Lição 6 – Sofrendo por CRISTO

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: “Apascenta as Minhas ovelhas”: 1 e 2 Pedro

Lição 6 – Sofrendo por CRISTO

Semana de 29 de abril a 6 de maio

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: “Para isto mesmo fostes chamados, pois que também CRISTO sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os Seus passos” (1 Pedro 2:21).

Introdução de sábado à tarde

O governo imperial se incomodava com o crescimento e com os “mistérios” que envolviam os cristãos, que se negavam a participar das cerimônias religiosas regulares realizadas pelos romanos, bem como aceitar que o imperador fosse adorado como um deus. Este foi o principal motivo das perseguições. Mas, também existiam outros motivos, como por exemplo:

  1. Religiosos: As reuniões dos cristãos despertavam suspeitas, por isso foram acusados de praticarem atos imorais e criminosos durante a celebração da Ceia do Senhor.
  2. Políticos: Os cristãos rejeitavam a escravidão e a adoração ao imperador. A adoração ao imperador era considerada prova de lealdade. Havia estátuas de imperadores reinantes nos lugares mais visíveis para o povo adorar.

A primeira tomada de posição do Estado Romano contra os Cristãos remonta ao imperador Cláudio (41-54 d.C). Cláudio mandou expulsar os judeus porque estavam continuamente em litígio entre si por causa de um certo Chrestos [CRISTO], e superstições. Como superstição, o cristianismo era relacionado com as mágicas. Para os romanos ela é aquele conjunto de práticas irracionais que magos e feiticeiros de personalidade sinistra usam para enganar a gente ignorante, sem educação filosófica.

Roma, com sua organização social de livres com todos os direitos e escravos sem qualquer direito, de patrícios ricos e de plebeus miseráveis, de centro explorador e periferia explorada, vive persuadida de ter realizado o sonho de Alexandre Magno: fazer a unidade da humanidade, fazer de cada homem livre um cidadão do mundo, e do império uma “assembleia universal” (oikuméne) que coincide com a “civilização humana”.

Quem quiser viver fora dela, manter a própria identidade para não se confundir com ela, é excluído da civilização humana. Atualmente, quem ficar fora do Ecumenismo, terá de sofrer consequências negativas dramáticas; a história se repetirá. A igreja perseguidora será a mesma, o Estado político será os Estados Unidos da América. Roma tinha um grande temor dos “estrangeiros”, dos “diferentes” que poderiam pôr em discussão a sua segurança. E assim como estabeleceu a “concórdia universal” com a feroz eficiência de suas legiões, entende mantê-la também a golpes de espada, crucifixões, condenações aos trabalhos forçados e exílios. Numa palavra: Roma usa a “limpeza étnica” como método para tutelar a própria tranquila segurança de ser “o mundo civil”. Por exemplo, um incêndio devastou 10 dos 14 bairros de Roma no ano 65. O imperador Nero, acusado pelo povo de ser o seu autor, lançou a culpa sobre os Cristãos. Inicia, assim, a primeira grande perseguição que durará até 68 e verá perecer, entre outros, os apóstolos Pedro e Paulo. Para acabar logo com as vozes públicas, Nero inventou os culpados, e submeteu a refinadíssimas penas aqueles que o povo chamava de cristãos, e que eram mal vistos pelas suas supostas infâmias. O nome deles provinha de Cristo, que sob o reinado de Tibério fora condenado ao suplício por ordem do procurador Pôncio Pilatos. Ver mais aqui.

Os cristãos foram sentenciados à morte pela cruz, queimados em estaca, mortos por leões ou por espada, mortos pela fome, esfacelados por cães, queimados depois de mortos para servir de iluminação pública, e assim por diante, durante o Império Romano. No terceiro século (anos 200 a 300 dC) houve grave crise sobre os cristãos. Nesse tempo houve decreto de extinção dos cristãos, que sempre aumentavam em número. Não há números exatos de quantos cristãos foram mortos, mas em certas perseguições esse número foi tão elevado que perdiam a conta. Edward Gibbon, em seu Declínio e Queda do Império Romano, estima que o número de mortos nesta última perseguição, do início do século IV, tenha chegado a mil e quinhentos, “num sacrifício anual de 150 mártires”. Tal perseguição pelos imperadores teve fim com a legalização da religião cristã por Constantino I, no início do século IV. Com Teodósio I, no final do século quarto, o cristianismo se tornaria a religião oficial do Império.

