Lição 13 – Lições de Jeremias

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2015

Tema geral do trimestre: Jeremias

Lição 13 – Lições de Jeremias

Semana de  19 a 26 de dezembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na Terra” (Jer. 23:5).

 

Introdução de sábado à tarde

A Bíblia não é um livro do tipo “Teoria da salvação para a humanidade.” Ela é, na realidade, um livro escrito com base em coisas que aconteceram com os seres humanos. Seus textos partem da prática com os seres humanos para dar exemplo a outros seres humanos. Relacionam as ações dos seres humanos à providência divina, sempre atuando no sentido de favorecer as pessoas, e de conduzi-las à vida eterna. Da vivência dos seres humanos são extraídos princípios de vida de natureza eterna, aplicáveis em todos os tempos e épocas. Portanto, a história de Jeremias e do povo daqueles dias, os princípios dali obtidos, são universais. Nós, da última geração, somos privilegiados porque temos toda a história da humanidade que viveu antes de nós e temos a Bíblia completa, além dos muitos livros do Espírito de Profecia. E deveria ser assim mesmo, pois somos nós que enfrentaremos uma fase mais difícil e dramática da que Jeremias enfrentou naqueles tempos. Devemos, portanto, aproveitar as lições do passado, sejam as originadas pela luta de Jeremias, sejam as de outros tempos, em especial, as das palavras de JESUS, em Seu tempo.

“As experiências pelas quais Jeremias passou nos dias de sua juventude e também nos posteriores anos de seu ministério, ensinaram-lhe a lição de que “não é do homem o seu

caminho, nem do homem que caminha o dirigir os seus passos”. Ele aprendeu a orar: “Castiga-me, ó Senhor, mas com medida, não na Tua ira, para que me não reduzas a nada.” Jer. 10:23 e 24” (Profetas e Reis, 420 e 421).

Se as lições deste trimestre não servirem para mudar algo em nossa vida, então, é bem provável que teremos o mesmo destino que tiveram aquelas pessoas do tempo dos estudos de nossa lição. Ou seja, iremos para Babilônia, e lutaremos contra DEUS e contra Seu povo, principalmente, contra Seus profetas. Que não seja assim comigo nem com quem estuda esse comentário, mas será com muitos de nossos irmãos. Infelizmente!

 

  1. Primeiro dia: O Senhor de Jeremias

Tenho outras perguntas, diferentes das importantes perguntas do autor da lição. Como entender o povo de DEUS quanto à sua rebeldia contumaz, que ao longo dos milênios, frequentemente se envolve em atos frontalmente contra seu próprio DEUS? Porque é tão frequente aparecerem pessoas dentro do povo de DEUS, mas que se tornam inimigas radicais do povo de DEUS? Por que outros povos, que tem outros deuses, não procedem do mesmo modo como o povo escolhido e peculiar, rebelando-se eles contra seus falsos deuses? Por que o povo de DEUS tem tanta atração pela forma de adoração pagã, mas os pagãos difícilmente são atraídos em massa pela adoração do cristianismo? Afinal, o que se passa com esse povo tão peculiar, que parece sempre se recusar a pertencer a seu próprio Criador?

O que parece ser esse DEUS, e esse povo? Não podemos confundir o povo de DEUS com o DEUS desse povo. Um é uma coisa, outro, bem outra coisa. DEUS é o Criador do Universo, o Ser mais bondoso que pode existir, e ao mesmo tempo, o Ser mais justo, na mesma medida de Seu amor. Acredito e confio em DEUS como capaz e competente para formar um povo de uma linhagem da mais alta categoria do amor, ao nível da perfeição. Pessoalmente, seja por leituras, seja pela experiência com Ele, entendo que DEUS é a pura e completa perfeição do amor. Estudando o livro de Jeremias essa convicção se fortaleceu. Pois, mesmo depois de tudo destruído em razão da rebeldia daquele povo, lá estava DEUS dizendo que em 70 anos Babilônia é que seria castigada, e eles voltariam à sua pátria. Ele disse mais: que ama o Seu povo, e que tem pensamentos de paz para com Seu povo rebelde (Jer. 29:11). E mais que isso, JESUS veio ao mundo em forma de criança indefesa, e como homem sujeitou-Se a ser morto para poder nos perdoar e salvar. Como não crer e confiar em Alguém assim?

