Lição 5 – CRISTO como Senhor do sábado

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2015

Tema geral do trimestre: O evangelho de Lucas

Lição 5 –  CRISTO como Senhor do sábado

Semana de  25 de abril a 2 de maio

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é Senhor também do sábado” (Marcos 2:27 e 28).

 

Introdução de sábado à tarde

Alguns pontos relevantes sobre o sábado em Lucas. Conforme o autor da lição, existem 54 referências ao sábado nos quatro livros dos evangelhos e mais Atos. Dessas, 17 estão em Lucas, e nenhum outro dos quatro livros tem tantas referências.

O que isso significa? Ora, Lucas escreveu seu livro para os gentios, isto é, para povos não judeus. Se o sábado devesse ser mudado para o domingo, ou, se o sábado era somente para os judeus e o domingo seria para os outros povos, então Lucas não poderia referir-se tantas vezes a esse dia, como dia de repouso. Certamente deveria já apresentar o domingo em seus escritos (o livro com seu nome e o livro de Atos). No entanto, quase a metade das referências ao sábado foram de Lucas, ou seja, de 54 vezes que aparece o sábado nesses cinco livros, 26 vieram de Lucas (em Lucas e em Atos). Como se poderia defender a santificação do domingo nessas condições, se o autor do livro para os gentios enfatizava tanto o sábado? Só se pode fazer isso de uma única maneira: mentindo.

Aliás, se fosse para mudar para o domingo, JESUS mesmo o deveria ter anunciado, em algum momento. Pois, conforme Marcos, outro evangelista, o sábado foi criado por causa do homem, e não o homem por causa do sábado, e mais, JESUS é o Senhor do sábado (Marcos 2:27 e 28). O que isso quer dizer? Em primeiro lugar, o sábado, que foi estabelecido na semana da criação, foi dado ao ser humano para que ele o usufruísse, aproveitasse de um modo santo (afinal, o descanso sabático vem de um exemplo do próprio DEUS, o Criador como podemos ver em Gên. 2:1 a 3), e assim lembrasse do Criador, e se mantivesse uma criatura moralmente correta. Em segundo lugar, JESUS criou o sábado, portanto Ele é o seu Senhor, ou seja, o dono do sábado.

Logo, não é necessário muito esforço mental para concluir que ninguém pode alterar o dia de repouso, senão JESUS, e Ele não o fez.

“Cristo queria ensinar, aos discípulos e aos inimigos, que o serviço de Deus está acima de tudo. O objetivo da obra de Deus, neste mundo, é a redenção do homem; portanto, tudo quanto é necessário que se faça no sábado no cumprimento dessa obra, está em harmonia com a lei do sábado. Jesus coroou então Seu argumento, declarando-Se “Senhor do sábado” – Alguém que estava acima de qualquer dúvida, acima de toda lei” (O Desejado de Todas as Nações, 285).

“Observando o verdadeiro sábado, os cristãos sempre devem dar ao mundo fiel testemunho de seu conhecimento do verdadeiro Deus vivente, como distinto de todos os falsos deuses, pois o Senhor do sábado é o Criador dos céus e da Terra, Aquele que é exaltado acima de todos os outros deuses” (Mensagens Escolhidas, v3, 256).

 

  1. Primeiro dia: “Segundo o Seu costume” (Luc 4:16-30 ver Isaías 61:1 e 2)

Não tem como não nos referirmos à mudança do sábado para o domingo nesse estudo de hoje. JESUS ia à sinagoga aos sábados, talvez em todos os sábados. Ao menos, quando isso era possível. Pois esse era o Seu costume, ou seja, assim Ele agia sempre.

A construção de sinagogas, palavra que significa local de conduta ou de educação, começou após o exílio em Babilônia, pois não havia templo para se reunirem. Já no exílio reuniam-se em casas ou outros lugares, e esse costume trouxeram para a Judeia. A sinagoga, para os judeus, passou a ser um local de encontro para estudos, leitura das Escrituras, orações e adoração. Também se faziam reuniões em casas privadas, onde se formavam pequenas sinagogas. Os judeus construíram muitas sinagogas em seu território. Consta que por volta do século I da era cristã, houvesse mais de 400 sinagogas só na região de Jerusalém (Wikipédia). No Brasil, a primeira sinagoga foi construída na cidade de Recife, em 1637. Era também a primeira das Américas. Posteriormente, no mesmo lugar, foi construído o Centro Cultural Judaico do Estado de Pernambuco.

O povo judaico, com muitas exceções, pode não ter aceito JESUS como Messias, porém, preservou, até hoje, a santificação do sábado. Até muitos dizem que o sábado é dos judeus, mas o domingo é dos cristãos. Isso no entanto é contraditório, pois JESUS, que é aceito pelos cristãos, jamais abonou a mudança do dia a ser santificado, isso, aliás, foi feito por Constantino, um imperador pagão, de um império pagão.

Mais algumas palavras sobre “segundo o Seu costume.” Já sabemos o que isso quer dizer, mas o que diríamos sobre esse costume, se houvesse a determinação de mudar o tal costume para santificar o dia de domingo? Não teria que haver ao menos uma comunicação por parte do Senhor do sábado, sobre tal mudança? É certo que sim. Pois, como que podemos aceitar essa mudança assim tão discreta por parte de JESUS? Como isso poderia ocorrer, sem que Ele ao menos dissesse alguma coisa? Pois, o sábado foi instituído na semana da criação, foi a última providência divina nessa semana. E o povo de DEUS voltando do Egito, quando se haviam acostumado com a adoração de ídolos egípcios, DEUS reforçou o valor do sábado de modo impressionante, ao escrever as duas tábuas dos Dez Mandamentos. Aquele monte do Sinai tremia, havia fumaça e tremendas vozes no ar. E o povo deveria permanecer reunido em assembleia de modo solene. Foi uma cerimônia de vários dias.

