Lição 6 – Maldição sem causa?

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O livro de Jó

Lição 6 – Maldição sem causa?

Semana de 29 de outubro a 5 de novembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Poderá algum mortal ser mais justo que DEUS? Poderá algum homem ser mais puro que o seu Criador?” (Jó 4:17 NVI).

 

Introdução de sábado à tarde

Nesta semana iremos nos ater a um dos amigos de Jó, o que disse qual era a maneira dele pensar com relação a DEUS e com relação a Jó. Como já lemos o livro de Jó diversas vezes, sabemos que Jó era mais reto que esses seus amigos, porém, eles o julgavam extremamente pecador. Baseavam-se em premissas falsas para falarem a ele. Contribuíram em muito para aumentar o sofrimento dele.

Sabemos dos seus amigos, que eram quatro. Mas os outros conhecidos, onde ficaram? Jó tinha muitos amigos, era influente. Talvez o tivessem visitado, mas apenas isso, não o perturbaram. Talvez até estivessem com ele por lá, e como Eliú, por um tempo, e ficaram quietos. E seus parentes? Seus pais? Jó menciona seu pai no livro, como ainda vivo. De tantos que o conheciam, não é plausível que apenas esses quatro viessem ter com ele. Nada no seu livro é mencionado sobre outras pessoas tendo conversado com ele, portanto, isso pode ser apenas uma omissão. Afinal, a sua esposa certamente deve ter falado com ele depois daquela uma vez que se deu mal, mas o que teria falado depois não foi registrado. Se foi mesmo Moisés que escreveu o livro, pode não ter tido acesso a mais informações, senão do que disseram os quatro que ficaram com ele esse tempo todo. Talvez outro título para esse livro pudesse ser: Jó e os quatro amigos. É permitido pensar que outros o tivessem visitado, porém, que só esses quatro tivessem ficado com ele durante todo o tempo de sua aflição. Nesse caso, pode até ser que fosse melhor para Jó alguma companhia, para entretê-lo, do que ficar sofrendo completamente só. No final, como relata o último capítulo, quando DEUS restaurou a sorte de Jó, vieram os seus parentes para o consolar e fazer uma refeição de comemoração com ele. Deram presentes a Jó e se alegraram com ele.

Sabemos que milhões de pessoas, hoje, vivem sós, abandonadas pela sociedade, pelos parentes e pelos amigos, muitos até pela igreja. Muitos dos nossos pastores, aqui da região, simplesmente não visitam mais os idosos e os doentes. Limitam-se a dar ordens de trás do púlpito, querem ser chefes, não líderes. Jó, ainda hoje, tem muitos amigos.

 

  1. Primeiro dia: As grandes questões

Como entenderíamos a história de Jó se não nos fossem revelados os diálogos entre DEUS e satanás, no Céu? Facilmente levantaríamos hipóteses falsas, como fizeram os amigos de Jó.

E como entenderíamos essa história se não tivéssemos o relato do que DEUS falou, mais para o final do livro? A compreensão seria bem pior, ficaríamos especulando ideias, mas por certo nenhuma correspondente à realidade. E se alguma conferisse com a realidade, não saberíamos.

Pois, numa terceira hipótese, como nós reagiríamos em nossos pensamentos, caso não tivéssemos a informação da reabilitação de Jó? Isto é, não conheceríamos a conversa entre DEUS e satanás, nem o que DEUS havia falado e nem o segundo estado de Jó. Nesse caso, facilmente pensaríamos como pensaram os amigos de Jó.

Portanto, a que conclusão se pode chegar, mais ou menos razoável? Que, se não informados de toda realidade, em especial dos fatos relevantes, nós, seres humanos, temos a tendência a entender tudo de maneira errada. E mais: além dessa tendência, ainda acreditamos que esse entendimento é o correto, e por vezes o defendemos com convicção. E, no entanto, estamos redondamente equivocados. Além disso, ainda temos a tendência de prejudicar a pessoa ou as pessoas que estejam passando por alguma privação, sofrendo por algo, em vez de ajudar. A nós, que somos pecadores por natureza, isto é, por herança genética, é natural nos enganarmos e permanecermos no engano pensando que estamos corretos. As pessoas que sofrem de uma doença psicológica, o narcisismo, são pessoas que se convencem do que imaginam, e é difícil alguém conseguir persuadir de que estão erradas. E outras pessoas, que se aliam a elas, passam a pensar como ela pensa, e vivem em erro. Forma-se uma amizade de pessoas equivocadas.

