Lição 12 – Vencendo o mal com o bem

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: Salvação somente pela fé: o livro de Romanos

Lição 12 – Vencendo o mal com o bem

Semana de 16 a 23 de dezembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de DEUS” (Rom. 12:2).

 

Introdução de sábado à tarde

No verso acima Paulo fala sobre a obediência, ou, obras da lei, que vem da vontade de DEUS. Em resumo, em duas partes, qual é a vontade de DEUS? É amar a DEUS e amar o próximo. Em uma palavra: amar! E amar significa, quanto a DEUS, não ter outros deuses (nem existem outros, senão falsos), não idolatrar nem falar mal a respeito de DEUS e principalmente santificar o sábado, em que se demonstra a intimidade do amor com o Criador. O sábado é o dia da intimidade com DEUS, em que deixamos de lado outros interesses. E quanto aos seres humanos, começando pelos que nos deram a vida, nos trouxeram ao mundo, honrar nossos pais, e depois, ter bom relacionamento com os demais.

Obediência é sinônimo de quê? De obras. Obediência segundo a perfeita vontade de DEUS corresponde a quê? Corresponde a obediência à lei, ou mais especificamente, aos Dez Mandamentos e à Bíblia, que é a Palavra de DEUS, onde se revela a Sua vontade a nós.

Sempre repetindo, não custa porque é bom: DEUS é amor, e, portanto, a Sua vontade é boa para nós. Logo, essa vontade não tem que mudar, e nunca muda, pois, nas palavras de Paulo, é “a boa, agradável e perfeita vontade de DEUS”. Se essa vontade é perfeita, não há de mudar, pois tudo o que é perfeito, se mudar, não se tornará ainda mais perfeito, porém, imperfeito. DEUS não muda porque é bom, a Sua lei, que é o Seu caráter, não muda porque é “santa, justa e boa”.

Então, qual é o lugar das obras? Simples de entender: as obras são decorrência do nosso amor a DEUS. Porque O amamos, executamos a Sua vontade, e Ele, porque nos ama, antes que nos déssemos conta, nos perdoou, ou, nos justificou. O amor providencia tudo exatamente porque ama; providencia, seja a justificação, seja a obediência. Já repetimos isso, mas não custa dizer outra vez: obedecemos não para sermos perdoados ou justificados, mas para permanecermos perdoados, isto é, para não pecar outra vez.

 

  1. Primeiro dia: Culto racional

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:1,2).

Nesses dois versículos Paulo dá algumas instruções importantes, bem práticas. Vamos por pontos, que fica mais fácil.

  • Primeiro o verso um. O que significa apresentar nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a DEUS? Significa em primeiro lugar cuidar da parte espiritual, ser obediente a DEUS. Porém, para que a parte espiritual funcione bem, o corpo deve ser saudável. Assim, há um preço a pagar para se ter saúde. A saúde é como uma amiga que nos quer deixar bem, mas ela vai embora se não pagarmos o preço que ela exige. Esse preço é: alimentação saudável, hábitos saudáveis de vida e exercícios. Por exemplo, no meu caso, faz parte desse preço em torno de 12 horas por semana em exercícios, é praticamente o mínimo. Fomos feitos para nos movimentar, não para sermos sedentários. Quem se movimenta tem como resultado melhor desempenho em outras atividades, por exemplo, entende melhor a Bíblia quando a lê. Aqui é o mesmo que no sistema sacrifical: eles jamais ofereciam um animal com algum defeito, por menor que fosse. Os nossos defeitos que devem ser evitados são os do caráter, e saúde física o quanto for possível. Outro exemplo, no caso de uma pessoa com algum defeito físico. Olhem para os atletas paralímpicos, como são saudáveis mesmo em suas restrições. Eles superam deficiências e dão alegria em ver como são vencedores nesse aspecto.
  • Não devemos nos conformar com este mundo. Isto quer dizer, não aderir ao que vem do mundo. Esse é um grave problema para nós da última igreja. Uma avalanche de mundanismo entra na igreja e é saudada como método de pregação e de vida cristã. Não vou hoje me ater a uma ou outra dessas coisas, porém, enfim, cada um que cuide de sua vida, se aquilo que concorda ou que adere é realmente aprovado por DEUS. É fácil saber, pois está na Bíblia e no Espírito de Profecia. É só comportar-se como os Bereanos que, quando Paulo ou outro mestre e pregador chegava lá, assistiam e ouviam tudo e logo depois, conferiam nas suas Bíblias, escassas naqueles tempos, para ver se o que o fulano falava era mesmo assim. Dessa maneira eles se fortaleciam no conhecimento e na vida cristã, e o ESPÍRITO SANTO os transformava pelo conhecimento. Esses, ao contrário do que diz em Oséias 4:6, não pereciam por falta de conhecimento.

