Lição 8 – Confiando na bondade de DEUS (Habacuque)

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2013

Tema geral do trimestre: Busque ao Senhor e viva! Grandes lições dos profetas menores

Estudo nº 08 –  Confiando na bondade de DEUS (Habacuque)

Semana de 18 a 25 de maio

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com.br - marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:A Terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Hab. 2:14).

 

Introdução de sábado à tarde

Quantas vezes as pessoas fazem como esse profeta, e perguntam a DEUS sobre certos fatos inexplicáveis. Por exemplo, como se pode explicar aquele terrível episódio de criminosos que tomaram o carro de uma mulher, e arrastaram seu filho pendurado na porta por centenas de metros, esfolando-o vivo no asfalto, até morrer? Por que uma criança inocente tem que morrer assim? O que fez ela para que tivesse um destino como esse? Onde estava DEUS naquela hora, que não evitou o fato?

Algumas respostas temos, mas não todas. Não sabemos, por exemplo, porque DEUS protege em certas ocasiões, e em outras não faz nada, ou parece não fazer nada. Mas sabemos que DEUS é justo. Sabemos que vai haver um julgamento no final dos tempos, o julgamento dos ímpios. E também sabemos que as injustiças serão todas analisadas e punidas se não houve arrependimento. Além disso, sabemos ainda que as pessoas são livres para as suas ações. Mas não entendemos tudo o que acontece nesse planeta. Por exemplo, como explicar os genocídios, quando matam milhares ou até milhões de pessoas. Como isso é permitido?

Temos mais perguntas. Aliás, existem bem mais perguntas que respostas. Por que DEUS permitiu o martírio de pessoas na Idade Média? Por que Ele permitiu que os apóstolos, exceto João, fossem mortos de modo cruel? Mas por que libertou Daniel dos leões e seus companheiros da fornalha ardente? No entanto, muitos profetas do passado tiveram morte cruel. Como se explica tudo isso?

Por enquanto não se explica, não temos como entender. Mas temos que saber que vai haver juízo para tudo isso, sabemos que esses fatos clamam debaixo do altar por justiça. E outra coisa também sabemos, que quando JESUS voltar, muitos desses se reencontrarão com seus queridos, para sempre. E para tudo haverá uma explicação.

De um caso, ao menos, na Bíblia, temos a explicação. É o caso de Jó. Como essa criatura sofreu, conhecemos a história. Conhecemos o motivo de ele ter sofrido. E também como DEUS restabeleceu sua situação. Mas as razões de milhões de casos desconhecemos, e não fazemos ideia dos porquês. Então, o que podemos fazer são perguntas, e elas serão todas respondidas, no dia do juízo final. Naquele dia tudo se esclarecerá.

 

  1. 1.      Primeiro dia:  Profeta perplexo

A nação de Israel já havia caído nas mãos dos assírios. Ela não existia mais. Agora só existia Judá e Benjamin, e indo de mal a pior, em direção ao caos. Habacuque foi um profeta que atuou por poucos anos, antes da tragédia diante de Babilônia. Ele sofreu os tempos que antecederam a destruição de Jerusalém e do templo. Ele via a tendência, conhecia as profecias, e percebia claramente que os líderes religiosos e políticos da nação pouco ou nada estavam preocupados com o que estava por vir. A nação não atentava para as mensagens dos profetas.

Habacuque atuou um pouco depois de Sofonias, no mesmo tempo de Jeremias, no entanto, este continuou atuando durante o tempo da grande tragédia da nação. Foi Jeremias que mais sofreu com a destruição do povo de DEUS, ele viu a ruína da glória de um povo santo.

“A apostasia dos primeiros séculos havia angariado forças com o passar dos anos; dez das tribos tinham sido espalhadas entre os pagãos; apenas as tribos de Judá e Benjamim permaneceram, e essas mesmas pareciam agora às bordas da ruína nacional e moral. Os profetas tinham começado a predizer a completa destruição de sua aprazível cidade, onde se erguia o templo de Salomão e onde se centralizavam todas as suas esperanças de grandeza nacional. Seria possível que Deus estivesse prestes a tornar atrás em Seu juramentado propósito de levar livramento aos que nEle confiassem? Em face da longa perseguição dos justos, e da aparente prosperidade dos ímpios, poderiam os que haviam permanecido leais a Deus aguardar dias melhores?” (Profetas e Reis, 384 e 385).