Como se explica essa discrepância entre o que DEUS é e o que é Seu povo? Ou seja, por que DEUS é tão bom, mas Seu povo via de regra, mau, às vezes pior que os povos pagãos? Só há uma única consideração a fazer: DEUS deu liberdade de consciência ao ser humano. Ele fez isso corretamente, como tudo mais que faz. Ele deu a liberdade, ou o livre arbítrio, e também deu os princípios de vida perfeita. Somos nós que devemos usar esses princípios para fazer bom uso da liberdade, e viver em perfeição e felicidade completa por toda eternidade. Somos nós que fazemos mau uso da liberdade de escolha que temos. Mas, resta um consolo: um dia seremos perfeitos, teremos os princípios das leis de DEUS em nossas mentes, e toda a nossa vontade será conforme esses princípios (ver II Cor. 3:3).

“Cristo é nosso Mestre, nosso Dirigente, nossa Força, nossa Justiça; e nEle nos comprometemos a evitar todo modo de ação que cause divisão. As questões em debate no mundo não devem ser o tema de nossas conversações. Devemos convidar o mundo a contemplar um crucificado Salvador, por cujo intermédio nos tornamos necessários uns aos outros e a Deus. Cristo ensina Seus súditos a imitar Suas virtudes, Sua mansidão e humildade, Sua bondade, paciência e amor” (Fundamentos da Fé Cristã, 479).

 

  1. Segunda: Os rituais e o pecado

Um dos problemas dos judeus do tempo de Jeremias vincula-se aos rituais. Todo ritual, com o tempo, perde o sentido, pois ele, de tanto ser repetido, deixa de influenciar a mente do modo como deveria, como foi o propósito para o qual fora criado. A fraqueza dos rituais está em três situações: a repetitividade, o interesse das pessoas e a gestão dos rituais pelos líderes. Com o tempo as pessoas podem perder o interesse nas mensagens dos rituais. Isso geralmente acontece porque os líderes tornam os rituais maçantes, monótonos e sem novidade alguma. Meras cansativas repetições. Todo ritual pode e deve ser remodelado com certa frequência.

Vamos a um exemplo: o costume de fazer apelos, em determinadas igrejas, quase todos os sábados. Com o tempo, todos se levantam, vão à frente, alguém faz uma oração, e ninguém, ou quase ninguém leva isso a sério. Nada muda na vida das pessoas que foram à frente, nem mesmo aquilo que foi o motivo do apelo. Mesmo havendo pessoas que choraram durante o apelo. Isso é facilmente perceptível. É frequente até a pessoa que fez o apelo não o levar a sério.

Outro ritual que perdeu força é o da cesta com alimentos e literatura que cada sábado é sorteada para alguém levar para casa. Os demais oram por aquela família durante a semana. É bem fácil verificar que são poucos que oram, ou ninguém.

Os cultos de quartas-feiras à noite também, em muitos lugares, se tornaram rituais sem sentido, sem valor. Os de domingo também. Não se está dizendo que eles devem ser abolidos, mas revitalizados. Em geral, o que é feito nos cultos das quartas-feiras? Um hino inicial, uma oração, pedidos e agradecimentos, outra oração pelos pedidos e agradecimentos, um pequeno sermão, geralmente sem atratividade alguma, outro hino e a oração final. Alguém suporta algo assim, ou algo parecido com isso, ao longo dos anos? Onde está nossa criatividade? Não devemos fazer cópias como fazem as igrejas falsas, ou como copiava o povo de DEUS nos tempos dos reis, para ter novidades, mas devemos orar e ser genuínos, tornando nossos cultos em rituais atraentes e construtivos. Devemos cuidar com o lava-pés e a santa-ceia, que estão perdendo a solenidade de outros tempos, e também vem sendo banalizados, em muitos lugares. Assim como no passado, podemos ser engolidos por rituais importantes, que se bem utilizados, se tornam em poderosos instrumentos didáticos para o crescimento da igreja. Mas, se mal gerenciados, contribuem para a monotonia e a superficialidade, meras repetições formais sem sentido prático.

