Lição 3 – A unidade do evangelho

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: O evangelho em Gálatas

Lição 3 – A unidade do evangelho

Semana de 8 a 15 de julho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude” (Fil. 2:2, NVI).

 

Introdução de sábado à tarde

Paulo nesse verso acima, apela à unidade na igreja. Há, no entanto, um porém: a unidade não pode ser superior à verdade, a conteúdo da Bíblia. É exatamente isso que o Ecumenismo pretende hoje: a unidade entre os cristãos, juntando todas as igrejas cristãs sob o comando de uma só igreja. E é exatamente isso que pretende o Diálogo Inter-religioso: unir todas as religiões em uma só fé, embora as tremendas e enormes diferenças. O elo de união é a santificação do domingo e a imortalidade da alma; todos deverão crer nisso. E essas duas doutrinas não são nem bíblicas, são espíritas.

Mas há mais um porém. Infelizmente a IASD também permanecerá desunida, ao menos até o decreto dominical, quando sair o joio da igreja. Não há como abdicar da verdade em nome, por exemplo, da barulheira que muitos promovem dentro da igreja dizendo ser isso adoração. Muitos, e eu mesmo sou um deles, jamais concordarão e não deverão concordar, pois a revelação mais recente sobre a música na igreja veio através de Ellen G. White.

Paulo disse que devêssemos ter unidade, e isso é uma grande verdade. Devemos todos crer na mesma verdade, do mesmo modo, esse é o ponto. Enquanto houver discordância em relação ao claro “assim diz o Senhor” vai haver desunião, e deverá haver. Assim como o profeta Jeremias não concordava com os líderes de seu tempo, que levou à destruição de Jerusalém e do templo, assim como JESUS CRISTO não concordava com os líderes do Sinédrio, do mesmo modo não devemos concordar com aqueles que não seguem o que está escrito, e que se comportam de modo diferente. A unidade tolerando-se comportamentos não bíblicos na adoração levaria a igreja ao fracasso e à substituição por outra, e sabemos que isso não acontecerá, sabemos que JESUS, assim como purificou o templo de Jerusalém, purificará Seu povo para o Alto Clamor e para a conclusão da pregação do evangelho.

 

  1. Primeiro dia: A importância da unidade

Fazia 14 anos que Saulo havia estado em Jerusalém e ainda persistiam as divisões na igreja infante, uns dizendo que seguiam a Paulo, outros que seguiam a Pedro, outros que seguiam a Apolo, e outros que seguiam a JESUS. Desde o início de sua conversão, Saulo, depois Paulo, pregava com determinação sobre JESUS, que Ele era o Messias aguardado e que havia vindo, sido morto, ressuscitou e voltou ao Céu, mas que retornaria outra vez. Os opositores de Paulo tentavam, sob influência de satanás, jogar Paulo contra os demais apóstolos. O trabalho de Paulo era muito bem-sucedido, era o pregador de maior empenho, também o que mais escrevia. Fundava igrejas, viajava muito, confirmava os conversos e fazia aumentar a adesão de novos cristãos, bem como promovia novos mestres, pregadores e outros líderes. Certamente foi o que melhor substituiu JESUS na Terra, e se de fato houvesse um primeiro papa naqueles dias, não seria Pedro, e sim, Paulo. Por isso era conveniente para os opositores (os antigos aliados de Saulo e mais outras pessoas), que ocorresse algum desentendimento entre os apóstolos e Paulo. Andaram espalhando mentiras até em Gálatas, por onde Paulo havia passado. Lembre que, bem no início de seu trabalho, ainda em Damasco, tentaram matá-lo, tendo que os irmãos dar fuga a ele por meio de um cesto com corda por sobre o muro da cidade, uma fuga humilhante.

Acusavam falsamente que Paulo pregava um evangelho diferente que o dos demais apóstolos, e essa acusação tornava-se cada vez mais intensa, gerando confusão, descrença na igreja e em Paulo, talvez até nos demais apóstolos, e principalmente gerava desconfiança no que se pregava com insegurança da parte dos ouvintes. Imagine recém convertidos saberem que Paulo era uma espécie de traidor, pregando coisas não de acordo com JESUS. É evidente que ficariam desconfiados em relação ao que aprenderam. Isso fez com que os membros, especialmente os novatos, escolhessem algum dos pregadores como favorito. Essa era uma fragmentação da igreja, e assim ela se enfraquecia, muito conveniente a satanás. Atualmente, em lugar dessa estratégia, satanás utiliza a mornidão, indiferença, mundanismo etc., para enfraquecer a igreja, e isso tem sido bem eficaz.

