Lição 12 – De volta ao Egito

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2015

Tema geral do trimestre: Jeremias

Lição 12: De volta ao Egito

Semana de  12 a 19 de dezembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Que o Senhor seja uma testemunha verdadeira e fiel contra nós, caso não façamos tudo o que o Senhor, o seu DEUS, nos ordenar por você” (Jer. 42:5, NVI).

 

Introdução de sábado à tarde

O povo de Israel tem três períodos importantes em sua história, até que veio o cativeiro babilônico. No primeiro período, de 430 anos, desde a saída de Abraão de Babilônia até a saída do povo de Israel do Egito, eles sofreram em terra estranha. No segundo período, desde a saída do Egito até o rei Saul, foram mais 440 anos, um período de tempo em que desafiaram a paciência de DEUS. No terceiro período, de 464 anos, o tempo dos reis, do reino unido e dividido, do ano 1050 aC., até o ano 586 aC., em que Nabucodonosor invadiu pela última vez o Reino do Sul (o Reino do Norte já não existia mais) e levou mais gente ao exílio e destruiu o templo de Jerusalém, a casa de DEUS. Daí em diante, passaram por opressão do Império Babilônico e de outros impérios.

Outros períodos interessantes: Desde que Abraão foi chamado, segundo o gráfico que estou utilizando, em 1917 aC., até o ano da destruição do templo, em 586 aC., passaram-se 1331 anos. Desde a saída do Egito, em 1487 aC., até a destruição do templo, passaram-se 901 anos. Nesse tempo, o povo de DEUS teve alguns momentos, poucos, de glória. Foram poucos e escassos os anos em que o rei, os sacerdotes e o povo estiveram em sincronia com os profetas e com DEUS. Quando perderam a soberania diante do poder de Babilônia, passaram a viver na expectativa de que viesse o Messias para os livrar da situação de outro governo exercendo poder político sobre eles. Não entenderam a profecia nem as palavras do próprio Messias, que o Seu reino não é desse mundo, mas é um reino eterno, para aqueles que aceitam a graça do Salvador. Por isso, continuam até hoje esperando o Messias, que já está por vir pela segunda vez.

Lamentavelmente, das mãos do povo de DEUS, o poder no mundo passou aos impérios, a uma sucessão de impérios pagãos, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma, chegando ao tempo de JESUS, para logo depois, no ano 34, perderem totalmente o direito dado pelo Criador de serem o “povo de DEUS”. Embora DEUS continuasse dirigindo os negócios nesse mundo, essa direção já não era mais por meio de um povo Seu, mas por mãos de inimigos dos filhos de DEUS, impérios pagãos, de adoradores de ídolos. DEUS chegou até a utilizar servos Seus para influenciar esses reinos, pessoas tais como Daniel e Ester.

No período da igreja, aconteceu coisa semelhante. Durante o tempo em que viviam as pessoas que viram JESUS, que assistiram Seu testemunho, a igreja foi forte e fiel. Depois foi degenerando até que no tempo da Idade Média, nem era mais a igreja de CRISTO, mas perseguia aqueles que ainda se mantivessem fiéis ao Salvador. Como antes do cativeiro babilônico, assim como nos anos da crise final dos reis filhos de Josias, que introduziram estátuas e imagens no templo de Salomão, esses cristãos introduziram ídolos nos templos e adoravam santos humanos mortos, não o Salvador, chegando a mudar até mesmo o dia de guarda, coisa que aqueles rebeldes do tempo de Jeremias não chegaram a fazer. A situação no mundo só piorou por causa da rebeldia e da aliança com satanás.

Mesmo assim, também como nos tempos de Jeremias, sempre houve alguns que permaneceram firmes ao lado de JESUS, um fiel remanescente, que resultou na atual Igreja Adventista do Sétimo Dia. Porém, como parece que a história sempre se repete, outra vez a corrupção e a rebeldia tomam conta, e terá que haver a fartamente anunciada sacudidura, para purificar a igreja remanescente, e assim ter condições de concluir a obra que há milênios vem esperando ser realizada.

