Lição 12 – Os últimos dias de JESUS

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O Evangelho de Mateus

Lição 12 – Os últimos dias de JESUS

Semana de 11 a 18 de junho de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Ainda esta noite todos vocês Me abandonarão” (Mat. 26:31, NVI).

 

Introdução de sábado à tarde

Os seres humanos foram criados à imagem de DEUS (Gên. 1:26). Logo, ao contrário dos animais, que agem por instinto e não por raciocínio, nós somos reflexo de nosso Criador. Somos capazes de escolher, conscientemente, tudo o que fazemos, e temos capacidade de avaliar as consequências de nossos atos. É lógico, a maldade está fazendo com que as pessoas desprezem essas consequências, assim tornam-se delinquentes e corruptas. DEUS tem livre-arbítrio e nós também; porque Ele nos deu, somos semelhantes ao Criador.

Livre-arbítrio é o poder que cada indivíduo tem de escolher suas ações, que caminho quer seguir. Liberdade significa o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa. É a sensação de estar livre e não depender de ninguém, senão de DEUS e Seus princípios, pois dEle depende toda nossa vida presente e futura.

No contexto bíblico não existe a predestinação. São conceitos mutuamente excludentes, ou há livre arbítrio ou predestinação. DEUS não determina o futuro das pessoas, embora Ele tenha tudo sob controle. Mas ter o controle de tudo não significa comandar tudo. Ter controle é conhecer o que se passa. Comandar é fazer com que as coisas aconteçam de determinada maneira.

Ilustremos a questão do controle. Na mídia ouve-se frequentemente que o motorista perdeu o controle do carro e capotou, ou aconteceu qualquer outro tipo de acidente. Isso está errado, nenhum motorista perde o controle ao gerar um acidente. Ele perdeu o comando do carro. Os controles do carro estavam lá, funcionando direitinho. São eles: volume de combustível, velocidade, mostrador das luzes de diversos tipos, visualização do que se passa fora do veículo, espelhos retrovisores, temperatura do motor, e assim por diante. Ter o controle do veículo é saber o que se passa, é ter a informação por meio do sistema de controle. Agora, ter o comando é usar bem a direção, os freios, o pedal da velocidade, por exemplo. Esses não são sistemas de controle, mas de comando.

DEUS tem controle total de nossa vida, até os cabelos estão contados. Mas Ele não comanda a nossa vida, temos essa liberdade – Ele mesmo nô-la deu, pois nos fez semelhantes a Ele.

A questão do livre-arbítrio é vital, pois somos nós que decidimos qual será nosso futuro. Dediquemos reflexões profundas a esse assunto, nesta semana, sobre casos de pessoas que tomaram suas decisões, e as repercussões eternas do que decidiram. Temos para reflexão decisões que levaram à morte eterna e outras que levaram à vida eterna, como aconteceu com Saul, Ananias e Safira, Judas, e por outro lado, com Enoque, Moisés, Davi e José do Egito.

 

  1. Primeiro dia: Uma boa ação

No dia 9 de nisã, primeiro dia da semana, antes de JESUS entrar em Jerusalém, em Betânia, na casa de Simão que fora leproso, entrou uma mulher Maria segundo consta), que sempre fora pecadora (prostituta), mas que se havia arrependido com a pregação de JESUS. Ela trazia em suas mãos um vaso de alabastro. Esse vaso continha caríssimo perfume no valor de 300 denários. O vaso era fechado e, para usar o perfume, tinha que ser quebrado na parte superior, portanto, só podia ser usado uma vez. Quanto se pagaria hoje por um perfume desses? Um denário era o salário de um trabalhador durante um dia. O nosso jardineiro recebe R$120,00 num dia. Com esse salário, o perfume custaria R$36.000,00. A faxineira cobra R$140,00 por dia. Nessa base, o perfume custaria R$42.000,00. Se nos basearmos pelo salário mínimo, bem irreal, que é de R$29,33 por um dia (a partir de 01/01/2016), esse perfume custaria R$8.799,00. Mesmo utilizando o salário mínimo brasileiro, o custo do perfume é bem elevado. Houve uma crítica por parte de alguns dos presentes quanto ao mau uso desse valor, que poderia ser doado aos pobres.

