Lição 14 – Anunciando a glória da cruz

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: O evangelho em Gálatas

Lição 14 – Anunciando a glória da cruz

Semana de 23 a 30 de setembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor JESUS CRISTO, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gál. 6:14).

 

Introdução de sábado à tarde

Vamos traduzir as palavras de Paulo em uma linguagem fácil de compreender. Poderia ser assim: Nem pensar em orgulhar-me nos meus feitos, porém, sou imensamente grato pelo que JESUS fez por mim na cruz, por isso, não tenho mais nenhuma satisfação com as coisas do mundo, nem o mundo consegue me atrair. É como diria Ellen G. White: “Que deve fazer todo crente quando levado a essa posição difícil para a solidez dos princípios religiosos? Com firmeza digna de imitação, deve ele dizer francamente: “Sou um cristão consciencioso. Creio que o sétimo dia da semana é o sábado bíblico. Nossa fé e princípios são tão diversos, que levam a direções opostas. Não nos é possível ser felizes juntos, pois se prossigo em adquirir mais perfeito conhecimento da vontade de Deus, tornar-me-ei mais e mais diferente do mundo, e mais me assemelharei a Cristo. Se você continua a não ver nenhuma beleza em Jesus, nenhuma atração na verdade, amará o mundo, que eu não posso amar, ao passo que eu me deleitarei nas coisas de Deus que você não pode apreciar” (Cartas a Jovens Namorados, 81). “A luz que irradia da cruz revela o amor de Deus. Seu amor atrai-nos a Ele mesmo. Se não resistirmos a essa atração, seremos levados ao pé da cruz em arrependimento pelos pecados que crucificaram o Salvador. Então o Espírito de Deus, mediante a fé, produz uma nova vida na alma. Os pensamentos e desejos são postos em obediência à vontade de Cristo. O coração, o espírito, são novamente criados à imagem dAquele que opera em nós para sujeitar a Si mesmo todas as coisas. Então a lei de Deus é escrita na mente e no coração, e podemos dizer com Cristo: “Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu”. Sal. 40:8” (O Desejado de Todas as Nações, 176).

 

  1. Primeiro dia: Da própria mão de Paulo

Na finalização da carta de Paulo, ele, conforme seu costume, deixou de ditar, tomou a pena e ele mesmo escreveu as últimas palavras. Vejam o que ele escreveu: “Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão. Todos os que querem mostrar boa aparência na carne, esses vos obrigam a circuncidar-vos, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Porque nem ainda esses mesmos que se circuncidam guardam a lei, mas querem que vos circuncideis, para se gloriarem na vossa carne. Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura. E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus. Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja, irmãos, com o vosso espírito! Amém” (Gálatas 6:11-18).

Do verso doze em diante, estudaremos nos próximos dias. Ele iniciou escrevendo referindo-se a letras grandes em sua escrita. Por certo referia-se a ênfase, tanto dessa parte final quanto da carta, pois ela, no todo, foi dura e incisiva, tratando de um problema grave. Era uma carta fulminante, tentando tirar a comunidade do caminho da morte, tendo eles mais cedo já estado no caminho da vida. É duro ver uma pessoa sair do caminho da verdade, que ela já conhece, para entrar no caminho falso que vai dar em tragédia. Essa foi a preocupação de Paulo, eles, permanecendo onde estavam, iriam perder a vida eterna. Tinha zelo por eles, os considerava seus filhos, fez grande empenho em redirecionar a tendência de suas atitudes. Essas grandes letras, pelo contexto, sugerem grifo, ou seja, destaque à mensagem da carta.

Paulo costumava ele mesmo escrever a parte final da carta para ficar determinado que ela vinha dele. Foram escritas cartas em nome dele, mas não eram dele. Assim, cauteloso, ele garantia que esta vinha dele. As letras grifadas, seja no tamanho seja no conteúdo, em Gálatas sugere que o assunto era muito importante, tratava-se de vida e morte, como uma receita médica que, se não devidamente seguida, não vai haver cura, mas piora e morte.