 

  1. Primeiro dia: Anarquia política

Desde o capítulo 40 até ao capítulo 45 de Jeremias, veremos uma sucessão de fatos que ocorreram depois da queda de Jerusalém. Três assuntos são focalizados: 1º) Acontecimentos associados a Gedalias (40:1-41:10); 2º) A fuga de Jeremias para o Egito (41:11-44:30); e, 3º) A promessa de Deus a Baruque (45:1-5). Estudemos uma parte disso hoje.

Em 588 aC., Nabucodonosor nomeou Gedalias governante da nação vencida. Ele governaria da cidade a partir de Mispá. Meses depois, Ismael, que era da família real (Gedalias não era), com um grupo de homens, foi até ele e com seu grupo comeram pão juntos. Ato contínuo, esse Ismael com mais dez homens atacou Gedalias, alguns judeus que estavam com ele e alguns caldeus oficiais de Babilônia e os mataram todos. No dia seguinte fizeram um jejum em comemoração.

Noutro dia, vieram de Siquém, Silo e Samaria 80 homens, com as barbas raspadas, vestes rasgadas e pele cortada em ato de humilhação, para oferecer incenso na casa do Senhor, no caso, a sede do governo, pois o templo nem existia mais. Ismael os encontrou e matou 70 deles. Os outros poupou porque disseram possuir depósitos de trigo, cevada, azeite e mel escondidos no campo.

Ismael estava desafiando o rei Nabucodonosor em sua atitude rebelde. Ele desobedecia às orientações que DEUS dera por meio de Jeremias, que se submetessem a Babilônia. Eles eram do grupo de pessoas que não aceitavam a ordem de DEUS de submissão ao rei de Babilônia e viam o governo de Gedalias como fantoche de Nabucodonosor. Gedalias era fiel às ordens de DEUS. Detestavam esse governador assim como detestavam Jeremias, e até mesmo DEUS. Detestavam Gedalias também porque não era da família real, mas, mesmo assim fora nomeado governador por Nabucodonosor. Isso que Ismael fez certamente atrairia a ira de Nabucodonosor para que voltasse e arrasasse com tudo de vez, pois da última investida, nem o templo sobrou em pé.

Mas Ismael resolveu ir em frente em sua loucura. Levou presas as filhas do rei Zedequias, que os babilônios haviam deixado por lá e todo o povo, intentando ir para a cidade de Amom. Joanã, filho de Careá e os capitães que estavam com ele, souberam do que Ismael havia feito e decidiram lutar com eles, antes que o rei de Babilônia viesse. No encontro libertaram todo o povo, que se uniu contra Ismael. Ele, com mais oito colegas, escapou, fugindo para Amom.

“Segundo Calvino, o ato de Ismael foi uma crueldade detestável e bárbara, pois ele matou Gedalias após este havê-lo recebido, violando todas as regras sagradas da hospitalidade. Além disso, Ismael havia jurado lealdade a Gedalias, que ainda era uma figura paterna. O ato também foi uma traição ao povo, porque traria a ira de Nabucodonosor contra o povo miserável, que ele havia poupado. Um dos motivos da traição foi que Ismael era da família real, mas Gedalias não era, e o assassinato foi motivado por ambição e orgulho. Segundo Adam Clarke, Ismael, provavelmente, havia se refugiado com Baalis, rei dos amonitas, durante o cerco de Jerusalém, e havia sido empregado por Baalis para assassinar Gedalias. O ato de comer juntos o pão, citado em Jeremias 41:1, era uma forma de fazer uma aliança sagrada de amizade. Ismael pretendia levar os cativos para Amom e vendê-los como escravos; o grupo incluía mulheres, crianças e eunucos, possivelmente oriundos do harém de Zedequias.” (http://www.jamaisdesista.com.br/2015/03/jeremias-401-16-gedalias-rechaca-ameaca.html)

