Lição 13 – Crucificado e ressurreto

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2015

Tema geral do trimestre: O evangelho de Lucas

Lição 13 –  Crucificado e ressurreto

Semana de 20 a 27 de junho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: “Importa que o filho do Homem seja entregue nas mãos de pecadores, e seja crucificado, e ressuscite ao terceiro dia” (Lucas 24:7).

 

Introdução de sábado à tarde

JESUS já sabia que deveria ser morto. Falava sobre isso com certa frequência, portanto, os discípulos também deveriam saber. Eles, no entanto, não levavam a sério essas palavras, porque em suas mentes fervilhava a ideia de que JESUS seria Rei aqui na Terra, da nação judaica.

O Salvador também sabia que seriam bem dolorosas as Suas últimas horas antes da morte. Sabia que pra morrer seria pendurado numa cruz. Mas sabia muito bem que ressuscitaria ao terceiro dia, tanto que mencionou a ressurreição algumas vezes.

Então, por que tanta angústia no Getsêmani? Essa é uma boa pergunta: porque suou gotas de sangue, se não ficaria mais que duas noites no túmulo? Pense um pouco, se alguém muito íntimo a você vai morrer, mas se já é certo que vai ressuscitar ao terceiro dia, qual seria o motivo de tristeza? Não haveria esse motivo, certo? Então, por que JESUS ficou tão abalado, a ponto de clamar: “Pai, se possível, passe de Mim esse cálice” e “Pai, por que me abandonaste?

Havia uma coisa que JESUS não sabia: se Ele sairia vencedor ou não, na luta contra satanás, antes de morrer. Essa era a questão. Ressuscitar ao terceiro dia, isso aconteceria se Ele vencesse, por certo. Mas antes de morrer, deveria manter-Se absolutamente fiel a DEUS, observador dos mandamentos, obediente, sem o menor sentimento de raiva a quem quer que fosse, nem a satanás. Ele deveria demonstrar, como ser humano, não como DEUS, que é possível amar a todos, mesmo quando quase todos, e o próprio Pai do céu, se afastassem de uma relação mais íntima de amizade. Era nisso que satanás deveria ser derrotado.

Pense bem nos últimos minutos de vida de JESUS. Pense que, após seu coração ter parado de bater, ainda restariam alguns momentos, dois ou três minutos, de consciência na mente. Não poderia mais falar, nem respiraria, mas a mente, aos poucos se apagando, mesmo nessa condição, não poderia nutrir um pensamento de ódio. Deveria ser fiel até o fim.

Pois, se JESUS tivesse tido um pensamento assim, um só, em algum momento de Sua vida, nas condições da cruz Ele teria falhado. Essa era a grande angústia de JESUS. Essa será a grande angústia dos servos de DEUS, durante as pragas, mais especificamente, na chamada angústia de Jacó. Será que todos os meus pecados foram perdoados? Se não foram, nunca mais serão perdoados. Os que passarem vivos pelas pragas saberão a natureza da angústia de JESUS antes de morrer na cruz.

 

  1. Primeiro dia: Getsêmani: a luta terrível

Foram dois jardins, o do Éden e o Getsêmani. O primeiro era perfeito, grande, só beleza e vida com felicidade. O segundo era um jardim pequeno, degenerado, árvores velhas, não muito bem cuidado. Getsêmani quer dizer ‘prensa de azeite’, onde faziam azeite. De fato, esse jardim ficava ao sopé do monte das oliveiras – ali havia bastante dessas árvores.

O jardim do Éden ficou marcado pela decepção de uma falha clamorosa por parte do primeiro casal. O Getsêmani ficou marcado pela agonia da luta entre dois seres: JESUS e satanás, para restabelecer o que se havia perdido no Éden. Foi onde JESUS chegou à exaustão porque estava sozinho e não podia falhar, enquanto que satanás tinha ao seu lado milhões de anjos maus, que com a vitória de JESUS tinham tudo a perder, portanto, se empenhavam em fazer com que JESUS cometesse ao menos uma falha. Aliás, levar JESUS a cometer ao menos um errinho foi o empenho de satanás, por meio de seres humanos, durante todo o ministério de JESUS, desde que foi para jejuar por 40 dias, no deserto. É muito duro viver por três anos e meio sem cometer um deslize em relação à lei de DEUS.

