Lição 5 – Fé e Antigo Testamento

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: O evangelho em Gálatas

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: O evangelho em Gálatas

Lição 5 – Fé e Antigo Testamento

Semana de 22 a 29 de julho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:CRISTO nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)” (Gal. 3:13).

 

Introdução de sábado à tarde

O Antigo Testamento conta uma história e aponta para outra. Ele nos informa que fomos criados por DEUS, para a Sua glória, e isto significa que seríamos sempre perfeitos e felizes. Porém, com a queda, ele aponta para a solução da situação de pecado advindo por causa da queda de Adão e Eva. JESUS viria para morrer por nós.

Nisso, entra o Novo Testamento, que esclarece a compra do que uma vez pertencia ao Criador do Universo, JESUS CRISTO. Pertencíamos ao Criador porque Ele nos criou, nos fez. Mas fomos roubados por satanás por meio de estratagemas falsos, e passamos a pertencer a outro dono, um ser incapaz de nos dar vida e felicidade. JESUS veio e nos comprou pelo preço de Sua vida. Por isso, quem se salvar, pertence duplamente a DEUS, por ter sido criado e por ter sido resgatado por elevado preço. Isso é o que diz o verso acima.

 

  1. Primeiro dia: Os insensatos gálatas

“Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado? Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. Aquele, pois, que vos dá o Espírito, e que obra maravilhas entre vós, fá-lo pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?” (Gálatas 3:1-5, ARC, grifo acrescentado).

Por onde os apóstolos e outros pregadores passavam, ensinavam o puro evangelho de CRISTO. As pessoas entendiam e aceitavam. Mas há um porém: vinham depois os judaizantes, e metiam medo nesses recém convertidos, dizendo que se perderiam caso não obedecessem a lei de Moisés e caso não se circuncidassem. Algumas igrejas não aceitavam esses ensinos, ou, esse novo evangelho espúrio, mas outras aceitavam. Os gálatas foram daquelas igrejas que aceitaram e passaram a praticar. Já lhes fora esclarecido sobre esse assunto, foram devidamente alertados, mas, caíram como pessoas, nas palavras de Paulo, estúpidas, no mínimo, insensatas.

Hoje, entre nós, há duas linhas de enganadores, os liberais e os ortodoxos, cada um com sua estratégia de desviar do caminho da salvação. Os liberais são em grande maioria.

 

 

  1. Segunda: Fundamentado nas Escrituras

Paulo teve que explicar o óbvio, afirmando coisas desnecessárias, porém, vitais. Todo cristão deve saber que as Escrituras são a Palavra de DEUS e que viverão por meio do conhecimento que nelas contém. Mas não foi assim entre os gálatas, e não é assim nos dias de hoje, em muitos casos. Em todos os tempos muitos estão a perecer por falta de conhecimento da verdade (Oseias 4:6 e Provérbios 25:11). Precisa ser explicado, demonstrado e reafirmado que a Bíblia é o fundamento de nossa fé.

A confusão que os judaizantes criaram entre os gálatas foi não só grande, mas também profunda. Elas passaram a acreditar não mais nas Escrituras como estavam escritas, e sim, nas palavras de alguns mestres e pregadores. Hoje existem inúmeras igrejas com tal base> De Bíblia na mão, pregadores estão enganando e mentindo, e o povo está aclamando e aceitando, também de Bíblia na mão. De Bíblia na mão pregam que o domingo é o dia do Senhor e que a alma é imortal. Com a Bíblia na mão muitos, entre nós até, pregam e afirmam, quase como que provam, que o ESPÍRITO SANTO não é DEUS e que não existe a Trindade; outros dizem que JESUS é uma criatura.

Paulo, naquele tempo teve que valer-se das Escrituras, evidentemente o Antigo Testamento, pois o novo estava sendo escrito, que JESUS foi anunciado nessas Escrituras, e aquele homem que foi morto na cruz é exatamente o previsto, por exemplo, em Isaías 53. O humilde ser humano, que de DEUS Se apresentou como homem mortal, embora não deixasse de ser DEUS, Ele simplesmente ocultou Sua divindade na humanidade, esse era o Messias, que já havia vindo e havia cumprido o previsto na Lei de Moisés. Ele era o Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo (João 1:29).