  1. Primeiro dia: A perseguição aos cristãos primitivos

Resolvi fazer uma pesquisa para tornar o assunto de hoje mais palpável e realista, sobre as primeiras perseguições sobre os cristãos. O que descobri me arrepiou, e indica o que temos pela frete. Mas por JESUS, tudo é pouco, a vida eterna vale muito mais.

Vários imperadores perseguiram os cristãos primitivos. Por exemplo, o imperador  Cláudio (41-54 d.C) deu-se conta da expansão dos cristãos e tomou uma posição diante desse fato e mandou expulsar os judeus cristãos porque veneravam CRISTO. Mas parece que isso não foi exatamente uma perseguição. Foram dez eventos de perseguição contra os seguidores de CRISTO. O primeiro perseguidor foi Nero, no ano 67 dC. Ele era neurótico e mandou incendiar a cidade de Roma, obtendo censura por parte de todos. Então resolveu culpar os cristãos e os perseguiu e matou a muitos.

A segunda perseguição ocorreu sob Domiciano, em 81 d.C. Esse homem cruel mandou matar seu irmão, alguns senadores e muitos cristãos. Flávia, filha de um senador romano, foi quem ditou a seguinte lei: “Que nenhum cristão, uma vez trazido ao tribunal, fique isento de castigo, sem que renuncie a sua religião”. Qualquer fato ruim que acontecia, como terremoto, seca, etc., os pagãos fanáticos culpavam os cristãos e isso se tornava motivo de perseguição e morte.

A terceira perseguição foi comandada por Trajano, em 108 d.C. Trajano foi tão cruel que Plínio, o Jovem, homem erudito e famoso, escreveu uma carta ao imperador dizendo que os cristãos não faziam nada de mal, apenas adoravam ao DEUS deles e se reuniam pacificamente todas as semanas. Adriano, que sucedeu Trajano, deu continuidade com a crueldade.

A quarta perseguição deu-se sob Marco Aurélio, em 162 d.C. Homem de natureza rígida e severa; foi duro e feroz contra os cristãos. Muitos dos espectadores estremeciam de horror ao ver os castigos e mortes, e ficavam atônitos diante da coragem dos que sofriam. Muitos escondiam-se nas catacumbas, debaixo de Roma.

A quinta perseguição foi sob Severo, em 192 d.C. Este imperador foi curado de uma doença grave por um cristão, porém, o fanatismo dos pagãos e o crescimento do número de cristãos, convertendo pagãos, desencadeou outra perseguição cruel.

A sexta perseguição foi comandada por Maximino, em 235 d.C. O governador de Capadócia, Seremiano, fez todo o possível para exterminar os cristãos daquela província. Muitos cristãos foram mortos sem julgamento, embora outros tiveram julgamento falso.

A sétima perseguição foi dirigida por Décio, em 249 d.C. Este imperador alarmou-se com o crescimento dos cristãos. Ele queria extirpar o nome ‘cristão’, mas esse nome só crescia nas mentes de cada vez maior número de pessoas.

A oitava perseguição ocorreu sob Valeriano, em 257 d.C e durou 3,5 anos com mártires, torturas e mortes variadas e penosas.

A nona perseguição sob Aureliano, em 274 d.C, aumentou o número de mártires da terrível coleção que os romanos anotaram em sua conta perante DEUS.

A décima perseguição sob Diocleciano, em 303 d.C, durou dez anos. Alarmaram-se com o crescimento da quantidade de cristãos e eles também ficavam cada vez mais ricos. Açoites, espadas, punhais, cruzes, veneno e fome foram empregados para matar os cristãos. Esgotou-se a imaginação no esforço de inventar torturas contra pessoas que não haviam cometido crime algum, a não ser pensar de maneira distinta dos seguidores da superstição. Uma cidade da Frigia, totalmente povoada por cristãos, foi queimada, e todos os moradores pereceram nas chamas. Vários governadores, cansados do morticínio, foram ao imperador pedir clemência aos cristãos, sempre inocentes. O ano 304 foi o mais intenso.

