Lição 14 – Algumas lições do livro de Jó

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O livro de Jó

Lição 14 – Algumas lições do livro de Jó

Semana 24 a 31 de dezembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Eis que temos por felizes os que perseveraram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo” (Tiago 5:11).

 

Introdução de sábado à tarde

O princípio da dificuldade de entender a DEUS vem da diferença do que nós somos e do que Ele é. Somos semelhantes a DEUS, isto é verdade, Ele mesmo o disse. Mas também somos finitos e Ele é infinito, outra verdade. Isso quer dizer que jamais seremos capazes de entender a DEUS em Sua inteireza. Nem mesmo daqui a bilhões e bilhões de anos teremos adquirido conhecimento suficiente para dizer: sei tudo o que DEUS sabe. Pois continuaremos sendo finitos e DEUS infinito. Não há como num dia desses qualquer, mesmo em longo tempo, o finito alcançar o infinito; sempre vai haver uma distância incalculável a ser transposta, e impossível de percorrer.

Graças a DEUS que é assim. Pelo menos sempre teremos novidades sobre DEUS a estudar, ou como é uma das palavras prediletas da Bíblia, a perscrutar. Passaremos a eternidade (eternidade é um conceito do infinito) a estudar as maravilhas de DEUS, e não esgotaremos o assunto. Bom que seja assim. A vida eterna jamais será monótona, jamais chegaremos a um ponto para dizer: E agora, o que iremos inventar aqui? Fizemos tudo a ser feito, não há mais nada a fazer, a vida eterna tornou-se chata e tediosa.

Por isso o livro de Jó é importante. Eles, naqueles tempos, não entendiam o que se passava. Faltava-lhes muita informação. A nós também falta muita informação. E aos salvos, em trilhões de anos para o futuro, ainda faltará muita informação.  Mas nesse tempo do futuro, uma coisa poderemos dizer: Estamos maravilhados com o que já aprendemos sobre o nosso Criador, e Salvador, que queremos aprender mais, muito mais. Nesse futuro bem distante, a nossa vontade de aprender sobre DEUS será ainda maior que antes. Quanto mais aprendermos sobre Ele, mais maravilhados ficaremos e maior será o desejo de saber mais.

E, a nós, terráqueos, o que mais nos jubilará para aprender? O que mais nos encantará na busca do conhecimento? É a felicidade de sermos servos de DEUS! Certamente, lá no futuro distante, ainda refletiremos sobre a experiência de Jó, sua paciência e perseverança. Porque naqueles tempos antigos DEUS deu a ele um final de vida na Terra muito superior ao estado anterior, e ele foi feliz outra vez. Foi feliz não pelo fato de ter tido sua riqueza de volta. Isso é bom, mas é pouco. Ele foi feliz porque sentiu DEUS ao seu lado, sentiu a aprovação da parte de DEUS para com sua integridade. Sentiu a misericórdia da parte de DEUS, Sua bondade e Sua paciência, com ele e com seus amigos. Porém, o tema mais atrativo será, certamente, o amor de DEUS e Seu plano de salvação. Não sei hoje como explicar isso, mas o tema não se esgotará nunca.

Como será que Jó se sentiu ao saber, – penso que ele soube – dos diálogos entre DEUS e Lúcifer a seu respeito, conhecendo a posição divina em relação a ele?

O que DEUS estará dizendo a nosso respeito hoje? Como com Jó, ou como com Saul?

 

  1. Primeiro dia: Pela fé e não pelo que vemos

Para o estudo de hoje, partamos de uma premissa incontestável: Existe uma realidade. Não há dúvida disso, estamos imersos numa realidade.

Outra premissa também é facilmente aceita: não conhecemos tudo sobre a realidade em que existimos. Se já conhecêssemos tudo, seríamos como DEUS, e a ciência não teria mais nada a pesquisar. Mas é o contrário, quanto mais a ciência descobre, mais motivos tem para continuar pesquisando, pois percebe-se que mais ainda há para pesquisar.