A mudança para outro dia de guarda foi algo introduzido aos poucos, lentamente, abrangendo o mundo, e por meio de um imperador pagão, sendo que JESUS, o Senhor do sábado em nada se referiu para que tivesse que haver a mudança. Pois, uma coisa é certa: JESUS continua sendo ainda o Senhor do sábado; Ele não é o Senhor do domingo. O senhor desse dia é o inimigo, satanás, antigo Lúcifer, muito conhecido por demônio.

 

  1. Segunda: O sábado: sua mensagem e significado

Conforme Lucas 4:17 a 19, JESUS veio para anunciar a vinda do reino de DEUS, para curar, trazer paz e conforto, esperança e para transformar o caráter das pessoas de escravas de satanás em cidadãs do Reino de DEUS. Ele leu o trecho que mencionamos. Ali anunciava a vinda do Messias, para realizar exatamente o que Ele já estava fazendo. Então disse: “hoje se cumpriu essa escritura.”

Não precisavam ter-se ofendido tanto com tais palavras. Afinal, o que JESUS estava querendo dizer já vinha sendo provado por Seus atos. Havia coerência entre a profecia e a atitude de JESUS. Aliás, antes mesmo dEle ter lido esse trecho das Escrituras, eles, sendo estudiosos, já O deveriam ter identificado, porém, como isso não aconteceu, Ele o expôs a eles. Agora, portanto, faltava que eles fizessem a ligação entre a prática de vida de JESUS e a Escritura lida. Cegados pela expectativa da vinda de um líder que os libertasse do jugo romano, não conseguiam entender as Escrituras.

Não identificaram o significado da leitura porque esperavam um líder militar que os libertasse do jugo romano, não um líder espiritual que os libertasse do poder do pecado. Olhavam para o curto prazo no tempo, não para o longo prazo. Queriam a salvação em seus pecados, por algum tempo, não a salvação dos pecados, para sempre. Sonhavam com pouco, não com tudo.

Nesse contexto entra o sábado. O sábado, inicialmente, é dia da criação, que nos faz lembrar o Criador de todas as coisas. Ele está no contexto dos sete dias da criação, e é o último deles. Do contexto inicial, o sábado também foi dado para ser dia de descanso (conforme Gên. 2:1 a 3), porque, dando o exemplo, o próprio Criador descansou de Sua obra. Aliás, não existe registro, nem na Bíblia e nem em livro algum, de DEUS ter descansado, mais tarde, no domingo. E, se foi Ele quem estabeleceu o sábado, e o fez na criação, então só Ele que pode fazer alguma alteração na santidade desse dia. E se o fizesse, teria que anunciar que está descansando em outro dia.

Mas não é só isso. O sábado também está ligado à libertação da opressão. Foi isso que aprenderam os israelitas, ao saírem do jugo egípcio. É o que ensina Deuteronômio 5:15: “porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu DEUS te tirou dali com mão poderosa, e braço estendido…”

O sábado não tem a ver só com criação, descanso e libertação. Ele tem a ver também com recriação. Aliás, o sábado de fato teria mesmo que ver com todas essas coisas, pois, se ele foi estabelecido por causa do homem, e não o contrário (como já estudamos) então, o homem tendo problemas, o sábado existe para fazer parte da solução. Em I Cor. 15:51 a 53 explica que todos (os que forem salvos) seremos transformados. O que essa transformação tem a ver com o sábado? Em I Cor. 15:56 diz que “o aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a lei.” Ou seja, a desobediência da lei de DEUS é pecado, então, a lei exige a morte. E o sábado faz parte da lei; é ele que nos faz lembrar de que somos criaturas de DEUS, e que Lhe devemos obediência. Ora, se pecamos, teremos que morrer. Mas, por meio de JESUS CRISTO, que santificou o sábado em toda a Sua vida, podemos ser perdoados, e receber a vida eterna de volta. Ou seja, a lei exige diversas coisas, entre elas que santifiquemos o sábado. Pois, aquele que sempre santificou o sábado pode nos perdoar, afinal Ele não desobedeceu a lei. Então, o sábado, assim como todos os demais mandamentos dentre os dez, faz parte da recriação. E isto quer dizer que, uma vez salvos, deveremos continuar obedecendo a lei, por toda a eternidade, para não cairmos outra vez na desgraça em que o mundo se encontra.

 

  1. Terça: Curas sabáticas em Cafarnaum

Cafarnaum era a cidade onde JESUS fixou a Sua sede de trabalho. O nome Cafarnaum (hebraico = Kephar nahüm) significa “Vila de Naum” (em grego transformou-se uma só palavra); possuía uma alfandega (Mat. 9:9); possuía uma “centúria” romana, o que pode significar que ali havia um posto militar romano (Mat. 8:5). Uma “centúria” equivalia a 100 soldados romanos, o que para uma cidade do porte de Cafarnaum, era um número considerável. Tornou-se conhecida como a cidade de Jesus (Mat. 9:1) pelo fato dEle tê-la feito Seu “quartel general” durante algum tempo em que morou ali.