Adão e Eva viveram, por certo, mais de 30 anos felizes no jardim do Éden. Ellen G. White diz que seriam 4 mil anos entre o pecado e a morte de JESUS, e 6 mil anos de pecado. Não conhecemos nem a data de quando eles pecaram, nem portanto podemos calcular a data da volta de JESUS, pois “o dia e a hora desconhecemos”. Esse tempo de felicidade dos dois, portanto, é apenas uma hipótese que não serve para outra coisa senão um dia perguntarmos a JESUS, depois de Sua volta. Mas há algo que nos leva a refletir: o impacto da diferença entre a vida alegre e despreocupada que levavam naquele jardim e a situação posterior à queda. Isso levou JESUS a clamar em outro jardim, por vitória à Sua missão. Vemos por aí que JESUS venceu por meio da oração, nosso único caminho para também vencermos. Oração é o mesmo que comunhão com DEUS.

Um outro ponto interessante, para estudarmos ou indagarmos após a segunda vinda é o seguinte: Poderia ter JESUS vivido aqui na terra o mesmo tempo que o casal viveu até pecar, porém, com JESUS foi diferente, em vez de pecar, submeteu-se à cruz, e em vez de comer do fruto proibido, disse “está consumado?”

“O reino da graça foi instituído imediatamente depois da queda do homem, quando fora concebido um plano para a redenção da raça culpada. Existiu ele então no propósito de Deus e pela Sua promessa; e mediante a fé os homens podiam tornar-se súditos seus. Contudo, não foi efetivamente estabelecido antes da morte de Cristo. Mesmo depois de entrar para o Seu ministério terrestre, o Salvador, cansado pela obstinação e ingratidão dos homens, poderia ter-Se recusado ao sacrifício do Calvário. No Getsêmani, a taça de amarguras tremia-Lhe na mão. Ele poderia naquele momento ter enxugado o suor de sangue da fronte, abandonando a raça criminosa para que perecesse em sua iniquidade. Houvesse Ele feito isto, e não teria havido redenção para o homem caído. Quando, porém, o Salvador rendeu a vida, e em Seu último alento clamou: “Está consumado”, assegurou-se naquele instante o cumprimento do plano da redenção. Ratificou-se a promessa de libertamento, feita no Éden, ao casal pecador. O reino da graça, que antes existira pela promessa de Deus, foi então estabelecido” (CRISTO em Seu Santuário, 70).

 

  1. Segunda: Judas

Judas era uma pessoa promissora, inteligente, bom financista, perspicaz, percebia detalhes, era capaz de ver na frente, bom líder, observador e estudioso, e muitos outros dotes positivos a mais. Mas ele tinha um problema: era ambicioso por dinheiro e pelo poder. Nutria o mal da avareza, queria levar vantagem, mesmo que fosse manipulando o Mestre JESUS.

“Judas poderia ter aprendido essas lições, se no seu coração houvesse o desejo de ser reto; mas a avareza venceu e o amor ao dinheiro tornou-se poder dominante. Carregava a bolsa que continha os meios para serem usados em levar avante a obra de Cristo e da qual, de vez em quando, retirava pequenas quantias para as empregar em proveito próprio. Seu coração egoísta se enfadou com a oferta de Maria, ao trazer esta um vaso de alabastro cheio de nardo puro para com ele ungir a Jesus, a ponto de repreendê-la por sua imprudência. Em vez de observar a atitude de discípulo, considerou-se como mestre, propondo-se persuadir a Jesus da inconveniência daquele ato” (Testemunhos Seletos, v1, 566).