Diante da situação, de nada adiantando falar ao povo, Habacuque passou a fazer perguntas a DEUS. Ele estava, digamos, apavorado pelos rumos da nação. Ele soube que Babilônia viria para fazer juízo contra o povo de DEUS. Mas isto era duro de aceitar, pois por que um povo pagão teria que corrigir o povo escolhido, que era para ser santo a DEUS? O profeta perguntava a DEUS: “até quando clamarei eu?” Ele via a iniquidade e a opressão entre o povo de DEUS, destruição e violência, contendas e litígios. Ele via que a lei se afrouxava e a justiça nunca se manifestava, ela era torcida para os interesses dos mais poderosos contra os mais fracos. O profeta percebia a violência e a transgressão da santa lei de DEUS, e tudo dava a entender que os maus elementos estavam no poder e determinavam tudo naquela nação. E estes não davam ouvidos aos profetas. Até quando isso continuaria? Um povo pagão seria a vara de DEUS (Isa. 10:5) para corrigir a nação santa?

“Deus respondeu ao clamor de Seus filhos leais. Por intermédio de Seu porta-voz Ele revelou Sua determinação de levar a correção à nação que O tinha desprezado para servir aos deuses dos gentios. Nos dias mesmos de alguns que estavam então inquirindo com respeito ao futuro, Ele miraculosamente modelaria os planos das nações dominantes na Terra, levando Babilônia à ascendência. Esse povo caldeu, “horrível e terrível” (Hab. 1:7), cairiam subitamente sobre a terra de Judá como um açoite divinamente apontado. Os príncipes de Judá e os mais distintos dentre o povo seriam levados cativos para Babilônia; as cidades e vilas da Judeia e os campos cultivados seriam devastados, a nada se poupando” (Profetas e Reis, 385 e 386).

Que alerta para nós! Pela profecia sabemos que a nossa amada igreja não passará. Ela não cairá. Mas sabemos muito bem que nós, pessoas, membros, podemos cair, podemos ser sacudidos porque não somos fiéis. Naqueles tempos a nação foi castigada e ela desapareceu por muitos anos. Em nossos dias, DEUS castigará indivíduos, aqueles que não se converterem por inteiro a DEUS. “O Senhor terá um povo tão verdadeiro como o aço, de fé tão firme como o granito. Eles devem ser-Lhe testemunhas no mundo, instrumentos Seus para realizar uma obra especial, gloriosa, nos dias de Sua preparação” (Testemunhos Seletos, volume I, 590, grifos acrescentados).

 

 

  1. 2.      Segunda: Vivendo pela fé

Uns vinte anos se passaram depois que o livro de Habacuque foi escrito, e os babilônios vieram e destruíram Jerusalém. A visão de Habacuque se cumpriu. Uma nação estrangeira, a mais poderosa daqueles dias, foi utilizada por DEUS para castigar o Seu povo rebelde, que insistia em adorar os deuses das nações pagãs. Como é que se pode entender isso? Como se pode aceitar uma nação eleita por DEUS, favorecida em todos os sentidos, se entregando insistentemente para adorar e servir a deuses que nada podem fazer, eles mesmos tendo que ser carregados nos ombros dos próprios adoradores. Acontece que o ser humano quer ver o seu DEUS, e aí fabrica um ídolo, e lhe presta culto. Assim era naqueles tempos.

Então Habacuque ficou perplexo. Como se poderia aceitar que uma nação como Babilônia viesse a servir de instrumento nas mãos de DEUS para corrigir o povo que pertencia a DEUS? Isso é no mínimo muito contraditório. Diante disso DEUS explicou ao profeta que os babilônios, mais tarde, também seriam castigados. Pois bem, onde estão os assírios hoje? E onde estão os babilônios hoje? Mas o povo de DEUS, que atualmente é a IASD, está aí, no mundo inteiro, preparando-se para a conclusão da pregação do evangelho para a segunda vinda de CRISTO.

Porque nações pagãs eram utilizadas por DEUS para castigar Seu povo? Isso é fácil de explicar. O povo de DEUS se voltava para os deuses desses povos, portanto, escolhia servir a esses deuses. Assim, esses povos eram autorizados a dominar sobre os servos de DEUS, que se haviam ligado a seus deuses. No caso dos babilônios, o rei Ezequias, que fora curado de uma doença mortal, e que recebera a embaixada de Babilônia, em vez de lhes falar sobre o poder de seu DEUS, que o havia curado, lhes mostrou suas riquezas, e assim atraiu a ambição dos babilônios. Esse foi o estopim da vinda deles para destruir o reino de Judá.

Que lição resta a nós? A de não nos envolvermos com as atrações do mundo, pois seremos atraídos pelo mundo, e dominados por ele. Satanás ainda utiliza de estratégias e estratagemas para atrair a atenção do povo de DEUS, e fisgar um a um para seu controle. É esse o ponto que devemos prestar bastante atenção, e ter muito cuidado para não sermos enredados.