Mais uma questão: qual a proporção da realidade existente conhecida? Não sabemos; porém, parece ser bem aceitável dizer que conhecemos uma minúscula proporção. Arrisco dizer, bem menos que 1%. Sobre o cérebro humano, por exemplo, em que funciona a mente e em que se forma nossa inteligência, o que a ciência conhece é ridiculamente pouco em relação ao que somos nessa parte do corpo. Parece que menos de 1%. E o que já sabemos sobre o cérebro humano, por si só, é simplesmente maravilhoso e encantador.

Já li em certo lugar que um único assunto, dos muitos que teremos para estudar, o maravilhoso plano da salvação, iremos nos debruçar pelo restante da eternidade, e não esgotaremos o assunto. Disse Paulo: “não atentando nós nas coisas que se veem, mas sim nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, enquanto as que se não veem são eternas” (II Cor. 4:18). Ou seja, as coisas que se veem, e que passam ou que fazem parte do nosso entorno e do que alcançam nossos aparelhos telescópicos, são coisas de pouca significância para a vida eterna, embora sejam coisas relevantes, que devamos atentar. Mas há assuntos e coisas que não vemos, e que tem muito maior importância para a vida eterna. Por exemplo: DEUS, a Trindade, é eterno e para nós invisível, e até, nem podemos ouvi-Lo, devido ao nosso estado pecaminoso. Anjos também são invisíveis, mas eles existem, fazem parte da realidade, não são imaginação. O conhecimento que DEUS embutiu no Universo, grande parte dele é para nós desconhecido. A luz, só vemos o reflexo dela na matéria, mas não a vemos passando, senão quando se fragmenta em forma do arco-íris. Não podemos ver o som ou o barulho, senão quando, de tão forte, se possa senti-lo ou ver as coisas balançando. Também não vemos o ar, mas pelo menos podemos senti-lo. Não vemos o amor, mas podemos ter, dar e receber, e ele é muito importante. Não vemos o ódio, mas conhecemos seus efeitos. Não podemos ver o tabernáculo celeste, nem o trono de DEUS, nem onde é a sede do poder no Universo, mas sabemos que existe. Não podemos explicar como DEUS faz para criar o que quer que seja, mas sabemos que Ele é capaz de criar apenas pela Sua palavra, e do nada. Não vemos a inteligência, nem a sabedoria, nem a astúcia, mas sabemos que existem. Não conseguimos ver materialmente alguma diferença entre os seis dias da semana e o sábado, mas sabemos que este foi abençoado por DEUS, e dedicado para finalidade santa, que é diferente.

Há muito mais coisas que fazem parte da realidade, coisas visíveis e invisíveis, que não vemos ou que nem temos conhecimento de sua existência. Imagino pessoalmente que não saibamos nem mesmo 1% do que existe para conhecer. E certamente, sobre o que conhecemos, esse conhecimento é apenas parcial. Com tão pouco conhecimento, o ser humano é capaz de viajar para a lua. Imagine o que a humanidade seria capaz de fazer com o triplo do conhecimento que possui hoje. Usaria muito desse conhecimento para o mal. DEUS pôs um limite em nosso saber, pois os antediluvianos tinham bem maior capacidade intelectual que nós, e já provocaram o dilúvio.

Pois bem, o que podemos deduzir desse raciocínio? Que devemos aceitar muitas coisas pela fé. Afinal, quem somos nós e qual a nossa credibilidade e competência para duvidar do que DEUS afirmou? O que aceitamos pela fé existe, é realidade, é firme, é aceitável e confiável, mas não vemos ou nem conhecemos, ou, está para acontecer no futuro e nunca aconteceu antes. Fé é nada menos que aquilo que não podemos ver ou explicar ou ter outro tipo de certeza, senão por alguma palavra de DEUS. Por exemplo, necessitamos ter fé que JESUS existe, que vai voltar a esta Terra e que nos dará a vida eterna.

