Lição 2 – O batismo e as tentações

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2015

Tema geral do trimestre: O evangelho de Lucas

Lição 2 –  O batismo e as tentações

Semana de  4 a 11 de abril

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: “O ESPÍRITO SANTO desceu sobre Ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do Céu: Tu és o Meu Filho amado, em Ti me comprazo” (Luc. 3:22).

 

Introdução de sábado à tarde

JESUS, assim como João Batista um pouco antes, nasceu no contexto do grande Império Romano, o império de ferro, o mais longo e mais poderoso de todos os tempos. Naqueles dias da vida de JESUS, o poder se centralizava em Roma, e em vasto território havia representantes, reis e governadores por exemplo, que prestavam serviços ao poder central do Imperador Romano, que se intitularia sumo pontífice.

Por outro lado, na nação judaica, pequena, havia também gente importante. Eram os sacerdotes e o sumo-sacerdote. Além deles, havia os doutores da lei. Todos eles pessoas de grande influência sobre a população, eles na verdade dominavam sobre a nação. Eram fiéis ao Império Romano, e este confiava nessas pessoas, como capazes de manter a ordem na nação, isto é, a submissão ao império.

De um ponto de vista humano, JESUS, ao nascer, para cumprir sua penosa e vital missão, deveria aliar-se a essas pessoas para delas obter favor e os direitos necessários. Logo, pala lógica da época, a lógica da filosofia grega, se JESUS quisesse ter sucesso, deveria ter nascido rico, em família de prestígio, e ter-Se aliado com os politicamente poderosos. Pois bem, fez exatamente o contrário, nasceu muito pobre, em família sem prestígio, a aliou-se com um pobre pregador do deserto, chegando por ele ser batizado.

O prognóstico do trabalho de JESUS seria fracasso total. No entanto, e isso pode parecer incrível, as pessoas iam ao deserto, às margens do Rio Jordão, para ouvir João Batista, e o próprio rei Erodes o temia e respeitava. As autoridades religiosas também o temiam. Depois, a pregação de JESUS, em vez de fracasso, arrebanhou tanta multidão de gente que assustou as autoridades religiosas subservientes ao Império Romano.

Pois bem, aconteceu tudo de uma maneira contrária ao que se esperava em relação a JESUS. Assim, do mesmo modo, em nossos dias, uma igreja de gente humilde irá sacudir o mundo, e todas as pessoas vivas saberão que JESUS está por voltar. O trabalho dos humildes Elias e João Batista se repetirá, e já está no início, e pelo poder do ESPÍRITO SAANTO, não da lógica e sabedoria humana, se cumprirá a pregação do evangelho e JESUS voltará, conforme a promessa.

 

  1. Primeiro dia: “Preparai o caminho do Senhor”

Em Lucas capítulo 3, até o verso 14, o autor demonstra a pregação de João Batista. O que João pregava era um tanto diferente das pregações que geralmente hoje vemos. Ele era claro, direto ao ponto, e nunca adulava quem quer que fosse. Hoje muitos de nossos pregadores querem agradar as multidões, e deixam de mostrar o verdadeiro caminho, que é estreito.

João, em resumo, disse que primeiro era necessário o arrependimento autêntico para ser perdoado e batizado. É necessário o verdadeiro arrependimento, caso contrário, o batismo será só um banho, como tem muitos. Ellen White não aprova os batismos apressados quase sem preparo. Em relação ao batismo, em Lucas 3.16, lemos: “Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de desatar a correia das sandálias; este vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”. “Muitos dos fariseus e saduceus foram ao batismo de João, e dirigindo-se a esses, ele disse: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi pois frutos dignos de arrependimento; e não presumais de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo. E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas Aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; Ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo. Em Sua mão tem a pá, e limpará a Sua eira, e recolherá no celeiro o Seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará.” Mar. 3:7-12” (Mensagens escolhidas, v. 2, 148).

O batismo com o ESPÍRITO SANTO, e com fogo, significa que a pessoa, em um certo momento, receberá poder do alto, para também ser uma ativa participante na tarefa de salvar outros. Essa tarefa pode ser realizada de milhares de maneiras, e cada pessoa pode inventar uma maneira. Se assim proceder, por certo o fará segundo o dom que recebeu do ESPÍRITO SANTO.

O batismo é também um símbolo, que demonstra a todos que a pessoa se arrependeu de sua vida até então, que está renunciando seus atos de pecado cometidos, e que não quer cometer mais. Assim sendo, em um primeiro momento, receberá poder do alto, poder do ESPÍRITO SANTO para vencer como decidiu. Ela será auxiliada pelo poder de DEUS, então é certo que vencerá, se ela se mantiver ligada a DEUS.