Muita coisa boa JESUS fez em Cafarnaum.  Também, Jesus operou a cura do criado do centurião (Mat. 8:5 e Luc. 7:1), e da sogra de Simão Pedro (Mat. 8:14; Marc. 1:30 e Luc. 4:38), mandou levantar o paralítico (Mat. 9:6; Marc. 2:9 e Luc. 5:24), e curou aquele homem atormentado de um espírito imundo (Marc. 1:32 e Luc. 4:33). O filho do homem nobre (João 4:46), apesar de habitar em Cafarnaum, foi curado por meio de palavras, que parece terem sido proferidas em Caná de Galileia.

Ali, depois da rejeição em Nazaré, Ele fez uma poderosa pregação, a ponto de o povo se admirar. Ele falava com o poder do ESPÍRITO SANTO, diferente dos rabis que eram monótonos e ensinavam assuntos irrelevantes, que não transformavam vidas. JESUS impactava e desafiava as mentes à reflexão. Ele identificava o pecado pelo nome, e muitos assim se ofendiam. Isso porque não queriam se arrepender. É porque não aceitavam JESUS como Messias que também não aceitavam Seus ensinos. Isso acontecia principalmente com os líderes religiosos daquele tempo.

Foi em Cafarnaum que o demônio falou. Ele quase repetiu as palavras de DEUS Pai no batismo de JESUS, dizendo: “sei que Tu és: o Santo de DEUS” (Luc. 4:34). O demônio ali se condenou, afirmando que JESUS veio para o destruir.

Em Cafarnaum ficou esclarecido que o conflito espiritual é bem real, que os maus espíritos existem e são cruéis, que eles lutam contra DEUS e contra tudo o que estiver com Ele. Também ali JESUS deixou evidente que curar no sábado é lícito, aliás, é até recomendável. Não se deve esperar a troca do dia para aliviar a dor de alguém que esteja sofrendo de alguma doença. Contudo o povo temia seus líderes religiosos, que ensinavam coisas não compatíveis aos ensinamentos do Senhor do sábado.

“Por toda Cafarnaum, logo se espalharam as novas da obra de Cristo. O povo, por temor dos rabis, não ousou ir em busca de cura durante o sábado; mas assim que o Sol se ocultou no horizonte, notou-se grande agitação. Das casas de famílias, das lojas, das praças, afluíam os habitantes para a humilde morada em que Jesus Se abrigara. Os enfermos eram levados em leitos, ou apoiados em bordões, ou ajudados por amigos arrastavam-se debilmente à presença do Salvador. Durante horas a fio vinham e voltavam; pois ninguém sabia se o dia seguinte ainda encontraria o Médico entre eles. Nunca dantes fora Cafarnaum espetáculo de um dia como esse. O espaço enchia-se de vozes de triunfo e aclamações pela libertação. O Salvador regozijava-Se no regozijo que produzira. Ao testemunhar os sofrimentos dos que tinham ido ter com Ele, o coração movera-se-Lhe de simpatia e alegrou-Se em Seu poder de restaurá-los à saúde e felicidade. Enquanto o último enfermo não foi curado, Jesus não cessou de trabalhar” (O Desejado de Todas as Nações, 259).

 

  1. Quarta: O Senhor do sábado

Deu-se uma polêmica em torno do sábado. Essa polêmica foi inédita e contraditória. Era a criatura querendo ensinar o Criador, aqueles que deviam obedecer querendo esclarecer o Legislador, os que deviam ser julgados querendo julgar o Juiz. A polêmica era sobre o sábado.

Quando os discípulos sentiram fome, passando coincidentemente por umas plantações, resolveram colher algumas espigas, o suficiente para comer, e comeram. Os fariseus por certo se lembraram do maná, que não podia colher no sábado. Assim também entendiam que não se podia colher algum fruto para comer, pois era assim que suas tradições determinavam. Mas no caso do maná era bem diferente, não havia nada para colher no sábado, e o que caía na sexta-feira durava dois dias, o que caía em outros dias, no segundo dia já estava bichado.

Com relação a colher algum alimento, seja cereal, sejam frutos, o que podemos fazer no sábado é colher para comer, em especial, se estivermos com fome e sem outro alimento. Por exemplo, se estamos em nosso quintal (para quem tem) e lá existem árvores de frutos, num sábado não é pecado colher um ou dois frutos, ou tantos quantos desejarmos, para comer na hora. O que não devemos fazer é colher bastante, por exemplo, para colocar no freezer e guardar para outro dia.

Esse episódio serviu para JESUS esclarecer a questão do sábado com relação a colher alimento. Ele deixou bem claro que isso é permitido, e Ele era e é o Senhor do sábado. Pois fica também explicado que o sábado não estava perdendo importância, como hoje muitos dizem. Não estava JESUS preparando o assunto para uma mudança da santificação do sábado para a santificação do domingo; tal providência não encontra fundamento bíblico.

Aliás, nas polêmicas entre os fariseus e doutores da lei, em relação ao sábado, nunca discutiram sobre alguma mudança, mas sempre sobre como santificar esse dia. Obviamente, se houvesse mudança, seria nessas discussões que ela apareceria como evento futuro a ser providenciado.

No caso do homem da mão direita ressequida, outra polêmica. Aqui já se trata de um milagre no sábado, e mais, foi JESUS mesmo quem o realizou. Acima, foram os discípulos que colheram espigas, agora era JESUS o personagem central da cena.