Portanto, como pudemos ver, mesmo depois da comprovação que as profecias de Jeremias eram verdadeiras, depois de tudo ter-se cumprido ao pé da letra, ainda havia gente, entre os judeus, que agiam conforme a sua vontade e desejos particulares. O título da lição hoje é bem adequado –  “anarquia política” – tomando decisões e praticando atos que só piorariam a situação que já era trágica. Até que ponto pode levar o pecado pessoas que não se deixam orientar por DEUS? Parece que o limite sempre é a morte. Afinal, poderia haver resultado pior que a morte, para um pecador?

 

  1. Segunda: Buscando a orientação divina

No estudo de hoje a situação é a seguinte: Já não havia rei em Judá. Só um governador, e escolhido pelo rei de Babilônia. Era Gedalias, que alguns judeus mataram. Essa atitude foi uma afronta ao rei de Babilônia. Será que ele viria para se vingar da afronta?  Essa era a dívida, e o medo.

Diante da situação de medo, resolveram alguns líderes dos judeus ir até Jeremias, o profeta do Senhor (aquele mesmo Senhor que futuramente viria à Terra para salvar a humanidade), para saber o que o Senhor lhes diria para fazerem. Ou seja, deveriam ficar na Judeia ou deveriam se refugiar no Egito? Havia essas duas opções.

Pela lógica de profecias passadas recentes, era muito provável que devessem ficar na Judeia mesmo. Mas por via das dúvidas, resolveram perguntar ao profeta que eles mesmos já haviam desobedecido e condenado. Obedeceriam dessa vez? Veremos que não.

Eles perguntaram ao profeta, mas esperaram a resposta que eles já haviam escolhido: ir ao Egito. Estudaremos isso amanhã. Jeremias orou a DEUS e dez dias após recebeu a resposta: deveriam ficar onde moravam, na Judeia. Ali DEUS os protegeria. Ele faria que Nabucodonosor tivesse calma com eles, que fosse bom e piedoso com eles, e que não os ameaçasse, nem fizesse mais mal e castigo do que já tinha feito.

Porém, mandou dizer o Senhor, que, caso resolvessem fugir para o Egito, lá Ele não os protegeria. Pelo contrário, lá sofreriam tudo o que temiam sofrer caso ficassem em seu país. Lá enfrentariam a espada, do próprio Nabucodonosor, lá passariam fome, lá sofreriam pestes. Dos que fossem para o Egito, nenhum sobreviveria, todos morreriam. A mensagem de DEUS foi muito clara e coerente: conforme já havia dito anteriormente, não deveriam fazer aliança com os egípcios, nem confiar neles. De lá DEUS já os havia tirado no tempo de Moisés. Como veremos amanhã, para lá, pelo caminho do Egito, nunca mais deveriam passar. Mas eles, contrariando a ordem de DEUS, decidiram fazer o contrário. Esse é assunto para amanhã.

 

 

 

 

  1. Terça: Voltando para o Egito

Em Deuteronônio 17:16 DEUS deixou uma ordem explícita bem clara, que deveriam seguir. O rei, caso quisessem ter um, não deveria levar o povo de volta ao Egito. Eles nunca mais deveriam retornar àquele país, nunca mais deveriam passar por aquele caminho, para voltar.

Agora, no tempo da nação sem rei, em que eram dominados por Babilônia, tempo do profeta Jeremias, cujas profecias se haviam provado verdadeiras porque se cumpriram fielmente, aqueles líderes dos judeus que já foram rebeldes no passado levando a nação à ruína, agora, mais uma vez se mantiveram rebeldes. Ao contrário do que DEUS orientara, como vimos ontem, por meio de Jeremias, decidiram ir para o Egito. Primeiro, matam o governador que Nabucodonosor instituíra pelo seu poder, depois, querem fugir das consequências do que fizeram, sendo que DEUS dissera a eles que não fossem ao Egito porque Ele os protegeria do rei de Babilônia na Judeia, não no Egito.

