Lição 4 – Justificação pela fé

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: O evangelho em Gálatas

Lição 4 – Justificação pela fé

Semana de 15 a 22 de julho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Já estou crucificado com CRISTO; e vivo, não mais eu, mas CRISTO vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de DEUS, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim” (Gal. 2:20).

 

Introdução de sábado à tarde

Nesta semana estudaremos sobre as decorrências da repreensão de Paulo sobre Pedro, por causa de sua dissimulação em Antioquia. Dissimulação, como já expomos, é fingir, fazer de conta, mudar de atitude, ocultar, disfarçar. São táticas de satanás, que jamais deveremos utilizar.

Após chamar a atenção de Pedro, Paulo resolveu reafirmar as bases da fé, pois o que Pedro fez foi apenas a culminância do que já se vinha fazendo em quase todos os lugares: confundir os novatos na fé com assuntos ultrapassados, desencaminhando-os do caminho da salvação. Esse era o perigo, e a tendência devia ser logo resolvida, o bom caminho devia ser logo reencontrado. Pedro, um bom apóstolo, mas não muito cuidadoso quanto ao surgimento de problemas graves, acabou servindo, inadvertidamente (justo quando deveria ser guardião da fé) de instrumento de satanás para levar a igreja ao fracasso. Por isso a reação forte e dura de Paulo, um que entrou mais tarde na igreja, mas que era bem mais cuidadoso com as consequências das atitudes impensadas que se tomam.

Essa lição tem que ser estudada com um olho no que aconteceu no passado e com outro no que acontece hoje. Ou será que estamos imunes a erros que levam a igreja à mornidão, à mistura com os atrativos do mundo, à idolatria moderna, à leviandade com nossos princípios, à perda da identidade da igreja, coisas assim? Para que não sirvamos como Pedro, que o próprio JESUS CRISTO já havia chamado de satanás, devemos refletir profundamente no estudo dessa semana.

 

  1. Primeiro dia: A questão da “justificação”

“Nós somos judeus por natureza, e não pecadores dentre os gentios” (Gálatas 2:15).

O que Paulo estava dizendo aqui? Baseemos nosso escrito no Comentário Bíblico Adventista Espanhol. Que ele, Pedro e os demais judeus ali, descendiam de Abraão, e isso lhes dava alguma vantagem, por terem uma longa história e experiência, boa e ruim (obediência e desobediência), com DEUS. Eram judeus de nascimento. Mas isso não os tornava superiores quanto a salvação.

Não é possível afirmar que o verso 15 de Gálatas 2 ainda se referia a repreensão a Pedro. Parece que Paulo fez aquela severa pergunta a Pedro, no verso 14, e este silenciou, envergonhado, e o assunto terminou por ali. E parece que Paulo deu continuidade a ensinamentos aos presentes.

Continuando o raciocínio lacônico de Paulo do verso 15. Os gentios viviam como inferiores, sem a lei de DEUS. O que torna as pessoas superiores é se obedecerem, pois são separadas para DEUS. Os gentios vivem em rebeldia e libertinagem. Porém, DEUS considerava todos, judeus ou gentios, candidatos à salvação, todos necessitavam da salvação e de CRISTO. Os judeus, ao menos enquanto houvesse poucos gentios habilitados a ensinar aos outros, eram responsáveis pelo exemplo e pela qualificação de seguidores de JESUS. Os judeus de nascimento não eram, ou não deveriam ser gentios pecadores, mas ao contrário, deveriam ser instrumentos de disseminação do evangelho de JESUS.

Paulo explicou a justificação aos Gálatas, assim como a todos que pregava. Justificar é tornar isento de pecado quem foi pecador e se arrependeu. Isso não pode ser feito por mérito, ou por direito de um pecador, pois ele assim não muda seu estado de pecador, além de não ter direito algum. Quem muda o estado de uma pessoa é o ESPÍRITO SANTO, por meio da santificação, um procedimento sequencial de melhorias contínuas, dia a dia. Justificar é: legitimar, desculpar, perdoar, isentar, escusar, inocentar, absolver, ilibar, reabilitar, regenerar, salvar, resgatar, remir. Portanto, atenção, a justificação não é um ato pelo qual nos tornamos perfeitos. Continuamos tendo a natureza pecadora, mas estamos arrependidos, ou seja, revoltados contra nossa velha natureza. A pessoa é considerada justa ou reta mesmo ainda sendo pecadora; só depois, com a vinda de JESUS CRISTO é que a pessoa será transformada. Mas há um ponto que devemos prestar atenção: só os que foram justificados um dia serão transformados.

