Lição 2 – A autoridade de Paulo e o evangelho

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: O evangelho em Gálatas

Lição 2 – A autoridade de Paulo e o evangelho

Semana de 1º a 8 de julho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou de  DEUS? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de CRISTO” (Gal. 1:10).

 

Introdução de sábado à tarde

O povo da Galácia era de origem celta, vindos da Trácia (sudeste da Europa antiga região da macedônia, atualmente é dividida entre a Grécia, Turquia e a Bulgária) que em 278 aC migraram da Europa, pelo estreito de Bósforo à Ásia Menor e se fixaram na península que veio a ser chamada Galácia, ou país dos gauleses (parte onde hoje é a Turquia). Portanto, não vieram de longe. Eram em torno de dez mil guerreiros, com suas mulheres, crianças, idosos, todas as famílias, e vieram a convite de Nicomedes, rei da Bitínia. Era um povo buscando um lugar para morar e para tornar sua pátria. Em 25 aC. foram dominados pelos romanos, tornando-se uma confederação mais ampla denominada Província Romana da Galácia. A Epístola aos Gálatas, ou apenas Gálatas, foi escrita, provavelmente por volta dos anos 55-60 depois de Cristo. Era endereçada inicialmente às igrejas da Galácia. Alguns desses gauleses se tornaram cristãos no primeiro século da era cristã.

O propósito de Paulo era combater os ‘judaizantes’. Esses eram judeus que afirmavam que os gentios, para serem salvos, tinham que ser circuncidados e guardar todas as leis de Moisés, as leis cerimoniais ou dos ritos dos sacrifícios. Os mestres judaizantes insistiam que a observância das cerimônias da lei era parte essencial do plano de salvação. A epístola é uma defesa da doutrina da justificação pela fé, advertências contra o retorno ao judaísmo, e a reinvindicação da autoridade do apostolado de Paulo.

Esta carta tem sido chamada de “a carta magna da igreja” por alguns escritores. Seu principal argumento é a defesa da liberdade cristã em oposição ao ensino dos judaizantes. Os mestres judaizantes insistiam que a observância das cerimônias da lei era parte essencial do plano de salvação.

 

  1. Primeiro dia: Paulo, o escritor de cartas

Paulo, conforme Pedro 3:15 e 16, é um escritor inteligente, profundo e de um estilo difícil de entender, principalmente em leitura superficial. “Ele (Paulo) disse isto também em suas cartas, se bem que nelas se encontrem algumas coisas difíceis que homem sem instrução e vacilantes deformam, para sua própria perdição” (2Pdr 2,16). “Ao ler suas cartas dizem que é um escritor muito difícil de ser entendido. Elas têm toda a razão. Digo mais: Quanto mais se aprofunda o estudo, tanto mais se compreende que é difícil entendê-lo corretamente e se intui como possa ser mal interpretado pelas pessoas que o leem superficialmente. Paulo é difícil quer pelos conceitos que apresenta, quer pelo modo de expressar os conceitos. Seu estilo é entrecortado, cheio de anacolutos (mudanças abruptas de construção, termos deslocados…) de subentendidos… Deixa, às vezes, o leitor hodierno meio atordoado e confuso. Muita vez, quem lê, depois de ter examinado dez palavras de uma sua proposição, sente a necessidade de acrescentar outras cinco palavras para apresentar a si mesmo o conceito claro e completo” (Fonte aqui).

O que Paulo escreve não deve ser lido, deve ser estudado e bem debatido, buscando entendimento sempre em conformidade com o contexto e com a Bíblia toda, pois quem inspirou Paulo foi o mesmo que inspirou os demais autores do sagrado livro. Esse problema da intelectualidade mais profunda ser de difícil compreensão, ou ser mal compreendida, ainda existe hoje, em nossas igrejas. Percebe-se que, todo aquele que lê um pouco mais ou que se aprofunda, e segue o que aprendeu, tende a não ser bem visto pelos pares. Os escritos de Paulo servem muito bem a jovens para o desenvolvimento da inteligência, pois requerem estudo dedicado e debate, coisa que desenvolve as faculdades mentais.

