Lição 5 – Maldito dia!

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O livro de Jó

Lição 5 – Maldito dia!

Semana de 22 a 29 de outubro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: “Tu és digno, Senhor e DEUS nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Apoc. 4:11).

 

Introdução de sábado à tarde

Hoje é fácil entender a história de Jó. É fácil entender muitas outras coisas, como a história do pecado de Lúcifer, os por quês da história dos israelitas, da história de Saul, e assim por diante, até da queda (por duas vezes) de Jerusalém e da destruição do templo.

Nós sabemos os por quês das coisas: essas e outras histórias já estão no passado, e as explicações já foram explicadas. Especialmente, conhecemos as razões da ira envolvida na crucificação de JESUS, e o quanto o sangue inocente dEle servirá para nos salvar mas também para cair sobre a cabeça daqueles membros do Sinédrio que pediram que assim fosse.

Conhecemos a história de Jó e as razões que motivaram a sua desgraça. Sabemos que satanás estava desafiando a DEUS, acusando-O de favorecer Jó com riquezas para que este O servisse e fosse fiel. Atentem bem ao que está escrito a seguir. Lúcifer precisava de uma comprovação de sua teoria, ou, acusação. Sabemos qual é essa acusação: de que não é possível ser fiel a DEUS sempre, que Suas leis são injustas. Agora, perante o Universo, pois todos os príncipes do Universo estavam lá, a acusação se explicitava. O inimigo precisava fazer com que todos aceitassem o argumento de que Jó era fiel a DEUS, era íntegro por interesse, por troca de favores. Portando, se Jó falhasse, seu argumento ganharia força. O único ser humano que foi como Jó, melhor, mais que Jó, foi JESUS CRISTO, mas nesse caso, satanás poderia argumentar que era o protegido filho de DEUS, que tinha privilégios. Até Jó, ele usava para argumentar que DEUS o favorecia mais que aos outros, por isso era íntegro.

Atentem mais um pouco. Para que JESUS não fosse acusado de privilégios de filho predileto, já que era um dos membros da Trindade, e que, portanto, Seu sacrifício não poderia ser aceito, Jó foi provado antes. Mas, veja-se bem: Jó, um ser humano filho natural de outros seres humanos, pecador por descendência, não deixou de ser fiel e de confiar em DEUS. Esse ponto é relevante em nossos estudos. Logo, é possível ser obediente a DEUS, e, como ficou provado no caso de Jó, ele não era fiel e íntegro por interesse, e DEUS não estava favorecendo-o para que fosse fiel.

Então, ficou provado no caso de Jó, antes do caso de JESUS, que é perfeitamente possível um homem ser íntegro em qualquer situação, pois pior do que a história da tragédia de Jó, só a tragédia com JESUS. Atente-se para as diferenças: JESUS não merecia sofrer, Jó, era pecador, merecia, talvez não tanto, mas merecia, como todos nós.

Diante do ocorrido com Jó, satanás teve que calar-se. Ficou até mesmo sem argumento para continuar mentindo e acusando. Expor-se-ia ao ridículo se continuasse acusando a DEUS e a Jó. Na verdade, qual seria a próxima acusação? Nem existe!

Como é bom saber que DEUS, em Sua suprema inteligência, derrotou satanás a ponto de ter que ficar quieto. No final da história, após o milênio, DEUS, em Sua inteligência, não só vai fazer satanás calar-se como Sua justiça e amor vai fazê-lo dizer que DEUS é justo e que o castigo dele, satanás, é merecido.

 

  1. Primeiro dia: Pereça o dia do meu nascimento

Tentemos, ao menos, imaginar, porque nos colocar empaticamente no lugar de Jó é algo impossível, só se passarmos pelo mesmo que ele passou. Que DEUS nos livre disso, que nunca seja necessário.

Jó, bem casado, o homem mais rico e influente do Oriente, portanto, poderoso em sua sociedade, respeitado, que fazia o bem, socorria as viúvas e os pobres, de um momento para outro, perde todos os seus bens, animais e filhos. Fica ele e sua esposa e sua casa. Mais uns dias, e ele, ainda por cima, fica terrivelmente doente, uma doença até então desconhecida e incurável.

E agora, como isso foi acontecer a um homem próspero e bom, e que servia a DEUS? Como explicar tal fato?