“Os gálatas eram dados à adoração de ídolos, mas como os apóstolos lhes pregassem, rejubilaram-se na mensagem que prometia libertação do cativeiro do pecado. Paulo e seus cooperadores proclamaram a doutrina da justificação pela fé no sacrifício expiatório de Cristo. Apresentaram a Cristo como sendo Aquele que, vendo o estado desesperado da raça caída, veio para redimir a homens e mulheres mediante uma vida de obediência à lei de Deus, e o pagamento da penalidade da desobediência. E à luz do madeiro, muitos que nunca dantes haviam conhecido o verdadeiro Deus, começaram a compreender a magnitude do amor do Pai” (Atos dos Apóstolos, 207).

 

  1. Segunda: Obras da lei

“Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gálatas 2:16).

Note na leitura do versículo acima, que Paulo diz três vezes que não somos justificados pelas obras da lei, isso numa mesma frase. E diz duas vezes que somos justificados pela fé. Isso deixa bem clara a questão da justificação, ou, da declaração que somos retos, e que nos tornamos obedientes à lei de DEUS.

Observe-se bem o seguinte: a justificação nos liberta da condenação da lei, mas ao mesmo tempo nos vincula à obediência à lei. Não existe justificação se não houver disposição de obedecer, mas, não é pela obediência que somos salvos, porém, pela fé.

Isso precisa ser bem explicado.

Primeiro, tratemos da questão da lei e das obras da lei. Ela se refere a toda Bíblia do Antigo Testamento, e no nosso caso, como temos também o Novo Testamento, essa parte da Bíblia se inclui. Ou seja, essa questão é simples: se a Bíblia é a palavra de DEUS, devemos segui-la, e fim de conversa. É uma questão de lógica bem simples e fácil de entender.

E o que são as obras da lei? Isso também é bem fácil de entender. É a obediência à lei, ou seja, é colocar em prática todas as orientações que se encontra na Bíblia. É mais que evidente que isso inclui os Dez Mandamentos, assim como também é mais que evidente que isso, hoje, exclui a lei cerimonial, que tinha prazo de validade. Exclui, hoje, também a circuncisão, como já sabemos.

Agora vem a questão central: por que não podemos ser salvos pelas obras da lei, ou seja, pela obediência a DEUS?

Isso também é simples de descobrir. Há pelo menos três razões:

1ª) Nós já nascemos pecadores, é a nossa natureza, portanto é inaceitável perante um governo perfeito como o de DEUS que um pecador interceda por outro pecador, ou por ele mesmo. Que credibilidade tal coisa teria? Que governo seria esse se aceitasse um ser falho, tendente a mentir ou a dissimular, fazer intercessão por alguém? Seria ridículo!

2ª) Não somos o Criador, somos criaturas. A lei foi dada por DEUS, o Criador, portanto, só Ele pode nos justificar, e sempre o fará em conformidade com a lei. Criaturas, mesmo perfeitas, não pecadoras, não tem capacidade de interceder por outras criaturas, nem de morrer por outras criaturas, pois não criaram alguém nem são originadores da lei.

3ª) Por mais que, se fosse possível, de algum dia em diante, nunca mais pecássemos, permanecem em aberto os pecados antes cometidos, exigindo a devida reparação. Isso também diz o seguinte: podes obedecer à vontade a lei de DEUS, mas os teus pecados em outros tempos ainda te condenam.

Assim sendo, a conclusão de nosso raciocínio também é simples e de fácil entendimento. Só o Autor da lei, tendo pago nossos pecados (morrido por nós com os nossos pecados) pode nos perdoar, ou, justificar, declarando, pelo que Ele fez, que deixamos de estar sob condenação para sermos salvos.

Mas há um importante porém: permaneceremos na condição de salvos enquanto não pecarmos outra vez. Se isso acontecer, necessitaremos de novo perdão, assim como foi no sistema de sacrifícios do antigo Israel, antes da morte de JESUS.