Também se tem certeza que Paulo escreveu, ou ditou bem mais que as cartas que se encontram na Bíblia. Ele gostava de enviar cartas e mensagens, dado que viajava muito e colecionou grande número de contatos. Muito do que ele escreveu se perdeu, infelizmente.

Uma curiosidade, Paulo passou por quatro fases em sua vida:

Do nascimento aos 28 anos de idade: o judeu observante

Dos 28 aos 41 anos de idade: o convertido fervoroso.

Dos 41 aos 53 anos de idade o missionário itinerante

De 53 até à morte aos 62 anos de idade: o prisioneiro e o organizador das comunidades.

O Novo Testamento contém 21 cartas, a maioria de Paulo, são 13 as dele, se bem que algumas delas sua autoria é questionável, mas também temos as cartas de Pedro, Judas e João.

 

  1. Segunda: O chamado de Paulo

Vamos analisar os problemas de oposição que Paulo passou a enfrentar. Lembremos, Saulo, combatia exatamente aquilo que Paulo, depois de se converter, passou a pregar, ou seja, os antigos amigos de Saulo passaram a ser os inimigos de Paulo.

As principais questões eram que Paulo pregava a salvação pela fé, não pelas obras, como exigiam os judaizantes, que se praticasse, ainda, mesmo depois do sacrifício de JESUS, a observação da lei cerimonial, a lei de Moisés.

Assim como Saulo foi poderoso em perseguir, depois, tornou-se poderoso em pregar e ensinar. Ele era convincente, seja atrás do púlpito, seja no debate pessoal, seja na vida social. O resultado de seu trabalho também era visível, muitos aceitavam seus ensinos, e as pessoas que aceitavam JESUS aumentava com sua pregação. Com esses resultados, tanto satanás quanto os que lhe serviam como instrumentos, sentiam-se raivosos que queriam acabar com o poder da mensagem de Paulo. Qual foi a estratégia idealizada que eles escolheram? Denegrir a autoridade de Paulo, assim como faziam com Pedro, como estudamos no trimestre passado.

Como se faz isso? Criando dúvidas sobre o seu chamado. Diziam que ele foi escolhido, não por DEUS, mas por algum outro apóstolo, ou por Ananias, que o batizou, ou pelos líderes da igreja de Antioquia, onde começou sua pregação. A argumentação era simples, que ele pregava ensinos de sua própria invenção. O estrago que isso causa é grande. Em primeiro lugar, gera confusão entre os seus ouvintes ou alunos. Em seguida, causa descrédito, e as consequências podem ser pessoas abandonando a fé, ou se enfraquecendo na fé, perdendo a referência da verdade, igrejas enfraquecendo, intrigas e conflitos de ideias, perda da confiança na autoridade da liderança da igreja, enfraquecimento de grupos e igrejas, queda no poder de influência da mensagem junto ao público externo, perda de poder do ESPÍRITO SANTO, e outras coisas negativas mais. Esses efeitos negativos podem acontecer tanto quando alguém denigre a imagem de um líder bom, quanto, se surge, de fato, um mau líder. O efeito é semelhante.

