Lição 8 – JESUS nos escritos de Pedro

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: “Apascenta as Minhas ovelhas”: 1 e 2 Pedro

Lição 8 – JESUS nos escritos de Pedro

Semana de 13 a 20 de maio

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por Suas chagas, fostes sarados” (I Pedro 2:24).

 

Introdução de sábado à tarde

O tema desta semana é JESUS CRISTO. Vai ser bom esse estudo, pois Pedro aprendeu muito com JESUS. Ele sofreu por JESUS, foi advertido, chegou bem perto de trair JESUS, negando conhecer seu Mestre por três vezes, e cometeu outros erros, porém, ele foi um dos grandes apóstolos. Ele foi quem pronunciou o primeiro discurso (sermão) em que cinco mil judeus da diáspora pediram batismo. A essas pessoas faltava só conhecer JESUS, já conheciam toda a Torá.

Pedro refere-se sobre a morte de JESUS, Seu sofrimento e Sua ressurreição. Nenhum deles, nem os homens e nem as mulheres, esperavam que JESUS fosse morto e muito menos, que ressuscitasse. Os membros do Sinédrio desconfiavam de alguma coisa sobre isso, mandando, no sábado mesmo, guardas para que ninguém simulasse Sua ressurreição ao terceiro dia (como foi com Lázaro), por roubo de Seu corpo. Eles sabiam, de alguma forma, que as mulheres iriam lá, domingo pela manhã, para embalsamar JESUS. Isso poderia ser um indicativo ou desculpa de, na verdade, com os homens, darem um sumiço no corpo e depois anunciarem uma falsa ressurreição. Logo, quem testemunhou a ressurreição de JESUS não foram Seus seguidores, mas sim, os soldados romanos, e quem ouviu em primeira mão sobre a ressurreição, não foi o povo que seguia JESUS, mas os membros do Sinédrio, que queriam ver Ele morto. Pedro foi um dos que não entendeu, porque não queria entender, que JESUS morreria mas ressuscitaria.

O assunto dessa semana é deveras importante. É sobre o nosso Salvador.

 

  1. Primeiro dia: JESUS, nosso sacrifício

Pedro está explicando que, para nos resgatar da morte eterna, JESUS teve que morrer por nós. Ou melhor, teve que derramar Seu sangue por nós. Para entender isso, no Antigo Testamento havia uma ilustração bem dramática. Um ser humano, homem ou mulher que pecasse, deveria oferecer em sacrifício um cordeiro sem defeito. Esse animal era morto por meio de degola, cortando a jugular, e assim derramava seu sangue. Esse sangue era coletado numa tigela e aspergido sobre o altar e na base do altar.

Isso era tudo simbólico, ou seja, ilustrativo, querendo ensinar algo sobre a realidade. E a realidade era a seguinte: a vida está no sangue, sabemos que é ele que transporta os nutrientes a todas as células do corpo para que elas permaneçam vivas e assim todo organismo permanece vivo. É que as células formam os tecidos que compõe o corpo humano. Morte significa que esse sistema foi de alguma forma danificado, ou envelheceu tanto que não funciona mais direito, ou então alguma doença prejudicou o sistema. Damos um exemplo, o de uma pessoa baleada. Ela pode perder sangue até que falte o suficiente para viver, e o coração não consegue mais vitalidade suficiente para bombear sangue porque este está faltando. O cérebro pode entrar em colapso antes disso, ou outros órgãos colapsam por falta de nutrientes e oxigênio, e assim por diante. No caso de JESUS, Ele foi enfraquecido por 39 açoites e também ali perdeu muito sangue, e já havia perdido sangue na angústia do Jardim do Getsêmani. Colocaram uma coroa de espinhos na cabeça e continuou perdendo sangue. Na cruz foi pregado pelas mãos e pés, e perdeu mais sangue. Assim aquele forte homem morreu por um colapso no coração por falta de sangue para bombear e para sustentar a vitalidade de Seu coração e todo o corpo. Ele literalmente morreu derramando sangue.

Aí vem uma importante pergunta: Por que, para nos salvar, JESUS teria que derramar Seu sangue? A resposta é simples e fácil de entender. É porque no sangue está a vida, e Ele depôs Sua vida por nós.