“Judas condescendera com a avareza até que ela lhe dominara todos os bons traços de caráter. Invejou a dádiva feita a Jesus. Seu coração queimou de inveja de que o Salvador fosse objeto de uma oferenda digna dos reis da Terra. Por uma quantia muito inferior a do vaso de unguento, traiu a seu Senhor” (O Desejado de Todas as Nações, 564). “Judas tinha naturalmente um forte amor pelo dinheiro, mas não era corrupto e vil a ponto de praticar tal ato. Cultivou, porém, o espírito de avareza até que esse alcançou pleno domínio sobre sua vida, e agora, podia vender o seu Senhor por trinta moedas de prata, o preço de um escravo. (Êxo. 21:28-32.)” (Vida de JESUS, 119).

“”Acautelai-vos e guardai-vos da avareza.” Luc. 12:15. “Nem ainda se nomeie entre vós.” Efés. 5:3; Col. 3:5. Temos diante de nós a sorte terrível de Acã, de Judas, de Ananias e Safira. Antes de todos estes, temos a de Lúcifer, aquele “filho da alva” que, cobiçando mais elevada condição, perdeu para sempre o brilho e ventura do Céu. E, contudo, apesar de todas estas advertências, impera por toda a parte a cobiça” (Patriarcas e Profetas, 496 e 497).

Está explicada, acima, a personalidade de Judas. Ele, no início, quando fora escolhido, não era uma pessoa má. Tinha o problema da avareza, mas ela não o dominava. Podia se livrar desse problema. Porém, como explicam as citações de EGW, ele alimentou a cobiça e a avareza, roubando pequenas quantias para si. Com o tempo, a avareza o dominou e passou a exercer o controle total, a ponto de fazer coisas completamente não racionais, como vender JESUS por dinheiro, traindo o seu Mestre. Foi por que nutriu a cobiça e a avareza que satanás se apossou dele. Foi fácil ao inimigo encontrar um ponto fraco em Judas para exercer comando sobre sua mente.

Mas uma pergunta que não quer calar é: Se JESUS orou tanto antes de escolher Seus apóstolos, por que escolheu Judas? Nesse particular, a oração não foi atendida? O que isso tem a nos ensinar? Deixemos que mais uma vez EGW responda: “Cristo associou a Si a Judas e o impulsivo Pedro, não porque Judas fosse cobiçoso e Pedro apaixonado, mas para que dEle, seu grande Mestre, aprendessem a fazer-se semelhantes a Ele: desinteressados, mansos e humildes de coração. Jesus descobriu traços bons em ambos esses homens. Judas possuía talento financeiro e podia ter sido de grande utilidade à igreja, se tivesse aceito a lição que lhes dava Cristo, repreendendo o egoísmo, a fraude e a avareza, mesmo nos negócios de pouca importância. Esta lição foi muitas vezes repetida: “Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito.” Luc. 16:10” (Testemunhos Seletos v1, 565).

E a nós, como DEUS responde muitas das orações? Às vezes de modo diferente da lógica humana, mas sempre pensando em dar oportunidade a nós e a outros, de, se houver o desejo, optar pela vida eterna. Porém, a decisão é particular de cada um.

 

  1. Terça: Com Ele ou contra Ele

Em relação a grandes líderes, nunca há meio termo, ou o líder é amado ou é combatido. Assim foi ao longo da história do mundo. No caso de JESUS, essa regra foi até mais enfática. Ou O amavam intensamente ou queriam matá-Lo. É como diz a lição, ou estamos com JESUS ou com satanás. Aliás, não há um terceiro lugar para ficar, não existe uma terceira opção, nem mesmo a opção de ficar neutro. “Toda pessoa tem um Céu a ganhar e um inferno a evitar. E os agentes angélicos acham-se todos prontos para vir em auxílio da pessoa provada e tentada. Ele, o Filho do infinito Deus, resistiu à prova em nosso favor. A cruz do Calvário ergue-se vividamente diante de toda pessoa. Quando o caso de todos for julgado, e eles [os perdidos] forem entregues a sofrer por seu desprezo para com Deus e desconsideração de Sua honra pela desobediência, ninguém terá desculpa alguma, ninguém teria necessidade de haver perecido. Foi deixado à sua própria escolha quem seria seu príncipe – Cristo ou Satanás. Todo o auxílio que Cristo recebeu, cada pessoa pode receber na grande prova” (CRISTO Triunfante, MM 2002, 192).