 

  1. Terça: Religião do coração

Hoje a lição fala sobre a igreja como uma corporação. O que quer dizer isso? A palavra ‘corporação’ vem do latim, que quer dizer ‘um corpo em ação’. Trata-se de um conjunto de pessoas organizadas, com afinidades e ideias semelhantes, muitas vezes com normas, estatutos, regimentos e uma organização que permite melhor unidade, para que façam coisas de interesse comum, em colaboração. É geralmente uma associação ou organismo social que une determinado número de pessoas, como as igrejas. JESUS CRISTO fundou uma igreja, portanto, uma corporação.

São sinônimos ou palavras associadas à corporação: congregação, instituição, associação, agremiação, assembleia, clube, junta, sociedade, grêmio, academia, fusão, câmara, grupo, centro, colégio, organismo, organização, corpo, empresa, entidade, instituto, parceria, câmera, órgão, sindicato e outras. É, portanto, um grupo de pessoas que age como se fosse um só corpo, uma só pessoa, buscando a consecução de objetivos em comum. Num sentido amplo, é um grupo de pessoas submetidas às mesmas regras ou estatutos.

Há diversos tipos de corporações. Há, por exemplo, a corporação empresarial. Essa, em nosso estudo, não nos interessa. A corporação religiosa é que nos interessa. Ela é peculiar, e é até mesmo motivo de estudos pela ciência da Administração.

A corporação religiosa, como é a IASD, é de natureza voluntária. As pessoas participam por livre e espontânea vontade. Elas tem objetivos em comum. No nosso caso, é principalmente a salvação de nossa vida, por meio de JESUS CRISTO.

Esse tipo de corporação não pode ser gerenciada por expedientes burocráticos, como é o caso das empresas. Deve ser gerenciada por uma sistemática de liderança que motive as pessoas em função dos objetivos da igreja, ou, no caso, da corporação. As pessoas devem ser levadas a colaborar entre si, fazendo o que gostam, conforme seus dons, sentindo-se bem com o que fazem. Cada um deve ser motivado ou persuadido a fazer o que gosta, nunca a fazer o que não gosta. Afinal, trata-se de uma organização voluntária. Nesses tipos de organização as pessoas entram ou saem quando quiserem, com grande facilidade. Portanto, nelas o principal poder a ser exercido deve ser o da atração, do amor, da confiança. Por isso que DEUS enfatiza que nos amemos uns aos outros como desejamos ser amados. JESUS ensina que devemos nos amar mutuamente como Ele nos amou, e acima de tudo, devemos começar por amar a DEUS, que nos ama, amor demonstrado por JESUS na cruz.

Está bem perceptível que em nossas igrejas há um grave déficit de gerenciamento para organizações voluntárias. Elas mais avançam pela inércia do que pela gestão. Muitas vezes temos algum planejamento, mas quase não temos gestão. Muitos de nossos líderes pensam que ter um plano é suficiente. Em especial, as igrejas menores, tem grave falta de líderes que saibam tornar as comunidades em lugares desejáveis de se estar. Temos pastores, muitos, que são mais chefes militares que líderes. O mal que causam é tremendo. “O poder despótico que se tem desenvolvido, como se a posição tivesse feito dos homens deuses, faz-me temer, e deveria causar temor. É uma maldição onde quer e por quem quer que seja exercido” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, 359-361).

Nesse campo, ainda temos muito que aprender. Sabemos pela profecia, que esse problema, da má liderança, será resolvido apenas com a sacudidura, não com a conversão.

