavra profética, seja a que está na Bíblia, seja a de Ellen G. White. Profeta é profeta, sempre. Outras orientações dela também não são bem vistas, tais como, as sobre a saúde, sobre o vestir, sobre os adornos, sobre como pregar, e assim por diante.

Pedro, um apóstolo, escreveu que nenhuma palavra profética, ou seja, nada do que profetas escreveram vem deles mesmos, não foram eles que inventaram ou que imaginaram em suas mentes, mas foi dada por DEUS por meio desses homens e mulheres escolhidos a dedo, porque são pessoas santas, ou, separadas do mundo mau, para servirem à igreja.

“Devemos acariciar e cultivar a fé da qual testificaram profetas e apóstolos – a fé que se apodera das promessas de Deus, e espera pelo livramento na ocasião e maneira apontados. A firme palavra da profecia encontrará seu final cumprimento no glorioso advento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. … Como o profeta que procurou encorajar Judá em tempo de apostasia sem precedente, confiadamente declaramos: “O Senhor está no Seu santo templo; cale-se diante dEle toda a Terra.” Hab. 2:20. Tenhamos sempre em mente a confortante mensagem: “A visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará, e não mentirá. Se tardar espera-O; porque certamente virá, não tardará.” Hab. 2:3” (Profetas e Reis, 388).

 

  1. Quarta: Escarnecedores

Duas destruições mundiais, uma parcial e outra total. Uma pela água, outra pelo fogo.

Antes do dilúvio, a maioria dos escarnecedores (aquelas pessoas que debocham da Palavra de DEUS), diziam: não vai chover, Noé está louco. Depois do dilúvio construíram torres para adorar deuses falsos. E mais tarde, quando o Dilúvio já saiu da memória das pessoas, os escarnecedores passaram a dizer, “nunca houve dilúvio”. Hoje eles dizem: “JESUS é um mito, Ele foi um herói sem vitória, morto na cruz”. E ainda dizem: “Ele nunca vai voltar, pois está morto em algum lugar da Judeia”. Se não dizem assim, vivem como se o dissessem.

O Dilúvio soterrou a humanidade. Ele não purificou a Terra, apenas matou as pessoas de má índole, restando somente oito, e enterrou as obras daquela geração corrompida. Ele deixou rastros para que nós, geração posterior a essa inundação, pudéssemos ter vestígios e provas de que DEUS uma vez inundou a Terra. Os arqueólogos podem escavar e encontram, por todo planeta, soterrados, sinais da inundação. Além disso, como já escrevemos em comentário anterior, a Terra se fragmentou e se tornou frágil, tendo que sofrer terremotos, maremotos, vulcões e outros cataclismos, cada vez mais violentos, porque a Terra continua se deteriorando.

Já a destruição anunciada por fogo não deixará vestígios. Se o Dilúvio soterrou, o fogo fundirá (como derreter) a Terra. Os elementos se desfarão, como numa reação de bomba atômica, como se a Terra se tornasse o Sol. O planeta se tornará numa grande bola de fogo, e sobre esse fogo a cidade de Jerusalém estará, como a arca de Noé, protegida do calor e da destruição. Tudo se fundirá, como que derretendo a ponto de virar líquido. Depois disso a Terra resfriará, com a cidade de Jerusalém sempre protegida pelo Senhor, que comanda a purificação. Aí o planeta se solidificará outra vez, e voltará a ser o que era antes do dilúvio, seu interior puro fogo, mas ao redor desse fogo, uma sólida camada de rochas. Acima disso, uma massa de terra e água.

A Terra voltará a ser com no primeiro dia da criação, sem forma, mas dessa vez não vazia. Sobre ela ainda estará a cidade de Jerusalém, e dentro dela, o Senhor, e nós, os salvos. Nessa altura dos acontecimentos, vem a parte mais emocionante da história da redenção: a recriação. Não estivemos lá na criação, quando em seis dias tudo foi criado, e quando no sétimo dia houve descanso da atividade criadora do Senhor, o mesmo Senhor que estará conosco na cidade de Jerusalém, recriando tudo outra vez. Interessante é notar que na instituição do sábado, todas as criaturas assistiram e participaram. Especialmente o primeiro casal.