O ser humano, por causa de sua natureza, tem uma propensão impressionante de aceitar com facilidade o que é falso, mas tem uma dificuldade enorme para aderir ao que é correto. O falso não exige muitas coisas, o verdadeiro, entre nosso contexto de pecado, é cheio de proibições, pois no mundo em que vivemos, o caminho da salvação é estreito. Por isso, se quisermos mesmo ser salvos, precisamos estar vigilantes, isto é, todos os dias confirmar nossa fé em JESUS CRISTO, e investigar Sua Palavra sagrada.

 

  1. Terça: Considerado justo

“Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” (Gálatas 3:6).

Como explica a lição, Abraão foi chamado por DEUS para ir a outra terra, e ele obedeceu. Foi-lhe ordenado para que sacrificasse seu filho, e o homem obedeceu. DEUS mandou que se circuncidasse, e fizesse isso com todos os homens que estavam com ele, seus empregados, e ele obedeceu. Foi um homem obediente, diziam os judaizantes, e por isso teria sido justificado. Esse era um forte argumento contra os ensinos de Paulo, pois Abraão foi o pai dos judeus. Nele se iniciou a etnia do povo de DEUS, assim como em Adão se iniciou a humanidade.

Para refutar esse argumento não era fácil. Mas Paulo conhecia a Bíblia e sabia responder para elucidar essa forma errada de raciocinar. Há um pequeno verso escrito por Moisés, respeitado escritor pelos judeus: “E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça” (Gênesis 15:6). Está escrito que Abraão foi justificado pela fé, não pelas obras, e o texto se encontra no primeiro livro da Bíblia. Estava desfeito o argumento dos opositores de Paulo.

O raciocínio lógico, fundamentado na Bíblia, como estamos estudando até aqui, é o seguinte. Como o ser humano pecou tornou-se pecador, e o salário do pecado é a morte, portanto, perante o reino perfeito de DEUS não pode ser admissível o próprio pecador interceder por si mesmo ou por outro pecador. Isso seria um erro grave em termos de justiça, e a tornaria num trapo de imundícia. Pode ver o que acontece com a operação “Lava Jato”, como advogados do réu geralmente mentem junto com o cliente. O governo celeste não poderia aceitar argumentos de pessoas tendenciosas, isso nunca seria justiça.

Portanto, e esse é apenas um argumento, o ser humano não poderia jamais ser justificado, sendo ele pecador, por praticar algumas obras conforme a lei, mas outras em desconformidade. Que transparência seria essa? Seria justiça nula, inaceitável perante DEUS e o próprio satanás também a denunciaria, como um trunfo em sua guerra contra DEUS, que afirma ser justo. O satanás pode mentir e enganar à vontade, mas DEUS, que Se apresenta como perfeito, e é isso mesmo, deve ser correto sempre, e isso já se confirmou. Também quando Ele, DEUS, faz justiça, tem que ser transparente e livre de tendenciosidades.

Por isso que nós não somos nem perdoados nem justificados por algo bom que fazemos, já tendo praticado maldade. Aí é que entram duas coisas: a morte de JESUS por nós, ou, em nosso lugar, e a fé de JESUS. JESUS cria invariavelmente que Seu sacrifício seria suficiente para nos salvar, e foi em frente. Crendo que JESUS é nosso Salvador, então podemos ser salvos.

Esse crer, ou fé, não é algo que em si nos purifica, ou justifica. A justificação é apenas uma declaração que, porque cremos, não temos mais pecado, foi perdoado, e se, daí em diante, não pecarmos mais, seremos salvos. Simples, DEUS nos justifica porque JESUS, um irmão da humanidade viveu aqui e nunca pecou, logo Ele serve de motivação para declarar como Ele foi, toda a humanidade, ou, ao menos aqueles que crerem, com fé.