Agora, meu amigo e minha amiga, raciocine comigo: em quem creram aqueles líderes? No poder de DEUS ou no poder do Egito? O poder de DEUS os livrara, séculos antes, exatamente do Egito opressor, afogando inclusive o exército inteiro no Mar Vermelho. Mas em Babilônia, lá já estava Daniel, representante de DEUS, dando o seu testemunho dentro do palácio real. Além disso, DEUS havia prometido protegê-los de Babilônia, que havia, não fazia muitos meses, derrotado o exército de Judá para depois destruir o Templo do Senhor.

Vamos associar os fatos. Mesmo sem a palavra de DEUS, seria bem mais lógico ficar em seu país, pois o Egito já havia falhado em socorrê-los. Na realidade, eram dois inimigos mortais do povo de DEUS, o Egito e a Babilônia. E o povo de DEUS queria fazer aliança com um dos inimigos para se proteger do outro. Isso faz pensar e refletir, pois se tratava do povo de DEUS, possuía um Rei mais que humano, capaz de poder infinito, e que já demonstrara Seu poder em favor deles, muitas vezes no passado.

Além disso, eles tinham a palavra de DEUS dada por meio de Moisés, como nós também temos: “Quando saíres à peleja contra teus inimigos, e vires cavalos, e carros, e povo maior em número do que tu, deles não terás temor; pois o SENHOR teu Deus, que te tirou da terra do Egito, está contigo. E será que, quando vos achegardes à peleja, o sacerdote se adiantará, e falará ao povo, e dir-lhe-á: Ouvi, ó Israel, hoje vos achegais à peleja contra os vossos inimigos; não se amoleça o vosso coração: não temais nem tremais, nem vos aterrorizeis diante deles, pois o Senhor vosso Deus é o que vai convosco, a pelejar contra os vossos inimigos, para salvar-vos” (Deuteronômio 20:1-4). Mas eles não criam, nem em Jeremias, nem nas Sagradas Escrituras, portanto, nem em DEUS. Passaram a crer em ídolos, como estudaremos na parte de quinta-feira.

Eles alegaram que Baruque havia influenciado o velho profeta Jeremias contra eles, para que profetizasse contra as suas vidas. Como se a profecia viesse do profeta, não de DEUS. A história se repete. Noutros tempos, seus antepassados queriam voltar ao Egito, terra de sua escravidão, acusando Moisés de levá-los ao deserto para morrerem ali. Sim, isso depois de passarem pelo Mar Vermelho, depois de receberem o maná do Céu, depois de receberem a Lei dos Dez Mandamentos, e muito mais. E depois que já estavam firmemente instalados na terra prometida, passaram a querer ter um rei como os vizinhos e querer adorar os deuses desses vizinhos.

E nós hoje, povo de DEUS, será que estamos imunes das influências das igrejas vizinhas? É fácil perceber que não, em especial quanto à música e os costumes mundanos, que muitos trazem para dentro da igreja. E ai daquele que resolve alertar sobre isso. O primeiro a condená-lo, em geral, é o próprio ministro, que deveria ser o guardião das coisas sagradas na igreja. O que acontece quando um irmão se torna vegetariano? Ou quando outro decide pregar sobre o vegetarianismo, ou os bons costumes de saúde? O que acontece quando um irmão ou irmã decide pregar sobre a música barulhenta do Ecumenismo que se utiliza em nossa igreja, em especial no CD jovem? Certa vez um pastor corajoso, daqueles que ainda tentam proteger seu rebanho (são poucos, mas esta é a igreja verdadeira), tratando em seu sermão sobre pinturas de unhas, cabelos, etc., por pouco não apanhou na saída, ao se despedir, tão furiosas estavam algumas pessoas.