Em um segundo momento, o ESPÍRITO SANTO lhe concederá capacidades para trabalhar por JESUS, ou talvez melhor, com JESUS, para salvar outras pessoas do caminho da morte. No tempo dos apóstolos, no Pentecostes, eles receberam dons para falar outras línguas, por meio de línguas de fogo (Atos 2:1 a 4), mas como é o ESPÍRITO quem distribui dons, não é só o dom de línguas que revela que ela recebeu poder. Há muitos dons ilustrados na Bíblia, e outros mais podem ser concedidos, segundo a necessidade no momento.

 

  1. Segunda: “Tu és Meu filho amado”

O estudo de hoje inicia com a perda de JESUS, por seus pais. Como JESUS era muito obediente, e sempre estava de olho em seus pais para ficar com eles, José e Maria não se preocuparam em atentar para Ele. Tendo todos decidido voltar, e como de costume as crianças andavam juntas, caminharam todo o dia, e ao anoitecer foi que se deram conta que JESUS não estava com eles. Foi então que a preocupação surgiu, onde Ele está? O que aconteceu com Ele? Onde foi que se perdeu?

Ele não estava perdido, estava no templo.

Decidiram retornar, e por certo foi o que fizeram no dia seguinte. Chegando outra vez a Jerusalém, já se haviam passado dois dias, sem JESUS. Pois a pergunta aqui é, quantos dias muitas vezes nós também ficamos sem JESUS, isto é, sem orar?

Foi somente no terceiro dia que O encontraram. E onde Ele estava? No templo, fazendo estudos com os professores da lei. Na verdade, Ele os indagava, fazia perguntas. JESUS vira, pela primeira vez, o sacrifício no Templo, e entendera o significado, aquele cordeiro morto representava Ele mesmo. Agora, aos doze anos, entendia que viera para morrer pela humanidade, e como era um ser humano, queria aprender tudo o que fosse possível a respeito. Portanto, com esse intento, foi ao templo onde estavam os estudiosos das profecias, e passou a aprender deles, com mais profundidade do que em casa. Podemos ter certeza de que, daquele dia em diante, JESUS passou a estudar os escritos do Velho Testamento com outros olhos.

Então temos o segundo estudo de hoje, o batismo de JESUS. Ele estava pronto a iniciar seu ministério. Fora até João Batista para ser também batizado. Não havia necessidade de JESUS arrepender-se de pecados, pois não os tinha cometido, e então ser batizado. Mas era para que um grande momento fosse marcado, e também, para servir de exemplo, assim como DEUS deu exemplo de como santificar o sábado, no primeiro sábado do planeta, junto com Adão e Eva, e também, como DEUS dá o exemplo na obediência a Sua própria lei.

O grande momento foi a proclamação de João, dizendo: “Eis o Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo” (João 1:29). E o DEUS Pai anunciou JESUS como o Filho de DEUS, e também o ESPÍRITO SANTO desceu sobre Ele em forma de pomba (Luc. 3:22). Ali estava a Trindade presente, no momento em que JESUS dava início a seu ministério, o Pai, o Filho e o ESPIRITO SANTO. Assim também foi em sua ressurreição. O Salvador entrava na reta final de Sua obra, que só terminaria na cruz. Ele logo a seguir iria ao deserto jejuar por 40 dias, então retornaria para salvar as pessoas.

 

  1. Terça: “Não só de pão”

No final do jejum de 40 dias de JESUS, foi o encontro fatal entre satanás e JESUS. Mas para entende-lo, devemos retroceder a muito tempo antes.

Lúcifer, o anjo encarregado de conduzir as altas horas a DEUS, e isso inclui JESUS, olhou para si mesmo e passou a desenvolver inveja de JESUS. Quando o Trio celeste se reuniu para deliberar sobre a criação da Terra, ele quis ter sido convidado, e encheu-se de ódio por ficar fora. É evidente, ele era uma criatura, não Criador. Então ele passou a desafiar o Filho de DEUS, não O adorava mais, e organizou uma revolta contra o Senhor JESUS, por meio do qual todas as coisas eram criadas. Lúcifer, atentem bem, não desejava ser outro criador, isso era impossível a ele, e ele o sabia, mas queria ser adorado (Isa. 14:13 e 14).

Na tragédia da queda de Adão e Eva, outra vez ele atuou no sentido de que adorassem a ele, não ao Criador, fez com que Eva duvidasse da palavra de DEUS, para aceitar a dele. É claro, nisso ele foi sutil, pois numa primeira atenção, nem parecia que assim estavam desobedecendo a DEUS e se vinculando a outro senhor, que nem é criador, nem é capaz de garantir a vida.

