Lição 12 – O dia do Senhor

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: “Apascenta as Minhas ovelhas”: 1 e 2 Pedro

Lição 12 – O dia do Senhor

Semana de 10 a 17 de junho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade” (2 Pedro 3:11).

 

Introdução de sábado à tarde

Um dos grandes problemas em nosso planeta, e em especial no Brasil, é a impunidade. Ou seja, está valendo a pena roubar e ser corrupto porque, dificilmente é preso, e se for, pega pouco tempo de pena. Os menores de idade, no Brasil, podem ter o pior de todos os procedimentos, quando completam 18 anos, estão com a ficha limpa. Ainda ontem (dia 4/5/2017) assisti num noticiário, sobre um grupo de menores cruéis, que abusaram de quatro meninas e as despencaram despenhadeiro abaixo. Um deles já teve mais de 100 passagens pela polícia. Mais uns meses, e será considerado um cidadão de bem. Quem tem propensão para o mal, se não houver forte ameaça real de punição, esse desanda no mundo do crime sem freio nem piedade, como se pode ver todos os dias. Será que a morte como punição do pecado é demais?

Veja-se a turma da Lava a Jato. Hoje pela manhã assistindo um comentarista importante, já estão envolvidos nisso 12 governadores, os 5 últimos presidentes do país, mais de 30% dos senadores, mais de 100 deputados, e muitos outros. Assistindo ainda o noticiário sobre um crime brutal e sem motivação, apenas por maldade, deu para ouvir o clamor de uma mãe dizendo que só confia na justiça divina. Mas ela certamente não sabe o que é essa justiça, que estamos nesta semana. Não se pode ver nem sai nos noticiários, mas a justiça divina está em andamento desde 1844, e foi anunciada desde milênios. Por hora quem está sendo julgado são aqueles que aderiram ao plano de salvação, para comprovar se realmente é isso de desejaram em vida. Depois virá a justiça sobre os ímpios, e é a essa justiça que as pessoas, decepcionadas com os trapos de imundícia da justiça dos homens, se referem. Veja que no Brasil existem em torno de 650 mil presos e desses, mais de 200 mil aguardam, na prisão, julgamento de segunda instância, coisa que poderiam aguardar em liberdade, segundo a nossa fraca e incoerente lei. Esses ficam presos, mas os grandes ladrões da nação, que passaram a mão em milhões de reais, logo são soltos, e com pressa. É por isso que há tanta criminalidade e também é por isso que a maioria das pessoas não confia na justiça dos homens, e espera pela justiça de DEUS.

O juízo de DEUS virá, e ai daquele que ficar para o julgamento do milênio e a execução final. Não vai haver impunidade, nesse caso, o mal será erradicado para sempre. É uma justiça que resolve em definitivo, não que incentiva a maldade. Esse é o grande dia do Senhor. Que ao menos nós, e aqueles que pudermos influenciar, respeitemos a justiça divina e vivamos em conformidade à lei de DEUS, e confiemos em nosso Senhor JESUS CRISTO, nosso Salvador.

A justiça divina resolve para sempre. Veja essa citação: “Pela oferta feita em nosso favor, somos postos em terreno vantajoso. O pecador, atraído pelo poder de Cristo para sair da confederação do pecado, aproxima-se da cruz erguida, e diante dela se prostra. Então, surge uma nova criatura em Cristo Jesus. O pecador está limpo e purificado. É-lhe dado um novo coração. A santidade percebe não ter nada mais a exigir. A obra da redenção envolvia consequências das quais difícil é ao homem ter qualquer concepção. Devia ser comunicada ao ser humano que lutava por se moldar à imagem divina, uma dotação dos tesouros celestes, uma excelência de poder, que o colocasse acima dos anjos que nunca haviam caído. A batalha foi ferida, ganha a vitória. O conflito entre o pecado e a justiça exaltou o Senhor do Céu, e estabeleceu diante da família humana salva, diante dos mundos não caídos, de todo o exército dos obreiros do mal, do maior ao menor, a santidade, a misericórdia, a bondade e sabedoria de Deus.

“Cristo na cruz foi o meio pelo qual a misericórdia e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram. Este é o meio de mover o mundo” (Filhos e filhas de DEUS, MM 1956, 243).