Tenho sentido na pele esse problema. Isso é um tipo de perseguição. Por definição e por decisão, procuro seguir exatamente o que está escrito, nem para a direita, nem para a esquerda, e talvez por isso, alguns se levantaram contra a minha pessoa. Por três vezes fui acusado de marcar datas para a segunda vinda de JESUS, e nunca fiz isso. Não é assim que está escrito. Certa vez um líder da igreja, num treinamento, foi ostensivo dizendo que anda por aí um pregador leigo falando coisas de sua invenção, e chegou a afirmar, vocês conhecem ele. Sigo o que está escrito na Bíblia e nos escritos de EGW. Outro disse que um pregador, querendo aparecer, tendo lido meia dúzia de artigos de jornal, anda pregando sobre profecias e fazendo previsões, etc. Outro disse que os membros cuidassem de minhas pregações, pois tinha interpretações pessoais. Para esse ficou feio, pois os membros depois me falaram isso e pediram desculpas, não havia isso que o pastor falou. E outro ligou dizendo que em sua igreja iria ter um evento justo na data agendada para pregar lá, e que, se quisesse ir lá, que me adequasse. Pois bem, nunca solicitei uma pregação, só vou aonde me convidam. Nunca cobrei para pregar (como fazem alguns pregadores), só solicito reembolso das despesas. E muitas outras coisas mais, muitas mesmo. Às vezes dá vontade de desistir, isso desanima, mas sempre, quando se sente algo assim, ou vem um e-mail incentivando (guardo todos esses e-mails, já são mais de 250 páginas), ou alguém liga para animar, e a gente continua escrevendo comentários, fazendo vídeos e pregando. Às vezes até dá vontade de mover um processo contra quem inventa acusações, para que prove o que fala. Acusações são frequentes, porém, só ficam nisso, nunca alguém vem falar pessoalmente para alertar sobre algo errado ou que deveria ser modificado. Porém, quando somos perseguidos, isso nos lembra que os fiéis do passado, incluindo JESUS, também foram, e a perseguição torna-se um sinal de que estamos do lado correto. É uma guerra, sem dúvida.

“Em todas as épocas as testemunhas designadas por Deus se têm exposto às perseguições e ao desprezo por amor à verdade. José foi caluniado e perseguido por haver preservado sua virtude e integridade. Davi, o mensageiro escolhido de Deus, foi caçado como um animal feroz por seus inimigos. Daniel foi lançado na cova dos leões por ser leal ao seu concerto com o Céu. Jó foi destituído de suas posses terrestres e ferido no corpo de tal maneira que o desprezaram os próprios parentes e amigos; contudo manteve sua integridade. Jeremias não pôde ser impedido de falar as palavras que Deus lhe ordenara; e seu testemunho de tal maneira enfureceu o rei e os príncipes que o atiraram num poço asqueroso. Estêvão foi apedrejado por haver pregado a Cristo, e Este crucificado. Paulo foi encarcerado, açoitado, apedrejado e finalmente entregue à morte por ter sido fiel mensageiro de Deus aos gentios. E João foi banido para a ilha de Patmos “por causa da Palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo”. Apoc. 1:9” (Atos dos apóstolos, 575).

 

  1. Terça: O evangelho de Paulo

Hoje estudamos sobre a introdução de Paulo na carta aos Gálatas. Ele usa duas palavras combinadas: graça e paz. Essas duas palavras terão validade até que a porta da graça se feche. “Graça, paz e perdão serão para sempre retirados; Jesus terá passado para nunca mais voltar ao alcance das vossas orações e súplicas. Enquanto se prolonga a misericórdia, enquanto o Salvador está fazendo intercessão, façamos preparação cabal para a eternidade” (Testemunhos seletos, v3, 12). A graça é algo extremamente importante a todos os seres humanos. Em outras palavras, é a oportunidade de aceitarem a oferta de perdão para então terem a vida eterna e serem levadas à condição de perfeição plena.

“Se a prata e o ouro fossem suficientes para a compra da salvação do homem, quão fácil isto teria sido para Aquele que diz: “Minha é a prata, e Meu é o ouro.” Ageu 2:8. Mas só pelo precioso sangue do Filho de Deus podia o transgressor ser redimido. O plano da salvação foi elaborado em sacrifício. O apóstolo Paulo escreveu: “Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós Se fez pobre; para que pela Sua pobreza enriquecêsseis.” II Cor. 8:9. Cristo Se deu por nós para nos redimir de toda a iniqüidade. E como a sobre excelente bênção da salvação, “o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. Rom. 6:23.