Em 313 assume o poder romano o imperador Constantino, que, em vez de combater os cristãos, fez aliança com eles. Então, em vez de tentar acabar com esse modo de adoração, ele a subverteu introduzindo paganismo entre o cristianismo. Esse é hoje o método do Marxismo cultural. Uma das principais modificações foi a mudança, em 321, da santificação do sábado para o domingo. O que dez ondas de terríveis perseguições não conseguiram, o afago malicioso de um imperador astuto conseguiu. Mas, felizmente, o autêntico cristianismo, que de agora em diante seria perseguido não mais pelos romanos, mas por outros cristãos, nunca desapareceu. Ainda falta vir a perseguição final e o Armagedon (na sexta praga), mas a vitória dos seguidores de CRISTO está garantida (ver Apoc. 17:14). Quer ler muito mais sobre as perseguições romanas? Veja aqui. Para o texto acima, foram utilizadas várias fontes.

Então, qual é hoje o grande cuidado que a igreja deve (ou deveria) ter? Cuidado com a gradativa e firme introdução de mundanismo na igreja, como fez Constantino e outros. Perseguições fortes não conseguem derrubar o cristianismo, mas, assim como funcionou muito bem o conselho de Balaão dado a Balaque (Números 22-25; 31:12 a 18; Deuteronômio 23:4; II Pedro 2:14 a 16 e Apocalipse 2:14; ver também Judas 4 e 11; Miqueias 3:11), hoje, esse conselho ainda é praticado pelo demônio, principalmente pelo marxismo cultural, de introduzir coisas inconvenientes na igreja, especialmente na música e nas modas, e poucos, bem poucos estão se dando conta disso.

Se essa lição for estudada apenas tendo em conta os fatos primitivos, então esse estudo não serviu para nada.

  1. Segunda: O sofrimento e o exemplo de CRISTO

Qual é a lógica do mal? Fazer mal contra quem pratica o bem! É isso mesmo.

Os maus não suportam os corretos pois estes são como denunciadores de sua má conduta. Vamos a alguns exemplos:

Sobre os comerciantes lojistas. Aqueles que sonegam não veem com bons olhos os poucos que não sonegam. Tem medo deles. Acham que podem ser denunciados por eles, pois os corretos sofrem concorrência desleal e podem recorrer para acabar com essa concorrência.

Membros da igreja que buscam seguir o que está escrito não são bem vistos pelos liberais porque sua conduta os denuncia. Os liberais formam um grupo à parte dos corretos que em alguns lugares podem ter menos oportunidades ou até ser discriminados.

Os que fazem a reforma da saúde não são bem vistos pelos que não fazem. E assim vai.

Ao longo do tempo, desde os dois primeiros filhos de Adão, os injustos perseguiram e fizeram mal contra os justos. Caim matou Abel porque este seguia a ordem de DEUS. Na história de Israel os reis e os sacerdotes, em geral, com poucas exceções, combatiam os profetas. Aliás, os profetas e quem se vincula à profecia sempre foi de alguma maneira perseguido. Até JESUS e Ellen G. White foram. Então, se você é líder, eis o alerta: tem a propensão de perseguir seus irmãos, especialmente se for liberal. Quem estuda profecia hoje, tem forte possibilidade de ser mal visto e até ser perseguido especialmente pelos liberais da igreja. Isso tende a se acentuar com a aproximação do decreto dominical.

Os perseguidores, ao longo dos tempos, classificam-se em dois grupos, os externos e os internos. Os externos obviamente foram outros povos, como os egípcios, os sírios, os babilônios e os romanos, além de outros. Os internos foram os próprios irmãos. De um lado estavam os ortodoxos (ou demasiadamente legalistas e exigentes) e/ou também os liberais (os que entendem que quase tudo é permitido) contra os que seguem o que está escrito ou profetizado.