Nesses momentos não faltam hipóteses que se apresentam como verdades.

A cultura da época dizia o seguinte: DEUS castiga aqueles que desobedecem, que são maus. Logo, tendo isso tudo acontecido a Jó, e sendo algo inédito, pois antes dele jamais alguém passou por tais provações, a conclusão era de que esse Jó deve ter pecados monstros escondidos, que homem algum conhecia. Por isso, o tamanho do castigo sobre Jó. Parecia evidente que Jó era um grande pecador. Mas quais eram os pecados? Ninguém sabia. Os seus quatro amigos o acusavam subjetivamente, nenhum deles se referiu a algum pecado em específico, senão hipotéticos. Mas que havia pecado, isso havia, pensavam eles. Uniram-se a satanás para o acusar. Satanás criou o argumento de que Jó era íntegro porque DEUS o favorecia sobremaneira; os tais amigos de Jó o acusavam de muitos pecados horríveis que eram pura imaginação. Tanto satanás quanto seus amigos mentiam. O grande enganador sabia que mentia, os amigos achavam que falavam a verdade, mas estavam sendo enganados pela cultura da época.

A tal ponto chegou a pressão sobre Jó que ele amaldiçoou o dia de seu nascimento. Melhor, bem melhor que sofrer daquela maneira seria nunca ter nascido. Mas não acusou DEUS como culpado ou injusto. Ele mesmo estava perplexo.

O que essa reação de Jó, de amaldiçoar o dia de seu nascimento, significa para todos nós e para o Universo? Ou, perguntando de outra forma: se ele chegou a amaldiçoar o dia de seu nascimento, e não amaldiçoou a DEUS, se manteve íntegro a Ele, o que isso significa? Esse homem, por causa de sua fidelidade a DEUS, derrotou, sem saber, o argumento de satanás na acusação que fez perante DEUS. O Universo inteiro viu esses fatos, e por certo ficou entusiasmado com o fato de um homem pecador manter-se ao lado de DEUS numa situação de total desgraça. Mais uma vez dizemos: satanás depois disso, teve que ficar calado.

 

  1. Segunda: Descanso na sepultura

Vamos ao menos tentar sentir, mesmo que em pequena dose, pelo que passou Jó. Aconteceu tudo num mesmo dia. Uma notícia ruim atrás da outra. Ocorreu uma devastação sucessiva na criação, nas plantações e nos filhos de Jó. Um mensageiro falava, sempre o único que ficava vivo para relatar, e já vinha outro e mais outro. Em questão de minutos, de rico e feliz, Jó se tornou pobre e sem nenhum filho, dos dez que tinha. Não bastasse isso, mais alguns dias, e ele pega uma doença terrível, que o faz sofrer, mas não o faz morrer.

É lógico, nem precisa pensar muito, que tais acontecimentos ocorridos dessa maneira não são naturais, existe algum poder por trás. Não é admissível que seja coincidência uma tamanha devastação, que ela tenha acontecido por acaso. Não veio de DEUS, mas parecia que teria vindo dEle. Sem se saber da polêmica por trás dos fatos, só se pode chegar a uma única conclusão: DEUS castigou Jó. Pois, repito, é estatisticamente improvável que tudo isso tenha ocorrido por mero acaso.

Chegando à situação em que Jó se encontrava, tendo perdido tudo tão repentinamente, e depois ainda para piorar, tendo perdido sua saúde, que mais poderia desejar uma pessoa senão a morte? É bem compreensível esse desejo.

Presentemente muitos recorrem ao caminho do suicídio. Essa ideia não chegou a passar na mente de Jó. Os relatos não permitem que se conclua que ele estava querendo tirar sua vida. A verdade é que ele desejava a morte, mas não fez nada para morrer.

“Suicídio ou autocídio é o ato intencional de matar a si mesmo. Sua causa mais comum é um transtorno mental e/ou psicológico que pode incluir depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas. Dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo” (Wikipédia).

“De acordo com um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos. O suicídio se tornou uma verdadeira epidemia de proporções globais, sendo uma preocupação constante para vários países ao redor da Terra. Os maiores índices costumam ser registrados em nações pobres, onde os habitantes sofrem com problemas sócio-econômicos.” Quer saber quais os dez países com mais suicídios no mundo, acesse aqui.