Mas disso, surge outra pergunta. Por que JESUS teve que dar a Sua vida para nos salvar? A resposta também é simples. Porque o salário do pecado é a morte. E JESUS fez o seguinte: Ele voluntariamente morreu sentindo em nosso lugar o suplício da culpa dos pecados de todo mundo. Esse suplício é algo que irão sentir (sentimento de culpa) aqueles que não se arrependeram, quando estiverem nos momentos entre sua condenação e o fogo do inferno até que venham a morrer. Dá para imaginar pelo que satanás e seus anjos terão que sentir? Tal como foi com JESUS, cujo sofrimento maior não foram as chicotadas, nem a coroa de espinhos, nem os pregos nas mãos e nos pés, mas a dor da culpa em nosso lugar, assim os ímpios sentirão mais dor por causa de seus pecados do que a dor do fogo em suas carnes. Como JESUS depôs Sua vida sofrendo os nossos pecados, esses pecados, que exigem a morte, foram cobertos, e portanto há perdão disponível para quem desejar. O perdão se origina da morte de JESUS e de Seu sofrimento por causa de nossos pecados. Ou seja, alguém sofreu o que todos nós deveríamos sofrer para morrer como pecadores. É daí que surge legalmente a possibilidade do perdão, mas só receberá esse perdão aquele que o desejar, e esse desejar implica em não querer mais pecar. E essa disponibilidade do perdão se chama graça, ou, em outras palavras, custou caro a JESUS, mas a nós não custa nada, é oferecido de graça, não há preço a pagar, é só aceitar.

 

  1. Segunda: A paixão de CRISTO

Paixão, assim como a palavra Apocalipse (revelação) poucos conhecem o significado. Geralmente lembramos de algum filme sobre a paixão de CRISTO, mais frequentemente, o da Paixão de CRISTO, de Mel Gibson. Paixão, conforme a lição de hoje, do grego significa sofrer. Então se traduz assim: “sofrimento de CRISTO”.

Ontem já nos referimos ao sofrimento de CRISTO e qual a razão dele. Façamos hoje um aprofundamento. Esse é outro desses assuntos que estudaremos durante a eternidade, sem que o esgotemos; eternidade porque um Ser infinito – sobre Ele, o assunto também é infinito. Hoje apenas podemos ter alguns superficiais pensamentos sobre o sofrimento de CRISTO.

Algum dos leitores aqui já experimentou alguma coisa que o deixou muito triste? Por exemplo, ter levado uma pesada multa, ou, por sua culpa, ter causado um acidente? Coisas assim. Isso nos deixa muito tristes por longo tempo. Felizmente nossa mente, com o tempo, vai esquecendo.

Agora, tentemos imaginar, se bem que é impossível, que sejamos responsabilizados pelos mal feitos de todas as pessoas de nossa cidade, por um dia. Teremos que pagar por isso. Como nos sentiríamos? Por certo teríamos uma sensação de insegurança, de incerteza, de medo. Isso envolveria a polícia e a justiça. Seríamos presos? Teríamos que pagar indenizações? Nos condenariam a muitos anos de prisão? Será que ainda sairíamos de lá? Conseguiremos um bom advogado? Poderemos pagar? Imagine isso acontecendo num país estrangeiro, por exemplo, na China, onde a justiça é dura e onde aplicam a lei sem desconto.

Pois bem, JESUS CRISTO teve que suportar os pecados de todas as pessoas, de todos os tempos, inclusive os nossos. Mas Ele não estava diante da dureza de um tribunal da China, ou da Correia do Norte. Estava diante de DEUS, Seu Pai, e Ele mesmo conhecia, não a dureza do tribunal, mas a gigantesca aversão pelo pecado, a tal ponto que causa separação do pecador com o Criador.

O que poderia acontecer? Pelo mais leve pecado, JESUS falharia. Para Ele não haveria perdão para que Se livrasse da situação, se pecasse. Atentem bem a isso: JESUS não teve o direito a pecar e depois pedir perdão. Quem O perdoaria, se era Ele quem veio à Terra para providenciar o perdão às criaturas? Ele aqui era uma criatura sem direito a cometer um só pecado, nem mesmo no pensamento e nem mesmo nos últimos segundos, depois de já ter expirado, enquanto a mente vai apagando. Que missão dura, arriscada e radical teve JESUS!

Pois então tente imaginar o momento em que Ele chega ao Jardim do Getsêmani, quando recebe uma carga para suportar. Essa carga eram os pecados de todos os seres humanos. Ele veio para providenciar perdão a todas as pessoas, ou mais que isso, a todos os pecados de todas as pessoas.

