Lição 6 – Ansioso para perdoar (Jonas)

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2013

Tema geral do trimestre: Busque ao Senhor e viva! Grandes lições dos profetas menores

Estudo nº 06 –  Ansioso para perdoar (Jonas)

Semana de  4 a 11 de maio

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Com a voz do agradecimento, eu Te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao senhor pertence a salvação” (Jon. 2:9).

 

Introdução de sábado à tarde

O povo assírio era temido a ameaçador. Era cruel, não poupava seus desafetos. Consta que esfolavam prisioneiros vivos e que cortavam as mãos e os pés, e muitas coisas horríveis mais que nem convém lembrar. Fato é que as nações vizinhas odiavam esse povo, em especial sua capital, Nínive, onde se comandava toda essas crueldade. Não se compara as crueldades de Hitler, na Segunda Guerra Mundial, com Nínive; era bem pior. É de se admirar como seres humanos podem se tornar extremamente maus! Animais têm seus limites e agem dentro deles, com sua naturalidade. Mas o ser humano, que se acha racional, quando se torna mau não pode ser comparado a nenhum animal. Ele pode se tornar bem pior que qualquer deles.

Por tais coisas, Nínive era odiada. As outras nações gostariam de varrê-la do mapa, de fazer desaparecer tudo. O que ninguém gostaria era que eles permanecessem, e que ficassem bonzinhos. O ódio contra eles já se havia exacerbado, e os seres humanos, quando odeiam, dificilmente perdoam, exceto pelo poder de DEUS.

Pois, surpreendentemente, DEUS queria que Jonas fosse a Nínive dar uma última advertência, algo do tipo: ou vocês mudam ou destruo tudo. A parte referente a destruir, isso os demais povos gostariam que acontecesse, mas a parte do arrependimento, certamente não. Jonas se esquivou de obedecer. Possivelmente porque imaginava a possibilidade do arrependimento e respectivo perdão. Ele sabia que DEUS gostava mesmo era de perdoar, não de destruir. Além disso, era arriscado entrar naquela cidade. Poderia ser que ele imaginasse duas possibilidades: 1) Se eles se arrependessem, ocorreria o que não desejava, o perdão de DEUS e a não destruição deles; e ainda ele, como profeta, passaria por mentiroso. 2) Se não se arrependessem, bem poderia ser que o esfolassem vivo. Por uma ou por outra, não seria, no pensamento de Jonas, recomendável pregar a eles. Essa era a sua lógica.

Esse estudo dessa semana tem duas importantes lições, sobre as quais precisamos meditar bem. Uma é o arrependimento de Nínive. Outra é sobre a atitude de Jonas, primeiramente em fugir de DEUS, e depois, em ficar arrasado por Nínive ter-se arrependido. Vamos estudar esses pontos, pois temos muito que nos beneficiar, e conhecer melhor a nosso DEUS.

 

 

 

  1. 1.      Primeiro dia:  O profeta desobediente (Jonas 1)

Há especulações sobre os motivos de Jonas não ter ido a Nínive, mas de ter fugido para o sentido oposto. Uma dessas hipóteses é mais robusta, por causa da cultura do povo judeu. Os judeus não queriam que seu DEUS fosse adorado também por outros povos. Eles queriam uma espécie de exclusividade. Tinham orgulho do DEUS verdadeiro, e não amavam os outros povos. E Nínive era uma cidade que eles queriam ver eliminada do planeta, pela sua crueldade. Os assírios eram um povo forte, em evidência naqueles tempos, e conquistavam usando sua maldade para intimidar os inimigos. Na verdade todo o resto do planeta era considerado inimigo. Atualmente esse povo não existe mais, pois queria brigar com todo o planeta. E outro ponto importante: esse povo se achava superior aos demais. Do ponto de vista dos outros povos, teriam que ser eliminados de todo, a partir de sua capital, Nínive.

Jonas poderia simplesmente não ter ido, sem ter fugido. Mas a ordem de DEUS, do ponto de vista dele, era tão contraditória, que seria bom que ele estivesse fora do alcance de DEUS, por uns tempos, até que a situação mudasse. Então ele decidiu literalmente fugir da face de DEUS. Não deve ter sido uma decisão fácil para ele, pois conhecia DEUS, mas fez isso. Talvez pensasse: se estiver muito longe daqui, DEUS não terá como me enviar, e desistirá.

