Lição 11 – Os eleitos

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: Salvação somente pela fé: o livro de Romanos

Lição 11 – Os eleitos

Semana de 9 a 16 de dezembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Terá DEUS, porventura, rejeitado o Seu povo? De modo nenhum! Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim” (Rom. 11:1).

 

Introdução de sábado à tarde

Há diferença entre eleição ou escolha para alguma tarefa (vocação) e eleição para a salvação. Para realizar alguma coisa, DEUS escolhe uma pessoa, ou pessoas, e não outras. Isso é normal em todos os lugares. Por exemplo, nas empresas existem os cargos de confiança, para os quais são escolhidas pessoas que correspondam às expectativas do líder. As pessoas que DEUS escolhe devem fazer seu trabalho fielmente. Foi assim que Ele escolheu Davi para ser rei (já que Saul foi um fracasso). Para Davi, DEUS disse que dele viria o rei Salvador, para Saul não disse isso. Assim Ele escolheu os juízes e João Batista. Este foi escolhido antes de nascer, escolhendo até mesmo seus pais, como foi para Sansão e para JESUS. Assim DEUS escolheu todos os profetas, por exemplo. Assim Ele escolheu Elen G. White. Mas tem um porém em toda essa história. Essas foram escolhas individuais para ocupações específicas a serviço de DEUS, digamos, cargos de confiança. Porém, não foram escolhas para a salvação. Nesse sentido DEUS nunca escolhe, um para ser salvo, outro para perdição, como já estudamos na semana passada. A salvação é uma escolha de cada um, pelo livre-arbítrio que possui.

Quanto ao povo de DEUS, Israel, quem rejeitou não foi DEUS, mas os israelitas, que até o cativeiro babilônico insistiam em adorar ídolos, e após esse cativeiro, insistiram em criar suas tradições para a adoração, não mais segundo DEUS desejava. Viam-se como exclusivos de DEUS, a ponto de não verem em JESUS CRISTO seu Salvador, condenando-O à morte. Para a salvação DEUS não rejeita nem escolhe ninguém, cada um faz a sua escolha e ela é respeitada por DEUS. Ele escolhe para o exercício de funções, porém, para a salvação, cada um faz a sua escolha, essa escolha DEUS não faz.

 

  1. Primeiro dia: CRISTO e a lei

“Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação. Porque lhes dou testemunho de que tem zelo de Deus, mas não com entendimento. Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rom. 10:1-4).

Qual a mensagem desse texto de Paulo? Havia alguns cristãos dos judeus que eram zelosos mas não com entendimento, isto é, agiam de boa fé, mas estavam errados. Isto é muito perigoso, como hoje, por exemplo, acontece. Ellen White é que traz mais luz sobre a música na igreja, nos últimos dias. Ela explica de forma exaustiva que vai entrar na igreja uma música que serve para dança. Ela terá as seguintes características: som alto, tambores (hoje a bateria), gritos, e é útil para a dança. Pois bem, essa música está na igreja, e, no entanto, a maciça maioria das pessoas, dos membros e dos pastores, não concorda que ela não é louvor, embora as declarações claríssimas da serva do Senhor. É assim como foi com os antigos profetas e como foi com JESUS. Os sacerdotes e os reis não aceitavam as admoestações desses servos de DEUS, por Ele escolhidos, e até os matavam. Inclusive E. G. White foi, como que deportada para a Austrália pela administração da igreja de seu tempo. Ela foi e DEUS de lá continuou levando Suas mensagens para a igreja. Isso, hoje, é também zelo, mas não com entendimento. Sim, atrai as multidões, mas a própria serva do Senhor diz que nisso o ESPÍRITO SANTO não está atuando, e que é o diabo que participa. Mais uma vez, zelo sem entendimento.

