Lição 8 – A missão de JESUS

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2015

Tema geral do trimestre: O evangelho de Lucas

Lição 8 –  A missão de JESUS

Semana de  16 a 23 de maio

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Luc. 19:10).

 

Introdução de sábado à tarde

Quando Adão e Eva pecaram, logo ficaram sabendo que desgraça desencadearam, mas não viram a dimensão dessa desgraça. Eles não imaginaram o sofrimento de bilhões de pessoas ao longo da história. Não sabiam, por exemplo, que o filho mais velho deles mataria o seu próprio irmão. Não se deram conta que séculos depois a Terra teria que ser destruída por um dilúvio, isso por causa da maldade e violência dos seus descendentes. Nem que haveria guerras e muito ódio entre as pessoas. Que haveria muitas mortes em lutas pelo poder, e que os seres humanos fariam tudo errado, pensando ser correto. Que os seres humanos chegariam a detestar a existência de DEUS e de Seus planos, negando mesmo que DEUS exista. Os seres humanos iriam preferir viver por meio de sua própria ignorância do que amar uns aos outros assim como DEUS ama Suas criaturas. Que mundo estranho eles desencadearam a partir daquele mau dia em que obedeceram a um inimigo! Hoje, por exemplo, até dos púlpitos, ingenuamente alguns pregam, em nossa igreja, o ódio, e muitos acham ser algo alegre e interessante. Quantas vezes temos que ouvir um pregador exaltar seu time de futebol, ou esse tipo de jogo, sem que se dê conta que isso é uma maneira de separatismo entre irmãos, e de um fazer chacota do outro e de odiar o próximo, e ainda, de se associar a um modo de odiar uns aos outros. O mais intrigante é, quando no dia do lava-pés e da santa-ceia, esse assunto de violência está presente.

Pois JESUS veio salvar o que estava perdido, veio nos libertar dessa ingenuidade satânica. Ele veio salvar a humanidade inteira, e no caso, pelo menos aqueles que desejassem. A humanidade foi separada de DEUS por causa do pecado. A desobediência à lei do amor, isto é, de nos amarmos uns aos outros a partir do amor que recebemos de DEUS, é algo tão ofensivo à santidade de DEUS que rompe a ligação entre criatura e Criador. E é compreensível que seja assim, pois temos que admitir que a perfeição em que DEUS vive eternamente só é perfeição enquanto houver sintonia com o princípio da perfeição, que é o amor, e o amor é o próprio DEUS.

Por meio de parábolas, Lucas exemplifica o estado dos perdidos. Alguns até tem a consciência de estarem perdidos, mas outros, nem isso sabem. Muitos não sabem que precisam ser procurados para poderem alcançar um estado de vida superior. Essa é a situação do mundo hoje. O materialismo, o evolucionismo, o humanismo, o marxismo cultural, etc., fazem as pessoas pensar que está tudo normal, e que a situação da sociedade vai melhorando. Porém, pela Bíblia, e se atentarmos bem, na realidade dos fatos do dia a dia, estamos indo de mal a pior.

Nesta semana estudaremos sobre como o governo celeste providenciou nosso resgate dessa situação miserável em que nossos dois primeiros pais nos colocaram.

 

  1. Primeiro dia: A ovelha perdida e a moeda perdida

A Missão de JESUS é salvar as pessoas. Para isso padeceu, morreu e ressuscitou. Hoje e nos próximos dois dias, estudaremos sobre perdidos que foram encontrados, e que ilustram a missão de JESUS em vir nos buscar.

A primeira parábola, da ovelha perdida (Lucas 15:4-7), trata de um animal. Um pastor possuía cem ovelhas. Certo dia, uma, apenas uma delas, se perdeu. Ovelhas tem facilidade em se perder, ao contrário dos cachorros que sempre sabem achar o caminho para casa. As ovelhas são dóceis, ingênuas e descuidadas. Precisam de alguém que as vigie, pois além de se perderem facilmente, não são capazes de se defender de ameaças. Portanto, uma ovelha que se perde, muito raramente retorna ao seu abrigo sem algum auxílio.