Fé, por outro lado, é algo muito bom, pois, se for falsa, nada perdemos, afinal, crer que as promessas de JESUS se cumprirão resulta num estilo de vida de elevada qualidade, muita felicidade, melhor saúde. Ora, se ter fé em JESUS é tudo de bom, como ela iria falhar, se nada mais no mundo é tão bom assim? Aliás, podemos até fortalecer a fé mediante a experiência da transformação na vida, dia a dia, e isso é perceptível. Logo, a fé não é algo tão virtual, ela é bem real, e podemos ter experiência real com ela. O ESPÍRITO SANTO opera em nós coisas que podemos perceber e sentir, e com as quais podemos nos alegrar. Por via das dúvidas, se tem qualidade de vida superior seguindo o caminho da fé que seguir qualquer outro caminho. Fé não é um salto no escuro, é uma garantia que existe algo que ainda não podemos ver por completo, mas que veremos e experimentaremos.

 

  1. Segunda: Um ser mau

Negar a existência do mal? Alguém consegue, em perfeito juízo?

Se não existisse o mal não existiria o sofrimento, a dor, a incerteza, o medo, o desentendimento, a morte, etc. O que causa essas coisas, senão o mal? E o mal, segundo a Bíblia, é satanás, um anjo noutros tempos, perfeito. Há outras tentativas de explicação para a fonte do mal, porém, a única aceitável é a bíblica.

Existe explicação para a origem do mal, e a explicação é simples e fácil. O que não existe é justificativa para o mal. A explicação é a inveja de Lúcifer em relação a JESUS. O formoso anjo desejava mais, queria “ser semelhante ao Altíssimo” e assentar-se no trono do Rei do Universo, como se fosse rei. Esse desejo tornou-se uma obsessão mental até que, não suportando conter o desejo, cada vez mais forte, passou à luta real, mobilizando anjos contra o poder do Universo, contra o Criador, especialmente contra JESUS.

Agora, como se justifica esse fato? Foi pela beleza do próprio Lúcifer que com isso desejou ser ainda mais magnífico? Sim, ele desejou isso. Foi pela sede de poder, que ele possuía, desejando ainda mais poder? Sim, ele desejava mais poder, desejava até todo o poder. Foi por orgulho, querendo ser semelhante ao Altíssimo? Sim, ele desejava ser isso mesmo. Mas nada disso justifica o que ele fez. Se algum desses motivos justificasse, DEUS teria errado em ter feito ele tão belo, ou lhe ter dado muito poder ou tudo o que recebeu de DEUS. Se tais coisas servissem de justificativa, DEUS também teria errado em dar liberdade de opção a Adão e Eva. Qualquer justificativa que houvesse torna DEUS culpado, pois afinal, Ele é o Criador. Não é que queiramos defender DEUS, Ele nem precisa disso, é simplesmente ser coerente com os fatos. O único culpado pela queda de Lúcifer é ele mesmo.

Lúcifer originou a sua própria queda e a queda dos anjos, e é o culpado pela desgraça sobre Adão e Eva e seus descendentes. Mas os anjos que caíram não têm alguma culpa? Adão e Eva também não tem alguma culpa? Tem sim, porém não toda culpa: Lúcifer os enganou, e essa é a sua parte da culpa e do castigo.

Assim podemos asseverar que nem tudo o que acontece de mau no mundo se origina por alguma ação do diabo. Se eu dou um tiro com alguma arma de fogo para cima e o projetil cai na cabeça de algum ser humano e o mata, Lúcifer não é o único culpado. Eu tenho culpa, e uma quantidade de outros seres humanos também, que são o fabricante da arma, o fabricante da bala, etc., os que criaram filmes de ação, os que mal educaram, lúcifer por ter desenvolvido o ódio etc., e sabe-se lá quem mais. Mas certamente eu serei o principal culpado, nem adianta diluir a culpa numa multidão se a decisão de dar o tiro foi minha e de mais ninguém.