“Novo relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde, a OMS, chama a atenção de governos para o suicídio, considerado “um grande problema de saúde pública” que não é tratado e prevenido de maneira eficaz.

“Segundo o estudo, 804 mil pessoas cometem suicídio todos os anos – taxa de 11,4 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes. De acordo com a agência das Nações Unidas, 75% dos casos envolvem pessoas de países onde a renda é considerada baixa ou média.

“O Brasil é o oitavo país em número de suicídios. Em 2012, foram registradas 11.821 mortes, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres (taxa de 6,0 para cada grupo de 100 mil habitantes). Entre 2000 e 2012, houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes – alta de 17,8% entre mulheres e 8,2% entre os homens. O país com mais mortes é a Índia (258 mil óbitos), seguido de China (120,7 mil), Estados Unidos (43 mil), Rússia (31 mil), Japão (29 mil), Coreia do Sul (17 mil) e Paquistão (13 mil)”. Veja a fonte aqui, com mais informações.

É diferente desejar a morte e provocar a morte. Na Bíblia não foi só Jó que a desejava. Também Elias e Jonas queriam morrer. E Elias foi levado, vivo, ao Céu.

Será que um suicida perdeu a vida eterna? Nem sempre esse é o caso. Uma pessoa com depressão não sabe o que faz, ela tem em sua mente outro comando por causa de graves alterações químicas em seu cérebro. Tira sua vida sem estar sob controle da razão. Por isso, pode ser que DEUS perdoe esse ato. Aliás, pode até acontecer da pessoa se arrepender do que fez antes de perder a consciência, quando já é tarde para voltar atrás. Nesse caso, DEUS que perdoa tudo, salva essa pessoa. Mas deixemos essa questão para DEUS.

Uma coisa é certa: aumenta nesse nosso tempo o desejo pela morte, como uma solução para a pressão que se torna insuportável. Isso nos leva à necessidade de nos apegarmos muito mais ao nosso Senhor JESUS CRISTO.

 

  1. Terça: A dor dos outros

“Eis que bem-aventurado é o homem a quem Deus castiga. … Porque Ele faz a chaga, e Ele mesmo a liga; Ele fere, e as Suas mãos curam. Em seis angústias, te livrará; e, na sétima, o mal te não tocará.” Jó 5:17-19. A cada ferido Se achega Jesus com Seu poder curativo. A vida de privação, dor e sofrimento pode ser iluminada pelas preciosas revelações de Sua presença” (Maior Discurso de CRISTO, 12).

Empatia é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro e sentir como o outro sente. Mas a empatia, por mais desenvolvida que seja, não consegue sentir na mesma intensidade do outro, o que está passando pelo sofrimento.

Podemos ficar tristes com o sofrimento do outro, podemos chorar com o outro, podemos perder o ânimo por causa do outro, mas iguais como esse outro, não podemos ficar.

Toda a diferença está em sentir a dor, ou, experimentar a dor. Ilustremos por um caso real. Faleceu, ao menos parecia isso, uma vizinha nossa. Foi uma gritaria na casa ao lado. Também ficamos tristes. Levei a senhora ao hospital. Reanimaram-na. Ficaram felizes. Nós também ficamos felizes. Uns dias depois, ela faleceu sem retorno. Eles ficaram tristes e nós também. Mas em todos esses momentos, eles haviam ficado mais tristes, e no momento da reanimação, que parecia ser a solução, eles ficaram mais felizes que nós.

Felizmente é assim. Pois, se nós nos sentíssemos na mesma intensidade como os sofredores, como iríamos consolá-los? Para poder consolar, precisamos sentir como a pessoa sofredora sente, embora nem tanto. Assim como para nos alegrar com nosso semelhante, precisamos sentir a alegria dele, embora nem tanto. Porém, no caso da alegria, diferentemente de como na dor, a intensidade seja maior, o contágio positivo parece ser superior que na dor. Logo, é mais fácil nos alegrarmos com os outros que nos entristecermos com eles. Esse é um recurso para se poder consolar quando precisamos consolar, e para nos alegrar quando precisamos fazer isso.