Então, as coisas que acontecem conosco, ou com nossos amigos, nem sempre temos todas as explicações, e devemos ter cuidado em emitir pareceres. Podemos especular, sim, mas que não nos tornemos convictos de que estamos corretos, senão somente quando for possível a certeza. Melhor é orar e deixar com DEUS, quando não há possibilidade de certeza. E muito cuidado com as influências populares de pensamento bem como a influência da cultura em que estivermos inseridos. Seja a última palavra o que está escrito, nunca o que eu acho.

Nesses últimos dias, certamente coisas acontecerão que nos deixarão perplexos, sem possibilidade de termos explicações sobre os fatos, senão o que está profetizado. Mas de ao menos um aspecto devemos ter certeza, e esse aspecto nos consola. Essa crise será a última, depois dela, estaremos na Nova Terra. Ela não será longa, conforme Ellen G. White – os últimos acontecimentos serão mais rápidos que normalmente imaginamos. Também podemos ter certeza que, depois do fechamento da porta da graça, isto é, quando começarem a cair as pragas, que provavelmente durarão apenas um ano, nenhum dos que estão com CRISTO morre. Passaremos por aflições, mas não sem DEUS conosco. Também podemos ter certeza de que, antes do fechamento da porta da graça, seremos revestidos de imenso poder, do ESPÍRITO SANTO. É uma promessa. Outra coisa, quando todos perdermos nossos empregos, direitos de cidadania, etc., ao mesmo tempo o mundo entra em colapso, e a crise cairá sobre todos. DEUS não mais sustentará a economia do mundo se Seus filhos não poderão mais ter proveito dela. O nosso pão e a nossa água serão certos, porém, quanto aos ímpios, satanás nada poderá fazer por eles nesse sentido. É óbvio que não concluiremos a obra esquálidos e famintos, mas, certamente com o poderoso pão que já foi dado a Elias, ou do maná que já foi dado aos israelitas no deserto. Essa última crise será, ao mesmo tempo, de grande perplexidade e também muito interessante. E o principal, é a última crise, a pior de todas, mas depois dela, a vida eterna.

 

 

 

  1. Segunda: Já pereceu algum inocente?

Sim, já pereceram muitos inocentes ao longo da história. Aliás, até JESUS foi morto, e era inocente. Ou nem tanto, deve-se dizer. Ele foi o maior de todos os pecadores, MAS, sem nunca ter pecado. Ele deixou de ser inocente quando assumiu a culpa de todos. Essa foi a maior injustiça da história da humanidade. Um inocente que, por opção própria, Se tornou culpado, e para agravar a situação, foi morto de modo miserável. Logo, resumindo: a maldade, ou o pecado, é capaz de realizar as maiores atrocidades, pois quem comandou a morte de JESUS foi Seu inimigo, satanás, criado por Ele, mas que se tornou mau por conta própria. Por outro lado, a parte interessante e entusiasmante dessa história de JESUS é que, assim estava se cumprindo a vontade de JESUS e de DEUS, para que houvesse essa morte, exatamente, para livrar a humanidade de satanás e o fim eterno. A infinita inteligência de DEUS se encontrou com a limitada astúcia de satanás, e ele, em seu ódio não racional, fazia o que DEUS esperava que fizesse.

Logo, nessa Terra, inocentes perecem aos montões, todos os dias, desde crianças até idosos.