Nós seres humanos não somos tão inteligentes, a ponto de ter a capacidade de retornar a DEUS. Podemos facilmente nos localizar numa cidade estranha, e se tivermos um GPS, encontramos qualquer local, sem erro. Porém, encontrar o caminho da salvação, para nós é tão difícil como uma ovelha perdida encontrar o caminho de volta ao curral. Em nosso caso espiritual, assim como no caso da ovelha, alguém precisa sair atrás de nós, procurar e nos resgatar. Foi isso que JESUS fez.

A ovelha geralmente tem noção que está perdida, e fica balindo. Isso ajuda a encontrá-la. Porém, os seres humanos, nem sempre tem noção de que estão na perdição, e pensam que a situação de pecado e morte é algo natural. Outros, sabem que estão perdidos, mas não sabem retornar, e também há os que se perdem e sabem retornar. O pecado é, no entanto, uma situação transitória, que teve início e terá fim; essa é a promessa profética. E sabemos que estamos perto do fim da possibilidade de sermos tentados e de cairmos em pecado.

A parábola da moeda perdida é diferente. Uma moeda não tem noção do que se passa. Ela tem seu valor, mas não sabe que está perdida ou se tudo está sob controle. Uma moeda perdida não fica dando sinais para que seja encontrada, fica lá sem saber de nada.

Essa é a pior situação dos seres humanos. Um pouco acima, nos referimos que as ovelhas sabem quando estão perdidas, mas não sabem retornar. E dissemos que há pessoas que não sabem que estão perdidas. Essa situação é ilustrada pela moeda perdida. E uma moeda ainda tem a capacidade de, quando cair no chão, rolar para debaixo de alguma coisa, entrar numa fresta, ou acabar escondida de modo que fica difícil de ser achada. Portanto, para uma moeda retornar ao abrigo, ou ao dono ou dona, é mais complicado e dá mais trabalho que no caso da ovelha. A moeda requer muita procura; ela pode estar perdida dentro da própria casa, mas em tal localização que por vezes fica quase impossível encontrá-la. Então, quem a possui, o que tem a fazer é varrer, limpar tudo, até encontrar.

No caso da ovelha como da moeda, encontrando o que procurava, a alegria é grande. Amigos são reunidos e há uma espécie de regozijo.

A gente se apega aos animais. Agora mesmo estamos, minha esposa e eu, estudando a lição da Escola Sabatina, juntos, em nosso jardim. E quem mais está ali conosco? Os nossos animais: um gato e dois cachorros. Ficam deitados por perto; eles gostam de nós. São tão queridos que nós os protegemos, e ficamos preocupados quando se machucam, e não queremos perdê-los. Assim também quando encontramos um pássaro novo que caiu do ninho. Se possível o recolocamos ao seu ninho, mas, se é de outro lugar, temos que cuidar dele até que cresça e possa se tornar livre. Certa vez cuidamos de uma pombinha, e algumas semanas depois, a soltamos. Ela voava por perto, e todas as noites, retornava para casa para dormir conosco. Gostava de pousar em cima de nossas cabeças, e respondia quando a chamávamos. Foi assim até que um dia vimos a pomba com outra, e formaram um casal. Daí ela não retornou mais, constituiu sua própria família.

DEUS apegou-Se às Suas criaturas. Ele não suporta a ideia de nos perder. Faz de tudo para ter-nos de volta. Isso se ilustra ao longo da história, em especial na vida de JESUS. Ele prometeu, e selou Sua promessa na cruz e a ratificou pelas profecias que vão se cumprindo. Sabemos que logo Ele voltará para nos buscar; essa não é uma esperança vã.