Pois bem, quando vier a sacudidura, muitos sairão da igreja, irão, ou para o Egito ou para Babilônia. De lá sairão outros, vindo para o povo de DEUS.

Atenção, a IASD é a última igreja na lista de Apocalipse, e é a igreja verdadeira; dela jamais me afastarei. Aja você também assim.

 

  1. Quarta: Levados para o exílio

Os dias de Jeremias se parecem como os de hoje, ou os dias de hoje se parecem com os dias de Jeremias? Como todos nós somos duros de coração! Como sempre entendemos as coisas de nosso modo, e não nos damos conta de que DEUS tem planos bem melhores para nossas vidas. O Criador quer muito mais para nós, porém, entendemos que o que Ele quer é pouco, e fazemos nossos próprios planos, que pensamos serem melhores que os planos de DEUS. Como temos dificuldade de entender o que DEUS deseja para nós! É triste isso, mas é a realidade presente em todos os tempos da história humana. O mais dramático é que tais pessoas, ou se arrependem ou morrem para sempre.

Como vimos ontem, a orientação de DEUS era de eles ficarem em seus lares, na terra de Judá, não fugir para o Egito, em busca de proteção. Pois bem, a orientação de DEUS era a mais confortável, ou seja, literalmente, não fazer nada, ficar onde estavam. Ali Ele os protegeria do rei Nabucodonosor, ou de quem quer que os ameaçasse. Essa era a Sua palavra, por meio do profeta que já demonstrara ser confiável. Mas eles resolveram agir por conta própria, e foram até o Egito, principalmente para a cidade de Tafnes. E por via das dúvidas, levaram o profeta Jeremias com eles. Ele serviria de escudo contra algum ataque. E vá que, tendo-o por perto, tivessem que buscar a palavra de DEUS? Assim poderiam consultar a DEUS, mesmo em pleno ato de rebeldia. Pois bem, a única pessoa com proteção de DEUS entre todos os que fugiram para o Egito era Jeremias, que ia contra sua vontade.

Veio a palavra de DEUS a Jeremias, aos que iam para o Egito, ou aos que já estavam lá. Nabucodonosor os alcançaria ali, a espada e a peste os mataria. Ele atacaria o Egito. Os deuses do Egito nada poderiam fazer. Eles pensavam que esses deuses os protegeriam, mas não seria assim. A única proteção só poderia vir do Céu, ou, ironicamente, do próprio DEUS dos judeus, em quem eles não confiavam mais (vide o estudo de amanhã). Dos homens e mulheres que foram ao Egito, nenhum retornou para a Judeia. Dos que foram para Babilônia, levados cativos, muitos retornaram, ou seus filhos retornaram. DEUS é confiável, porém, nós muitas vezes não cremos nEle, nos falta fé.

 

  1. Quinta: Desafio aberto

Hoje temos a grande oportunidade de estudar sobre a lógica humana e a lógica divina. É sobre os efeitos da adoração a DEUS e adoração a ídolos. O momento em que essa lógica se manifestou, foi quando tudo estava indo de mal a pior. Ou seja, quando as ameaças de DEUS, por causa da desobediência, se tornaram realidade.

Vamos rever os fatos. Por séculos o povo de DEUS vinha desobedecendo voltando a cada pouco à adoração de ídolos. Isso era comandado pelos reis e sacerdotes. Do outro lado estavam os profetas, tentando levar a situação a uma posição boa, conforme DEUS desejava. Durante os séculos de mau relacionamento com DEUS, Ele ainda os protegia e abençoava, embora, por vezes, os castigasse temporariamente para que voltassem ao bom senso em termos de adoração.