No caso de Jó, o debate foi condenável por DEUS por uma razão bem óbvia. Os debatedores procuravam culpar Jó, e insistiam nisso, tornando-se cada vez mais enfáticos nisso. Mas nenhum deles, nem mesmo o coitado do Jó, teve a ideia de lembrar de culpar o verdadeiro culpado, satanás, o acusador dos servos de DEUS. Como já dissemos acima, nem todo mal se origina em Lúcifer, mas indiretamente sim, pois a raiz do mal está nele, na rebeldia contra o trono celeste. E no caso de Jó, ele, satanás, tanto é o culpado direto daquele sofrimento quanto da destruição, das mortes e da doença de Jó. E ninguém dos cinco ali presentes lembrou desse detalhe diferenciador. DEUS tinha razão em classificá-los todos de faladores tolos que diziam coisas sem sentido.

 

  1. Terça: Com amigos como esses…

O estudo da lição de hoje é bem inteligente. Permite-nos aprendizagens interessantes. Como sugere o autor da lição, também faremos. Imaginemos que os amigos de Jó tivessem razão e que ele de fato tivesse cometido algum pecado bem grave, e que o castigo fosse merecido. Ainda, admitamos que DEUS castigasse de imediato, em vida, os pecados graves, se bem que sabemos que o castigo de fato virá após o milênio.

Então, nesse caso, ainda assim, seria correta a postura dos amigos de Jó, em condenar o homem? Não seria! Eles deveriam apontar um caminho para ele se restabelecer, não para piorar a situação.

Esse foi o caso de muita gente ao longo da história, gente arrependida. Outros nunca se arrependeram, e sofreram as consequências. Um que nunca se arrependeu e andou de mal a pior, foi o rei Saul. Mas Davi, por exemplo, fez coisas graves, porém tinha a virtude de facilmente se arrepender, e também era facilmente perdoado.

O caso da prostituta que levaram perante o Mestre é ilustrativo do que devemos fazer com pessoas culpadas de pecado, mas que são propensas ao arrependimento. Afinal, todos temos pecados. Alguns tem pecados pouco significativos, mas isso não os torna menos pecadores. Outros tem grandes pecados, coisas horríveis, mas estes também não estão fora do alcance da salvação. A prostituta foi pega em flagrante delito, como dizem hoje. A prova do pecado dela era evidente, sem contestação. Trouxeram a mulher perante JESUS CRISTO. Havia ali dois erros graves da parte de quem trouxe a mulher. Um erro é: se pegaram ela em flagrante, por que não trouxeram também o homem que estava com ela? Outro, mais grave ainda, é que com o pecado dessa mulher estavam querendo incriminar JESUS, pois se Ele a condenasse ou se a absolvesse, achariam motivos para condenarem-Lhe.

Mas JESUS foi mais inteligente que eles, e escreveu na arreia os pecados daqueles homens e depois disse que quem estivesse sem pecado, que atirasse a primeira pedra. Foram embora. A mulher, mais arrependida que nunca, estava de cabeça baixa, diante do Mestre, esperando ser apedrejada. Inusitadamente, ela ouviu o que não imaginava, mas que certamente desejava: que seus pecados estavam perdoados e que não pecasse mais. JESUS disse que também a perdoava; aliás, em alguns dias mais Ele mesmo morreria no lugar dela, justo para perdoar os pecados dela. Ela foi, e pelo que se sabe, não pecou mais como prostituta, porém, lavou os pés de JESUS com perfume caríssimo, ainda aliviada pelo perdão e pela oportunidade de uma nova vida decente.

Quer falar com essa mulher sobre esse assunto, o perdão? Leve uma vida conduzida por DEUS e vais ser salvo como ela foi. Dar uma nova oportunidade a quem caiu, seja em pecado, seja em não ter conseguido entregar seu trabalho de aula, ou seja o que for, faz bem às pessoas e as deixa menos tensas.