O que fizeram aqueles judeus? Tornaram-se legalistas. O que é legalismo? É uma prática pela qual as pessoas acreditam que o cumprimento ou obediência à lei é suficiente para a pessoa merecer a salvação divina. É também exigir que outros sigam essa orientação. Ou seja, é colocar a obediência à lei como condição suprema de salvação. Nesse caso, foi-se a graça e a fé. Resumindo, é buscar a salvação pelas obras da lei e condenar quem não age assim. Isso não é bíblico, e foi condenado por JESUS CRISTO. Legalismo torna-se uma forma de escravidão de seus próprios pensamentos.

O que o Salvador diz sobre esse assunto? Temos vários exemplos, e um deles é: “O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado” (Lucas 18:11- 14). Só lendo o que JESUS falou nesse caso, se entende que o fariseu era legalista e que o publicano é que foi aprovado por DEUS.

Legalismo é o caso do homem que tinha uma das mãos atrofiadas e que foi curado no sábado por JESUS (Mateus 12:9-12), mas os legalistas condenaram a JESUS, o Autor da lei, o Legislador.

Os judeus letrados (fariseus, saduceus, herodianos, escribas, anciãos, sacerdotes, nobres, etc.) ao longo do tempo criaram uma regulamentação da lei de DEUS com centenas de regras que exigiam a submissão de todos. Mas, segundo JESUS, nem eles seguiam por completo tudo aquilo, apenas se exibiam como se fossem mais santos que o povo comum. Viviam de aparências em leis e tradições deles que nem eles obedeciam, mas ninguém descobria isso com facilidade. Eram pessoas que na aparência já estavam salvas, mas na realidade, estavam condenadas e assim ensinavam os outros, ou, exigiam dos outros. A rigor, ninguém, nem eles, nem o povo era capaz de seguir as leis e tradições deles. O pior de tudo é que eles passaram a exigir que o Autor da lei, o Salvador do mundo, até Ele seguisse essas leis. Atrapalharam-se tanto nesse caminho que acabaram por rejeitar o seu Salvador (aquele que os havia estabelecido em Abraão) e O crucificaram, pedindo que o Seu sangue caísse sobre eles e seus filhos. E caiu, na queda de Jerusalém. Esse é o fim trágico do legalismo. Eles estavam querendo ensinar DEUS a ser DEUS.

 

  1. Segunda: A eleição da graça

“Digo, pois: Porventura rejeitou Deus o Seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o Seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo: Senhor, mataram os Teus profetas, e derribaram os Teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma? Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para Mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos a Baal. Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça. Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra. Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos” (Rom. 11:1-7).

O texto acima parece complicado, mas na realidade é bem fácil de entender. Resumindo, DEUS nunca rejeitou Seu povo. Por exemplo, Elias estava desanimado porque percebeu que pelo poder de Jesabel, só ele havia restado. Mas DEUS respondeu que ainda havia sete mil que não dobraram seus joelhos a baal. Esses eram um remanescente fiel, assim como Elias. Ao longo de toda a história sempre houve, ao menos um grupo de pessoas, que se mantiveram fiéis a DEUS. Mesmo no terrível tempo da Idade Média, em meio a forte perseguição, havia pessoas fiéis a DEUS, que se baseavam nos escritos da Bíblia, até mesmo antes dela ser impressa.

Então Paulo, sempre usando de linguagem filosófica, vale-se de uma construção literária complexa para expor o que é simples; Ele disse que há dois caminhos, um que salva, outro que não salva. O que salva é o caminho da fé, pela qual recebemos o perdão oferecido de graça. O que não salva é o caminho das obras, pelas quais as pessoas tentam alcançar o perdão pelos seus esforços, pelo que elas fazem. Então Paulo diz que, se a salvação é pela graça, não pode ser pelas obras, ou, se o perdão é pelas obras, não pode ser pela graça. É um ou outro, são vias mutuamente excludentes.

Vamos ao texto restante para o estudo de hoje: “Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos. Como está escrito: Deus lhes deu espírito de profundo sono, olhos para não verem, e ouvidos para não ouvirem, até ao dia de hoje. E Davi diz: Torne-se-lhes a sua mesa em laço, e em armadilha, E em tropeço, por sua retribuição; escureçam-se-lhes os olhos para não verem, e encurvem-se-lhes continuamente as costas. Digo, pois: Porventura tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação” (Rom. 11:7-10).

