Lição 6 – A superioridade da promessa

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: O evangelho em Gálatas

Lição 6 – A superioridade da promessa

Semana de 29 de julho a 5 de agosto

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar  “Se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que DEUS a concedeu gratuitamente a Abraão” (Gal 3:18).

 

Introdução de sábado à tarde

Era, por certo, bem contundente o confronto entre os que defendiam a obediência como caminho para a salvação e os que defendiam a fé com esse propósito. Paulo, um dos defensores da posição verdadeira, defendia a unhas e dentes o que DEUS estabeleceu, mas os falsos mestres também não se entregavam facilmente. Satanás sempre foi um guerreiro que só irá parar de lutar quando for destruído. O mesmo farão seus aliados, ou, escravizados. Assim será dentro e fora da igreja, não importa onde haja agente do inimigo atuando.

No verso acima Paulo apresenta uma linha de pensamento poderosa, definitiva. O que ele está dizendo, em outras palavras, é: Ou a herança vem pela obediência à lei, ou vem pela fé. Se a herança (e a salvação) vem por meio da obediência à lei, então isso é um direito conquistado em obediência, logo, por óbvio, nem precisava das promessas de DEUS, pois com ou sem promessa Ele teria que devolver a vida eterna e a herança a todos que obedecessem a lei, ou, que praticassem boas obras. Nesse caso, afinal, porque DEUS teria feito as promessas de salvação? E outra coisa, porque Abraão foi justificado pela fé, não pela sua obediência ao que DEUS lhe havia mandado fazer, que era sair da terra de seus parentes? E de sacrificar seu filho?

As promessas de DEUS não são como as do ser humano, que podem ter várias posturas:

  • Prometer sem intenção de cumprir, e não cumprir mesmo;
  • Prometer com intenção de cumprir, mas não cumprir;
  • Prometer sem intenção de cumprir, mas mudar e cumprir (raro);
  • Prometer com intenção de cumprir e de fato fazer assim.

Ao lado disso, o ser humano não é confiável porque ele esquece, pode ser desleixado, as suas capacidades de cumprir podem desaparecer, ele pode mudar de ideia e se arrepender da promessa, pode até cumprir, mas não por completo, pode cumprir diferente do que prometeu, e assim por diante. Mas DEUS não, Ele o que promete sempre será capaz de cumprir e o fará. Nunca esquecendo que há promessas condicionais e promessas que sempre serão cumpridas. Por exemplo, a segunda vinda de JESUS CRISTO é certa que ocorrerá, porém, a destruição do templo de Jerusalém poderia ser evitada, na primeira vez e na segunda vez. A questão de fé e obras é um grande tema nesse ano de 2017, em que se comemoram os 500 anos do protesto de Lutero, ano em que será selada a reunificação entre luteranos e católicos. Portanto, neste tema devemos nos aprofundar bastante. Há de ser mais um dos assuntos da grande controvérsia.

 

  1. Primeiro dia: Lei e fé (Gal. 3:15 – 18)

O que foi que DEUS acordou com Abraão, que chamam aliança, mas que a rigor é um testamento? Foi um testamento oriundo da parte de DEUS para Abraão e seus descendentes e seus agregados. Por agregados entendemos as pessoas não descendentes dele, mas que se uniram aos seus descendentes. Nós, por exemplo.

Esse testamento tem características de aliança, por isso chama-se também assim, aliança. O testamento, como já sabemos, essa aliança está em Gênesis 15. Ali DEUS promete um filho e que tornará os descendentes de Abraão uma grande nação e um enorme pedaço de terra para essa nação.

Uma pergunta: qual foi a exigência de Abraão, ou a negociação da parte dele? Nenhuma! A aliança vem somente de um lado, de DEUS. Abraão seria o beneficiado. Logo, isso é um testamento, pois é unilateral, e esse testamento tem características de aliança porque tem beneficiários: Abraão, sua esposa e seus descendentes. Como DEUS disse em outro lugar (Gên. 12:2, 3), ele deveria ser uma bênção a todas as famílias da Terra e a todas as nações.

Resumindo, Abraão e seus descendentes, entre eles, Davi e JESUS CRISTO, bem como depois a igreja de CRISTO, todos seriam instrumentos para a salvação para a vida eterna em JESUS CRISTO, um judeu por descendência humana, DEUS e Criador desde a Eternidade. O testamento garante a vida eterna a todos quantos crerem em JESUS. É ao mesmo tempo uma aliança porque nós, seres humanos, temos uma parte para que se cumpra em nossa vida, ter fé em JESUS. “Aqui está a perseverança dos santos, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apoc. 14:12).

