Lição 7 – Liderança servidora

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: “Apascenta as Minhas ovelhas”: 1 e 2 Pedro

Lição 7 – Liderança servidora

Semana de 6 a 13 de maio

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (I Ped. 5:7).

 

Introdução de sábado à tarde

Como sou formado em Administração e leciono matérias no curso de Administração de Empresas, a lição desta semana caiu como uma luva no que gosto de fazer. Tenho visto muita falta de profissionalismo na gestão da igreja, seja por parte de pastores, seja por parte de anciãos. Nesse caso, por profissionalismo não me refiro a formação, mas a um mínimo conhecimento técnico necessário para conduzir o processo decisório nas igrejas. Os grupos, especialmente, quase todos, pois há exceções notáveis, são monótonos, suas programações são pouco criativas, pouco atrativas e pouco úteis no ensino. Sermões são fracos assim como os programas da Escola Sabatina. Ser membro de um lugar assim e persistir na fé é um desafio gigantesco. Falta, em nosso meio, formação de liderança para que as pessoas saibam como dinamizar esses grupos e igrejas. Especialmente, essa é uma oportunidade a jovens, mais ainda se forem estudantes, para se qualificarem, seja na condução da sua igreja, seja até na sua formação profissional. Estudaremos esse assunto nesta semana.

Por sua vez, lançar sobre JESUS nossas ansiedades, porque Ele nos ama e cuida de nós, requer fé. Se até a oração, para ser atendida requer fé, confiar em JESUS mais ainda. No reino de DEUS, especialmente em nosso mundo, onde tudo funciona ao contrário, a fé é vital. Não que JESUS não queira nos assistir, Ele sempre quer, mas nós também devemos crer que Ele pode e quer fazer algo por nós. Tem-se visto muito algo assim: pedir a DEUS que nos cuide, mas, logo depois do pedido, não acreditar muito que Ele o fará. Nesse caso, nenhuma divindade fará qualquer coisa por nós. Ao pedirmos, temos que, daquele instante em diante, ter certeza de que algo será feito, em muitos dos casos, melhor que pedimos, ou então, se for conveniente, tal como pedimos ou de modo diverso do que como pedimos.

 

  1. Primeiro dia: Os anciãos da igreja primitiva

Toda organização é o que são seus líderes. Um país entra em crise se seu presidente e sua equipe não forem competentes. Uma empresa entra em crise se seu diretor geral for incompetente, ou se errar muito, ou se não desenvolver boas estratégias, etc. Uma igreja entra em crise se seu pastor não for competente.

Todo líder necessita de auxiliares. Uma das competências de um líder é escolher bons auxiliares. Numa igreja, esses auxiliares, especialmente os anciãos, não são escolhidos pelo pastor, mas pela igreja em perfeita harmonia com DEUS. No final das contas, deve ser DEUS quem escolhe os auxiliares do pastor, que são os anciãos, diáconos e outros diretores. Mas na prática, isso quase não é a realidade.

Quando um líder é, ou se torna autocrático, ele destrói a organização. Unem-se a ele outros da mesma índole e forma-se um grupo sedento por poder. Isso é muito mais comum entre nós que se possa imaginar, a sede pelo poder. Tal problema começou com Lúcifer e se espalhou pela Terra. Tomou conta do planeta e se manifestou entre o povo de DEUS nos tempos dos reis e entrou inclusive na nossa igreja, assim como em todas as outras também. Esse é um problema grave, dominar sobre a herança do Senhor. JESUS tinha vindo para servir, não para dominar. “Aquele que se propõe reformar os semelhantes, deve começar reformando-se a si próprio. Deve imbuir-se do espírito do Mestre e estar pronto, como Ele, a suportar a advertência e a exercer abnegação. Comparado com o valor de uma única alma, o mundo inteiro se reduz a uma insignificância. O desejo de exercer autoridade e dominar sobre a herança do Senhor redunda, quando cultivado, na destruição de almas” (2 Testemunhos seletos, 257).

