Lição 12 – A igreja militante

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Primeiro Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: Rebelião e redenção

Lição 12 – A igreja militante

Semana de  12 a 19 de março de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apoc. 3:20).

 

Introdução de sábado à tarde

Ser militante é ser ativo, estar em ação, em exercício, fazer parte de uma milícia (no nosso caso, milícia do bem), exército ou grupo com propósitos e estratégias de ação. É realizar alguma tarefa segundo um plano mais amplo, para alcançar um alvo. A igreja tem por propósito salvar pessoas para o reino de DEUS. A igreja militante é um grande grupo de pessoas, muito bem coordenadas pelo poder do ESPÍRITO SANTO, que militam no mundo inteiro para cumprir a ordem de JESUS, de anunciar o evangelho a todas as pessoas.

Comentando o verso dessa semana. Refere-se à porta do coração, ou seja, da mente. Nesse caso, é JESUS que quer estar lá. Isso significa que Ele quer colocar os Seus mandamentos em nossa mente, Seus princípios de vida e de fazer todas as coisas. Em resumo, significa que assim viveremos pelos princípios do amor, amando a DEUS e amando os semelhantes. Essa porta, somos nós que abrimos ou deixamos fechada.

Há outra porta, a do aprisco, ou no nosso caso, da igreja. Essa porta é JESUS. Os apriscos do tempo de JESUS eram feitos de um cercado, geralmente de pedra, e possuíam uma abertura, sem porta ou portão. Apenas uma abertura, por onde saíam ou entravam as ovelhas e o pastor. Animais ferozes, como os lobos, pulavam por cima do muro, que tinha por volta de um metro ou menos de altura, para atacar as ovelhas. Procurando evitar isso, o pastor, cuidadoso, colocava em cima do muro ramos de espinheiros, e isso evitava os ataques por essa via. Mas como não havia porta, o pastor mesmo dormia nesse lugar, com seu cajado, logo, ele mesmo era a porta, ou fazia o papel de porta. Por isso JESUS às vezes dizia: “Eu sou a porta…”

Então temos duas situações, estar dentro do aprisco, com JESUS nos protegendo, Ele sendo a porta, e, mesmo dentro do aprisco, ali abrir o nosso coração a Ele, para que nos passe seus ensinamentos de vida segundo os princípios de Seu reino. Isso é como uma grande casa. A porta da casa é JESUS. Nós, cada um, é como um dos cômodos da casa. Esse cômodo tem sua porta que nós abrimos ou não, por dentro. JESUS quer entrar ali e cear conosco. É um encontro particular, Ele e nós. Quer falar conosco a sós, por certo dar conselhos e dizer coisas supremamente agradáveis, que só podem vir da sabedoria dEle. Podemos pertencer à igreja, frequentar sempre a igreja, nos envolver com as atividades da igreja, mas além disso, há a necessidade de termos JESUS dentro de nosso coração. É possível, infelizmente, estar ativo na igreja, mas não ter JESUS no coração, estar no aprisco, mas perdido. Devemos abrir nosso coração a JESUS.

Nessa semana estudaremos as situações de igrejas da Ásia, que evidentemente se aplicam a nós, em nossos dias, especialmente à igreja de Laudicéia. As igrejas iam bem conforme a intimidade com JESUS, desde que elas mantivessem mais comunhão com o Salvador. Ou iam mal, uma vez que se afastassem de JESUS.

 

  1. Primeiro dia: A igreja de Éfeso

A igreja de Éfeso, que existia nesta cidade da Ásia, mas que também representa o período da história da igreja desde CRISTO até o ano 100 dC, foi a primeira igreja e a mais pura, mas mesmo ela, sendo a primeira ao longo da história, já se envolveu com alguns problemas.