Aqui Paulo diz que Israel tentava obter a salvação pelas obras, e não conseguiu, mas os eleitos, de Israel e de qualquer nação, obtiveram a salvação porque aceitou a graça pela fé. Então Paulo leva longo tempo para explicar o que é fácil, dizendo que DEUS fez os israelitas como que dormirem, para que, com os olhos escuros (falta do verdadeiro entendimento) não vissem a salvação. Ou seja, a atitude dos israelitas era a sua queda, pois DEUS lhes havia enviado profeta após profeta, até JESUS veio, e todos foram rejeitados, até que eles mesmos, como nação, foram rejeitados, trocados pela igreja, dentro da qual, muitos israelitas continuaram seguindo a DEUS.

Então vem a pergunta fulminante: Os judeus tropeçaram para que eles caíssem (se perdessem)? Não, diz Paulo, mas o tropeço deles foi motivação para que o evangelho fosse pregado aos gentios. Aliás, isso era uma parte da profecia do final dos 490 anos dados ao povo de DEUS (israelitas) para se arrepender, ao fim do qual, a pregação seria para os gentios, e assim foi.

Mas o que teria acontecido caso os judeus se convertessem? Bom, JESUS teria sido morto de outra maneira. Ao final dos 490 manos, os israelitas não seriam rejeitados, mas o evangelho seria de qualquer maneira pregado aos gentios, por certo, bem antes desse tempo. É evidente que as profecias desse tempo seriam diferentes, pois profecia é história contada antes dos fatos, não é determinação como serão os fatos.

 

  1. Terça: O ramo natural

Hoje Paulo está dando explicações aos gentios sobre a eleição dos judeus e sua rejeição. “E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são. E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também. Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado. E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar. Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!” (Rom. 11:16-24).

Comecemos por citar o apóstolo João, sobre esse assunto: “Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós. Nenhum ramo pode produzir fruto por si mesmo, se não estiver ligado à videira. Vós igualmente não podeis dar fruto por vós mesmos, se não permanecerdes unidos a Mim. Eu Sou a videira, vós os ramos. Aquele que permanece em Mim, e Eu nele, esse dará muito fruto; pois sem Mim não podeis realizar obra alguma. Se alguém não permanecer em Mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Então, esses ramos são juntados, lançados ao fogo e queimados” (João 15:4-6). A videira, raiz e tronco, é JESUS, os ramos são as pessoas que O seguem. Essas pessoas podem ser tanto judeus como gentios. Muitos judeus rejeitaram JESUS e O crucificaram, foram cortados da videira e descartados. Porém, se eles voltassem, seriam enxertados de volta. E os gentios, que não pertenciam à videira, ao tornarem-se cristãos, foram enxertados nela (em JESUS, que era um judeu), e passaram a pertencer ao povo de DEUS. Então os judeus, assim, continuam tendo oportunidade de serem salvos, da mesma maneira que qualquer outra pessoa. Ninguém pode se vangloriar por estar enxertado, nem gentios nem judeus. Os gentios não podem se orgulhar de pertencer à videira porque foram enxertados em lugar de ramos tirados que eram judeus. E os judeus não podem se vangloriar porque podem ser cortados, como qualquer pessoa rebelde é cortada. Logo, todos têm oportunidade de serem enxertados na videira como correm o risco de serem cortados, ninguém é melhor que outros que, uma vez firmados na videira, nunca mais podem ser cortados. Não existe na Bíblia essa ideia de uma vez salvo, salvo para sempre. Costumo dizer que o correto é, uma vez salvo, salvo até a próxima queda ou até o próximo pecado, quando necessita de outro perdão, se houver arrependimento.

Há um detalhe importante nessa história: os judeus, do povo escolhido em Abraão, que rejeitaram JESUS, que foram cortados, poderiam retornar (enquanto vivessem é claro). Por sua vez, os gentios possuíam as mesmas oportunidades dos judeus, não há privilégio a ninguém, nem restrições a ninguém. Todos são iguais perante DEUS.