Algumas observações sobre essa cura. Em primeiro lugar, aqueles que reclamavam que se faziam curas no sábado nunca fizeram cura alguma, nem mesmo em qualquer outro dia. Aliás, pela primeira vez é que se faziam tantas curas, em todos os dias da semana, por uma única pessoa, desde que começou a história da humanidade. Então, será que não seria de considerar esse fato? Quem afinal poderia ser aquele homem inédito, poderoso, nascido judeu, e que Se dizia Filho de DEUS? Os sinais miraculosos que O acompanhavam testemunhavam quem Ele era. Nesse caso, seria bom que refletissem sobre um ponto discordante com eles, a questão das curas no sábado, pois o que tal poderoso homem fazia dava testemunho que era um ser divino. Esse homem ensinava algo diferente do que as tradições deles, e bem poderia ser que essas tradições estivessem erradas. Como de fato estavam.

JESUS deixou bem explicado: é lícito fazer o bem no sábado, especialmente libertar alguém do sofrimento de alguma doença e que isso não seja para nosso proveito. Isso devemos fazer sempre, não se deve deixar o sofrimento torturar alguém nem por mais um minuto, por causa de motivo algum. O sábado é também um dia de libertação, isso disse o Senhor do sábado.

 

  1. Quinta: O sábado: o doente, o boi e o jumento

Como aconteceu com os judeus, especialmente com seus líderes, os que mais estudavam os Escritos, também nós podemos nos atrapalhar a partir de nossos valores pessoais e coletivos. Os judeus, zelosos, para não caírem outra vez na idolatria, criaram normas de obediência a DEUS e de adoração. Assim, digamos, regulamentaram os Dez Mandamentos, algo completamente desaconselhável nesse caso. Eles criaram requisitos sobre como esses mandamentos deveriam ser obedecidos. Eram orientações para todos. E esses requisitos se tornaram mais importantes que a própria lei, chamavam de tradições, ou tradição dos antigos. A intenção era boa, mas o resultado foi um desastre.

Em razão dessas tradições eles não conseguiram entender o verdadeiro sentido da lei e em especial, do sábado. Tornaram-se legalistas, a ponto de ficar terminantemente proibida qualquer iniciativa de cura no sábado. Imagino que não se permitia orar por um doente, como enfim, JESUS fazia. É evidente que estava DEUS também, indiretamente, proibido de sarar alguém no sábado. Como escrevi ontem, resultou que os humanos estavam querendo dar ordens a DEUS! Por exemplo, “aquele que fala mal de um irmão fala mal da lei, e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz” (Tiago 4:11). Mas há um só Juiz e Legislador (Tiago 4:12), e não é alguma criatura.

Com essas tradições domando suas mentes, não conseguiram entender os ensinamentos nem os atos de JESUS CRISTO, e a tal ponto se revoltaram contra Ele que uma só alternativa lhes restava: matá-Lo. Baseavam-se nas leis de Moisés para tomar essa decisão, porém, na verdade, não havia transgressão alguma. O próprio DEUS que lá no tempo de Moisés dera várias orientações, estava ali com eles, em pessoa, carne e osso. Mas isso não conseguiam entender, nem os líderes, nem o povo.

Hoje pode estar acontecendo o mesmo. Nossos valores, nossa cultura, nossos pensamentos e ideias, nossa prática, as influências, as teorias, etc., podem estar ofuscando nossa mente para entendermos como DEUS quer que vivamos. Atenção, naqueles tempos de JESUS, o desvio de atitude foi em direção do fanatismo, hoje, o desvio em geral é em direção do liberalismo, afinal, somos a igreja morna. Tenhamos, individualmente muito cuidado com essa possibilidade.

Vejamos a mulher encurvada (corcunda), que sofria assim há 18 anos. No pensamento dela, estava condenada a ficar nesse estado até o final da vida. Mas, dessa maneira? Que vida seria essa?

Foi no sábado que JESUS Se encontrou com ela, e imediatamente a curou. Os líderes religiosos protestaram: que viessem nos outros dias para serem curados, menos no sábado.

Poderíamos argumentar: ora, quem já sofria por 18 anos, bem poderia esperar mais algumas horas, e então ser curado. Isso não seria pedir demais. Mas, por outro lado, se é lícito curar no sábado, por que razão não curar imediatamente? Porque não antecipar a felicidade? Porque prolongar o sofrimento? JESUS a curou na hora, num instante, e acabou com o sofrimento, e deu exemplo de que isso não só se pode fazer no sábado, mas se deve fazer. E há casos que não podem esperar mesmo, pois o tempo poderia levar à morte. Se você, por exemplo, se vê na contingência de comprar um medicamento no sábado, faça-o imediatamente. JESUS o faria, ou, no caso, como tem maiores poderes, curaria.

Noutro caso, Ele curou um homem com hidropisia (isso é a acumulação anormal de fluido nas cavidades naturais do corpo ou no tecido celular). O termo pode ser usado como sinônimo de edema. Naqueles tempos não havia cura para essa doença ou situação. A pessoa inchava cada vez mais, era torturante quando se espalhava pelo corpo. Também essa enfermidade, como muitas outras, Ele curou no sábado. E também, como nas outras vezes, houve protestos por parte dos líderes dos judeus. Como JESUS não os atendia, cada vez mais se convenciam que Ele devia ser morto.

Mas nos dois casos, JESUS fez perguntas a eles. Era sobre os animais. No caso da mulher encurvada, perguntou por que então cada um deles, no sábado, desprende os animais do curral para que fossem beber? E no caso do homem, Ele perguntou porque eles tiravam o animal que caísse em algum lugar no sábado, para que não sofresse ali, ou até morresse.