 

  1. 3.      Terça: A Terra se encherá (Habacuque 2)

Hoje estudamos sobre a resposta de DEUS a Habacuque. E que resposta! Sim, Babilônia seria usada por DEUS para castigar o Seu povo rebelde, mas Babilônia também seria castigada. Nada menos que cinco ais estavam previstos sobre Babilônia, tempos depois. E aqui, nós que conhecemos parte da história que não fora revelada a Habacuque, sabemos que Daniel, que seria deportado junto com outros fiéis jovens de DEUS, profetizaria os futuros reinos que sucederiam Babilônia, e aquele reino que derrotaria esse império, o de Ciro, a Medo-Pérsia, seria favorável aos judeus, e financiaria o seu retorno por meio de recursos e por meio de amparo legal. Assim como DEUS utilizaria um império pagão para castigar a rebeldia do povo, utilizaria outro império pagão para o restabelecimento dele. Vemos DEUS no comando. Também Habacuque não sabia que mais tarde, no império da Medo-Pérsia, se levantaria uma rainha judia que faria grande diferença naquele império, assim como Daniel já teria feito diferença como ministro desse império, e até de Babilônia.

DEUS respondeu o questionamento de Habacuque. Mas Ele não disse tudo, apenas o necessário para que o profeta se consolasse. Haveria o restabelecimento do povo de DEUS, e ele nunca mais se voltaria aos ídolos. Disso estariam livres, embora viessem a praticar outros desvios, como o legalismo dos Dez Mandamentos, o que também não era bom, embora ao menos não tão mau quanto a idolatria. No tempo de JESUS, o debate não era sobre a idolatria, mas sobre como guardar a lei e principalmente sobre a santificação do sábado. Portanto, o castigo do poder babilônico fez efeito. E nunca se deve esquecer que o povo de DEUS se levantou outra vez, e se restabeleceu, o templo foi reconstruído, e JESUS esteve nesse segundo templo, mas os babilônios desapareceram.

Sofrimento aqui na Terra sempre houve e ainda haverá. “Foi-me mostrada a recompensa dos santos, a herança imortal. Foi-me revelado então o quanto o povo de Deus sofreu por causa da verdade, e que considerariam o Céu como lhes tendo sido barato demais. Deduziram que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória que neles haveria de ser revelada. O povo de Deus nestes últimos dias será provado. Mas logo chegará sua provação final, e receberão então a dádiva da vida eterna” (Testemunhos Para a Igreja, 432).

“Deus permite que os ímpios prosperem e revelem inimizade para com Ele, a fim de que, quando encherem a medida de sua iniquidade, todos possam, em sua completa destruição, ver a justiça e misericórdia divinas. Apressa-se o dia de Sua vingança, no qual todos os que transgrediram a lei divina e oprimiram o povo de Deus receberão a justa recompensa de suas ações; em que todo ato de crueldade e injustiça para com os fiéis será punido como se fosse feito ao próprio Cristo” (O Grande Conflito, 48).

 

  1. 4.      Quarta: Lembrando a glória divina

Que dias gloriosos foram aqueles da saída do Egito. Era o DEUS verdadeiro contra os deuses falsos. O povo dos deuses falsos escravizou o povo do DEUS verdadeiro. Por alguns séculos, parecia que o DEUS verdadeiro Se havia descuidado de Seu povo. Mas não. Um grande plano estava preparado e havia um tempo determinado para ele se realizar. DEUS tinha em mente transformar aquela família de Jacó numa grande e poderosa nação. Ele queria fazer uma aliança com os descendentes daquela família; era a aliança que já havia feito com Abraão.

Nos dias de Habacuque, o povo já estava estabelecido há séculos na Terra prometida, e fazendo mau uso das bênçãos de DEUS. A grande glória do passado estava sendo destruída pela rebeldia dos reis, sacerdotes e juízes, que desencaminhavam o povo para a idolatria, para a ganância e toda sorte de iniquidades. Era, evidentemente, satanás agindo para destruir aquele povo. Em grande parte, ele teve êxito, mas não conseguiu eliminar o povo de DEUS, seu maior objetivo. E o profeta estava vendo isso tudo, entendendo por inteiro. O tempo presente era arrasador, estava no meio da glória da demonstração do poder de DEUS no passado e o terrível Dia do Senhor, o dia do juízo final, no futuro. E entre o presente e esse futuro, o descendente da mulher e de Davi se manifestaria, vindo como menino para se tornar o Salvador do mundo, e no tempo do grande dia do Juízo, Ele retornará para resgatar Seus filhos obedientes. Aquela saída do Egito fazia sentido, da mesma maneira, com mão forte, o Salvador virá para retirar Seus filhos da Terra e levá-los para a vida eterna. Mas o tempo presente era desalentador.

