Lição 7 – Castigo retributivo

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O livro de Jó

Lição 7 – Castigo retributivo

Semana de 5 a 12 de novembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Você consegue perscrutar os mistérios de DEUS? Pode sondar os limites do Todo-poderoso?” (Jó 11:7, NVI).

 

Introdução de sábado à tarde

Por quanto tempo Jó sofreu, desde o dia em que perdeu tudo até o dia em que orou a DEUS e foi restabelecido? A primeira fase das provações de Jó, a perda de familiares e de bens, parece ter sido bem curta. Lemos: “Veio a ser o dia em que [os filhos e as filhas de Jó] comiam e bebiam vinho na casa de seu irmão, o primogênito”. Jó recebeu uma sucessão de notícias de perdas, seu gado, seus jumentos, suas ovelhas, seus camelos e seus criados que cuidavam desses animais. Pelo visto, foi logo depois que Jó soube da morte de seus filhos e filhas, que “comiam e bebiam vinho na casa de seu irmão, o primogênito”. Parece que tudo isso aconteceu num só dia (Jó 1:13-19).

A fase seguinte das provações de Jó deve ter levado mais tempo. Satanás afirmou a Jeová que Jó falharia se os sofrimentos o atingissem pessoalmente — seu próprio corpo. Jó foi então atacado por ‘um furúnculo maligno, desde a sola do pé até o alto da cabeça’. O alastramento desse mal por todo o corpo pode ter levado algum tempo. E provavelmente demorou algum tempo até que as notícias sobre “toda esta calamidade” chegassem aos seus falsos consoladores, que vieram visitá-lo (Jó 2:3-11).

Elifaz era de Temã, na terra de Edom, e Zofar era de uma região do noroeste da Arábia. De modo que procediam de territórios não muito distantes de Jó, em Uz, que provavelmente ficava no norte da Arábia. Mas Bildade era suíta, e entende-se que seu povo vivia ao longo do Eufrates. Se nessa ocasião Bildade estivesse em sua terra, poderia ter levado semanas, ou meses, para que ouvisse falar da situação de Jó e viajasse para Uz. Naturalmente, é possível que os três estivessem relativamente perto de Jó, quando seus sofrimentos começaram. Seja como for, quando chegaram, os três companheiros de Jó “ficaram sentados com ele na terra por sete dias e sete noites”, sem falar nada (Jó 2:12, 13).

Veio então a fase final das provações de Jó, cujos detalhes abrangem muitos capítulos do livro. Houve uma série de debates, ou discursos, por parte desses supostos consoladores, e Jó interveio muitas vezes. Depois, o jovem Eliú apresentou uma repreensão, e Jeová corrigiu Jó a partir do céu (Jó 32:1-6; 38:1; 40:1-6; 42:1).

Portanto, os sofrimentos de Jó e seu desfecho podem ter ocorrido dentro de alguns meses, talvez menos de um ano. Talvez saiba, por experiência própria, que provações difíceis parecem durar uma eternidade. Mas não nos esqueçamos de que elas acabam, como no caso de Jó. E, por mais que as nossas provações se prolonguem, tenhamos em mente o apoio de Deus, como se reflete nestas palavras inspiradas: “Embora a tribulação seja momentânea e leve, produz para nós uma glória de peso que ultrapassa mais e mais, e que é eterna” (2 Coríntios 4:17). O apóstolo Pedro escreveu: “Depois de terdes sofrido por um pouco, o próprio Deus de toda a benignidade imerecida, que vos chamou à Sua eterna glória em união com Cristo, completará o vosso treinamento; Ele vos fará firmes, Ele vos fará fortes” (1 Pedro 5:10).

Por esse raciocínio não se pode chegar ao tempo exato que durou seu sofrimento, mas parece evidente que foi longo, ao menos alguns meses. Durante esse tempo Jó teve que sofrer as seguintes provações:

  • perda de todos os seus bens (ao que parece, menos a sua casa);
  • perda da maioria dos seus funcionários;
  • perda de todos os animais;
  • perda de todos os filhos e filhas;
  • perda da saúde;
  • amigos que o acusaram durante todo esse tempo.

Felizmente, como consolo, não perdeu a esposa.

Durante o tempo todo, Jó não acreditava em mais nada; seu desejo era morrer. Mas, uma única exceção, que ele não vacilou, continuou crendo em DEUS, e tinha a esperança de um dia, com seus próprios olhos, vê-Lo (Jó 19:25 a 27).