Vamos a alguns exemplos, da radicalidade da opção por JESUS ou por Seu inimigo. Os membros do Sinédrio queriam poder, dominar sobre o povo e o favor do Império Romano. Isso os colocava num dilema: ou optavam pelas suas ambições, ou as deixavam para seguir JESUS. Não havia como contentar as duas situações. Só dois deles optaram por JESUS.

Pilatos é um caso extremo. O próprio DEUS buscou libertá-lo de condenar JESUS. É certo que alguém deveria fazê-lo, mas não precisava ser Pilatos. Herodes estava por lá naqueles dias, e certamente ele seria esse personagem. DEUS havia dado um sonho à mulher de Pilatos, e ela mandou um bilhete urgente dizendo “não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito” (Mateus 27:19). Mas Pilatos, um tanto fragilizado em sua reputação perante o Imperador, não querendo descontentar os líderes religiosos dos judeus, embora soubesse que por inveja queriam matá-Lo, sentenciou JESUS à morte, lavando as mãos, dizendo-se inocente. Essa foi uma atitude covarde de quem tem os maiores interesses no mundo, não no conselho divino.

Herodes, pelo visto, era tão devasso que não tinha mais solução. Recebendo JESUS, do qual já ouvira falar (e quem não ouvira falar de JESUS?), só queria vê-Lo a fazer algum milagre, para se divertir. Não queria se entregar a JESUS, nem perguntou, como Pilatos, “o que é a verdade”. Desprezou JESUS, que poderia ter sido seu Salvador, e O minimizou, vestindo-O com um manto real, para zombar dEle. Essa é uma atitude muito recorrente ao longo de todos os tempos: menosprezar a salvação, bem à sua frente, facilmente ao alcance. Como dizem em alguns lugares, é “deixar de pegar o bonde andando”, querendo dizer, é perder a grande oportunidade da vida.

Os dois ladrões, que dessa turma que estamos analisando, pelo menos um deles foi sábio, mais que os líderes religiosos dos judeus, mais que Pilatos e mais que Herodes. Se bem que fossem ladrões, ao menos um deles reconheceu em JESUS alguém capaz de fazer algo por ele, e se entregou a JESUS, dizendo que Se lembrasse dele ao entrar em Seu reino. Não pediu para ser salvo, mas a salvação lhe foi assegurada.

Às vezes, de onde menos se espera, dali que aparece alguma coisa boa. Esperaríamos muito dos sacerdotes, dos membros do Sinédrio e dos fariseus. Mas destes só se conseguiu a condenação de JESUS; foram eles, com exceção de dois deles, que fizeram todo esforço, para levar JESUS à morte.

Do líder romano Pilatos se esperaria justiça, que aplicasse as leis com rigor, não que lavasse as mãos após capitular perante o Sinédrio. E de Herodes, bem, desse não se poderia esperar nada de bom. Porém, o que se esperaria de ladrões condenados e já pendurados na cruz? Menos que desses outros. Pois um desses ladrões foi salvo, porque se mostrou arrependido. Ele confessou ser um infrator da lei, por isso com justiça estava ali, e reconheceu que JESUS era justo, como disse a mulher de Pilatos.

De onde saem ou de onde vem os salvos? Muitos deles virão dos piores lugares do mundo. Pois bem, desde que se entreguem a JESUS, estará tudo bem com eles. Mas, muitos que tiveram grande conhecimento sobre JESUS, se perderão, mesmo com tal conhecimento. Como fizeram os membros do Sinédrio.