A falsa adoração chegou ao extremo do tolerável, ou entrou nas raias do intolerável. Isso acontece quando a morte se manifesta como resultado das práticas pagãs. O rei Manassés oferecia seus filhos, ou, ao menos um deles, o mais velho, em sacrifício ao deus Moloque. No final da vida ele se arrependeu, porém, isso não resultou em mudanças na nação. Seu filho Amom, foi pior que ele. Daí entra em cena o seu neto, o rei Josias, que fez uma tremenda reforma na adoração. É sobre essa reforma que os judeus estão reclamando, dizendo que obedeciam a DEUS, mas que isso resultou em miséria, espada e fome. Ou seja, Nabucodonosor, logo depois de Josias, veio e devastou a nação várias vezes, ou seja, quatro vezes.

O que eles diziam que, no tempo em que adoravam deuses pagãos, se referia à adoração antes das reformas de Josias. Daí entenderam que, com as reformas de Josias, a situação piorou, pois os babilônios vieram logo depois e acabaram com tudo, até com o templo do Senhor.

Essa é a lógica humana. No tempo em que adoravam ídolos, a situação ia bem. Então Josias resolveu fazer as reformas, e adorar a DEUS como se devia adorar, logo depois, veio Nabucodonosor e destruiu a nação inteira. Parece tudo bem explicado.

Mas olhemos isso tudo do ponto de vista divino. Desde os dias de Salomão, a nação, por influência dos reis e sacerdotes, vinha degenerando em relação a adoração. Foram séculos de degeneração, e DEUS vinha advertindo sobre esse assunto. Havia uma sucessão de castigos seguidos de melhor obediência, e de um modo geral, a nação ia razoavelmente bem. Mas não ia tão bem como DEUS desejava, afinal, o povo de DEUS se dividiu em duas nações. Israel nunca mais, depois da divisão, serviu a DEUS e desapareceu bem antes de Judá. Por sua vez, Judá durou um pouco mais, mas a rigor, ia minguando ao longo do tempo devido a adoração a ídolos. Mesmo assim, eles se achavam muito abençoados. A situação chegou ao ponto de, logo após as reformas de Josias, se deteriorar ao extremo, e finalmente DEUS cumprir Suas ameaças que fazia por meio dos profetas, vindo Nabucodonosor liquidar com a nação. Ou seja, eles estavam colhendo séculos de rebeldia. E, para piorar tudo, estavam, agora, culpando DEUS e Seu profeta, pela tragédia que aconteceu.

No final dos dias aqui na Terra, os fiéis servos de DEUS, de Sua igreja, serão acusados como culpados pelas tragédias que o planeta estiver sofrendo. Muitos, a maioria, sairá de dentro da igreja de DEUS, a verdadeira, e se aliará à polícia, aos líderes da moderna Babilônia, para perseguir os remanescentes, o trigo do povo de DEUS, e persegui-los por causa das calamidades, do fracasso do sistema econômico e social, dos desastres ecológicos, da não santificação do domingo, e por causa de muitas outras coisas mais. Essa será mais uma repetição da história, a última.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

Que situação dramática! Foram se aviltando na idolatria até que vieram os babilônios e os destruíram, incluindo o templo onde DEUS habitava. Daí resolveram afrontar a poderosa Babilônia matando o preposto que seu rei havia definido para ser o governador do que restou em Judá. Como a situação estava péssima, havia fome, insegurança, doenças, pobreza, etc., resolveram culpar a DEUS de tudo isso. Disseram, nos tempos em que adorávamos ídolos, tudo ia bem, mas quando resolvemos adorar a DEUS, tudo isso nos sobreveio. Para completar o cenário de rebeldia, resolveram voltar para o Egito, de onde DEUS, por meio de Moisés, os havia tirado séculos antes. É assim que era o povo de DEUS; também é assim que nós somos.

  • Quais os tópicos relevantes?

É motivador saber que, mesmo eles tendo fugido para o Egito, ainda assim, DEUS estava enviando mensagens promissoras a eles, se tão somente se volvessem a Ele. Que DEUS é esse? Como pode existir alguém tão bondoso com suas criaturas? Ele é realmente ‘adorável’.