Foi isso que Paulo estava explicando aos gálatas. Não é pelas boas obras (ao lado das más) que um pecador é perdoado, mas pela fé dele.

 

  1. Quarta: O evangelho no Antigo Testamento

Como foi o relacionamento entre DEUS e Abraão? DEUS chamou a Abraão e fez a ele quatro promessas. Leiamos o trecho da Bíblia:

“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12:1-3).

Quais foram as promessas?

  • far-te-ei uma grande nação
  • abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome
  • tu serás uma bênção
  • em ti serão benditas todas as famílias da terra

Abraão se tornaria uma nação abençoada para que servisse de conduto a abençoar todas as famílias da Terra, ou todas as outras nações.

Isso significa o quê? Esse é o evangelho no Antigo Testamento, exatamente igual ao evangelho no Novo Testamento, ou seja, levar a salvação a todas as pessoas, ou como diz em Mateus 24:14, pregar este evangelho a toda nação, tribo e língua, para que JESUS volte.

Ora, como bem destaca o autor da lição, DEUS prometeu muito, e Abraão não prometeu nada, nem obedecer ele prometeu, para que se selasse a aliança entre DEUS e ele. Se ele tivesse prometido obedecer, e se essa fosse uma condição para DEUS cumprir Suas promessas, Abraão teria perdido o direito às promessas. Foi, como dizem, um ato unilateral, só da parte de DEUS. Isso descarta definitivamente qualquer participação de obras em favor do perdão e da justificação. Boas obras, ou seja, a obediência, depois do pecado tem o mesmo sentido que antes do pecado: pratica-se para que não nos tornemos pecadores. Antes do pecado, Adão e Eva deveriam obedecer para que não morressem. Depois do pecado, devemos obedecer para que não estraguemos a condição de perdoados.

DEUS salva pela fé, e nós permaneceremos salvos pela obediência.

 

  1. Quinta: Resgatados da maldição (Gal. 3:9-14)

Escreveu Paulo: “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gálatas 3:10).

Aqui Paulo estava citando o Antigo Testamento: “Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e haja de morrer, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança” (Deuteronômio 21:22,23).

Isso os gálatas nem os judaizantes estavam se dando conta. Ou seja, quem desejasse obter a justificação pelas obras da lei, deveria ser simplesmente perfeito em tudo. Deveria obedecer toda a lei, isto é, os Dez Mandamentos, a lei de Moisés e todas as outras regras do Antigo Testamento. Ou melhor, nunca deveria ter pecado…

Mas, como já sabemos de sobra, entre os seres humanos não havia uma única pessoa que nunca tivesse pecado, portanto, nem adiantava obedecer tudo o tempo todo, pois continuavam pendentes os pecados anteriores.

Nesse raciocínio, entramos invariavelmente na vida de JESUS aqui na Terra. Ele, sim, fez isso que acima descrevemos: obedeceu toda a lei. Mas Ele veio à Terra sem pecado, como vieram Adão e Eva, e diferente deles, viveu aqui sem pecar, isto é, obedecendo toda a lei. Foi o único que conseguiu manter-Se nessa condição exigente. Por isso, foi justo perante DEUS, e serviu de motivo para nos justificar também.

O que Paulo estava dizendo era que, quem desejasse obter a justificação pela obediência à lei, tentava colocar-se em lugar de JESUS, e sem ter condições para isso, por ser pecador.

Como todos os seres humanos já nascem na natureza de pecado, se tentarem obter justificação por meio da obediência (obras), permaneceriam eternamente sob a maldição da lei. Essa maldição é seu salário, a morte. É assim porque só poderemos ser declarados justos pelo exemplo de vida perfeita, obediente, de JESUS, e isso se obtém pela fé nEle.

Aliás, se houvesse outro caminho mais simples de salvar a humanidade, acha alguém que o Céu não teria optado por ele?