E, resumindo a explicação de Pedro, como os perseguidores sempre foram maus ou desleais, os perseguidos obviamente devem se sentir gratos a DEUS, pois não pertencem a esse grupo de perdidos. Eles, como CRISTO, fazem parte do grupo dos salvos, os vencedores. Então, como diz Pedro, ser perseguido é uma sinalização de que faz parte dos seguidores de JESUS, afinal, estes sempre foram mal vistos pelos maus. Assim, os perseguidos podem ter a consciência limpa e sabem com clareza que podem continuar nesse caminho. Um dia a perseguição terminará, e a vida eterna aguarda, não os perseguidores, mas os perseguidos. Essa é a lógica dos que seguem o “está escrito” e o “assim diz o Senhor”. Dá para perceber a diferença?

 

  1. Terça: Prova de fogo

Pois bem, continuando na lógica do estudo de ontem, a questão da prova de fogo, a perseguição e até a morte, não poderia ser algo estranho a nós. Vejam o seguinte: em uma guerra, sempre são perseguidos aqueles de quem o governo desconfia que sejam traidores, mesmo que não sejam. É só dar uma espiada na guerra da Síria, e ver quantos jornalistas são presos e alguns até mortos. Essa é uma importante questão. Os cristãos estão num mundo dominado por satanás, embora, perfeitamente controlado por DEUS. E controle significa ter ciência do que está acontecendo, nem sempre o comando do que acontece. E da parte de DEUS existe um plano que está em andamento aqui na Terra. E tudo está indo como DEUS previu e nos anunciou. Até já sabemos quem será o lado vencedor: nós, junto com a vitória já alcançada por JESUS.

Pois, trazendo para o campo espiritual, não seria diferente de como é noutros campos. Os que amam sempre serão perseguidos pelos que odeiam, e os que amam nunca perseguirão quem quer que seja. DEUS não persegue e Seus seguidores também não. Logo, é esperado que sejamos perseguidos, inclusive, como Ellen G. White previu, pelos nossos irmãos de fé.

Tenho dito frequentemente em sermões que a IASD não é uma igreja de gestão perfeita, pois é administrada por seres humanos, embora JESUS seja o grande Comandante. De dentro da igreja surgirão os mais fortes perseguidores assim como dentro dela existem muitos escândalos. E isso não enfraquece a minha fé, pelo contrário, fortalece. Aqui a lógica é simples de entender: se a IASD é a igreja verdadeira, ela será perseguida, e inimigos surgirão inclusive dentro dela. Será perseguida por ser a igreja verdadeira, e pelo mesmo motivo, ocorrerão escândalos de diversos tipos. E se não fosse assim, estaria procurando a igreja verdadeira. Ou será que satanás irá perseguir seus aliados?

Então, o que Pedro está nos dizendo no dia de hoje é o seguinte: JESUS foi perseguido até mesmo por Seu povo, por causa de Seu caráter. E conosco não será diferente: seremos perseguidos por causa da fidelidade a JESUS. Aqueles que dizem seguir a JESUS, mas não guardam os Seus mandamentos, não amam a JESUS, e perseguirão os que guardam Seus mandamentos. Assim foi ao longo da história. O comandante deles os fará perseguir aqueles que estão sob o comando de JESUS. Dessa maneira somos coparticipantes dos sofrimentos de JESUS, e, coparticipantes também de Sua vitória.

  1. Quarta: O juízo e o povo de DEUS

Onde há transgressão da lei deve haver julgamento e punição. E se a punição for pequena, então compensa transgredir a lei. Isso chamam de impunidade. No reino de DEUS não compensa pecar porque a punição é a morte. Pensando bem, é a melhor solução para quem se torna rebelde. Eliminá-lo e fim. Porém, no reino de DEUS, a lei é o amor, então, DEUS, amando Suas criaturas, encontrou uma solução legal para não punir definitivamente os transgressores, o recurso do perdão, que já conhecemos bem. Mas como houve transgressão, e como os seres humanos, todos transgrediram, não tem como não haver juízo, muito embora a punição da morte eterna só ocorrerá para aqueles que não se arrependerem.