 

  1. Quarta: Mais do que espinhos e cardos

Sim, bem mais que espinhos e cardos. Há no mundo cerca de 855 milhões de pobres e miseráveis. “A longevidade da população mundial aumentou, mas ela está vivendo cada vez mais doente. Fatores de risco que levam a doenças crônicas, como hipertensão e obesidade, estão aumentando cada vez mais” (fonte aqui). O mesmo estudo citado detectou que a qualidade de vida piorou. Outro estudo “aponta ainda que, enquanto os países têm feito um ótimo trabalho para combater doenças fatais, principalmente as infectocontagiosas (como a Aids), a população mundial está vivendo com mais problemas de saúde que causam dor, prejudicam a mobilidade, a visão, a audição e o funcionamento cerebral” (fonte aqui). Quanto à depressão, por exemplo, há “350 milhões de doentes no mundo e 2 entre 3 não se curam” (fonte aqui). Além disso, temos o medo crônico no mundo, cuja causa a humanidade mesmo desenvolveu. “Medo. Organizações, bolsas de valores, todos em maior ou menor proporção são, ora impulsionados, ora paralisados, pelo mesmo processo – o Medo …  É um processo surdo, silencioso, sem rosto, não se mostra, não se identifica, mas é quase palpável! Está internalizado na grande maioria dos adultos do mundo atual, gerando um sem número de atitudes, ansiedades, desesperos, violências, doenças…. Quem não acreditava que o mundo interno “governa” o mundo externo, nesse momento está com as “barbas de molho”. Parece que o espaço humano destinado ao SENTIR sofreu uma invasão desmedida e preencheu-se, em grande parte, por um só sentimento – ele, o medo. Sim, o medo não é algo que se pense, nem que se deseje, é algo que se sente!  (fonte aqui).

Em poucas palavras, com poucos exemplos, esse é o quadro da situação real do mundo. A ciência avançando mas a vida piorando. Vivemos mais tempo e vivemos pior, especialmente, com medo e com depressão.

Por que ficamos doentes? A Bíblia responde: “Por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado” (Romanos 5:12). O livro de Jó nos ensina algo realista de desesperadora realidade: esse é um planeta em guerra, e toda guerra gera injustiça. Não estamos num sistema em que se pode requerer justiça. É impossível aqui haver justiça. É tudo desproporcional. Muitos maus prosperam e deixam herança aos filhos e netos. Muitos bons sofrem perseguição e não conseguem oportunidade na vida. Há inocentes presos, inocentes já foram mortos na cadeira elétrica ou de outras formas. No Estado Islâmico eles matam para tirar órgãos vitais e conseguir dinheiro com isso e financiar o terrorismo. Eles traficam órgãos humanos. Isso não é justo. No Brasil há milhões de desempregados enquanto que alguns estão ricos demais porque roubaram da nação. Isso não é justo. Há bilhões de dólares no mundo sendo desperdiçados em armamentos quando esse dinheiro poderia resolver o problema da fome e dos tratamentos de doenças, bem como da educação no mundo. Não é justo. Esse é um mundo de injustiça, como foi o caso de Jó. Aqui é injusto porque há forte influência de satanás e seus anjos, desde o dia da queda. E assim será até o final, já anunciado por DEUS.

Pois bem, nos resta o seguinte consolo: Um dia, após o milênio, esses maus elementos, se eles não se arrependerem antes desse milênio, serão castigados segundo a justa medida dos males que praticaram. E se arrependerem, que bom, tornam-se nossos amigos e reconhecem o mal que praticaram. Mas se não se arrependerem, irão espernear no fogo do inferno, e isso será justo. E também, para os que se arrependeram, mesmo que tenham sido da pior espécie, está prometida e garantida a vida eterna em delícias hoje inimagináveis. Eu e minha família, como Jó, optamos por essa via. É bom saber, enquanto visualizamos o estado do mundo atual, que temos direito à esperança de vida eterna. Parece um sonho, do qual quando acordamos, percebemos que é pura realidade.

 

  1. Quinta: JESUS e Jó

Ao longo dos comentários anteriores já traçávamos paralelos entre Jó e JESUS. Vamos relembrar os principais.