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

Os gálatas tornaram-se insensatos por terem, depois de conhecerem bem o verdadeiro evangelho, mudado para um falso, aderindo às leis que foram abolidas. Hoje acontece qualquer coisa parecida: a maioria dos cristãos, em vez de santificar o sábado, conforme a eterna aliança, santifica o domingo, para o qual não existe base bíblica.

Tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento a fé em JESUS foi a base da salvação. Abraão foi justificado pela fé em JESUS que viria, nós somos justificados em JESUS que já veio. Ele veio para pagar pelos nossos pecados e devemos crer e aceitar esse ato por nós. Assim, DEUS o Pai nos declara justos porque             JESUS foi justo.

Aliás, devemos ter fé em JESUS, mas, a rigor, somos salvos não por essa fé, mas pela fé de JESUS. Estudaremos isso na lição da próxima semana.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Um dos grandes problemas em nossos dias, o mesmo problema de todos os tempos, é que a maioria das pessoas não busca por si mesma o conhecimento da verdade. Assim, falsos pregadores conseguem arrebanhar multidões após si, e mantê-las no erro, e esse rebanho acha que está no bom caminho, um caminho fácil.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

Como nos tempos de Noé e de Ló, assim será nos últimos dias. Hoje os homossexuais tem orgulho dessa opção não natural. Veja uma reportagem sobre a parada gay, aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus exposto como crucificado? (Gál. 3:1). Nenhum feito humano, não importa qual possa ser sua posição, pode suportar qualquer comparação com essa grande obra pelo homem caído. O assunto é tão grande, tão importante. Então, por que se dá que tão poucos lhe prestam atenção? Os homens agem como se não tivessem uma alma a salvar, um Céu a ganhar, e um inferno a evitar. O que significa isto?” (Olhando Para o Alto, MM 1983, 203).

 

  1. Conclusão

“”Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Rom. 5:1. Justificação significa perdão. Quer dizer que o coração, purificado de obras mortas, está preparado para receber a bênção da santificação. Deus nos disse o que precisamos fazer para receber esta bênção. “Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade. Fazei tudo sem murmurações nem contendas; para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo.” Filip. 2:12-15” (E Recebereis Poder, MM 1999, 96).

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre   16 e 22/06/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

Semana de 22 a 29 de julho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:CRISTO nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)” (Gal. 3:13).

 

Introdução de sábado à tarde

O Antigo Testamento conta uma história e aponta para outra. Ele nos informa que fomos criados por DEUS, para a Sua glória, e isto significa que seríamos sempre perfeitos e felizes. Porém, com a queda, ele aponta para a solução da situação de pecado advindo por causa da queda de Adão e Eva. JESUS viria para morrer por nós.

Nisso, entra o Novo Testamento, que esclarece a compra do que uma vez pertencia ao Criador do Universo, JESUS CRISTO. Pertencíamos ao Criador porque Ele nos criou, nos fez. Mas fomos roubados por satanás por meio de estratagemas falsos, e passamos a pertencer a outro dono, um ser incapaz de nos dar vida e felicidade. JESUS veio e nos comprou pelo preço de Sua vida. Por isso, quem se salvar, pertence duplamente a DEUS, por ter sido criado e por ter sido resgatado por elevado preço. Isso é o que diz o verso acima.

 

  1. Primeiro dia: Os insensatos gálatas

“Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado? Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. Aquele, pois, que vos dá o Espírito, e que obra maravilhas entre vós, fá-lo pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?” (Gálatas 3:1-5, ARC, grifo acrescentado).

Por onde os apóstolos e outros pregadores passavam, ensinavam o puro evangelho de CRISTO. As pessoas entendiam e aceitavam. Mas há um porém: vinham depois os judaizantes, e metiam medo nesses recém convertidos, dizendo que se perderiam caso não obedecessem a lei de Moisés e caso não se circuncidassem. Algumas igrejas não aceitavam esses ensinos, ou, esse novo evangelho espúrio, mas outras aceitavam. Os gálatas foram daquelas igrejas que aceitaram e passaram a praticar. Já lhes fora esclarecido sobre esse assunto, foram devidamente alertados, mas, caíram como pessoas, nas palavras de Paulo, estúpidas, no mínimo, insensatas.