“Purificando as vossas almas na obediência à verdade, para caridade fraternal, não fingida”, continua Pedro, “amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro.” A Palavra de Deus – a verdade – é o conduto pelo qual o Senhor manifesta Seu Espírito e poder. A obediência à Palavra produz o fruto da qualidade requerida – “caridade fraternal, não fingida”. I Ped. 1:22. Este amor tem a sua origem no Céu, e conduz aos mais altos motivos e ações altruístas” (Atos dos apóstolos, 519 e 520).

 

  1. Quarta: Nenhum outro evangelho

Paulo, assim como os outros apóstolos e muitos outros pregadores antigos, ensinavam o puro evangelho de JESUS. O que ensinavam poderia ser, como ainda hoje, conferido na Bíblia, porém, quantos fazem isso? Não sigam outro evangelho (Gal. 1:1-9). Paulo começa a sua carta às igrejas da Galácia abordando a questão da autoridade. Sua própria autoridade como apóstolo veio diretamente de JESUS (Gal. 1:1). A autoridade de JESUS era a autoridade de DEUS, que foi provada na ressurreição (Gal. 1:1; veja Mateus 28:18 e Atos 17:30-31). O evangelho que Paulo pregou falou sobre a graça de JESUS, que se entregou pelos nossos pecados “para nos desarraigar deste mundo perverso” (Gal. 1:4).

Mas elementos maus e pervertidos, pertencentes à igreja, foram à Galácia para perturbar os crentes recém convertidos. Como já sabemos, exigiam que os conversos fossem circuncidados, que seguissem a lei de Moisés (dos sacrifícios) e guardassem as tradições dos anciãos, que foram inventadas depois do desastre da destruição por Babilônia. Essas tradições visavam principalmente prevenir contra a adoração a ídolos e também orientavam sobre como ser um bom judeu. Porém, exageravam em vários pontos, tornando-se um peso sem sentido. “Vocês estão observando dias especiais, meses, ocasiões específicas e anos!” (Gal. 3:10).

A fonte do evangelho (Gál. 1:10-24) que ele ensinava não veio do homem. Se viesse dos homens, poderia até ser mais agradável a eles. Mas, Paulo está sendo perseguido porque ele procura agradar a CRISTO, não ao homem (Gál. 1:10; veja também Mateus 6:24).

Paulo foi durão em sua mensagem, aliás, qual profeta não foi assim? Disse ele: “Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado!” (Gálatas 1:8-9). Paulo avisou que não déssemos ouvidos a nenhum outro evangelho, não importa quem o pregue. Ele frisou esta declaração repetindo-a. Não importa que fosse anjo celestial nem mesmo que fosse o próprio apóstolo Paulo, a pessoa com um outro evangelho seria amaldiçoada. Este anúncio demonstra que a mensagem é maior que o mensageiro. Ao invés de ficar encantado pela própria pessoa que ensina, devemos nos ocupar analisando a própria mensagem à luz da palavra de Deus. Os gálatas já haviam recebido a pura verdade; por isso, tinham condições para desmentir as novidades. Nós também podemos verificar tudo pela regra da palavra escrita na Bíblia, e é o que devemos fazer. Especialmente nesses últimos dias.

Na dureza de Paulo, lemos como ele foi enfático, coisa que muitas vezes hoje está faltando, afinal, estamos em guerra e indo para o seu desfecho. Veja só como ficou a tradução na “linguagem de hoje.” “Ó gálatas sem juízo! Quem foi que enfeitiçou vocês? Na minha pregação a vocês eu fiz uma descrição perfeita da morte de JESUS CRISTO na cruz; por assim dizer, vocês viram JESUS na cruz. Respondam somente isto: vocês receberam o ESPÍRITO de DEUS por terem feito o que a lei manda ou por terem ouvido a mensagem do evangelho e terem crido nela? Como é que vocês podem ter tão pouco juízo? Vocês começaram a sua vida cristã pelo poder do ESPÍRITO de DEUS e agora querem ir até o fim pelas suas próprias forças? Será que as coisas pelas quais vocês passaram não serviram para nada? Não é possível!” (Gál. 3:1 a 10 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje).