Por fim, Paulo fala alguma coisa que me impressiona fortemente. A vontade de DEUS é boa, agradável e perfeita. Isso é o máximo para nós que estamos inconformados com os governos desse mundo, que nos exploram, uns mais, outros menos. No mundo até se ensina: não devemos ser dependentes da vontade de alguém outro. Isso é submissão ingênua ou falta de inteligência. Porém, submeter-se a alguém que é bom, que é perfeito, cuja vontade nos é agradável, nesse caso só teremos a ganhar em obedecer a DEUS. Ele só quer o nosso bem e é capaz de nos ajudar nesse sentido.

 

  1. Segunda: Pensar com moderação

O texto em análise para hoje, Romanos 12:3 a 21 é bastante longo. Por isso não o transcrevemos aqui. Vai ter que ler em sua Bíblia, e essa leitura, que leva uns poucos minutos, é essencial. Paulo está tratando de algumas recomendações aos romanos, e a todos que lerem. São recomendações práticas, coisas que podemos aplicar no dia a dia em nossas vidas. Destacaremos algumas dessas recomendações.

  • Podemos pensar e nos preocupar conosco, mas não devemos exagerar. Paulo deixou isso bem subjetivo, disse que não pensássemos em nós mesmos mais do que convém. Logo, não cabe definir quanto tempo diário cada um pode pensar em si mesmo, até porque isso varia em cada situação. Por exemplo, quem já tem um bom emprego, está bem casado e tem casa própria, etc., certamente pode pensar bem menos em si mesmo que alguém a quem faltam essas coisas, e que talvez tenha alguns problemas para resolver.
  • Somos uma multidão de cristãos seguindo JESUS CRISTO, muitos milhões atualmente. Portanto, existe na igreja uma enorme quantidade de dons, que podem ser bem aproveitados. Se isso for bem administrado, a igreja cresce, porém, se houver centralização e burocratização, a igreja definha.
  • Devemos nos amar cordialmente uns aos outros, sem fingimento. Isso gera sinergia, ou seja, a quantidade de dons resulta em benefícios maior que a soma dos dons. Ainda ocorre entre nós, com frequência, o desejo de um dominar sobre outros. É a luta pelo poder. Quando ocorrem desentendimentos por luta de poder, quando há atitudes traiçoeiras, quando há falsidade, quando alguém mente para obter certa vantagem, até pode haver reconciliação, porém, desaparece para sempre, ao menos até o dia da transformação, a confiabilidade. Por exemplo, se alguém não lhe paga uma ou duas vezes, vai continuar avalizando para ele? Pode até perdoar e reatar a amizade, mas a confiabilidade se foi. Quando essa situação ocorre dentro da igreja, uma ferida permanecerá aberta até o fim.
  • Uma recomendação é que sejamos unânimes, isto é, que tomemos decisões debatidas, bem dialogadas, que ninguém queira impor sua ideia sobre outros. Isso é uma utopia na humanidade e na igreja, senão quando vier forte sacudidura.
  • Não ser sábios aos próprios olhos é deixar de olhar para o currículo, para suas capacidades. Esse ponto também tem o outro lado. Há pessoas que olham quem tem grandes capacidades, ou quem estudou muito, como sendo orgulhoso, quando até é o contrário.
  • Não devemos ser vingativos. Isso quer dizer, viver em paz uns com os outros. Aliás, “se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça” (Rom. 12:20). Nós sempre teremos inimigos, e muitos, especialmente se falarmos a verdade. Seremos combatidos até dentro da igreja. Atente bem ao seguinte: de onde saiu o maior inimigo de DEUS? Ele veio de fora ou de dentro? Ele veio da intimidade de DEUS, da criatura mais gloriosa de todas. Não veio de algum exército inimigo, que nem havia. Logo, sejamos prudentes em dois sentidos: podemos nós mesmos ser um grande inimigo da igreja, ou esse inimigo pode ser o primeiro ancião, ou até o pastor, ou ainda algum departamental. Sejamos prudentes como as serpentes, embora humildes, não sejamos ingênuos.
  • O capítulo termina com: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos 12:3-21). Simples: o mal mente para nos vencer, mas falemos somente a verdade, e assim, venceremos, porque quem fala a verdade está ao lado de DEUS. Ele, tendo DEUS ao lado, não será vencido.