Hoje, entre nós, há duas linhas de enganadores, os liberais e os ortodoxos, cada um com sua estratégia de desviar do caminho da salvação. Os liberais são em grande maioria.

 

 

  1. Segunda: Fundamentado nas Escrituras

Paulo teve que explicar o óbvio, afirmando coisas desnecessárias, porém, vitais. Todo cristão deve saber que as Escrituras são a Palavra de DEUS e que viverão por meio do conhecimento que nelas contém. Mas não foi assim entre os gálatas, e não é assim nos dias de hoje, em muitos casos. Em todos os tempos muitos estão a perecer por falta de conhecimento da verdade (Oseias 4:6 e Provérbios 25:11). Precisa ser explicado, demonstrado e reafirmado que a Bíblia é o fundamento de nossa fé.

A confusão que os judaizantes criaram entre os gálatas foi não só grande, mas também profunda. Elas passaram a acreditar não mais nas Escrituras como estavam escritas, e sim, nas palavras de alguns mestres e pregadores. Hoje existem inúmeras igrejas com tal base> De Bíblia na mão, pregadores estão enganando e mentindo, e o povo está aclamando e aceitando, também de Bíblia na mão. De Bíblia na mão pregam que o domingo é o dia do Senhor e que a alma é imortal. Com a Bíblia na mão muitos, entre nós até, pregam e afirmam, quase como que provam, que o ESPÍRITO SANTO não é DEUS e que não existe a Trindade; outros dizem que JESUS é uma criatura.

Paulo, naquele tempo teve que valer-se das Escrituras, evidentemente o Antigo Testamento, pois o novo estava sendo escrito, que JESUS foi anunciado nessas Escrituras, e aquele homem que foi morto na cruz é exatamente o previsto, por exemplo, em Isaías 53. O humilde ser humano, que de DEUS Se apresentou como homem mortal, embora não deixasse de ser DEUS, Ele simplesmente ocultou Sua divindade na humanidade, esse era o Messias, que já havia vindo e havia cumprido o previsto na Lei de Moisés. Ele era o Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo (João 1:29).

O ser humano, por causa de sua natureza, tem uma propensão impressionante de aceitar com facilidade o que é falso, mas tem uma dificuldade enorme para aderir ao que é correto. O falso não exige muitas coisas, o verdadeiro, entre nosso contexto de pecado, é cheio de proibições, pois no mundo em que vivemos, o caminho da salvação é estreito. Por isso, se quisermos mesmo ser salvos, precisamos estar vigilantes, isto é, todos os dias confirmar nossa fé em JESUS CRISTO, e investigar Sua Palavra sagrada.

 

  1. Terça: Considerado justo

“Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” (Gálatas 3:6).

Como explica a lição, Abraão foi chamado por DEUS para ir a outra terra, e ele obedeceu. Foi-lhe ordenado para que sacrificasse seu filho, e o homem obedeceu. DEUS mandou que se circuncidasse, e fizesse isso com todos os homens que estavam com ele, seus empregados, e ele obedeceu. Foi um homem obediente, diziam os judaizantes, e por isso teria sido justificado. Esse era um forte argumento contra os ensinos de Paulo, pois Abraão foi o pai dos judeus. Nele se iniciou a etnia do povo de DEUS, assim como em Adão se iniciou a humanidade.

Para refutar esse argumento não era fácil. Mas Paulo conhecia a Bíblia e sabia responder para elucidar essa forma errada de raciocinar. Há um pequeno verso escrito por Moisés, respeitado escritor pelos judeus: “E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça” (Gênesis 15:6). Está escrito que Abraão foi justificado pela fé, não pelas obras, e o texto se encontra no primeiro livro da Bíblia. Estava desfeito o argumento dos opositores de Paulo.