 

  1. Segunda: Fé e lei (Rom. 3:31)

Pelos escritos de Paulo, algum malicioso ou tendencioso pode criar argumentos de que a lei foi anulada pela fé, que antes de JESUS reinava a lei, depois, a fé. Mais uma falsidade vinda da parte de satanás para engambelar as pessoas e levá-las à perdição. O que ele afirmou em Gálatas?

“Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gálatas 3:10).

Aqui Paulo está, como alguns dizem, rogando praga àqueles que obedecem a lei. Será isso mesmo? Ele disse que isso está escrito na Bíblia, no Antigo Testamento.

A seguir ele afirmou assim: “E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé” (Gálatas 3:11). Não dá a ideia de que a lei não tem valor?

Daí, ele afirmou o seguinte: “Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gálatas 3:12,13). Aqui Paulo estava dizendo que CRISTO nos substituiu na maldição da lei. Perceba que a maldição existe, mas recaiu sobre o Salvador. A maldição é a morte eterna.

Então pularemos ao livro de Romanos, depois de parecer que Paulo estava destruindo a lei, anulando ou inutilizando… Ele pergunta: “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes confirmamos (ou estabelecemos) a lei” (Romanos 3:31).

Esse é um assunto que precisa ser estudado com mais profundidade. Hoje apenas nos referiremos ao que também a lição se referiu, esse versículo de Romanos. Paulo está afirmando que, pela fé estamos confirmando a lei, ou seja, a fé é necessária para a salvação, e a lei é necessária para permanecermos salvos. E mais, nos lugares desse Universo onde não houve pecado, o que Paulo aqui escreveu quer dizer que eles permanecem sem pecado porque obedecem a lei.

Também é importante refletir que, se fôssemos salvos pela fé, sem lei, e a  lei tendo-se anulado, então, qual foi a razão de JESUS viver aqui obedecendo em tudo a lei e morrendo em nosso lugar, que outrora desobedecemos? Convenhamos, usando palavras fortes como Paulo fazia, se fosse assim, se a fé estivesse independente da lei, não havendo necessidade dela, então o sacrifício de JESUS seria uma grande palhaçada. E mais uma coisa, como funcionaria o reino de DEUS, Seu governo, sem lei? Há algo no Universo, mesmo em nosso precário planeta, que funciona bem, sem lei? É coisa bem estúpida defender a ideia que a lei foi anulada na cruz. Ora, Ele teria morrido cumprindo a lei, e assim que espirou, a lei deixaria de valer? Convenhamos, isso sim é um absurdo, e tem gente, muita gente, que acredita em tal ideia.

 

  1. Terça: O propósito da lei

“Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita; e foi posta pelos anjos na mão de um mediador. Ora, o mediador não o é de um só, mas Deus é um. Logo, a lei é contra as promessas de Deus? De nenhuma sorte; porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei. Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes. Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa” (Gálatas 3:19-29).

Analisemos os versos acima. A que lei Paulo se referia logo no início do trecho? Dá a entender que se refere tanto a lei cerimonial quanto a moral (Dez Mandamentos). As duas, como Paulo menciona mais adiante, servem de “aio” para conduzir a CRISTO como supremo Cordeiro a ser sacrificado. A lei cerimonial ilustra as consequências do pecado, CRISTO precisava morrer pelos pecadores para nos salvar. A outra, a lei moral, serve para dizer o que é pecado, as coisas que são proibidas de se fazer, por isso tantas proibições nos Dez Mandamentos.

Surge então o mediador, no caso Moisés é um deles, mas o pacto foi feito, antes, a Abraão, outro envolvido. E DEUS é o que fez o pacto como vindo só dEle, por Sua iniciativa, portanto, por essa via, não havia necessidade de um mediador, pois trata-se de um testamento unilateral, DEUS oferecendo a salvação e pronto.

Como DEUS fez promessas a Abraão (um filho, espaço de terra, bênçãos, grande nação, etc.), seria o caso dessas promessas superarem a lei? Não, diz Paulo; a lei dos Dez Mandamentos vigoraria sempre e a lei cerimonial enquanto não cumprisse o seu propósito, de demonstrar a necessidade da morte do Filho de DEUS por nós.