As semelhanças entre Jó e JESUS:

  • Jó e JESUS eram inocentes dos sofrimentos que sofreram;
  • Ambos foram acusados injustamente;
  • Os dois receberam grande recompensa final. Jó o dobro que possuía antes, JESUS recebeu de volta o trono do Universo (Apoc. 4 e 5) e Se tornou o Salvador do mundo;
  • Os dois permaneceram fiéis o tempo todo;
  • Jó e JESUS eram seres humanos, mas de origens diferentes, como está abaixo;
  • Os dois eram mortais, embora um tenha nascido de descendentes mortais e o outro tenha assumido a natureza mortal;

 

As diferenças entre Jó e JESUS, pois há mais diferenças que semelhanças:

  • Jó não sabia porque o seu sofrimento. JESUS sabia, até havia planejado;
  • Jó nunca negou sua fidelidade, mas reclamou de sua provação enquanto que JESUS aceitou sem reclamar, somente lamentou a separação do Pai;
  • Jó era um pecador, filho de pecadores. JESUS não era pecador e foi gerado do ESPÍRITO SANTO;
  • Jó foi um mero ser humano. JESUS um ser divino que Se tornou humano para Se tornar Salvador;
  • Jó foi acusado por uns poucos amigos. JESUS foi acusado por falsos amigos apoiados por uma multidão que queriam Sua morte, e que O levaram à morte;
  • Jó não foi morto, morreu bem mais tarde. JESUS foi morto pelas falsas acusações;
  • Para matar JESUS tiveram que usar de falsidade. No caso de Jó, os seus amigos eram bem-intencionados, mas estavam errados, e não queriam a sua morte;
  • Jó um dia morreu. JESUS ressuscitou e está vivo e tem vida eterna;
  • Um dia JESUS voltará para buscar os que O aceitaram, inclusive Jó (se ele não ressuscitou com JESUS, o que não sabemos, mas é uma possibilidade).

As diferenças são mais significativas que as semelhanças. Elas definem que um é um mero ser humano que já nasceu mortal; o outro, tornou-Se um ser humano para salvar os demais seres humanos da morte eterna, e logo mais voltará aqui para resgatar da vida mortal aqueles que O aceitaram e O receberam como Salvador. Eu e minha família optamos por estar entre essas pessoas.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

O tema principal do livro de Jó, talvez seja sobre como manter-se fiel a DEUS apesar da dúvida em meio a adversidades. Essa é a grande questão, pois nesse mundo, justiça não há. Agora mesmo os deputados brasileiros estão tratando de criar normas nacionais para livrar, eles mesmos, do poder da investigação da Lava Jato e aprisionar os juízes e o Ministério Público. Ora, se quem está legislando é corrupto, como esperar justiça num país assim? Assim é o nosso mundo: corruptos que fazem as leis e por elas se favorecem a si mesmos. Isso nos atinge, mas devemos seguir o exemplo de Jó, ou, talvez melhor, o de JESUS.

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

A nossa dificuldade, talvez uma das maiores, senão a maior, é manter a perseverança apesar das adversidades, assim como fez Jó. Sou ciclista, como opção de manter a saúde em dia. Mas o ciclismo é uma atividade física bem perigosa e também exige sacrifício. Temos que nos superar a cada subida e exigir mais dos músculos, do coração e dos pulmões, também de todo o corpo. É isso que mantém um ciclista saudável, colesterol em bons níveis, etc. Mas é sacrificante: o esforço de se manter durante horas em cima de uma bicicleta fazendo força continuamente não é algo prazeroso ou desejável. Bem melhor é ficar sentado. Porém, sempre, depois, há uma recompensa. Assim é a salvação: requer que rememos contra a correnteza para onde todo mundo está indo. Requer que lutemos contra a injustiça suportando como Davi e Daniel, a opressão, muitas vezes dos próprios irmãos da fé. Requer que sejamos fortes diante de injustas perseguições, e logo elas virão outra vez. Creio que o estudo do caso de Jó nada mais é senão um preparo para o que virá contra nós em futuro bem próximo.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