 

 

 

  1. Quarta: Todo o Israel será salvo

“E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades. E esta será a Minha aliança com eles, quando Eu tirar os seus pecados” (Romanos 11:26,27).

Os judeus tiveram seu tempo, como nação, até o ano 34 de nossa era, para se arrependerem. Isto eles perderam. Daquela data em diante a pregação passou aos gentios, continuando, ainda, aos judeus. Não foi a pregação que se encerrou ao povo de DEUS, e sim, deles serem uma nação peculiar. Desde então, DEUS tem uma igreja, que, mais que uma nação, tem maior facilidade de estar presente em meio a todas as nações, pois não é uma entidade política e não tem uma nacionalidade. Com uma igreja (que satanás logo tratou de contrafazer e criar a sua) DEUS não necessitava mais de uma nação. Então o que mudou foi a estratégia para alcançar o mundo, através de uma igreja global, não de uma nação global. Mas o povo judeu, ou se ainda existirem israelitas pelo mundo (pessoas das outras tribos além de Judá), podem ser salvos tanto quanto qualquer pessoa de outra etnia.

Um detalhe importante: DEUS não teve que replanejar Sua estratégia de salvação, de uma nação para uma igreja. Ele já sabia como se desenrolaria a história e até antecipou a mudança por meio da profecia de Daniel, do tempo dado aos judeus como nação e do tempo dado aos gentios, por uma igreja. Ele não foi pego de surpresa.

De fato, nesses últimos tempos, muitos judeus estão se tornando cristãos, aceitando JESUS como o Messias, em Sua vinda naqueles tempos. Os judeus, talvez mais ainda os ortodoxos, tem o sábado como o dia a santificar e não abrem mão. Pois bem, quando vier o decreto dominical, eles terão apenas duas opções: aceitar JESUS CRISTO com Seu sábado, ou, não aceitar JESUS CRISTO e aderir ao domingo. Os judeus liberais, muitos deles, atualmente já abrem seus comércios aos sábados, porém, os mais zelosos jamais farão isso, então eles virão para o cristianismo de JESUS. Ellen G. White, em citação da lição afirma que judeus se converterão a JESUS. “Todavia vi que Deus tinha maravilhosamente preservado este povo e o espalhado sobre o mundo, a fim de que pudessem ser olhados como um povo especialmente visitado pela maldição de Deus. Vi que Deus havia abandonado os judeus como nação; mas os indivíduos entre eles seriam, contudo, convertidos e habilitados a rasgar o véu dos seus corações e ver que a profecia com relação a eles tinha-se cumprido; eles receberão a Jesus como Salvador do mundo e verão o grande pecado de sua nação em O haver rejeitado e crucificado” (Primeiros Escritos, 213).

 

  1. Quinta: A salvação dos pecadores

“Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais. Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento. Porque assim como vós também antigamente fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia pela desobediência deles, assim também estes agora foram desobedientes, para também alcançarem misericórdia pela misericórdia a vós demonstrada. Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia. Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os Seus juízos, e quão inescrutáveis os Seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi Seu conselheiro? Ou quem Lhe deu primeiro a Ele, para que Lhe seja recompensado? Porque Dele e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém” (Romanos 11:28-36).

Nesse trecho Paulo refere-se ao que é o cristianismo, ou melhor, ao que ele deve ser. O cristianismo deve estar baseado no princípio que rege a mente de DEUS, que é fundamentada no amor, ou, na misericórdia. O povo de DEUS fundado em Abraão, que deveria ser uma bênção ao mundo, às outras nações, a todas as famílias na Terra, fez isso em pouca intensidade. Na realidade, discriminou os outros que não fossem descendentes de Abraão, e os minimizou a uma categoria menor, que DEUS nem queria salvar. A salvação, segundo pensavam os israelitas, era apenas para os descendentes de Abraão.