Que tempo duro deve ter sido esse para Jó! Que DEUS evite algo assim acontecer conosco, na grande angústia final. Pelo menos uma coisa é certa, temos absoluta certeza: satanás não pode mais fazer acusações perante o trono de DEUS. É assim desde que JESUS foi morto na cruz e depois ressuscitou.

 

  1. Primeiro dia: Mais acusações

Depois de Elifaz veio Bildade, com as mesmas acusações, porém, mais enfático. O que um não conseguiu fazer, Jó se arrepender de seus supostos pecados, o outro deve ter pensado: vou ser mais durão, talvez consiga que Jó assuma seus horríveis pecados. Como Elifaz, Bildade deve ter concluído que, para um castigo tão radical, os pecados devem ter sido enormes. Também faz sentido imaginar que esses seriam pecados secretos, pois a imagem de Jó, como era conhecido, era a de um homem bom. Logo, ele estava, pensavam, relutando em revelar seu segredo de maldade, que aparentemente só DEUS conhecia. E DEUS, lá no Céu dizia, perante Lúcifer e perante o Universo, que Jó era íntegro. O que pode fazer a imaginação e as crendices culturais!

Analisemos por partes o que disse Bildade. O que Bildade disse que estava errado? Apenas sobre os filhos de Jó, ele afirmou que DEUS lança os que pecam, ou, são lançados imediatamente na mão do próprio pecado, isto é, há castigo vindo do pecado que cometeram. E também a primeira frase que ele disse não corresponde ao que Jó falava.

“Então respondendo Bildade o suíta, disse:

Até quando falarás tais coisas, e as palavras da tua boca serão como um vento impetuoso?” Pré-julgamento! As palavras de Jó não eram como um vento impetuoso, ele fazia lamentações de perplexidade.

“Porventura perverteria Deus o direito? E perverteria o Todo Poderoso a justiça? ”. Correto, DEUS age bem assim como Bildade disse, porém, o que essa frase tem a ver com a situação de Jó? Com o desafio de satanás diante de DEUS, afirmando que Jó não mantiria sua integridade? Nada!

“Se teus filhos pecaram contra Ele, também Ele os lançou na mão da sua transgressão”. Essa frase é precipitada, DEUS não age assim. Justiça será feita no final. Hoje já está em andamento o juízo sobre os mortos que chegaram a aceitar JESUS como Salvador. E além disso, os filhos de Jó foram mortos não por algum pecado.

“Mas, se tu de madrugada buscares a Deus, e ao Todo-Poderoso pedires misericórdia; Se fores puro e reto, certamente logo despertará por ti, e restaurará a morada da tua justiça. O teu princípio, na verdade, terá sido pequeno, porém o teu último estado crescerá em extremo.” Tudo correto, DEUS é misericordioso sim. E Ele acode ao que suplica, e foi o que fez com Jó mais adiante. Porém, Jó não necessitava pedir misericórdia por algum pecado, esse não era o caso.

“Pois, eu te peço, pergunta agora às gerações passadas; e prepara-te para a inquirição de seus pais. Porque nós somos de ontem, e nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra. Porventura não te ensinarão eles, e não te falarão, e do seu coração não tirarão palavras?”. Correto também. Mas a orientação foi no sentido que os mais idosos ensinassem a Jó quanto a que ele confessasse e se arrependesse. Isso deixava Jó perplexo, pois ele não conseguia entender de que deveria se arrepender, ou em que deveria mudar de vida.

“Porventura cresce o junco sem lodo? Ou cresce a espadana sem água? Estando ainda no seu verdor, ainda que não cortada, todavia antes de qualquer outra erva se seca. Assim são as veredas de todos quantos se esquecem de Deus; e a esperança do hipócrita perecerá. Cuja esperança fica frustrada; e a sua confiança será como a teia de aranha. Encostar-se-á à sua casa, mas ela não subsistirá; apegar-se-á a ela, mas não ficará em pé. Ele é viçoso perante o sol, e os seus renovos saem sobre o seu jardim; as suas raízes se entrelaçam, junto à fonte; para o pedregal atenta. Se Deus o consumir do seu lugar, negá-lo-á este, dizendo: Nunca te vi!