Quais os conselhos de Pedro e de Paulo aos líderes, especialmente aos pastores e anciãos? Seguindo a ordem dos versos bíblicos na lição, temos algumas recomendações vitais:

  • Não querer aparecer ou ser prestigiado ao dar esmolas, ao fazer oração, ao ter que julgar alguém, etc.
  • JESUS, por exemplo, ao defrontar-se com problemas a resolver, ia orar sozinho no alto de algum monte.
  • Honrar os pais, não ser como naqueles tempos utilizavam o recurso do ‘corbã’, quando dedicavam os recursos dos pais idosos à igreja, mas na verdade, ficavam para si.
  • No caso acima, entenda a situação. Os fariseus criticaram JESUS porque seus discípulos não lavavam as mãos antes das refeições. Era uma tradição dos judeus. JESUS respondeu: “Mas vocês ensinam que é lícito a alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vocês poderiam receber de mim é Corbã, isto é, consagrado a Deus’. E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. Assim vocês esvaziam a Palavra de Deus com a tradição que vocês transmitem. E vocês fazem muitas outras coisas como essas” (Tradução da Edição Pastoral, Marcos 7:11 a 13). Ou seja, dedicavam a DEUS as posses dos pais para que esses não as gastassem em sua velhice quando já não podiam trabalhar mais, porém, depois de morrerem, passavam a mão nessas posses e ficavam com elas. Seria como hoje tomar a aposentadoria dos velhos, isso é horar pai e mãe? Que líderes eram aqueles, que criaram uma tradição em desfavor dos velhos?
  • Os atuais líderes devem ser exemplos no cuidado dos pais, da esposa, dos filhos, e das pessoas que necessitem de alguma atenção.
  • Os pastores de hoje, como os presbíteros daqueles tempos, merecem receber salário digno para fazerem seu trabalho. Isso é bíblico. Devem viver do dízimo. De fato, não há como fazer um bom trabalho na igreja tendo que ganhar o sustento de outra forma. Já é difícil ser ancião com trabalho gratuito.
  • Os pastores, os anciãos e outros líderes, devem pastorear as ovelhas, isso quer dizer, conduzir de maneira que venha do amor, à salvação. Isso inclui visitar os membros e tratar dos problemas deles em particular. Pregar sermões orientando algumas coisas pessoais não leva a nenhum resultado prático. Há assuntos que só avançam com uma conversa particular. Poucos pastores fazem isso, bem poucos.

Naqueles dias, posteriores aos de JESUS, a igreja começou pequena, umas 120 pessoas. No primeiro sermão feito por Pedro, no dia do Pentecostes, o número subiu para mais ou menos 5.120. Logo foram acrescentados outros e mais outros.

Temos que prestar atenção a um detalhe que atualmente muitos utilizam para o batismo, como diz o Dr. Pr. Ronald Tim, ‘lava a jato’. Com um só sermão se batizaram cinco mil. Mas esses eram todos judeus da diáspora, que conheciam bem o Antigo Testamento, e que vinham a Jerusalém para as festas, fazer sacrifícios e orar no Templo ou em alguma sinagoga. Só lhes faltava conhecer JESUS, o mais já conheciam e praticavam.

Voltando ao assunto, a igreja cresceu fenomenalmente e a liderança centralizada inicial, quando os doze apóstolos se encarregavam de tudo, não dava mais conta. Aos poucos foram tendo que criar uma estrutura administrativa, que desde o início foi colegial, isto é, pela criação de comissões e pelo uso das assembleias dos membros. Essa é uma estrutura democrática, ainda hoje muito utilizada nas empresas, países e onde se deseje participação e comprometimento de todos. Numa estrutura colegiada, todos tem os mesmos direitos e o mesmo poder, isso inclui o que dirige o colegiado. Seja seu dirigente um ancião ou um pastor, o seu voto vale apenas um voto e mais nada, ao contrário do que acontece em muitos casos. Aliás, se o voto do dirigente valer mais, e isso é frequente, configura-se uma ditadura, seja pelo uso excessivo do poder, seja por manipulação. Assim criaram a figura dos diáconos, que foram os primeiros servos a trabalhar voluntariamente, porém, formalmente, na igreja infante e crescente.

Hoje a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem uma estrutura organizacional antiga, originada no tempo dos apóstolos, porém, ainda moderna, pois é também muito utilizada nos países democráticos e nas empresas de alta performance. É uma estrutura onde todos tem voz e expressão, e onde há muita oportunidade de participação para dar sua contribuição. É uma estrutura (ou organograma, como queiram), onde, principalmente os jovens podem se desenvolver e até se profissionalizar para a vida. O princípio da estrutura organizacional da igreja está baseada em JESUS, que criou um grupo de apóstolos, que faziam as coisas em conjunto, decidiam em conjunto, se desenvolviam em conjunto. Hoje, quem estuda a moderníssima forma organizacional, a mais atual, que se chama ‘Arquitetura Organizacional” (pesquise no Google), percebe que não é outra coisa senão o método de JESUS  trabalhar em seu tempo, no sentido de desenvolver as pessoas e de obter excelentes resultados.