Os amigos de Jó foram vê-lo. Ouviram da desgraça que acontecera com ele. Foi uma notícia que se difundiu. Não sabemos de outros amigos que teriam ido para vê-lo, não está relatado. Por certo foram outros, mas não entraram nessa história, pois, no final, eles estavam lá, comemorando a restauração de Jó, com ele, e consolando-o do que passara,

Esses amigos dele, chegando e vendo seu estado, eles que conheciam sua vida anterior, ficaram completamente desolados. Rasgaram suas vestes (naquele tempo já havia esse costume: rasgar vestes por algo grave, e as vestes naquele tempo eram difíceis de serem fabricadas) e ficaram atônitos, só sentados, sem nada falar. Não havia o que dizer.

Esse é um dos meus problemas, quando vou a algum velório. Não sei o que dizer. Simplesmente não sei. Especialmente quando é de família não religiosa, ou de igreja que prega sobre a imortalidade da alma. Outros dizem, “ele (ou ela) já está com DEUS.” Não seria nesse momento que iria contestar.

Eles levaram muito tempo para falar. Só depois que Jó falou, fazendo queixas, que ousaram falar, e o acusaram de coisas que deveriam ser terríveis.

 

  1. Terça: Um homem e seu Criador

Tiramos algumas informações da Wikipédia sobre Elifaz. “Elifaz, segundo o relato da Bíblia, foi um dos três companheiros de Jó (Jó 2:1). Era provavelmente descendente de Abraão e um parente distante de Jó.1. Elifaz, o temanita, como dizem as escrituras sagradas no capítulo 4 do livro de Jó, era neto de Isaac, filho de Abraão; no livro de Gênesis 36:4,15, a Bíblia nos mostra claramente os descendentes de Esaú e nós podemos entender mais sobre Elifaz.

“Dentre os três “consoladores”, Elifaz era o mais importante e influente, o que sugere que talvez tenha sido também o mais idoso, por exemplo:

“Ele fala primeiro, nas três fases do debate;

“Os seus discursos são mais extensos.

“Analistas consideram que Elifaz representa a sabedoria de Edom; deste modo ele tem o mesmo nome que Elifaz (filho de Esaú).

“No primeiro discurso, o seu raciocínio era basicamente o seguinte: “Que inocente jamais pereceu? E onde é que os retos foram eliminados?” Isto é, a conclusão dele é que Jó deve ter feito algo muito mau para merecer o castigo de Deus. (Jó caps. 4, 5)

“No segundo discurso, Elifaz duvida da sabedoria de Jó: “Responderá o próprio sábio com conhecimento ventoso, ou encherá seu ventre com o vento oriental? O que sabes realmente que nós não saibamos?” Elifaz dá a entender que Jó “tenta mostrar-se superior a Deus. Concluindo a sua segunda condenação a Jó, Elifaz diz que Jó vive nas tendas do suborno, como um homem cheio de engano. (Jó 15)

“Por fim, no seu último discurso, Elifaz acusa Jó de toda sorte de crimes — de extorsão, de reter água e pão dos necessitados e de oprimir viúvas e órfãos (Jó 22).

“Depois da segunda diatribe de Elifaz, Jó responde: “Todos vós sois consoladores funestos! Não há fim de palavras ventosas?” (Jó 16:2, 3).” Jó estava certo, o seu amigo, errado.

Analisemos, pois, algo das palavras de Elifaz. O que esse homem falou nada tinha a ver com a situação de Jó e muito menos com o que Jó dizia.

Em nenhum momento Jó se proclamou mais justo que DEUS, mas foi acusado disso. De onde Elifaz tirou essa ideia? É assustador o quanto nós podemos nos enganar. Pior, o quanto tendemos a confiar em nossos pensamentos, às vezes, totalmente equivocados, como foi o caso de Elifaz (quase dá vontade de dizer: ‘Ele faz’, tudo errado). Jó em momento algum acusou DEUS de alguma coisa nem se fez como sendo justo e DEUS não. Elifaz acusava Jó de algo que não existia, mas que estava em sua imaginação. Isso foi um engano, aliás, uma falsidade, acusar alguém de algo do que esse alguém não é culpado. Foi duro para Jó ter que ouvir isso, o que o deixou ainda mais perplexo.