Eis que este é a alegria do seu caminho, e outros brotarão do pó”. Também esta afirmação é correta, mas tem a ver o quê com o caso de Jó? Nada outra vez. Tudo o que Bildade falava, e o que Elifaz falou, não correspondia com a vida de Jó. Jó não poderia ser comparado a um junco que está viçoso mas logo seca e morre. Jó só deveria provar que ele manteria sua integridade apesar de ser atingido por satanás. Só isso, ou, tudo isso.

“Eis que Deus não rejeitará ao reto; nem toma pela mão aos malfeitores; até que de riso te encha a boca, e os teus lábios de júbilo. Os que te odeiam se vestirão de confusão, e a tenda dos ímpios não existirá mais” (Jó 8:1-22). Mais uma verdade fora de contexto, cuja aplicação não poderia ser mais infeliz. DEUS não rejeita o reto, verdade. Nem tão pouco abençoa os ímpios, e assim por diante. Pelo menos a última frase foi verdadeira e aplicável. Os que odiavam Jó, quando ele teve sua sorte restaurada, ficaram confusos, pois assim como a desgraça veio com rapidez, a restauração da mesma forma, embora novos filhos demorasse certo tempo para nascerem. Mas, de um momento para outro, Jó não estava mais doente e sua riqueza começou outra vez a se multiplicar. E muitos amigos se alegraram com ele.

Porém, como Elifaz, Bildade aplicou mal as verdades que disse. Repetimos: Jó não estava sendo castigado, e sim, sem saber, ele estava provando que é possível ser fiel a DEUS mesmo quando tudo falha, quando tudo dá errado, quando até a saúde desaparece. Jó foi uma testemunha a favor de DEUS no sentido de que Sua lei é boa.

 

  1. Segunda: “Menos do que merece a tua iniquidade”

Vejamos agora a argumentação de Zofar contra Jó. Esse é o terceiro a atacar Jó, pensando que falava algo que reputava ser pura realidade. Ele também imaginava Jó ser um grande pecador e que DEUS estava fazendo justiça com Ele. Portanto, ou falava bobagens, ou falava a verdade, mas que não se podia aplicar a Jó. Fica cada vez mais fácil entender que, se não tivermos todas as informações, erraremos no diagnóstico e erraremos nas proposições.

O que Zofar falou? Vejamos, e analisemos:

“Então respondeu Zofar, o naamatita, e disse:

Porventura não se dará resposta à multidão de palavras? E o homem falador será justificado? Às tuas mentiras se hão de calar os homens? E zombarás tu sem que ninguém te envergonhe? Pois dizes: A minha doutrina é pura, e limpo sou aos teus olhos. Mas na verdade, quem dera que Deus falasse e abrisse os seus lábios contra ti! E te fizesse saber os segredos da sabedoria, que é multíplice em eficácia; sabe, pois, que Deus exige de ti menos do que merece a tua iniquidade”.

Jó não falou uma multidão de palavras, principalmente não palavras ocas e sem sentido. Dos que estavam ali, ele falava e fazia afirmações com maior nexo. E o que ele falava era puro sim, ao contrário do que afirmava Zofar. Imaginava serem palavras ocas porque Jó, aparentemente, escondia seus grandes pecados. Essa não era a realidade.

“Porventura alcançarás os caminhos de Deus, ou chegarás à perfeição do Todo-Poderoso? Como as alturas dos céus é a Sua sabedoria; que poderás tu fazer? É mais profunda do que o inferno, que poderás tu saber? Mais comprida é a sua medida do que a terra, e mais larga do que o mar. Se Ele passar, aprisionar, ou chamar a juízo, quem o impedirá?”

Perguntas que Zofar fazia, mas que serviam para quê finalidade no caso de Jó, que era um homem íntegro? Foram perguntas sem sentido no caso de Jó.

“Porque Ele conhece aos homens vãos, e vê o vício; e não o terá em consideração? Mas o homem vão é falto de entendimento; sim, o homem nasce como a cria do jumento montês”.

Dessa vez parece que Zofar falou algo verdadeiro, porém, mais uma vez, o que isso tinha a ver com Jó? No que ajudava Jó a entender seu problema ou a causa de seu sofrimento?

“Se tu preparares o teu coração, e estenderes as tuas mãos para Ele; se há iniquidade na tua mão, lança-a para longe de ti e não deixes habitar a injustiça nas tuas tendas. Porque então o teu rosto levantarás sem mácula; e estarás firme, e não temerás. Porque te esquecerás do cansaço, e lembrar-te-ás dele como das águas que já passaram. E a tua vida mais clara se levantará do que o meio-dia; ainda que haja trevas, será como a manhã. E terás confiança, porque haverá esperança; olharás em volta e repousarás seguro. E deitar-te-ás, e ninguém te espantará; muitos suplicarão o teu favor”.