“Em sua carta aos crentes gálatas, Paulo recapitula brevemente os incidentes principais relacionados com sua própria conversão e com sua experiência cristã primitiva. Por este meio ele procurava mostrar que foi através de uma especial manifestação de poder divino que ele havia sido levado a ver e abraçar as grandes verdades do evangelho. Foi mediante instrução recebida do próprio Deus que Paulo foi levado a advertir e admoestar os gálatas de maneira tão solene e positiva. Ele escreveu, não em hesitação e dúvida, mas com a segurança de decidida convicção e absoluto conhecimento. Esboçava claramente a diferença entre ser ensinado pelo homem e receber a instrução diretamente de Cristo. O apóstolo exortava os gálatas a deixar os falsos guias por quem haviam sido desviados, e a voltar à fé que havia sido acompanhada por inquestionáveis evidências de aprovação divina. Os homens que os haviam procurado desviar de sua fé no evangelho eram hipócritas, de coração não santificado e vida corrupta. Sua religião era feita de um acervo de cerimônias, por cujas práticas esperavam ganhar o favor de Deus” (Atos dos Apóstolos, 386).

 

  1. Segunda: Buscando a glória na carne

Estudemos hoje uma parte do texto já mencionado ontem. “Todos os que querem mostrar boa aparência na carne, esses vos obrigam a circuncidar-vos, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Porque nem ainda esses mesmos que se circuncidam guardam a lei, mas querem que vos circuncideis, para se gloriarem na vossa carne” (Gálatas 6:12,13).

Essa questão da aparência, a opinião dos outros sobre nós, o status, a imagem, o conceito, etc., ainda hoje é um problema grave. Para a maioria das pessoas vale essa aparência, não o conteúdo. Vale o que pode ser visto pelas pessoas, não o que DEUS vê. Diz DEUS por meio da profetiza: “Pelo levantamento e queda de nações, como se acha explicado nas páginas das Escrituras Sagradas, necessitam aprender quão sem valor são a simples aparência e a glória do mundo. Babilônia, com todo o seu poder e magnificência, quais desde então o mundo não mais viu – poder e magnificência que ao povo daquela época pareciam estáveis e duradouros – quão completamente passou ela! Como a “flor da erva” (I Ped. 1:24), ela pereceu. Assim perece tudo que não tem a Deus como seu fundamento. Apenas o que se liga ao Seu propósito e exprime Seu caráter, permanecerá. Seus princípios são as únicas coisas firmes que o mundo conhece” (Educação, 183).

Formaram-se vários poderes para ajudar os judaizantes a conseguirem seus propósitos. Que propósitos eram esses? Queriam ser importantes entre os novos cristãos, queriam ter poder de influência, queriam ser seguidos, enfim, queriam impor e ser respeitados. Erra isso mesmo que queriam os líderes do Sinédrio em relação a JESUS, que, sem pretender poder, granjeava a simpatia do povo, e eles perdiam a liderança. Isso os enfureceu a ponto de desejar matar a JESUS. Foi assim ao longo da história, entre os sacerdotes mais os reis contra os profetas. Aliás, foi assim até com Ellen G. White, enviada para a Austrália, país que não poderia ser mais distante dos Estados Unidos da América. Porém, DEUS foi com ela, e de lá, ela influenciava da mesma maneira. É assim ainda hoje contra quase todo aquele que deseja manter a igreja segundo os princípios divinos. Será assim até ao dia da sacudidura, que separa o joio do trigo.

Esses poderes dos judaizantes eram os seguintes:

  • Eles tinham influência junto ao Sinédrio, e isso poderia ser importante para as comunidades distantes;
  • Também tinham influência junto ao Império Romano, pois eram cúmplices e aliados, outra fonte de prestígio que poderia ser importante para os cristãos;
  • Os judaizantes poderiam servir de elo pala unir as igrejas locais distantes de Jerusalém;
  • Tudo isso poderia evitar perseguição e conflitos entre os judeus não cristãos, os judeus cristãos e os cristãos gentios.