Agora, satanás estava outra vez diante de JESUS, mas não diante de um ser onipotente, e sim, de um frágil ser humano em jejum de 40 dias. Tentemos imaginar o quadro. Com tantos dias de jejum, JESUS já não caminhava mais, mal respirava. Não havia nEle forças para se ajudar, estava incapacitado a ir para algum lugar em busca de alimento. Só havia duas alternativas para se manter vivo, pois se nada fosse feito, talvez naquele dia mesmo morresse faminto. Tinha poucas horas de vida, ou quem sabe, menos de uma hora. Estavas no limite da suportabilidade a um ser humano sadio, pois outros não chegam nem mesmo a um terço de tal prova. As duas alternativas eram: ou alguém o ajudava, ou ele mesmo, usando de seus atributos como DEUS, aos quais poderia recorrer se desejasse, pois estavam ao Seu alcance, Ele mesmo resolvesse a situação.

Outro ser poderia ajuda-lo, pois isso decorreria da fé, e Ele já havia cumprido o plano de jejum. Ele deveria esperar, com fé, que DEUS, o Pai o acudisse no momento adequado. E isso viria pela fé, confiança em Seu Pai.

Mas se Ele mesmo se valesse dos atributos de DEUS, pois devemos sempre ter em mente que JESUS também era DEUS, Ele nunca deixou de sê-lo, pois é impossível um membro da Trindade desaparecer por alguns tempos, então ele teria deixado de aguardar pela providência divina assim como todos nós devemos fazer. Nesse caso, teria fracassado na fé. E foi nesse aspecto que satanás o tentou quanto ao alimento.

Não foram somente três tentações, estas ocorreram no último dia, no deserto. Leia-se o livro “No deserto da tentação”, ali conta toda a história, desde o primeiro dia. Durante seu jejum, satanás se achegava a JESUS, para dissuadi-lo de continuar o jejum. Apresentava-se como um enviado de DEUS Pai, dizendo que já bastava. Enquanto a fome apertava, essa ideia se tornava interessante. É pelo alimento que muitos de nós somos pegos por satanás. Ele se apresentava como comissionado de DEUS, mas JESUS sabia desde o início quem ele era. Sabia mesmo como ser humano.

Na tremenda fome, absurda fome, ao final daquele penoso período no deserto, em que é muito quente de dia, e muito frio de noite, a mente de JESUS quase não funcionava mais. Debilitado ao extremo, Ele era só fome e impotência. Nessa circunstância a mente humana funciona tão mal que apenas lhe restam as experiências do passado para tomar decisões. Só as emoções comandam. Pois, se JESUS tivesse em sua vida cometido algum pecado, era esse que a sua mente iria usar para pensar, afinal, o pecado sempre comanda nossa mente em momentos de crise.

Foi no limite da vida, quando a morte já se fazia sentir em seu corpo, quando sua respiração ofegava, Ele, pele e osso, incapaz de se movimentar e de se ajudar, foi enfrentar a sugestão de transformar pedras em pães, uma solução imediata e inteligente para o seu caso. Mas seria uma solução fatal, pois teria cometido dois deslizes: seguido uma ordem do inimigo e teria recorrido a recursos ilegais para aquela situação. Ele devia aguardar que DEUS O socorresse. Foi o que fez. Então vieram os anjos e o serviram, e com o poder do ESPÍRITO SANTO (Mat. 4:11 e Luc. 4:14), voltou para iniciar seu trabalho de pregação. Ele, ao contrário do que fez Eva, não deixou de confiar em DEUS Pai, até que todo o plano de jejum se executasse.

 

  1. Quarta: “Se… me adorares”

Se satanás tentasse obter adoração por parte de JESUS num estado de consciência forte, essa tentativa seria uma piada ingênua. Jamais JESUS, o Filho de DEUS iria aceitar adorar, justamente o seu inimigo, que fora por Ele derrotado no Céu, e expulso de lá. Porém, as condições eram outras. Como vimos ontem, e é recomendável lerem o livro “No deserto da tentação”, é um livro pequeno, de umas 130 páginas, lá se pode entender o que JESUS passou naquele deserto, o quanto era assediado, diariamente por satanás, e em que condições estava o Salvador no quadragésimo dia.

Devemos imaginar um homem, como JESUS era, em um estado físico e mental deplorável, em seus últimos momentos, prestes a perder a consciência, e então, morrer de fome. O raciocínio estava extremamente fraco. Mesmo assim, JESUS não cedeu, e dava respostas fundamentadas na Bíblia.