Diante da situação problemática, Paulo, que estava em Antioquia, percebendo que a situação se tornava alarmante, resolveu na primeira carta aos Coríntios convocar aquela reunião em Jerusalém para comprovar que ele e os demais apóstolos já se haviam acertado e que não havia desavença entre eles e nem discrepância no que pregavam. Estavam todos de acordo, inclusive recomendaram a Paulo que continuasse pregando, até mesmo Pedro fez isso.

“Na primitiva igreja cristã havia alguns que recusavam reconhecer a Paulo ou a Apolo, mas consideravam Pedro seu guia. Afirmavam que Pedro tinha estado na maior intimidade de Cristo quando o Mestre esteve na Terra, ao passo que Paulo fora um perseguidor dos crentes. Suas opiniões e sentimentos estavam atados ao preconceito. Não mostravam a liberalidade, a generosidade, a brandura que revelam estar Cristo habitando no coração.

“Havia o perigo desse espírito de partidarismo resultar em grande mal para a igreja cristã; e Paulo foi instruído pelo Senhor a usar palavras de fervente admoestação e solene protesto. Aos que diziam: “Eu sou de Paulo; e, eu de Apolo; e, eu de Cefas; e, eu de Cristo”, o apóstolo interroga: “Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?” I Cor. 1:12 e 13. “Ninguém se glorie nos homens”, suplicou ele. “Porque tudo é vosso; seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, seja o presente, seja o futuro, tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo de Deus.” I Cor. 3:21-23.

“Paulo e Apolo estavam em perfeita harmonia. O último ficou desapontado e magoado por causa da dissensão na igreja de Corinto; não tirou vantagem da preferência a ele mostrada, nem a encorajou, mas apressadamente deixou o campo da contenda. Quando mais tarde Paulo insistiu com ele para que tornasse a visitar Corinto, ele declinou, e não voltou a trabalhar ali por muito tempo, até que a igreja tivesse alcançado melhor estado espiritual” (Atos dos Apóstolos, 279 e 280).

 

 

  1. Segunda: Circuncisão e os falsos irmãos

Abraão cometeu um erro, ao seguir a sugestão de sua esposa Sara para unir-se com Hagar, para ter o filho que DEUS havia prometido que teria com Sara. Nisso uniu-se com uma mulher, que não deveria ter feito, contrário ao plano de DEUS. Para prevenir, ou ao menos tentar, DEUS instituiu a circuncisão. Não era para um descendente de Abraão casar-se (como fez Salomão) com pessoas não descendentes de Abraão, ou, não pertencentes ao povo de Israel. DEUS estava separando esse povo para Si, portanto, seriam santos.

“O Senhor apareceu a Abraão e disse-lhe:

“Eu sou o Deus todo-poderoso, anda em Minha presença e sê perfeito; e porei o Meu concerto entre Mim e ti, e te multiplicarei grandissimamente.” Gên. 17:1 e 2. “Estabelecerei o Meu concerto entre Mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus, e a tua semente depois de ti.” Gên. 17:7.

“Ele então requereu de Abraão e sua descendência a circuncisão, que era um círculo cortado na carne, como um sinal de que Deus os havia cortado e separado de todas as nações como Seu tesouro peculiar. Por este sinal eles solenemente se comprometeram a não se ligar por casamento com outras nações, pois, assim fazendo, poderiam perder sua reverência a Deus e Sua santa lei, e se tornariam como as nações idólatras ao redor deles.

“Pelo ato da circuncisão, solenemente concordaram em cumprir a sua parte nas condições da aliança feita com Abraão, de se separarem de todas as nações e serem perfeitos. Se os descendentes de Abraão se tivessem mantido separados das outras nações, não teriam sido seduzidos à idolatria. Conservando-se separados das outras nações, seria removida deles uma grande tentação, de comprometer-se em suas práticas pecaminosas e rebeldia contra Deus. Perderam em grande medida seu peculiar e santo caráter por se misturarem com as nações ao redor. Para puni-los o Senhor trouxe sobre sua terra a fome, que os compeliu a descerem ao Egito para preservar a vida. Mas Deus não os abandonou enquanto estavam no Egito, por causa de Sua aliança com Abraão. Permitiu que fossem oprimidos pelos egípcios, para que tornassem a Ele em seu desespero, escolhessem Seu justo e misericordioso governo, e obedecessem a Seus reclamos” (História da Redenção, 146 e 147).