A justiça vem pela lei, ou seja, porque existe lei, e por que ela foi desobedecida, tem que haver justiça, seja para condenar, seja para salvar (nesse caso, por meio de JESUS). Todos estão debaixo do pecado, nenhum há que não tenha culpa, por isso estão todos debaixo do pecado, e a lei tem que condenar a todos. E a promessa de JESUS CRISTO foi dada a todos, ao menos ela serviria de alívio ao pecado se tão somente cressem, ou, tivessem fé. Com a fé de JESUS CRISTO, dada a nós como um presente (pela graça), não estaremos mais debaixo da condenação da lei, ou do aio, ou destinados à morte, mas livres da lei.

Livres da Lei? Sim, livres da condenação dela, mas não livres para desobedecê-la, pois, se pela desobediência nos tornamos pecadores e mortais (é a lei que nos condena se desobedecermos) pelo perdão (ou justificação) nos livramos dessa condenação, mas jamais daí em diante estaremos em condições de não mais obedecer a lei. Como se poderia admitir a morte de JESUS CRISTO por nós porque desobedecemos, e depois de perdoados, não termos mais necessidade de obedecer? Isso seria uma brincadeira de muito mau gosto, algo sem sentido. Logo, pela fé somos salvos da morte, quer dizer, libertos da condenação, e a condenação só poderia vir da lei desobedecida. Se daí em diante não mais desobedecermos, permaneceremos salvos para sempre.

Passamos a ser de CRISTO, que é como ser descendente de Abraão, pois CRISTO tanto é descendente de Abraão como seu Criador e como também quem formou por esse homem a nação pela qual viria o Salvador da humanidade. Logo, não há como ser diferente, se pertencermos a CRISTO, somos da família de Abraão. E estamos salvos.

 

  1. Quarta: A duração da lei de DEUS

Hoje o assunto é importante. O comentarista da lição apresentou alguns interessantes argumentos a favor da eternidade da lei de DEUS, no caso, os Dez Mandamentos, a lei moral. Aqui acrescentaremos outros argumentos.

Vamos aguçar a imaginação. Situemo-nos no ambiente do Jardim do Éden, antes do pecado. Sabemos que eles, o casal, santificava o sábado, isso ainda antes do pecado, e a partir da primeira semana da criação. DEUS santificava esse dia com eles, e o fazia como exemplo.

Não consta que DEUS lhes tinha dito coisas assim: não fazer imagens de escultura, não adorar imagens, honrar pai e mãe, não matar ou cobiçar ou mentir, etc. Também não consta que DEUS dissesse a eles que amassem uns aos outros e ao próximo.

Aí vem a pergunta: precisava detalhar assim o princípio do amor que DEUS lhes pôs na mente? Eles eram muito inteligentes, certamente, por terem amor no coração não iriam destruir a natureza ou matar alguém. Quem ama como DEUS não pratica nenhuma das proibições constantes nos Dez Mandamentos. A mim, particularmente, parece até ridículo dar a Adão e Eva os mandamentos do amor detalhados como foi feito no Sinai. Segundo Ellen G. White, os antediluvianos eram 20 vezes mais capazes intelectualmente que os melhores de hoje, logo, eram capazes de saber o que implicava amar. E mais, tinha a referência direta de DEUS, todas as tardes. Parece fácil concluir que eles seguiam os Dez Mandamentos com 100% de eficácia, sem necessidade de particularizações. Parece óbvio que obedeciam melhor o que foi mais tarde escrito nos Dez Mandamentos que as pessoas que receberam esses mandamentos, incluindo todos nós, atualmente.

E depois da queda? Caim, por exemplo, não deveria ele ter o detalhamento da lei para saber que não deveria matar seu irmão? Ora, Caim certamente assassinaria com detalhamento ou sem detalhamento, pois subiu ao seu coração o ódio contra seu irmão obediente. Ele sabia a diferença entre obedecer e desobedecer, aprendera de seus pais. Assim também foram os antediluvianos, até Enoque e até Noé. Eram supremamente inteligentes, tanto para praticarem o bem como o mal, e sabiam distinguir entre o certo e o errado.

A situação chegou até Abraão, e este também procedia segundo a vontade de DEUS, sem ter a lei moral escrita em tábuas de pedra.