E mais, Jonas também pensou na dificuldade de se pregar ali, e imaginou que a ordem de DEUS não era sábia. Do ponto de vista humano não era mesmo, mas o resultado que sua pregação deu ali provou que a ordem era altamente recomendável.

Aconteceu o contrário do esperado e da lógica humana. Ele nem conseguiu chegar onde havia planejado, pois no seu trajeto DEUS o buscou de volta. Quantas lições Jonas aprendeu com isso. Uma delas é a da impossibilidade de fugir, de se esconder ou de se distanciar de DEUS. Ninguém consegue. Outra é que quando DEUS decide que algo deve ser feito, principalmente para salvar pessoas, isso será feito. Pode ser conosco, ou com outras pessoas, mas será feito. DEUS decidiu dar uma oportunidade aos ninivitas, e essa oportunidade lhes foi dada.

Interessante é perceber que DEUS não deu oportunidade aos cananeus, os israelitas simplesmente chegaram e conquistaram tudo. É que aqueles povos não estavam mais propensos a mudarem seus corações, porque, afinal, os 40 anos de andanças do povo de DEUS no deserto pregaram a eles quem era aquele DEUS, e pelo visto, só a família de Raabe entendeu a mensagem. Os demais se armaram e se entregaram ainda mais a seus ídolos. Mas no caso dos ninivitas, DEUS sabia que haveria conversão. Por isso enviou Jonas. DEUS conhece o futuro, por isso Ele toma decisões conforme cada caso.

Porque essa linha de pensamento é mais robusta que as demais para explicar a atitude de Jonas? Porque ele, e os israelitas, queriam mesmo que esse povo fosse destruído, que desaparecessem. Jonas pensava assim e quando DEUS os poupou, porque se arrependeram, Jonas queria até morrer. E ele até chegou a dizer que DEUS era muito perdoador, e poderia ser que salvasse a cidade. Esse era o motivo de sua fuga (Jon. 4:1 e 2). Jonas simplesmente ficou decepcionado quando DEUS os perdoou e os salvou. O motivo de sua fuga se concretizou. Além disso, Jonas achou que, não se cumprindo a ameaça de DEUS, ele passaria por mentiroso e falso profeta.

“Entre as cidades do mundo antigo nos dias do reino de Israel dividido, uma das maiores foi Nínive, a capital do domínio assírio. Fundada sobre as férteis barrancas do Tigre, logo depois da dispersão da Torre de Babel, floresceu através dos séculos, até que se tornou “uma grande cidade, de três dias de caminho”. Jon. 3:3.

“No tempo de sua prosperidade temporal Nínive era um centro de crime e impiedade. A inspiração a havia caracterizado como “cidade ensanguentada… toda cheia de mentiras e de rapina”. Naum 3:1. Em linguagem figurada, o profeta Naum comparou Nínive a um leão cruel, rapinante. “Sobre quem”, interroga o profeta, “não passou continuamente a tua malícia?” Naum 3:19.

“Embora ímpia como havia se tornado, Nínive não estava inteiramente entregue ao mal. Aquele que “está vendo a todos os filhos dos homens” (Sal. 33:13), e “descobre todas as coisas preciosas” (Jó 28:10), viu na cidade muitos que estavam procurando alguma coisa melhor e mais alta, os quais, se lhes fosse dada oportunidade para conhecer ao Deus vivo, afastariam de si as más obras, e O adorariam. E assim, em Sua sabedoria Deus Se revelou a eles de maneira inconfundível, a fim de levá-los, se possível, ao arrependimento.

“O instrumento escolhido para esta obra foi o profeta Jonas, filho de Amitai. A ele veio a palavra do Senhor: “Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até Mim.” Jon. 1:1 e 2.

“Como o profeta se pusesse a pensar nas dificuldades e aparentes impossibilidades desta comissão, foi tentado a pôr em dúvida a sabedoria do chamado. Do ponto de vista humano, parecia que nada se poderia ganhar em proclamar tal mensagem nesta cidade tão orgulhosa. Ele esqueceu por um momento que o Deus a quem servia era todo-sábio e todo-poderoso. Enquanto hesitava, duvidando ainda, Satanás sobrecarregou-o com o desencorajamento” (Profetas e Reis, 265 e 266).