Porém, o custo da atitude, de se circuncidar para assim ser salvo, era alto demais, custo esse que não foi mencionado pelos judaizantes, e os gálatas não se deram conta. Eles não perceberam que se haviam formado condições favoráveis aos judaizantes e desfavoráveis a eles. Também deixaram de lembrar que, quase todo aquele que desejar seguir a CRISTO de forma integral, vai ser perseguido ou ao menos vai experimentar dificuldades, mas será vencedor sobre a morte, com JESUS.

“Falsos mestres haviam levado aos gálatas doutrinas que se opunham ao evangelho de Cristo. Paulo procurou expor e corrigir esses erros. Desejava ele grandemente que os falsos mestres fossem separados da igreja, mas sua influência afetara de tal forma os crentes que parecia arriscado agir contra eles. Havia perigo de causar discórdia e divisão que seriam ruinosos aos interesses espirituais da igreja. Procurou, pois, impressionar os irmãos com a importância de buscarem ajudar-se uns aos outros, em amor” (Testemunhos Seletos, v2, 84). Esses falsos mestres queriam, ao obter obediência entre os novos cristãos gentios, obter prestígio junto ao Império Romano e junto ao Sinédrio. Eles queriam que ao submeter esses cristãos à sua vontade e à sua doutrina, os poderosos entendessem que fossem agentes de poder entre o poder central e as comunidades distantes do Império. Queriam ser elos para ligar a submissão da parte do Império sobre o cristianismo, assim o cristianismo estaria a salvo de perseguição por parte do Império. Parece bom, mas foi exatamente assim que, pouco mais tarde, os cristãos resolveram santificar o domingo, sob o amparo do poder imperial. Aliás, será também assim que, no final desse grande conflito, a maioria dos adventistas irá perseguir outros adventistas, por causa de sua fidelidade a CRISTO. “Levá-los-emos então a concluir que as reivindicações de Cristo são menos estritas do que uma vez creram, e que pela conformação com o mundo exercerão maior influência sobre os mundanos. Assim se separarão de Cristo; então não terão forças para resistir ao nosso poder, e dentro de pouco tempo estarão prontos para ridicularizar o seu antigo zelo e devoção” (Testemunhos para Ministros, 274).

“Na ausência da perseguição, têm entrado para as nossas fileiras homens que parecem sãos, de inquestionável cristianismo, mas que, caso surgisse a perseguição, sairiam de nós”.  Evangelismo, 360.

“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona a sua posição, passando para as fileiras do adversário.” O Grande Conflito, 608.

“Muitos se levantarão em nossos púlpitos tendo nas mãos a tocha da falsa profecia, acesa na infernal tocha de Satanás. … Dentre nós sairão alguns que não mais levarão a arca. Mas estes não podem fazer muralhas para obstruir a verdade, pois esta prosseguirá avante e para cima até ao fim.” Testemunhos Para Ministros, págs. 409 e 411.

“Pastores e médicos poderão apartar-se da fé, como a Palavra e as mensagens que Deus tem dado a Sua serva declaram que o farão. Manuscript Releases, vol. 7, pág. 192.” (Eventos Finais, 179)

“Agentes satânicos sob forma humana tomarão parte neste último grande conflito, para opor-se à edificação do reino de Deus”.  (A Verdade Sobre os Anjos, 261).

“… estamos nos aproximando do fim do tempo, e o que precisamos agora é não nos ajustarmos aos gostos e práticas do mundo, mas à mente de Deus; é ver o que dizem as Escrituras, e então andar segundo a luz que Deus nos deu. Nossas inclinações, nossos costumes e práticas não devem ter a preferência. A Palavra de Deus é nossa norma.  (Conselhos Sobre Educação, 110).

“Cristãos acham-se constantemente procurando imitar as práticas dos que adoram o deus deste mundo. Muitos insistem em que, unindo-se aos mundanos e conformando-se aos seus costumes, poderiam exercer uma influência mais forte sobre os ímpios. Mas todos os que adotam tal método de proceder, separam-se desta maneira da Fonte de sua força. Tornando-se amigos do mundo, são inimigos de Deus” (Patriarcas e Profetas, pág. 607).