Finalmente parece que Zofar vez uma afirmação com algum sentido prático, perguntando “se há iniquidade na tua mão, lança-a para longe de ti…” Sim, “SE HÁ”, pois, na realidade, não havia, ao menos não na medida para ser castigado com tanta intensidade. Mesmo assim, foram palavras duras demais para Jó, pois apontavam para algum suposto mal em Jó, e esse definitivamente não era o caso.

“Porém os olhos dos ímpios desfalecerão, e perecerá o seu refúgio; e a sua esperança será o expirar da alma” (Jó 11:1-20).

Verdade; isso mesmo que acontecerá com os ímpios, desfalecerão e perecerão sem esperança. Mas esse, outra vez, não era o caso de Jó. Fora de contexto e fora da realidade.

 

  1. Terça: Retribuição divina

A lição traz numa frase o entendimento da época sobre DEUS, qual o conceito que faziam dEle, que abençoava os bons e castigava os maus. Pois bem, se fosse realmente assim, então, por que Jó foi sumamente abençoado, até mais que seus amigos, pois era o maior do Oriente, e de um momento para outro, foi sumamente castigado? Isso não faz sentido, pois, alguém se tornaria um extremo pecador de um momento para outro?

Como a lição argumenta, talvez eles conhecessem a história do Dilúvio. Ora, é óbvio que conheciam, eles viviam certamente poucos séculos após esse fato. Se naqueles dias os homens viviam por volta de 200 anos, como pode ser o caso de Jó, então ele e seus amigos devem ter vivido pouco antes de Abraão, ou por essa época. Nesse tempo, todo ser humano esclarecido, como eles, certamente sabia a respeito do Dilúvio. E se vivessem no tempo de Abraão, o que é menos provável, também devem ter ouvido sobre a destruição de Sodoma e Gomorra.

Seja por conhecerem apenas sobre o Dilúvio, ou também a outra destruição, eles, e os demais seres humanos, devem ter chegado à conclusão de que DEUS castiga sem muita espera os maus, ou, os muito maus. Mas essa conclusão está errada.

O que foi que, de fato, DEUS fez no Dilúvio e em Sodoma e Gomorra? Ele teve que exterminar aquela gente porque, se os mantivesse vivos, eles exterminariam com o planeta, arruinando a sociedade toda com seus maus hábitos. Assim como Ele teve que exterminar os Cananeus tomando-lhes suas terras, pelo mesmo motivo. Assim como também, mais tarde teve que exterminar com as cidades de Herculano e Pompeia, na Itália. Há certos atos, estranhos ao modo de DEUS agir, que deve tomar para que a civilização chegue até o tempo do fim, até a data estabelecida por DEUS para a volta de JESUS. Isso é diferente do castigo que eles imaginavam DEUS fazer. Isso é conduzir a humanidade para seu pleno amadurecimento, evitando que satanás arruíne tudo antes do tempo aprazado. Se, por exemplo, não houvesse o Dilúvio, podemos ter certeza, não haveria condições morais para JESUS vir a esta Terra da primeira vez, e não haveria salvação. Isso só favoreceria a satanás, pois, mesmo que ele ficasse sem ser humano algum por aqui, pelo menos teria seus anjos e ficaria com um planetinha para toda a eternidade, como um trampolim do mal, tentando outras criações de DEUS. Se estabeleceria um câncer maligno eterno no Universo. O que DEUS fez, no Dilúvio, foi evitar esse destino ao nosso planeta e à nossa civilização. Pois, como se salvariam as pessoas boas que viveram antes do Dilúvio? E como ficaria a felicidade do restante do Universo, se aqui fosse um lugar amaldiçoado, e cercado, para não influenciar fora daqui? Ora, a resposta é uma só: DEUS seria o grande perdedor. Alguém acha por aí que DEUS cometeria um erro assim?

Logo, não é difícil compreender que a destruição pelo Dilúvio nada tem a ver com Jó, não serve de base para julgar Jó, como de fato, ao conhecermos todos os fatos por trás da história, a causa do mal que recaiu sobre Jó foi bem outra.

 

  1. Quarta: “Se o Senhor criar alguma coisa nova”

Continuaremos o raciocínio de ontem: de que DEUS castiga os maus, digamos, imediatamente, e os bons Ele abençoa também imediatamente. É aceitável que Ele faça isso com os bons, de abençoá-los, mas não é lógico de que castigue os maus, senão por força maior, como já estamos debatendo.