O elogio que recebeu é que ela não compactuou com a doutrina dos nicolaítas. Essa doutrina, falsa, permitia que vários homens se casassem com uma única esposa, ou, por outro lado, ter esposas em comum. Havia outros detalhes no nicolaismo, como exercer forte poder para influenciar os leigos, segundo suas ideias. Eles difundiam práticas pagãs e as introduziam entre os cristãos. Não sabemos ao certo que práticas eram essas. Foi um movimento iniciado por Nicolau, um dos sete diáconos escolhidos pelos apóstolos em Atos 6, que não se alastrou muito, restringindo-se a Éfeso e Pérgamo. Também não durou muito tempo, talvez, graças a rejeição por parte da igreja de Éfeso.

Os crentes da igreja de Éfeso, no entanto, abandonaram o primeiro amor. O que é o primeiro amor? É o amor inicial, sempre mais fervoroso. Quando uma pessoa descobre a verdade da salvação, ela ama intensamente essa verdade e se entrega totalmente a JESUS. Esse é o primeiro amor. Quando JESUS esteve na Terra, os seus discípulos e apóstolos O amavam, e saíram ao mundo para anunciar a mensagem do evangelho, com a força do ESPÍRITO SANTO. Esse era o primeiro amor. Quando viviam uns ajudando aos outros, socorrendo aqueles que caíam em desgraça, amparando-se mutuamente, praticavam algo que se chama primeiro amor.

Morreu a primeira geração, daquelas pessoas que haviam conhecido JESUS, ou que haviam aprendido dos seus discípulos. A segunda geração, por volta do ano 70 em diante, afrouxou a devoção a CRISTO. Tornaram-se farisaicos, não mais tinham zelo pela Palavra, mas viviam as regras pelas regras, cumprindo requisitos e regulamentos. Perderam o intenso entusiasmo inicial. Tinham a verdade, mas não a alma dela.

Mas, por outro lado, a igreja de Éfeso não flertou com outras formas de adoração, senão, isso estaria escrito na carta a eles. Logo, o que deve ter acontecido quando ao abandono do primeiro amor, além do que já mencionamos, é também o abandono do carinho com que deviam tratar uns com os outros. Autores referem-se que passaram a ser mais frios entre si, menos afetivos.

Paulo também se envolveu com Éfeso, alertando para os perigos que rondavam aquela igreja. Exortou para que fossem vigilantes por causa dos lobos vorazes e falsos pastores (Atos 20:29 e 30), devendo manter-se firmes contra as “artimanhas dos homens” e a “astúcia que induz a erro” (Efésios 4:13 e 14). Que se cuidassem para que ninguém os enganasse com palavras vás (Efésios 5:6). A igreja afrouxou na prática do amor para com DEUS e para com seus semelhantes. Disse JESUS que amássemos a DEUS e também uns aos outros. A frieza como nos tratamos resulta do afastamento do estudo, da missão, vem do comodismo espiritual, do envolvimento demasiado com as coisas seculares, dos interesses divididos entre o mundo e DEUS, da negligência com a Palavra de DEUS. Dessas coisas devemos nos cuidar. Hoje estamos um tanto longe do primeiro amor. Ele será intenso em nós quando tivermos o poder do ESPÍRITO SANTO em nossas vidas. Pela oração e pela consagração diária devemos pedir esse poder.

 

  1. Segunda: Esmirna e Pérgamo

O período da história da igreja de Esmirna foi do ano 100 dC até 313, e a de Pérgamo, até o ano 538. Foi um tempo que levava o povo de DEUS ao grande período de perseguição dos 1260 anos, que viria depois. Em poucas palavras, o pior estava pela frente, e estava sendo preparado pelo inimigo nos tempos de Esmirna e mais ainda, no de Pérgamo. Mal os servos de DEUS dessas duas igrejas imaginavam o que a história reservava a seus descendentes, coisas horríveis, perseguições e muitas mortes. O inimigo tentaria, no futuro, eliminar até mesmo a Bíblia.