O significado da circuncisão era mais que um corte circular na carne. Era uma aliança com DEUS, de se manter santo, isto é, separado do mundo e unido a DEUS. “O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações… Todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe. Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua” (Gênesis 17. 12-13).

No Novo Testamento a circuncisão ainda permanecia válida, mas de outro modo, bem diferente. O termo, porém, ganha um significado mais profundo nas cartas de Paulo, onde ele introduz o conceito de “circuncisão do coração”, que significa uma conversão genuína, baseada na fé e na obediência a Jesus Cristo. Não há mais um sinal na carne, um corte circular, mas um sinal no coração, isto é, na mente. Como diz Paulo: “Pelo contrário, o verdadeiro judeu é aquele que é judeu por dentro, aquele que tem o coração circuncidado; e isso é uma coisa que o ESPÍRITO de DEUS faz e que a lei escrita não pode fazer…” (Romanos 2. 29 – NTLH).

Essa é a circuncisão que nós, cristãos, devemos fazer pela entrega a JESUS, para que sejamos transformados pelo ESPÍRITO SANTO até que JESUS volte e nos separe definitivamente do mundo, para a eternidade nas mansões mais lindas que atualmente é impossível imaginar.

 

  1. Terça: Unidade na diversidade

Vamos transcrever Gálatas 2:4-10, para que leiamos com calma: “E isto por causa dos falsos irmãos que se intrometeram, e secretamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos porem em servidão; aos quais nem ainda por uma hora cedemos com sujeição, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós. E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram; antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão (porque Aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, Esse operou também em mim com eficácia para com os gentios), e conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que me havia sido dada, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão; recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também procurei fazer com diligência.”

Que pontos que nos interessam encontramos aqui?

Em primeiro lugar, a questão da unidade. O evangelho é o mesmo, seu conteúdo é um só, e em síntese: JESUS morreu por nós e voltará para nos resgatar. Porém, a maneira de pregar pode ser diferente, desde que não se torne vulgar ou que seja aceitável a DEUS. Por exemplo, Paulo pregava aos gentios e sabia como falar para movê-los a aceitarem. Pedro pregava aos judeus (também pregou aos gentios, como a Cornélio) e usava outro método. Porém, os dois pregavam o mesmo evangelho. Outros apóstolos e outros pregadores também faziam seu trabalho, e cada um segundo a sua maneira, seu estilo de falar e de ensinar, sendo todos eles eficazes. Então havia diversidade de dons, de habilidades, de ouvintes, de locais, etc., e conforme ela, ocorriam os ensinamentos.

O que poderia atentar contra essa unidade? Como estamos estudando, as divergências quanto ao conteúdo do evangelho, das exigências de obediência, de obediência à lei de Moisés, etc.

Também é importante o aspecto da liberdade que Paulo mencionou nesse texto. Em CRISTO JESUS todos se tornavam livres. Mas livres de quê? Livres da dominação do pecado. Sabemos o que é isto. Minha vida particular é repleta de pecados, e posso dizer, de muitos deles estou completamente livre. Coisas que me prendiam não são mais problema. E por isso, às vezes fico até perplexo de como, só fazendo entrega a DEUS para essa ou aquela questão, DEUS tenha operado de tal maneira que, sem esforço de minha parte, o problema tenha sido vencido. Isso dá uma sensação de liberdade, de segurança, de otimismo bem interessante. Muitas vezes pensava assim: que coisas tenho em minha vida, que são erradas, e que outros veem facilmente, mas que eu nem percebo? Essas coisas DEUS as coloca em minha frente, aos poucos, uma após outra, e assim, peço poder de DEUS e transformação, e as tais coisas ruins desaparecem. Muitas delas são vícios bobos, hábitos e costumes quase inocentes, porém, são pecados mesmo assim. Dou um exemplo, só para ilustrar melhor. Quando jovem, gostava de contar anedotas, inclusive as ditas mais pesadas (essas são pecado). Um dia desses me senti, sem causa aparente, mal nesse sentido. Refleti e percebi que isso fazia errado. Algumas anotações para não esquecer essas anedotas rasguei e destruí. Orei a DEUS, e desde então perdi a vontade, e quando alguém conta uma anedota dessas, não sinto vontade de rir, não é engraçada, e me sinto desconfortável. Problema resolvido para sempre.