“Sob uma tempestade de palavras ferinas e acusadoras, conservai apoiado o espírito na Palavra de Deus. Que o espírito e o coração sejam repletos das promessas divinas. Se sois maltratados ou acusados injustamente, em vez de responder com cólera, repeti a vós mesmos as preciosas promessas: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”” (Rom. 12:21).

 

  1. Terça: O cristão e o Estado

Todos os cidadãos do planeta Terra estão debaixo de dois governos. O governo de seu país e o governo de DEUS ou de satanás, depende da escolha de cada um. Não há como escapar dessa situação. Nos outros lugares do Universo, há só o governo de DEUS, não há o do diabo e nem de algum poder civil. Nesses lugares é como foi no jardim do Éden, Adão governava ali, mas como um mordomo de DEUS, não com poder próprio.

Os cristãos, segundo Paulo, e ele está correto, devem ser obedientes sempre, sob qualquer regime. Obedientes ao que for exigido e que esteja de acordo com os princípios bíblicos. Os cristãos devem saber que DEUS está acima de todas as leis e poderes, pois Ele é o Criador e mantenedor de tudo, e seu princípio do amor é superior a qualquer outro princípio. Damos alguns exemplos. Se algum governo exigir que se adore, ou ao menos se venere o presidente ou o líder máximo, a isso não devemos obedecer. Se alguma nação exigir que se santifique o domingo e se trabalhe no sábado, a isso não se obedece, pois os requisitos divinos, nesse sentido, são superiores aos do mundo. Se algum governo exigir que não se ensine sobre a Bíblia em casa, mesmo assim, devemos ensinar a Bíblia. Se algum governo exigir que nossos filhos assistam aulas sobre a ideologia de gênero com o claro intuito de doutrinar nessa ideologia, devemos discordar e não obedecer. E assim por diante. Casos como os acima acontecem atualmente em vários lugares no mundo. Mesmo assim, em todos os requisitos desses governos, os cristãos devem ser fiéis e obedientes em tudo o que for correto, segundo a Bíblia. Devem apoiar esses governos nos aspectos que ele é correto, mesmo que sejam poucos.

Mas qual é a lógica do cristão agir assim? Vejamos alguns itens.