 

  1. 2.      Segunda: Testemunha relutante

O profeta Jonas não era um descrente, nem estava em apostasia. Ele não tinha perdido a fé, mas ele estava discordando da ordem dada por DEUS. Ele não queria pregar para os ninivitas porque discordava em salvá-los. Sabia que DEUS fazia milagres, transformava corações uma vez que concordassem, e que, antes de destruir, procurava perdoar. Essa sempre foi a história de Israel. Ele não queria que aquele povo mau fosse perdoado, mas que fosse destruído. Além disso, tinha medo de ir pregar lá, no meio daquela gente que aprisionava e matava por nada. Mas Jonas poderia ter parado um pouco, e antes de fugir, refletido com DEUS sobre a situação. Como profeta poderia ter dialogado com DEUS, se aconselhado com Ele e assim teria outra compreensão da realidade.

“Se, quando o chamado lhe veio pela primeira vez, Jonas se tivesse demorado em calma consideração, teria verificado quão tolo seria qualquer esforço de sua parte para escapar à responsabilidade imposta sobre ele. Mas não por muito tempo foi-lhe permitido prosseguir tranquilamente em sua estulta fuga. “O Senhor mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava para quebrar-se. Então temeram os marinheiros, e clamava cada um ao seu deus, e lançavam no mar as fazendas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu aos lugares do porão e se deitou, e dormia um profundo sono.” Jon. 1:4 e 5” (Profetas e Reis, 267).

Dentro da barriga do peixe Jonas chegou à conclusão que DEUS era o único, o verdadeiro, e que dEle não se pode fugir. Para onde quer que se vá, Ele está lá, e pode nos alcançar. Não há altura, nem profundidade, nem largura em que haja algum local suficientemente secreto onde DEUS não nos possa descobrir. Com DEUS não é possível brincar de esconde-esconde.

É bonito ler a história de Jonas, no capítulo 1 e 2. Vale a pena abrir a sua Bíblia e ler esse trecho, aliás, bem melhor é ler todo o livro, que tem apenas 4 capítulos. Essa história daria uma superprodução cinematográfica de sucesso. A conclusão que Jonas chegou dentro da barriga de um peixe ele poderia ter alcançado sossegadamente na varanda de sua casa. Mas, enfim, “tudo contribui para o bem” quando DEUS está na direção. Nesse caso, além dos ninivitas, também os marinheiros ouviram a respeito do DEUS verdadeiro, e puderam comparar a ineficácia de seus ídolos com o poder do DEUS de Jonas. Quem sabe eles estejam conosco, na eternidade, não é de se duvidar. E quem sabe muitos ninivitas estejam salvos para sempre, e serão bons amigos de Jonas na Nova Terra, e se rirão da bobeira dos pensamentos e planos do profeta. Mas que eles agradecerão por Jonas ter ido pregar a eles, isso é certo, motivos eles terão de sobra.

 

  1. 3.      Terça: O salmo de Jonas

Contrastes curiosos. Jonas, um ser humano, não quis obedecer a ordem de DEUS, para salvar uma cidade grande para aqueles tempos. Era uma cidade ímpia, mas que bom se se arrependesse. Porque assim, Israel não necessitaria mais temer aquela cidade, nem aquele povo. E se não se arrependesse, DEUS a destruiria em 40 dias, e, Israel também não mais necessitaria temer aquela cidade e o povo assírio. Mas se Jonas não pregasse, nem a cidade se arrependeria e nem seria destruída, e Israel teria que continuar temendo.

Por sua vez, a uma ordem de DEUS a natureza obedeceu. Ela soprou fortes ventos, e derramou intensa tempestade no mar. A uma ordem de DEUS surgiu um grande peixe, e obediente, posicionou-se na direção de Jonas, que se debatia no mar, e o engoliu sem machucar. E a uma ordem de DEUS o peixe humildemente expeliu Jonas, não no meio do mar, mas na praia.