Falaremos um pouco sobre a Globalização e a Nova Ordem Mundial. Na realidade o que se instala no mundo é o caos. Vem por divergências políticas e pelo fortalecimento do poder religioso global. Politicamente a Europa se fragmenta cada vez mais e a Ásia árabe ganha poder pelo terrorismo enquanto também se fragmenta. Com o novo presidente americano, Donald Trump, segundo se sabe, se instalará um favorecimento de negócios com países corruptos e não democráticos para que empresários americanos, que apoiaram Trump, e ele mesmo, ganhem muito dinheiro. Se assim for, e sinais indicam que sim, se instalará a corrupção econômica e política nos Estados Unidos da América. Enquanto o mundo se fragmenta, o papa ganha poder de unificação das igrejas e das ideologias.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“A esperança do cristão não repousa sobre o arenoso alicerce dos sentimentos. Os que agem segundo princípios, contemplarão a glória de Deus para além das sombras, e descansam na segura palavra da promessa. Não se deixarão desviar de honrar a Deus, por escuro que se lhes pareça o caminho. Adversidades e provas tão-somente lhes darão ocasião para mostrar a sinceridade de sua fé e amor. Em se lhes baixando sobre a alma a depressão, isso não é prova de que Deus tenha mudado. Ele é “o mesmo ontem, e hoje, e eternamente.” Heb. 13:8. Estareis seguros do favor de Deus se sentis os raios do Sol da Justiça; mas se as nuvens vos envolverem o coração, não deveis sentir-vos abandonados. Vossa fé deve atravessar as sombras. … As riquezas da graça de Cristo devem ser conservadas na mente. Entesourai as lições providas pelo Seu amor. Seja vossa fé como a de Jó, de maneira que possais declarar: “Ainda que Ele me mate, nEle esperarei.” Jó 13:15. Apoderai-vos das promessas de vosso Pai celestial, e lembrai-vos de Seu trato passado convosco, e com os Seus servos em geral; pois “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus.” Rom. 8:28” (Para Conhece-Lo, MM 1965, 257).

 

  1. Conclusão

“As preciosas horas do tempo da graça vos são asseguradas para que removais todo defeito de vosso caráter, e isso deveis realizar, não somente a fim de conseguir a vida futura, mas para que sejais úteis na presente existência. O bom caráter é um capital mais valioso do que a prata e o ouro. Não é afetado por crises nem fracassos, e naquele dia em que hão de ser destruídas as riquezas terrestres, os seus frutos serão fartos. A integridade, a firmeza e a perseverança são qualidades que todos devem zelosamente cultivar; pois elas revestem seu possuidor de um poder irresistível – um poder que o torna forte para fazer o bem, forte para resistir ao mal, forte para suportar a adversidade” (Mensagens aos Jovens, 416).

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre   18  e   24/11/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

3 comments for “Lição 14 – Algumas lições do livro de Jó

  1. José Messias Soares de Mendonça
    dezembro 26, 2016 at 3:41 pm

    Por que Eliú,não foi repreendido por DEUS?

  2. Ana Biledt
    dezembro 27, 2016 at 2:09 am

    Amo os comentários do Sikberto! Moro em Ludvika, na Suécia e não deixo de assisti-lo uma semana sequer. O estudo aqui, está sendo meu primeiro, e agradeço a Deus por ele, mas inconformada, por só agora o estar lendo também. Cabe aqui o ditado popular: “antes tarde, do que mais tarde ainda”.
    Que Deus o abençoe mais, e sempre Sikberto!

  3. Ana Biledt
    dezembro 30, 2016 at 6:51 pm

    Como a lição 14 não foi incluída na lição virtual (comprada no site da CPB) esse seu estudo caiu como uma luva. Em tempo:
    Não sou só eu que assisto os seus vídeos aqui em casa, mas meu marido Geir (norueguês e se pronuncia “guéir) também. Obrigada Sikberto!

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