Na situação em que se encontrava o Salvador, não seria difícil a satanás enganá-lo. O demônio esperou até a hora derradeira de vida daquele homem, Filho de DEUS, para fazer seu ataque decisivo. Para ele, era tudo ou nada, ou venceria, ou perderia para sempre. A proposta, nessa situação, até parecia interessante. Pois, JESUS, sem passar pela cruz, teria esse planeta de volta ao Seu poder. Lembremo-nos, satanás obtivera o direito a governar esse planeta de Adão e Eva.

E podemos crer, certamente satanás daria mesmo o poder de governo a JESUS. Mas há duas observações fatais: a primeira, mesmo então JESUS sendo o rei na Terra, satanás estaria acima de JESUS, e seria como um Imperador sobre esse rei, afinal, JESUS teria adorado o demônio, portanto, Se teria entregue a ele. A segunda observação, é que, mesmo tendo conquistado de volta a Terra, Ele não teria morrido por ninguém, e a situação de pecado e devidas desgraças, simplesmente continuaria até que o planeta, por si mesmo, retornasse ao caos, devido a ação do pecado. Ou seja, JESUS teria que amargar um retumbante fracasso. Saiba que, se JESUS adorasse a satanás, se fosse morto na cruz, isso seria inaceitável pelo Céu, e até por satanás. Não teria mais valor algum, alguém que tendo adorado satanás, ainda assim, querer interceder pelos pecadores. Um derrotado diante de satanás jamais poderia salvar seres pecadores.

Atenção, uma das coisas que satanás procura hoje, é que, o povo de DEUS o adore, dentro das igrejas. Ele faz isso por meio de um estranho e novo estilo musical, profecia de Ellen G. White.

Outras implicações, se JESUS tivesse adorado a satanás, nem quero pensar. Por exemplo, como ficaria JESUS como DEUS, não como homem? Como ficaria o governo de DEUS sobre o Universo? E satanás, o que ele reivindicaria a partir da nova situação?

Uma coisa é certa, DEUS e Seu governo seriam ridicularizados para sempre. Nunca mais o Universo seria um espaço de paz e amor. Ou seja, seria o fim do governo de DEUS, com suas características como conhecemos.

Mas, duas palavras pronunciadas por JESUS fizeram a diferença entre essas duas possibilidades de vitória ou derrota: “vai-te satanás.” Elas garantiram a vitória.

 

  1. Quinta: CRISTO, o Vencedor

Seguindo o relato de Mateus, que é o meu preferido (em Marcos a sequencia das duas últimas tentações é outra, não sabemos qual é a real), vemos que, na primeira tentação, satanás colocou JESUS numa situação de dúvida, se Ele era realmente Filho de DEUS. JESUS respondeu iniciando com uma citação da Bíblia, dizendo “está escrito”, ou seja, DEUS disse. Na segunda tentação, satanás revidou, também citando um trecho da Bíblia, de que DEUS cuida de seus filhos, portanto, Ele poderia se atirar do alto do pináculo do templo, que DEUS enviaria seus anjos para o ampararem. JESUS respondeu com um solene “também está escrito” que não devemos tentar a nosso DEUS, isto é, não devemos coloca-Lo em prova.

Ora, isso seria algo parecido a hoje um filho de DEUS atirar-se do alto de um edifício, e querer que DEUS o salve. Um ato suicida mas com a proteção de DEUS. É razoável querer que DEUS liberte alguém que faz isso? Muito menos, que o próprio Filho de DEUS o faça.

Na terceira tentação, conforme Mateus, e por isso que prefiro esse autor, satanás partiu para o tudo ou nada. A grande questão da luta de satanás sempre foi a adoração. Ele queria ser adorado, assim como DEUS. Queria ser semelhante ao Altíssimo, com as mesmas prerrogativas. Isso é o que ele ainda quer hoje. Então ele foi ao extremo do ataque, prometendo devolver tudo a JESUS, se este, ajoelhado, o adorasse. Mas que proposta ousada, sem noção. Querer que JESUS, que também era DEUS, adorasse uma criatura inimiga. É compreensível que satanás tenha vindo com essa ideia, pois estava, e ainda está, dominado por ela. E também, esse é o seu grande motivo de revolta. Além disso, esse era o momento de propor tal coisa, pois o sistema nervoso de JESUS, Seu cérebro e Sua mente, estavam em extremo debilitados. Talvez desse certo, mas felizmente, não funcionou como satanás esperava. Ele se afastou derrotado, na esperança de conseguir alguma coisa, mais tarde, na batalha da cruz.