 

  1. Primeiro dia: Autoridade

O estudo de hoje trata de autoridade, não de poder. São dois conceitos diferentes. Autoridade é o direito que alguém recebeu legitimamente em relação a determinado assunto, que confere credibilidade a essa pessoa. Por exemplo, um médico do coração é uma autoridade nesse assunto, pois tem diploma que atesta que estudou e se qualificou, portanto, merece respeito e se pode confiar nele, quanto ao que disser como está nosso coração, se for consultado.

Já poder é diferente, não é autoridade. Poder é força, capacidade de se impor ou de mandar, ou de dominar, ou de liderar. Pode alguém ter poder com autoridade como sem autoridade. Um prefeito eleito, por exemplo, ele tem poder concedido pelos eleitores, portanto, a autoridade dele, bem como o poder dele, é legítimo. A autoridade dele é o direito de assinar documentos e de tomar decisões que devem ser seguidas, e o poder dele é o exercício do mandato de prefeito, por exemplo, quando ele decide que algo deve ser feito, isso precisa ser feito. Por sua vez, poder sem autoridade é um poder ilegítimo. Por exemplo, um delinquente com uma arma tem poder, ele assalta um lar, impõe ali sua vontade mas autoridade para isso ele não tem, não é polícia. Ele em poder em razão da arma que possui, ou em razão de estar em vantagem de alguma forma.

Pois bem entremos no assunto de hoje. Qual é autoridade de Pedro para que creiamos no que ele escreveu? Mas, qual autoridade dos falsos profetas e dos falsos pastores? Eles tem um certo tipo de autoridade sim, mas ela não vem de DEUS nem da igreja, vem de satanás. Atente que o dragão deu sua autoridade à besta, assim como a dá a quem quiser. Afinal que autoridade satanás possui? Ele tem uma autoridade semelhante a do criminoso que entra nos lares, ou onde for, para roubar, é a autoridade que ele mesmo se confere, e é ilegítima, ou seja, não vem de DEUS. Mas essa autoridade vem do apoio que multidões (as águas de Apocalipse 17:15) lhe conferem, por meio de engano, e isso também é ilegítimo, porque se soubessem que estão sendo enganadas, traídas, tantas pessoas não dariam seu apoio. É algo como manipular uma eleição com promessas falsas e ser eleito por essa via, recebeu os votos da maioria, mas isso é fraude, portanto ilegítimo, ou, ilegal.

Então, onde está a legitimidade da autoridade de Pedro? Ou, o que garante que ele não seria outro mentiroso e enganador, falso, que estava enganando o povo? Bem simples de responder. Vamos a uma pequena lista de argumentos sobre a legitimidade da autoridade de Pedro.

  • O que Pedro escreveu está de acordo com o Antigo Testamento, do que escreveram os profetas escolhidos por DEUS ao longo de milênios.
  • JESUS foi o clímax das profecias do Antigo Testamento.
  • Pedro, e outros, estiveram com JESUS, isto é, não foi só Pedro que conheceu JESUS, e todos eles davam testemunho de JESUS sem a menor contradição (lembre que um dos truques da polícia quando faz interrogatório é buscar contradições nos suspeitos, até que se atrapalhem e confessem pela insustentabilidade de suas mentiras, coisa que não aconteceu em relação às testemunhas de JESUS).
  • Pedro, e outros, demonstravam uma convicção incrível de que JESUS era o Messias, isso logo depois de se decepcionarem ao pó por causa de Sua morte na cruz. Logo, eles se entusiasmaram não porque morreu mas porque ressuscitou.
  • Por fim, havia em jogo conhecimento da verdade, ou, de DEUS, vindo do próprio JESUS que ensinou diretamente aos apóstolos, eles beberam direto da fonte, e essa deve ser a principal fonte da autoridade que torna legítimo o que Pedro escreveu. É confiável!

Há razões de sobra para que os escritos de Pedro, que não são muitos mas que são extremamente importantes, estejam no cânon bíblico e sejam considerados como inspirados por DEUS.

 

  1. Segunda: Os escarnecedores

Pois bem, pelo que sabemos, Adão e Eva, ao nascer Caim, já imaginavam ser o Salvador deles. Havia grande expectativa de serem salvos do pecado e de serem restaurados àquele lindo jardim. Eles tinham pressa. Mas Caim foi um assassino, ao contrário de um Salvador.