Sobre os dias atuais, Ellen G. White faz um grave alerta: “Durante as reuniões em Orebro, fui impelida pelo Espírito do Senhor a apresentar Sua lei como a grande norma de justiça e a advertir nosso povo contra a falsa santificação moderna, que tem sua origem na adoração da vontade, e não na submissão à vontade de Deus. Esse erro está rapidamente inundando o mundo, e, como testemunhas de Deus, seremos convidados a dar decidido testemunho contra ele. É um dos maiores enganos dos últimos dias e constituíra uma tentação para todos os que creem na verdade presente. Aqueles cuja fé não está firmemente estabelecida sobre a Palavra de Deus serão enganados. E a parte mais triste de tudo isso é que bem poucos dos que são enganados por esse erro encontram novamente o caminho para a luz.

“A Bíblia é a norma para provar as alegações de todos os que professam santificação. Jesus orou que Seus discípulos fossem santificados pela verdade, e Ele diz: “A Tua palavra é a verdade” (João 17:17); ao passo que o salmista declara: “A Tua lei é a verdade.” Sal. 119:142. Todos aqueles a quem Deus está guiando manifestarão elevada consideração pelas Escrituras nas quais é ouvida Sua voz. A Bíblia ser-lhes-á “proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra”. II Tim. 3:16. “Por seus frutos os conhecereis.” Mat. 7:16” (Fé e obras, 51).

 

  1. Quinta: A origem do evangelho de Paulo

Quais eram as possíveis origens do conhecimento do evangelho, naqueles tempos?

  • O estudo da Torá
  • As escolas dos profetas
  • Os ensinamentos dos apóstolos
  • Os ensinamentos do próprio JESUS CRISTO

Havia também as falsas origens, da parte dos fariseus e de outros experts aviltados em conhecimento da verdade.

E qual era a origem do evangelho de Paulo? É fácil se saber que a origem de maior credibilidade, acima, é DEUS como fonte. Essa foi a origem dos apóstolos, eles estiveram aprendendo com JESUS durante mais de três anos. Mas Paulo (antes Saulo), que entrou na pregação depois de JESUS ter ido ao céu, não teria tanta credibilidade como os demais apóstolos, pois, por certo, nem chegou a falar com JESUS. Porém, Paulo foi chamado diretamente por JESUS, na estrada para Damasco. Depois ficou em Damasco por alguns dias, e lá recebeu de JESUS ao lhe fazer entender as escrituras do modo correto o conhecimento que ainda lhe faltava. Ele conhecia muito profundamente a Torá, logo, o que lhe faltava era pouca coisa, era sobre JESUS mesmo. Sobre as profecias que apontavam a JESUS já conhecia, faltava-lhe conhecer a JESUS. O pouco que lhe faltava aprendeu, certamente, em Damasco. Quando o que deveria saber se tornou completo, saiu a pregar, em nome de quem lhe chamou.

“Ponderando essas coisas em seu coração, Paulo compreendeu mais e mais claro a razão de seu chamado – ser um “apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus”. I Cor. 1:1. Este chamado lhe veio, “não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai”. Gál. 1:1. A magnitude da obra que estava a sua frente levou-o a dedicar muito estudo às Escrituras Sagradas, a fim de que pudesse pregar o evangelho, “não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã”, “mas em demonstração de Espírito e de poder”, para que a fé de todos os que ouvissem “não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus”. I Cor. 1:17; 2:4 e 5” (Atos dos apóstolos, 127).