  • Em primeiro lugar, aqui na Terra não é nosso lugar definitivo. Passaremos aqui algumas poucas décadas, mas viveremos eternamente com DEUS. Logo, aqui, independente da situação, devemos treinar ser cidadãos do reino de DEUS, onde a obediência é essencial. Lá a obediência será sempre ao amor. É ótimo que aprendamos aqui a obedecer ao que é bom.
  • DEUS é comparável à constituição do país. Ele é acima de tudo. Seja pelo Seu poder, seja pela Sua competência, não há governo capaz de se assemelhar ao Dele. Logo, a Sua palavra é a última.
  • Muitos sofrem sob regimes autoritários aqui na Terra. No final, todos sofrerão sob regimes influenciados pelo demônio. Mas estes serão salvos para a vida eterna, então eles agradecerão, não pelo sofrimento, mas pela salvação. Verão que o sofrimento foi apenas uma etapa bem curta da eternidade.
  • O mais importante não é o presente, e sim, o futuro. O presente é de curta duração, no máximo vivemos aqui 80, 90 ou poucos anos a mais. O futuro será eterno: vida, se for obediente a DEUS, mas morte se escolher o mau caminho. Então vale a pena, mesmo sob sofrimento como os mártires da Idade Média, focar para a vida eterna. E ela não será disponibilizada a revolucionários armados que derrubam e criam regimes de governo.
  • Governos corruptos, como o brasileiro, assim bem conhecido, mesmo assim, dão amplo direito à defesa a seus cidadãos. Em muitos casos, dentro de nossa igreja o direito à defesa é tolhido. Isso tem trazido grande prejuízo à igreja, pessoas que se acham superiores cuja opinião é a lei. Portanto, em muitas situações, reclamamos dos maus governos e nós mesmos somos um deles.

“As advertências e reprovações não são dirigidas aos apostatados dentre o povo adventista porque sua conduta seja mais censurável que a dos cristãos professos das igrejas nominais, ou porque seu exemplo e atos sejam piores do que os dos adventistas que não rendem obediência às exigências da lei divina, mas porque possuem grande luz, e, pela sua profissão, se constituem no povo escolhido e particular de Deus, tendo a Sua lei escrita em seu coração. Testificam de sua lealdade ao Deus do Céu, tributando obediência às leis de Seu governo; são representantes de Deus na Terra. Qualquer pecado neles os separa de Deus, e, num sentido especial, desonra o Seu nome, dando ocasião aos inimigos de Sua lei, de infamar Sua causa e Seu povo, a quem escolheu como “a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz”. I Ped. 2:9” (Testemunhos Seletos, v2, 277).

 

  1. Quarta: Amar uns aos outros

“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Romanos 13:8-10).

Acima de tudo, devemos amar a DEUS. Porém, se não soubermos amar nosso próximo, que está perto de nós, como iremos amar a DEUS, que não vemos e que não sentimos? Quem sabe faremos como o povo que crucificou a JESUS CRISTO. Gritaram contra Ele: crucifica-O, e depois de morto, foram santificar o sábado, foram orar em suas sinagogas. Mas ali o próximo era quem? Era JESUS CRISTO, que em Sua vida só fazia o bem, até curas impossíveis à medicina de hoje Ele fazia, expulsava demônios e ressuscitava os mortos. Ele falava e dava informações que são conhecimento para a vida eterna, e muitas outras coisas mais, porém, O condenaram à morte, O crucificaram e depois foram à sinagoga cantar e orar.

Por que razão tais coisas não aconteceriam ainda hoje?

A base do relacionamento é o amor. DEUS é amor, como já sabemos. Ele mesmo Se deu o trabalho para descrever o Seu amor em forma de Dez Mandamentos, para que nós, seres caídos e incapazes de entender com facilidade as coisas infinitas de DEUS, pudéssemos entender e viver melhor entre nós. Esses mandamentos são a lei de DEUS. E o que é essa lei? A lei, do amor, mostra o mal. O mal, pela lei, é pecado. Sem lei haveria o mal, mas não seria pecado, nem poderia haver condenação. A lei classifica o mal como pecado, condena o pecador à morte e nessa condenação, remete o pecador condenado ao Salvador para ser perdoado, se desejar. Só a lei do amor é capaz de agir assim, condenar, mas, ao mesmo tempo, orientar para se livrar da condenação. Só o amor é capaz de o próprio DEUS, que é a lei, que é amor, morrer em lugar de Sua criatura para perdoá-la e reconstituí-la para a vida eterna.