Mas a questão principal era outra. JESUS disse a todos que a mulher praticara uma boa ação com Ele. Ela tivera muitos pecados, todos eles perdoados, e estava demonstrando seu sentimento de gratidão, não apenas por meio de um “muito obrigado, Mestre”, mas preparando-O para ser seu Salvador pessoal, pois logo mais, naquela semana mesmo, Ele seria morto por ela (e por todos). O perdão dos pecados estava na dependência dessa morte, e ela, sem saber, estava ungindo a JESUS para essa finalidade, pois, como sabemos, no dia da morte de JESUS não houve tempo para Sua unção, e quando foram ungi-Lo, Ele já havia ressuscitado. Quando somos sinceros e obedientes a DEUS, o ESPÍRITO SANTO nos dirige os atos, e nos sugere coisas para fazer. Ele não nos obriga a determinados atos, apenas sugere, e como somos obedientes, executamos e acabamos fazendo o que é correto. Foi assim com aquela mulher. Logo depois da unção, JESUS dirigiu-Se a Jerusalém para Sua entrada triunfal, como sumo-sacerdote que seria, como sendo o próprio Cordeiro do sacrifício, já estava ungido, preparado. É significativo que uma grande pecadora O ungiu, representando assim todas os pecadores que viera salvar. Essa unção representa a gratidão pela salvação. Quanto vale a salvação? R$ 8.799,00? Ou R$36.000,00? Ou R$42.000,00? Ou vale as 30 moedas de prata de Judas (em torno de R$50.000,00 – uma área hoje, em Jerusalém, do tamanho apropriado para um cemitério de umas duas mil sepulturas).

A salvação não tem preço. Não é possível mensurar. Mas uma coisa parece certa: a mulher fez bom uso do dinheiro que possuía, Judas fez mau uso do Salvador com quem andava, e conseguiu temporariamente uma insignificante fortuna no valor de um pequeno campo, do tamanho de um cemitério. E o pior de tudo, por certo ele nem foi sepultado naquele lugar, que pagara com a venda de JESUS. A mulher fez uma boa ação. Judas não, ele que criticara o mau uso do valor do perfume.

Temos duas alternativas na vida, usar o que possuímos do modo como fez a mulher, ou usar o que temos do modo como fez Judas. Detalhe, a mulher obteve o dinheiro por meios honestos, Judas, por traição. As duas decisões, tomadas por meio de livre-arbítrio, tem repercussões eternas – ela, vida para sempre, ele, morto para sempre. A história da mulher e a de Judas estão sendo contadas até hoje, mas só uma foi uma boa ação.

 

  1. Segunda: A nova aliança

A aliança entre DEUS e o homem é só uma, porém, ela foi renovada ao longo dos tempos, como estudamos em lição anterior. Mas é sempre a mesma aliança com os homens, com o objetivo da reconciliação entre o homem rebelado e DEUS, bem como visando salvar a raça humana para ter outra vez a vida eterna.

Uma aliança bem interessante foi feita entre DEUS e Seu povo, a nação de Israel, quando ainda estava no Egito. Por meio dessa aliança, DEUS libertou a nação da opressão egípcia. A solenidade continha um elemento didático e se chamava páscoa, ou passagem. Toda casa em que houvesse a pintura vermelha de sangue nos umbrais da porta de entrada, o anjo passava por cima, não entrava para matar o primogênito. Isso significava que por aquela casa JESUS seria morto e essa morte seria eficaz, pois o dono dela creu e fez a pintura de sangue recomendada por DEUS. Essa páscoa, que envolvia o sacrifício de um cordeiro, simbolizava a futura vinda de JESUS à Terra para morrer pela humanidade. A páscoa, bem como todo o sistema sacrifical, que até já existia antes da libertação do Egito, lembravam que JESUS viria para ser sacrificado por nós.