O raciocínio lógico, fundamentado na Bíblia, como estamos estudando até aqui, é o seguinte. Como o ser humano pecou tornou-se pecador, e o salário do pecado é a morte, portanto, perante o reino perfeito de DEUS não pode ser admissível o próprio pecador interceder por si mesmo ou por outro pecador. Isso seria um erro grave em termos de justiça, e a tornaria num trapo de imundícia. Pode ver o que acontece com a operação “Lava Jato”, como advogados do réu geralmente mentem junto com o cliente. O governo celeste não poderia aceitar argumentos de pessoas tendenciosas, isso nunca seria justiça.

Portanto, e esse é apenas um argumento, o ser humano não poderia jamais ser justificado, sendo ele pecador, por praticar algumas obras conforme a lei, mas outras em desconformidade. Que transparência seria essa? Seria justiça nula, inaceitável perante DEUS e o próprio satanás também a denunciaria, como um trunfo em sua guerra contra DEUS, que afirma ser justo. O satanás pode mentir e enganar à vontade, mas DEUS, que Se apresenta como perfeito, e é isso mesmo, deve ser correto sempre, e isso já se confirmou. Também quando Ele, DEUS, faz justiça, tem que ser transparente e livre de tendenciosidades.

Por isso que nós não somos nem perdoados nem justificados por algo bom que fazemos, já tendo praticado maldade. Aí é que entram duas coisas: a morte de JESUS por nós, ou, em nosso lugar, e a fé de JESUS. JESUS cria invariavelmente que Seu sacrifício seria suficiente para nos salvar, e foi em frente. Crendo que JESUS é nosso Salvador, então podemos ser salvos.

Esse crer, ou fé, não é algo que em si nos purifica, ou justifica. A justificação é apenas uma declaração que, porque cremos, não temos mais pecado, foi perdoado, e se, daí em diante, não pecarmos mais, seremos salvos. Simples, DEUS nos justifica porque JESUS, um irmão da humanidade viveu aqui e nunca pecou, logo Ele serve de motivação para declarar como Ele foi, toda a humanidade, ou, ao menos aqueles que crerem, com fé.

Foi isso que Paulo estava explicando aos gálatas. Não é pelas boas obras (ao lado das más) que um pecador é perdoado, mas pela fé dele.

 

  1. Quarta: O evangelho no Antigo Testamento

Como foi o relacionamento entre DEUS e Abraão? DEUS chamou a Abraão e fez a ele quatro promessas. Leiamos o trecho da Bíblia:

“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12:1-3).

Quais foram as promessas?

  • far-te-ei uma grande nação
  • abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome
  • tu serás uma bênção
  • em ti serão benditas todas as famílias da terra

Abraão se tornaria uma nação abençoada para que servisse de conduto a abençoar todas as famílias da Terra, ou todas as outras nações.

Isso significa o quê? Esse é o evangelho no Antigo Testamento, exatamente igual ao evangelho no Novo Testamento, ou seja, levar a salvação a todas as pessoas, ou como diz em Mateus 24:14, pregar este evangelho a toda nação, tribo e língua, para que JESUS volte.

Ora, como bem destaca o autor da lição, DEUS prometeu muito, e Abraão não prometeu nada, nem obedecer ele prometeu, para que se selasse a aliança entre DEUS e ele. Se ele tivesse prometido obedecer, e se essa fosse uma condição para DEUS cumprir Suas promessas, Abraão teria perdido o direito às promessas. Foi, como dizem, um ato unilateral, só da parte de DEUS. Isso descarta definitivamente qualquer participação de obras em favor do perdão e da justificação. Boas obras, ou seja, a obediência, depois do pecado tem o mesmo sentido que antes do pecado: pratica-se para que não nos tornemos pecadores. Antes do pecado, Adão e Eva deveriam obedecer para que não morressem. Depois do pecado, devemos obedecer para que não estraguemos a condição de perdoados.

DEUS salva pela fé, e nós permaneceremos salvos pela obediência.

 

  1. Quinta: Resgatados da maldição (Gal. 3:9-14)

Escreveu Paulo: “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gálatas 3:10).

Aqui Paulo estava citando o Antigo Testamento: “Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e haja de morrer, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança” (Deuteronômio 21:22,23).