Há duas situações em pauta na lição de hoje: a do juízo sobre os seres humanos, que sabemos iniciará pelos que seguem a JESUS; e a questão do juízo de demandas entre seres humanos. Esse segundo caso serve de exemplo para o primeiro caso. Como está em Lucas 18:1-8, uma mulher viúva e pobre estava em litígio com outra pessoa, e recorreu ao juiz da cidade, um homem mau. Ele não queria se envolver para estudar a causa dela e dar uma sentença, se ela tinha razão ou não. Ela tinha certeza que era a parte prejudicada e tanto insistiu com o juiz que este, para que ela não continuasse importunando (assim ele via a situação), resolveu julgar o caso dela.

Pois bem, tal como aquele pai que, se seus filhos lhe pedisse pão, não lhe daria uma pedra nem uma serpente, do mesmo modo, DEUS que é amor, e é o Juiz, não deixará de tratar das questões entre os seres humanos aqui na Terra.

Por sua vez, no juízo final, haverá justiça. Aqueles que aceitarem o perdão proporcionado pela morte de JESUS na cruz, obviamente tendo sido perdoados, serão levados para a vida eterna. Porém, aqueles que, mesmo sabendo da oportunidade, não aceitarem o perdão, isto é, desejarem continuar em seus pecados, merecidamente serão castigados com fogo e com a morte eterna. É simples assim, prático e resolve a questão da rebelião definitivamente, e nunca mais alguém desejará se rebelar, não por causa do castigo, mas porque não suportará nem mesmo imaginar ver JESUS outra vez pendurado numa cruz, ou seja lá qual fosse a maneira dEle morrer, outra vez, por Seus filhos.

  1. Quinta: Fé em meio às provações

Porque o sofrimento? A resposta é fácil de explicar, difícil de aceitar. Conforme I Pedro 4:19 e 5:8, o sofrimento vem da existência de um conflito entre satanás e DEUS, tendo nossos primeiros pais entrado nesse conflito. O salário do pecado é a morte, mas antes da morte, vem o trabalho duro para a sobrevivência, as doenças em cada vez maior quantidade, o envelhecimento e a morte. Tudo isso envolve diversos tipos de sofrimento. Nada disso vem da vontade de DEUS, porém, o sofrimento muitas vezes é necessário.

Vamos entender o lado positivo do sofrimento. É irônico, mas o sofrimento não é só mau, muitas vezes ele é necessário. Façamos uma analogia, que aconteceu comigo durante todo mês de janeiro e um pouco em fevereiro. Tinha uma febre misteriosa. Até agora o médico está pesquisando a causa. Essa febre vinha lá pela metade da tarde e desaparecia à noite, assim quase todos os dias. Não chegava a ficar muito alta, mas era um incômodo. Não tomava nada para combater a febre, ou seja, para baixar, pois queria saber até que temperatura chegava. A febre em si não era uma coisa ruim, ela era um alerta de que algo errado estava acontecendo. Era importante saber que estava com febre e se ela diminuía ao longo dos dias ou se aumentava.

Assim é o sofrimento. Há muitos sofrimentos que são benéficos. Por exemplo, quando recebemos a informação que fizemos algo errado isso causa algum sofrimento, mas ele é necessário. Quando saímos do bom caminho e somos alertados, da mesma forma. Quando descuidamos da saúde e adoecemos, sabemos que devemos corrigir algo. Quando nos acidentamos com automóvel por estarmos em excesso de velocidade, se reaprende a cuidar mais, etc. Há, no entanto, sofrimento que só serve para o mal. Por exemplo, se entra em nossa casa um assaltante e rouba o que temos, ou até mata alguém, esse sofrimento não é didático como os anteriores. Se ocorrer um terremoto, ou alguma inundação, ou uma tempestade de chuva e vento, e há destruição, é um sofrimento, decorrente do pecado, mas pouco se aprende com ele.