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

Paulo entrou na igreja tardiamente como apóstolo. E pregava exatamente o que os demais apóstolos pregavam, mesmo assim, muitos, especialmente os líderes do Sinédrio e os doutores da lei e os judeus cristãos judaizantes (os que seguiam os rituais antes da cruz, que foram abolidos na cruz) o acusavam de não ter recebido o evangelho de DEUS, e sim, que pregava assuntos que vinham dele mesmo. Isso era feito para denegrir a imagem de Paulo e para depreciar o conteúdo de seus ensinos. É evidente que por trás dessas acusações estava satanás. Como sabemos, fazia parte da oposição a Paulo a exigência de que todos os conversos fossem circuncidados e que oferecessem os sacrifícios que vigoraram até a morte de JESUS. Mas Paulo foi muito firme em não se abalar e respondia, com base nas Escrituras, defendendo o evangelho que ele e os demais apóstolos pregavam.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Assim como foi com Paulo também já é e será nos tempos finais. A polêmica atual será sobre qual dia DEUS requer que seja santificado, se o sábado ou se o domingo. Também fará parte desse debate se há ou não uma entidade imortal, chamada alma. Aliás, se fosse assim, então o salário do pecado não seria a morte. Outros tópicos farão parte da polêmica final. Muitos falsos mestres se levantarão até mesmo em nosso meio, em defesa do domingo.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

A questão do uso de drogas, mais especificamente do crack, não é uma questão de fácil solução. Em São Paulo, por enquanto, com o combate, o consumo aumentou. Leia a explicação: “Aumentou consideravelmente o uso de drogas. O que aconteceu? Quando teve essa ação na Cracolândia, as pessoas se dispersaram essa dispersão fez com que diminuísse, fizesse um varejão das drogas que tinham lá naquele espaço. As pessoas acumularam uma quantidade excessiva, uma quantidade a mais dessa substância e agora tá fazendo um uso justamente porque elas estão muito mais estressadas, estão muito mais nervosas, estão prejudicadas, estão feridas no corpo e a droga é uma válvula de escape nessas situações.” No entanto, a droga precisa ser combatida. Há no Brasil cerca de 2,8 milhões de drogados. Em São Paulo, estão conseguindo a adesão de 500 usuários por dia para se tratarem. Leia mais aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Nos primeiros anos da obra do evangelho entre os gentios, alguns dos irmãos dirigentes de Jerusalém, apegando-se a anteriores preconceitos e modos de pensar, não haviam cooperado sinceramente com Paulo e seus companheiros. Em sua ansiedade por preservar umas poucas formas e cerimônias insignificantes, tinham perdido de vista as bênçãos que poderiam advir a eles e à causa que amavam, mediante um esforço para unir numa só todas as partes da obra do Senhor. Embora desejosos de salvaguardar os melhores interesses da igreja cristã, tinham deixado de manter-se a passo com as progressivas providências de Deus, e em sua humana sabedoria tinham procurado entravar os obreiros com muitas restrições desnecessárias. Dessa maneira surgiu ali um grupo de homens que não estavam familiarizados pessoalmente com as circunstâncias mutáveis e peculiares necessidades enfrentadas pelos obreiros em campos distantes, e que entretanto sustentavam ter autoridade para levar seus irmãos nesses campos a seguir certos e determinados métodos de trabalho. Julgavam que a obra de pregar o evangelho pudesse ser levada avante em harmonia com suas opiniões.

“Vários anos haviam passado desde que os irmãos em Jerusalém, juntamente com representantes de outras igrejas principais, tinham dado cuidadosa atenção às perturbadoras questões que haviam surgido com respeito a métodos seguidos pelos que trabalhavam entre os gentios. Como resultado deste concílio, os irmãos tinham sido unânimes em fazer definidas recomendações às igrejas concernentes a certos ritos e costumes, inclusive a circuncisão. Foi neste concílio geral que os irmãos foram também unânimes em recomendar Paulo e Barnabé às igrejas cristãs como obreiros dignos da inteira confiança de cada crente.