Na semana da páscoa, no tempo de JESUS homem, no ano 31 dC, chegava o dia exato planejado pelo Céu para JESUS ser morto, isto é, ser sacrificado por nós. Isso deveria acontecer tanto no dia correto como nos horários corretos. Ou seja, JESUS deveria ser morto exatamente na sexta-feira da páscoa. Deveria ser pregado na cruz às 9 h da manhã, o horário do sacrifício diário da manhã, deveria expirar exatamente ás 15 hs, que era o horário do sacrifício diário da tarde. Certamente satanás estava empenhado, fazendo de tudo para que algo não saísse como o planejado, ao menos um detalhe. Se conseguisse o intento, ficaria provado que DEUS não é tão competente a ponto de ser perfeito, infalível, e que nunca necessita de mudança. Desde o nascimento até a morte de JESUS, foram muitos detalhes que deveriam se cumprir. E uma quantidade deles dependia de decisões de seres humanos, como, por exemplo, matar JESUS. Foi uma decisão dos líderes judaicos. Dependia também do aceite por parte das autoridades romanas para essa morte. Os soldados, por exemplo, repartiriam a roupa de JESUS e sorteariam Sua túnica entre eles. Um deles furaria o lado de JESUS. E Ele seria morto numa cruz, e assim por diante. Muitos detalhes antevistos profeticamente que deveriam acontecer conforme a profecia. Nenhum dos detalhes proféticos falhou, nem um só. Se somente um deles falhasse todo o plano da salvação falharia, e o Céu não seria um lugar perfeito e nem DEUS seria perfeito.

Afirmamos categoricamente: DEUS é tão capaz que Seus inimigos, tudo o que conseguem ao combatê-Lo, é implementar Seus planos. Se desejarmos guerrear contra DEUS, só conseguiremos ajudá-Lo no que Ele deseja fazer. Quer um exemplo bem significativo disso? Quando no início do cristianismo o demônio levou as autoridades a perseguirem os cristãos para que o movimento enfraquecesse, o que conseguiram foi o fortalecimento da igreja. Parecia que cada cristão morto era como semente de muitos outros que apareciam.

Então chegou o momento do sacrifício do verdadeiro e definitivo Cordeiro, para o qual apontava o milenar sistema de sacrifícios de animais bem como o ritual anual da páscoa. JESUS providenciou tudo. Encarregou discípulos para cuidarem dos detalhes, do suco de uva, do pão sem fermento, da sala (senáculo, isto é, sala elevada da qual se teria uma vista privilegiada ao longe), da bacia, da água e da toalha, bem como de uma mesa e de recosto para se reclinarem para a refeição). Pela Santa Ceia aceitamos os emblemas nela existentes: o pão como símbolo do corpo de JESUS sacrificado por nós e o suco de uva, puro, como Seu sangue derramado por nós. Antes da Santa Ceia ocorre o lava-pés, que simboliza o ato humilde de JESUS de Se oferecer por nós, bem como Sua vida humilde e ainda, também, a humildade de DEUS e de todo o sistema celeste de vida, baseado no princípio do amor. A humildade é algo tão contrastante com os estilos de vida na Terra que a achamos estranha, mas ela é a normalidade na perfeição de DEUS. Por isso JESUS a introduziu no cerimonial que simboliza a Sua segunda vinda. Celebra-se o lava-pés e a Santa Ceia até que Ele venha. É para nos lembrar, em humildade, que Ele cumprirá o que prometeu: de nos resgatar dessa vida sofrida onde somos mortais. Nesta experiência de comunhão, Cristo está presente para encontrar-Se com Seu povo e fortalecê-lo. Participando da Ceia, proclamamos alegremente a morte do Senhor até que Ele volte. A preparação envolve o exame de consciência, o arrependimento e a confissão. Os sacrifícios de animais apontavam para a futura morte de JESUS, a Santa Ceia aponta para a futura vinda de   JESUS para nos resgatar. A Santa Ceia substituiu a antiga Páscoa que lhes lembrava da saída do Egito e da futura morte de JESUS, e o lava-pés significa a humilde purificação para se ter comunhão com a perfeição de CRISTO. Disse JESUS: “Ora, se Eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou” (João 13:14-16). JESUS não beberá do suco enquanto não o puder fazer, com todos os salvos, na Nova Terra. Ele está ansiosamente aguardando por essa ocasião. Os versos que tratam desse assunto são: II Cor. 10:16, 17; 11:23-30; Mat. 26:17-30; Apoc. 3:20; João 6:48-63; 13:1-17.