 

  1. Segunda: A parábola do filho perdido – parte 1

Vamos imaginar o filho pródigo, mas nos dias de hoje. Seja uma fazenda grande e próspera, no Mato Grosso. Lá plantam soja, trigo, milho, etc., e criam gado, cavalos, ovelhas e outros animais. Também cultivam frutos. Tem peixes, mel e aves. Alguns produtos eles mesmo industrializam e vendem por meio de supermercados. A fazenda tem uma gorda conta bancária, faz investimentos em melhorias, sua qualidade e produtividade está entre as melhores do mundo. É dirigida por uma família: o pai, sua esposa e os dois filhos.

Os filhos são formados em Agronomia, e são vistos pelo pai como a continuidade do próspero empreendimento. Os dois filhos, infelizmente, só veem o lado financeiro das coisas. O mais velho, é muito ganancioso; o mais novo, gasta com facilidade. Esse mais novo tem amigos nas redes sociais, e vez por outra sai para a cidade encontrar-se com eles em festas, principalmente baladas de noite inteira, onde não existem restrições, mas corre livre o sexo, bebedeira e drogas. Ele aprecia muito isso, embora seja severamente repreendido pelo irmão mais velho, que apesar de ganancioso, trabalha duro e não se interessa pelos atrativos do mundo atual.

Num belo dia, o mais novo passou a relacionar-se com amigos de São Paulo (capital), grandes festeiros e gente leviana, que quase só pensam em diversão, drogas e sexo. Eles, vendo que o rapaz tinha posses, fizeram amizade interesseira, e passando o tempo, ele os financiava, e a amizade ficou muito forte, mas por interesse no dinheiro, coisa que o filho ‘pródigo’ não percebia. Afinal, ele queria diversão, e esses amigos eram especialista nisso. O pai, percebendo tudo, falava com o moço, mas este, achava o pai bastante atrasado, incapaz de entender o mundo moderno; o pai, na visão desse filho, era nada progressista.

Passando os meses, a vontade de uma vida livre dos compromissos e das restrições na fazenda tomaram conta, e se tornaram insuportáveis. O filho mais novo, não mais conseguindo suportar a vida dupla – uma de trabalho na fazenda, outra das baladas libertinas – e não tendo mais capacidade de entender a lógica das coisas e da vida, as consequências dos atos, a relação de causa e efeito, pediu sua parte na herança, que era enorme, e se foi para São Paulo. Como o pai tinha muito dinheiro em bancos, não teve dificuldades em dar-lhe a herança. Em São Paulo, ele alugou um apartamento de luxo, e financiou muitos amigos, pois tinha dinheiro, que parecia não acabar.

Mas aconteceu uma desgraça dupla. Veio uma crise econômica, e bem nesse momento acabou o dinheiro do filho pródigo. Foi despejado por falta de pagamento do aluguel; os amigos, cujo interesse era o dinheiro, desapareceram, e não o ampararam. Ele viu-se sozinho, morador de rua, tendo que pedir comida aos transeuntes, evidentemente sujo e passando todo tipo de necessidade. Conseguiu um emprego numa pequena criação de porcos, que também andava mal financeiramente, e já havia despedido alguns empregados que ameaçavam entrar na justiça. Lá estava ele, trabalhando no cuidado dos porcos, em troca, tendo o direito de comer, junto com esses animais, a comida deles. Não teve a intenção de denunciar no Ministério do Trabalho, pois sabia bem que coisa melhor não conseguiria, mesmo sendo formado, pois a crise estava severa. Precisava tomar uma decisão radical, ou morreria doente naquele lugar. Nem roupa decente possuía mais. Tinha que sair dessa situação, mas sair dela, agora, requeria humildade que ele jamais havia desenvolvido.

 

  1. Terça: A parábola do filho perdido – parte 2

No auge do drama, vendo-se sem perspectiva para continuar longe de casa, o filho resolve humilhar-se e voltar. Ao sair de casa, estava arrogante, reclamando o que era seu; agora, sem nada, tendo desperdiçado tudo, não tem mais opção de ficar. Decide voltar. Ficar seria a opção de morte; retornar, mesmo tendo que se humilhar, seria a opção de vida.