Enoque também se deu conta de que a vinda do Salvador estava demorando, a ponto de perceber que morrem juntos tanto o ímpio quanto o justo.

Nos tempos dos apóstolos, eles todos, imaginavam que JESUS voltaria naquela geração, e eles nem chegariam a ver a morte.

Ellen G. White e o pessoal de sua época, até por certo influenciados pela expetativa da segunda vinda em 1844, também imaginavam que JESUS voltaria naqueles dias.

De minha parte, também, lá pelo ano 2.000 imaginava que em 2017 não estaríamos mais aqui. E eis que estamos, aqui, no ano de 2017. Nunca marquei uma data, como falsos irmãos já afirmaram e que não podem provar, aliás, nunca falaram comigo direto, e sim fizeram fofocas. Como todos, sempre tive expectativas.

Gente, todos os que estão lendo: está demorando! Para DEUS que é eterno, seis mil anos não é muita coisa, para nós que somos finitos, e que estamos aqui sofrendo tantas provações e injustiças, está bem demorado. Mas há um dia estabelecido por DEUS. Ele que conhece o futuro, sabe qual é o dia limite para ficarmos aqui na Terra. Esse será um dia peculiar, nele, a um momento estaremos ainda nesse planeta, e a outro momento, estaremos viajando pelas galáxias, com JESUS CRISTO, o Criador e Salvador. A cura do mal do pecado exige que amadureça bem e que tudo seja revelado para que não haja necessidade de uma segunda experiência para esclarecer o que faltava, ou o que não ficou bem explicado. DEUS estabeleceu que haveria uma única experiência de pecado no Universo, justo isso acontece em nosso planeta, e nela tudo ficaria resolvido para sempre. Isso é sabedoria, é fazer as coisas bem feitas, com solução definitiva. Por isso tanta demora.

Por causa dessa demora, ou seja, por causa da fraqueza das mentes das pessoas porque acham que está demorando, muitos dizem que a segunda vinda é uma baboseira, uma falsidade, uma mentira. E daí, como explica Pedro, ficam escarnecendo. Escarnecer significa avacalhar, zombetear, zombar, troçar, ridicularizar, motejar, mofar, empulhar, caçoar, achincalhar. Ou seja, que essa é uma promessa que não será cumprida e que JESUS nunca vai voltar.

No entanto, estão aí os sinais, e a igreja de CRISTO está pregando mundo afora, e tudo está conforme o cenário profético estabelecido pelo Eterno. Então, mais um pouco de paciência, e aqueles que perseverarem, verão a recompensa. A lição de amanhã esclarece a questão da escala de tempo.

 

  1. Terça: Mil anos como um dia

Alguns pontos a destacar no estudo de hoje.

Sobre o dia e a hora da vinda de JESUS, DEUS já conhecia antes mesmo de ter Adão e Eva caído em tentação. E podem ter certeza, sempre foi essa data limite, que poderia adiantar, mas não seria apressada, essa data nunca foi postergada, nunca o plano foi refeito. DEUS não refaz nada, Ele é perfeito e o que faz pela primeira vez é definitivo, sabemos disso. Podemos ter certeza que o dia e a hora da segunda vinda nunca mudou, e não irá mudar. Repetimos, segundo Ellen G. White, a data poderia ser antecipada, aliás, JESUS já poderia ter retornado, mas não foi e também isso DEUS sabia de antemão. “Deus “tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo”. Atos 17:31. Cristo nos diz quando terá lugar aquele dia. Ele não diz que todo o mundo se converterá, mas que “este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim”. Mat. 24:14. Dando o evangelho ao mundo, está em nosso poder apressar a volta de nosso Senhor. Não nos cabe apenas aguardar, mas apressar o dia de Deus. II Ped. 3:12. Houvesse a igreja de Cristo feito a obra que lhe era designada, como Ele ordenou, o mundo inteiro haveria sido antes advertido, e o Senhor Jesus teria vindo à Terra em poder e grande glória” (O Desejado de Todas as Nações, 633 e 634).

Serão, conforme Ellen G. White, por volta de seis mil anos de pecado. Esse tempo é bem longo para nós seres humanos, que vivemos poucos anos. Para DEUS, que tanto faz, um dia ou mil anos, são como seis dias. É longo para nós que aqui sofremos, e que nos substituímos em gerações, somos perseguidos até pelos irmãos da fé e não vemos a justiça de DEUS, assim tudo parece demorado.