No Antigo Testamento há diversos alertas, quase ameaças, de castigo caso houvesse comportamento rebelde. E temos o caso de Coré, Datã e Abirão (posteriores ao tempo de Jó e seus amigos) que foram engolidos pela terra por sua rebelião, eles com seus aliados.

Temos também os fatos das diversas invasões por inimigos do povo de DEUS. Temos o desaparecimento das tribos do norte, provocado pela Assíria. Temos as duas destruições do templo de Jerusalém bem como o fato de que os judeus deixaram de ser o povo de DEUS, substituídos pela igreja de JESUS CRISTO. Tudo isso está a indicar que DEUS age como supunham os amigos de Jó? Não, não é assim que Ele age.

Temos outros fatos para entender melhor o castigo de DEUS. Temos a cidade de Nínive, que Jonas deveria advertir, ameaçando com destruição total. Temos o rei Acabe, que Elias teve que retornar para dizer que DEUS não mais o destruiria, pois se havia arrependido, mesmo que, temporariamente. Temos o caso do bom rei Josias, que levou a DEUS postergar a destruição de Jerusalém.

Hoje é mais fácil entender que DEUS quer, o quanto possível, evitar a destruição de quem quer que seja: um povo, um país, uma família, uma igreja ou uma pessoa. E mais, o importante, de todos esses casos acima, em que DEUS tomou a decisão radical de destruir pessoas, foi para evitar que a ruína fosse pior. Por exemplo, se Ele não destruísse Coré, Datã, Abirão e seu grupo, certamente eles arruinariam o povo de Israel e a continuidade do povo de DEUS poderia ser interrompida. Já pensou se resolvessem todos retornar ao Egito? Ou se simplesmente a rebelião se exacerbasse a ponto de matarem Moisés e Arão? Ou outra coisa ruim, que nem imaginamos, mas que certamente DEUS estava antevendo?

Pois bem, assim como DEUS conseguiu antever o comportamento de Jó, que se manteria íntegro, também pôde antever a tendência dos antediluvianos, dos do grupo de Coré, dos cidadãos de Sodoma e Gomorra, etc.

Mesmo assim, se DEUS fosse tão vingativo como eles imaginavam, estavam errados, pois, por falta de informação, julgaram tudo diferente de como de fato era. Porém, devemos ressalvar que, se DEUS julga e castiga de imediato a todos os maus, três seriam as consequências:

1ª) Satanás teria razão em suas acusações contra DEUS, quando se rebelou, dizendo que a lei de DEUS não era justa, etc.;

2ª) Como todos somos pecadores, Ele teria que fazer isso com todos os seres humanos, o tempo todo, inclusive deveria ter matado Adão e Eva no dia de seu pecado;

3ª) Então, afinal, para que serviria o julgamento final, o depois de 1844, o do milênio e a execução no final do milénio, se todos já fossem julgados e castigados antes disso?

 

  1. Quinta: A segunda morte

O grande julgamento, que já está em andamento desde 22-10-1844 (há 172 anos) resulta em dois destinos eternos: vida ou morte. É a recompensa por ter aceitado a oferta de perdão de JESUS, ou o castigo por ter refugado essa oferta. Podemos dizer que, não é nem mesmo uma vingança de DEUS, pois as pessoas terão optado conscientemente pela vida ou pela morte, ou, no mínimo, terão desdenhado a vida. E como também vimos em lição anterior, muitos se tornarão indesculpáveis por não terem optado por DEUS embora conhecessem as Suas obras, a natureza, ou até eles mesmos.

A morte eterna, ou também chamada segunda morte, essa não é um sono. A primeira morte não é definitiva, é como um sono tão profundo que nela a pessoa não tem sequer sonhos, muito menos pensamentos. Nela não há atividade dos órgãos, eles deterioram e se desfazem. Mas dela as pessoas ressuscitarão, alguns para a vida eterna, outros para a morte eterna. A morte eterna é a extinção, para sempre, de quem passar por ela.