 

  1. Quarta: Ele ressuscitou

Quando não temos o conhecimento e fazemos as coisas, as fazemos errado. Alguns alunos, por exemplo, tem o costume de perguntar o que já foi explicado. Por exemplo, em uma disciplina de Educação a Distância, onde tudo é bem explicado por escrito e por vídeo, uma aluna, desatenta, que não lê nem assiste os vídeos, queixou-se que não sabia como fazer uma determinada atividade semestral, que vale nota alta. Assim foram os discípulos, e também as mulheres que acompanhavam todos os dias a JESUS, estando com Ele quase o tempo todo. Essas mulheres, como também os homens, ouviram JESUS falar várias vezes que Ele seria morto e que ressuscitaria ao terceiro dia, mas não assimilaram a informação. Logo, na sexta-feira levaram JESUS ao túmulo com a intenção de deixá-Lo lá para sempre, e no domingo pela manhã, foram lá com a intenção de terminar o serviço de embalsamamento. A ideia era que JESUS permanecesse no túmulo e ali degenerasse. Elas não formaram o conceito e respectivo conhecimento de que Ele veio para salvá-las, e que portanto, teria que morrer e ressuscitar. Se não ressuscitasse, de nada valeriam Suas pregações nem a fé de Seus discípulos. Assim sendo, as mulheres, junto com os homens, foram enganadas pela expectativa de um reino nesse mundo, e quando JESUS CRISTO morreu, entenderam que tudo deu errado, e que teriam que sepultar para sempre, um grande e bom amigo. Provavelmente elas foram influenciadas pela maneira dos homens entenderem as coisas, pois eram eles que sonhavam com um alto posto no reino que imaginavam JESUS tivesse vindo implantar.

Mas domingo pela manhã, o que foi que aconteceu, ao irem ao sepulcro para embalsamar JESUS? Foram à sepultura e não encontraram JESUS! Não O encontraram morto, mas logo a seguir, lá estava Ele, vivo, falando com elas. Aí, até que enfim, entenderam o que lhes havia falado anteriormente, que deveria sofrer, morrer, e bem menos de 40 horas depois, ressuscitar. Foi um anjo que, num primeiro momento, lhes explicou o que Ele já havia falado, que deveria morrer e depois ressuscitar.

Quem teve o privilégio de ver a ressurreição? Os guardas romanos, que não haviam crido em JESUS, mas estavam lá a serviço. Nenhum discípulo viu a ressurreição que Ele havia anunciado. Perderam uma grande oportunidade, se tivessem crido. As mulheres, ao contrário do que diz a lição, não foram testemunhas oculares da ressurreição, elas foram as primeiras a ver JESUS depois de ressuscitar.

 

  1. Quinta: “Importa que se cumprisse tudo”

A frase “importa que se cumprisse tudo” indica que havia um plano. Era o plano de salvação da humanidade. Esse plano está escrito na Bíblia, nos livros dos profetas. Ali se encontra tudo sobre JESUS, Sua primeira vinda, o sacrifício por nós, Sua morte e ressurreição. O ritual do sacrifício da lei cerimonial era uma ilustração de como seria com JESUS. Ele seria morto por causa da maldade da raça humana, em lugar dos seres humanos. Tudo o que iria acontecer com JESUS estava previsto profeticamente na Bíblia. As profecias sobre JESUS são na verdade o plano do que Ele deveria fazer para que pudéssemos ser salvos, e Ele deveria executar esse plano.

Em Seus anos de ministério Ele havia explicado detalhadamente que seria preso, julgado, maltratado e morto, mas que ressuscitaria ao terceiro dia. No ritual do santuário havia o sacrifício da manhã e da tarde, às 9 e às 15 horas de hoje, mais ou menos. Pois no horário do primeiro sacrifício JESUS foi pregado na cruz, e no horário do segundo Ele morreu. Mais um pouco, e Ele foi traspassado por uma lança. Depois O tiraram dali, limparam e colocaram numa tumba nova, emprestada de José de Arimateia. Tudo isso estava predito no Antigo Testamento, que eles liam exaustivamente, e também JESUS lhes havia explicado, mas eles não entenderam. Nem mesmo uma única pessoa compreendeu que deveria ser assim, que em JESUS se deveria cumprir o ritual do santuário, e que deveria ressuscitar pouco tempo depois. Logo, em vez de apoiá-Lo, decepcionaram-se com Sua morte. Em vez de orar por Ele para que vencesse, deixaram-No só para essa luta. Em vez de preparar um lugar para repousar até domingo, sepultaram-No para embalsamar como faziam com um morto qualquer.