Portanto, uma vez salvos, salvos até cometermos o próximo pecado. E estaremos perdidos para sempre se dele não nos arrependermos. E outra coisa bem importante: se formos justificados, tendo nossos pecados perdoados, se daí em diante nunca mais pecarmos, aí sim, continuaremos salvos até que JESUS venha e nos leve com Ele. Logo, se conclui que enquanto não formos transformados, e isso ocorrerá no dia da segunda vinda de CRISTO, estaremos sujeitos a pecar de novo porque ainda estamos na natureza de pecadores, necessitando da graça para outra vez sermos perdoados e justificados.

 

  1. Terça: A base da nossa justificação

Faremos uma síntese do estudo de hoje, que também não é difícil de entender. A pergunta é: como ocorre mesmo a justificação pela fé?

Em primeiro lugar, não custa repetir que não há como sermos justificados pelo fato de uma firme e forte decisão de não pecar mais. Não pecar mais até é impossível, sempre cometeremos algum erro, afinal, continuaremos sendo pecadores por natureza. Se bem que podemos ser classificados como santos, isto significa apenas que estamos separados para DEUS, mas não que já fomos transformados.

Também não custa repetir que por nossos atos de obediência nunca conseguiremos obter a mudança da natureza pecadora para a natureza perfeita e santa. O Criador deve fazer isso em nós.

Pois bem, a lição hoje explica que a justificação ocorre mediante a fé em CRISTO.

Mas a lição entra num ponto que pode complicar a mente de muita gente. O autor diz que a justificação não ocorre porque temos fé. Isso é fato, é verdade. Se fosse assim, pense bem, “eu tendo fé, seria justificado.” Cai no mesmo problema de “eu fazendo sempre o bem (obras), seria justificado”.

Mas como então, pela fé, somos justificados?

É simples e fácil. Houve um ser humano, JESUS CRISTO, que viveu aqui na Terra, nasceu sem pecado mas sujeito a pecar, era até mortal. PORÉM, Ele nunca pecou. Isso é quase incrível que houvesse um ser humano que nunca tenha pecado, mas JESUS foi esse ser humano.

Mais uma coisa. Ele, sem pecado, assumiu os nossos pecados, todos eles, e por isso morreu a segunda morte, da qual ressuscitou.

E aí que vem a explicação importante. Somos justificados mediante a fé em JESUS, que o que Ele fez serve para nos justificar, ou seja, para nos declarar sem pecado algum. Ou seja, devemos crer que Ele é uma pessoa que pagou por nós nossa dívida. Logo, devemos ter fé nEle. É Ele, Sua vida pura, que nos justifica. E mais, essa vida pura DEUS resolveu utilizar para declarar o seguinte: JESUS creu em DEUS e viveu como DEUS deseja. A atitude dEle será usada como se fosse a nossa atitude. Um de nós, JESUS, foi correto, e esse Um vai servir para dizer perante o Universo: é possível obedecer a lei de DEUS, portanto, Eu, DEUS, perdoarei a todos os outros pecadores por causa desse Um que não pecou.

Logo, não somos justificados nem pelas obras nem pela fé simplesmente, mas pela fé em JESUS CRISTO, pois que Ele foi um exemplo de obediência aos mandamentos e foi morto sem ser pecador, mas tendo os pecados dos pecadores.

Muitos não entendem isso, porque não estudam, só ficam ouvindo. No tempo de Moisés já era assim. “O perdão do pecado, a justificação pela fé em Jesus Cristo, o acesso a Deus unicamente por meio de um Mediador (por causa de sua condição de perdidos), sua culpa e pecado – destas verdades o povo [do tempo de Moises] pouco entendia. Haviam perdido, em grande medida, o conhecimento de Deus e do único modo de aproximarem-se dEle. Haviam perdido quase todo o sentido do que constitui pecado e do que constitui justiça. O perdão do pecado por meio de Cristo, o Messias prometido, a quem suas ofertas representavam, era compreendido apenas vagamente” (Mensagens Escolhidas, v1, 238). Até hoje as pessoas não entendem essa verdade essencial para a salvação, segundo Paulo em II Cor. 3:12-16.

 

  1. Quarta: A obediência pela fé

Hoje o autor se saiu muito bem ao descrever, em poucas palavras, o que é fé. Foi extremamente objetivo e claro, todos poderão entender. Vamos ver se conseguimos fazer o mesmo, em outras palavras.

Em primeiro lugar, o que não é fé?

Fé não vem de uma iniciativa humana, não é um sentimento de amizade com DEUS, não é algo místico.