Que conjunto de contradições. A natureza obedecendo e um ser racional desobedecendo. Deveria ter raciocinado que, por sua obediência, tanto resolveria a situação da cidade, se ela se arrependesse, como resolveria a ameaça que aquela cidade representava para o povo de Israel. E, por outro lado, se a cidade não obedecesse, o problema dela não seria resolvido, mas o de Israel sim, porque nesse caso a cidade desapareceria do mapa. Porém, ele fugindo, não seria resolvido nem o problema de Nínive nem o de Israel. Afinal, qual era a lógica que Jonas se baseou ao decidir fugir?

Ele baseou-se na lógica humana, do tipo essa cidade ímpia não merece perdão. Eles são gentios, que fiquem lá com seus deuses, e que o nosso DEUS nos proteja deles. Além disso, são violentos e perigosos, não entrarei lá para arriscar minha vida por gente criminosa. Essa é a maneira humana de se pensar.

Hoje não é muito diferente. Nós, povo de DEUS, parece que não nos importamos tanto com as diferenças de fé, pois temos uma missão tão clara que impede esse tipo de pensamento. Mas o que nos afeta são outras diferenças, e elas entraram fortemente na igreja. A nacionalidade é uma situação, o time de futebol outra (esse é talvez a mais forte situação de intrigas), se é rico ou se é pobre também. Mas com o reavivamento muitos estão deixando as diferenças de Jonas de lado, e se integrando como um só povo.

“Seja qual for o caminho que Deus nos escolha, qualquer que seja o caminho que ordene aos nossos pés, esse é o único seguro. Devemos diariamente abrigar um espírito de infantil submissão, e orar para que nossos olhos sejam ungidos com o colírio celestial, a fim de que saibamos discernir as indicações da vontade divina, para não se tornarem confusas nossas ideias, porque nossa vontade parece tudo controlar. Com os olhos da fé, com infantil submissão de filhos obedientes, temos de olhar para Deus, seguindo-Lhe a guia, e as dificuldades desaparecerão. A promessa é: “Instruir-te-ei e ensinar-te-ei. … Guiar-te-ei com os Meus olhos.” Sal. 32:8. ..” (Para Conhecê-Lo, MM 1965, 249).

 

  1. 4.      Quarta: Missão vitoriosa

Agora sim, depois do sucesso de conversão dos marinheiros, depois de passar 72 horas na barriga de um peixe, Jonas se dispôs a ir e pregar aos ninivitas. Levaria três dias para percorrer toda a cidade, e o profeta, chegando lá, pregou no primeiro dia com tanta convicção, usando palavras de ameaça, que a cidade seria subvertida em 40 dias que não foram necessários os outros dois dias (ver Jon. 3:4). Houve um alvoroço na cidade entre seus cidadãos. O que significa a palavra “subverter”? Conforme o dicionário Michaelis é: Revolver de baixo para cima; arruinar, derribar, desordenar, perturbar, transtornar: “…tempestade medonha, que parecia subverter a terra”. Portanto, a mensagem que Jonas estava dando a eles era que em 40 dias a cidade seria riscada do mapa, como já fora o caso de Sodoma e Gomorra.

Que susto aquela gente levou. Repentinamente entra um judeu, que serve a um DEUS conhecido pela sua superioridade, homem sem medo de nada (pelo menos era o que parecia), corajosamente caminha pelas ruas anunciando, em nome do mais poderoso dos deuses, o DEUS verdadeiro, cujos milagres eram conhecidos mundo afora, que a cidade seria totalmente destruída em um curto prazo de tempo, por causa das maldades deles. Não deu tempo para Jonas pregar por toda a cidade – ele percorreu a cidade por um dia, quando seriam necessários três para andar por toda ela. A terrível notícia se espalhou, o misterioso homem ficou famoso, todos ficaram sabendo no mesmo dia, e logo a seguir o rei também soube. Em vez de fazerem o que seria esperado, de matarem aquele profeta, como teriam feito os reis de Israel, ou ao menos prendê-lo, eles decidiram tentar o arrependimento. Decerto sabiam do que já havia acontecido séculos antes com Sodoma e Gomorra, a palavra utilizada para os dois casos foi a mesma: Subversão. A cidade era para desaparecer. Mas DEUS havia enviado Jonas para alertar sobre o iminente fato, para que se arrependessem. Não enviaria um mensageiro só para informar seu fim, não o havia feito aos cananeus nem aos sodomitas. DEUS sabia que ali havia esperança de salvação.