Noutro plano, os israelitas desde que foram formados, eram rebeldes, com alguns momentos de boa vontade para com DEUS. Eles se voltavam para a idolatria com grande facilidade, até que tiveram que ser destruídos, junto com o templo de Salomão, pelos babilônios. Depois disso, eles se voltaram a uma infinidade de regras para não caíram mais na idolatria e para uma boa obediência à lei dos Dez Mandamentos, onde radicalizaram e caíram no estado do legalismo. Foi um período de silêncio de DEUS, pois não houve profecia na maior parte entre o retorno do cativeiro de Babilônia e a vinda de JESUS. Ou seja, a nação para estar ao lado de DEUS dependia mais da boa vontade dos políticos (os reis) do que dos profetas, que facilmente eram rejeitados, e até mortos, como foi JESUS CRISTO. Pouco se interessavam pelo contexto espiritual, preferiam o contexto político e material. Em grande parte, queriam ser como as outras nações. Quando não tiveram mais rei, pois grandes impérios os dominavam (Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma), os israelitas, nesse tempo apenas os judeus pois as demais tribos foram suprimidas pela Assíria (antes dos judeus serem derrotados por Babilônia), então, sem rei, voltaram-se a criar tradições inúteis. JESUS combateu essas tradições, que mais tarde, retornaram de outra forma por meio do catolicismo. Ou seja, eram tradições humanas substituindo a Palavra escrita da vontade de DEUS.

Pois bem, apesar disso tudo, o que Paulo disse nesses versos? Mesmo apesar de tudo isso, os judeus, e se houver algum israelita (descendente de outras tribos que não de Judá, como foi Paulo) ainda tem e sempre terão à sua disposição a misericórdia de DEUS e do Salvador JESUS CRISTO. Até Paulo chega a dizer de forma bem enfática que, a rebeldia por parte do povo de DEUS facilitou a que se pregasse o evangelho aos gentios. Estes se arrependeram e receberam misericórdia por parte de DEUS. Essa misericórdia divina serviu para que os judeus continuassem tendo oportunidade de arrependimento e de também receberem misericórdia. É que a conversão dos gentios servia para manter a pregação em ação e até para aumentar essa pregação e muito mais gente. Assim, a oportunidade aos judeus na realidade se expandia.

Um grave problema criado por satanás foi o combate contra os judeus ao longo da história. Não sei dizer se houve outro povo mais combatido que eles. Foram dispersos inúmeras vezes (diásporas), foram dizimados em guerras (na segunda Guerra Mundial mataram mais de 5 milhões), há ainda hoje forte preconceito contra eles e vivem em estado de guerra com os palestinos, outro povo combatido. Mesmo assim, eles mantêm a Torá, o Velho testamento, e em Israel, no sábado, tudo para. É o único país no mundo que guarda o sábado, um testemunho contra a santificação do domingo. E é um povo inteligente, pois entre as 850 personalidades a receberem um Prêmio Nobel, 180 são judeus; e a grande maioria deles, 157, atuam nas áreas científicas. São prêmios dados a judeus ou seus descendentes, em Israel ou fora do país, a maioria dos casos.

Pois bem, os princípios de vida, os costumes, os hábitos pelo esforço, pelo estudo, pela ciência, acompanha esse povo uma vez escolhido de DEUS, até os dias de hoje. Não é o caso deles ainda serem abençoados de modo especial, ainda hoje como nos tempos dos reis, mas a herança que restou daqueles tempos. E Paulo disse que esse povo, tão prestigiado por DEUS, como pessoas nunca foram rejeitados, mas sim, continuam tendo os mesmos favores para a salvação como sempre tiveram. Aliás, é deles que vem a salvação ao mundo: JESUS foi descendente de Davi, e Se tornou o Salvador do mundo. Como poderia um povo assim, que forneceu o Salvador ao mundo, ser rejeitado por DEUS? O fato de serem perseguidos ao longo da história, e fortemente combatidos pelo catolicismo durante a Idade Média, demonstra apenas uma coisa: era o povo peculiar de DEUS, pois mantiveram poderosos princípios dados por DEUS a eles, até hoje. Na verdade, hoje, praticamente só lhes falta aceitar JESUS como Salvador.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