“Deus pode permitir o surgimento de uma cadeia de circunstâncias que os levem a correr para a Fortaleza, pela fé pressionando o trono de Deus em meio a espessas nuvens de trevas, pois mesmo aqui Sua presença está oculta. Mas Ele está sempre pronto a livrar a todos que nEle confiam. Assim obtida, a vitória será mais completa, o triunfo mais seguro, porque o provado, pressionado e afligido, pode dizer: “Ainda que Ele me mate, nEle esperarei.” Jó 13:15. “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação.” Hab. 3:17 e 18” (Conselhos Sobre Educação, 143).

 

  1. 5.      Quinta: DEUS é nossa força

Estamos aprendendo coisas maravilhosas. Eis algumas dessas maravilhas:

a)      DEUS não tem prazer no castigo, mas tem prazer em perdoar e salvar. Sua vontade é de nos ver bem e quer que estejamos com Ele pela eternidade.

b)      Os bons seres humanos, como esses profetas que estamos estudando, quando veem que o povo de DEUS se desvia e permanece rebelde, fora do caminho do bem, e quando já não há mais possibilidade de retorno, olham para as promessas futuras de salvação de DEUS.

Então aqui vemos uma convergência interessante: tanto DEUS quanto os bons seres humanos estão de acordo quanto ao futuro. DEUS promete algo bom, a perfeição, e o ser humano deseja esta perfeição. Quando as coisas ficam bem ruins entre o povo de DEUS, sempre há aqueles que permanecem firmes, e nessa situação, se no presente está mesmo muito ruim, tais servos de DEUS olham para as promessas futuras, e agarram-se a elas, e assim mantém firme a sua fé. “Quando começais a sentir-vos desalentados, olhai para Jesus e comungai com Ele. Quando pensais que sois mal compreendidos por vossos irmãos, lembrai-vos de que Jesus, vosso Irmão mais velho, jamais comete um erro. Ele julgará com justiça. As palavras de Cristo, proferidas no grande dia da festa, têm admirável significação e poder. Ele ergueu a voz e disse: “Se alguém tem sede, que venha a Mim e beba.” João 7:37. Não devemos ser impelidos a Cristo. Nossa parte é vir – fazer nossa própria escolha e ir à fonte da vida. Por que não havemos de ir ter com Cristo? Pois nEle centraliza-se a nossa esperança de vida eterna. As lições que chegaram até nós por meio de Cristo não são máximas repetidas com frequência; elas estão repletas de pensamentos vitais. Nossa parte, porém, é apropriar-nos da verdade divina. O apóstolo Paulo nos exorta a lançar mão da esperança que nos é proposta no evangelho. Pela fé devemos apropriar-nos das promessas de Deus e munir-nos das copiosas bênçãos que nos foram asseguradas por Cristo Jesus. A esperança nos foi proposta, a saber: a esperança da vida eterna. Nada, a não ser essa bênção para nós, satisfará a nosso Redentor; mas a nossa parte é apoderar-nos dessa esperança pela fé nAquele que prometeu” (Exaltai-O, MM 1992, 332).

Nesses dias difíceis, em que há uma pressão terrível de entrada de mundanismo na igreja, os verdadeiros servos de DEUS precisam ter a atitude dos profetas, firmar sua fé nas promessas futuras. Enquanto muitos na igreja se esforçam por introduzir a música que Ellen G. White disse que é satânica, e que seria um sinal da proximidade do fim, enquanto muitos são apoiados por ministros que desejam salientar apenas seu desempenho, outros sofrem vendo esse tipo de profecia se cumprindo como jamais se deveria cumprir. É um sinal tão claro que satanás teve acesso aos corações de muitos de nossos líderes que os zelosos ficam, por vezes, desanimados. Assim, ao lado de muito mundanismo que entra na igreja, o inimigo faz com que outros desanimem. Mas não podemos nem devemos perder as forças. Devemos, como os profetas, saber que DEUS sempre deseja perdoar, e que o foco é sempre no futuro, a segunda vinda de CRISTO.

 

 

  1. 6.      Resumo e aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

a)      Síntese dos principais pontos da lição

  • Qual o foco principal?