É óbvio que, com minha esposa, e meus queridos, quero estar lá, na cidade, assim como estiveram dentro da arca Noé sua esposa, seus filhos e suas noras. Se nos for permitido, e creio que será, quero com meus queridos assistir a recriação, a ação do poder do Senhor Criador e Redentor. Esse mesmo Senhor, que tempos idos criou o Universo, depois formou e criou a vida na Terra, que trouxe o dilúvio e salvou uma família, que formou a nação de Israel, que libertou o Seu povo do Egito (o Egito é hoje, o mundo hostil a DEUS e Seu povo), que veio a este mundo para morrer em lugar de nossa morte, que instituiu a igreja testemunha de Seus feitos e de Sua mensagem, e que, nesse tempo (final do milênio), já voltou pela segunda e pela terceira vez a este mundo. Precisamos pregar esses eventos, ensinar como Noé ensinou, purificar como Elias e João Batista purificaram. Pois, se for permitido, quero assistir ao Criador usar Seu poder para recriar. Essa ventura por certo terão todos os salvos; afinal, eles estarão na cidade santa por ocasião da recriação. Por certo Ele organizará a Terra outra vez, descerá o Jardim do Éden, recriará os animais, mas não recriará o ser humano, pois os habitantes do planeta estarão vivos, com Ele, na cidade. Quantos dias Ele levará para esse ritual recriador? Talvez outros seis dias, mais um para descansar. Não sei dizer com certeza absoluta, mas veremos como será.

O que sabemos por situação anterior, é que, após secar o planeta, Noé saiu da arca para viver sobre uma Terra destruída. Mas após os 40 anos no deserto, os filhos de Israel tomaram posse de uma herança totalmente construída, com cidades prontas e plantações em plena produção, com cachos de uvas enormes. Assim é que nós sairemos da cidade. Adão e Eva certamente terão pressa em se dirigir para o Éden agora nesse planeta (já o teremos visto no Céu), e nos levar para lá (somos todos filhos deles) e nos mostrar como era quando lá viviam aqui na Terra, entre aqueles quatro rios originais. Isso será após os mil anos no Céu.

Pois bem, tudo vai ser muito superior a essas imaginações razoavelmente fundamentadas em fatos passados. Pois, “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que O amam” (1 Coríntios 2:9).

 

  1. Quinta: Apressando o dia

Para nós que somos seres humanos, que vivemos pouco tempo, mil anos é parecido a eternidade. Para os antediluvianos não era assim. Nós hoje vivemos em torno de 78 anos no Brasil, e séculos são longos, milênios, longuíssimos. Principalmente quando há sofrimento, dor, morte e falta de perspectivas. Se temos as promessas de DEUS, então temos esperança, mas mesmo assim, a vinda do Senhor parece demorada demais. Especialmente pelo que vemos acontecer ao nosso redor, que não gostamos de ver.

Contudo, essa demora é aparente, ou seja, há um plano em andamento e na realidade, desde que o conflito iniciou, tudo está indo muito rápido. Pensando bem, temos uma eternidade a desfrutar, e fazem apenas seis mil anos que essa questão do pecado iniciou, e já estamos na reta final. Em relação a nossa expectativa de vida, seis mil anos é muito tempo, mas em relação a eternidade, que é perspectiva de DEUS, seis mil anos é nada, pouquíssimo tempo. É pouco mais de dez gerações de antediluvianos, e nossas gerações, hoje, são 10% das deles. A demora é aparente, vinda da nossa perspectiva e pressa.

Outra análise que deve ser considerada, e que é importante, é a seguinte: digamos que JESUS tivesse voltado no final do século XIX. Já não haveria mais pranto nem dor. Os salvos estariam desfrutando da eternidade há mais de cem anos. Estariam julgando os ímpios, satanás e seus anjos. Muito bom, não é mesmo?