Eles se arrependeram de tal maneira que, desde o rei aos mais humildes, e até os animais, foram obrigados a fazer jejum pelo perdão de seus pecados. Atente-se para o seguinte: ali se entregaram a DEUS 120 mil pessoas, como fruto da pregação de um só dia. Nem no Pentecostes houve tamanho resultado de uma pregação. Aliás, em todos os tempos de pregação, a de Jonas foi a que deu maior resultado, e talvez nunca mais aconteça de uma única pregação conquistar tantas pessoas, incluindo seus líderes políticos.

Essa é uma história de contradições curiosas e radicais. A maior de todas as pregações resultou também em gigantesca decepção por parte do próprio pregador. Ele chegou a pedir a morte. Mas esse é assunto para amanhã.

 

  1. 5.      Quinta: Perdoado, mas incapaz de perdoar

Jonas pregou do modo errado, mas o resultado foi o esperado por DEUS. Talvez as palavras para a ocasião devessem ser aquelas mesmas. Ele convictamente pregou que eles seriam subvertidos em 40 dias, e era o que queria. De tal maneira estava convencido de que eles mereciam a morte que, quando DEUS estava aceitando a atitude de arrependimento, Jonas se decepcionou. Imaginou-se como se fosse um falso profeta, tudo porque DEUS não cumpriu Sua palavra, um profeta cujas profecias não se cumprem. Na verdade era para Jonas advertir os ninivitas, não condená-los à morte. Para esse fim DEUS não necessitaria enviar um profeta. Ele foi pregar a ruína deles, mas resultou em salvação. Quando DEUS participa, mesmo que pregamos uma coisa meio incorreta, o resultado pode ser o contrário, superior à mensagem dada. Mas isso não quer dizer que devamos ser relaxados nos nossos esforços missionários, e pregar de um modo negativo. Hoje por exemplo, pode ser que nossa pregação, às vezes, seja muito no sentido do fim do mundo, mas a ênfase sempre deveria ser na segunda vinda de CRISTO.

O que Jonas deveria ter feito? Voltar à cidade e pregar outra vez, parabenizando-os pelo arrependimento, e reforçando a atitude deles, para que permanecessem nesse espírito. Deveria ir visitar o rei ensinando-o sobre como servir ao DEUS verdadeiro. Faltou completar o trabalho, a parte da evangelização e dos ensinamentos sobre o conhecimento da verdade. Eles se arrependeram, mas e daí? Não sabiam como servir ao DEUS de Jonas. Por isso o livro ficou como que faltando algo. De fato, nessa história falta algo. O seu texto terminou parecendo que a parte final dele se perdeu. Pois faltou Jonas completar o trabalho de um modo construtivo. Esse Jonas! Antes ele queria fugir, depois queria morrer no mar, e depois de ter advertido a cidade, queria morrer outra vez porque DEUS perdoara os pecadores. Mas isso deveria ser motivo de uma atitude contrária a de Jonas, uma atitude de alegria, de agradecimento. Afinal, eles foram conquistados por DEUS por meio de Jonas. Quer algo melhor?

O que Jonas fez? Pensando que agora seria taxado como falso profeta, queria morrer. Que sujeito que quer resolver todas as suas perplexidades com a morte? Ele, depois do resultado da pregação, resolveu ficar preocupado com sua reputação, não com o caráter de DEUS. E discutiu com DEUS, dizendo que Ele estava errado, afinal, a situação em que DEUS o meteu era tão ridícula que nada menos que a morte resolveria. Até disse a DEUS que sabia que Ele era perdoador, e que já imaginava que isso iria acontecer, por isso intentou fugir.