A igreja de Esmirna começou a enfrentar tribulação. Era o segundo período do povo de DEUS na Terra após a ascensão de JESUS, que foi muito carinhoso com seu povo desses dias. Chegou a dizer que Ele mesmo era o primeiro e o último, que passou pela morte mas tornou a viver. Ou seja, Ele já passou pela maior de todas as dificuldades, e foi vitorioso. Esse mesmo era o que estava conduzindo Seu povo na Terra. Portanto, dificuldades vão haver, mas o grande campeão, o vencedor, estava com esse povo.

Daí DEUS falou revelando a situação da igreja. Ele não escondeu nada. DEUS é assim, não esconde a situação, mas Ele é carinhoso, Ele dá força. Por isso Ele é confiável. Ele disse que conhecia a tribulação e a pobreza, mas que a igreja era rica. Havia a ameaça dos que blasfemavam, pertencentes à sinagoga de satanás. Esses andavam por lá, eram os inimigos de DEUS, de Sua igreja e de Seu povo. Aí vem o principal. DEUS disse que não tivessem medo o que viessem a sofrer. Passariam por provações, alguns seriam presos e haveria uma severa perseguição de dez dias, que são dez anos, do ano 303 a 313 dC. Foram os anos de intensa perseguição por parte do Império Romano, pelo pai de Constantino. Mas DEUS disse que fossem fiéis até a morte e receberiam a coroa da vida.

A igreja de Pérgamo passou por situação ainda mais difícil. Satanás vinha atacando e queria destroçar o povo de DEUS. Queria, mas não conseguiu, e jamais conseguirá. JESUS aparece com uma espada afiada dos dois lados, pronta para uso. Ele Se apresenta como um guerreiro por Seu povo. JESUS sabia o que se passava com Sua igreja. Nesse tempo, de 313 a 538 dC, o sistema papal estava se instalando. No final desse tempo, esse sistema passaria a perseguir terrivelmente o povo de DEUS. Apareceriam falsas doutrinas, tais como: Decreto de Constantino para a santificação do domingo; Imperador Constantino celebra o primeiro Concílio; Começaram a batizar crianças recém-nascidas; veneração dos anjos e uso de imagens; surgiu a missa, que substitui o culto cristão; começaram exaltar Maria em lugar de JESUS; o termo “Mãe de DEUS” foi aplicado pela primeira vez pelo Concílio de Éfeso em 431; os sacerdotes passaram a se vestir de maneira diferente e foi introduzida a extrema unção. Satanás estava instalando o seu trono e a sua habitação, tomando as providências para deturpar completamente a igreja de CRISTO.

Porém, não era disso que DEUS reclamava. Ele disse que tinha contra essa igreja o fato dela sustentar a doutrina de Balaão e a dos Nicolaítas. Balaão, que fora um profeta de DEUS, mas que também se tornou, como satanás, ambicioso, ensinava a prática da prostituição, comer cousas sacrificadas a ídolos, e foi ele que orientou na armação de ciladas contra o povo de DEUS, os filhos de Israel, quando chegavam a Terra Santa. Não podendo rogar pragas contra o povo santo, ele, Balaão, orientou seus inimigos a conquistarem, por meio de festas, os jovens israelitas para que se divertissem com os jovens pagãos. Assim o inimigo causou grande estrago entre os filhos de Israel. Pois tais coisas, como vimos nos exemplos acima, se fazia na igreja nos tempos de Pérgamo. Também eles toleravam os nicolaítas, ao contrário do pessoal da igreja de Éfeso, que já vimos.

Assim sendo, JESUS foi bem severo com essa igreja, exigia que ela se arrependesse. Nesse ponto, Ele revelou porque estava com a espada afiada, a usaria contra a igreja se não houvesse arrependimento. Essa espada era a Sua Palavra, que usaria contra sua própria igreja, assim como já usou contra os filhos de Israel no passado, diversas vezes, e também usou contra os inimigos de Seu povo.

Como em todos os casos, haveria vencedores, e estes, da igreja de Pérgamo, receberiam do maná escondido e uma pedrinha branca com seu nome escrito. Isso significa vida eterna.