Mas há, ou pode haver um problema. Se o líder principal for autoritário, ele estraga todo sistema excelente que JESUS CRISTO desenvolveu, e isso é bem frequente. Ellen G. White alertou sobre isso: “Na visão do profeta Ezequiel, sob as asas do querubim, havia a aparência de uma mão. Isto deve ensinar a Seus servos que é o poder divino que lhes confere êxito. Aqueles a quem Deus emprega como Seus mensageiros não devem pensar que Sua obra deles depende. Não é permitido que seres finitos carreguem esse peso de responsabilidades. Aquele que não tosqueneja, que opera continuamente pelo cumprimento de Seus desígnios, há de levar avante a Sua obra. Ele embargará os propósitos dos ímpios, e confundirá os conselhos dos que tramam maldades contra o Seu povo. Aquele que é o Rei, o Senhor dos Exércitos, senta-Se entre os querubins e, por entre as contendas e tumultos das nações, guarda ainda os Seus filhos. Aquele que reina nos Céus é nosso Salvador. Mede cada provação, vigia o fogo da fornalha que há de provar cada alma. Quando forem abatidas as fortalezas dos reis, quando as setas da ira penetrarem o coração de Seus inimigos, a salvo se encontrará Seu povo em Suas mãos” (O maior discurso de CRISTO, 121).

 

  1. Segunda: Os anciãos

“Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória” (1 Pedro 5:1-4).

Presbítero e ancião, aqui são sinônimos. Esses versos de Pedro são dirigidos aos anciãos da igreja. Destaquemos algumas (dentre muitas outras) características que os anciãos devem ter: exercer voluntariamente a função de ancião (assim se diz para todos os cargos da igreja); apascentar a igreja, isto quer dizer, fazer o que for necessário para que os membros cresçam e se fortaleçam na fé; não devem ser gananciosos, mas prontos a servir com humildade; não dominar ditatorialmente sobre o rebanho, mas serem exemplos pelo seu modo de vida; um dia, quando JESUS voltar, receberão sua recompensa eterna.

Podemos aumentar a lista de requisitos de um ancião. Devem ser os mesmos requeridos a um pastor. O ancião deve ter uma família exemplar; deve visitar os membros e organizar a visitação na igreja (quem ainda faz isso hoje, visitar? tenho os dois pais idosos que não podem mais ir a igreja, mas nem pastor nem ancião aparecem por lá, membros sim); deve formar líderes na igreja (ou deveriam); devem dinamizar as programações para que sejam atraentes (nunca esquecer que a televisão que veicula em grande parte programas de satanás são de elevadíssima atratividade); por fim, para não delongar a lista, devem, ou deveriam atentar aos doentes, idosos, os que tem problemas, etc., não só pregar de vez em quando, e muitas vezes, sermões tão monótonos e tão vulgares que chega a ser perda de tempo ouvir.

Parece que se repete a história do antigo Israel, quando o povo era guiado por maus líderes, que perseguiam os profetas, mas desnorteavam a nação. “Porque os guias deste povo são enganadores, e os que por eles são guiados são destruídos” (Isa 9:16; contrastar com Jer. 2:2 e 17). Desculpem, fui hoje mais duro que o normal, mas, é a realidade que conheço. Há igrejas que felizmente não se enquadram nessa descrição.

 

  1. Terça: Liderança servidora

Existem várias classificações de estilos de liderança. Não iremos apresentar aqui essas categorias. Uma só, por hora, nos interessa, a que classifica o estilo de liderança em apenas dois tipos: liderança envolvente (ou servidora ou regime em que não existem desigualdades e/ou privilégios de classes, nem chefes que impõe sua vontade sobre os outros) e liderança autocrática (ou tipo de governo em que uma pessoa ou um grupo de pessoas detém o poder completo sobre uma nação ou um grupo de pessoas).