 

  1. Terça: O Getsêmani

O Getsêmani é um belo jardim, com muitas oliveiras. É o lugar das prensas de extração do azeite de oliva (isso é o que quer dizer Getsêmani). Está localizado ao pé do Monte das Oliveiras, no vale do Cedron. Uma oliveira dificilmente morre, ela envelhece e rebrota, se renovando. Aquelas oliveiras que ali estão, ainda hoje, são as mesmas que presenciaram a agonia de JESUS. Pena que não tenham racionalidade para nos contar sobre aqueles dramáticos fatos.

Naquele lugar JESUS passou momentos de angústia que certamente foi a pior de todas que algum ser humano já tenha experimentado. O motivo de Sua angústia era a separação que todos os pecados dos seres humanos do mundo, desde Adão e Eva até o último que vier a existir, estavam sobre Ele. Não só sentia a culpa por causa de todos eles, mas especialmente, sentia, naqueles momentos, a ira de Seu Pai contra Ele mesmo, por causa desses pecados. Um pecado separa o pecador de DEUS – conhecemos o que aconteceu com Adão e Eva ao pecarem: eles fugiram, tentaram esconder-se, inventaram desculpas e culparam outros. JESUS estava nessa situação, mas não por um pecado, e sim, por bilhões. Ele era a lei, e agora Ele mesmo experimentava o rigor dessa lei, quando ela era desrespeitada. Ele teria que suportar a separação até Sua morte.

Os primeiros momentos da separação foram dramáticos. JESUS entrou no jardim para orar, e naquele instante DEUS Se separou dEle. Foi o momento em que assumiu sobre Si a enorme quantidade de pecados da humanidade. Foi uma troca simultânea: vieram os pecados, separou-Se de DEUS. Esses primeiros momentos foram terríveis. Nunca havia passado por tal experiência. De agora em diante, Suas orações não poderiam mais ser atendidas, no máximo Ele poderia voltar atrás, desistir do plano. DEUS não mais poderia acudi-Lo, nem enviar um anjo, nem dizer uma palavra. Nada se faria por Ele, deveria ir só em frente, ou desistir. Na angústia dos momentos de separação Ele clamou como que em estado de choque, que, se fosse possível salvar o ser humano sem beber o cálice, que assim fosse, porém, do contrário, que se cumprisse o que foi planejado. Ele quase vacilou. O cálice era a separação de Seu Pai, por causa dos pecados.

Entenda-se, a Sua agonia foi por causa da separação em razão dos pecados. Morrer por nós na cruz, ser açoitado, ser humilhado, isso Ele suportaria, com muita dor, mas suportaria. Porém, não ter mais a comunhão sentida com o Pai, isso Lhe afetava a mente em tal intensidade que Seu corpo não suportando a pressão, verteu gotas de sangue como suor. Era o processo chamado “hematidrose”.

Analisemos a questão do sangue de JESUS, a vida que Ele perdeu por nós. A vida está no sangue; por esse líquido a vida é levada a todas as células do corpo. É do movimento do sangue, que também são células, que nos mantemos vivos. Se perdermos demais sangue morremos, e foi o que aconteceu com JESUS. Ele morreu por que Seu sangue se esvaiu quase todo, senão todo. No limite do sofrimento de JESUS o Seu coração explodiu, tamanha era a carga de angústia que Ele sentia. “Não foi, porém, a lança atirada, não foi a dor da crucifixão que produziu a morte de JESUS. Aquele grito soltado “com grande voz” no momento da morte, a corrente de sangue e água que lhe fluiu do lado, demonstravam que Ele morreu pela ruptura do coração. Partiu-se o coração pela angústia mental. Foi morto pelo pecado do mundo” (O Desejado de Todas as Nações, 772).

Desde o Getsêmani Ele perdia sangue, por causa da angústia. Ao ser flagelado pelo chicote e ao ser coroado com espinhos, perdeu mais sangue ainda. Ao carregar a cruz, esta lhe feria onde já estava ferido, e isso lhe custava sangue. Aos ser pregado na cruz, muito mais sangue ainda dEle escorreu. Esse sangue escorria sempre para o pó, que na verdade somos nós. Era o sangue de JESUS escorrendo em nossa direção para buscar a reconciliação e nos devolver a vida, que estava naquele sangue.