O povo de DEUS, nação de Israel, foi substituído pela igreja de DEUS. Israel foi fundada (nação) por DEUS, assim como a igreja de DEUS. A igreja é a sucessão da nação, e isto não quer dizer que israelitas, ou mais especificamente, judeus, não tenham oportunidade de salvação. Se assim fosse, JESUS CRISTO também não poderia ser Salvador, pois é um israelita. A salvação está, como sempre esteve, ao alcance de todos, DEUS não excluiu ninguém. Quem trata da questão da exclusão é cada um em seu próprio caso.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Atualmente Israel é uma nação, a única do mundo em que se guarda o dia de sábado. Nesse país, no sábado, tudo para. Eles são testemunhas da verdade nesse sentido.

Israel é um pequeno país, poderoso em ciência, que está sendo cortejado pelo Vaticano para o Diálogo Inter+religioso. Se como país aderirem, num certo momento deverão trocar o sábado pelo domingo, então, por consequência, somente os adventistas, que como igreja apareceram no mundo recentemente, ficarão ‘insistindo’ no sábado. Possivelmente os israelitas liberais farão essa troca, e com isso ficará definido que até o povo de DEUS aderiu ao domingo, menos os adventistas. Assim como os adventistas nominais trocarão o sábado pelo domingo, e ainda, perseguirão os que não aderirem. Porém, os judeus mais firmes não irão fazer essa troca, nem os adventistas que não são joio, mas que são trigo. Eles se aliarão aos adventistas e aceitarão JESUS CRISTO como o Messias aguardado. É de se notar que vários empresários, no Brasil, já abrem suas empresas no sábado. Colocam gerentes e funcionários não judeus para trabalharem nesse dia, e assim, ganham muito dinheiro a mais.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

Um culto estranho e macabro espalha-se pela América Latina. É o culto a “santa morte”. Iniciou no México e já se manifesta em vários países de língua hispana. Leia sobre isso aqui.

 

No Vaticano, o papa Francisco, decidiu proibir a venda de cigarros a partir de 2018. “A razão é muito simples: a Santa Sé não pode contribuir para uma atividade que afeta claramente a saúde das pessoas”, esclareceu em um comunicado o porta-voz do Vaticano, Greg Burke. São, agora, apenas dois países no mundo que fizeram essa proibição. Veja reportagem aqui.

Gurbanguly Berdymukhamedow, o presidente do Turquemenistão, baniu a venda de todos os produtos de tabaco no país no início deste ano através de um decreto-lei que promete mão pesada a todos os infratores. Mas o mercado negro não para de crescer e de faturar muito dinheiro. Um maço de cigarros pode custar até 10 Euros. Vamos ver como a proibição será encarada no Vaticano, onde não há impostos e os cigarros eram vendidos bem barato. É difícil, senão impossível eliminar o uso de drogas. De qualquer forma, parabéns ao papa Francisco.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“E, quando, em tempos posteriores [ao exílio babilônico], os judeus foram espalhados como cativos em países distantes, ainda naquela hora designada voltavam o rosto para Jerusalém e proferiam suas petições ao Deus de Israel. Neste costume têm os cristãos um exemplo para a oração da manhã e da noite. Conquanto Deus condene um mero ciclo de cerimônias, sem o espírito de adoração, olha com grande prazer àqueles que O amam, prostrando-se de manhã e à noite, a fim de buscar o perdão dos pecados cometidos e apresentar seus pedidos de bênçãos necessitadas” (CRISTO em Seu Santuário, 34).

 

  1. Conclusão

“Vi que Deus havia abandonado os judeus como nação; mas os indivíduos entre eles seriam, contudo, convertidos e habilitados a rasgar o véu dos seus corações e ver que a profecia com relação a eles tinha-se cumprido; eles receberão a Jesus como Salvador do mundo e verão o grande pecado de sua nação em O haver rejeitado e crucificado” (Primeiros Escritos, 213).

 

 

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Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre   2  e  10/11/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

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