Os governos da Terra são, quando na melhor das hipóteses, democracias. Nesse caso o governo é eleito pelo povo e há uma constituição que determina como o governo deve se comportar e como o povo deve se comportar. Todos tem direitos e deveres claramente estabelecidos. Porém, em grande parte, a boa vontade estabelecida em lei não passa de intenção, pois a corrupção do ser humano trata de obter proveito ilegal em cima do trabalho do povo, e assim por diante. Veja-se como funciona a democracia do Brasil, governada por um bando de ladrões.

No Reino de DEUS é diferente. Às vezes passo longo tempo meditando sobre os princípios do governo celeste. Resumindo, esse reino funciona da seguinte maneira:

  • Todos são completamente livres para fazerem a sua vontade.
  • A vontade dos seres inteligentes é orientada pelo amor.
  • Assim, todos sempre tem vontade de serrem bons uns aos outros, pois amam-se mutuamente. Isso parte do íntimo da pessoa, que é boa por natureza, como DEUS.
  • Todos os seres inteligentes tem uma disposição de servir uns aos outros, nunca de dominar ou de explorar o próximo.
  • Nessa disposição, jamais acontece de ocorrer algum motivo de desentendimento.
  • Logo, não necessitam lá de complexos sistemas de leis para ordenar o funcionamento do governo, basta um único princípio geral, o amor.
  • O próprio DEUS é amor, ou seja, Ele é aquilo que seu governo também é, assim é absolutamente confiável quanto a Sua vontade.
  • Num lugar onde todos se amam, a partir do quanto ama o governo (Trindade) desse lugar, não há possibilidade de insurreição (a não ser que em alguma mente se forme o desejo de dominar ou de se impor, e isso aconteceu com Lúcifer, mas nunca mais acontecerá outra vez, como previsto em Naum 1:9), mas se viabilizam as condições da mais pura felicidade com vida eterna.

Esse é um resumo. Agora, compare-se a melhor democracia terrestre ao governo de amor celeste. A distância entre as duas modalidades é infinita. Pois, dessa maneira a igreja deveria ser dirigida. As mais seguras democracias terrestres, que estão na Europa, já legalizaram o casamento entre gêneros iguais e descriminalizaram a maconha. Logo, aqui na Terra, o que é bom, não é tão bom assim.

 

  1. Quarta: Revestidos de humildade

Relembrando o que já estudamos anteriormente. O reino celeste é de amor, e ali todos são, por natureza e por princípio humildes, a partir do Criador. Ali todos servem uns aos outros e o Criador e DEUS é o principal servidor, pois é Ele quem mantém o Universo. Ali o maior serve o menor, o mais capacitado serve o menos capacitado. Por exemplo, ali os seres inteligentes servem os animais, e não o inverso. O principal princípio do reino celeste é o amor, e o principal valor derivado deste princípio é a humildade, ao lado da liberdade, e a principal maneira de relacionamento é servir, não ser servido.

Na Terra a humildade é algo negativo, se bem que, nos dicionários é algo positivo como modéstia e simplicidade. Na vida prática, pouco se utiliza de humildade. Bem mais frequente é o desejo de impor, dominar, manipular, humilhar, explorar, levar vantagem em tudo, competir, querer ser o primeiro, ter status, ser elogiado. Um bom retrato de falta de humildade são os políticos que não perdem oportunidade de se elogiarem a si mesmos e a sua legenda como os mais preocupados com o bem do povo. E tem quem acredita.

Os líderes do povo de DEUS, devem ser humildes por natureza, assim como JESUS foi e é humilde, como foi quando homem e como é a Sua natureza. Quem é esse frágil escritor para tratar da humildade, quando ele mesmo carece de crescimento nesse e em outros aspectos da natureza divina que JESUS deseja reproduzir em nós. Recorramos ao que está escrito no Espírito de Profecia para tratar desse assunto.

“A mente deve ser educada a demorar-se nas coisas celestiais. A humildade virá como resultado de discernir a beleza de Jesus Cristo. Demorando-nos nas excelências do caráter de Cristo, veremos a natureza repulsiva do pecado e pela fé nos apoderaremos da justiça de Jesus Cristo. Cultivaremos as virtudes que há em Jesus, para que possamos refletir sobre os outros uma representação de Seu caráter. Quando olhamos para a cruz do Calvário, não exaltaremos o próprio eu, mas nos lembraremos constantemente de nossa indignidade e de quanto nossa salvação custou ao Céu; discerniremos o incomparável amor de Cristo” (Este dia com DEUS, MM 1980, 259).