 

  1. Terça: Tiatira e Sardes

O período de Tiatira abrange longo tempo da história, desde 538 até 1517, ou seja, desde o ano do início da supremacia papal até o ano do protesto por Lutero. Foi o período da Idade Média, com perseguições, mortes, sequestro de bens, fugas e principalmente torturas psicológicas e físicas. Tive a oportunidade de em 2015 ver os instrumentos de tortura numa exposição itinerante que passou em nossa cidade. Eram instrumentos originais, não réplicas. Fiquei chocado em saber que por aqueles instrumentos muitos verdadeiros servos de DEUS foram mortos pelo processo de tortura, do poder da Inquisição. Esse foi o tempo de Tiatira. Por isso que DEUS disse que conhecia as obras daqueles poucos que permaneciam fieis, refugiados nas montanhas, cavernas e labirintos subterrâneos.

Nesse tempo a Igreja Católica introduziu a maior parte das crenças pagãs. Uma lista delas pode ser visualizada em documento anexo. Foram 979 anos terríveis, cristãos perseguindo cristãos. Antes disso, nos dias da igreja Sardes e de Pérgamo já houve perseguição por parte dos romanos, mas aqueles irmãos não poderiam imaginar o quão pior poderia ser a perseguição por parte de outros cristãos, em relação a que eles sofriam por parte daqueles pagãos romanos. Foi bem pior enfrentar a perseguição dos próprios irmãos cristãos. Pois sabemos, que no final, irmãos nossos, que comungam conosco na mesma igreja, que sentam conosco nos mesmos bancos, lançarão mão de instrumentos ilegais, agirão contrário até mesmo do manual da igreja, e perseguirão aos outros, quase sempre por inveja. Disso participarão desde pastores, anciãos e outros líderes, que já conhecem a verdade, mas que nunca se entregaram a JESUS. São os lobos disfarçados de ovelhas, os pastores mercenários.

Tiatira permitia a ação de Jesabel, ou melhor, como que essa mulher estivesse reinando por aqueles longos anos. Jesabel introduziu, nos tempos de Elias, a adoração pagã no Reino de Israel, e também instituiu os cultos literalmente pornográficos. Havia duas prostituições, a espiritual e a da carne, dentro dos rituais do culto. Assim foi na Idade Média, muita degradação entre o cristianismo, com prostituição carnal e adoração ao Sol e mortes. Havia enorme corrupção na igreja. Foi o período mais baixo do cristianismo, quer dizer, o tempo de maior dificuldade para os verdadeiros cristãos. Ele voltará a reinar outra vez, mas segundo Apocalipse 17, por pouquíssimo tempo. Hoje mesmo já ouvimos nos noticiários muitas notícias sobre pedofilia e corrupção entre os líderes da igreja que voltará a perseguir os servos de DEUS. Eles farão aliança com os nossos irmãos de fé, contra nós.

Já o período de Sardes, que durou de 1517 até 1833, foi o tempo do início das igrejas protestantes e da reforma no cristianismo. Mas essa reforma não andava conforme devia ser, segundo a expectativa de DEUS. Cada reformador fazia algo importante, e com sua morte, a igreja que formava parava de dar continuidade à reforma iniciada. Isso quer dizer, os irmãos da igreja que o reformador fundava não pesquisavam mais na Bíblia para descobrir que outras verdades ainda estavam perdidas. Porém, por providência divina, surgia outro reformador e avançava na revelação da verdade bíblica que se havia enterrado durante o longo tempo de Tiatira. Era para essa igreja morta consolidar o que estava para morrer, isto é, reagir, prosseguir na pesquisa da Bíblia. Isso de fato aconteceu somente após 1833, que veremos no estudo de amanhã. Era para essa igreja vigiar e guardar bem o que já havia recebido, as revelações antigas da Palavra de DEUS que os reformadores descobriram. Ou seja, cuidem das verdades já descobertas e reveladas da Bíblia. Não percam essas conquistas. Também havia nessa igreja algumas pessoas incontaminadas que permaneciam ao lado de DEUS. Essas pessoas sofreram por sua postura corajosa, mas também serviram de elo de ligação com o período seguinte, o da descoberta do restante das verdades ainda escondidas, ou, esquecidas.