Enquanto o sangue escorria, JESUS estava angustiado, pois sobre Ele pesavam nossos pecados. Ele se enfraquecia pela perda de sangue, a Sua mente perdia capacidade de funcionamento, e diminuía a Sua capacidade de se manter fiel à lei que veio demonstrar como se cumpre, e diminuía a Sua capacidade, como ser humano, de conduzir a Sua missão à vitória. Mesmo assim, no extremo limite da capacidade da vida em Seu corpo, Ele não falhou nenhuma vez. Por isso venceu. Sua vitória não foi no conforto do Éden, como era a condição de Adão e Eva, mas na aflição de uma cruz e na vergonha de estar pecador.

No limite da vida no corpo, quando o Seu corpo sentiu a necessidade da morte, quando a vida nEle já quase não estava, mas quase toda havia ido ao pó, o seu coração ainda precisava suportar a tremenda dor, não tanto a física que também havia, mas a dor da angústia pelos nossos pecados que estavam sobre Ele. Então o Seu coração rompeu-se por causa de tamanha carga de maldade que sentia. Então Ele gritou, em voz muito alta: “está consumado”. Foi Seu grito de vitória, o anúncio de que podemos ser salvos! Amém!!!

 

  1. Quarta: Judas vende a alma

Há muitos textos sobre Judas nos escritos do Espírito de Profecia. Lendo-os podemos fazer o seguinte resumo sobre esse apóstolo: ele era ganancioso, ladrão, sedento por poder e por prestígio, manipulador das mentes, frio e calculista, narcisista (só valoriza o eu), falso, aparentava ser amigo mas era inimigo, queria manipular o próprio JESUS, queria desencadear uma revolução contra o Império Romano fazendo JESUS rei e sendo ele o grande arquiteto da revolução, queria ainda por cima levar vantagem ganhando algum dinheiro com seu plano, e assim por diante. Ele queria poder e fama; na ceia sentou-se à esquerda de JESUS, já que João já se havia sentado à direita. Nunca se entregou a JESUS, nunca desejou o perdão, nunca admitiu ter errado, interpretava as palavras de JESUS como ele supunha ser o correto. Dessa maneira, Judas tornou-se recipiente fácil de satanás, que o dominou e controlou. Judas que caminhava todos os dias com JESUS, teve seu caráter amoldado ao de satanás.

Qual foi a atitude de JESUS com relação a Judas? “O ato de Maria [unção de JESUS] achava-se em assinalado contraste com o que Judas estava para praticar. Que incisiva lição poderia ter Cristo dado àquele que lançara a semente da crítica e do mau juízo na mente dos discípulos! Com quanta justiça poderia o acusador haver sido acusado! Aquele que lê os motivos de cada alma, e entende toda ação, poderia haver aberto, aos olhos dos convivas da festa, sombrios capítulos da vida de Judas. Poderia ter sido patenteada a vã pretensão em que o traidor baseava suas palavras; pois, em vez de compadecer-se dos pobres, roubava-os do dinheiro que se destinava a socorrê-los. Poderia haver sido despertada indignação contra ele por sua opressão à viúva, ao órfão e ao jornaleiro. Houvesse, porém, Jesus desmascarado Judas, isso teria sido apresentado como causa da traição. E, se bem que acusado de ladrão, Judas teria captado simpatia, mesmo entre os discípulos. O Salvador não o repreendeu, e evitou assim dar-lhe desculpa para a traição” (O Desejado de Todas as Nações, 563).

“Entre os doze apóstolos estava o traidor. Judas foi aceito, não por causa de seus defeitos de caráter, mas apesar deles. Foi ligado aos discípulos para que mediante a instrução e o exemplo de Cristo pudesse aprender o que constitui um caráter cristão e assim ser levado a ver seus erros, arrepender-se e, pelo auxílio da divina graça, purificar sua alma, obedecendo à verdade.