Nos episódios em que JESUS Seria transformado em Salvador, Ele foi tratado como um ser humano comum, mais um que infelizmente morreu, e se foi. Nada fizeram para participar do cumprimento da profecia. O que deveriam ter feito era providenciar um lugar ideal para que passasse o tempo até a ressurreição (e a profecia a esse respeito seria diferente), e estarem atentos desde o pôr do sol de sábado, para testemunhar a Sua ressurreição (e nesse aspecto a profecia também seria diferente, pois a profecia é como a antecipação escrita de fatos que ainda se cumprirão). Se tivessem crido, a profecia antiga e a história seriam bem diferentes. A profecia não determinava como deveriam agir, apenas previa como iriam agir, portanto, se eles tivessem agido de modo diferente, a profecia teria previsto também de modo diferente.

Isso é uma tremenda lição para todos nós. Estamos realmente entendendo que JESUS está prestes a retornar a esse mundo? Os sinais profeticamente escritos e que se cumprem, nos chamam atenção para o devido preparo? Estamos nos desligando dos atrativos maliciosos do mundo para sermos purificados e transformados pelo poder do ESPÍRITO SANTO, afim de sermos cidadãos do reino de DEUS? Detectamos, mês a mês, alguma diferença para melhor em nosso caráter e em nossa espiritualidade? Qual é a nossa principal motivação atual: nos fortalecermos nos negócios seculares ou nos fortalecermos nos propósitos divinos? Estamos mesmo no caminho da salvação, ou pensamos estar nele, mas na verdade caminhamos folgadamente no caminho largo?

“O Senhor apareceu a Abraão e disse: “Eu sou o Deus todo-poderoso, anda em Minha presença e sê perfeito.” Gên. 17:1. O testemunho de Deus concernente a Seu fiel servo foi: “Abraão obedeceu à Minha voz, e guardou o Meu mandado, os Meus preceitos, os Meus estatutos, e as Minhas leis.” Gên. 26:5. E o Senhor lhe declarou: “Estabelecerei o Meu concerto entre Mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus, e à tua semente depois de ti.” Gên. 17:7” (Patriarcas e Profetas, 370).

“Agora desejo agradar a Deus, e darei parte do meu tempo ao verdadeiro serviço do Mestre. Visitarei os enfermos, preparar-me-ei de modo a ter interesse e simpatia pelos sofredores, e acrescentarei, se possível, algum auxílio para torná-los mais confortáveis. Por estes meios posso alcançar-lhes o coração e falar-lhes uma palavra como servo que sou de Jesus Cristo. Assim posso cultivar a arte de ministrar e ganhar almas para Jesus.” Podeis admitir que Jesus não dirá: “Bem está”, a este ramo do ministério?” (Beneficência Social, 166).

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

O foco principal do estudo desta semana é a cruz. Conforme EGW, em citação na parte de sexta-feira da lição desta semana, sem a cruz nem os anjos não caídos estariam seguros, não mais como estavam antes da queda aqueles que se foram com Lúcifer para a derrota.

O que a cruz tem de tão poderoso e importante? Ela, em si, não tem nada, mas foi na cruz que JESUS CRISTO demonstrou a intensidade de Seu amor pelas criaturas. Foi o que Ele fez na cruz que é importante. Ali que Ele provou que é capaz de amar aqueles que criou, e que o amor é de fato superior. Portanto, foi na cruz que ficou provado que a lei do amor é tão boa quanto DEUS sempre afirmou ser. É por isso que a cruz é importante, porque nela JESUS venceu o argumento de satanás que a lei é impossível de ser obedecida em todas as circunstâncias.