Então, nessa liberdade, quando formos transformados, seremos a tal ponto livres que tudo o que der em nossa mente poderemos executar. Não teremos mais que nos cuidar quanto ao que pensamos ou planejamos, poderemos executar tudo, tamanha liberdade teremos. Como dizem, poderemos fazer tudo o que der em baixo de nossa telha (ossos superiores da cabeça, eh eh). Mas como assim? Liberdade não é, como dizem, limitada à liberdade dos outros? E que devemos respeitar a liberdade dos demais? Na perfeição não funciona assim, lá seremos 100 % livres para tudo, e todos serão assim livres. Acontece que na perfeição, tendo a lei de DEUS nos corações, isto é, nas mentes, só teremos pensamentos conforme os princípios da Lei de DEUS, e jamais nos ocorrerá algo que possa prejudicar alguém. Isso sim é liberdade!

Também seremos livres da condenação da lei, que condena quando pecamos; e também livres do poder da morte. Afinal, a lei tem por função condenar sempre que algo se fizer errado ou que ofende a lei. A consequência dessa infração e respectiva condenação é a morte, logo, não havendo mais condenação (porque não há mais infração ou desobediência), não vai mais haver morte.

 

  1. Quarta: Confronto em Antioquia

Os bons pregadores não fazem parte da ética do “politicamente correto”   que hoje domina a sociedade e também a igreja. É por essa via que adentra na igreja mundanismo em grande intensidade. Falta pulso na igreja, falta comando e liderança que enfrente os maus procedimentos de colegas. Mas isso será providenciado por DEUS e o nome dessa providência é sacudidura.

Paulo foi grande porque era zeloso no que sabia ser correto. Antes da conversão estava zelosamente errado, mas batalhava com convicção. JESUS viu nessa convicção um instrumento potente para a defesa do evangelho, como Ele mesmo havia feito estando entre nós, ao chamar os fariseus de hipócritas, para citar um só exemplo. A repreensão pode não mudar o coração dos insensíveis e recalcitrantes pecadores, mas é um alerta aos que estão em vias de seguir o exemplo deles, o que já é uma vitória.

Pedro foi o primeiro a receber orientação divina sobre como conviver com os gentios. Isso aconteceu na visão do lençol com os animais imundos. Os judeus consideravam imundos os gentios, e naquela visão DEUS lhes fez entender que isso era uma maneira errada de pensar e de julgar. Porém, o próprio Pedro, chegando a Antioquia, depois de se misturar naturalmente com os gentios e fazer refeições com eles, chegando lá alguns judeus, os da circuncisão (estes ainda não aceitavam que judeus comessem junto com os gentios, ainda os julgavam imundos e impuros), Pedro mudou de atitude, e passou a fazer as refeições em separado. Isso se chama dissimulação, ou seja, é a ocultação das verdadeiras intenções, fingimento, hipocrisia. Lembre que JESUS foi durão quando, com dor no coração, quase chorando, chamou os fariseus de hipócritas. Agora um dos apóstolos se tornou uma pessoa assim. Leiamos atentamente o trecho em que Paulo, vendo essa atitude, foi decidido e positivo em repreender Pedro. Perceba que parece que isso não se tornou um debate, mas, na frente dos que estavam ali, Pedro teve que ouvir, calado, uma severa repreensão.

“E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente, conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus? Nós somos judeus por natureza, e não pecadores dentre os gentios. Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gálatas 2:11-16).

Ora, Pedro era um líder, um que esteve com JESUS e dEle aprendeu. Assim ele era visto como referência pelos recém convertidos. Por isso a repreensão de Paulo, um que entrou mais tarde na igreja.