 

  1. Quarta: A igreja de Filadélfia

O período da igreja de Filadélfia durou poucos anos, de 1833 a 1844, começando depois a igreja morna de Laudicéia, que no início não era morna. Filadélfia foi a igreja do amor fraternal, do grande revavivamento, uma igreja missionária, até o dia da grande decepção. Os membros dessa igreja, nos Estados Unidos da América, interpretaram mal a passagem de Daniel 8:14 “até duas mil e trezentas tardes e manhãs, e o santuário será purificado.” Isso se referia ao santuário celeste. JESUS, nesse ano entrou no lugar santíssimo, iniciou-se o julgamento como se fazia no dia da expiação entre os judeus. Desde aquele ano, desde o dia 22 de outubro de 1844, todas aquelas pessoas que em sua vida se entregaram a JESUS, de alguma maneira direta ou indireta (muitos nem mesmo chegaram a conhecer JESUS e seus ensinos, mas serão salvos), e já morreram, estão sendo julgadas. “Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de dias se assentou, sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça como a pura lã; o seu trono era chamas de fogo, cujas rodas eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríade de miríade estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros” (Daniel 7:9,10). Um dia, pouco antes do fechamento da porta da graça, obviamente depois do decreto dominical, os vivos passarão a ser julgados, e findo o seu julgamento, que coincide com a terminação da pregação do evangelho de JESUS ao mundo todo, também termina o tempo da graça, e inicia-se o tempo das sete pragas.

Pois bem, aquelas bem intencionadas pessoas do tempo de Filadélfia entenderam que o santuário a ser purificado seria o nosso planeta. Então concluíram que isso significaria a volta de JESUS. Pregaram com intenso fervor, a tal ponto que seu forte movimento veio a chamar-se “clamor da meia noite”, porque esperavam o noivo, JESUS, mas Ele não veio na hora aprazada. O “clamor da meia noite”, na parábola das dez virgens que aguardavam a vinda do noivo, é o momento glorioso em que se anuncia a sua chegada, o que eles fizeram.

Então, a igreja de Filadélfia fez um poderoso e fervoroso movimento anunciando a vinda de JESUS. E foram fiéis e sinceros. Entregaram-se inteiramente a DEUS, confiavam em Sua palavra. Eles agiam poderosamente. Contudo, se enganaram quanto a que seria purificado, não era a Terra, mas o lugar santíssimo do santuário celeste, mas isso não tira o mérito deles, que se localiza no que fizeram e como fizeram. Aliás, o que ali aconteceu estava previsto profeticamente, em Apocalipse 10:8 a 10. Eles devoraram (estudaram profundamente) o livrinho de Daniel, e se alegraram com a descoberta errada do dia da segunda vinda de JESUS, que na realidade, era a entrada de JESUS no lugar santíssimo, para purifica-lo dos pecados dos pretendentes à salvação. Não prestaram atenção nas várias passagens bíblicas que o dia e hora não se saberia, a não ser quando seria anunciado por DEUS, por volta do final da sexta praga. Os dias de Filadélfia, de 1833 a 1844 foram doces como mel, afinal, JESUS voltaria, assim pensavam. Mas o dia 22 de outubro de 1844 foi amargo como fel, pois Ele não voltou.

Então entenderam, dias depois, a passagem acima referida, no verso seguinte (11) que diz que era necessário ainda profetizar a respeito muitos povos, nações, línguas e reis. Isso se referia às profecias de Ellen G. White, para os dias da igreja de Laudicéia, profecias que deveriam ser levadas muito mais a sério do que estão sendo. Elas são um complemento da Bíblia para os tempos finais, específico para orientar a igreja a fazer tudo certinho, e não ser uma igreja morna, como infelizmente é o caso, ainda.