Mas aí aconteceu algo ruim. Os descendentes de Abraão foram morar no Egito, um país essencialmente idólatra, e ali aprenderam sobre outros deuses que não são deuses, nem DEUS. E se perverteram profundamente. E a nação escolhida já estava no caminho de seguir deuses estranhos à criação, mais ou menos como as mulheres de Jacó seguiam os deuses da família de Labão. Então DEUS teve que detalhar a lei do amor em Dez Mandamentos. E para que não desaparecessem nem se apagassem, Ele mesmo escreveu esses mandamentos em tábuas de pedra, e isso, duas vezes. Pronto, estavam escritos os mandamentos morais para seres humanos degenerados e pouco inteligentes, na base de ordens simples e diretas, do tipo, não faça isso e não faça aquilo.

Hoje, em nossa igreja, vemos um fenômeno fatal. As pessoas não querem mais saber de proibições. Querem líderes liberais, os que toleram tudo. Assim surgiram dois grupos, o grupo dos que “pode” e o grupo dos classificados de “não pode”. Eis o conflito que se estenderá até a sacudidura. Entre os judeus no tempo de CRISTO também houve classes diferentes de pessoas, como os saduceus, os escribas, os fariseus, os zelotes, os herodianos, os essênios e os samaritanos.

O exemplo dado no Jardim do Éden não nos serve mais, pois estamos numa situação degenerada. E, nem mesmo estão aceitando mais o exemplo dos mandamentos, que proíbem maldades. O que a maioria – maioria – quer é liberdade para seguir o mundo. Isso é, querem ser joio e assim ser aprovados pela liderança. Coitados.

Se DEUS escreveu com Seu dedo os Dez Mandamentos, e se Ele não reescreveu Seus mandamentos de outra maneira, com que argumento se poderia dizer que foram anulados ou que foram alterados? Coitados desses também!

 

  1. Quinta: A superioridade da promessa

“Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita; e foi posta pelos anjos na mão de um mediador. Ora, o mediador não o é de um só, mas Deus é um” (Gálatas 3:19,20).

Vamos buscar entender a mensagem aqui, de Gálatas 3:19 até 25, por partes, em forma de itens, pois facilita.

  • Ao contrário do que muitos que até hoje ensinam, a lei em geral não vigoraria somente até a cruz, isso seria apenas com a lei cerimonial.
  • A salvação no Antigo Testamento não foi diferente da salvação no Novo Testamento, ou seja, como muitos ensinam que no AT a salvação era pela obediência à lei e no NT é pela graça. Sempre foi pela graça.
  • A boa nova dessa salvação foi pregada aos homens através dos séculos (ver Heb. 4:2).
  • A fé não invalida a lei, mas a confirma, pois uma vez salvos pela graça, mediante a fé, daí seguimos obedecendo a lei. “Logo pela fé invalidamos a lei? De nenhuma maneira, a não ser que confirmamos a lei” (Rom. 3: 31).
  • É, pois, evidente que seja qual for o raciocínio de Paulo em Gálatas 3:19-25, não ensina de maneira nenhuma a doutrina de uma era de salvação, anterior ao cristianismo, por meio da lei, e outra era cristã de salvação pela graça, diametralmente oposta a anterior.
  • A característica distintiva dessa experiência no Sinai foi o anúncio do código moral (os Dez Mandamentos) que deviam ser a norma da vida de Israel. A esses mandamentos se acrescentaram: (a) leis civis, que eram uma interpretação e aplicação do código moral para o estado judeu, e (b) estatutos para reger o ritual simbólico dos sacrifícios (a Lei Cerimonial) e das oferendas que anteviam o grande sacrifício de CRISTO.
  • Os israelitas receberam a lei (dos Dez Mandamentos) por meio de Moisés que a recebeu de DEUS, e que a ensinou ao povo todo.
  • Os israelitas, com o tempo, passaram a ter a lei como um amuleto, e concluíram que a salvação era pela obediência a ela. A obediência é vital para se manter salvo, mas uma vez tendo desobedecido, como a lei condena à morte, então a salvação terá de ser pelo ato de JESUS morrer pelos pecadores, e isto é a graça. Aceitar JESUS e receber a salvação ocorre pela fé de JESUS, que creu que Seu ato realmente seria suficiente para salvar, e que DEUS, o Pai, aceitaria Seu sacrifício para salvar a humanidade.
  • No trecho de Gálatas 3:19 a 25 relata que Abraão recebeu a promessa de DEUS, e ele em nada participou nessa promessa, senão que creu nela, e foi justificado pela fé, mais nada. Portanto, a salvação da morte sempre foi pela fé, nunca pelas obras da lei. As obras da lei nos mantêm salvos depois de perdoados.
  • No Sinai a lei moral, dos Dez Mandamentos, foi escrita em duas tábuas de pedra por causa das transgressões dos israelitas (Gál. 3: 19 e Rom. 7: 13), que se bandeavam facilmente à adoração de ídolos. Parece que eles precisavam de algo concreto, que pudessem ter por perto, assim como os gentios tinham ídolos para adorar e que podiam ver. Agora os israelitas tinham duas tábuas de pedra, não para adorar, mas para obedecer, algo concreto, que estava ali, entre eles. O interessante é que DEUS também estava ali, entre eles, bem acima dessa lei, isto se chamava shekinah. Porém, repita-se, obedecer para não se perder, contudo, uma vez perdido, por ter desobedecido, precisa da graça para se salvar, não da lei. É pela lei que se conhece o pecado (Rom. 7: 7).