Nessa situação, Ele estava só, sem o ESPÍRITO SANTO, sem Seu Pai, e quase todos os seres humanos contra Ele (traição), alguns que permaneceram ao Seu lado estavam imóveis, sem saber o que fazer. Todos os Seus anjos tiveram que se afastar dEle. Porém, satanás mobilizou todas as suas forças em forma de anjos para O torturar. Foi açoitado a ponto de quase o matarem. Foi humilhado e enfim, sem culpa própria alguma, mas cheio das culpas dos seres humanos, condenado justa e injustamente. Injustamente porque Ele mesmo não merecia a condenação, porém, justamente, porque ali Ele era culpado por nós. Aqueles que O condenaram, na realidade estavam condenando a si mesmos, na pessoa de JESUS. Esse era na verdade o plano da salvação, alguém deveria fazer isso, e quem o fizesse, deveria ser mau e cruel. Sempre há quem se presta a fazer isso.

Então, agora, imagine um homem mortal enfraquecido, tendo que fazer uma coisa sem vacilar: amar a todos os que pecaram cujos pecados Ele estava carregando. Esse era o teste do amor do Criador, Ele mesmo, por nós, que satanás estava questionando desde o início, e que JESUS veio provar que satanás estava mentindo.

Damos mais um exemplo para entendermos um pouco melhor. Imagine que você tenha uma filha, ou um filho, e um traficante conseguiu levar para o mundo do crime, da prostituição e das drogas. Pois JESUS carregou esses pecados desse traficante. Então imagine Ele sofrendo a dor por causa do que o traficante fez a seu filho ou filha. Multiplique isso por todas as pessoas e sensações dolorosas do mundo inteiro. Foi por essa via que JESUS passou, e não poderia sequer ter um pensamento de raiva em relação ao traficante, só de perdão.

Foi algo assim que Ele venceu. Se tivesse tido um único pensamento mau como ser humano, nem mesmo teria ressuscitado, e nós estaríamos perdidos para sempre, e satanás cometeria maldades enquanto vivesse, sabe-se lá por quanto tempo.

 

  1. Terça: A ressurreição de JESUS

Já me referi a um aspecto curioso da ressurreição de JESUS, mas voltarei a ele. JESUS havia mencionado várias vezes que seria morto e ressuscitaria, mas eles não queriam que Ele morresse e, portanto, não entenderam ou não atentaram à certeza da ressurreição. A ressurreição é o ponto vital mais importante do plano da salvação. Não seria muito relevante a Sua morte, não seria algo fora do comum Ele morrer por nós, por amor. Mas ressuscitar, isto é um milagre divino, portanto, algo bem fora do comum. Eles não esperavam que Ele morresse e por isso não se prepararam para a Sua ressurreição. Pelo contrário, com a Sua morte estavam todos desanimados e frustrados, derrotados ao pó, pois viam que tudo de bom havia acabado. As mulheres, inclusive, prepararam na sexta-feira material para o embalsamamento de JESUS, imaginando que Ele ficaria ali até Se consumir.

Então, curiosamente e contraditoriamente, domingo pela manhã, nenhum de seus discípulos estava lá para assistir à Sua ressurreição, somente os soldados romanos, que viram tudo. Foi lamentável isso, pois as testemunhas da pregação de JESUS não foram testemunhas de Sua ressurreição.

Pois bem, vamos agora mais adiante. Já estudamos sobre a necessidade do derramamento do sangue de JESUS e de Sua morte para nos salvar. Vimos também que Ele não poderia cometer sequer um pecadinho, nada, nada. Deveria viver e morrer demonstrando o mais legítimo e puro amor por todos, inclusive ter respeito por satanás. Agora vem a parte mais relevante da salvação. Se Ele cumprisse tudo isso até expirar, até morrer, isso seria louvável, porém, se não ressuscitasse, Ele seria apenas um herói sem eficácia no que fez. Teria que ressuscitar, isto é, teria que vencer a segunda morte. Em outras palavras, DEUS Pai, Ele e o ESPÍRITO SANTO deveriam demonstrar que são capazes de trazer de volta à vida uma pessoa morta, mas não da morte de sono, e sim, da morte eterna, a chamada segunda morte. Essa foi a morte e ressurreição de JESUS.