“Justiça é santidade, semelhança com Deus; e “Deus é amor”. I João 4:16. É conformidade com a lei de Deus, pois “todos os Teus mandamentos são justiça” (Sal. 119:172); e o “cumprimento da lei é o amor”. Rom. 13:10. Justiça é amor, e o amor é a luz e a vida de Deus. A justiça de Deus acha-se concretizada em Cristo. Recebemos a justiça recebendo-O a Ele.

Não é por meio de penosas lutas ou fatigante lida, nem de dádivas ou sacrifícios, que alcançamos a justiça; ela é, porém, gratuitamente dada a toda pessoa que dela tem fome e sede. “Ó vós todos os que tendes sede, vinde às águas, e vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; … sem dinheiro e sem preço.” Isa. 55:1. “Sua justiça que vem de Mim, diz o Senhor” (Isa. 54:17), “e este será o nome com que O nomearão: O SENHOR, JUSTIÇA NOSSA.” Jer. 23:6” (O Cuidado de DEUS, MM, 1995, 83).

 

  1. Quinta: Nossa salvação está mais próxima

“E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências” (Romanos 13:11-14).

Paulo aqui escreve como esperando a vinda de JESUS para os seus dias. Explicações existem para essa brevidade. Por exemplo, quando morremos, acordaremos no segundo seguinte, quando JESUS vier. De fato, o tempo do falecido não passa, ele não existe como ser vivo. Os mais de cinco mil anos para Adão e Eva, e também para Abel, o primeiro a morrer, é tão curto quanto quem foi o último a falecer, ou seja, é o mesmo tempo para todos os falecidos, uma fração de segundo. Mas é de se crer que Paulo não se referia com essa perspectiva.

Naqueles dias, até como hoje, a expectativa da volta de JESUS era para pouco tempo. Eles, assim como Adão e Eva, criam que o descendente viria em seus dias, e que Eva seria a mãe dele; também criam que o Salvador viria naqueles dias. Se a expectativa dos apóstolos fosse para quase dois mil anos no futuro, muitos desanimariam. Nós hoje, munidos de uma quantidade enorme de profecias, temos certeza profética de que JESUS está na iminência de retornar. Quem estuda as profecias, não há como não crer assim. E estamos felizes por ser assim, e eles, no tempo de Paulo, estavam felizes porque imaginavam que JESUS voltaria naqueles dias. Então Paulo tratava o assunto com essa perspectiva, e isso não está errado, pois ele não profetizava a brevidade da volta, e sim, expunha sua expectativa. E, ademais, a explicação da brevidade da volta diante de nossa morte, e o tempo que depois dela deixa de passar, é válida e bem aceitável.

Então Paulo exortava para a preparação para esse dia. Ele diz, que os crentes devem despertar, e preparar-se para esse dia. A nossa salvação está muito perto. Para nós, do século XXI, está, tanto perto no calendário quanto em relação a nossa vida. Certamente muitos de nós não passaremos pela morte, e veremos a Sua vinda antes dos outros ressuscitarem. Devemos rejeitar as obras das trevas, e quantas são elas. Ele fala em bebedeiras e glutonarias, mas há uma lista enorme de práticas pelas quais podemos nos perder. Não entraremos nesse detalhe hoje. Compete que nos revistamos de JESUS, isto quer dizer, que vivamos como Ele viveu. E muito cuidado com tudo aquilo que atrai a carne, isto é, nosso velho sistema de vida.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