Em resumo, Elifaz disse que o ser humano é mau e impuro, e que DEUS não confia nem nos anjos, etc. Ora, mas, como conhecemos os bastidores, o que estava acontecendo por trás dos fatos na Terra, DEUS confiou em Jó, a ponto de afirmar a satanás que ele era um homem íntegro, e que continuaria sendo íntegro, mesmo perdendo tudo e perdendo até a saúde. Se isso não é ter confiança, então, não existe confiança.

E sobre os anjos, como que DEUS não confia neles? Como Elifaz descobriu que nem nos anjos DEUS confia? Já ficou demonstrado acima, que Ele confiou em Jó, e pôs a Sua palavra nas atitudes de Jó, como que numa aposta com satanás, para ver quem ganhava (não foi uma aposta, isso é só uma ilustração).

Elifaz esqueceu algumas coisas sobre DEUS, ou desconhecia. DEUS, acima de tudo, é perdoador. O amigo de Jó deveria ter lembrado como DEUS agiu com Adão e Eva no dia da queda. Sim, eles foram expulsos, mas para que não perpetuassem o mal pela eternidade. Porém, DEUS ali mesmo ofereceu o sacrifício do perdão, e anunciou a vinda de JESUS para morrer por eles e salvá-los da morte. O perdão é uma das características de DEUS que jamais devemos esquecer; jamais!

Também Elifaz, ou esqueceu ou não sabia, que DEUS conhece os pensamentos dos seres que criou e conhece o que esses seres irão fazer no futuro. Foi, aliás, com base nesse conhecimento que DEUS foi absolutamente taxativo com satanás a respeito de Jó, de que ele não deixaria sua integridade de lado. Ele já sabia como Jó iria agir, por isso confiou tanto assim. Aí vem uma pergunta: e quanto a nós, que tipo de coisas Ele sabe em relação ao nosso futuro? O que Ele pode dizer sobre o que nós, mais adiante, iremos decidir ou fazer?

 

  1. Quarta: O louco lançando raízes

Havia uma crendice nos tempos de Jó, de que o castigo de DEUS só recai sobre pessoas más. Os amigos de Jó tinham certeza de que era assim, e Jó também pensava dessa maneira. Foi por isso que Jó estava tão perplexo, pois ele conhecia seu passado e o quanto era zeloso com os princípios divinos. Queria descobrir quais eram os seus grandes pecados que desencadearam tamanho castigo, quando na realidade, a sua provação era por motivo contrário a esse pensamento: ele estava sendo provado por causa de sua integridade, não por causa de algum pecado. Porém, o pensamento da época, e ainda hoje ele existe, era de que o castigo de DEUS, os Seus juízos, vem sem tardança sobre os que são muito maus.

Os amigos de Jó foram amargos a ele. Fizeram-no sofrer. O sofrimento de Jó era a sua perplexidade, pois, o que se pensava era, como já escrevemos, que DEUS castiga os maus, porém, nenhum deles foi objetivo para dizer a Jó: é por causa desse ou daquele pecado. Eles foram evasivos, subjetivos, genéricos. Parece que queriam que Jó confessasse alguma coisa, pois parecia evidente que Jó era um grande pecador. Nisso falaram muita bobagem e coisas erradas.

Mas a lição de hoje demonstrou algumas coisas que eles disseram, e que foram corretas, e que reaparecem em outros lugares na Bíblia. Pela ordem da lição, são as seguintes declarações:

“Mais um pouco de tempo, e já não existirá mais ímpio.” O problema dessa afirmação correta é que estavam se referindo a Jó como ímpio. É uma cruel mistura de verdade com erro.

DEUS “derrubou os seus tronos poderosos e exaltou os humildes.” Como a anterior, referindo-se a Jó, cujo poder econômico foi derrubado por DEUS, por ser grande pecador.

“A sabedoria deste mundo é loucura diante de DEUS”, um dos versos prediletos a mim, pois é importante diante da ciência, que tem algumas afirmações que realmente são loucura.