Veja bem o seguinte: Ele morreu com os pecados de todo mundo de todos os tempos. Isso significa que morreu a condenação eterna, para sempre, pois a condenação com a morte não é essa morte temporária que a Bíblia chama sono, da qual as pessoas ressuscitarão, seja na primeira, seja na segunda ressurreição. JESUS morreu sob a condenação para a morte eterna. E foi dessa morte que Ele retornou à vida. Ele foi o único a superar essa morte, isso não aconteceu nem acontecerá com outra pessoa. Vencendo essa morte Ele tornou-Se o Salvador da humanidade. Tem direito a isso, pois viveu como uma pessoa sem pecados, foi morto injustamente com os nossos pecados, não com os dEle, e ressuscitou da segunda morte porque Ele mesmo não tinha pecados. Entendeu bem? Foi morto por causa dos nossos pecados, ressuscitou porque Ele mesmo não tinha pecado algum. Esse sim é um vencedor, ou melhor, o Vencedor.

 

  1. Quarta: JESUS como o Messias

Bem no início do trabalho de JESUS, havia quem sabia sobre o Messias. “Ele [André] achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias…” (João 1. 41). O povo judeu esperava por um Messias, um Salvador, mas não da morte, e sim, do Império Romano. Messias significa Salvador. CRISTO, como a lição explica, significa ungido, ou o Messias ungido. É também o mesmo que dizer, como Pedro disse, o “Filho do DEUS vivo”.

“Cristo disse a Seus discípulos que começassem o trabalho em Jerusalém. Aquela cidade fora o cenário de Seu estupendo sacrifício pela raça humana. Lá, envolto nas vestes da humanidade, andara e falara com os homens, e poucos discerniram quão próximo da Terra estava o Céu. Lá fora condenado e crucificado. Em Jerusalém havia muitos que, secretamente, criam que Jesus de Nazaré era o Messias, e muitos que haviam sido enganados pelos sacerdotes e príncipes. A esses o evangelho devia ser proclamado. Deviam ser chamados ao arrependimento. Devia ser esclarecida a maravilhosa verdade de que somente por meio de Cristo pode ser obtida a remissão dos pecados. E era enquanto toda a Jerusalém estava agitada pelos acontecimentos sensacionais das poucas semanas passadas, que a pregação dos discípulos faria a mais profunda impressão” (Atos dos Apóstolos, 31 e 32).

Ou seja, conforme a citação acima: CRISTO era o Messias, Salvador da humanidade. Os discípulos deveriam esclarecer, primeiro aos judeus, que aquele homem que fora morto, mas que ressuscitou, é o Messias, o Salvador de todos, o que tem o direito de ser o Rei do Universo, e que derrota o inimigo para sempre e também salva para sempre. Assim, com ímpeto, saíram a pregar sobre o homem DEUS de quem há pouco se tinham decepcionado ao pó por Sua morte, mas se alegram imensamente pela Sua ressurreição.

“”De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas.” Atos 2:41.

“Os líderes judeus tinham imaginado que a obra de Cristo terminaria com Sua morte; mas em vez disto, testemunharam as maravilhosas cenas do dia do Pentecoste. Ouviam os discípulos dotados de poder e energia até então desconhecidos pregando a Cristo, suas palavras confirmadas por sinais e maravilhas. Em Jerusalém, o baluarte do judaísmo, milhares declararam abertamente sua fé em Jesus de Nazaré como o Messias. Os discípulos estavam assombrados e sobremodo jubilosos com a abundante colheita de almas. Eles não consideravam essa maravilhosa colheita como resultado de seus próprios esforços; sabiam que estavam entrando no trabalho de outros homens” (Atos dos Apóstolos, 44).

 

  1. Quinta: JESUS, o Messias divino

Quem é JESUS? Essa era a pergunta que circulava entre os contemporâneos de JESUS. Afinal, Ele nasceu num lar humilde. José era de fato um dos descendentes de Davi, logo, se o reino não fosse desmontado, José seria o rei de Judá e Maria a rainha, naqueles dias. Mas a família real empobreceu a tal ponto que José, em vez de rei, tornou-se um trabalhador braçal, um carpinteiro pobre, embora competente no que fazia. E JESUS deveria ter como pai a José, que se encontrava na linha do trono de Israel, da nação santa.

Como nasceu JESUS? Num lar pobre, numa cidade longe do lar, dentro de uma estrebaria, sendo acolhido nos primeiros dias numa manjedoura. É assim que nasce um rei? Os irmãos e irmãs de JESUS, filhos de Maria, todos mais novos que JESUS, eram também pobres e por certo de profissões que davam muito trabalho e pouco rendimento financeiro, em vez de serem príncipes. Na linhagem dos reis, o príncipe era JESUS, se o reino não tivesse caído, Ele seria o futuro rei depois da morte de José. Mas Ele foi também um carpinteiro.