Independente da situação em que estejamos inseridos, devemos ser cidadãos do reino de DEUS. Se o país em que vivemos é corrupto, nós devemos ser homens e mulheres corretos. Se a empresa em que trabalhamos age de forma ilegal para ganhar mais dinheiro, não nos podemos conformar com isso nem partilhar ou sermos coniventes (é o exemplo de um contabilista cristão, que não ajuda seus clientes a sonegar). Se a igreja em que frequentamos introduz práticas mundanas em seus cultos, não devemos concordar nem participar. Se a maioria dos membros, os anciãos e o pastor estiverem praticando coisas que flagrantemente são contrárias à Bíblia ou ao Espírito de Profecia, não podemos nem concordar, nem praticar. Há hoje um dito entre nós assim: “todo mundo está fazendo”. Cuidado, na arca de Noé milhões de pessoas decidiram ficar fora, só oito entraram, e só esses que se salvaram. “Senhor, são poucos os que se salvam? E Ele lhe respondeu: Porfiai por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (Luc. 13:23 e 24).

 

  1. Aplicação contextual e problematização

“Assim, os derradeiros serão primeiros, e os primeiros, derradeiros, porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos” (Mat. 20:16). Todos os seres humanos poderiam herdar a vida eterna, JESUS morreu por todos, sofreu os pecados de todos. A graça é para todos, e DEUS pode conceder também fé para que todos creiam. Porém, poucos serão escolhidos para a vida eterna porque poucos a escolheram.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

“Ativistas LGBT fazem com que a ONU se posicione oficialmente contra os cristãos – Relatório afirma que “fundamentalistas” violam os “direitos culturais” dos LGBT. Para os ativistas LGBT – pró-aborto e pela ideologia do gênero – os cristãos são um obstáculo crescente para a imposição de sua agenda. A ONG Promsex, com sede no Peru, fez uma denúncia junto à Organização das Nações Unidas (ONU), alegando violação dos “direitos culturais”. O “Relatório Especial de Direitos Culturais”, elaborado pela ONU a partir das “denúncias” da Promsex, insiste que “o fundamentalismo religioso tende a causar um impacto desproporcional sobre os direitos das mulheres”. Na verdade, eles reclamam da pressão feita pelos movimentos cristãos (evangélicos e católicos) contra as organizações feministas que lutam pela legalização do aborto, alegando que se trata de “direitos reprodutivos”. Em seu Relatório Especial, a ONU afirma que é obrigação dos Estados “prevenir e punir os atos cometidos por atores não estatais, como grupos da sociedade civil, igrejas, entre outros, que são fundamentalistas e extremistas, contrários aos direitos humanos””. Leia toda notícia aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Não precisamos reter nem uma propensão pecaminosa. … Ao participarmos da natureza divina, as tendências hereditárias ou cultivadas para o mal são separadas do caráter, e somos tornados uma força viva para o bem. Aprendendo sempre do divino Mestre, partilhando diariamente de Sua natureza, cooperamos com Deus vencendo as tentações de Satanás. Deus opera, e o homem opera, para que o homem seja um com Cristo assim como Cristo é um com Deus. Sentamo-nos então com Cristo nos lugares celestiais. A mente descansa com paz e segurança em Jesus” (Para Conhecê-Lo, MM 1995, 65).

 

  1. Conclusão

“A verdadeira santificação é uma inteira conformidade com a vontade de Deus. Pensamentos e sentimentos de rebelião são vencidos, e a voz de Jesus suscita uma nova vida, que penetra todo o ser. Aqueles que são verdadeiramente santificados não ostentarão sua própria opinião como uma norma do bem ou do mal. … A verdadeira santificação é obra diária, continuando por tanto tempo quanto dure a vida. Aqueles que estão batalhando contra tentações diárias, vencendo as próprias tendências pecaminosas e buscando santidade do coração e da vida, não fazem nenhuma orgulhosa proclamação de santidade. Eles são famintos e sedentos de justiça. O pecado parece-lhes excessivamente pecaminoso. …

Os verdadeiramente justos, que sinceramente amam e temem a Deus, cobrem-se do manto da justiça de Cristo tanto na prosperidade como na adversidade” (Santificação, 8-11).

 

 

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Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre  10 e 16/11/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

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