O único ser humano, também divino, que conseguiu sentir a dor dos outros foi JESUS. Ele, conforme sabemos, sentiu como cada pecador sente, e bem mais que isso. Muitos pecadores, que fazem mal aos outros, não sentem remorso nem culpa. Muitos traficantes, por exemplo, não se importam com quantos morrem por causa da droga, com quantas desgraças na vida eles causam, com quantas famílias são destroçadas, mas, JESUS sentiu o que eles deveriam ter sentido. Logo, outra coisa a nós impossível, JESUS na mesma intensidade daquele que praticou o mal, sentiu o efeito dele, tendo o praticante do mal sentido ou não alguma dor pelo que fez. JESUS foi único, inigualável, o sofredor, mais que Jó.

 

  1. Quarta: A lançadeira do tecelão

Minha mãe está com 91 anos, meu pai com 90 e eu com 66. Lembro deles quando tinham entre 30 a 40 anos e eu era um menino. Parece que faz tão pouco tempo! Lembro de minha esposa, a conheço desde criança, ela era uma menina pequena. Parece que foi há poucos dias. Lembro das festas de natal em casa, bem simples, mas muito agradáveis. Tudo parece que foi recentemente. Lembro da primeira casa onde morávamos, num bairro gostoso de se morar. A casa ainda existe, está firme e sólida, bem cuidada. Às vezes passo em frente para observar. É a mesma casa onde passei minha infância. Faz tão pouco tempo!

Passaram-se poucas décadas, e aqui estou eu, aposentado, minha esposa também aposentada. Falta-me aposentar pelo programa da universidade, sim, faltam poucos anos, e termino de trabalhar. Tudo passou tão rápido que parece que não dava tempo de decidir pelo futuro da vida. Nossa filha nasceu, cresceu tão rapidamente, já casou, é uma profissional. O tempo voou, e já estamos, minha esposa e eu, na fase final da vida.

Mas estamos felizes, muito felizes. Nascemos adventistas do sétimo dia e assim permanecemos. Temos o costume de seguir de perto as orientações da Bíblia, do Espírito de Profecia e do Manual da Igreja. Isso nos trouxe alguns problemas, inclusive da parte de alguns pastores. Mas sempre nos mantivemos firmes pelo que está escrito, não por aquilo que as pessoas acham.

Hoje, com poucas décadas de vida, diferente de Matusalém que alcançou séculos de vida, quase um milênio, o que pude aprender é que a vida passa rápido. Até Matusalém deve ter pesado assim, pois, enfim, a vida, seja para ele ou para nós, vai celeremente chegando ao seu final. Confesso que, se não fosse a esperança da segunda vinda de JESUS CRISTO, a vida não faria sentido, pois, para que serviria nascer, trabalhar para se sustentar e depois morrer? Disse Vitor Hugo: “A vida já é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo”. O melhor proveito da vida é viver com JESUS. Aprendendo dEle não se desperdiça tempo, pois quando o tempo terminar aqui na Terra, um dia, na ressurreição, ele recomeçará para se estender pela eternidade. Não mais trabalhando em sofrimento para sobreviver, mas para trabalhar como uma atividade prazerosa, buscando conhecer mais da sabedoria do Criador.

 

  1. Quinta: “Mah Enosh?” (Que é o homem?)

Diante dos fatos visíveis e também dos ocultos, como reagimos? Reagimos por meio do conhecimento que temos e da cultura em que estamos inseridos, se acreditamos nela. É bem provável que boa parte do conhecimento que temos seja errado e que a cultura também contenha erros e vícios de pensamento.

Por exemplo, foi divulgado na televisão, anos atrás, pelo jogador Pelé, um formador de opinião, que “a voz do povo é a voz de DEUS”. Essa é uma expressão popular bastante antiga, e completamente errada. Vem do latim Vox populis vox Dei, e parece que tem seus primeiros registros em uma obra medieval, de um autor chamado Alcuíno. Passou a ser verdade, como se o povo fosse profeta, ou DEUS o usasse como tal. O rei Pelé repetiu essa expressão na televisão. E ela se torna parâmetro da verdade, dando a entender que a maioria sempre tem razão e que tende a ser infalível.

Outra crença popular, para enriquecermos nossas reflexões, é o que se diz quando uma pessoa se acidenta, mas não morre, escapa por pouco. A cultura popular diz: “ainda não chegou a hora”, por isso não morreu. Como se cada um tivesse uma hora predestinada para morrer. Essa é uma crença associada ao espiritismo.