Ora, assim, com essas credenciais, fica bem difícil crer que JESUS era Filho de DEUS e seria o Messias e Salvador da humanidade. Fica difícil mesmo, pois tudo apontava noutra direção, que Ele era um morador de bairro pobre numa cidade pequena e pobre, e que era, digamos assim, um Zé ninguém, de uma cidade sem expressão como Nazaré.

Lá pelas tantas, esse pobre homem resolve fazer milagres e pregar, e muitos O seguem, porém, a elite de Judá não O aceita, nem como profeta e muito menos como Salvador, o Messias. Ele veio para servir, não para ser servido como um rei, aliás, se Ele tivesse nascido num lar real, se José fosse rei, JESUS seria um rei diferente, um servo da nação, como DEUS é servo do Universo, e não um chefe impondo a Sua vontade e explorando o povo. JESUS seria o que Ele foi em Sua vida.

Os apóstolos, que conviviam com JESUS, bem como Sua mãe (seu pai José havia falecido quando Ele se tornou pregador), sabiam quem Ele era. Maria sabia que JESUS era o Salvador quando levou a Ele o problema da falta de vinho (suco de uva recente) nas bodas de Caná da Galileia.

JESUS era o próprio Filho de DEUS, Ele dizia isso e a Sua vida dava testemunho. Quem mais era capaz de fazer o que Ele fazia? De falar como Ele falava? De saber as coisas impressionantes como Ele sabia? Ele era um dos membros da Trindade, que Se tornou um mero ser humano como os demais (se bem que, JESUS DEUS nunca deixou de existir dessa maneira, como DEUS, já estudamos sobre isso em lições passadas). A Trindade é uma palavra que não se encontra na Bíblia; ela foi criada bem depois de CRISTO e dos apóstolos para se ter uma palavra para mais facilmente identificar DEUS como sendo três pessoas distintas.

A doutrina trinitária que professa que o conceito da existência de um só Deus, onipotente, onisciente e onipresente, revelado em três pessoas distintas, pode-se depreender de muitos trechos da Bíblia. Um dos exemplos mais referidos é o relato sobre o batismo de Jesus, em que as chamadas “três pessoas da Trindade” Se fazem presentes, com a descida do Espírito Santo sobre Jesus, sob a forma de uma pomba, e com a voz do Pai Celeste dizendo: “Tu és o Meu Filho amado, em Ti Me comprazo” (Lucas 3:22 e Mateus 3:17). Assim também, além de outros trechos da Bíblia, aparece na ordem de JESUS: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19).

Aos poucos eles, seguidores de JESUS foram entendendo quem Ele era, e escreveram como Pedro e Paulo fizeram. Eles conviveram com Ele, e O conheceram a tal ponto que não poderiam ter dúvidas, testemunhando tudo o que dizia e fazia. Eles principalmente passaram pela perplexidade de vê-Lo sendo morto e depois vê-Lo outra vez vivo, durante 40 dias. Eles O viram subir ao Céu, e por isso tudo, tinham a certeza de quem Ele era. Sabiam em Quem criam, a tal ponto que nem a perseguição e nem a morte fazia com que mudassem seu testemunho.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

Pedro resume CRISTO como homem e como DEUS Salvador. Por meio de Sua vida exemplar o Salvador revela o caráter de DEUS. Por meio de Seu sofrimento e morte, revela a Sua missão de salvar. Por meio de Sua ressurreição, revela o poder para salvar. Por meio de Sua ascensão, revela que Ele não é desse planeta, e que é o Rei do Universo. E Ele revelará a Sua glória por meio da segunda vinda, quando completar o Seu trabalho de redenção.

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

O nosso grande problema não é querer ser salvo, e sim, crer que possamos ser salvos por JESUS e desejar afastar-se definitivamente da vida vulgar que o mundo oferece. Ser transformado pelo ESPÍRITO SANTO é fácil, esse é um trabalho que Ele faz, mas querer ser transformado é difícil, requer que larguemos de muitas coisas que nos fascinam e nos prendem a este mundo. Eis a questão!