Isso quer dizer, eles valorizavam mais os bichos que os humanos, os semelhantes. Sim, porque os animais lhes custavam dinheiro, eram bens, não queriam ter prejuízo. Pois, podiam fazer isso com seus animais, mas deviam cuidar também das pessoas. Se é permitido tratar dos animais, também deve ser permitido tratar dos seres humanos. JESUS ensinou o verdadeiro sentido do sábado, e um deles é libertação da ação do pecado.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

O sábado foi estabelecido no Éden, junto da criação, para toda a humanidade, não para apenas uma raça, etnia ou povo. Depois o Sábado foi escrito na lei dos Dez Mandamentos, porém, ele já existia antes disso. Quem recebeu a incumbência de zelar pelo sábado foi o povo judeu, afinal, eram os filhos de Israel, homem escolhido para iniciar, para seu avô Abraão, a nação prometida por DEUS, que fosse Sua testemunha na Terra. Por isso os filhos de Israel deveriam ensinar a lei e também o sábado a todas as nações. Agora compete a igreja de DEUS, ensinar esse assunto ao mundo todo, conforme as três mensagens angélicas.

  • Quais os tópicos relevantes?

CRISTO é o Senhor do sábado (Marc. 2:27 e 28). Era costume de JESUS ir à sinagoga nos sábados (Lucas 4:16 a 30). JESUS ensinou como se deveria santificar o sábado, que devia ser também fonte de libertação da escravidão de satanás, de doenças, além lembrança da criação e da redenção.

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Principalmente que o Senhor do sábado, JESUS, ratificou sua santidade, e nunca deu alguma pista de que houvesse mudança da santidade desse dia para o domingo.

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Certamente obedecer o mandamento sobre o sábado, e fazê-lo com inteligência espiritual e sabedoria divina, conforme JESUS ensinava e exemplificava.

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

“O que é genuína santificação? Lede Êxodo 31. Nesse capítulo entenderemos o termo, pois o próprio Deus o definiu. O Senhor Jesus ofereceu instruções especiais de como edificar o tabernáculo. Como os filhos de Israel haviam sido obrigados a trabalhar no sábado, a santidade do dia não fora preservada. Como escravos no Egito haviam perdido em grande medida o conhecimento do sábado. Esta é a razão por que os mandamentos de Deus foram dados em solene grandiosidade sobre o Monte Sinai. O Senhor manteria Seu sábado de modo especial, e Ele sabia que o povo se esqueceria do mandamento do sábado e em seu zelo os obreiros iriam alegar: “Esta obra é do Senhor, e sob Sua supervisão está, e podemos realizar Sua obra sem observar o sábado.” … Portanto o dia do sábado foi distinguido como o memorial de Deus e mantido santo ao Senhor para que o povo soubesse que “Eu sou o Senhor, que vos santifica.” Êxodo 31:13. Essa é genuína santificação” (Olhando Para o Alto, MM 1983, 118).

 

  1. Conclusão geral

Devemos fazer o bem todos os dias. No sábado devemos deixar de trabalhar para o nosso sustento, e também deixar de fazer tudo o que não é necessário por nós ou por outra pessoa. Esse é o dia para nos congregarmos em adoração, como JESUS deu exemplo. E também é dia para lembrarmos de que somos criaturas de DEUS e que JESUS vai retornar para nos buscar para a vida eterna. E também é dia, nesse caso como qualquer outro, de fazermos o bem a quem tenha necessidade.

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

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Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
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Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira O decreto dominical O alfa e o ômega Como é fácil enganar!

 

 

estudado e escrito entre  20 e 26/03/2015

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

3 comments for “Lição 5 – CRISTO como Senhor do sábado

  1. Emerson Weber
    Abril 27, 2015 at 5:52 am

    Que todos os que aceitam a autoridade humana, os costumes da igrejaou as tradições dos pais, atendam a advertenciaenvolvida nas palavras de Cristo, ” em vão Me adoram ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. DTN, 398.

  2. Waldecy Antonio Simões
    Abril 28, 2016 at 1:10 pm

    O sábado será sempre o Dia do Senhor, primeiramente porque foi instituído na Criação, foi abençoado e santificado por Deus (quando ele abençoa é para sempre), Em Ezequiel 20:20 foi instituído como um Sinal entre ele e a humanidade (quanto a isso Está escrito que Deus não faz distinção de pessoas ou de raças (Atos 3:24 e 25) ; Está Escrito em I Carta de Pedro 1:24 que DEUS NÃO MUDA e que sua Palavra permanece eternamente. Como ele escreveu, pessoalmente, a Lei do Sétimo Dia nas Rochas Sagradas é para sempre; Jesus promulgou que O SÁBADO FOI CRIADO PARA O HOMEM (Marcos 2:28); Jesus bradou que podem passar os Céus e a Terra antes que das leis se consiga retirar um só caractere, e a leis do sábado tem 433 caracteres (Mateus 5:15 a 37) Sobretudo, Jesus santificou os sábados, sua Igreja, seus apóstolos e a Igreja de Paulo santificaram todos os sábados e jamais um só domingo (Lucas 4:16; Lucas 23:55; Atos 16:13; Atos 13:31 a 44) Outro dia, ouvi o pastor Malafaia afirmar que os evangélicos não guardam o sábado porque nove dos mandamentos estão repetidos no Evangelho, mas o do sábado não; Pura Utopia e desconhecimento bíblico, pois o sábado está repetido por 10 vezes: Marcos 2:28; Lucas 4:16; Lucas 23:55; Atos 16:13; Atos 13:41; Atos 18:4; Atos 1:12; Atos 24:20; Hebreus 4:4; Mateus 5:17 e seguintes.
    Jesus nomeou aqueles que o acusavam de violar os sábados de Filhos do Diabo. João 8:44. Jesus respondeu a eles que apenas APARENTAVA que ele desrespeitava os santos sábados:
    “Se o homem recebe a circuncisão no sábado, para que a lei de Moisés não seja quebrantada, indignais-vos contra mim, porque no sábado curei de todo um homem? Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”. Jesus, em João 7:23 a 24