“Temos muito mais a temer de dentro do que de fora. Os obstáculos à força e ao êxito são muito maiores da parte da própria igreja do que do mundo… Mas quantas vezes se têm os professos defensores verdade demonstrado o maior entrave ao seu progresso!” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 122).

“Líderes Adventistas que tem rejeitado a luz estão inflamados com loucura contra a santa lei de Deus, assim como a nação Judaica estava contra o Filho de Deus. Eles estão em terrível engano, enganando a outros e sendo eles mesmos enganados” (Testemunho Para a Igreja, vol. 2, p. 452).

“Nem todos que professam guardar o sábado serão selados. Existem muitos, mesmo entre aqueles que ensinam a verdade a outros, que não receberão o selo de Deus em suas frontes. Eles têm a luz da verdade, conhecem a vontade de seu Mestre, compreenderam cada ponto de nossa fé, porém não possuem obras correspondentes” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, p. 213 e 214).

  1. Terça: Gloriando-se na cruz (Gál. 6:14)

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor JESUS CRISTO, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gálatas 6:14).

O conceito de morte na cruz nos tempos de JESUS era algo desprezível. A cruz era vista como o destino dos páreas da sociedade, o fim das piores pessoas, aquelas que não eram capazes de viver em sociedade, eram uma ameaça aos cidadãos e ao império. “A cruz era um instrumento de tortura e morte usado durante o tempo do Império Romano, sendo usado para aplicar a pena de morte a indivíduos que eram condenados pelas autoridades. Alguns anos depois da crucificação de Jesus, os Romanos baniram esta forma de punição, por consideraram que era muito cruel” (fonte aqui). “Após a crucifixão, Nicodemos foi até à cruz, levando uma mistura de mirra e aloés para embalsamar o corpo de Cristo. Havia testemunhado o cruel tratamento dos sacerdotes; havia observado a paciência e a divina postura de Cristo, mesmo em Sua humilhação. Agora via mais claramente o caráter real do sumo sacerdote e foi ousadamente tirar o corpo ferido de seu Salvador, visto como o corpo de um malfeitor. Dessa maneira, identificou-se com Cristo em Sua vergonha e morte” (CRISTO Triunfante, MM 2002, 281).

Mas atualmente o conceito de cruz é bem outro. Significa vitória, vida eterna, salvação, poder do bem sobre o mal, garantia de vitória a todas as pessoas. Quem mudou o conceito radicalmente negativo para outro totalmente positivo foi JESUS. Ali, no pior lugar do mundo, Ele venceu satanás, e tornou-Se o Salvador. Dali Ele ressuscitou e naquele mesmo dia subiu ao Céu para receber de DEUS Pai a vitória sobre o mal (Apoc. 5). Ele foi considerado digno de abrir o livro da história vitoriosa da igreja ao longo dos tempos, que Ele, o vitorioso, conduziria daí em diante, assim como já vinha conduzindo o povo de Israel até esse tempo.

Paulo viu na cruz outro significado ao que lhe davam os romanos e as demais pessoas. Não viu ali o fim de um malfeitor, mas a vitória de seu Salvador. Ele assim, coerentemente, não via mais nenhum motivo de se gloriar em si mesmo, um pecador, mas na cruz, porque por meio dela veio a sua garantia de vida eterna. De um lindo jardim a humanidade fez o Criador passar pela cruz para que, a esperança de retorno ao jardim, fosse garantida.

 

  1. Quarta: Uma nova criatura

Escreveu Paulo: “Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura” (Gálatas 6:15).

A grande base de problemas entre os gálatas era crer que pela circuncisão seriam salvos. Agora, no finalzinho da carta a eles, Paulo arremata dizendo que nem circuncisão ne incircuncisão tem importância para DEUS, mas o que importa mesmo é  ser uma nova criatura. O que isto quer dizer?