  • Quais os tópicos relevantes?

Em virtude da cruz, ou seja, do que JESUS fez pendurado nela, Ele oferece a todos a salvação da morte, situação desencadeada pela rebeldia de Lúcifer. Não fosse Ele ter amado até o último momento a amigos e inimigos, não poderia oferecer salvação.

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Sem a morte de JESUS na cruz, nem homens e nem anjos estariam seguros pelo resto da eternidade. A qualquer momento poderiam ser persuadidos por satanás, que sem a cruz, ou seja, sem ser derrotado, deveria permanecer vivo para sempre. Mas com a radical demonstração do amor de JESUS, ao contrário do que afirmava Lúcifer desde o início de sua rebeldia, todas as criaturas, sejam anjos, sejam humanos, podem confiar no Criador, de que Ele de fato ama tanto quanto sempre dizia amar, isto é, até mesmo a ponto de dar a Sua vida pelas criaturas. A esse ponto o amor de DEUS só poderia chegar se houvesse uma rebeldia, como foi o caso. Mas, se não tivesse havido a rebeldia, convenhamos, se ela nunca tivesse existido, seria bom também. Não conheceríamos essa parte do amor de DEUS, mas também a raça humana não teria passado por tamanho sofrimento, nem JESUS. Felizmente, agora, como diz Naum 1:9, “não se levantará a angústia por duas vezes”; isto é, a loucura do pecado nunca se repetirá, graças à cruz. Quer dizer, JESUS demonstrou tamanho amor na cruz que jamais alguém ousaria contestar esse amor, nem existiriam argumentos para isso, e nem alguém acreditaria em algum argumento contra o amor de DEUS, pois seria uma flagrante mentira, fácil de detectar.

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Devemos todos os dias meditar um pouco sobre a cruz, JESUS ali, Seu julgamento, Sua morte, Sua ressurreição, e tudo o que tem a ver com isso. Tal meditação, com oração, produz mudanças em nossa vida.

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

“Poucos tomam em consideração o sofrimento que o pecado causou a nosso Criador. Todo o Céu sofreu com a agonia de Cristo; mas esse sofrimento não começou nem terminou com Sua manifestação em humanidade. A cruz é uma revelação, aos nossos sentidos embotados, da dor que o pecado, desde o seu início, acarretou ao coração de Deus. Cada desvio do que é justo, cada ação de crueldade, cada fracasso da natureza humana para atingir o seu ideal, traz-Lhe pesar. Quando sobrevieram a Israel as calamidades que eram o resultado certo da separação de Deus – subjugação por seus inimigos, crueldade e morte – refere-se que “se angustiou a Sua alma por causa da desgraça de Israel”. Juízes 10:16. “Em toda a angústia deles foi Ele angustiado; … e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade.” Isa. 63:9” (Maravilhosa Graça, MM 1974, 187).

 

  1. Conclusão geral

“Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-Me. Luc. 9:23. É unicamente o poder da cruz que pode separar o homem da poderosa confederação do pecado. Cristo Se deu a Si mesmo para salvação do pecador. Aqueles cujos pecados são perdoados, que amam a Jesus, estarão unidos a Ele. Levarão o jugo de Cristo. Esse jugo não os estorvará, não lhes tornará a vida religiosa de insatisfeita labuta. Não; o jugo de Cristo deve ser o próprio meio pelo qual a vida cristã deve se tornar uma vida de prazer e alegria. O cristão, deve se regozijar na consideração do que deu o Senhor ao entregar Seu Filho unigênito para morrer pelo mundo, “para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16” (Filhos e Filhas de DEUS, MM 1956, 245).

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira O decreto dominical O alfa e o ômega Como é fácil enganar!      

 

 

estudado e escrito entre  15 e  21/05/2015

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

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