“Disse Jesus a Seus discípulos: “Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração.” Mat. 11:29. Isto com os que aceitaram a posição de mestres para que primeiro se tornem humildes discípulos e sempre continuem sendo alunos na escola de Cristo, a fim de receber do Mestre lições de mansidão e humildade de coração. Humildade de espírito, ligada a diligente atividade, resultará na salvação de pessoas tão ternamente adquiridas pelo sangue de Cristo. … “A fé sem obras é morta.” Tia. 2:26. Ele necessita da fé que atua pelo amor e purifica o coração. A viva fé em Cristo porá toda ação da vida e toda emoção do coração em harmonia com a verdade e a justiça de Deus” (Exaltai-O, MM 1992, 102).

“Distante da cidade e da dissipação da corte recebera Eliseu sua educação. Fora exercitado em hábitos de simplicidade, de obediência aos pais e a Deus. … Mas se bem que de espírito manso e humilde, Eliseu não era instável de caráter. Possuía integridade e fidelidade, e amor e temor de Deus. Tinha as características de um dirigente, mas ao lado de tudo isso, havia a mansidão de alguém apto para servir. Tinha o espírito exercitado nas pequenas coisas, em ser fiel em qualquer coisa que fizesse; de modo que, se Deus o chamasse a trabalhar mais diretamente para Ele, estaria preparado a ouvir-Lhe a voz” (Filhos e filhas de DEUS, MM 1956, 93).

Um pensamento para meditar: “O dinheiro faz homens ricos, o conhecimento faz homens sábios e a humildade faz grandes homens” (Mahatma Gandhi).

 

  1. Quinta: Como um leão que ruge

Parece fantasiosa a história, felizmente verdadeira, de uma rebelião que se tenha originado no Céu. Digo felizmente porque, se não fosse assim, também não existiria o plano de salvação, e o mal seria um problema insolúvel e permanente. Sempre que assisto notícias sobre a corrupção no Brasil, lembro que já estava profetizado, que isso aqui não tem solução porque o mal está impregnado na maioria das pessoas, e que há uma solução vinda do Céu, uma solução permanente. O amor produziu a solução. E nós, nesses dias, estamos às vésperas da solução, que é a segunda vinda de CRISTO. Ela já venceu o mal e virá trazendo a vitória, a vida eterna à todos que aceitaram Sua intercessão.

A maior batalha, que se dará entre o inimigo de DEUS e seus filhos aqui na Terra ainda está pela frente, embora já saibamos os resultados. Essa batalha se chama Armagedon, ou para nós, angústia de Jacó, na sexta praga. Ela será tão mal sucedida para os ímpios que resultará num enfeixamento para eles serem destruídos. JESUS já passou por Sua batalha, e do Armagedon Ele não participará aqui na Terra, porém, estaremos a tal ponto protegidos, pelo selamento, que nenhum dos santos morrerá nesses dias. Algo assim já aconteceu em batalhas do povo de Israel. Ao final dessa batalha virá a sétima praga e então, a segunda vinda, e seremos salvos.

É por esse motivo que satanás anda tão nervoso por esses dias. Ele sabe que seus dias de reinado estão contados e são poucos, e que a sua derrota é certa, ou melhor, já ocorreu. Ele é um perdedor desde o início, e quanto mais para o final, mais furioso fica pelo seu destino, que ele mesmo escolheu por sua sede de poder. Aliás, é bom lembrar que todos, sem exceção, que tenham sede de poder, fracassarão. Podemos comparar satanás, como também a Bíblia faz, a um leão forte e faminto, cercado para não fazer mal. A um certo ponto, surge o desespero pela vida, e assim é que satanás está, apavorado por causa do reavivamento entre o povo de DEUS. Isso o leva a assaltar, criar todo tipo de problema para travar o andamento da pregação do evangelho eterno a todas as pessoas do mundo inteiro.

“Mediante oração fervorosa e confiança em Deus, Salomão obteve a sabedoria que provocou o assombro e admiração do mundo. Quando, porém, se desviou da Fonte de sua força, e passou a confiar em si mesmo, caiu presa da tentação. Então as maravilhosas faculdades concedidas ao que foi o mais sábio dos reis, apenas o tornaram um agente mais eficaz do adversário das almas. Conquanto Satanás procure constantemente cegar a mente dos cristãos para este fato, jamais se esqueçam eles de que não têm que lutar “contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” Efés. 6:12. Através dos séculos está a soar até ao nosso tempo o aviso inspirado: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar.” I Ped. 5:8. “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.” Efés. 6:11” (O conflito dos séculos, 509 e 501).