 

  1. Quarta: A decadência dos ídolos

Há dois tipos de idolatria, aquela dos tempos de Jeremias e a atual. A idolatria daqueles tempos era adorar em forma de culto, joelhos dobrados, orações e ofertas a ídolos que não são nada, e que foram construídos por quem os adora. É um criador humano adorando algo que ele mesmo criou, ou construiu. Inverteram-se os valores. Em vez do Criador ser adorado, é a criatura adorando outra coisa por ela criada. Isso, podemos dizer, é o extremo da estupidez. Pois, que valor se pode obter em adorar algo que nós mesmos inventamos? Que ajuda pode nos dar algo que é inferior a nós mesmos?

Lembro que anos atrás visitei as ruínas de São Miguel, no Rio Grande do Sul. Lá vi enormes estátuas, maiores que um ser humano, e ocas por trás. Elas estavam originalmente colocadas bem no alto do templo. Um padre, escondido dentro da estátua, falava, e os índios temiam a voz da estátua, e apavorados, obedeciam o que dali se mandava. Eles se ajoelhavam e veneravam aquelas estátuas, pensando que eram elas que estavam falando. É dessa prática enganosa que vem o ditado: “santo do pau oco”.

A idolatria atual tem outra conotação. Se bem que ainda existam milhões de cristãos adorando ídolos como os daqueles tempos antigos, também enfrentamos uma outra idolatria, bem mais sutil. Ela não requer que dobremos nossos joelhos, que façamos orações, que cantemos hinos, que nos reunamos num lugar comum, que tenhamos um templo. Entendamos, todas essas coisas são feitas como sinal de confiança ou de fé no ídolo, mas a adoração da idolatria atual é diferente.

A atual idolatria permite que tenhamos o DEUS verdadeiro, que leiamos a Bíblia, que estudemos a Lição da Escola Sabatina, que vamos à igreja, que façamos atividades missionárias, etc. Inclusive, essa idolatria deseja que esses idólatras pertençam e sejam frequentadores da igreja verdadeira. Ali eles serão poderosos agentes de satanás, para influenciar a outros para idêntica prática. Essa idolatria nos leva a confiar ou a gastar tempo precioso com outras coisas, que se tornam mais relevantes que o DEUS verdadeiro a quem fazemos orações com frequência.

Como funciona a idolatria atual? Basta que sejamos dominados, por exemplo, pelo poder de programas de televisão, novelas, vídeos, filmes, etc. Gastamos tempo precioso envolvendo-nos em algo que não nos aproxima de DEUS. Ou então, que gastemos tempo demais com celulares, vendo o tempo todo mensagens de outras pessoas. Há, e não são poucos, que mesmo dentro da igreja estão conectados nos sites de relacionamento social. Tudo aquilo que nos atrai mais do que deveria ser razoável, se torna ídolo. Tudo o que nos faz dependentes, se torna ídolo. Mesmo coisas boas, construtivas, quando exageramos, pode tornar-se um ídolo. Por exemplo: malhar numa academia para ter boa saúde. Isso é bom, porém, algumas pessoas querem demonstrar músculos tão salientes que gastam tempo demais nessa prática. O que vai muito além do equilíbrio, mesmo sendo algo bom se bem utilizado, pode tornar-se um ídolo. Mas existem também muitas coisas, que mesmo gastando pouco tempo, também se tornam ídolos. É o caso, por exemplo, de filmes de ação, e pior ainda, filmes de terror, de violência ou filmes imorais. Isso sem falar na idolatria do próprio corpo, do automóvel, do tênis de marca famosa, do título acadêmico, do uso do poder, etc.