“Quando o Filho de Deus e Satanás, pela primeira vez, se defrontaram em conflito, era Cristo o comandante das hostes celestiais; e Satanás, o cabeça da rebelião no Céu, fora dali expulso. Agora, dir-se-ia haverem-se invertido as condições, e o adversário explorou o mais possível sua suposta vantagem. Um dos mais poderosos anjos, disse ele, fora banido do Céu. A aparência de Jesus indicava ser Ele aquele anjo caído, abandonado de Deus, e desamparado dos homens. Um ser divino devia ser capaz de comprovar sua pretensão mediante um milagre; “se Tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães”. Mat. 4:3.Tal ato de poder criador, insiste o maligno, seria conclusiva prova de divindade. Isso poria termo à contenda” (O Desejado de todas as nações, 119).

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

JESUS Se preparou para vencer. Aos 12 anos entendeu Sua missão, e indagou os professores da lei, durante três dias, enquanto seus pais O procuravam. Precisava aprender tudo como qualquer pessoa. Dali em diante, JESUS vasculhava os escritos e aprendia de seus pais, em especial, de sua mãe.

Com a experiência do deserto, Ele comprovou que estava preparado para enfrentar satanás. Com o batismo Ele se aliou ao DEUS pai como qualquer pessoa se alia a Ele, ingressando na igreja para pertencer ao povo de DEUS. Assim podemos contar com o poder do alto em nossa caminhada vitoriosa rumo a vida eterna.

 

  • Quais os tópicos relevantes?

JESUS não foi batizado porque tinha que demonstrar arrependimento de pecados. Pelo contrário, Ele veio para tirar os pecados dos pecadores (João 1:29). Ele era o Cordeiro de DEUS nesse sentido. Ele foi exemplo para nós, em tudo, inclusive no batismo por imersão. E no ato do batismo, DEUS Se manifestou e atestou quem era JESUS.

 

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Sabemos que estamos chegando no final dos tempos, isto quer dizer, estamos frente a grandes dificuldades. Passaremos pala grande provação, a angústia de Jacó por exemplo. Assim como JESUS, precisamos estar preparados, ou não venceremos. O nosso preparo está em ser totalmente dependentes de JESUS, pois Ele venceu por nós, e deseja nos dar a vitória se confiarmos em nosso Salvador.

 

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

A nossa preparação requer que não somente estudemos a Bíblia e as lições da Escola Sabatina, mas também que trabalhemos pala vida dos outros, para que se salvem.

 

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

“Dolorosa coisa era para o coração de Jesus, avançar em Seu caminho a despeito dos temores, decepções e incredulidade dos amados discípulos. Duro era conduzi-los à angústia e desespero que os aguardavam em Jerusalém. E Satanás estava a postos para forçar suas tentações sobre o Filho do homem. Por que iria agora a Jerusalém, a uma morte certa? Por toda parte, ao Seu redor, estavam almas famintas do pão da vida. Por todo lado, almas sofredoras a esperar-Lhe a palavra de cura. A obra a ser operada pelo evangelho de Sua graça apenas começara. E Ele Se achava em pleno vigor da primavera da varonilidade. Por que não ir aos vastos campos do mundo com as palavras de Sua graça, o toque de Seu poder de curar? Por que não Se dar a Si mesmo a alegria de conceder luz e satisfação aos entenebrecidos e sofredores milhões de criaturas? Por que deixar a colheita aos discípulos, tão fracos na fé, tão pesados de entendimento, tão tardios para agir? Por que enfrentar a morte agora, e deixar a obra ainda em sua infância? O inimigo que no deserto se defrontara com Cristo, assaltou-O então com cruéis e sutis tentações. Houvesse Jesus cedido por um instante, houvesse mudado Sua orientação no mínimo particular para Se salvar a Si mesmo, e os instrumentos de Satanás haveriam triunfado, ficando o mundo perdido” (O Desejado de todas as nações, 486).

 

  1. Conclusão geral

Vale a pena o arrependimento. É dele que vem a vitória. Vale a pela viver com JESUS, como estando todo tempo a Seu lado. Foi assim que Enoque venceu, e chegou a nunca morrer. Será assim que muitos, mesmo morrendo, viverão para sempre.

 

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

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Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p(Apoc. 15, 16) Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªpArmagedom Os chifres
A igreja verdadeira O decreto dominical O alfa e o ômega Como é fácil enganar!

 

 

estudado e escrito entre:    26/02 a 05/03/2015

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

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