Há outras crenças populares que fazem muita gente crer serem verdades. Por exemplo: O chinelo virado pode matar sua mãe; a planta espada de Adão protege a casa de assaltantes; tomar manga com leite pode ser mortal; palma da mão coçando é sinal de dinheiro chegando; a minha orelha esquentou, alguém está falando mal de mim!; guarda-chuva aberto dentro de casa atrai azar; gato preto dá azar; passar por baixo de escada aberta dá azar ou provoca acidentes; não se pode doar sangue porque biblicamente não é comestível (quem recebe sangue não se alimenta dele, o recebe na corrente sanguínea (não é absorvido através do sistema digestivo), e assim por diante. Tudo isso é falso. Existem crenças populares falsas às centenas. Também existem conhecimentos falsos em voga, inclusive científicos, como a Teoria da Evolução das Espécies. Mas uma crença que impacta fortemente a igreja, seus membros e até líderes, é a questão do poder. Muitos líderes acreditam que devem dominar e mandar sobre os outros, devem se impor. Isso é bem comum, e vem de satanás, que quer isso mesmo.

Os amigos de Jó o julgaram mal porque usaram para isso seus conhecimentos prévios e se embasaram nas crenças culturais e até populares. Na verdade, o que disseram sobre Jó foi um fiasco de bobagens. Lá pelas tantas, o quarto amigo, o mais novo, Eliú, censurou os anteriores pelas palavras sem sentido que falaram, e lá foi ele, fazendo um julgamento de Jó ainda pior que os anteriores. Suas acusações foram radicais e sem fundamento algum. No final, todos devem ter ficado com vergonha do palavrório sem sentido que falaram. E Jó, além de ter de suportar a provação da doença e das perdas, ainda teve que suportar essas acusações infundadas e cruéis. Mesmo assim, manteve-se íntegro.

Parece contraditório, mas DEUS nos ama. Focando no caso de Jó, pode ficar difícil crer que Ele nos ama, mas vendo a Bíblia como um todo, fica difícil não crer que nos ama. A realidade é que estamos no meio de uma guerra, e seremos atingidos a qualquer momento, ou não seria guerra. Não pode existir guerra em que alguns estejam protegidos de qualquer perigo, ainda mais, sendo todos pecadores. Porém, por providência divina, todos os que crerem e se converterem, serão levados ao paraíso e à vida eterna, tão deliciosa que hoje não há como imaginar. Para isso, o maior de todos os sacrifícios teve que ser feito, a morte de JESUS. Antes disso, Ele teve que nascer aqui como um de nós, para tornar-se nosso irmão. Como temos esse parentesco com JESUS, irmãos carnais como Ele, pode-nos conceder herdar com Ele a vida eterna. Ele perdoa a Seus irmãos para os salvar.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

Melhor se não tivesse nascido. Essa foi a conclusão de Jó. Isso quer dizer que ele chegou ao extremo da angústia. Muitos, nessa situação, recorreriam ao suicídio. Se Jó fizesse isso, satanás teria vencido esse desafio, e DEUS teria amargado uma derrota. Mas reafirmamos, DEUS conhecia Jó, seu passado, presente e futuro, assim como conhece a todos nós. Ele não faria uma afirmação sem absoluta certeza da atitude de Jó. Esse homem foi forte no sentido de confiar em DEUS, embora seu sofrimento chegasse ao ponto de desejar a morte, mas não pelas suas próprias mãos.

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

Existe um livreto publicado há décadas pela Casa Publicadora Brasileira, cujo título é: “Quando tudo falha”. Ele discute a situação em que tudo dá errado, e o que se deve fazer nesses momentos. Os sábios dizem que esses são os melhores momentos para grandes aprendizagens, para se adquirir experiência e para se qualificar para a superação. Especialmente para se fortalecer a confiança em DEUS. Mas também, para muitos, a maioria, é momento para fracassar. A história de personagens bíblicos nos revela que não há necessidade de fracasso, mas sim, de superação. Temos, além da história de Jó, a de José, de Jacó, de Noé, de Moises, de Ester, de Rute, de Raabe, de Davi, de Daniel, dos apóstolos, e assim por diante. Esses todos enfrentaram situações de grande perplexidade, e todos eles foram vitoriosos e estão salvos. Nos últimos dias haverá enorme perplexidade, sairemos de uma situação de conforto para outro extremo, de angústia como nunca houve, muitas vezes traídos por nossos irmãos de fé. Será a hora de lembrar de Jó.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