Uma reflexão, porque, ao menos do ponto de vista, tanto tempo para JESUS voltar? Pois bem, a resposta é fácil de entender. É para que, conforme Naum 1:9, a experiência desastrosa do pecado nunca mais se repita. DEUS está conduzindo o drama de tal maneira que a sua cura seja completa, exaustiva e definitiva. Imagine se isso, tempos posteriores, recomeçasse outra vez. Aí sim que poderíamos dizer: DEUS falhou. Mas não será assim, é DEUS quem conduz os fatos de maneira que, se não for possível salvar a todos, ao menos que seja de uma maneira tal que os salvos sejam o maior número possível. Feitas as contas por parte de DEUS, deu seis mil anos. Aliás, mais uma coisa, a conta fechou de tal maneira que o sétimo milênio se torna também o milênio de repouso, como se, em cada mil anos para DEUS como um dia, fosse o sétimo dia de uma semana. Na perfeição as contas resultam em números admiravelmente curiosos.

Pedro disse que DEUS não iria retardar a vinda de JESUS. Desde JESUS CRISTO já DEUS sabia em que dia seria a volta do Salvador. Ellen G. White disse que JESUS já poderia ter voltado naquela época. É verdade, pode poderia, aliás, poderia ter voltado nos tempos dos discípulos. Mas a data do dia e da hora não era nos tempos dos discípulos nem nos dias de EGW, porém, ainda no futuro. Nos dias dos discípulos haviam proclamado o evangelho em todo o mundo, mas não ainda nas américas por exemplo. Nos dias de EGW fizeram o enorme trabalho de evangelização, mas nem todas as pessoas ficaram sabendo. Agora estamos quase chegando na condição de todos o ser humano ter ciência do evangelho eterno, para poder tomar sua decisão, e conforme essa decisão, ser salvo ou ser condenado. Então virá o fim, como diz Mateus 24:14. E essa é a data, esse é o dia e a hora a que JESUS Se referiu, e ele, como é fixo, ou é o limite para se ficar nesta Terra, está chegando cada vez mais perto. Escarneça quem quiser escarnecer, zombe quem quiser zombar, o dia chega e não será retardado.

Um detalhe bem importante. O longo tempo, (na nossa perspectiva) é assim para que todos tenham oportunidade, ou melhor, que chegue o tempo em que todas as pessoas do mundo tenham recebido o conhecimento da salvação. Porém, mesmo assim, a vinda de JESUS, para muitos, para a maioria, será como a de um ladrão, serão pegos de surpresa e despreparados, embora tenham suficiente conhecimento para se prepararem. Esse é o drama.

 

  1. Quarta: E daí?

A lição, em seu comentário do 4º parágrafo, quase me deu um susto. Diz o autor que o perigo que enfrentamos não é tanto o estabelecimento de datas para a segunda vinda. Nunca fiz isso e tenho forte aversão a quem o faça, pois está fartamente escrito na Bíblia que o dia e a hora ninguém sabe, senão quando for anunciado por DEUS, e isso já estando bem avançadas as pragas. Então, porque ficar marcando datas? Pois agora o autor relativiza esse procedimento. Mas na linha seguinte deu para entender bem o pensamento correto dele. É bem pior que marcar data (que já é algo bem negativo) deixar de prestar atenção à vinda de CRISTO, deixar essa questão em segundo plano. De fato, isso é verdade.

Veja bem, são dois extremos fatais. Um é marcar data para a segunda vinda que fatalmente estará errada. Isso já aconteceu em 22 de outubro de 1844, e resultou num fracasso. Várias tentativas de determinar o dia da vinda de CRISTO foram feitas, e nenhuma delas foi verdadeira, nem poderia ser, pois é DEUS quem a revelará, não algum ser humano. E Ele revelará nem mesmo por meio de profeta, e sim, diretamente, do Céu aos seres humanos. Só entenderão Sua mensagem aqueles que estiverem aguardando a vinda do Salvador. Pelo mau costume de marcação de datas, cai em descrédito a pregação do evangelho e muitos se perderão, a começar pelo que marcou a data.