 

  1. Quinta: A igreja de Laudiceia

Laudicéia é a última igreja e o último período da história religiosa na Terra. Inicia em 1844 e termina quando se concluir a pregação, isto é, no dia do fechamento da porta da graça. Não vai haver outra igreja. A última igreja profeticamente identificada é a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Dela não sairá outra igreja ou outro remanescente. Mesmo com graves problemas, esta é a igreja que concluirá com grande poder a pregação do evangelho de CRISTO na Terra. Ela será qualificada para essa finalidade. Para isso, esta igreja, assim como o mundo todo, necessita de pessoas especiais: “A maior necessidade do mundo [e da igreja] é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (Educação, 57).

JESUS Se apresenta de forma majestosa a esta igreja. Ele se identifica como o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de DEUS. Isso quer dizer, Ele é o DEUS da verdade, Ele é igual ao DEUS Pai, por Ele se pode conhecer a DEUS Pai, tal como Ele é. Também Ele é O Criador do Universo, capaz de trazer à existência seres vivos. Assim Ele Se apresenta, como o Rei do Universo, Criador, o santo Redentor do mundo, o que dirige a igreja ao longo dos tempos. Ele faz uma dura advertência à Laudicéia. Ela se tornou uma igreja morna. Não era morna desde o início, assim como a igreja de Éfeso não perdeu o primeiro amor logo nos primeiros anos. Filadelfia, a igreja anterior, era pobre e fiel, esta agora, se acha rica, mas não passa de uma igreja infeliz, miserável, pobre, cega e nua. É uma igreja morna, que portanto, trabalha com pouco entusiasmo e pouco interesse, só para fazer de conta que está realizando algo. É a igreja que valoriza números, não pessoas. É a exagerada consideração do alvo de batismos, mas quase nenhum interesse pela salvação das pessoas. Números são frios, conceitos são mais convenientes. “Nossos irmãos do ministério falham decididamente quanto a fazerem sua obra segundo a maneira indicada pelo Senhor. Deixam de apresentar todo homem perfeito em Cristo Jesus. Não obtiveram experiência mediante a comunhão pessoal com Deus, ou um verdadeiro conhecimento do que constitua o caráter cristão; assim, são batizados muitos que não se acham aptos para essa sagrada ordenança, mas que se acham enlaçados com o próprio eu e com o mundo. Não viram a Cristo nem O receberam pela fé.” (Evangelismo, 319). “Ele Se agradaria mais de ter seis pessoas realmente convertidas à verdade como resultado do trabalho deles, do que sessenta que fazem profissão de fé nominal, mas não se converteram de todo. Esses pastores devem dedicar menos tempo a pregar sermões, e reservarem parte de suas energias para visitar e orar com os que estão interessados, dando-lhes piedosa instrução, a fim de poderem apresentar “todo homem perfeito em Cristo Jesus”. Col. 1:28” (Evangelismo, 321). É uma igreja de fracos relacionamentos interpessoais, de pouco esforço pela qualidade de tudo o que se faz, menos, em muitos casos, do aspecto material. Há muita promoção pessoal, desejo de poder secular, de ser importante, desejo de dominar sobre outras pessoas, desejo de despotismo. Isso afasta o poder real do ESPÍRITO SANTO, por isso a igreja é morna, fraca e de poucos resultados, em grande parte, responsabilidade dos dirigentes, não dos membros. Dizem pesquisas científicas que as organizações vão mal por culpa de seus dirigentes, não dos funcionários. Assim também ocorrem entre o povo de DEUS, ao longo da história, conforme o relato bíblico.

É de dar medo, ser uma igreja que se acha rica e que não necessita de nada. Se não necessita de nada, está namorando com o pecado contra o ESPÍRITO SANTO. Pecar contra o ESPÍRITO SANTO é chegar a conclusão que não necessita dEle, isso reiteradas vezes, costumeiramente, não só uma vez. É uma situação dramática de tão perigosa. Mas a igreja sairá dessa situação, ela não irá longe demais, e ao contrário disso, ela receberá grande poder exatamente do ESPÍRITO SANTO, para concluir a obra na Terra.