Isso os gálatas nem os judaizantes estavam se dando conta. Ou seja, quem desejasse obter a justificação pelas obras da lei, deveria ser simplesmente perfeito em tudo. Deveria obedecer toda a lei, isto é, os Dez Mandamentos, a lei de Moisés e todas as outras regras do Antigo Testamento. Ou melhor, nunca deveria ter pecado…

Mas, como já sabemos de sobra, entre os seres humanos não havia uma única pessoa que nunca tivesse pecado, portanto, nem adiantava obedecer tudo o tempo todo, pois continuavam pendentes os pecados anteriores.

Nesse raciocínio, entramos invariavelmente na vida de JESUS aqui na Terra. Ele, sim, fez isso que acima descrevemos: obedeceu toda a lei. Mas Ele veio à Terra sem pecado, como vieram Adão e Eva, e diferente deles, viveu aqui sem pecar, isto é, obedecendo toda a lei. Foi o único que conseguiu manter-Se nessa condição exigente. Por isso, foi justo perante DEUS, e serviu de motivo para nos justificar também.

O que Paulo estava dizendo era que, quem desejasse obter a justificação pela obediência à lei, tentava colocar-se em lugar de JESUS, e sem ter condições para isso, por ser pecador.

Como todos os seres humanos já nascem na natureza de pecado, se tentarem obter justificação por meio da obediência (obras), permaneceriam eternamente sob a maldição da lei. Essa maldição é seu salário, a morte. É assim porque só poderemos ser declarados justos pelo exemplo de vida perfeita, obediente, de JESUS, e isso se obtém pela fé nEle.

Aliás, se houvesse outro caminho mais simples de salvar a humanidade, acha alguém que o Céu não teria optado por ele?

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

Os gálatas tornaram-se insensatos por terem, depois de conhecerem bem o verdadeiro evangelho, mudado para um falso, aderindo às leis que foram abolidas. Hoje acontece qualquer coisa parecida: a maioria dos cristãos, em vez de santificar o sábado, conforme a eterna aliança, santifica o domingo, para o qual não existe base bíblica.

Tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento a fé em JESUS foi a base da salvação. Abraão foi justificado pela fé em JESUS que viria, nós somos justificados em JESUS que já veio. Ele veio para pagar pelos nossos pecados e devemos crer e aceitar esse ato por nós. Assim, DEUS o Pai nos declara justos porque             JESUS foi justo.

Aliás, devemos ter fé em JESUS, mas, a rigor, somos salvos não por essa fé, mas pela fé de JESUS. Estudaremos isso na lição da próxima semana.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Um dos grandes problemas em nossos dias, o mesmo problema de todos os tempos, é que a maioria das pessoas não busca por si mesma o conhecimento da verdade. Assim, falsos pregadores conseguem arrebanhar multidões após si, e mantê-las no erro, e esse rebanho acha que está no bom caminho, um caminho fácil.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

Como nos tempos de Noé e de Ló, assim será nos últimos dias. Hoje os homossexuais tem orgulho dessa opção não natural. Veja uma reportagem sobre a parada gay, aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus exposto como crucificado? (Gál. 3:1). Nenhum feito humano, não importa qual possa ser sua posição, pode suportar qualquer comparação com essa grande obra pelo homem caído. O assunto é tão grande, tão importante. Então, por que se dá que tão poucos lhe prestam atenção? Os homens agem como se não tivessem uma alma a salvar, um Céu a ganhar, e um inferno a evitar. O que significa isto?” (Olhando Para o Alto, MM 1983, 203).

 

  1. Conclusão

“”Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Rom. 5:1. Justificação significa perdão. Quer dizer que o coração, purificado de obras mortas, está preparado para receber a bênção da santificação. Deus nos disse o que precisamos fazer para receber esta bênção. “Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade. Fazei tudo sem murmurações nem contendas; para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo.” Filip. 2:12-15” (E Recebereis Poder, MM 1999, 96).

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre   16 e 22/06/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

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