“Havia entre os presentes a essa reunião, alguns que haviam criticado severamente os métodos de trabalho seguidos pelos apóstolos sobre quem repousava o principal encargo de levar o evangelho ao mundo gentio. Mas durante o concílio, sua visão do propósito de Deus se tinha ampliado, e eles se uniram a seus irmãos em fazer sábias decisões que tornaram possível a unificação de todo o corpo de crentes” (Atos dos apóstolos, 400 e 401).

 

  1. Conclusão

“Se Paulo, perturbado de todos os lados, perplexo e perseguido, podia chamar suas tribulações de leves aflições, de que poderá queixar-se o cristão de hoje? Quão insignificantes são as nossas tribulações em comparação com as muitas aflições de Paulo! Elas não merecem ser comparadas com o eterno peso de glória reservado para o vencedor. Elas são obreiras de Deus, ordenadas para o aperfeiçoamento do caráter. Por maiores que sejam as privações e os sofrimentos do cristão, por mais escuro e inescrutável que se apresente o caminho da Providência Divina, ele deve regozijar-se no Senhor, sabendo que tudo está contribuindo para o seu bem” (Exaltai-O, MM 1992, 249).

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre:     26/5 a 1º/6/2017

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

3 comments for “Lição 2 – A autoridade de Paulo e o evangelho

  1. ELIZABETE
    julho 3, 2017 at 7:42 am

    Bom dia Sikberto, antes de td quero me apresentar: me batizei com 19 anos e hj já fazem 23 anos q sigo nesse caminho. Desde o dia seguinte de batismo até hj sempre ocupei cargos na liderança (o único ainda não ocupado foi o ancionato kkkkk) isso talvez se deva ao fato de sempre buscar primeiro a ajuda de Deus e procurar dar o melhor de mim em td q faço, e isso incomoda alguns. Estou sempre lendo literaturas da igreja, acompanhando sermões pela net e isso me trouxe algum conhecimento a mais, q me permite dizer q, até o momento não vi qualquer comentário seu em desacordo com nossa fé, tanto q tds os dias após estudar a lição, ouvir áudios do Leandro Quadros e outros vídeos do YouTube leio seu comentário sobre a lição e inclusive utilizo várias partes dele e replico p minha unidade no watts com mta tranquilidade, confiante de q em nd seus comentários estão em desarmonia com a Bíblia. Meu irmão, tb já tive meus dissabores com alguns da igreja q classifico como invejosos, secretários do inimigo, q não leem nd, não querem ajudar em nd e querem se aparecer de alguma maneira. Entenda q Satanás é quem está por trás dessas pessoas e a intensidade desses ataques aumentará com a sacudidura, continue estudando a Bíblia, indo à igreja, ajudando na obra enfim se fortalecendo, somente assim vc resistirá a sacudidura infinitamente maior q está por vir. Estarei orando por vc. Um ótimo dia!!!!

  2. Paulus Tornos Tornos
    julho 4, 2017 at 6:28 am

    Paulinho torneiro . Graca e paz. Todas as vezes que um servo fazer a vontade de Deus esbarra na resistência inimiga. Porque não servimos ao rei do mundo. E como se nao fizesse o que o patrão manda. E isso compete para ser mandado embora. E e isso que o diabo faz. Nao desista pois acredito que tem muita gente que assim como eu aqui uso seus comentários para ajudar na igreja e a mim mesmo entender melhor a lição. Escreva e nao desists porque assim como eu tem muitos a te agradecer por saber que a sua bagagem supera muito e obrigado por compartilhar ela conosco.
    Um dia no ceu te agradecerei pessoalmente. Se nao encontrarmos por aqui.
    Muito obrigado.

  3. JOSÉ APARECIDO GUEDES DA SILVA
    julho 7, 2017 at 7:04 am

    Grato Prof Sikberto, pela importante colaboração na obra de Deus. Seus comentários tem enriquecido em muito o estudo das lições.
    Deus continue lhe abençoando!
    Abraço!

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