Esse é um dos nossos grandes problemas hoje. São muitos anciãos, pastores, esposas de líderes, cantores, etc., dando mau testemunho aos recém convertidos. São, nas palavras de Paulo, repreensíveis. E DEUS mesmo os repreenderá, no devido tempo. Por isso, também, devemos nos valer de JESUS CRISTO como exemplo, não algum ser humano. Há muito estilo de vida duplo, o estilo detrás do púlpito e outro estilo fora da igreja.

“É plano estudado de Satanás vestir o pecado com roupagem de luz para esconder sua deformidade e torná-lo atraente. Pastores e povo que professam a justiça estão se unindo ao adversário de nossa salvação, ajudando-o em seus planos. Nunca houve tempo em que cada membro da igreja devesse sentir sua responsabilidade de andar humilde e prudentemente diante de Deus, como no presente. Filosofias vãs, falsos credos e infidelidade estão aumentando. Muitos dos que tomam o nome de seguidores de Cristo estão, através de um coração orgulhoso, buscando popularidade e se desviando dos marcos estabelecidos. Os claros mandamentos de Deus em Sua Palavra são descartados porque são considerados comuns e ultrapassados, enquanto as teorias vãs e vagas atraem a mente e satisfazem a imaginação. Nesses cenários de festividades na igreja, há uma união com o mundo que a Palavra de Deus não justifica. Cristianismo e mundanismo estão unidos nessas reuniões.

“Mas o apóstolo pergunta:

“”Porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso.” II Cor. 6:14-18” (No Deserto da Tentação, 83 e 84).

 

  1. Quinta: A preocupação de Paulo

Talvez Pedro tivesse dissimulado sem refletir, ele era propenso a isso. Ou seja, é provável que ele se comportasse de uma maneira na ausência dos judeus e de outra maneira em sua presença, não querendo criar polêmica.

Mas há um porém: ele era um líder do mais alto nível de consideração. Os membros novos se espelhavam nele, e isso acontece até hoje. Pessoas recém convertidas, por óbvio, observam mais os líderes que para elas são referência do que JESUS, que muitas vezes ainda não conhecem bem. São os mais antigos na igreja, pela sua autoridade de serem mais experientes, servem de exemplo. Esse era o caso de Pedro, como também de Paulo. Os homens e as mulheres-referência tem grande poder de exemplo de vida, portanto, devem ter muito cuidado, pois há muitos que os contemplam, sejam recém convertidos, seja a sociedade em geral.

Como Pedro resolveu comer socialmente com os gentios, mas vindo alguns judeus, deixou de fazer isso, tal procedimento reforçava uma conduta que sempre foi reprovada por DEUS, de considerar os gentios inferiores. Na atitude de Pedro era exatamente isso que estava fazendo, e isso depois de ter recebido as orientações de DEUS na visão do lençol de animais imundos. Paulo percebeu claramente que ali se estava dando início a algo que satanás estava por trás, de se criar duas categorias de cristãos, os superiores e os inferiores, os descendentes de judeus e os descendentes de outras etnias, os gentios. Isso seria um desastre para a igreja iniciante; nela se reproduziriam séculos do mesmo tipo de erro cometido pelo povo judeu. Paulo reagiu como devia, com toda a força da argumentação que ele possuía, para interromper o mal pela raiz. Paulo encarou Pedro frente a frente, na presença de outras pessoas (porque precisavam saber que ali houve um erro grave que não poderia continuar), lhe fez uma pergunta: “Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gálatas 2:14). Pelo visto, Pedro ficou calado, pois não aparece alguma resposta. Ele admitiu o erro, e deve ter ficado envergonhado (mais uma vez), porque deveria ser o primeiro a rejeitar a sua própria atitude, já que foi o primeiro a receber orientações do Céu sobre a igualdade de valor entre judeus e gentios.

Ser líder requer grande responsabilidade!

Nos tempos atuais devemos saber que enfrentamos o mesmo problema. Baseados no livro “Uma Igreja com Propósitos”, do Pr. Rick Warren, igrejas fazem planos para alcançarem extratos da sociedade, como os da classe “A”, os “pós-modernos”, os “profissionais liberais” etc. utilizando métodos semelhantes ao estilo de vida desses grupos. Precisamos do poder do ESPÍRITO SANTO, não de métodos de pastores que nem parte fazem de nossa denominação. Quando o ESPÍRITO for derramado, então: “Permiti-me dizer-vos que o Senhor trabalhará nesta última obra de um modo muito fora da comum ordem de coisas e de um modo que será contrário a qualquer planejamento humano. … Deus usará maneiras e meios pelos quais se verá que Ele está tomando as rédeas em Suas próprias mãos. Surpreender-se-ão os obreiros com os meios simples que Ele usará para efetuar e aperfeiçoar sua obra de justiça” (Testemunhos Para Ministros, 300, grifo meu).