A idolatria, seja qual for, antiga ou moderna, leva invariavelmente ao afastamento de DEUS. As pessoas passam a confiar em algo que não lhes pode salvar, e esse é um dos caminhos para o pecado contra o ESPÍRITO SANTO. Com o tempo as pessoas tornam-se dependentes de seu ídolo e não percebem que estão longe de DEUS, e que perderam a ligação com Ele, mesmo assistindo cultos e fazendo trabalho missionário, pregando e ensinando. Essa idolatria atual, moderna, vai levar ao mesmo resultado que levou a idolatria dos judeus nos tempos de Jeremias. Eles foram levados cativos para Babilônia. Hoje, quem se curva à idolatria moderna, quando vier a sacudidura, também abandonará a igreja verdadeira e se bandeará para Babilônia. Essa turma se tornará nos piores inimigos que a igreja irá enfrentar. Estejamos atentos, pois satanás é sutil e esperto, sabe o que faz.

 

  1. Quinta: O remanescente

DEUS sempre teve um povo fiel. Mesmo em tempos de crise, sempre um grupo de pessoas esteve ao lado de DEUS. Mas aqui, nesse estudo, encontramos O remanescente, o Senhor JESUS CRISTO. Esse é um ponto interessante. Esse Senhor, foi quem criou a humanidade, foi quem estabeleceu o povo de DEUS através do chamado de Abraão, foi quem tirou o povo de Israel do Egito, foi quem estabeleceu a linhagem de Davi, e no início da nossa era, Ele mesmo, vem, em pessoa, carne e osso, para fazer parte desse povo e para ser seu Rei. Antes de ser Rei, Ele tornou-Se Salvador desse povo e do mundo inteiro. Ele é O remanescente. Mas junto com Ele, também um expressivo grupo de pessoas, que foi fiel, ou se retornou ao redil após tê-lo abandonado, também forma o remanescente. Afinal, um Rei tem que ter a quem governar.

Por herança, nós somos atualmente o remanescente, ou, fazemos parte dele. A Igreja Adventista do Sétimo Dia é a igreja remanescente. E dentro dessa igreja ainda tem um remanescente, que restará da sacudidura, quando, após o decreto dominical, o joio for separado do trigo. Atenção, não sairá um remanescente da IASD, como alguns falsamente ensinam, nela permanecerá o remanescente, que é o trigo. Sim, é após a sacudidura que finalmente sobra o último remanescente, esse que será selado com o sinal do sábado, para estar preparado para a última batalha, e dentro dela muitos passarão vivos para a vida eterna.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

A história do povo judeu, especialmente nos dias de Jeremias, demonstra duas coisas que nos servem de alerta. O caráter de DEUS em contraposição à atitude dos seres humanos, e mais especificamente, dos que se dizem seguidores de DEUS.

Ilustro. Tive certa vez um aluno de TCC, Trabalho de Conclusão de Curso superior. Fui o orientador do trabalho. Numa das reuniões com ele, quis me converter ao seu ministério independente. Falou-me de JESUS, de ser um discípulo. Também falei a ele sobre minha fé. Ele demonstrou ter uma mente fechada para qualquer ensinamento diferente do que ele crê. Numa segunda reunião, dois meses mais tarde, ele demonstrou que não ser um bom cristão. Não vinha pesquisando por conta, dentro da biblioteca já bem organizada para os alunos de TCC, sobre como fazer seu trabalho. Queria que eu ensinasse isso. Mas a ideia é eles, os alunos, pesquisarem como fazer seu trabalho final de curso, pois está tudo num mesmo lugar. Por fim, falando sobre a avaliação financeira da sua empresa, em que ele fazia o TCC, disse que essa parte não teria muito valor, pois a empresa sonega. Aí fiquei pensando: e quer me converter!!!

Afinal, que conceito de cristianismo nós, Adventistas do Sétimo Dia, estamos passando para os de fora? Somos obedientes ao que escreveram os profetas, inclusive Ellen G. White? Somos obedientes a nosso DEUS, que enviou esses profetas? Nossa vida é de fato, exemplar, na família, na igreja, no trabalho, na sociedade? Temos alguma pesquisa sobre qual o conceito da sociedade sobre nós?

  • Quais os tópicos relevantes?

Se tivermos que ficar sós, lutando pelo que é correto, ao lado da vontade de DEUS, embasados no que está escrito, como Jeremias, então seremos vencedores. Foi assim que apenas oito pessoas se salvaram dentro de um arca, no Dilúvio.