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

É bem melhor obedecer os profetas de DEUS, especialmente nesses últimos dias. “Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas, e prosperareis” (2 Crônicas 20:20).

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Talvez, uma única palavra responda a questão: obedecer!

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

“Toda alma verdadeiramente convertida sentirá intenso desejo de conduzir outros, das trevas do erro para a maravilhosa luz da justiça de Jesus Cristo. O grande derramamento do Espírito de Deus, que ilumina o mundo inteiro com a Sua glória, não se dará sem que tenhamos um povo esclarecido, que saiba por experiência própria o que significa ser colaborador de Deus. Quando nossa consagração ao serviço de Cristo for completa e de todo o coração, Deus reconhecerá esse fato mediante um derramamento, sem medida, de Seu Espírito; mas isso não ocorrerá enquanto a maior parte dos membros da igreja não forem cooperadores de Deus. Ele não pode conceder o Seu Espírito quando o egoísmo e a condescendência pessoal são manifestados; quando prevalece o espírito que, se transformado em palavras, corresponda às palavras de Caim: “Sou eu guardador do meu irmão?” Gên. 4:9.” (E Recebereis Poder, 310).

 

  1. Conclusão geral

Pastores não Santificados Serão Eliminados

“A grande questão que está tão próxima [o cumprimento da lei dominical] eliminará aqueles a quem Deus não designou, e Ele terá um ministério puro, leal, santificado e preparado para a chuva serôdia” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 385).

“Muitos se levantarão em nossos púlpitos tendo nas mãos a tocha da falsa profecia, acesa na infernal tocha de Satanás. … Dentre nós sairão alguns que não mais levarão a arca. Mas estes não podem fazer muralhas para obstruir a verdade, pois esta prosseguirá avante e para cima até ao fim” (Testemunhos Para Ministros, págs. 409 e 411).

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
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(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre  06  e  12/11/2015

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

 

6 comments for “Lição 12 – De volta ao Egito

  1. dezembro 12, 2015 at 3:58 pm

    GOSTO MUITO DESTAS LIÇÕES OBRIGADA POR ÉLAS SOU VELHA E DOENTE E SOZINHA E SÃO A MINHA COMPAHIA QUE DEUS VOS ABENÇOE. COMO POSSO TER SEMPRE AS LIÇÕES?MUITAS GRÇAS NO NOME SANTO DE JESUS…

    • Elvis
      dezembro 18, 2015 at 8:50 pm

      Ligue grátis para 0800-9790606 funcionamento de segunda a quinta das 8h as 20 e sexta das 8h30 as 15h45. Email: sac@cpb.com.br
      Que Deus a abençoe ricamente!

  2. Mario N. Tchalengua
    dezembro 17, 2015 at 12:38 am

    A alição está muito boa. e acho que é um dos melhores temas para este tempo. Mais por favor acho que fiquei muito ofendido, quando falou do Cd jovem, Eles não cantam bem? conforme a verdadeira adoracão? por favor me ilumine disso. Agradeço antecipadamente.

    • Sikberto Marks
      dezembro 18, 2015 at 8:33 pm

      O CD jovem está cumprindo, não o que eu estou dizendo, mas uma profecia de EGW, para um tempo um pouco antes do fechamento da porta da graça. É profecia, e iria se cumprir, e está se cumprindo, quer gostemos, quer não gostemos.

  3. Daniel Lopes do Rosario
    dezembro 18, 2015 at 9:46 pm

    Boa noite,
    gosto muito dos seus comentários, eles são coerentes com a biblia,e fazem uma relação com a atualidade, e tem me ajudado no entendimento de varias questões relativas ao estudo da palavra de Deus.
    Deus te abençoe e te ilumine sempre.

    • Sikberto Marks
      dezembro 22, 2015 at 2:26 pm

      Muito obrigado Daniel.

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