Fé também não é o mesmo que crer, pois isso até os demônios fazem. Crer é ter certeza que DEUS existe, mas fé é outra coisa.

Então, o que é a fé?

A fé se origina em DEUS, por aquilo que Ele fez e faz por nós, é uma atitude de gratidão e correspondência a DEUS. Ele nos criou, por isso O amamos. JESUS veio para morrer por nós, por isso O amamos. Ele nos deixou a Bíblia e nos mostrou muito sobre o futuro, por isso O amamos. JESUS voltará outra vez para nos salvar, por isso O amamos. E assim por diante, pelo que DEUS fez por nós e Se revelou a nós, O conhecemos suficientemente para ter certeza que Ele é bom para com Seu povo e quer o bem de Seu povo, aliás, de todas as criaturas. Sabemos e temos certeza que DEUS é amor, como Ele disse.

Então, agora podemos entender com facilidade o que é fé. É nossa resposta a DEUS pelo quanto Ele tem feito por nós. Portanto, fé envolve fazer a vontade dEle, por exemplo, obedecer aos Seus mandamentos, que já diz tudo. Fé é bem mais que crer, é entrega confiante a DEUS, é um estilo de vida conforme DEUS deseja, é também crer, é amar a DEUS e amar o próximo, é desejar viver bem junto ao nosso Salvador.

Resumindo, fé é um conjunto de valores e princípios que adotamos como cidadãos do reino de DEUS.

 

  1. Quinta: A fé promove o pecado?

“Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Pois, se nós, que procuramos ser justificados em Cristo, nós mesmos também somos achados pecadores, é porventura Cristo ministro do pecado? De maneira nenhuma. Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor” (Gálatas 2:16-18, grifos acrescentados). Paulo estava tendo problemas, como já sabemos, lá entre os Gálatas. Havia a acusação de que ele pregava que as pessoas não necessitavam obedecer a lei, o que seria gravíssimo. Mas Paulo explicava que a obediência à lei não salvava, mas nunca disse que essa obediência não seria necessária. Isso ele jamais ensinou, pelo contrário, que era necessária essa obediência, pois desobedecer era pecar.

Essa polêmica ainda hoje, para muitos, é difícil de entender. É bem mais fácil pensar que devemos obedecer para sermos salvos, mas não é assim. Devemos obedecer para que não pequemos e não nos percamos. Mas como já somos pecadores, poderemos ser salvos pelo perdão de DEUS, não de alguma obediência.

Entendamos bem isso. Uma coisa é pecar; outra coisa, é ser perdoado; e outra ainda, é ser salvo. Pecar é transgredir a lei. Ser perdoado só é possível por meio do derramamento do sangue de JESUS, único sacrifício aceitável para esse fim, porque só JESUS CRISTO, o Criador e Autor da lei, Ele que é amor, poderia Se sacrificar pelos pecadores para perdoá-los. E para ser salvo, também, só por meio de JESUS CRISTO, afinal, como na frase anterior, só Ele poderia fazer isso, nem mesmo algum anjo.

Paulo foi bem incisivo e durão com seus opositores, como deve ser nesses casos. Nós devemos ter muita paciência com os que erram, mas não devemos ter paciência alguma com aqueles, muito estudados, que tem suficiente conhecimento, e que se opõe aos que querem fazer o que é certo e que DEUS deseja que seja feito. Esse foi um dos graves problemas daqueles tempos, foi ao longo da história, e ainda é hoje, em nossos dias. Aqueles que cuidam de sua saúde não são bem vistos, aqueles que denunciam o barulho na igreja, a música satânica, as modas mundanas, etc., são vistos como Paulo foi visto, fanáticos e inconvenientes.

“Aqueles que estão em harmonia com Deus, e que através da fé nEle recebem forças para resistir ao que é errado e permanecer em defesa do que é correto, sempre terão severos conflitos e muitas vezes terão de permanecer quase sozinhos. Mas preciosas vitórias serão deles enquanto fizerem de Deus sua dependência. Sua graça será a força deles. A sensibilidade moral destes será clara e aguçada, e suas faculdades morais serão capazes de resistir a influências errôneas. A integridade deles, como a de Moisés, será da mais pura qualidade” (Testemunhos Seletos v2, 31).

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

A salvação é um procedimento complexo que custou caro. O pecado custou ainda mais caro. O custo da salvação foi o sofrimento e a vida de JESUS. Já o custo do pecado foi tudo isso, mais a perda de milhões de vidas de criaturas além da destruição do planeta. Ambas coisas causaram grande constrangimento ao Universo.