“Clamou o aflito e o Senhor o ouviu.” Essa faz parte de nossa experiência de vida, e quantas vezes clamamos, e DEUS nos atendeu. Certa vez, vinha uma tempestade feia, e ficamos um pouco com medo. Minha esposa e eu oramos, a tempestade se desviou, e nada aconteceu. Depois daquela vez, ouvindo o ronco de tempestade, nem esperamos muito, logo oramos, e Ele sempre nos tem ouvido, e atendido.

“Não menospreze a correção.” Embora a frase fosse mal aplicada a Jó, pois ele não estava sendo corrigido, ela é correta.

“Ele nos despedaçou e nos sarará.” Que quer dizer que nos castiga, mas nos restaura. Ou então, como no caso de Jó, que não era castigo, mas uma permissão para satanás quase destruir o homem, depois Ele, DEUS, restaurou tudo.

“No tempo da fome, lhes conservará a vida.” Conhecemos várias histórias em que o alimento apareceu de alguma maneira, quando houve necessidade.

Devemos ter cuidado com a mistura, verdade com erro. Quando alguém relata alguma verdade misturada com erro, o erro se torna mais difícil de ser detectado, e a verdade se sublima e perde sua força, bem como fica mais fácil enganar as pessoas. Satanás, desde o início, fez essa mistura com muita competência, e assim tem enganado muita gente. Cuidado com esse ponto. Jamais podemos nos conformar dizendo: “é, mas tem muita coisa boa aqui” embora também tenha muita coisa errada. Essa forma de enganar é uma das mais poderosas, se não a mais poderosa de todas.

 

  1. Quinta: Julgamento precipitado

Elifaz afirma que o sofrimento é por causa do pecado (4:1-21). Ele relata uma visão que alega ter tido (4:11-21). Ele fala de um espírito que lhe apareceu, causando grande temor de sua parte (4:12-16). A mensagem da visão foi que o sofrimento por causa do pecado pessoal é inevitável, porque não há homem justo ou puro diante de Deus. Desde que todos pecam, todos têm que sofrer (4:7).

Qual foi o grande erro de Elifaz? Ele acusou Jó severamente de algo que Jó nunca havia feito, e portanto, não era culpado. A imprudência de Elifaz ocorre porque ele não sabia da conversa entre DEUS e satanás e também sobre detalhes da vida de Jó. Logo, fica sem poder se defender, pois falava de coisas das quais não tinha conhecimento.

Esse é um grande problema para todos nós hoje: falar ou julgar quando não temos todas as informações. Que as Comissões das igrejas tenham cautela quanto a isso. Que nossos líderes sejam menos precipitados com relação a essa questão, de não ter conhecimento, mas mesmo assim, tomar decisões. Meu irmão carnal, quando ainda novo, foi julgado por uma Comissão da igreja de que estava fumando. Foi visto com outros jovens da igreja que fumavam, mas ele mesmo não fumou. Foi sentenciado a alguns meses de castigo (disciplina). Ficou revoltado pela injustiça, especialmente porque nenhum membro da Comissão, nem mesmo o pastor, foi falar diretamente com ele. Ficou sabendo pelo relato na igreja. Há muito erro de Elifaz em nossos dias, há muito julgamento e pré-julgamento errado, feito em nome de DEUS. Basta relembrar a Inquisição. Somos o povo de DEUS, não somos a Inquisição.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

Os preconceitos e conhecimentos culturais nos levam, funcionam como um paradigma, um referencial para raciocínios, muitas vezes enganosos. Seja como exemplo atual o vegetarianismo. Ele é uma solução para a saúde, mas, ao mesmo tempo, tornou-se um problema. Muitos adventistas não o aceitam, e agem com discriminação contra aqueles que são vegetarianos. Por outro lado, muitos vegetarianos são preconceituosos com relação aos que comem carne. Também outros vegetarianos se tornam fanáticos e radicais em seus hábitos alimentares, o que também se torna prejudicial à saúde. E também o costume de tornar o vegetarianismo em algo bem trabalhoso, ou seja, que se resume em muitos tipos de assados, lasanhas, etc., pratos trabalhosos, que tornam quase impossível ser vegetariano no dia a dia. O inimigo está conseguindo tornar o que deveria ser o braço direito do evangelho num problema de polêmica dentro da igreja.