Nova criatura, na Bíblia, foi explicado por JESUS a Nicodemos. JESUS usou a expressão “nascer de novo” para se referir a um novo início no relacionamento entre Deus e a pessoa que nasce de novo. (João 3:3, 5 e 7) Deus adota os que nascem de novo como seus filhos (Romanos 8:15, 16; Gálatas 4:5; 1 João 3:1). Quando alguém nasce de novo, passa a fazer parte da família de Deus (2 Coríntios 6:18). Paulo referiu-se a essa expressão para dizer que o importante é ser nova criatura, isto quer dizer, o importante é nascer de novo, e isto é uma operação não feita por mãos humanas como a circuncisão, e sim, pelo poder de DEUS. Só Ele é capaz de criar vida ou de transformar vidas. É uma operação do ESPÍRITO SANTO na vida dos pecadores, modificando-os para seres separados do pecado e vinculados ao amor.

“Muitos dentre nós têm espiritualidade deficiente, e, a menos que sejam totalmente convertidos, se perderão irremediavelmente. Quereis correr este risco?…

“Somente a virtude de Cristo é que pode operar uma transformação do coração e do espírito, a qual todos necessitam a fim de poder com Ele partilhar a nova vida no reino dos Céus. “Aquele que não nascer de novo”, disse Jesus, “não pode ver o Reino de Deus.” João 3:3. A religião que vem de Deus é a única que a Ele conduz. Para podermos servi-Lo como convém, importa nascer do divino Espírito. Seremos então induzidos à vigilância, tendo purificado o coração e renovado o entendimento, e obtido graça para conhecer e amar a Deus. Isto nos tornará dispostos para obedecer a todos os reclamos divinos. Nisto consiste o legítimo culto” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 37).

“”Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” II Cor. 5:17. Mediante o poder de Cristo homens e mulheres têm quebrado a cadeia do hábito pecaminoso. Têm renunciado ao egoísmo. O profano tem-se tornado reverente; o bêbado, sóbrio; o pervertido, puro. Pessoas que tinham a semelhança de Satanás, transformaram-se na imagem de Deus. Essa transformação é em si o milagre dos milagres. Uma mudança, operada pela Palavra, é um dos mais profundos mistérios da mesma Palavra. Não o podemos compreender; somente podemos crer, conforme declaram as Escrituras, que é “Cristo em vós, esperança da glória”. Col. 1:27” (Atos dos Apóstolos, 476).

 

  1. Quinta: Considerações finais (Gál. 6:16-18)

“E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus. Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja, irmãos, com o vosso espírito! Amém” (Gálatas 6:16-18).

A qual regra Paulo estava se referindo, no verso 16? A resposta está no final do verso 15: “…mas sim o ser uma nova criatura” (Gálatas 6:15). Essa era a regra, em oposição a que os judaizantes ensinavam, que era a circuncisão. Paulo até chegou a referir-se sobre as marcas em seu corpo em contraste com a circuncisão. Eram as marcas do Senhor JESUS, pois o Salvador também ficou marcado em Seu ministério, por ser profeta da verdade. Suas marcas estão nas mãos, nos pés e em Seu lado. Eram as cicatrizes dos pregos e da lança. Paulo também foi marcado no corpo por causa do evangelho da salvação. Mas a regra que deveriam seguir para receber a saudação dele era andar com JESUS, numa nova vida, a vida orientada pelo ESPÍRITO SANTO, uma vida em transformação e santificação. Essas marcas no corpo dele, como no de JESUS, foram feitas por causa dele ter decidido viver uma nova vida. A regra era a nova vida, os resultados foram aquelas marcas de perseguição, e não a circuncisão.

Não parece curioso que Paulo tenha-se referido apenas a estes, em sua despedida? Parece mesmo, mas creio que isto se referia ao seguinte motivo: aqueles que não agissem conforme essa regra, de qualquer forma não estariam também aceitando as exortações de Paulo, logo, estariam rejeitando a carta aos Gálatas. Por conseguinte, para que serviria uma saudação a eles?

 

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

“Mas longe de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”. Disse Paulo aos Gálatas (6.14). Isto nos lembra do profeta Jeremias (9.24) quando diz: “Mas o que se gloriar, glorie-se nisto, em Me conhecer e saber que Eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas Me agrado, diz o SENHOR.”