Porém para nós, isso não seria assim tão bom. Nem teríamos nascido, e nunca teríamos a esperança que hoje temos. Parece que quanto mais tempo demorar para JESUS voltar, mais pessoas terão oportunidade de salvação. Isso é verdade, contudo há outro fator que determina o fim de todas as coisas. Há um limite para a maldade. Além desse limite decidido por DEUS, também diz Mateus 24:14, que este evangelho será pregado a todas as nações, isto é, a todas as pessoas do mundo, então virá o fim. Ou seja, quanto a quem morre, não há mais o que fazer, mas quem está vivo, tem que ter oportunidade enquanto vive. E há de chegar o dia em que todas as pessoas vivas terão o conhecimento do evangelho de Apocalipse 14:6 e 7. Assim, ninguém poderá argumentar que não teve oportunidade.

Resumindo: quem morre sem ter tido a oportunidade de conhecer o evangelho, isso não é culpa de DEUS, porém, se Ele encerrar a pregação antes de todos os vivos terem oportunidade de conhecer o evangelho, nesse caso, DEUS seria injusto, passível de um processo jurídico universal. Isso nunca há de acontecer pela capacidade gerencial de DEUS que é infinita. Existe a graça de DEUS, que estende a oportunidade a todos os viventes, até que a mensagem seja dada ao mundo todo. Aí entramos nós, servos mensageiros, quanto ao empenho para que a volta de JESUS seja apressada. Se o dia e a hora de JESUS já está definida, esse apressamento parece ser algo relativo, ou seja, quanto mais nos empenharmos na pregação e no ensino, mais rápido parece passar o tempo, e menos temos que esperar.

Outra parte do resumo: o tempo para a volta de JESUS, que está levando já seis mil anos, é pequeno em relação à eternidade, mas enorme em relação a nossa perspectiva de mensuração. Na realidade, a nossa perspectiva de mensuração é irreal, pois nossa curta vida, por sua vez, também é uma situação provisória. Somos mortais, de vida curta, vivemos apenas por um tempo, hoje mal chega a cem anos. Essa vida curta será por uns seis mil anos de história. Depois, então sim, veremos como o milênio no Céu vai passar rápido (tudo o que é bom aparentemente passa mais rápido). E na eternidade, veremos tudo por outra perspectiva, a de que nada termina, nada se esgota, nada se desgasta, nada envelhece, mas tudo dura para sempre. Teremos que reaprender a avaliar a duração do tempo. Então certamente riremos de nossa pressa pela vinda de JESUS a esta Terra, da segunda vez. Pensando assim, seis mil anos é pouco tempo. Mesmo assim, parecendo ser muito demorado, grande parte das pessoas, até mesmo dos do povo de DEUS, serão pegos de surpresa com a vida do Senhor.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

Sentimos a pressão da sociedade. É a corrida por mais dinheiro (carreira, loterias, ganância, corrupção, etc.); por poder (cargos, status, reconhecimento, visual, culto ao corpo, dominação, narcisismo, egocentrismo, manipulação, etc.) e por prestígio (ser importante na sociedade). Enquanto isso, no reino celeste, a partir do próprio Rei, todos são humildes e uns servirão aos outros. A pressão do grupo, da sociedade, dos amigos, até da família, fora da igreja, mas também dentro, é no sentido da observação dos valores de satanás. Por isso devemos procurar a luz, viver de acordo com ela. Esses que vivem ao embalo da sociedade, facilmente tornam-se escarnecedores, ou são influenciados por escarnecedores. Se desejarmos a salvação, devemos nos engajar, de alguma maneira, conforme os nossos dons, ou como dizem os motociclistas adventistas organizados em um ministério (AMM): “fazer o que é preciso, do jeito que eu gosto”. Cada um deve fazer o que gosta, conforme o seu dom dado por DEUS, isso prospera, pois é o plano de DEUS. Não sou fã de futebol, mas podemos aprender algo desse esporte: Cada um joga em sua posição, naquela onde é mais competente. O time não corre embolado atrás da bola, como as galinhas atrás do milho jogado ao chão. Na igreja, que deve ser de ordem, como DEUS também é, cada um deve fazer aquilo que mais gosta, em que é mais competente, onde consegue os melhores resultados, segundo os dons que o ESPÍRITO SANTO lhe deu. Nesse sentido, parabéns aos AMM, pois encontraram a lógica divina correta.