“A Palavra de Deus adverte-nos de que temos múltiplos inimigos, não francos e confessos, mas inimigos que vêm com palavras macias e bela linguagem, e que enganariam, se possível, os próprios eleitos. Assim vem Satanás. E ainda, quando serve a seus propósitos, ele anda ao redor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar. A vontade do homem, a menos que seja mantida em sujeição à vontade de Deus, está tantas vezes do lado do inimigo como do lado do Senhor. Portanto, vigiai em oração; vigiai e orai sempre” (Nossa alta vocação, MM 1962, 130).

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

Não custa repetir: o reino de DEUS é um sistema de amor, onde todos servem uns aos outros. Os mais capacitados servem mais que os menos capacitados. JESUS mesmo disse que, se quiseres ser grande no reino de DEUS, aprenda a servir. DEUS, que é onisciente, serve a todos. Esse é o único sistema que funciona perfeitamente. Os outros sistemas de governo, que só existem em nosso planeta, são precários. Onde aparecer alguém querendo dominar, logo surgirão problemas.

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

Nossa igreja não deve tolerar quem quer que seja que se mostre como alguém altivo, propenso a ser chefe e não servo, que deseje dominar. Seja quem for ou o que esteja fazendo, deveria ser afastado de qualquer responsabilidade de liderança.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

Bill Gates, cofundador da Microsoft, alertou em uma conferência para o possível surgimento, nos próximos anos, de uma ou mais pandemias de doenças que se espalhem pelo ar, altamente letais. Ele refere-se a alguma doença criada em laboratório. Gente do mal e tecnologia para isso existe, portanto, é só fazer e espalhar. O alerta profético também existe, de que no final dos tempos haveria pestes, em grande escala. Portanto, esteja Bill Gates lendo a Bíblia ou não, ele tem razão. Veja o artigo sobre esse assunto aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“O homem que sente em grande maneira que está a serviço de Jesus Cristo, desejará a amizade de Deus. Humilhar-se-á diante de Deus, para que ele não seja nada e Deus seja tudo. Tal homem é co-participante de Cristo, habilitado a presidir uma Associação de Estado. Se se demonstrar prudente, está preparado para qualquer posição, de acordo com a sua experiência e habilitações. Compreendam as igrejas que tal homem é digno de confiança e deve ser apoiado. A ele se podem dirigir, e com ele falar. Tal homem nunca se julgará capaz de levar a obra mesmo de uma associação de Estado, sem a constante graça que Deus dá. Não escolherá fazer sozinho o trabalho e levar a responsabilidade. Pela liderança sábia terá ele o tato suficiente para reconhecer talentos em outros. Usará os que têm esse talento e os ajudará, enquanto esses o ajudam a levar seus fardos” (Testemunhos para ministros e obreiros evangélicos, 328 e 329).

 

  1. Conclusão

“Necessita-se no serviço de Cristo tão sábia liderança, como nos campos de batalha de um exército que protege a vida e a liberdade do povo. Não é qualquer um que pode trabalhar judiciosamente pela salvação de almas. Tem-se de pensar muito aplicadamente. Importa que não entremos na obra do Senhor a esmo, e esperemos sucesso. O Senhor necessita de homens de entendimento, homens que pensem. Jesus chama coobreiros, não desatinados. Deus quer homens de reto pensar e inteligentes para fazer a grande obra necessária para a salvação de almas” (Testemunhos seletos, v1, 453).

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre:     24 a 30/3/2017

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

3 comments for “Lição 7 – Liderança servidora

  1. Eliana D Gomez
    abril 27, 2017 at 3:40 pm

    Ola

    Gostaria de receber os comentários no meu email É possível?

    Desde ka obrigado
    Eliana

  2. maio 9, 2017 at 10:54 pm

    gostaria muitas esplicção sobre amateria asseguir pode ser meu amado

  3. ELIZABETE
    maio 12, 2017 at 6:27 am

    Tenho acompanhado suas publicações e tem sido um auxílio num grupo de estudos q tenho no watts. Obrigada!!! Deus continue te iluminando.

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