Sou vegetariano, faz uns 15 anos, mas nunca fiz voto de ser vegetariano. Nunca me obriguei a isso. Sou porque li nos livros do Espírito de Profecia que assim a vida é melhor, e de fato é, já tenho experiência nisso, sigo a orientação. Sou defensor do vegetarianismo na igreja e na Universidade, e sinto que dentro da igreja há irmãos que não veem bem quem busca cuidar de sua saúde.

É o mesmo princípio que levou os amigos de Jó a erro quanto a descrever DEUS e quanto a julgar Jó. Entenderam, por força do modo de pensar da época, que Jó deveria ter feito algo muito errado, e que DEUS o estava castigando por causa de Sua justiça e do erro de Jó. Nem Jó cometeu algum erro nem DEUS o estava castigando.

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

Há dois problemas que precisamos evitar: descrever uma situação sem dispor de todas as informações é um deles. Quando ocorre um desentendimento na igreja, sempre se deve ouvir os dois lados, fazer como disse JESUS, vai falar com ele só, para esclarecer todas as coisas. E o outro problema é não agir precipitadamente, ter muita pressa em querer resolver. Aconteceu recentemente, de um pastor de uma de nossas igrejas, que odeia um membro, realizar, às pressas, uma Comissão da igreja para julgar aquele membro. Detalhe: esse membro participava da Comissão, mas não foi informado da reunião. Por isso repetimos, ainda há muitos casos como o de Jó, em nossos dias. Isso vai mudar, ou DEUS vai sacudir essas pessoas da igreja.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

Temos pela frente, como sabemos por meio da profecia, que no final dos tempos, os servos autênticos de DEUS serão perseguidos, e essa perseguição será a mais intensa de todos os tempos. Passaremos por perplexidades parecidas com as de Jó e com as de Jacó. Vai ser a angústia prévia e a grande angústia, lá pela sexta praga. Nesses dias, ter estudado as lições desse trimestre nos ajudará a suportar. Seremos perseguidos por gente de fora, de babilônia, e por amigos, irmãos na fé, mas que se aliarão com a turma de babilônia.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Os professos amigos de Jó eram fracos confortadores, tornando seu caso mais amargo e insuportável, e Jó não era culpado como eles supunham. Os que estão sob a dor e a angústia de seus próprios malfeitos, enquanto Satanás procura levá-los ao desespero, são justamente as pessoas que mais necessitam de auxílio. A intensa agonia da alma vencida por Satanás e que se sente derrotada e indefesa – quão pouco é compreendida pelos que deviam atender com terna compaixão aos que erram!

Muito digna de piedade é a condição do que sofre sob o remorso; é ele como alguém aturdido, cambaleando, afundando no pó. E muitos dos que se supõem justos tornam-se confortadores irritantes; agem asperamente com essas almas. Ao manifestarem essa dureza de coração, ofendendo e oprimindo, estão fazendo a mesma obra que Satanás se deleita em fazer. A alma provada e tentada, não pode ver nada claramente. A mente está confusa; não sabe justamente que passos deve dar. Oh, então, nenhuma palavra seja proferida que cause dor mais profunda!” (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 350 e 351).

 

  1. Conclusão

Cautela e bom senso, com muita oração. Ao lado disso, investigação para apurar fatos e buscar informações, nunca precipitação. Já sofri na pele o efeito de líderes precipitados julgando-me e condenando-me. Sei o quanto isso é prejudicial à saúde e ao relacionamento. Enquanto isso, eles mesmos eram condenáveis em seus procedimentos, mas isso não aceitavam.

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre   23 e 29/9/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

2 comments for “Lição 6 – Maldição sem causa?

  1. Adriana
    outubro 29, 2016 at 12:03 pm

    Buenos Dias!
    Me encantan sus comentarios…podría alguien traducir en español? Por favor por favor!
    Dios le bendiga!!!

    • Sikberto Marks
      novembro 2, 2016 at 5:09 pm

      Tem uma tradução em espanhol, do Rolando Schuquimia.

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