“Mas Judas não andou na luz que tão graciosamente fora permitido brilhasse sobre ele. Pela condescendência com o pecado, convidou as tentações de Satanás. Seus maus traços de caráter tornaram-se predominantes. Entregou a mente ao controle dos poderes das trevas, e se zangou quando suas faltas foram reprovadas, sendo assim levado a cometer o pavoroso crime de trair seu Mestre. De igual modo, todos os que acariciam o mal sob uma profissão de santidade, odeiam aqueles que lhes perturbam a paz, condenando sua trajetória de pecado. Quando se lhes apresenta uma oportunidade favorável, à semelhança de Judas, trairão aqueles que para o seu bem procuraram reprová-los” (CRISTO Triunfante, MM 2002, 320).

Na ceia, ao JESUS lavar os pés de Judas, ele foi o primeiro, e quase esse homem se entregou para ser perdoado. Mas uma quase entrega não é entrega alguma. “Judas foi o primeiro cujos pés Jesus lavou. Judas já havia fechado o acordo para entregar Jesus nas mãos dos sacerdotes e escribas. Cristo lhe conhecia o segredo. Não obstante, não o expôs. Estava sequioso de sua alma. Seu coração bradava: Como posso renunciar a ti? Esperava que Seu ato de lavar os pés de Judas tocasse o coração do discípulo errante e o impedisse de completar seu ato de deslealdade. E por um momento o coração de Judas comoveu-se intensamente com o impulso de confessar no mesmo instante e ali mesmo o seu pecado. Mas não queria humilhar-se. Endureceu o coração contra o arrependimento. Escandalizou-se com o ato de Cristo. Se Jesus assim Se humilhava, pensou, não podia ser o Rei de Israel. … Até mesmo Judas, se se houvesse arrependido, teria sido recebido e perdoado. A culpa de sua alma teria sido lavada pelo sangue expiatório de Cristo. Mas, com autoconfiança e exaltação própria, acalentando em alta estima a sua própria sabedoria, justificou seu procedimento” (CRISTO Triunfante, MM 2002, 261).

Antes de jogar fora as 30 moedas de prata, antes de jogar fora sua própria vida pendurado no galho de uma árvore, ele jogou fora seu Mestre e Salvador. Ele nunca se entregou de todo a JESUS. Dá a entender que nunca entregou parte alguma. Com o que fez, ganhou pouco nessa vida, apenas 30 moedas de prata, que sequer pôde usufruir, e perdeu tudo, não só para a vida eterna mas inclusive nessa vida mesmo, pois do momento em diante em que desejava usufruir o resultado de suas atitudes, estava morto. Bem melhor fez a ex-prostituta, que com o ganho e economias de seu trabalho, comprou perfume para ungir seu Salvador. Com ela poderemos falar durante a eternidade; com Judas, jamais.

 

  1. Quinta: A negação de Pedro

Pedro é uma dessas pessoas difíceis de explicar. Comportava-se de um extremo a outro, da fidelidade à negação; felizmente, não a traição como Judas. Foi ele que declarou ser JESUS o Filho de DEUS, foi ele que puxou da espada para defender JESUS, foi ele que JESUS escolheu, junto com outros dois, para assistirem Sua transfiguração. Era intimamente ligado ao Mestre, recebeu as chaves para ligar e desligar, dialogava de perto com JESUS. Mas também foi Pedro a ser repreendido com um “vai-te satanás”, a ser comparado com uma pedrinha e JESUS a uma rocha. Pedro foi o mais enfático em declarar que defenderia JESUS até a morte, e chegou a iniciar uma luta física na hora da prisão de JESUS. Parece que naquele momento coragem não lhe faltava. O que pode ter levado Pedro a negar JESUS?

Um ponto que conhecemos é que Pedro, como os demais, porém, de maneira mais enfática, esperava JESUS tornar-se Rei em Israel. Judas era o mais entusiasmado com essa ideia. Depois da entrada triunfal de JESUS, todos eles convenceram-se de que a hora da proclamação da independência de Israel chegara. Ou seja, tinham que vencer o Império Romano, e isso iria acontecer logo. E tudo indicava que isso seria naquela páscoa. Nenhum dos apóstolos entendeu o ato de humildade de JESUS ao lavar-lhes os pés. Imaginavam ser isso algo estranho, inesperado, um daqueles atos de JESUS que só mais tarde iriam entender. Por enquanto, o que importava era a instalação do reino. Tanto que, pouco antes, a mãe de João e Tiago veio, com eles, pedir cargos notórios para eles. Essa era a motivação deles, de Pedro e de Judas.