Resumindo, a lei tem seu lugar na salvação e a fé tem outro lugar. A fé não anula a lei nem o inverso. A lei orienta o que fazer para estar aprovado perante DEUS, e ela condena quem não agir conforme orienta. Se o ser humano pecar, então entra em cena a fé para livrá-lo da condenação da lei, mas a lei sempre existirá. Até porque se ela desaparecesse, aconteceriam duas coisas: se invalidaria o sacrifício de JESUS, afinal, sem lei não há pecado e, portanto, não há necessidade de mediação por JESUS; e segunda coisa, sem lei o que teríamos seria a barbárie, onde cada um faz como pensa e se instala o caos, não havendo critério para que o amor exista, nem havendo justiça quando necessária.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

Por qual razão foram dados os Dez Mandamentos no Sinai, com demonstrações de poder e grande glória, e DEUS escrevendo Ele mesmo cada mandamento em tábuas de pedra?

Antes desse tempo não havia necessidade de mandamentos escritos. Os antediluvianos eram poderosos mentalmente, nada esqueciam e viviam séculos, podendo assim receber as instruções de antepassados que as receberam diretamente de Adão e Eva. Após o dilúvio, por bom tempo permaneceu a forte influência de Noé e seus filhos. Quando Abraão nasceu, por certo os filhos de Noé ainda eram vivos. Mas quando os descendentes de Jacó tiveram que morar no Egito, por séculos, e a certa altura perdendo a liberdade, foram fortemente influenciados pela idolatria pagã, e a maioria deles perdeu em grande parte o conceito de obediência a DEUS e a noção de seu maravilhoso poder e fidelidade. Então sim, para que soubessem como deveria ser a obediência, DEUS lhes deu, e a todos nós que viemos depois deles, os Dez Mandamentos, e deu também a Bíblia toda. Deu-lhes também outras leis para que vivessem na melhor condição possível nesse contexto de pecado de nosso planeta.

Porém, esses mandamentos não substituíram o que DEUS falou a Adão e Eva no dia de seu pecado nem a promessa que fez a Abraão e seus descendentes. Os mandamentos foram dados para que soubessem como obedecer, a salvação continuava ancorada na futura morte de JESUS na cruz.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Hoje vivemos num mundo onde prospera quem sabe mentir e que tem poder para sustentar sua falsidade. É assim em todos os aspectos da vida. É difícil viver sendo honesto. Veja, por exemplo, se a sua operadora de internet já lhe debitou algum serviço nunca solicitado, ou se seu banco não fez o mesmo. Mas é difícil encontrar uma área da vida em que estejam mentindo mais do que na religião. Só em minha pequena cidade de interior no Brasil, a cada pouco, aparece uma nova igreja, um novo nome, e logo está cheia de membros desfrutando de maravilhosas e sedutoras mentiras, por parte de alguém que tem por meta encher seus bolsos.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

A ONU fez um levantamento sobre tipos e consumo de drogas. Descobriu que surgiram 739 drogas num período de 8 anos. Também descobriu que 5% da população mundial consumiu algum tipo de droga em 2015, aproximadamente 250 milhões de pessoas, mais que a população brasileira. Um número de 190 milhões morreu nesse ano por causa da droga. E 29,5 milhões sofrem transtornos graves pelo consumo de drogas. Apenas uma em cada seis dessas pessoas recebe assistência, conforme o Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito (UNODC).