É satanás querendo que a igreja de Laudicéia se desabilite para agir com o poder do alto. Ele quer enfrentar a igreja, mas não quer enfrentar o DEUS da igreja.

Do poder de Filadélfia restou quase nada. O Senhor está convidando a igreja de Laudicéia a comprar ouro refinado, isto é, a Palavra da verdade, a revelação profética segura, para viver por ela. Tem a mais produtiva profetiza de todos os tempos, milhares de páginas produzidas por inspiração divina, no entanto, é morna. Precisa viver pelo “está escrito”, não pelas imposições burocráticas frias da burocracia muitas vezes imposta sobre os membros. Em muitos lugares, se você tem um bom ministério pessoal, mas não trabalha sob as ordens do pastor local, para ele, o que faz vale nada. Também deve adquirir vestiduras brancas, da justiça, da retidão, da pureza. É para se vestir decentemente, pois a igreja sem roupas quer dizer que está agindo desconectada dos princípios divinos, passa vergonha, é injusta. A igreja não está agindo com justiça e amor, ela age, em muitos casos, por conta própria, segundo os interesses dos homens, não de DEUS. Há muita iniciativa humana não aprovada por DEUS.

Também o Senhor aconselha que Laudicéia use o colírio nos olhos para que veja. Isso significa que a igreja necessita discernimento, capacidade de ver com orientação divina, para entender a realidade e saber o que fazer, conforme a vontade de DEUS.

Se a igreja não reagir, ou a parte dela não se desacomodar, Ele vai vomitar como se vomita facilmente água morna. Isso se refere da tendência de muitos membros e líderes não atenderem às recomendações do Salvador, de comprar o ouro, as vestes e o colírio. Esse vomitar refere-se à sacudidura ou cirandagem, que está prevista após a provação devastadora do decreto dominical.

Por sua vez, Ele tem uma mensagem forte aos membros de Laudicéia. Ele está batendo à porta do coração de cada um deles. Se o Salvador bate à porta, quer dizer que Ele ainda está do lado de fora. Não faz parte da mente ou das preocupações e prioridades dos membros da igreja. Mas Ele quer entrar, e quer tomar uma refeição com cada membro. Ele quer ensinar e deixar em cada membro o ESPÍRITO SANTO, para orientar convenientemente. É a situação de estar dentro do curral, ou, da igreja, mas não ter CRISTO no coração, ou, não amar seus semelhantes. Ele quer entrar em nosso coração (mente) e nos ensinar a amar uns aos outros.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

DEUS, incluindo o Senhor Salvador, não abandonou nenhuma igreja das sete. Mesmo aquelas que foram as piores em condição espiritual, como Tiatira, e depois, Laodicéia. Ele denunciava a situação, revelava as condições em que estava a igreja, e dava a receita do que fazer para resolver e alinhar com o que é correto. Tratava com muito carinho a cada uma delas. Mas Ele não bajulava, sempre foi direto ao ponto e não passava a mão por cima, isto é, não fazia parecer a situação ser melhor do que a realidade. DEUS trata com amor porém não engana Seus filhos e Sua igreja. Por exemplo, à igreja de Laudicéia Ele foi bem claro na descrição de sua condição espiritual, e chegou a dizer que estava enjoado dela, a ponto de sentir vontade de vomitá-la de sua boca, isto é, desistir dela. Mas até esta morna igreja Ele incentivou a se levantar e resolver sua condição de confortável comodismo. Resumindo, Ele, como diz a lição, tem permanecido intimamente ligado à Sua igreja ao longo da História…”

 

  • Quais os tópicos relevantes?