Ele prepara sua argumentação. E faz o correto. Não iria falar culpando outros, as circunstâncias, a crise; não iria inventar uma mentira para enganar o pai. Ele iria falar a verdade, que se deu mal e que está arrependido. Ele quer dizer ao pai que o deseja como pai, não como um outro qualquer. Quer dizer a seu pai que está arrependido, pois havia feito tudo errado na vida, mas agora percebera os seus erros, e queria acertar. Vinha ao pai para pedir ajuda. Como havia desperdiçado tudo o que recebera da herança, não seria digno de receber algo da outra parte, que pertencia a seu irmão mais velho. Apenas queria um emprego, qualquer coisa, para ter comida, e para poder morar, quem sabe, em algum galpão, mas que fosse perto do pai. Não vinha pedir para ser tratado como um filho, sabia que nem isso merecia, mas para ser um dos mais humildes empregados, um daqueles que trabalha pelo salário de cada dia. Chamavam de jornaleiro, ou seja, receberia pagamentos por jornada de trabalho.

Mas o pai estava em outra expectativa, desde o dia em que havia visto seu filho indo embora. Um dia, por aquele caminho, viu um maltrapilho caminhando em sua direção. De longe percebeu ser seu filho, e correndo, foi a seu encontro, abraçou-o e o beijou. Que sensação teve o filho! Jamais esperava tanto. Mal conseguiu pronunciar seu discurso de arrependido bem decorado, pois o pai não considerou. Mandou preparar uma grande festa, como se o filho estivesse retornando de uma formatura. Mas era ainda mais importante: ele retornava de uma aventura malsucedida. Desde o dia da saída, o pai estava pronto a perdoar e a reintegrar o filho ao lar, não como empregado, mas como filho amado. Isso o filho não esperava. Que emoção ser recebido assim, depois de tanta desconsideração para com o pai!

O filho mais velho fez um papelão, um estraga-prazeres. Voltando do trabalho na lavoura, como sempre na dureza, viu que havia festa, e foi informado do retorno do mais moço, e que voltava não mais rico como quando saíra, mas sem nada. É lógico que, se tivesse enriquecido, o mais velho o consideraria bem, mas como havia desperdiçado, como era evidente ao sair, agora se indignou por causa da recepção do pai. O filho mais velho focava nos bens, no trabalho, no enriquecimento, não no relacionamento, nem no perdão. Agora que seu irmão se deu mal, que se danasse e sofresse até à morte. Esse era o seu raciocínio: vingativo e de desprezo. Não deveria ter direito a nada. Ele não percebia que também poderia ter errado da mesma maneira, e ficaria feliz em ser perdoado. Aliás, ele estava errando, ele estava destruindo a família. Era um daqueles que só via o trabalho e o dinheiro como importante, não a vida eterna nem a salvação.

O reino dos céus, onde está o nosso Pai celeste, não tem o perfil do filho mais velho. Lá vale a regra do amor, do servir, não do ser servido. Lá se busca perdoar, mesmo que isso signifique alto custo ao Filho de DEUS. No reino dos céus o próprio Rei vem como ser humano, nosso irmão mais velho, para nos buscar de volta.

Sempre que há falta de amor, se pensa como o irmão do filho pródigo; quando há amor, se pensa como JESUS, nosso irmão humano mais velho, e também nosso Criador e Redentor, que veio substituir-nos na morte e nos perdoar, para nos levar de volta ao lar eterno.

 

  1. Quarta: Oportunidades perdidas

Às vezes perdemos lindas oportunidades na vida profissional. E elas nunca mais retornam. Felizmente não aconteceu isso comigo. Quando estava para me formar em Administração, sendo estudioso, fui convidado a dar uma disciplina em lugar de outro professor, que ficaria como titular, pois eu ainda não estava formado e muito menos possuía pós-graduação ou outro curso acima. Já sendo professor na Escola Sabatina por algum tempo, pensei: vou aceitar, e essa foi a oportunidade em minha vida, não desperdiçada. Até hoje sou professor no curso de Administração, na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, a UNIJUÍ. Mas, a desgraça é desperdiçar a oportunidade da vida eterna, e há um limite de tempo para aceitar.