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

É mortalmente perigoso seguir nossas ideias próprias, especialmente em tempos de crise de fé em meio a outras crises, como nos dias de hoje, em lugar de atentar às mensagens que vem da vontade de DEUS.

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

“Hoje existem multidões tão verdadeiramente sob o poder dos maus espíritos como estava o endemoninhado de Cafarnaum. Todos aqueles que voluntariamente se apartam dos mandamentos de Deus estão-se colocando sob o domínio de Satanás. Muito homem brinca com o mal, julgando que o pode deixar quando lhe aprouver; mas é engodado mais e mais, até que se encontra dominado por uma vontade mais forte que a sua própria. Não pode escapar ao seu misterioso poder. Pecado secreto ou paixão dominante o pode reter cativo, tão impotente como se achava o endemoninhado de Cafarnaum” (A ciência do Bom Viver, 92 e 93).

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

“A verdadeira independência mental é um elemento inteiramente diverso da precipitação. Essa qualidade de independência que leva a uma opinião cautelosa, devota e deliberada, não deve ser abandonada facilmente, pelo menos não antes que a evidência seja suficientemente forte para nos dar a certeza de que estamos em erro. Esta independência manterá o espírito calmo e estável, entre os inúmeros erros que prevalecem, e levará aos que ocupam posição de responsabilidade a considerar cuidadosamente a evidência, sob todos os ângulos, sem ser arrastados por influência de outros, ou pelo ambiente, a firmar conclusões sem a devida compreensão e completo conhecimento de todas as circunstâncias” (Mente Caráter e Personalidade, II, 78).

 

  1. Conclusão geral

“Na ausência da perseguição, têm entrado para as nossas fileiras homens que parecem sãos, de inquestionável cristianismo, mas que, caso surgisse a perseguição, sairiam de nós” (Evangelismo, 360).

“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona a sua posição, passando para as fileiras do adversário” (O Grande Conflito, 608).

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre  13  e  19/11/2015

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

6 comments for “Lição 13 – Lições de Jeremias

  1. Sergio
    dezembro 22, 2015 at 4:53 pm

    Parabéns pelo esclarecedor comentário da escola sabatina professor Skiberto. Aprendo muito ao ler a cada semana seus posts.Deus o abençoe.

    • Sikberto Marks
      dezembro 22, 2015 at 8:08 pm

      Fico agradecido, Sérgio.

  2. dezembro 23, 2015 at 4:34 pm

    Seus comentários realmente nos faz refletir e orar a Deus ,para q nos dê forças para que a modernidade não afete nossa espiritualidade e razão da verdade genuína.

    • Sikberto Marks
      dezembro 24, 2015 at 3:56 pm

      Muito agradecido Flavia, DEUS esteja com todos nós.

  3. J. Flavio M. Rodrigues
    dezembro 24, 2015 at 3:27 pm

    Prof. Sikberto me sinto privilegiado em ler e adquirir conhecimento bíblico e do Espírito de Profecia de seus comentários da E.S.que acompanho e estudo a mais de 8anos, que continue sendo abençoado e inspirado em 2016 com os votos de contínuas bençãos para ti e tua família, com muita paz, fortalecimento de sua fé, felicidades e muita saúde física e espiritual para que continue por muitos anos dando frutos para muitíssimos irmãos e alegrando ao Senhor Deus. Abraço, seu irmão em Cristo: Flávio-Pelotas-RS Cone com minhas orações por seu abençoado trabalho…
    PS : Com meus sinceros votos de Felicíssimo Natal e um Properísimo Ano Novo de 2016 na companhia do Criador, mantenedor e Salvador o Senhor Jesus Cristo.

    • Sikberto Marks
      dezembro 24, 2015 at 3:54 pm

      Muito obrigado meu irmão J. Flávio, que 2016 seja ainda melhor no âmbito espiritual, a todos nós.

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