Mais uma coisa bem relevante. Pedro aprendera ao longo desses mais de três anos com JESUS que o Mestre jamais poderia ser derrotado. Quando vinham os fariseus e os saduceus para o inquirir, era o Mestre que sempre vencia. Quando vinham para prendê-Lo, Ele escapava. Assim era todas as vezes. Ora, parecia evidente que assim seria também no momento de prendê-Lo para ser crucificado. Pedro não entendeu a mensagem, portanto não conhecia o plano de JESUS. “Poucas horas antes, havia ele com grande firmeza assegurado a Seu Mestre que com Ele iria até à prisão e à morte; e não obstante a declaração de Jesus de que, antes que o galo cantasse, ele O negaria três vezes, tão confiante em si estava ele que não tomou as palavras de Cristo como verazes e verdadeiras. Quão pouco se conhecia ele! Quão depressa as circunstâncias puseram à prova sua lealdade para com o seu Mestre! Negou a Jesus na própria hora em que com Ele devia ter vigiado em fervorosa oração. Ao ser, na sala do julgamento, acusado de ser um dos discípulos desse Homem, negou; e na terceira vez em que foi acusado, enfatizou sua negação jurando e praguejando” (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 267).

Pedro era rápido para a ação, e por vezes precipitado. Quando vieram para prendê-Lo, ele tinha certeza de que JESUS não o permitiria. Dessa vez o Império Romano enviou um destacamento, ou seja, eram 600 soldados. Ficou evidente que ali se iniciaria a guerra. Parecia também evidente que dessa vez JESUS usaria Seus poderes sobrenaturais para derrotar o Império, pois já fizera uma entrada triunfal bem aclamada em Jerusalém. Logo, seria conveniente e promissor fazer o que ele fez, num primeiro instante, sendo o primeiro a puxar da espada e desencadear o processo de independência. Mais tarde receberia as honras, imaginava.

Mas foi também ali que Pedro teve sua maior decepção com o Mestre. Na visão dele, o Mestre Se acovardou e recuou, deixando que O prendessem. Logo no momento decisivo, logo por parte de quem tinha poderes sobrenaturais, e que poderia ter recorrido a anjos para derrotar aqueles soldados. Aí a confusão e a decepção se instalaram na mente de Pedro, do corajoso e determinado homem, que já não sabia mais o que fazer. Logo, quando foi inquirido sobre ser um dos seguidores de JESUS, na situação mental confusa e sua decepção, talvez com raiva de JESUS, agiu como sabemos, negou conhecer o seu Mestre.

Mas, JESUS já sabendo de como Seu escolhido agiria, antecipou o ato de Pedro, dizendo que logo depois de sua terceira negação, o galo cantaria. Pedro ouviu o galo cantar, então olhou para JESUS, que já olhava para Pedro. O olhar de JESUS (Luc. 22:61 e 62) foi de perdão, e o discípulo percebeu isso. Aí Pedro sentiu seu vergonhoso ato, saiu de lá, correu sem rumo até cair de joelhos e entregar-se assim a JESUS. Ele havia corrido bem ao lugar onde JESUS orava para Se preparar para Seu tremendo desafio. Daí em diante Pedro, aos poucos, começou a entender. Depois da ressurreição, JESUS teve um diálogo com Pedro, perguntando três vezes se O amava. Isso pode ser lido e estudado em João 21:15 a 18.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

Nessa semana há vários pontos importantíssimos. A unção; o lava-pés e a ceia; angústia no Getsêmani; a traição de Judas com a negação de Pedro. Mas desses pontos, qual seria o mais relevante? Para mim, sem dúvida, é a luta de JESUS no Getsêmani. Ali Ele ratificou a decisão de ir em frente, apesar de tudo.

“Jesus havia muitas vezes saído para o Getsêmani com os discípulos a fim de meditar e orar. Todos eles estavam bem familiarizados com esse sagrado retiro. Mesmo Judas sabia aonde devia conduzir a turba assassina a fim de entregar Jesus em suas mãos. Nunca dantes visitara o Salvador aquele lugar com o coração tão cheio de dor. Não era do sofrimento físico que o Filho de Deus recuava, e que Lhe arrancou dos lábios, na presença dos discípulos, essas tristes palavras: “A Minha alma está cheia de tristeza até à morte.” “Ficai aqui”, disse Ele, “e velai comigo.” Mat. 26:38.