No caso da parábola de hoje, em que se confrontam o rico e o pobre Lázaro (não aquele que JESUS ressuscitou), os dois já haviam falecido. Isto é apenas uma parábola que ilustra sobre a oportunidade da salvação. A ideia foi tirada, por JESUS, de uma crença da época vinda do sistema grego de adoração. O rico estava sofrendo no inferno e o pobre estava nas mansões celestiais. A tortura do rico era tal que teve dois desejos: que ao menos recebesse alguma umidade para molhar a língua e que seus parentes fossem evangelizados em tempo. Consigo imaginar o sofrimento da falta de água, pois minha esposa foi operada há algumas semanas, e não pôde beber nada por dois dias, apenas molhar a boca com um paninho úmido. O rico desejou que algum dos profetas fosse alertar seus parentes, ainda vivos, para que se arrependessem de seus pecados, e não viessem sofrer como ele.

Aqui está a lição da parábola. O tempo de aceitar o plano da salvação é enquanto estamos vivos. Uma vez que morremos, cessam todos os pensamentos e atos, bem como possibilidades. É inútil orar ou rezar pelos mortos, nada mais muda o seu destino. O juízo para os que morreram já chegou, ou estão definitivamente salvos, ou definitivamente perdidos. O rico da parábola queria um alívio em seu sofrimento, mas isso não era mais possível, queria que seus parentes fossem salvos por algum profeta antigo já falecido, mas isso também não era mais possível. Os mortos não sabem nada, nem para pregar, nem para aceitar ainda a salvação pelo arrependimento. Esta é apenas uma parábola ilustrativa, não uma realidade de inferno e céu. Na verdade, hoje é a oportunidade, pois não conhecemos o dia de amanhã, se estaremos vivos ou mortos. Aliás, talvez o tempo de vida que ainda temos nem dure as horas de hoje. Quantos que saem à rua, ocorre um acidente, e não voltam nunca mais!

 

  1. Quinta: Eu era cego e agora vejo

A lição de hoje confronta duas situações de cegueira. Uma é a tradicional cegueira física, que era o caso de Bartimeu, cego e pedinte para sobreviver. Ele estava assentado à beira do caminho na entrada de Jericó. Naqueles tempos ser cego significava uma vida bem mais difícil que hoje. Viviam de esmolas. Hoje há cegos que são excelentes profissionais. Conheci um que era engenheiro civil. Soube de outro que era mecânico de automóveis e mais outro que era marceneiro. Faziam tudo pelo tato e ouvido.

Mas Bartimeu estava naquela lamentável situação de marginalizado pelas suas condições físicas, evidentemente desejando ser curado. Ouviu um tropel de muita gente caminhando e falando, e se informou, sabendo que era JESUS que iria passar por ali. Ele queria contatar com JESUS, que mandou que viesse até Ele. Perguntou o que o cego queria. Parecia que JESUS queria uma declaração da vontade do cego, que respondeu que queria ver. Prontamente foi curado, e passou a glorificar a DEUS a partir daquele momento, assim como fez também o povo que acompanhava JESUS. Possivelmente esse mesmo povo, alguns dias depois, muitos deles gritaram para que fosse crucificado.

O outro cego podia ver muito bem fisicamente, tanto que em seu trabalho aproveitava para tirar dos outros o que não lhe pertencia. Era o líder dos coletores de impostos de Jericó, e se valia dessa condição para enriquecer de modo corrupto. A sua cegueira era não ver que o que fazia estava errado, desaprovado por DEUS. Mas caiu em si, e sabendo que JESUS passaria por Jericó, lhe assediou forte vontade de ‘ver JESUS. Não sabia como, mas queria ter um contato, mesmo que apenas visual, com esse Mestre do qual ouvira falar coisas admiráveis, em especial, sobre a honestidade, milagres e a salvação.