  • Quais os tópicos relevantes?

Parece levar muito tempo para a segunda vinda de JESUS. Mas, depois, na eternidade, riremos do pouco tempo que tivemos que esperar aqui. Em meio a dor e o sofrimento, minutos são eternidade, mas em meio à perfeição, a eternidade se parecerá como minutos.

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Existe um plano de salvação. Está revelado por meio dos profetas. Esse plano vem de DEUS, não vem de homens. Ele é confiável, e nunca falhará, não existe a possibilidade de falha porque DEUS é infinito em todos os Seus atributos. Alguém infinitamente inteligente não pode falhar. Mas tente imaginar alguém assim, cujo caráter é puro amor. Pode parecer demorado para os nossos padrões e expectativas, mas, mesmo assim, o grande dia do Senhor virá como o ladrão da noite, até mesmo para muitos que estão esperando Sua vinda. A demora para nós é a oportunidade para outros. O importante é que no dia em que tivermos anunciado o evangelho a todos, termina a pregação, passaremos pelas pragas, e JESUS volta.

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Vigiar e orar, todos os dias. Isso quer dizer: estudar a Palavra de DEUS, orar, trabalhar ativamente e nunca desistir.

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

“A proclamação de um tempo definido para a vinda de Cristo despertou grande oposição de muitos, dentre todas as classes, desde o pastor, no púlpito, até ao mais ousado pecador. Cumpriram-se as palavras da profecia: “Nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa de Sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.” II Ped. 3:3 e 4. Muitos que professavam amar ao Salvador, declaravam que não se opunham à doutrina do segundo advento; faziam objeções, unicamente, ao tempo definido. Mas os olhos de Deus, que veem tudo, liam-lhes o coração. Não desejavam ouvir acerca da vinda de Cristo para julgar o mundo com justiça. Haviam sido servos infiéis; suas obras não resistiriam à inspeção do Deus que sonda os corações, e receavam encontrar-se com o Senhor. Tais como os judeus nos dias de Cristo, não estavam preparados para recebê-Lo. Não somente se recusavam a ouvir os claros argumentos das Escrituras Sagradas, mas procuravam ridicularizar aos que aguardavam o Senhor. Satanás e seus anjos exultavam e lançavam afronta ao rosto de Cristo e dos santos anjos, por ter Seu povo professo tão pouco amor por Ele que não desejavam o Seu aparecimento” (O Grande Conflito, 370).

 

  1. Conclusão geral

“Não sabemos a hora exata da vinda de nosso Senhor. Mas seja este ano, ou no próximo, ou dentro de vários anos, Cristo nos disse que virá como um ladrão na noite. A todos Ele diz: “Vigiai.” Para inúmeras pessoas Ele virá no momento pelo qual não esperavam. Por ocasião de Sua vinda, os homens estarão perguntando: “Onde está a promessa de Sua vinda?” Os sinais dos últimos dias estão se multiplicando ao nosso redor. A impiedade dos ímpios está aumentando” (Olhando Para o Alto, MM 1983, 359).

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre   29/01 e 4/02/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

1 comment for “Lição 11 – O que Pedro disse sobre o grande conflito

  1. Paulo Roberto Barbosa de Moraes
    Março 7, 2016 at 4:48 pm

    Valeu irmão… ótimo comentário… Que Jesus te abençoe até o Fim… Abraço… Paz e Saúde…

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