    Estudando-se o Novo Testamento com critério e atenção, concluímos que a palavra de Deus não atribui nenhum significado litúrgico ao dia da ressurreição, simplesmente porque esse acontecimento tem de ser visto apenas como uma realidade existencial experimentada pelo poder do Cristo vitorioso também sobre sua própria morte. De modo algum a ressurreição de Jesus pode ser vista como uma prática cristã associada ao culto aos domingos. Cristo, que havia ressuscitado a outros, não poderia ser vencido pela morte, o que anula totalmente a pretendida importância do tal domingo. Mas a Monumental Vitória de Jesus Cristo deu-se com a sua sofrida Morte na cruz! E não há uma linha no Evangelho que aponte qualquer indício da troca maluca do sábado pelo domingo. Coisa do papado romano para que se cumprisse a profecia no Apocalipse 13:7: Satanás venceu os santos.
    Então, apesar dos pastores famosos e não famosos, O SÁBADO É PARA SEMPRE, PERPETUAMENTE e foi o Senhor Deus quem nos revelou isso quando promulgou que sua palavra permanece eternamente!
    Waldecy Antonio Simões walasi@uol.com.br

  3. Waldecy Antonio Simões
    Abril 28, 2016 at 1:11 pm

    AS SETE VERDADES BÍBLICAS SOBRE O SÉTIMO DIA.

    A maioria cristã faz uma tremenda confusão a respeito de sábados e domingos. Os cristãos, em minoria, julgam corretamente que o Criador, que nunca muda, jamais aceitaria que uma só de suas leis fundidas nas Rochas Sagradas pudesse ser “lixada” pelos homens, portanto, creem firmemente que o Sábado é o Dia do Senhor. Outra parte considerável crê que Jesus teria revogado todas as dez leis a favor da religião da graça e da liberdade. Uma terceira parte, bem maior, prefere crer que pela ressurreição de Jesus ele teria revogado o Quarto Mandamento a favor do domingo, permanecendo, então, como válidos, os demais mandamentos (nove).

    ONDE ESTÁ, ENTÃO, DE FATO E DE DIREITO, A VERDADE BÍBLICA? Ora, vamos colocá-la aqui, resumidamente, mas de modo tão legítimo, tão cristalino e conclusivo que não dará chance alguma a qualquer refutação, sem se ingressar no farisaísmo religioso (o que é pior do que não ser cristão).

    Vamos às Sete Verdades que não têm como ser desmentidas, pois Está Escrito:

    1) O Mandamento do Sétimo Dia foi instituído na Criação do mundo (Gênesis 2:3), não para o próprio Criador, pois em sua perfeição jamais criaria um Mandamento para si próprio, não tem como e, como Espírito Perfeito jamais se cansa, então o Mandamento do sábado foi criado para o homem, pois ele, sim, necessita de um dia de descanso na semana. O próprio Jesus legitimou isso no Evangelho ao reger:

    “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é, também, o Senhor do sábado”. Jesus Cristo, em Marcos 2:28. Se o Filho de Deus afirmou que o sábado foi criado para o homem, então o sábado foi criado para a Humanidade, assim como os castigos promulgados contra Adão e Eva foram, também, dirigidos à Humanidade.

    Quanto a ser o Senhor do sábado, Jesus também afirmou que é maior que o Templo (Mateus 12:6, maior que Abraão (João 8:57), maior que Jonas (Lucas 11:32), maior que Salomão (Mateus 12:42) e mais importante que Jacó, sem desmerecer qualquer um deles, portanto, também não desmereceu o santo sábado, pois é o Senhor de Tudo, pois está Escrito que Deus lhe deu toda a autoridade sobre tudo o que existe:

    “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”. Jesus, em Mateus 28+18,

    2) A maioria evangélica, católicos e ortodoxos julgam, temerariamente, que a Ressurreição de Jesus teria anulado, teria riscado das Rochas de Deus o Mandamento do Sétimo Dia, dando lugar ao primeiro dia da semana, o tal domingo, mas isso é absolutamente impossível, pois não há uma só linha no Evangelho que autorize tal mudança, mesmo porque Está Escrito que Deus Nunca Muda em suas Promulgações à Humanidade:

    “Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do Senhor. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”. Isaías 40:7.

    “Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor, mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada”. I Pedro 1:24.

    Então, segundo as Escrituras, o sábado é para sempre, e se teria havido mudança a respeito, essa foi criada pelo homem e nunca por Deus. Quanto a isso, num descuido, o clero católico confessa, por escrito, o seu gravíssimo erro ao atentar violentamente contra o Sétimo Dia:

    “A Igreja de Deus, porém, achou conveniente transferir para o domingo a solene celebração do sábado”. Catecismo católico, Edição2, Editora Vozes, Petrópolis, RJ. 1962.

    “Não o Criador do Universo, em Gênesis 2, mas a Igreja Católica pode reivindicar para si a honra de haver outorgado ao homem um repouso a cada sete dias. Storia della Domenica, S.D. Mosna, de 1969, pg. 366

    3) Uma parte dos cristãos julga que Jesus acabou com as leis a favor da graça e da liberdade, mas Jesus fez tudo exatamente ao contrário, pois legitimou TODAS as leis do Decálogo em sua primeira pregação à Humanidade, no Sermão do Monte e ainda amentou o grau de observação em algumas das 10 leis (Mateus, 5:21 a 32.