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

“Como fazer do V centenário da Reforma protestante uma ocasião de graça e de reconciliação para toda a Igreja, foi o tema da meditação da qual participou o Papa Francisco e membro da Cúria”. O Padre Raniero Cantalamessa, Pregador oficial da Casa Pontifícia, disse que “a doutrina da justificação gratuita pela fé não é uma invenção do Apóstolo Paulo, mas a mensagem central do Evangelho de Cristo, independente da forma que tenha sido conhecida pelo Apóstolo: se por revelação direta do ressuscitado, ou pela “tradição”, que ele diz ter recebido e que não era certamente limitada às poucas palavras do kerygma. Se não fosse assim, teriam razão aqueles que dizem que Paulo, não Jesus, é o verdadeiro fundador do cristianismo”. Hoje a igreja católica defende a pregação, mais do que nunca. Os pecados estão muito intensos, e algo precisa ser feito nesse sentido. Os luteranos e os católicos estão superando a barreira criada por meio de Lutero. Nesses 500 anos, em 2017, essa unidade se consubstancia plenamente. É uma profecia que se cumpre. Quer ler mais? Veja nesse link.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Depois da confissão de Pedro, Jesus recomendou aos discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Cristo. Esta recomendação foi feita por causa da decidida oposição dos escribas e fariseus. Mas ainda, o povo, e até mesmo os discípulos, tinham tão falso conceito do Messias, que um anúncio público do Mesmo não lhes daria ideia exata de Seu caráter e de Sua obra. Mas dia a dia Ele Se lhes estava revelando como o Salvador, e assim desejava dar-lhes uma genuína concepção de Si mesmo como o Messias.

“Os discípulos ainda esperavam que Cristo reinasse como príncipe temporal. Conquanto Ele houvesse por tanto tempo ocultado Seu desígnio, acreditavam que não permaneceria para sempre na pobreza e obscuridade; aproximava-se o tempo em que estabeleceria o Seu reino. Que o ódio dos sacerdotes e rabis jamais arrefecesse, que Cristo houvesse de ser rejeitado por Sua própria nação, condenado como enganador e crucificado como malfeitor – este pensamento nunca os discípulos abrigaram. Mas vinha chegando a hora do poder das trevas, e Jesus precisava revelar aos discípulos o conflito que se achava diante deles. Estava triste, antecipando a prova”. O Desejado de Todas as Nações, 414 e 415).

 

  1. Conclusão

“Desde o princípio Pedro crera que Jesus era o Messias. Muitos outros que foram convencidos pela pregação de João Batista, e aceitaram a Cristo, começaram a duvidar da missão de João quando ele foi preso e morto; e agora duvidavam de que Jesus era o Messias, a quem há tanto tinham aguardado. … Mas Pedro e seus companheiros não se desviaram de sua fidelidade. A vacilante atitude dos que ontem louvavam e hoje condenavam, não destruiu a fé dos verdadeiros seguidores do Salvador” (Vidas que Falam, MM 1971, 311).

“Para que o mal triunfe, basta que os bons se mantenham em silêncio”. (Edmund Burke).

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

estudado e escrito entre   07  e  13/04/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

2 comments for “Lição 8 – JESUS nos escritos de Pedro

  1. José Silva
    Maio 19, 2017 at 11:15 am

    A tese “trindade” adventista, é contrária à Bíblia. Deus sabendo que surgiria a tese “adocionista”, usou o patriarca Abrão (posteriormente Abraão), prometeu-lhe um filho e retardou a promessa. Abrão diante do não cumprimento da promessa, propõe “adotar” um filho, Eliezer. Deus não aceitou, pois um filho adotado não poderia representar o plano da redenção.
    A tese adventista advoga que o Divino Filho é uma função e não uma relação de origem. Abraão teria feito melhor sacrifício e demonstrado maior amor ao oferecer Isaque, já que para o Todopoderoso, não custaria nada oferecer um outro.
    Deus não aceitou a proposta adocionista de Abrão e não aceita essa tese de que o Divino Filho foi adotado como filho, pois não é filho, essa designação é apenas funcional.
    Jesus não mentiu, e na glória a ser manifesta, os únicos terceiros são os santos anjos, veja Lucas 9:26.
    Jesus não ensinou João de forma errônea, veja 1João 1:3, e ainda mais, João evocou o testemunho dos seus contemporâneos, que também não ouviram falar de nenhum terceiro.
    Veja quem é Deus em 2João 1:9.
    O equívoco de que João infere a existência de um outro terceiro no seu evangelho nos capítulos 14 e 16 não se sustenta, pois logo a seguir ele declara o que é necessário para se ter a vida eterna, veja João 17:3.

  2. Bertoldo Cesar de Souza
    Maio 20, 2017 at 2:40 am

    querido irmão, continuo acompanhando seus preciosos comentários, q o Senhor lhe dê sabedoria continuamente.
    Percebo q a filmagem as vezes chega em alta definição (é mais agradável). Há alguma dificuldade para manter a qualidade desejável?

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