Novas drogas estão sendo ofertadas no mercado. “A especialista Angela Me, coordenadora do relatório, cita como exemplo o fentanil, um analgésico em pó que é até 50 vezes mais potentes que a heroína e que causou numerosas overdoses nos EUA nos últimos anos. Cerca de 35 milhões de pessoas consumem opiáceos (substâncias que procedem da papoula, como heroína e morfina) ou opioides (substâncias químicas de efeito análogo, como metadona). Este grupo de drogas, segundo o relatório, “representaram 70% dos impactos negativos para a saúde associada com transtornos por consumo de drogas no mundo todo “.”

Em geral, 12 milhões de pessoas consomem opioides, e grande parte deles tem HIV, hepatite C, ou as duas doenças. Cerca de 17 milhões de pessoas consomem cocaína, 21,6 milhões ecstasy e 37 milhões, anfetaminas.

“Além das mortes, o relatório aponta para a perda de “anos de vida sã” pelas mortes prematuras e a incapacidade causada pelo consumo de drogas.” Essa é a sociedade que satanás com seu materialismo está desenvolvendo, para denegrir a imagem de DEUS em suas criaturas. Nós, cristãos, devemos dar exemplo de pessoas saudáveis e felizes perante tal tragédia. Veja notícias sobre essa situação nesses links: a; b; c; d.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Suprir formas externas de religião em lugar de santidade de coração e de vida, é ainda tão agradável à natureza não renovada como o foi nos dias desses ensinadores judeus. Hoje, como então, existem falsos guias espirituais, para cujas doutrinas muitos atentam avidamente. É estudado esforço de Satanás desviar as mentes da esperança da salvação pela fé em Cristo e obediência à lei de Deus. Em cada século o arqui-inimigo adapta suas tentações aos preconceitos ou inclinações daqueles a quem está procurando enganar. Nos tempos apostólicos levou os judeus a exaltar a lei cerimonial e rejeitar a Cristo; no presente ele induz muitos cristãos professos, sob a pretensão de honrarem a Cristo, a pôr em controvérsia a lei moral, e a ensinar que seus preceitos podem ser transgredidos impunemente. É dever de cada servo de Deus opor-se firme e decididamente a esses pervertedores da fé, e expor destemidamente seus erros pela Palavra da verdade” (Atos dos Apóstolos, 387).

 

  1. Conclusão

“O Senhor não exige menos de Seu povo hoje do que antigamente. Se a limpeza era tão necessária para os que viajavam pelo deserto e se encontraram ao ar livre quase o tempo todo, não é menos necessária para nós, que vivemos em casas próximas, onde as impurezas são mais observáveis e exercem uma influência mais insalubre.

“A lei moral, proclamada do Sinai, não pode ocupar um lugar no coração de pessoas de hábitos desordeiros e sujos. Se os filhos de Israel não puderam sequer ouvir a proclamação daquela santa lei sem limpeza de corpo e vestes, como podem seus puros preceitos ser escritos sobre o coração daqueles que são relapsos com seu corpo e seu lar? …

“Violentas epidemias de febre têm ocorrido em vilas e cidades consideradas perfeitamente saudáveis, resultando em morte ou organismos debilitados. Em muitos casos, a residência das próprias pessoas que caíam vítimas dessas epidemias continha os agentes da destruição, que enviavam para a atmosfera veneno mortal a ser inalado pela família e a vizinhança” (CRISTO Triunfante, MM 2002, 112).

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre   24 e 29/06/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

2 comments for “Lição 6 – A superioridade da promessa

  1. ONOFRE CANDIDO SOBRINHO
    julho 30, 2017 at 10:52 am

    Sikberto, continue comentando, pois não perco nenhum comentário. Eles têm me ajudado muito.

    Grato

    Deus seja contigo, sempre.

    Onofre

  2. Luciano
    agosto 5, 2017 at 11:56 am

    Bom dia prof é. Muito gratificante acompanhar o seu comentário da lição aumenta o conhecimento e nos faz ser mais pensadores. E mais participativos na classe em nossas igrejas.que Deus o abençoe que um dia no céu possamos nos conhecermos.meu nome. Luciano.moro no interior do estado do RJ. Areal é um privilégio ser um adv do sétimo. Dia.

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