    “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei sem que tudo seja cumprido”. Jesus, em Mateus 5:17 a 37. Está Escrito que tudo será cumprido na Consumação dos Séculos, no Grande Dia de Jesus, quando os Portais do Reino de Deus serão abertos aos mortais de Jesus, antes fechados desde Adão e Eva (João 14:1 a 3, como também em 1 Tessalonicenses 4:13 a 17).

    Se Jesus Cristo afirmou que das leis de Deus Pai nem mesmo um simples til se poderá retirar, é absolutamente impossível atentar contra a lei do sábado, pois o Quarto Mandamento contém 80 palavras ou 433 caracteres. E assim, pelo menos até o Grande dia da Volta de Jesus, o sábado é para sempre!

    4) A ampla maioria cristã alega que em sua vida pública Jesus teria violado os sábados ao trabalhar nesse dia, mas quem o acusou de violar os sábados foram os fariseus, os filhos do diabo, assim como Jesus Cristo os nomeou em João 8:44. A respeito dessa acusação dos filhos de Satanás, vamos ver que Jesus respondeu a eles que apenas APARENTAVA que ele desrespeitava os santos sábados:

    “Se o homem recebe a circuncisão no sábado, para que a lei de Moisés não seja quebrantada, indignais-vos contra mim, porque no sábado curei de todo um homem? Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”. Jesus, em João 7:23 a 24

    “E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga (filho do diabo acusador), indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados, e não no dia de sábado. Respondeu-lhe, porém, o Senhor, e disse: Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi, ou jumento, e não o leva a beber? E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?”. Lucas 13:14-16, Jesus revela que o amor de caridade tem preponderância sobre qualquer lei (1 Coríntios 13:13)..

    “E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles (os fariseus do diabo), para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por consequência, lícito fazer bem nos sábados. Então disse àquele homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra. E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem”. Mateus 12:10-14.

    “E os escribas e fariseus (filhos do diabo) observavam-no, se curaria no sábado, para acharem de que o acusar. Mas ele (Jesus) bem conhecia os seus pensamentos; e disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te, e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé. Então Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? E, olhando para todos em redor, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra. E ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus”. Lucas 6:7-11.

    “E dizia-lhes Jesus: Invalidais o Mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição”. Jesus, em Marcos 7:9

    5) O sábado é o ÙNICO Mandamento chamado por Deus de Santo e Bendito e o Único estabelecido como UM SINAL entre ele e a Humanidade: “Santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR, vosso Deus”. Ezequiel 20:20.

    Ora, se o sábado foi estabelecido por Deus como UM SINAL entre ele e a Humanidade, de modo algum jamais sairá dessa condição divina. Quanto aos que julgam que esse Sinal foi dado apenas aos israelitas, então, nesse caso, nós não podemos nos servir de nenhum livro do Velho Testamento, nem dos Salmos, etc. e nem mesmo de Malaquias, muito usado para legitimar os dízimos. É ou não é? Dois pesos e duas medidas não vale! Além disso, abaixo, no capítulo 7, Está Escrito que nós somos os legítimos herdeiros dos israelitas e que Jesus, de todos nós, fez UM SÓ POVO.

    6) Dizem os sábios que um bom exemplo vale mais que mil palavras. É ou não é? É claro que é! então, vamos ver os vários exemplos de Jesus e de sua Igreja Primitiva santificando os sábados (que valem mais que milhões de palavras) até mesmo décadas após a Ressurreição? Essa parte ANULA completamente as pretensões dos que defendem erradamente o domingo “substituindo” o Sábado Santo, solene e Abençoado do Senhor:

    “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, (Jesus) entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler”. Lucas 4:16. Jesus, nos concedendo o exemplo, pois segundo o Mandamento e a Tradição israelita, guardou o sábado por toda a sua vida.

    Antes da ressurreição de Jesus, os cristãos faziam do sábado um dia de louvor:

    “O sábado ia começar. Ora, as mulheres que tinham ido da Galiléia com Jesus, indo, observaram o sepulcro onde fora colocado o corpo de Jesus. Voltando, prepararam aromas e bálsamos. No sábado, observaram o repouso, segundo a Lei”. Lucas 23:55 – 56. A Igreja de Jesus, nos concedendo o exemplo.

    Então, Jesus ensinou a sua Igreja a ser também legalista! Vejamos a Igreja Cristã aos tempos de Paulo, décadas depois da ressurreição de Jesus os cristãos de Paulo fazendo do sábado um dia de culto e louvor:

    “No dia de sábado, saímos fora da porta, junto ao rio, onde julgávamos haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido”. Atos dos Apóstolos 16:13.
    Esse preceito revela, com toda clareza, de modo irrefutável, um culto de louvor aos sábados pelos cristãos. As mulheres cristãs sempre trabalhavam, só não aos sábados. Então, segundo o preceito acima, estavam em dia de descanso, santificando os sábados assim como os homens! Mas fariseus de quase todas as denominações, também católicos e ortodoxos alegam que a Igreja de Jesus santificava o tal domingo. É possível uma tolice dessas, depois dessas revelações?

    “No sábado seguinte, concorreu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus, mas os judeus, vendo aquela concorrência, encheram-se de inveja…”. Atos 13:41 – 44.
    Se os judeus encheram-se de inveja não se tratava de uma reunião judia aos sábados, mas sim um culto cristão que reuniu quase toda a cidade para louvar no sábado. Isso não poder ser negado!