É interessante notar o início e o final da ação das igrejas nesses dois mil anos de história. Iniciou com o poder de JESUS na Terra, continuou com o poder do ESPÍRITO SANTO, resultado numa igreja poderosa em suas ações. Depois foi enfrentando fortíssima oposição, experimentou um poderoso reavivamento no tempo de Filadélfia, houve acomodamento com Laudicéia. Contudo, nessa mesma igreja, em seu período, haverá forte derramamento da chuva serôdia. Será outra vez a ação poderosa do ESPÍRITO SANTO, como no início, no Pentecostes. Então a obra será concluída.

 

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Primeiramente, DEUS nunca nos abandona. Ele sempre foi e sempre será fiel às Suas criaturas. Em segundo lugar, nós somos a privilegiada geração que atuará poderosamente na terminação da pregação do evangelho ao mundo todo, como a igreja apostólica. Muitos de nós assistirão a segunda vinda de JESUS, nossos olhos O verão. Somos parte da última igreja.

 

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Como frequentemente afirmamos aqui, devemos nos qualificar a partir do estudo da Bíblia, das lições da Escola Sabatina, e realizar a nossa parte na pregação do evangelho.

 

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

A mensageira do Senhor tem severas repreensões para a igreja. Elas devem ser consideradas. Laudicéia ainda está morna. Alguma reação já se vê aqui e ali, mas falta muito para ser uma igreja realmente militante. “Em nossas igrejas maiores existem os maiores males, porque estes têm tido a maior luz. … O fermento da descrença está  operando,  e  a  menos  que  esses  males  que  causam o desprazer   de  Deus  sejam  corrigidos  em  seus  membros,  a igreja   como   um  todo  permanece  responsável  por  eles.   A profunda  operação  do  Espírito Santo não está com eles; a gloriosa presença do Rei dos santos, e Seu poder para purificar de  toda  contaminação  moral,  não se manifestou entre eles. O  Espírito  Santo luta para tornar evidente as reivindicações de Deus,  mas  os  homens  só  prestam atenção por um momento, desviando  a  mente  para  outras  coisas.   Satanás  remove as sementes da verdade; a graciosa influência do Espírito de Deus é  resistida  efetivamente.   Assim, muitos estão entristecendo o Espírito Santo pela última vez, e não sabem … Irá a igreja ver onde tem caído?  Um espírito de exaltação e severidade, como existia entre os fariseus, existe em nossas igrejas, especialmente com aqueles  que  têm  sagradas  responsabilidades  a seu encargo”  (Review and Herald, 23 de dezembro de 1890).

 

  1. Conclusão geral

“Grande perigo cercava o povo, mas alguns não o sabiam. A incredulidade e a impenitência cegavam-lhes os olhos, e confiaram à sabedoria humana a orientação dos mais importantes interesses da causa de Deus relativos à obra de publicação. Na fraqueza do juízo humano, reuniam os homens em suas mãos finitas as rédeas do controle, ao passo que a vontade de Deus, o caminho e o conselho de Deus, não eram procurados como sendo indispensáveis. Homens de vontade obstinada e férrea, tanto no escritório como fora dele, confederavam-se, determinados a forçar a aceitação de certas medidas de acordo com seu juízo” (Testemunhos para ministros e obreiros evangélicos, 460-461).

 

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre:    05/02 a 11/02/2016

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

 

2 comments for “Lição 12 – A igreja militante

  1. Larissa Machado
    Março 16, 2016 at 9:18 am

    excelente explanação. parabéns pelo trabalho, continue publicando. obrigado.

  2. Flavio Rodrigues
    Março 24, 2016 at 4:14 pm

    Querido irmão Sikberto, , oro e agradeço a Deus pelo privilégio dos teus comentários inspirados pelo Espirito Santo. Que Deus continue te iluminando e te agraciando com a Fé, alicerçada na Rocha inabalável, segundo a vontade de Deus Pai. Muito amor no seu coração, saúde física e espiritual, muita consagração santificada para ti e tua família com a proteção divina hoje e sempre com a ajuda do Santo Espírito…

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