Na cruz não havia glória alguma. Os romanos a usavam para dar fim a criminosos. Os judeus viam nela grande vergonha e maldição: “Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro” (Gálatas 3.13). A glória da cruz está em JESUS CRISTO, que foi morto nela, mas que ressuscitou vitorioso sobre a morte, e por isso pode nos dar vida eterna. É nisso que Paulo se gloriava, pela cruz; ele e todos nós podemos ter vida eterna. Foi na cruz que JESUS cancelou “o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Coloss. 2.14). É pela cruz que JESUS, “despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Coloss. 2.15). A glória da cruz pode ser apreciada em suas dimensões; “a fim de poderdes compreender, com todos os santos [os salvos], qual é a largura e o comprimento [parte horizontal da cruz], e a altura e a profundidade [parte vertical da cruz], e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Efésios 3.18,19). A centralidade da glória da cruz está no amor que O levou para ali a fim de nos salvar. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Não nos envergonhemos da cruz. Cada vez que nos esquivamos do nome de JESUS, é isso que fazemos. Cada vez que não revelamos quem somos, que fé professamos, estamos tendo vergonha da cruz. Não é orgulho que devemos ter da cruz, mas respeito e admiração. Principalmente esperança de vida eterna.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

“Guerras e rumores de guerra” (Mateus 24:6), é o que vemos no presente. A Coreia do Norte ameaça os Estados Unidos da América e seus aliados. É um pequeno país (estimativa de um PIB de U$40 bilhões, similar a Honduras ou o Estado de Goiás, mas tem o quarto maior exército do mundo; o PIB da Coreia do Sul é U$ 1,4 trilhão), pobre, quase falido, cujo povo passa fome, que se entrasse numa guerra teria víveres para umas três semanas, ameaçando o mundo capitalista. Não será a Terceira Guerra mundial, como sabemos pelas profecias, mas será uma crescente tensão e medo naquela região e no mundo.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Foi então feita a pergunta: “Por que não lavastes vossos vestidos de caráter, e os branqueastes no sangue do Cordeiro? Deus enviou Seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que esse fosse salvo por Ele. Meu amor por vós foi mais abnegado do que o de uma mãe. Foi para poder apagar vosso sombrio registro de iniquidade, e pôr-vos nos lábios o cálice da salvação, que sofri a morte de cruz, suportando o peso e a maldição de vossa culpa. As agonias da morte, e os horrores das trevas do sepulcro, Eu suportei, a fim de vencer aquele que tinha o império da morte, descerrar a prisão, e abrir-vos os portais da vida. Submeti-Me à vergonha e à angústia porque vos amava com infinito amor, e queria trazer de volta Minhas ovelhas desgarradas e errantes ao paraíso de Deus, à árvore da vida. Essa vida de bênção que para vós comprei a tal preço, vós a desprezastes. Vergonha, injúria e ignomínia como os que por vós sofreu vosso Mestre, vós os evitastes. Não apreciastes os privilégios pelos quais Ele deu a Sua vida para pô-los ao vosso alcance. Não quisestes ser participantes de Seus sofrimentos, e agora não podeis partilhar com Ele de Sua glória.”” (Testemunhos Seletos, v1, 521).

 

  1. Conclusão

“Cristo ofereceu Seu corpo quebrantado para readquirir a herança de Deus, para dar ao homem outra prova. … Por Sua vida imaculada, obediência e morte na cruz do Calvário, intercedeu Cristo pela raça perdida. E agora o Príncipe de nossa salvação não intercede por nós como mero peticionário, mas como um Conquistador que reclama a vitória. Seu sacrifício está consumado e como nosso Intercessor cumpre a obra que a Si mesmo Se impôs, apresentando a Deus o incensário que contém os Seus méritos imaculados e as orações, confissões e ações de graças de Seu povo. Perfumados com a fragrância de Sua justiça, sobem como cheiro suave a Deus. A oferenda é inteiramente aceitável, e o perdão cobre todas as transgressões” (Parábolas de JESUS, 156).

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre   18 e 24/8/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

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