Continuam as tratativas pela união das igrejas. O Vaticano está coordenando encontros e reuniões nesse sentido. O próprio papa está intensamente envolvido. E criam-se condições tais que a unidade pareça ser algo como solução para os problemas do planeta. Configura-se como loucura não apoiar a unidade religiosa. Reafirmemos nossa fé.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“O fiel Jó, no dia de sua aflição e trevas, declarou:

“Pereça o dia em que nasci.” Jó 3:3.

“Oh! se a minha mágoa retamente se pesasse.

E a minha miséria juntamente se pusesse numa balança!”

“Quem dera que se cumprisse o meu desejo

E que Deus me desse o que espero!

E que Deus quisesse quebrantar-me,

E soltasse a Sua mão, e acabasse comigo!

Isto ainda seria a minha consolação.” Jó 6:2 e 8-10.

“Por isso não reprimirei a minha boca;

Falarei na angústia do meu espírito,

Queixar-me-ei na amargura da minha alma.”

“Pelo que a minha alma escolheria…

Antes a morte do que estes meus ossos.

“A minha vida abomino,

Pois não viverei para sempre;

Retira-Te de mim,

Pois vaidade são os meus dias.” Jó 7:11, 15 e 16.

Mas embora cansado da vida, a Jó não foi permitido morrer. Foram-lhe indicadas as possibilidades do futuro, e deu-se-lhe a mensagem de esperança:

“Estarás firme e não temerás.

Porque te esquecerás dos trabalhos,

E te lembrarás deles como das águas que já passaram.

E a tua vida mais clara se levantará do que o meio-dia;

Ainda que haja trevas, será como a manhã.

E terás confiança, porque haverá esperança. …

E deitar-te-ás,

E ninguém te espantará;

Muitos acariciarão o teu rosto.

Mas os olhos dos ímpios desfalecerão,

E perecerá o seu refúgio;

E a sua esperança será o expirar da alma.” Jó 11:15-20.

Das profundezas do desencorajamento e desânimo Jó se levanta para as alturas da implícita confiança na misericórdia e o poder salvador de Deus. Triunfantemente declarou:

“Ainda que Ele me mate, nEle esperarei; …

Também isto será a minha salvação.” Jó 13:15 e 16.

“Por que eu sei que o meu Redentor vive,

E que por fim Se levantará sobre a Terra.

E depois de consumida a minha pele,

Ainda em minha carne verei a Deus.

Vê-Lo-ei por mim mesmo,

E os meus olhos, e não outros, O verão.” Jó 19:25-27” (Profetas e Reis, 164).

 

  1. Conclusão

Jó, depois de JESUS CRISTO, enfrentou a pior das tribulações em sua vida. Nem antes nem depois algo tão intenso e cruel aconteceu a algum ser humano, senão a JESUS. Se prestarmos atenção, todos os que sofreram, e permaneceram fiéis, venceram e subiram às alturas do reconhecimento de DEUS.

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre  16 e 22/09/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

3 comments for “Lição 5 – Maldito dia!

  1. outubro 22, 2016 at 5:58 pm

    Professor, tenho lido e, muitas vezes até, me servido de seus comentários como suplemento e apoio a minhas colocações diante de meus pares da escola sabatina.
    Louvo a Deus por seu esforço e dedicação, agradecendo ao senhor, nesse mister de expandir e espalhar o conhecimento, a sabedoria e a dialética construtiva da busca da verdade e da excelência da prática cristã.
    Muito obrigado. Deus o abençoe.

  2. Elizabeth Maria Oliveira de Andrade
    outubro 24, 2016 at 2:17 pm

    Como sempre maravilhoso os comentários do Prof.Sikberto R. Marks!
    Muito obrigada pelo aprendizado.

    Abs.

    Elizabeth

  3. Claudia Alves
    outubro 28, 2016 at 6:51 am

    Ótimas aplicações

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