Era de baixa estatura, portanto, teve a ideia de subir numa árvore (um sicômoro, arvore de porte avantajado) para ver JESUS, como que em secreto, e bem de perto. Mas quando JESUS passava por baixo dele, parou e falou com Zaqueu, dizendo para descer pois queria fazer uma refeição em sua casa. O coração palpitou forte, isso era bem mais que sonhava. Grande foi a felicidade desse momento em diante! JESUS sabia da vida de Zaqueu, e também do desejo de acertar as contas de seus desvios. O homem só precisava de um pequeno incentivo, e lá estava JESUS para motivá-lo a isso. Muitas vezes condenamos severamente uma pessoa que está só desejando ser motivado a acertar sua vida com DEUS, talvez, retornar à igreja, por exemplo. Ou talvez, deixar das drogas, da prostituição, etc. Assim que Zaqueu decidiu que iria devolver muito mais que havia extorquido dos contribuintes, JESUS declarou: “hoje houve salvação nesta casa” (Luc. 19:9).

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

JESUS veio salvar a todos. Morreu na cruz por todos. Mas, mesmo que uma única pessoa viesse a aceitar, Ele, por ela teria morrido, e pelos outros também. Talvez pudéssemos ser mais radicais. JESUS viria morrer pela humanidade mesmo que nenhum ser humano aceitasse, creio assim. Porque faria isso? No caso, todos se perdendo, pelo menos ficaria registrado o amor de DEUS pela criatura caída, estendendo a oportunidade a quem jamais aceitasse. E o Universo se convenceria que satanás estava errado, como aconteceu na cruz.

  • Quais os tópicos relevantes?

DEUS é Aquele que busca, vai atrás dos perdidos. Foi atrás de Adão e Eva, atrás de Caim, Jacó, Esaú, Davi, e muitos outros, inclusive, eu e você. Ele busca o perdido, não é o perdido que tem a obrigação de buscar e encontrar DEUS. Devemos fazer a nossa parte, que é aceitar o dom oferecido por DEUS, mas isso é sempre uma resposta a DEUS, não uma iniciativa sem que antes nada alguém tivesse feito.

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Perante DEUS somos todos iguais e temos o mesmo valor. O valor com que somos avaliados pelo governo celeste é equivalente a vida de JESUS CRISTO, que a entregou por nós, na cruz. Quanto vale a vida de CRISTO? Vale a vida de toda a humanidade. Por que? Porque a humanidade foi criada por Ele, ou, porque todos somos Seus filhos.

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Aceitar JESUS todos os dias, e desejar ser transformados pelo ESPÍRITO SANTO. Devemos avaliar a transformação, ou seja, detectar se algo está mudando em nossa vida, ou não. Talvez estejamos impedindo a ação do ESPÍRITO SANTO em nossa vida.

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

“Ao descrever Sua missão terrena, Jesus declarou: “O Espírito do Senhor está sobre Mim, pelo que Me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-Me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor.” Luc. 4:18 e 19. Estamos tão intimamente assemelhados a Cristo que podemos representar Sua obra e seguir Seu exemplo? Sua obra deu caráter a Sua missão, revelando que era de divina designação. Em toda palavra e ato Seu eram revelados terna compaixão, amor e misericórdia. Os mais pobres e humildes não temiam aproximar-se dEle. Ele sempre notava as criancinhas ao serem a Ele atraídas” (Olhando para o Alto, MM, 1983, 139).

 

  1. Conclusão geral

No momento em que sentimos que DEUS nos aceitou, passa a vigorar em nossa vida o convite de JESUS, para irmos aos outros, semelhantes, e buscá-los para, junto conosco, vivermos com JESUS.

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Assista o comentário clicando aqui.

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira O decreto dominical O alfa e o ômega Como é fácil enganar!

 

 

estudado e escrito entre   10  e  16/04/2015

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

 

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