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

O tema que perpassa os demais nessa semana é dissimular, ou seja, fingir. Pedro, um grande líder, fez isso. Chegando em Antioquia, fazia as refeições com judeus e gentios, ia nas casas de um e de outro. Porém, quando para lá foram alguns dos judaizantes, pessoas que não aceitavam estar junto com gentios, muito menos comer junto com eles, Pedro mudou de comportamento, e não mais fez refeição alguma com gentios, como se fossem imundos e inferiores. Ora, se os gentios fossem realmente imundos, então não poderiam ser salvos, nem também faria sentido pregar a salvação a eles.

Paulo percebeu a tendência maléfica para a igreja se isso continuasse. A igreja se tornaria tal como era a nação judaica, que não tolerava os estrangeiros, por considerá-los imundos, coisa da imaginação humana. Paulo foi firme em censurar publicamente a Pedro, porque precisava estancar o mal pela raiz e garantir de vez que essa prática não prosperasse.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Não podemos, hoje, fazer acepção de pessoas, como os ciganos, gays, traficantes, políticos, presidiários, ricos, pós-modernos, ateus, etc., que não são imundos nem estão fora do alcance da salvação. JESUS foi morto por todos os seres humanos. Cada um que se perder, não deverá ser por falta de aviso, e sim, por decisão consciente própria. Tudo se resolve tendo o poder do ESPÍRITO SANTO.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

“A Renovação Carismática Católica é um precioso instrumento do Espírito Santo para o ecumenismo.” O carismatismo, desde o início do século passado, torna-se um poder que impressiona milhões de pessoas, e perpassa as igrejas, assim como a música. Daí considerar ela como uma força pela unidade das igrejas. Fonte aqui.

O desejo do papa é que todos os cristãos caminhem juntos. Veja mais sobre esse assunto, aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Quando Pedro, posteriormente, visitou Antioquia, captou a confiança de muitos por sua conduta prudente para com os conversos gentios. Por algum tempo ele agiu de acordo com a luz dada pelo Céu. Dominou seu natural preconceito até o ponto de sentar-se à mesa com os conversos gentios. Mas quando certos judeus zelosos da lei cerimonial vieram de Jerusalém, Pedro mudou, desavisadamente, o seu procedimento para com os conversos do paganismo. Alguns “judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação”. Gál. 2:13. Esta revelação de fraqueza da parte daqueles que haviam sido respeitados e amados como dirigentes, produziu dolorosa impressão na mente dos crentes gentios. A igreja foi ameaçada de divisão. Mas Paulo, que viu a subversiva influência do erro praticado para com a igreja pela duplicidade de atitude da parte de Pedro, reprovou-o abertamente por dissimular assim seus verdadeiros sentimentos. Na presença da igreja, Paulo arguiu a Pedro: “Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” Gál. 2:14.

Pedro viu o erro em que havia caído, e procurou imediatamente reparar, tanto quanto possível, o mal que causara” (Atos dos Apóstolos, 197 e 198).

 

  1. Conclusão

Hoje devemos ter certos cuidados que estão faltando. Somos muito condescendentes com o mundanismo que vai entrando na igreja, fazendo de conta que isso não é um grave problema. Aos poucos a igreja vai se contaminando e isso contribui para a sua mornidão e fraqueza vistos atualmente. Sabemos que JESUS cuida da igreja e que isso será superado, especialmente após o decreto dominical, quando JESUS tomar as rédeas em suas próprias mãos.

“É porque os homens usam o nome de CRISTO ao passo que Lhe negam o caráter na vida que vivem, que o cristianismo tem no mundo tão pouco poder. O nome do Senhor é blasfemado por causa dessas coisas. … Quando os que professam o nome de CRISTO praticarem os princípios da regra áurea, o evangelho será secundado pelo mesmo poder que o acompanhava na era apostólica” (O Maior Discurso de CRISTO, 137).

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre   2 e 8/06/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

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