No outro extremos, que é ainda pior, é a atitude de indiferença em relação a vinda de CRISTO. Por essa via, o mundanismo danoso coma conta. As pessoas entram num estado de mornidão, de preocupações apenas com os assuntos seculares, não cuidam mais de sua vida espiritual, não estudam a Bíblia, não estudam a lição da Escola Sabatina, vem à igreja porém se tornam cristãos de ouvido, não de investigação, como os de Beréia. Pessoas assim não vivem mais na base do “está escrito” ou do “assim diz o Senhor”, mas na base do “eu gosto”, “eu acho” ou “eu quero”.

Agora, julgue você, qual é a postura pior: marcar datas ou ficar indiferente. A segunda condição é a de Laudicéia. A primeira condição se pode comparar com o fanático, a segunda, com o relaxado. Eu e minha casa seguiremos nenhuma dessas, mas seguiremos o Senhor.

 

  1. Quinta: O último apelo

Paulo não foi um apóstolo escolhido por JESUS no tempo em que esteve na Terra, mas foi chamado mais tarde, quando se preparava para perseguir servos de JESUS em Damasco. No entanto, o que ele escreveu mereceu crédito e era muito lido pelas pessoas. Se Pedro fosse invejoso (do dia do Pentecostes em diante desapareceram todas as diferenças entre eles, portanto perderam essa fraqueza da inveja), não valorizaria escritos que se tornaram mais lidos que o que ele mesmo escreveu. Os escritores bíblicos, incluindo JESUS que citava muito o Antigo Testamento mas não escreveu alguma coisa, valorizam-se mutuamente e nunca se depreciam.

O que acontecia com os escritos de Paulo era a deturpação do que ele escreveu. Isso acontecia por três motivos: 1º) Paulo escreveu muito, logo, havia bastante matéria para que, quem quisesse, criasse polêmicas. 2º) Ele escrevia com profundidade e com informações inéditas e muito bem explicadas, logo, isso também favorecia a quem fosse mal intencionado para deturpar. 3º) Paulo tem um estilo redundante de escrever e bastante prolixo em certos momentos, dando margem a interpretações ou entendimentos falsos, muito embora, estudando bem, se entende tudo com facilidade.

Atualmente, devemos prestar atenção, acontece o mesmo com os escritos de Ellen G. White para a igreja. Quantas observações já ouvi que em nossos dias, mais de um século depois da morte dela, algumas coisas se desatualizaram. Com relação a música, por exemplo, ela foi a profetiza que mais recebeu revelação, mais que em toda a Bíblia, porém até ministros não aceitam o que ela escreveu e reclamam que faltam citações bíblicas sobre o assunto, sempre que alguém ainda ouse referir-se a esse tema. No sentido da vida santificada, poucos são os que aceitam o que ela escreveu, bem poucos. Falta um Pedro moderno, hoje, para defender princípios bíblicos e do Espírito de Profecia.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

Se demorar, não é demora, é que nós temos a impressão que está demorando, porém, a data limite foi marcada por DEUS há muito tempo, e felizmente, em nossos dias, está muito próxima. Como somos finitos, e como estamos ansiosos como seres humanos, para nós o tempo parece longo. Como estamos sofrendo, o tempo parece mais longo ainda. Muitos nem acreditam mais na segunda vinda de JESUS CRISTO. Ficaram indiferentes. Outros acham que essa história toda é bobagem, coisa de ignorantes ou fanáticos. Para DEUS, a conta é perfeita, seis mil anos de história de pecado e mais um milênio de descanso no Céu, e depois, retorno à Terra para ficar aqui, em definitivo, com tudo restaurado.

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

Um dos nossos grandes problemas aqui é que temos expectativas que surgem de nossa vida na Terra. Por exemplo, uma família que é assaltada e que sofreu muito, houve morte, fica traumatizada, com medo, mais ainda caso a polícia não resolve e a justiça não faz um bom trabalho, em que as leis favorecem os criminosos, essa família tem pressa por justiça. Alguém assim está sentindo necessidade de justiça, e tem urgência. Há muitas pessoas nessa situação, sua vida dramática requer que se resolva logo. Mas, no dia em que a justiça divina entrar em ação para executar os réus, todos verão que DEUS realizou tudo correta e definitivamente.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

O presidente Donald Trump assinou um decreto sobre liberdade religiosa e de expressão. “O decreto abranda regras para instituições religiosas se envolverem mais em atividades políticas, oferecendo um “alívio regulatório” não especificado.” Pois bem, na Constituição americana consta que o Estado não se envolveria nas questões religiosas. A ideia era deixar as igrejas à vontade desde que elas também não se envolvessem em assuntos políticos e que respeitassem as leis do país. Veja aqui.