Aos que alcançarem a vida eterna, não haverá mais como prova do bom uso do livre- arbítrio a árvore da ciência do bem e do mal. Essas pessoas já terão nascidas em pecado e terão optado, nessa lamentável e dramática situação, pela vida. Elas não necessitam mais de nova provação, depois de serem salvas. Elas fizeram a opção correta em tempos de angústia e privações extremas. É diferente da situação em que foram criados Adão e Eva, na absoluta perfeição. Eles deveriam mostrar que queriam permanecer na perfeição; nós, pelo contrário, devemos mostrar que queremos sair da situação de pecado e morte. Quem tomar tal decisão no estado em que nos encontramos, depois de experimentar a perfeição, nunca mais vai desejar retornar de onde saiu. Não agirá como os israelitas, ao menos muitos deles, que, no deserto, indo para Canaã, onde teriam liberdade, tiveram desejo de retornar à escravidão do Egito.

A segunda morte faz parte do plano de restauração de nosso planeta. Tudo aqui será renovado, voltará à perfeição. Não haverá sequer algum resquício que possa nos trazer à memória o que foi o drama do pecado. Embora não esqueceremos o que aconteceu por aqui, embora saberemos para sempre o que significam as cicatrizes nas mãos de JESUS, além dessas cicatrizes, não restará algum monumento à memória do pecado.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

O juízo retributivo de DEUS ainda não é a regra, é a exceção. Juízo retributivo quer dizer punição direta de DEUS por causa de pecados cometidos e falta de arrependimento. Isso foi o que aconteceu no Dilúvio, a Sodoma e Gomorra, a Herculano e Pompeia, a Coré e sua turma, a Jerusalém e o templo, por duas vezes, e assim por diante.

Mas também ocorreram ao longo da história sofrimentos injustos, como o caso de Jó, dos mártires da Idade Média, dos apóstolos e muitos outros casos. O sofrimento, nesse planeta em estado permanente de guerra não atinge as pessoas de modo proporcional aos seus atos. Pessoas boas muitas vezes sofrem mais que pessoas más. Esse é um planeta de injustiça. Aproximadamente cada um colhe o que semeia, mas nem sempre, a não ser, no juízo final, isso se não se arrepender. Por exemplo, se o sujeito bebe bebida alcoólica e vai dirigir, em alta velocidade, ele se acidenta e morre. Colheu o que semeou. Mas nesse acidente morrem outras pessoas, que nada tem a ver com aquela imprudência. Foi injusto, mas consequência daquele motorista ter bebido e ter acelerado demais. O mundo em que estamos não castiga ou recompensa de modo proporcional e correto conforme os atos das pessoas. Resulta que muitos maus têm vida boa, e muitos bons tem vida difícil.

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

Reafirma-se que é altamente arriscado cometer erro ao fazer uma avaliação ou um julgamento sobre os motivos de uma pessoa ter agido de alguma forma. Sem ter todas informações, certamente erraremos. Tendo todas informações, poderemos acertar, ou então, errar menos. Ao natural somos propensos a erro. Logo, muito cuidado com o emitir opiniões sobre atitudes das pessoas.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

Juízos divinos já estão caindo sobre a Terra, principalmente em meio à natureza. São avisos de que JESUS está prestes a retornar e que o fim da história do pecado se aproxima. Esses avisos, entendidos por alguns, devem servir para que mudemos de atitude e nos aproximemos do Salvador.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

Em alguns casos já houve o juízo retributivo de DEUS, isto é, o castigo direto de DEUS por causa dos atos das pessoas e por falta de arrependimento. São casos bem pontuais e com fortíssima necessidade de ser feito naquele momento, por causa das consequências posteriores, se não fosse feito em tempo. É o caso de Herodes. Ele se achou superior a DEUS, embora, certamente, soubesse quem era aquele homem, JESUS CRISTO. Mesmo assim, zombou dEle. “O mesmo anjo que viera dos palácios reais para libertar a Pedro, fora o mensageiro da ira e juízo a Herodes. O anjo tocou em Pedro para o despertar do sono; foi com um contato diferente que ele feriu o ímpio rei, derribando seu orgulho e trazendo sobre ele o castigo do Todo-poderoso. Herodes morreu em grande angústia de espírito e corpo, sob o juízo retributivo de Deus” (Atos dos Apóstolos, 152).

 

  1. Conclusão

Até que venha o juízo final de DEUS, a retribuição da parte dEle só ocorrerá nos casos em que as consequências dos atos de alguém venham a arruinar a salvação de outros, ou arruinar o plano de salvação. Isso se a pessoa não se arrepender. Pois, pergunta-se, em que Jó estaria arruinando algum dos planos de DEUS?

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre   30/09 e 3/10/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

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