Tornamo-nos pecadores por culpa nossa, afinal, nossos primeiros pais não souberam utilizar corretamente o livre arbítrio. Perante DEUS, culpados jamais poderiam se regenerar uma vez que não conseguem aperfeiçoar sua natureza que se tornou pecadora, falível e mortal. Como a lei de DEUS estava sendo questionada, mais complicado ainda tornou-se salvar a humanidade, pois havia alguma apreensão no Universo em relação a essa lei, que precisava ser dirimida. De todas as alternativas, a única via de solução seria a morte de JESUS CRISTO, Filho de DEUS, sendo Ele o Criador e a lei dos Dez Mandamentos. Inclusive Ele que a escreveu para dá-la a Seu povo, no Sinai.

Logo, somente por JESUS podemos ser salvos, e para isso, devemos crer nEle e aceitar o que fez, pela fé. Não há outra via. E não custa lembrar que, após sermos perdoados, não deveríamos pecar outra vez, pois assim, nos tornamos outra vez culpados, embora possamos ser outra vez perdoados. Porém, não é bom abusar no pecado, pois podemos nos acostumar, familiarizar, e não mais querer nos separar do pecado.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Dois problemas identificamos no estudo dessa semana: O primeiro é que não nos salvamos pelas obras, o que muita gente tenta fazer. Segundo, precisamos ter fé em JESUS como nosso Salvador, o que é difícil para muitas pessoas. Mas JESUS disse que devemos pedir fé, e nos será concedida.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

O Vaticano está empenhado em envolver também as mulheres, como formadoras das crianças, da educação e como líderes importantes, para contribuírem com o Ecumenismo e com o diálogo inter-religioso. É mais uma força nesse sentido. Desejando, leia aqui.

A questão das drogas há tempos que já saiu do controle. Tornou-se um mercado ilícito que atrai fornecedores porque existem muitos consumidores dependentes. O crack é um caso grave, pois seu efeito é poderoso, porém, muito rápido, levando o dependente a um desejo incontrolável logo após um consumo. Na cidade de São Paulo o prefeito está empenhado em eliminar as cracolândias, porém, encontra forte resistência dos próprios usuários que, de tão dependentes, grande parte deles não que sair dessa vida. E esse problema se espalhou em todo o Brasil, inclusive em pequenas cidades interioranas. Veja mais matéria nesses links: A, B, C, D.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Paulo e seus cooperadores proclamaram a doutrina da justificação pela fé no sacrifício expiatório de Cristo. Apresentaram a Cristo como sendo Aquele que, vendo o estado desesperado da raça caída, veio para redimir a homens e mulheres mediante uma vida de obediência à lei de Deus, e o pagamento da penalidade da desobediência. E à luz do madeiro, muitos que nunca dantes haviam conhecido o verdadeiro Deus, começaram a compreender a magnitude do amor do Pai” (Atos dos Apóstolos, 207 e 208)

 

  1. Conclusão

“Temos de aprender na escola de Cristo. Coisa alguma senão a Sua justiça pode dar-nos direito a uma única das bênçãos do concerto da graça. Por muito tempo desejamos e procuramos obter essas bênçãos, mas não as recebemos porque temos acariciado a ideia de que poderíamos fazer alguma coisa para nos tornar dignos delas. Não temos olhado para fora de nós mesmos, crendo que Jesus é um Salvador vivo. Não devemos pensar que nossa própria graça e méritos nos salvem; a graça de Cristo é nossa única esperança de salvação. Por meio de Seu profeta promete o Senhor: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que Se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.” Isa. 55:7. Temos de crer na clara promessa, e não aceitar os sentimentos em lugar da fé. Quando confiarmos plenamente em Deus, quando nos apoiarmos nos méritos de Jesus como Salvador que perdoa os pecados, receberemos todo o auxílio que possamos desejar” (Fé e Obras, 36).

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre    8 a 15/06/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

2 comments for “Lição 4 – Justificação pela fé

  1. Manuel Matias
    julho 15, 2017 at 7:07 am

    Rica lição, Paulo grande exemplo de unidade em suma a nossa funde-se na cruz de Cristo…

  2. julho 16, 2017 at 3:43 am

    Gosto muito de ler seus comentários

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