A questão de Tessalonicenses 5:3, sobre a paz e segurança antes do fim, está se explicitando. O papa transmite ao mundo uma mensagem de “paz e esperança” e na Venezuela, o Cardeal Urosa convoca para um dia pela paz. Num mundo em que o medo, a insegurança, a violência estão tomando conta, em que em muitos lugares a governabilidade está perdendo terreno para os maus, mensagens de paz e segurança tendem a ser bem recebidas, e quem fala sobre o assunto, tende a ser respeitado. Veja as notícias nesses dois links 1 e 2.

Agora parece que a Igreja Católica começou a negar seu grande zelo em relação às origens demonstrado durante a Idade Média, quando exagerava em relação, por exemplo, ao formato da Terra e ao percurso do planeta e do Sol. Ela está aceitando o Big Bang como a origem do Universo. Isso, em seu meio, põe por terra a criação por DEUS em seis dias. Veja essa posição aqui.

Aqueles que defendem a Bíblia como fonte de conhecimento que deve ser interpretado como era ao ser escrita, isso é fundamentalismo, podem pensar assim por causa de alguma lesão cerebral. Logo, são pessoas com algum problema em sua mente, não sendo absolutamente normais. Essa matéria é assustadora. Veja aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Os habitantes do mundo antediluviano tinham a advertência que lhes fora dada antes de sua ruína; mas a advertência não foi atendida. Eles recusaram ouvir as palavras de Noé; zombaram de sua mensagem. Homens justos viveram naquela geração. Antes da destruição do mundo antediluviano, Enoque deu resolutamente o seu testemunho. E, em visão profética, viu a condição do mundo no tempo presente. Ele disse: “Eis que é vindo o Senhor com milhares de Seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra Ele. Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse.” Judas deixa o testemunho para os crentes: “Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam que, no último tempo, haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências. Estes são os que causam divisões, sensuais, que não têm o Espírito.” Jud. 14-19” (Exaltai-O, MM 1992, 372).

 

  1. Conclusão

“Necessitávamos de grande paciência, pois os escarnecedores eram muitos. Éramos frequentemente abordados com irônicas referências ao nosso desapontamento anterior. As igrejas ortodoxas usaram de todos os meios para impedir que se propagasse a crença na próxima vinda de Cristo. Nas suas reuniões não se dava liberdade àqueles que costumavam mencionar sua esperança na próxima vinda de Jesus. Os que professavam amar a Jesus escarnecedoramente rejeitavam as boas novas de que Aquele que diziam ser o seu melhor Amigo, devesse logo visitá-los. Estavam agitados e enraivecidos contra os que proclamavam as novas de Sua vinda e se regozijavam de muito breve contemplá-Lo em glória” (Vida e ensinos, 52).

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre:     5 a 11/5/2017

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

2 comments for “Lição 12 – O dia do Senhor

  1. Amy Williams
    junho 13, 2017 at 8:03 am

    Em qual livro que a senhora White fala que ” Serão, conforme Ellen G. White, por volta de seis mil anos de pecado?

  2. João Maria
    junho 15, 2017 at 11:07 am

    Certa vez eu assisti a um pastor adventista dizendo que Jesus voltaria entre 2027 e 2032, sem haver data precisa, uma vez que o nosso calendário contém um erro entre 3 e 5 anos do nascimento de Cristo; e o fez usando esse texto:
    – Cristo em Seu Santuário
    “Na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares.” Dan. 9:27. No ano 31 de nossa era, três anos e meio depois de Seu batismo, nosso Senhor foi crucificado. Com o grande sacrifício oferecido sobre o Calvário, terminou aquele sistema cerimonial de ofertas, que durante quatro mil anos haviam apontado para o Cordeiro de Deus. O tipo alcançou o antítipo, e todos os sacrifícios e ofertas daquele sistema cerimonial deveriam cessar.
    Pag. 56
    A argumentação era de que o sacrifício de Cristo teria ocorrido ao completar 4000 anos; que, somado a mais 2000 anos, completaria a história do pecado.
    Que o “milênio” de Apoc. 20, não é um período solto nessa história, mas será o “shabat” ou descanso milenar da história da terra.

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