    “E todo o sábado, ensinava na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos”. Atos 18:4.
    Os defensores do domingo, inventado, argumentam, falsamente, que Paulo comparecia às sinagogas dos judeus aos sábados, porque era nesse dia que podia encontrá-los, mas não é o caso aqui, pois, pela sua tradição, os judeus jamais aceitariam que gentios pagãos – no caso presente os gregos – participassem de cerimônias em seus templos, em simples reuniões e nem mesmo jamais aceitariam permanecer com eles ou com outros pagãos no mesmo ambiente. Sabemos que o santo em vida Paulo não ensinava somente aos judeus, mas principalmente aos demais pagãos. Quanto a isso, se os primeiros cristãos guardavam o sábado mesmo após a ressurreição de Jesus, só isso prova a Grande Mentira do tal domingo, um feito gigantesco de Satanás, segundo o Apocalipse 13:7.

    Em Atos dos Apóstolos, conforme a tradição dos apóstolos de santificarem os sábados, um preceito é usado como referência ao Quarto dos Mandamentos:

    “Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a uma jornada de sábado…”. Atos 1:12. Ora, ao se referirem a uma jornada de sábado como exemplo pelos apóstolos de Jesus, é certo que se tratava de um preceito em uso.

    “Orai para que vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado”.
    Jesus Cristo, em Mateus 24:20, ressalta, novamente, a grande importância do sábado (nem no inverno que é muito frio, o que dificultaria a fuga dos inimigos romanos (na terrível carnificina, no massacre contra os judeus nos anos 70, no episódio Masada), nem nos sábados porque é o Dia Santo de Deus, consagrado para descanso e louvor.

    7) Os cristãos, em parte, alegam, altamente equivocados, que o Decálogo do Monte Sinai, no qual o sábado está intrínseco, teria sido dado apenas aos israelitas, e não a nós do Evangelho, por isso, alegam que “nós não temos obrigação de guardar”. Mas vejamos que a Verdade do Evangelho de Deus que nos faz herdeiros dos israelitas:

    “E todos os profetas, a começar por Samuel, assim como todos os que depois falaram, também anunciaram estes dias. Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com vossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da Terra”. Atos dos Apóstolos 3:24 – 25. Os herdeiros não herdam apenas as bênçãos, mas também as obrigações.

    Novamente, a Verdade do Evangelho faz dos cristãos e de Israel um só povo:

    “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto; porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus”. Efésios 2:14 a 19.

    “…na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos que consistia em ordenanças…”. Esse verso, retirado do preceito acima, nada tem a ver com a derrocada do Decálogo, pois sendo isso impossível, o apóstolo Paulo, sempre dirigido pelo Espírito Santo de Deus, se refere às ordenanças e leis antigas, provindas de Levítico, criadas numa época para regular as ações dos israelitas nos difíceis 40 anos de deserto, mas que de forma alguma tiveram lugar no Evangelho de Jesus. E isso Está Escrito em Lucas 16:16, que revela:

    A lei e os profetas vigoraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele. E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei. Lucas 16:16 e 17 Esses dois preceitos nos mostram a derrocada (no Evangelho) das leis que escravizavam, que amaldiçoavam e até poderiam nos matar, se tivessem sido integradas no Evangelho. Em seguida a essas colocações, a Palavra de Deus novamente legitima o Decálogo de Deus (as 10 leis).

    “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é, também, o Senhor do sábado”. Jesus Cristo, em Marcos 2:28, respondendo à irritação dos judeus quando permitiu que seus amigos colhessem espigas (Mateus, 12:1), com o objetivo de mostrar que o amor de caridade tem de sobrepor-se a toda e qualquer lei, pois é maior que a fé (1Coríntios 13:13) e, por isso, tem de sobrepor-se até mesmo ao mandamento do Sábado, pois seus amigos estavam com fome pelas longas caminhadas. Da mesma forma, Jesus citou Davi que, com fome, ele e os seus amigos avançaram e comeram dos pães sagrados do templo, coisa proibida até para o rei, pois em ambos os casos não se poderia transferir a solução para o dia seguinte. Essa é a regra do sábado santo.
    Nesse mesmo preceito, Jesus legitima o sábado mais uma vez: o sábado foi criado pelo Deus Imutável por causa do homem. Portanto, enquanto existir o homem na Terra os sábados terão de ser observados, pelo menos pelos cristãos. E inegavelmente é mais uma Verdade do Senhor Deus que não pode ser contestada por ninguém, e de modo algum!

    Para aquele que julga que todos os dias são de Deus, isso é verdade, mas só um ele elegeu como Um SINAL entre ele e o homem e o único dia que nomeou como Santo e Bendito.

    No arquivo anexado temos um escrito que completa perfeitamente esse presente, de nome O Tratado sobre as leis de Deus, onde nos mostra como o sábado de Deus foi corrompido e porquê.

    Quem precisa de mais que isso para inteirar-se de que O SÁBADO É PARA SEMPRE??? PONTO FINAL!

    Waldecy A Simões. walasi@uol.com.br

    http://www.segundoasescrituras.com.br

    O Tratado sobre as leis de Deus Arquivo 119 do site acima, elaborado cuidadosamente, e com todos os detalhes sobre as leis bíblicas, pois nada no Universo funciona sem leis.
    http://www.segundoasescrituras.com.br/livrosword/122pastoresinterpretamerradoacartaaosgalatas.doc O livro de Gálatas é interpretado errado pela maioria evangélica, também pelos pastores e de maior prestígio. Waldecy Antonio Simões. walasi@uol.com.br

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