De qualquer maneira, de uma ou de outra forma, o sofrimento nos serve de alerta. Todo sofrimento, seja qual tipo for, nos serve para informar, mais uma vez, que estamos num mundo onde o sofrimento é normal, pois aqui reina o pecado e que existe o plano de resolução definitiva dessa situação. Nenhum sofrimento, por menos que nos ensine sobre como viver segundo a vontade de DEUS, é inútil. Todos eles nos dizem, em conjunto, ao menos uma coisa: JESUS sofreu por nós e se formos fiéis, seremos salvos e no futuro teremos uma vida sem sofrimento. Por isso, como diz I Pedro 4:19, compensa, mesmo em meio a sofrimento, continuar na prática do bem.

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

Os cristãos, parece que estão em lugar errado neste planeta. Eles sempre tiveram problemas, desde Abel quando foi morto por Caim, até hoje. Não são os cristãos que estão em lugar errado, são os ímpios que não deveriam estar aqui, e mais um tempo, eles não estarão mais nesse planeta, só os que seguem a lei do amor.

Enquanto não se chega o final desse grande conflito, os cristãos, sempre em minoria, e pacíficos, terão problemas. Como estudamos, não porque estejam errados, mas porque são odiados por causa de seguirem JESUS, que satanás odeia. Essa é a grande questão.

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

O que preocupa bastante é que, desde o Imperador Constantino, cristãos perseguem cristãos. E assim será até o final. Como sempre foi, haverá perseguição. A preocupação a que nos referimos, é que, dentre nossos irmãos da fé sairão os mais severos perseguidores. Que eu e você não sejamos um deles.

  1. Informe profético vinculado com a lição

A Europa está se desmontando. Depois da Grã Bretanha decidir, por referendo, separar-se da Europa, a Escócia está querendo separar-se da Grã Bretanha, tornando-se assim, um país independente. Há outros países das Europa querendo fazer referendo para ver se o povo quer continuar na União Europeia ou se prefere desligar-se. É como diz em Daniel 2:43 e 44, a Europa não se liga, assim como ferro não liga com barro. Ver sobre isso aqui.

Atentem para um fenômeno que está ocorrendo pelo mundo, quanto a justiça. Por um lado, aumenta a corrupção, em vários lugares e países. Por outro, a justiça está se corrompendo também, em vários lugares do mundo. No Brasil é comum criminosos, inclusive assassinos, logo após serem presos, saírem da cadeia por ordem da justiça. E tornou-se comum, esses mesmos criminosos, logo depois da soltura, praticarem o que sabem e gostam fazer. Isso significa o quê? Significa que o demônio aos poucos toma conta do planeta, e prepara as condições para perseguir os servos de DEUS. Criminosos estarão aliados aos perseguidores contra os justos. Já foi assim no passado.

  1. Comentário de Ellen G. White

“O que ensina a Palavra precisa, ele próprio, viver em consciente e contínua comunhão com Deus pela oração e estudo de Sua Palavra; pois nela está a fonte da fortaleza. A comunhão com Deus comunicará aos esforços do pastor um poder maior que a influência de sua pregação. Não se deve ele permitir privar-se deste poder. Com um fervor que não pode ser negado, deve pleitear com Deus para que o fortaleça e prepare para o dever e as provações, e lhe toque os lábios com a brasa viva” (Atos dos Apóstolos, 362).

  1. Conclusão

“Desde que Cristo veio habitar entre nós, sabemos que Deus está relacionado com as nossas provações, e Se compadece de nossas dores. Todo filho e filha de Adão pode compreender que nosso Criador é o amigo dos pecadores. Pois em toda doutrina de graça, toda promessa de alegria, todo ato de amor, toda atração divina apresentada na vida do Salvador na Terra, vemos “Deus conosco”. Mat. 1:23” (O Desejado de Todas as Nações, 24).

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

estudado e escrito entre   24 e 30/03/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

1 comment for “Lição 6 – Sofrendo por CRISTO

  1. EMERSON AUGUSTO WEBER
    maio 2, 2017 at 5:34 am

    João huss antes de ser queimado na fogueira​ foi convidado a retratar-se e disse: “A que erros renunciarei eu? Não me julgo culpado de nenhum. Invoco a Deus para testemunhar que tudo que escrevi e preguei foi feito com o fim de livrar pessoas do pecado e perdição, portanto confirmarei com meu sangue a verdade que escrevi e preguei.” GC. João huss tinha sua consciência limpa e nós?

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