DEUS foi paciente com Jonas. Não se importou muito com seu desânimo. Como Jonas ainda alimentava esperança de uma destruição exemplar, ficou num lugar alto a certa distância da cidade para observar o que aconteceria. Naquela região é bem quente de dia, e na noite cresceu uma trepadeira que lhe fez muito bem no dia seguinte, protegendo-o do sol. Veja bem, a planta cresceu numa noite, e serviu para lhe fazer uma agradável sombra. Ele gostou disso. Na outra noite, um bicho cortou a planta da raiz, e ela morreu. Outra vez ele queria morrer. Que homem depressivo! Alguns profetas têm tais atitudes. Elias foi um deles. Esses homens tinham suas falhas, eram humanos. Então DEUS falou com Jonas, perguntando se essa atitude era razoável, pois se tinha condoído de uma planta, mas não se tinha preocupado com a vida de mais de 120 mil pessoas e seus animais. E assim termina o livro, do jeito de Jonas, incompleto porque, por meio dele DEUS fez um excelente trabalho, mas faltou Jonas ser instrumento de DEUS para completar o trabalho. Porém, ao que tudo indica, DEUS deixou Jonas em paz, não mandou que ele fizesse mais alguma coisa pelos ninivitas. Parece que fica a ideia que Jonas se prestava para dar um bom susto a eles, mas não para ensinar um bom caminho.

 

  1. 6.      Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

“Os que havia muito estavam assentados “nas trevas e sombra da morte, presos em aflição e em ferro”, “clamaram ao Senhor na sua angústia, e Ele os livrou das suas necessidades. Tirou-os das trevas e sombra da morte, e quebrou as suas prisões. … Enviou a Sua palavra, e os sarou, e os livrou da sua destruição”. Sal. 107:10, 13, 14 e 20.

“Cristo, durante Seu ministério terrestre, referiu-Se ao bem produzido pela pregação de Jonas em Nínive, e comparou os habitantes deste centro pagão com o professo povo de Deus em Seus dias. “Os ninivitas”, declarou Ele, “ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas”. Mat. 12:40 e 41. A um mundo ocupado, cheio do burburinho do comércio e a altercação de transações, onde os homens estavam procurando obter tudo para si mesmos, Cristo viera; e acima da confusão, Sua voz foi ouvida como a trombeta de Deus: “Que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou que daria o homem pelo resgate da sua alma?” Mar. 8:36 e 37.

“Assim como a pregação de Jonas fora um sinal para os ninivitas, a pregação de Cristo era um sinal para a Sua geração. Mas que contraste na recepção da palavra. Embora em face de indiferença e de escárnio, o Salvador trabalhou sempre, até que concluiu Sua missão” (Profetas e Reis, 273 e 274).

Todos nós temos preconceitos. E com base neles pensamos e vivemos. Muitas vezes os preconceitos nos levam a pensar de um modo contrário ao que DEUS pensa. E achamos que estamos muito corretos, quando na realidade estamos totalmente errados. Um preconceito hoje, muito vigente, é sobre os ateus. Muitas vezes nos parece que esta classe de pessoas são desprezíveis porque não aceitam DEUS, e nunca aceitarão. Vemo-los como criticam negativamente os crentes, como chamam, e como se referem pejorativamente sobre DEUS. Classificam os crentes como inferiores. Mas conheço um que já foi ateu, hoje é adventista. Ele dedica tanto tempo para a obra de DEUS que é mais que qualquer outra pessoa na região. É o mais entusiasmado por DEUS e Sua mensagem. Se não o conhecesse pessoalmente, não escreveria aqui.

É recomendável que deixemos para DEUS decidir o que devemos ou o que não devemos fazer. É bem mais seguro, e bem mais produtivo que, em tudo o que fizermos, busquemos a orientação divina, e nos aconselhemos mutuamente com DEUS.

 

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escrito entre  27/03 e 03/04/2013

revisado em  09/04/2013

corrigido por Jair Bezerra

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

3 comments for “Lição 6 – Ansioso para perdoar (Jonas)

  1. Carlos Augusto De Souza Oliveira
    Maio 6, 2013 at 3:37 pm

    obrigado professor por seus comentários sobre a lição da escola sabatina,que Deus o abençoe ricamente,a vossa família também.um abraço,do irmão em Cristo.atenciosamente;Carlos Augusto.

  2. Jacqueline Lopes
    Maio 8, 2013 at 10:19 pm

    Maravilhoso o estudo. òtimo auxiliar para quem participa como professor de escola sabatina.

  3. DIEGO LOPEZ
    Maio 10, 2013 at 11:56 am

    Diario leo estos comentarios, no desista, siga compartiendo sus puntos de vista que son bendición y ayuda para comprensión de la Escuela Sabática

    Profesor Dios le bendiga abundantemente.

    Saludos desde México DF

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