O profeta Habacuque estava perplexo, considerando a situação do povo de DEUS, no caso o Reino do Sul, que estava na iminência do desastre total. O profeta sabia o que viria pela frente, anunciava isso, e nenhum resultado podia ser visto. Não havia arrependimento, nem da parte do rei, dos príncipes e nem dos sacerdotes. Havia-se formado um estado de conflito de rebeldia entre a nação e a palavra de DEUS. E o profeta sabia que uma nação pagã, Babilônia, faria com Judá o mesmo que a Assíria já havia feito com os israelitas. Por isso o profeta se sentia em extremo perplexo, perguntando a DEUS, até quanto ele iria clamar para que o povo e a sua liderança se arrependessem, mas eles não atenderam.

Paralelo a isso, DEUS revelava ao profeta a glória do futuro que ainda viria. Assim o profeta se animava um pouco. Ele viu que ainda daquele povo, da família de Davi, viria um Descendente, o Senhor, Rei dos reis, para salvar o Seu povo e Se tornar Rei eterno para todo o sempre, num reino que jamais passaria a outro povo. O futuro era promissor, mas o presente ia de mal a pior.

  • Quais os tópicos relevantes?

O povo escolhido de DEUS, quando se fixou e se enriqueceu na terra, tornou-se espiritualmente relapso, afastando-se aos poucos de seu Senhor e DEUS, adorando a ídolos dos povos que lhe eram hostis. DEUS enviava um profeta atrás do outro para reencaminhar a nação, mas isso era inútil, se bem que uns poucos, por essa providência, se mantinham fiéis. Houve um diálogo dramático entre Habacuque e DEUS. O profeta perguntou, até quando Judá praticaria iniquidade e ficaria impune. DEUS respondeu que haveria punição, por meio de Babilônia. Habacuque se assustou, e argumentou com DEUS como um povo mais perverso que Judá, e idólatra, iria punir para levar o povo à obediência a DEUS? O Senhor respondeu que os babilônios depois também seriam punidos, e os judeus fiéis seria recompensados.

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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b)      Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Hoje, temos que ter muito cuidado com o que vem de fora de nossa igreja e de nossos lares. São coisas que invadem nossos recônditos, e nos fazem mais familiares com o mundo do que com nosso Salvador. Parece que estamos nos afastando da simplicidade da vida de CRISTO para nos acostumarmos com os costumes mundanos, sejam filmes violentos e imorais, seja o futebol, sejam as novelas, e outras coisas inconvenientes para cidadãos do Reino de DEUS.

Também podemos aprender que DEUS está aberto ao diálogo com os humanos sinceros, e até mesmo respeita a dúvida e dá as explicações necessárias.

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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c)      Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Devemos fazer uma reforma em nossa vida. Precisamos aprender como CRISTO viveu. Ele é nosso exemplo. A situação nestes dias atuais é de dramática corrida pela valorização do “eu”. Diante disso precisamos ser pessoas espiritualmente cultas, obedientes a DEUS, bons profissionais, pessoas honestas e sempre prontos a levar a mensagem a outros. Podemos dialogar com DEUS, como fez Habacuque.

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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d)     Comentário de Ellen G. White

“As reivindicações de Deus são igualmente obrigatórias sobre todos. Os que preferem negligenciar a grande salvação que lhes é oferecida gratuitamente, que preferem servir-se a si mesmos e permanecer inimigos de Deus, inimigos do abnegado Redentor, estão ganhando o seu salário. Semeiam na carne, e da carne hão de ceifar a corrupção” (Testemunhos Seletos, v. 1, 349).

e)      Conclusão geral

Nosso tempo é parecido ao de Habacuque e de outros profetas da época. Enormes eventos se sucederiam naqueles dias. Jerusalém seria atacada pelos pagãos, e o templo seria totalmente destruído e suas relíquias seriam saqueadas pelos pagãos, que as colocariam diante de seus deuses que valem nada. Portanto, nós devemos dedicar mais tempo à oração e ao estudo da palavra e providenciar mudanças em nossa vida, em tudo o que se fizer necessário.

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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escrito entre:  10 e 16/04/2013

revisado em:  23/04/2013

corrigido por Jair Bezerra

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

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2 comments for “Lição 8 – Confiando na bondade de DEUS (Habacuque)

  1. Iara Quintal
    maio 17, 2013 at 5:27 pm

    Seus comentários vão me ajudar quando eu for passar a lição na classe de professores e na unidade escola sabatina.
    Obrigada pela disposição de partilhar, desta forma, seus conhecimentos teológicos, eles ajudam muito. Que Deus abençoe conserve e aumente sua disposição e sabedoria.

  2. vanessa de oliveira pinheiro
    maio 24, 2013 at 8:09 pm

    ótimo. Gostei do site

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