“Deixando os discípulos ao alcance da voz, Ele foi a pequena distância deles, e prostrou-Se sobre Seu rosto, e orou. Sua alma estava angustiada, e rogou: “Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice; todavia, não seja como Eu quero, mas como Tu queres.” Mat. 26:39. Os pecados de um mundo perdido estavam sobre Ele, escravizando-O. Foi o senso do desagrado do Pai em consequência do pecado que Lhe rompeu o coração com tão penetrante agonia, e forçou-Lhe da fronte grandes gotas de sangue que, rolando pelas faces pálidas, caíram em terra, umedecendo o solo” (Testemunhos Seletos, v1, 222 e 223).

  • Quais os tópicos relevantes?

Vários são os tópicos relevantes. Maria ungiu JESUS para a Sua morte. Ela não sabia que O estava ungindo, foi pura gratidão por se sentir salva. Era a demonstração da felicidade que todos sentem ao se desprenderem das garras da morte eterna.

O lava-pés e a santa ceia foram outro ponto muito importante. Foi a aliança de JESUS com os seres humanos, em que garantia que voltaria outra vez, para tomar do sumo da videira, com todos os salvos. Esse ritual substitui o sistema de sacrifícios e faz lembrar da promessa da segunda vinda.

Por fim, juntos, temos a traição de Judas, que se matou, e a negação de Pedro, que se arrependeu. Judas representa o joio do tempo do fim, pessoas que já militaram nas fileiras dos arautos da fé, mas que se tornaram inimigas da igreja. Pedro representa aqueles que caíram em grave tentação, mas que sentiram o olhar de perdão e atenderam o convite de amar JESUS. E João, que permaneceu o tempo todo ao lado de JESUS, e que amparava a Sua mãe, representa aqueles que sempre permanecerão fiéis. Sejamos Joãos ou Pedros, mas nunca Judas.

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Temos dias dramáticos pela frente. A ONU já aprovou a Agenda 2030. É por ela que o mundo se voltará contra o povo de DEUS. Seremos provados como foram os apóstolos. Assim como começou, assim a igreja verá a conclusão, provas tão duras que se chamarão sacudidura. Também está avançando a ideologia de gênero, pela qual, já estão ensinando nas escolas que não nascemos masculino ou feminino, mas que essa é uma decisão de cada um, e que há dezenas de possibilidades de gênero, embora seja só dois sexos. Estamos, como a Bíblia antecipou, como nos tempos de Ló e de Noé. A hora de Sua manifestação se aproxima.

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Devemos nos preparar para ficarmos em pé. Sim, quem está em pé, cuide para que não caia (1 Coríntios 10:12). Esse é um tempo de vigília, estamos perto da meia-noite da história.

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

“Quando a religião de Cristo for mais desprezada, quando Sua lei mais desprezada for, então deve nosso zelo ser mais ardoroso e nosso ânimo e firmeza mais inabaláveis. Permanecer em defesa da verdade e justiça quando a maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor quando são poucos os campeões – essa será nossa prova. Naquele tempo devemos tirar calor da frieza dos outros, coragem de sua covardia, e lealdade de sua traição” (Testemunhos Seletos, vol. 2, 31).

“A igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece, ao passo que os pecadores de Sião serão lançados fora na sacudidura – a palha separada do trigo precioso. É esse um transe terrível, não obstante importa que tenha lugar” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, 380).

“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário” (O Grande Conflito, 608).

 

  1. Conclusão geral

Muita reflexão, muito estudo, muita entrega e muita oração. Já dizia o falecido e saudoso pastor Siegfrid Hofmann: “Muita oração, muito poder, pouca oração, pouco poder”.

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre  06  e  12/05/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

1 comment for “Lição 12 – Os últimos dias de JESUS

  1. LINDA FRANCISCO
    julho 19, 2017 at 8:51 am

    Deus seja louvado pela forma eloquente de apresentar e interpreter a biblia.Deus lhe abencoe.

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